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segunda-feira, setembro 09, 2013

452 - Habitação popular adaptável, evolutiva e bem integrada (I) - Infohabitar 452


Infohabitar, Ano IX, n.º 452

Habitação popular adaptável, evolutiva e bem integrada (I): enquadramento geral - Ou sobre a intenção de se desenvolver um adequado enquadramento da promoção da habitação popular 
António Baptista Coelho
Vivemos o século das cidades e das mega-zonas urbanas, e mais do que isso vivemos o século das grandes zonas urbanizadas e habitacionais informais – desordenadas, “clandestinas” e tantas vezes provisórias, “de abrigo” e sem condições mínimas de habitabilidade –,  em zonas extensas de uma parte significativa dos países em desenvolvimento e emergentes.
O objectivo aqui proposto, neste artigo, é tentar registar as principais linhas de uma habitação popular, a realizar pelos próprios habitantes, habitualmente, com ajuda mútua (familiares e amigos), em contextos sociais de reduzidos recursos financeiros e caracterizada por uma adequada qualidade arquitectónica e urbanística.
De certa forma podemos apontar que o que se visa é uma tentativa de aproximação a um enquadramento do processo informal de desenvolvimento habitacional, desenvolvido por indicações aos projectistas responsáveis pelos diversos e específicos processos de urbanização e reurbanização, numa perspectiva de apoio ao desenvolvimento de soluções domésticas e de vizinhança citadina onde haja alianças entre:
  •  adequadas (ainda que eventualmente mínimas) condições de ordenamento urbano e habitacional;
  • processos habituais e populares de auto-resolução das necessidades de habitação;
  • e soluções de arquitectura urbana marcadas por um razoável nível de qualidade arquitectónica.
Tendendo-se a uma regularização da criação de novas habitações, harmonizada:
  • quer com os fracos recursos dos habitantes e com um processo adaptável e evolutivo de construção da sua habitação;
  • quer com um adequado ordenamento urbano, de pormenor, imediatamente integrado por pequenas casas iniciais e até, eventualmente, apenas, de abrigo, mas capazes de suprir, rapidamente, as necessidades básicas das respectivas famílias, mas não comprometendo uma situação futura razoavelmente estabilizada, integrada por habitações com características, pelo menos, correntes, ou mesmo extensamente desenvolvidas e bem acabadas, que não sejam negativamente estigmatizadas, por terem sido iniciadas através do referido processo gradual de crescimento e de acabamento dos diversos espaços domésticos.
Por estas razões se recuperou, uma vez mais, o gosto, muito especial, de muitos técnicos pelo processo evolutivo habitacional e urbano, que foi, afinal, o processo responsável pela evolução do nosso modo de viver diário e pelo seu quadro de vida doméstico e urbano, considerando-se este numa adequada e ambivalente perspectiva (i) de vizinhança, muito localizada e ainda muito familiar (embora num sentido alargado) e (ii) de relação com a cidade e a sua essencial continuidade urbana, matéria esta que tem especial sensibilidade quando se iniciam conjuntos urbanos com casas mínimas e/ou construções com acabamentos mínimos e, cumulativamente, se visam processos de autoconstrução e autoacabamento – portanto quando se procura assegurar a referida continuidade e coesão urbanas com habitações em fases que podem ser quase de abrigo e realizadas pelos próprios habitantes, e consequentemente difíceis de controlar nas suas imagens urbanas iniciais.
Procura-se, também, que este revisitar do processo evolutivo urbano e habitacional seja feito numa perspectiva de grande contenção de custos, e tendo em conta realidades físicas, paisagísticas, ambientais e culturais bem caracterizadas e diversificadas (bem distintas daquelas que caracterizam o “mundo ocidental e desenvolvido”); e, portanto, numa reflexão exploratória e cuidadosa, que é aqui apenas iniciada, e onde se procura, essencialmente, que os principais aspectos de concepção e de ordenamento, ligados à referida evolução habitacional e urbana marquem soluções, cujas características de desenho e de pormenorização sejam:
(i)    adequadas aos respectivos quadros culturais e ambientais/climáticos – matéria esta que tem importância fundamental na estruturação de cada habitação e da respectiva vizinhança urbana;
(ii)  e que sejam desenvolvidas pelos projectistas locais, evitando-se a natural tendência de se apontarem “projectos-tipo”, ainda que apenas a título de exemplos ilustrativos – numa opção que define um fronteira entre as indicações estruturantes de um projecto habitacional evolutivo e uma sua concretização, que tem de ser cultural e ambientalmente adequada.
É neste sentido que se faz esta reflexão sobre o que poderá e deverá ser uma “habitação popular adaptável, evolutiva e bem integrada”, visando-se, numa segunda linha – a desenvolver, provavelmente, em próximos artigos – quadros específicos que possam ajudar a configurar esta solução em determinadas regiões e zonas climáticas.


Fig. 01

A questão da informalidade e da inadequação familiar e financeira
A questão da informalidade e/ou do desordenamento, quando não por vezes mesmo de um certo caos, no crescimento urbano e habitacional que marca tantas zonas de países em desenvolvimento, é matéria crucial pois refere-se:
  • A situações habitacionais frequentemente precárias e marcadas por condições de habitabilidade – higiene e mesmo saúde – inaceitáveis e que arriscam, em, primeira linha, os grupos sociais mais sensíveis – crianças, idosos, doentes e pessoas condicionadas na sua mobilidade.
  • À aplicação das poupanças da vida de muitas famílias em edifícios e construções que depois, e frequentemente, são muito desvalorizadas, quando colocadas no mercado habitacional.
  • Ao desenvolvimento de um crítico e muito negativo "caos" urbanístico em torno das principais zonas urbanas, a que acrescem, frequentemente, graves problemas ambientais e paisagísticos, criados nessas zonas; situações estas que muito prejudicam toda a sociedade e que obrigam e obrigarão a custos de reurbanização muito elevados, incluindo acções de realojamento de habitantes que ocupam edifícios situados em zonas perigosas, ou caracterizados por condições construtivas e de habitabilidade cuja reabilitação não tem viabilidade, ou situados em espaços necessários na ação de reurbanização (exemplo: vias e equipamentos).
  • À criação de soluções urbanas que são frequentemente muito pouco adequadas, seja em termos de funcionalidade e de conforto no uso do espaço público, seja de promoção do convívio natural e da estada prolongada nesse espaço público; pois, frequentemente, uma malha urbana informal não se rege por condições mínimas de agradabilidade no respectivo espaço público, tudo acontecendo, melhor ou pior, por trás dos limites dos lotes de cada família, e esta situação é muito negativa pela evolução nada “urbana” e sem “interesse público” que assim acontece. Pois não nos esqueçamos que a evolução urbana histórica e natural das nossas povoações acontecia, em pequenos, graduais e bem experimentados “acrescentos”, ciclicamente experimentados, adaptados e validados ao logo de gerações e não nos poucos anos, que são o tempo da informalidade.

  •  Mas também à criação de soluções habitacionais e domésticas muito frequentemente inadequadas em termos funcionais e de conforto ambiental, porque realizadas por pessoas pouco ou nada informadas sobre uma adequada concepção do habitar que deve acontecer no espaço interior, no espaço privado exterior, nas zonas de relação interior e exterior, e nas respectivas e necessárias nuances de privacidade e de sociabilidade, que não se limitam ao espaço privado de cada lote, devendo “invadir” positivamente as zonas públicas de vizinhança e de ligação à cidade.
Esta frequente inadequação doméstica dos espaços habitacionais informais resulta, naturalmente, de uma conjugação entre as graves limitações financeiras das famílias, o referido e rapidíssimo tempo em que decorre a informalidade e a referida ausência de um conhecimento adequado para o desenvolvimento da sua habitação. Um conhecimento que tire partido, até, de situações tão simples como o próprio espaço bem barato, porque “vazio” e quase não equipado (apenas tratado com vegetação, por exemplo).
E lembra-se que, por vezes, o conhecimento disponível até chegará a alguns aspectos construtivos da obra, mais ou menos rudimentares (quando há moradores que trabalham na construção civil), mas tal conhecimento evidentemente que não chega e o resultado concretiza-se, frequentemente, em erros de concepção difíceis ou, por vezes, mesmo impossíveis de emendar e que resultam em negativas condições construtivas e de habitabilidade da casa: e  logo na consequente e já referida falta de valor dessa casa como bem onde se aplicam as poupanças de uma vida e que se deixa à família, acontecendo, assim, uma verdadeira inadequação social de grande número de habitações informais em zonas urbanas informais.
Zonas estas que são, por vezes, reurbanizáveis, considerando-se os respectivos custos de infraestruturação, mas sendo, frequentemente, difícil conseguir uma verdadeira reabilitação habitacional de muitas das respectivas habitações informais, por diversas ordens de razões, entre as quais se destacam: (i) a exiguidade espacial dos lotes, (ii) a infuncionalidade básica das próprias habitações, (iii) problemas críticos de contiguidade entre edifícios vizinhos, e (iv) defeitos construtivos básicos.
Naturalmente que existirão muitos casos de habitações positivamente desenvolvidas e muitos casos de edifícios cuja reabilitação é possível e desejável, mas há, também, muitos casos de habitações que não oferecem condições mínimas de habitabilidade e/ou que prejudicam edifícios e espaços contíguos, e que são de difícil reabilitação (em termos práticos : construtivos e económicos). 


Fig. 02

E, afinal, a questão da frequente falta de qualidade urbana, arquitectónica e construtiva
Tudo o que se acabou de referir pode resumir-se no que se considera ser a frequente falta de qualidade urbana, arquitectónica e construtiva, marcando as habitações populares informais realizadas em pouco tempo nas periferias urbanas, num processo em que a ausência do bem-fazer tradicional, refletido em aspectos específicos de organização e de construção da casa, não foi compensado por tecnologias e conhecimentos actuais e igualmente adequados, tendo-se apenas, frequentemente, assistido a uma aplicação de soluções expeditas e por vezes rudimentares e muito deficientes, desde os aspectos de relação entre zonas privadas e públicas e de repartição dos espaços exteriores e interiores domésticos, até ao uso pouco racional de processos e materiais de construção e acabamento – utilizados, por vezes, apenas porque são os mais baratos e acessíveis naquele local específico.
Naturalmente que esta “regra”, referida à ausência de qualidade arquitectónica (num sentido lato) nas habitações informais, tem excepções e há, assim, situações em que o conhecimento e o bom senso dos habitantes e construtores, por vezes bem acompanhados em termos de assistência técnica e social, produzem soluções adequadas e mesmo arquitectonicamente interessantes e válidas; mas a regra é, frequentemente, negativa e produz, por vezes, situações críticas em termos de condições habitacionais e urbanísticas, por vezes mesmo prejudiciais para a saúde de quem lá habita e desagregadoras da essencial continuidade urbana.
E será possível aliar a força da iniciativa popular em intervenções adequadamente estruturadas, garantindo-se habitações adequadas, que proporcionem bem-estar às respectivas famílias e constituindo uma boa opção de investimento gradual e faseado das suas poupanças, assegurando-se um urbanismo que não esqueça aspectos essenciais de convívio e segurança e minimizando-se as despesas de infraestruturação; matérias estas que são, afinal, o objectivo essencial defendido nesta reflexão.


Fig. 03

Sobre a ideia de uma habitação popular adaptável e adequada em termos domésticos, urbanos e sociais
Salienta-se que não há aqui, nem podia haver, nenhuma ideia de se considerar negativa, como conceito de habitar, a informalidade urbana e habitacional; há sim a ideia de que esta informalidade marca extensas zonas urbanas e periurbanas de países em desenvolvimento e gera, frequentemente, situações urbanas e habitacionais negativas e mesmo , por vezes, muito problemáticas, que importa solucionar de uma forma eficaz e sustentada.
Surge assim a ideia de se procurar uma aproximação entre o modo informal de fazer habitação e espaço urbano e um ordenamento mínimo/ADEQUADO capaz de proporcionar bons espaços domésticos e urbanos, hoje em dia e no futuro; um objectivo ambicioso sem dúvida e para o qual muitos investigadores, técnicos e responsáveis habitacionais e políticos têm contribuído com diversas ideias e trabalho prático realizado em grande relação com os agentes dessa informalidade, em muitas grandes zonas urbanas de países em desenvolvimento.

O que se fará nesta série de artigos é, essencialmente, tentar apurar os aspectos essenciais das matérias urbanísticas e habitacionais que devem ser respeitadas no desenvolvimento de uma habitação popular adaptável e adequada em termos domésticos, urbanos e sociais, tendo-se em conta a matéria específica da evolução habitacional e também quadros ambientais específicos, referidos a determinadas condições climáticas – por exemplo, as regiões tropicais húmidas.
A ideia é que uma habitação popular adaptável e adequada em termos domésticos, urbanos e sociais deverá:
  • Respeitar necessidades habitacionais e humanas básicas, concretizadas em aspectos dimensionais, funcionais, de pormenorização e de proximidade e de relação entre espaços interiores e exteriores, públicos e privados.
  • Cumprir aspectos essenciais de qualidade ambiental, paisagística e de urbanidade; numa perspectiva em que se inviabilizem condições negativas e por vezes muito críticas (por exemplo, habitações em leito de cheia), favorecendo-se as melhores localizações em termos de paisagem e de relação com a cidade.
  • Proporcionar uma adequação optimizada em termos de necessidades familiares e modos de vida específicos, procurando-se servir os modos habituais e tradicionais de habitar em harmonia com a resolução de novas necessidades habitacionais e utilizando as tecnologias construtivas mais adequadas.
  • Contribuir para a vitalidade e continuidade urbana através de espaços exteriores de vizinhança agradáveis e estimulantes; uma condição que procura marcar o sentido de convívio, de relacionamento social e de vivência do espaço exterior que pode existir na proximidade das habitações.
  • Estar ligada a aspectos essenciais de sustentabilidade ambiental, seja pelos impactes produzidos nos locais de intervenção, seja pela própria construção; e nesta matéria haverá tratamento específico de aspectos de adequação climática regional e local.
  • Favorecer um processo adequado de adaptabilidade habitacional ao longo do tempo: (i) harmonizando a vivência de espaços privados interiores e exteriores, em cada lote; (ii) faseando o investimento na habitação de uma forma racional, que distribua as despesas, mas que não ponha em causa a qualidade e o valor do edifício que vai evoluindo; e (iii) possibilitando que este processo evolutivo esteja associado a uma vivência positiva entre vizinhos e à criação de conjuntos urbanos agradáveis.
  • Ter em conta os principais aspectos de um desenvolvimento urbano informal, de modo a que as operações evolutivas estruturadas que são aqui visadas, possam corresponder, globalmente, a soluções que sejam eficazmente utilizadas em processos de autoconstrução e de ajuda mútua; uma condição que poderá também ser útil na utilização destes processos nas importantes e urgentes intervenções de micro-reurbanização de zonas urbanas informais.
Serão estes os aspectos a tratar e exemplificar em próximos artigos desta série, que poderão ter ordem e ritmo editorial diversificados e com os quais se procura contribuir para a reflexão e a discussão sobre as matérias de uma informalidade urbana e residencial eficaz, porque muito sensível às necessidades e aos hábitos dos habitantes, mas também aos principais aspectos de ordenamento dos espaços domésticos e de vizinhança urbana.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.

Editor: António Baptista Coelho - abc@lnec.pt
INFOHABITAR Ano IX, nº452
Habitação popular adaptável, evolutiva e bem integrada (I)
Infohabitar é a revista semanal do Grupo Habitar (GH)
Infohabitar é editada no LNEC- Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT)
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, agosto 05, 2013

449 - Os espaços antes das entradas comuns na habitação- Infohabitar 449


Infohabitar, Ano IX, n.º 449
Artigo XXXV da Série habitar e viver melhor
Os espaços antes das entradas comuns na habitação

António Baptista Coelho

Considerando a boa vivência do edifício multifamiliar vamos agora tratar, especificamente, de cada um dos seus principais espaços comuns, considerando não só como eles são e se espera que sejam, habitualmente, mas também imaginando como eles poderiam ser em termos de uma concepção arquitetónica que tire partido máximo do seu elevado potencial de funcionalidade, representatividade, identidade, apropriação e apoio ao convívio natural entre vizinhos e visitantes; e desde já se aponta que nesta reflexão será muito importante a tentativa de não esquecer soluções anteriormente usadas e os seus respetivos resultados em termos de satisfação residencial.
Sendo esta uma introdução que irá acompanhar, sistematicamente, as reflexões desenvolvidos sobre os vários espaços e principais equipamentos comuns dos edifícios multifamiliares, será tentada, sistematicamente, um afeiçoar das suas considerações ao espaço ou equipamento visado.
Relativamente à entrada comum no edifício multifamiliar ou num pólo de receção de um agregado de edifícios unifamiliares e aos respetivos espaços e elementos exteriores públicos ou comuns importa ter em conta um conjunto de aspetos que são, em seguida, informalmente apontados.
É importante que uma entrada comum nos dê as boas vindas, através de um arranjo agradável e envolvente, que nos abrigue da chuva e do sol excessivo, que se caracterize por aspectos que não se encontram em outras entradas comuns, é a entrada que todos desejamos.
O espaço que antecipa a entrada pode ter um conteúdo essencialmente funcional, ligado ao apoio à entrada, em termos de contato com as habitações, proteção das intempéries, apoio ao serviço de correio, e apoio ao próprio processo de entrada (ex., uso de chaves, pousar volumes); mas pode e deve ter, paralelamente, uma “utilidade” evidenciada em termos de identificação do edifício, expressão da sua imagem pública no sentido de alguma “explicação” do seu funcionamento geral e clarificação da sua relação funcional com a envolvente pública ou comum directa (espaço comum eventualmente existente, relação com a respetiva rua ou a praceta, articulação com as respetivas soluções de estacionamento automóvel, etc.).


Fig. 01: o Edifício na Carvalhosa, Porto, Arqs Arménio Losa e Cassiano Barbosa.

E nesta perspetiva essencialmente funcional  o espaço “antes da porta de entrada” deverá ser caraterizado por adequadas condições de acessibilidade – no apoio a condicionados na mobilidade, mas também no apoio a transportes volumosos e pesados (ex., rampas, pavimentos aderentes, etc.) –, de iluminação artificial devidamente consideradas em termos de estratégia de iluminação (ex., célula fotoelétrica que liga a luz quando está escuro, ou de acordo com um dado relógio), e de visibilidade de segurança sobre a envolvente próxima e em “meia distância”, proporcionando-se, assim, seja uma entrada segura e calma no edifício, seja idênticas condições quando da saída do mesmo.
Naturalmente que, em muitas regiões do mundo, há ainda que ter em conta especificamente as condições de vedação, de controlo do acesso e mesmo de vigilância da circulação na contiguidade do edifício, uma condição que aqui se considera ser “paralela” às restantes ou delas razoavelmente independente, até porque quando as condições de segurança pública são adequadas este cuidado não fará especial sentido, sendo mesmo negativo em termos dos seus reflexos da urbanidade e da agradabilidade de uso nos espaços públicos contíguos.
Mas estas condições essencialmente funcionais não esgotam, naturalmente, a reflexão sobre “o espaço antes da porta de entrada” no edifício multifamiliar ou numa afirmada agregação de edifícios unifamiliares havendo aspetos de integração urbana pormenorizada e de vizinhança, identidade e representatividade que importa abordar, sob diversas facetas; uma forma estratégica de considerar um texto que se pretende seja útil a quem concebe arquitetura residencial.
Devemos assim refletir sobre uma outra matéria, de cariz mais pessoal, mas igualmente importante para o objectivo de um habitar amplamente mais satisfatório. Tal matéria refere-se a que a entrada do edifício constitui, provavelmente, para muitos de nós, uma etapa fundamental na sequência de espaços urbanos e domésticos que habitamos todos os dias e, sobre este aspecto, lembramos Rob Krier quando este escreve que “no caminho da rua para o interior do edifício passamos por gradações do que podemos designar como «o público». Imediatamente, a posição da entrada e a importância arquitectónica que lhe é atribuída exprimem o papel e a função do Edifício..." (1)



Fig. 02: o Bloco das Águas Livres, Lisboa: Arqs Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa Cabral.

E na relativa ausência de estudos que fundamentem a afirmação da importância da entrada comum, cabe aqui chamar a atenção para a necessidade de se dar muito mais atenção a este elemento de composição do espaço do habitar, havendo muito a aprender com tantos excelentes exemplos que aí estão para serem vistos, facilmente, ao longo das ruas de muitas cidades.
Nestas matérias Alexander defende (2) a criação de uma transição gradual entre a rua e a porta de entrada, transição esta que deve ser servida por aspectos específicos de iluminação natural e artificial, protecção acústica, sequências de níveis, limiares bem marcados e vistas sequenciais de penetração e saída, vistas estas que disponibilizem diversos tipos de visões fugazes, estratégicas, gerais, etc. E o mesmo autor sublinha, depois, a importância que tem a criação de uma entrada acolhedora, preenchida por elementos que propiciem sentimentos de "boas vindas", como assentos confortáveis, pontos de vista interessantes e úteis, tons de cor domésticos e até outros elementos habitualmente associados ao interior das nossas casas. (3)
Mas há ainda um outro aspecto a ter em conta nestas matérias, pois devemos ter bem presente que uma entrada de edifício bem concebida e atraente é também um elemento muito importante e qualificador para a vizinhança urbana em que se integra, e esta qualificação pode fazer-se, por exemplo, por uma afirmada sobriedade.
Não sendo este, especificamente, o tema que aqui nos move, importa reflectir que uma entrada que nos influencie positivamente, pelos seus aspectos formais e funcionais, será, provavelmente, uma entrada que assumirá, também, uma excelente presença e função urbanas. Mas, no entanto, tais aspectos de presença e de função urbanas poderão eles próprios ter reflexos específicos na concepção de entradas de edifícios e, tendo-os, e se os tiverem através de soluções que resultem realmente bem, então, poderemos considerar que haverá motivos complementares para que os habitantes desse edifício fiquem mais agradados com o “seu” edifício e a “sua” entrada, que, assim, naturalmente, é também uma entrada da cidade, pois pertença da cidade e das suas continuidades.



Fig.03: um bloco em banda nos Olivais Norte: Arqs Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas.

No que se refere à relação entre entrada de edifício e espaço urbano de vizinhança salientam-se dois aspectos de concepção apontados por Alexander: (4)
·       A entrada deve ser visível quando nos aproximamos do edifício ou existir uma indicação clara e condigna da sua localização.
·       A entrada deve ser formalmente realçada, e considerando-se que a aproximação mais frequente é feita paralelamente ao edifício e, portanto, em ângulos de visão habitualmente muito apertados.

A entrada ou átrio comum deve ter, sempre, uma "contrapartida" exterior, pelo menos, parcialmente protegida das intempéries, zona esta que poderá, naturalmente, variar, entre um pequeno espaço coberto sob uma pala e um recinto específico e equipado.
Ainda nesta matéria da aproximação ao edifício e, naturalmente, das acções de partida do edifício, considera-se que os respectivos espaços exteriores deverão ser, sempre que possível, especificamente caracterizados e pormenorizados, apontando-se, em seguida, algumas opiniões de Dubuisson e La Salle nesta matéria: (5)
·       "As entradas consideradas como pontos fortes e partes privilegiadas de junção entre zonas habitacionais interiores e espaços exteriores, também cumprirão o princípio de continuidade. Serão concebidas como «crescimentos» facilitando os encontros entre os habitantes. Para esse efeito o espaço aberto exterior será definido por taludes ou muretes, dispondo-se bancos e vegetação."
·       "O tratamento do pavimento é um dos principais elementos da composição das entradas dos edifícios, afirmando a presença de um acontecimento ao mesmo tempo que define um local de encontro, ele materializa uma potencial penetração dos passeantes."
·       "A sinalética específica poderá exprimir-se de variados modos, através da denominação dos edifícios nos pavimentos exteriores que prolongam exteriormente as entradas e nas paredes verticais contíguas".


Fig. 04: Pormenor de uma das Torres Prémio Valmor nos Olivais Norte: Arqs Arqs Nuno Teotónio Pereira, António Pinto de Freitas e Nuno Portas.


Falta referir que o “espaço antes da porta de entrada” pode ser praticamente “nulo”, correspondendo a uma secção” não formalmente definida de um passeio – mas nesta caso tem de haver espaço funcional no passeio para as suas diversas funções – ou pode constituir como que um amplo pátio, mais ou menos ajardinado, com acesso por uma porta ou cancela específica e cujo uso seja reservado aos habitantes e visitantes do edifício, sendo a vista desta espaço perfeitamente aberta a partir do espaço público contíguo, ou sensível e cuidadosamente reservada dessa relação visual.
E entre tais extremos pode haver um amplo leque de situações intermediárias, entre as quais será sempre interessante a solução em que na vizinhança das entradas há espaços de uso público, bem equipados em termos de bancos para sentar e outro mobiliário urbano, elementos representativos seja da rua ou praceta públicas, seja dos “seus” diversos edifícios, verde urbano e iluminação artificial, proporcionando-se um aproximar naturalmente convivial à entrada mais íntima no edifício, como que um “piscar de olhos” à vivência públiva e comum e uma conjugação “suave” (gradual), mas firme, entre espaços públicos e espaços comuns de uso reservado.
E uma entrada e/ou “um espaço antes da entrada” com as caraterísticas aqui apontadas não implica um gasto especial de espaço e uma despesa fora do vulgar, implica, sim, um projecto do edificado e micro-urbano muito cuidado, e tanto mais cuidado quanto maior for a exigência de economia.
Notas bibliográficas:
(1) Rob Krier, "Elements of Architecture", p. 61.
(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 494 e 495.
(3) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 623 e 624.
(4) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 485 a 487.
(5) S. Dubuisson, X. De La Salle, in "Espaces Exterieurs Urbains, Rencontres du Centre de Recherche d'Urbanisme",  J. P. Muret (Coord.), p. 65.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.


INFOHABITAR Ano IX, nº449 

Os espaços antes das entradas comuns na habitação 
Editor: António Baptista Coelho - abc@lnec.pt
Edição de José Baptista Coelho
Grupo Habitar (GH) e LNEC - Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT)

LNEC e Infohabitar - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte

quinta-feira, setembro 20, 2007

158 - Sobre uma cidade naturalmente segura, I – artigo de António baptista Coelho - Infohabitar 158

  - Infohabitar 158

Sobre uma cidade naturalmente segura

António Baptista Coelho

Sublinha-se que se trata aqui da segurança urbana mais do que da insegurança urbana, e que mesmo assim tal assunto é considerado numa perspectiva que põe em evidência que o tratar-se de tal assunto se justifica porque tal condição é fundamental para uma fruição da cidade e do habitar em plenitude.

Sublinha-se assim que não se trata da segurança urbana por se considerar que este é um tema central, em si mesmo, na sociedade urbana actual, cada vez maior e mais intensa, mas que o tema da segurança e a problemática da segurança são fundamentais para o cumprimento da cidade como adequado sítio de vida, agradável, culturalmente enriquecedor, despoletador de ideias e de vocações e não sítio de inúmeros incómodos e mesmo verdadeiros “castigos”, associados à dificuldade de usar em plenitude e com prazer a rua, o jardim e a vizinhança do habitar de cada um.



A propósito deste assunto global e tão urgente numa sociedade cada vez mais marcada pelas questões da segurança ou da insegurança urbanas, faz-se também uma primeira e, julga-se, oportuna ponte com a divulgação dos dez mandamentos da urbana orientada para a comunidade (a “norte-americana” COP, Community Oriented Policing) um policiamento urbano que está já a ser aplicado em Portugal e que se considera ser muito adequado a uma cidade mais amigável e mais egura.

Faz-se, assim, aqui no Infohabitar, uma primeira e relativamente informal incursão nestas matérias, associando este tema ao tema, igualmente importante, do espaço defensável e ainda, aos temas igualmente importantes, da criação de espaços apropriáveis e amistosos e equilibrados em termos de convivialidade e privacidade, mesmo no exterior, e, finalmente, ao tema, também igualmente importante, de uma gestão local eficaz e humanizada; e no final ainda se referem alguns aspectos associados aos temas, hoje na ordem do dia, da aplicação das novas tecnologias, por exemplo de vídeo-vigilância, e de desenvolvimento, pelas forças de segurança, de uma prática de cooperação com a comunidade.

Sistematizando estes aspectos teremos cinco tipos de factores que podem e devem confluir para se desenvolver uma cidade habitada, que seja, o mais possível, naturalmente segura, o que se conseguirá através do desenvolvimento de:

espaços urbanos defensáveis;
espaços urbanos conviviais e privatizados;
gestão urbana de proximidade eficaz e humanizada;
espaços urbanos apropriáveis e amistosos;
e de condições específicas de segurança urbana aliando o uso da tecnologia disponível e uma orientação privilegiada para a cooperação com a comunidade.

Teremos, assim, uma espécie de pentágono, o que até terá algumas irónicas conotações em termos de segurança, mas acredite-se que foi um acaso; um pentágono cujos vértices são marcados pelos seguintes aspectos:
  • espaços urbanos defensáveis
  • espaços urbanos conviviais e "privatizados"
  • gestão urbana de proximidade eficaz e humanizada
  • espaços urbanos apropriáveis e amistosos
  • polícia urbana orientada para a comunidade



Tais aspectos levar-nos-iam muito longe ainda que num seu singelo ou sumário desenvolvimento e no acompanhar das suas relações com outras temáticas urbanas de primeira linha, mas em vez de esperar que fosse possível considerar toda uma rede desse tipo, optou-se por avançar aqui neste artigo de forma exploratória nestas matérias, comentando com alguma parcimónia cada um desses vértices e deixando para outras oportunidades o respectivo desenvolvimento.

E assim se abordam, sinteticamente, os referidos cinco vértices do pentágono de uma cidade naturalmente segura, terminando até com os aspectos mais ligados à COP e com um brevíssimo comentário conclusivo, que quer deixar linhas abertas para próximos artigos e comentários meus e de outros.


Espaços urbanos defensáveis




Uma imagem de Elvas

“Jogar” na defensibilidade do espaço urbano é algo, que por si só, longe nos levaria. Trata-se de um tema que foi desde sempre caro aos urbanistas e trata-se de uma matéria que, na cidade tradicional, está praticamente resolvida, com naturalidade, pois há por todo o lado vistas mútuas, entre as janelas das habitações e a rua, entre as lojas e a rua e mesmo entre os utentes da rua; há portanto um sentido comunitário ou cívico, um sentido de auto-protecção que corresponde a uma auto-defesa natural dos territórios que são considerados mais “nossos” ou sob a nossa influência.

Há também aqui uma perspectiva mais física e de configuração mútua, que pode ajudar ou dificultar este jogo de visibilidades – num jogo arquitectural que nos deve levar longe mas sempre com clareza, articulando acessos a habitações, vistas naturais de janelas sobre o espaço público, passagens públicas e presença de comércios conviviais – e uma perspectiva mais social, que se liga a questões de números de vizinhos – afinal, de números de “caras” conhecidas – e de equilíbrios, sempre sensíveis, entre diversos grupos socioculturais.




Uma vista de rua em Alvalade/Areeiro, Lisboa

Há ainda aqui um sentido de decisão sobre fechar ou não fechar determinados acessos e onde e como o fazer.

E há finalmente uma grande ligação desta matéria com as matérias da convivialidade e da privacidade, que sejam consideradas as mais adequadas ou as mínimas num meio residencial que, neste caso, tenderá a ser vincadamente urbano; matéria esta que faz a ponte entre o desenho do exterior (rua, praceta, jardim urbano, largo) e o desenho e a caracterização da tipologia edificada.

Como se disse uma matéria que nos leva muito longe, mas é preciso que desde já se diga que todos estes aspectos são para serem verdadeiramente equacionados, seja na própria estruturação e encadeamento dos diversos espaços urbanos e edificados, seja no tratamento de pormenor dos elementos de encerramento, de semi-encerramento/marcação e de vigilância natural ou específica que serão distribuídos por esses encadeamentos espaciais.

Falta dizer que um espaço só é defensável se for bem definido, se estiver bem definido nas suas margens e nos seus conteúdos, se estiver razoavelmente recintado, se não for excessivamente amplo pois neste caso deixa de ser visível e “dominado” pela vista e pelo movimento potencial de quem nele circula e se for claro nos seus conteúdos em termos de eventuais sub-espaços, equipamentos e elementos de comunicação.


Espaços urbanos conviviais e "privatizados"


Trata-se de uma matéria que se liga às restantes (dos restantes vértices do referido pentágono), mas que tem também uma razão de ser bem própria.

É importante sublinhar estas ligações mútuas porque convivialidade e privacidade estão na base, directa e indirecta, de muitos dos aspectos que fazem viver o espaço urbano.

Mas a adequada definição de níveis de privacidade, numa marcação subjectiva e objectiva, é caminho muito andado na implementação de uma segurança urbana naturalmente pressentida; e nesta matéria tem de haver lugar a claras definições de permissão de acesso, mas também deve haver uma cuidadosa ambiguidade.




Uma vista de Portalegre

Ainda quanto à importância da privacidade para a segurança urbana há que sublinhar que há poucos elementos tão efectivos para um sentido de controlo natural do que se passa na rua, do que uma porta aberta de uma habitação, que entreabre e expande um dado mundo doméstico até ao alcance da vista de quem tantas vezes passa horas nesse limiar entre casa e cidade; é real uma tal influência securizadora, sentimo-la quando passamos pelas ruas estreitas de Centros Históricos habitados; e naturalmente que uma tal influência benfazeja também é produzida pelos vãos de janela e pelas sacadas em que quase sentimos o pulsar de quem lá habita quando passamos rente.



Uma vista de Elvas

E finalmente quanto à influência securizadora da convivialidade ela é bem evidente, seja na disseminação de equipamentos conviviais, alguns dos quais ocupam com as suas esplanadas partes do exterior, proporcionando aí pontos de observação estratégicos dos respectivos enfiamentos e perspectivas mais amplas, seja pela pontuação e acompanhamento das sequências urbanas e dos pontos mais estratégicos com equipamentos, seja pela fundamental definição de zonas de vizinhança de proximidade que agrupam conjuntos de residências cujas identidades constituem elementos de primeira linha numa cidade mais segura.


Gestão urbana de proximidade eficaz e humanizada


Naturalmente que a gestão urbana e designadamente uma gestão urbana exercida com eficácia na proximidade directa das habitações e dos equipamentos é um factor de primeira linha numa securização natural do espaço urbano.


Uma vista de Alvalade/Areeiro, Lisboa

Afinal, dominamos melhor e mais naturalmente aquilo a que estamos directamente ligados em termos de processo de gestão e aquilo cuja gestão está clarificada em termos de zonas de responsabilidade e de presença periódica mas efectiva dos respectivos agentes de gestão local de proximidade.
E deixemos o desenvolvimento deste tema para outros artigos desta série.


Espaços urbanos apropriáveis e amistosos

Provavelmente a matéria aparentemente menos objectiva nas que têm sido aqui tratadas, neste artigo, e que integram o referido pentágono é esta do desenvolvimento de espaços urbanos apropriáveis e amistosos.

Mas parece ser claramente entendível se nos lembrarmos da capacidade de apropriação e da amistosidade que caracterizam os espaços urbanos tradicionais.

Um segredo desta relação entre apropriação e segurança é naturalmente que se defende mais aquilo de que mais se gosta e que é considerado como mais “nosso.”

Mas provavelmente esta justificação não é a única, pois talvez uma zona urbana que interiorizamos como mais “amiga,” porque mais afectiva, seja um sítio em que nos comportamos mais à vontade, de certa forma exteriorizando um sentido de segurança natural, condição esta que é consequentemente factor de segurança acrescida.

E há ainda um outro aspecto extremamente objectivo nesta relação entre segurança e amistosidade do espaço urbano que se habita, que é a escala geral e a escala tratada das intervenções, pois naturalmente que uma praceta rodeada de “segundos andares”, transmite como que um estar quase “dentro de casa,” e aí quem é estranho “entra” sentindo-se estranho pois está quase à distância de um braço de quem lá habita e chama “sua” a uma tal praceta.


Uma vista de Alvalade, Lisboa

Mas se a praceta for formada por edifícios de sete ou oito pisos tudo se passa de modo diferente, logo porque o “espaço entre” não tem uma tal “escala do braço e do homem,” pelo menos directamente tem uma escala eventualmente mais “representativa,” e diz-se “directamente,” porque há formas de “rebaixar”, aparentemente, uma tal escala humanizando-a e fazendo transparecer muito mais a presença do homem, mesmo em edifícios mais altos, por exemplo evidenciando galerias exteriores comuns e diversificando vãos exteriores.


Polícia urbana orientada para a comunidade


Nesta matéria de uma acção policial de proximidade é de grande interesse a consulta aos “dez mandamentos” da “polícia orientada para a comunidade” (COP, Community Oriented Policing) expressos por David L. Carter (1) e que aqui se sintetizam:

(i) “A «Polícia Orientada para a Comunidade» é uma filosofia e uma organização estratégica que permite à polícia e à comunidade de residentes trabalhar estreitamente em conjunto e de novas formas para resolver problemas de crime, medo do crime, desordens físicas e sociais e degradação das vizinhanças...

(ii) Exige , em primeiro lugar, que todas as pessoas ligadas à polícia, incluindo o pessoal civil, aprofundem formas e processos de traduzir essa filosofia na prática...

(iii) Para se implementar uma verdadeira «Polícia Orientada para a Comunidade», os departamentos de polícia devem criar e desenvolver um novo tipo de agente de linha, o Agente de Polícia de Comunidade, que actua como uma ligação directa entre a polícia e as pessoas da comunidade...

(iv) O amplo papel do Agente de Polícia de Comunidade exige um contacto contínuo e sustentado com as pessoas cumpridoras da lei na comunidade, de forma a que em conjunto possam explorar soluções criativas para as preocupações locais em termos de crime, medo do crime, desordem e degradação, servindo os cidadãos como voluntários não pagos...

(v) A «Polícia Orientada para a Comunidade» implica um novo contrato entre a polícia e os cidadãos por ela servidos, que ofereça a esperança de ultrapassar a crescente e invasora apatia, mas restringindo-se todos os impulsos para a criação de «vigilantes»...

(vi) A «Polícia Orientada para a Comunidade» junta um elemento de protecção vital ao papel reactivo tradicional da polícia, resultando isto num serviço policial com espectro largo...

(vii) A «Polícia Orientada para a Comunidade» desenvolve novos processos de protecção e de apoio às vidas dos mais vulneráveis – jovens, idosos, minorias, pobres, deficientes e sem-casa...

(viii) A «Polícia Orientada para a Comunidade» promove o uso judicioso da tecnologia, mas também se baseia na ideia de que nada substitui o que humanos dedicados, trabalhando e dialogando em conjunto, podem conseguir...

(ix) A «Polícia Orientada para a Comunidade» deve concretizar um processo totalmente integrado que envolva todos na polícia, com os Agentes de Polícia de Comunidade no papel de especialistas na ligação entre a polícia e as pessoas servidas.

(x) A «Polícia Orientada para a Comunidade» proporciona um serviço à comunidade com características descentralizadas e personalizadas. Assume que a polícia não pode impor ordem na comunidade a partir de fora dela, mas que as pessoas devem ser encorajadas a pensarem na polícia como um recurso que podem usar na ajuda à resolução de problemas que preocupam as comunidades actuais...”





Naturalmente será fundamental aprofundar as relações estratégicas entre espaços de habitar defensáveis, uma actividade de polícia, assim, orientada para a comunidade, e objectivos cívicos e éticos bem definidos, porque a referida e defendida “polícia de comunidade” tem também de ser uma polícia orientada para a defesa e o desenvolvimento de uma verdadeira qualidade de vida, tal como é defendido por William Bratton e William Andrews (2):
“O policiamento da qualidade de vida é importante por três razões. Em primeiro lugar, porque a maioria dos cidadãos é mais sensível a situações como a prostituição, o pequeno comércio de droga, os excessos de ruído, o alcoolismo juvenil e outros delitos menores do que ao grande crime…em segundo lugar … os ambientes convulsos atraem o crime e provocam o medo. Em terceiro lugar, porque os autores de crimes graves também cometem muitas vezes outros tipos de pequenos delitos; o policiamento da qualidade de vida permite aos agentes da polícia intervir junto destes grupos e por vezes impedir a ocorrência de crimes sérios.”

Notas complementares
Entre muitos outros aspectos ficam prometidos três temas complementares para outros artigos desta série e deixam-se também estes temas como desafios positivos aos leitores e eventuais autores de opiniões e pequenos ou grandes textos sobre estes assuntos:
(a) Que condições específicas de segurança urbana poderão ser servidas pelo uso da tecnologia disponível, sem se afectar significativamente a liberdade individual e o uso “livre” da cidade.
(b) Como desenvolver uma orientação privilegiada entre a securização urbana e a cooperação da(s) comunidade(s).
(c) Que experiências já podem ser apontadas nestas áreas, designadamente, em Portugal.

Como este é o primeiro artigo desta série não serão feitos comentários conclusivos. Apenas se refere a importância que sempre terá numa securização urbana quase natural uma cuidadosa e trabalhosa, porque afirmada, associação entre: (i) aspectos de desenho de arquitectura urbana e de integração física; (ii) e de integração e mistura social feita com naturalidade e com um mínimo de “esquecimentos”.

(1) David L. Carter, “Fundamentals of community oriented policing”, s.d.

(2) William Bratton e William Andrews, no livro organizado por Myron Magnet, Paradigma urbano – as cidades no novo milénio (The Millennial City), 2001 (2000), p.112.
Edição em 20 de Setembro de 2007, Lisboa, Encarmação/Olivais Norte
José Baptista Coelho

sexta-feira, setembro 14, 2007

157 - Infohabitar, catálogo interactivo de mais de 200 artigos - Infohabitar 157

  - Infohabitar 157
Edição interactiva n.º 26 - Outubro de 2009
(14-9-2007, edição-base)


infohabitar ! infohabitar ! infohabitar !
a revista/blog do Grupo Habitar (GH) - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Basta clicar num título para aceder imediatamente ao respectivo artigo!

Catálogo temático interactivo de mais de cerca de 300 artigos e de mais 3.000 páginas ilustradas de Infohabitar. Seguem-se os temas em que subdivide o índice, seguidos dos respectivos artigos ordenados numa sequência temporal de edição e organizados nos seguintes 26 Temas:
  • Arte e Arquitectura (NOVO)
  • Projectar o habitar (NOVO)
  • O (re)fazer a cidade e as novas cidades (NOVO)
  • Série habitar e viver (NOVO)
  • Políticas, acções e medidas habitacionais (NOVO)
  • Avaliação pós-ocupação (APO) ou análises retrospectivas (NOVO)
  • Memória
  • Qualidade no habitar (NOVO)
  • Construir o habitar (NOVO)
  • Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação)
  • Investigação habitacional e urbana
  • Grupo Habitar e Infohabitar
  • Sustentabilidade no habitar
  • Habitar de interesse social e habitar cooperativo
  • Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar
  • Gestão da cidade habitada
  • Escalas e tempos do habitar
  • Humanidades e habitar
  • Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras
  • História(s) e tipologias do habitar
  • Desenho e a humanização do habitar
  • Integrar o habitar
  • Natureza, tempo, cidade e lugar
  • (Novas) formas/soluções de habitação (NOVO)
  • Viagens
  • Actualidades, comentários, notícias, informações
Nota: consoante a dinâmica editorial serão anexados mais temas
Autoria dos artigos (ordem referida à ordem de edição):
Duarte Nuno Simões; Celeste d'Oliveira Ramos; Marilice Costi; Sheila Walbe Ornstein; José Walter Galvão; Maria João Eloy; António Reis Cabrita; Nuno Teotónio Pereira; Sara Eloy; António Baptista Coelho; Paulo Machado; João Carvalhosa; Guilherme Vilaverde; Maria Luiza Forneck; Khaled Ghoubar; José Coimbra; Pedro Baptista Coelho; Sidónio Simões; José L. M. Dias; Manuel Tereso; António Novais; Rita Abreu; Teresa Heitor; Ana Tomé; Fausto Simões; Carlos Pina dos Santos; Pedro Taborda; João Cantero; Maria Tavares; Milton Botler; António Pedro Dores; Joana Mourão; Bruno Marques; Hélio Costa Lima; Teresa Marat-Mendes; Sara Ribeiro; João da Veiga Gomes; João Manuel Mimoso; Lúcia Leitão; Samuel Gonçalves; Maria Tavares; Décio Gonçalves; ...


Tema: ARTE E ARQUITECTURA (NOVO)
INTERVENÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS numa obra de Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas - Maria Tavares (Infohabitar, Ano V, n.º 265, Setembro 27, 2009, 11 págs., 18 figs.).
Tema: PROJECTAR O HABITAR (NOVO)
Revista Ambiente Construído - Vol. 9, N.º 2: artigos - informação e resumos (Infohabitar, Ano V, n.º 258, Agosto 10, 2009, 7 págs.).
Tema: O (RE)FAZER CIDADE E AS NOVAS CIDADES
Quando o ambiente é hostil: leituras da cidade brasileira contemporânea - Artigo e sessão de divulgação de livro no LNEC em 8 de Junho de 2009 - Lúcia Leitão (n.º 249, 31 Mai. 09, 11 págs., 6 figs. - contém apresentação do livro "Quando o ambiente é hostil")
"Maus" bairros, "bons" bairros: aprofundar as boas práticas de habitação social - António Baptista Coelho (18 Mai. 09, 6 págs., 5 figs.)
Tema: SÉRIE HABITAR E VIVER (NOVO)
Série habitar e viver melhor, VII: Uma cidade atraente feita de densidades e imagens estimulantes - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 269, Outubro 26, 2009, 11 págs., 8 figs.); uma nova edição, revista e complementada, de um artigo anteriormente editado no Infohabitar, agora integrado na "Série habitar e viver melhor".
Vivências e vivendas III - Notas sobre casas e quem as sonha - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 268, Outubro 18, 2009, 5 págs., 3 figs.).
Vivências e vivendas II - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 266, Outubro 05, 2009, 10 págs., 6 figs.).
Vivências e vivendas I - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 264, Setembro 20, 2009, 7 págs., 5 figs.).
Habitação social, esforços, disciplinas e soluções (artigo) e 1.º anúncio ao 1.º SBQP 2009 em São Carlos SP - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 256, Julho 27, 2009, 5 págs., 3 figs.).
Habitação de interesse social em Portugal: 1988 – 2005 - apresentação de livro (Infohabitar n.º 251, 21 Jun. 09, 7 págs., 6 figs. - contém apresentação do livro "Habitação de interesse social em Portugal: 1988 – 2005").
Apropriação ou representação na habitação - António Baptista Coelho (20 Abr. 09, 5 págs., 4 figs.)
Série habitar e viver (melhor), VI: mais espaço ou melhores espaços residenciais - António Baptista Coelho (6 Abr. 09, 6 págs., 4 figs.)
Novos caminhos da habitação - António Baptista Coelho (16 Mar. 09, 5 págs., 6 figs.)
Equipar o habitar, habitar os equipamentos – requalificar os equipamentos sociais - António Baptista Coelho (9 Fev. 09, 6 págs., 7 figs.)
Série habitar e viver (melhor), IV: uma cidade diversa, feita de bairros e limiares - António Baptista Coelho (4 Jan. 09, 7 págs., 5 figs.)
Série habitar e viver, I: A importância de um verdadeiro habitar - António Baptista Coelho (17 Nov. 08, 9 págs., 7 figs.)
Tema: POLÍTICAS, ACÇÕES E MEDIDAS HABITACIONAIS (NOVO)
O problema da habitação e o I Congresso Nacional de Arquitectura, Nuno Teotónio Pereira, et al, com organização de António Baptista Coelho (6 Out. 2008, 16 págs..).
Tema: AVALIAÇÃO PÓS OCUPAÇÃO
Revista Ambiente Construído e artigo AS CORRENTES E O CUIDADO por Marilice Costi (Infohabitar, Ano V, n.º 257, Agosto 03, 2009, 5 págs., 3 figs.).
SALA DE AULA, ARQUITETURA, CORPO E APRENDIZAGEM - Marilice Costi (24 Mai. 09, 8 págs., 4 figs.)
AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO (APO): MONITORANDO A ARQUITETURA! - Marilice Costi (11 Mai. 09, 8 págs., 3 figs.)
Tema: MEMÓRIA
Algumas palavras sobre a HCC, sobre o INH, sobre o Prémio INH e sobre dois amigos: o Defensor de Castro e o Hermano Vicente, um texto de muitos, e muito ilustrado, cujo relator foi o António Baptista Coelho (14 Set. 2008, 11 págs., 20 figs).
Raúl Hestnes Ferreira, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra - notícia e reedição de um artigo de Celeste Ramos sobre a obra de Hestnes Ferreira (5 Out. 07).
José Barreiros Mateus - Um ano de profunda saudade – texto de Manuel Tereso (7 Dez, 06)
José Barreiros Mateus - Um sentido para a vida, uma vida em comunidade – texto de António Baptista Coelho (7 Dez, 06).
Tema: CONSTRUIR O HABITAR
Aplicações do Sistema Estrutural Tipo Árvore – SETA em programas funcionais com viés de interesse social - Décio Gonçalves (Infohabitar, Ano V, n.º 267, Outubro 10, 2009, 15 págs., 11 figs.).
Palestra de Teixeira Trigo no LNEC - António Baptista Coelho (14 Jun. 07, 10 p., 10 fig.).

Tema: QUALIDADE NO HABITAR
Qualidade Arquitectónica e Satisfação Residencial, Parte II - artigo de António Baptista Coelho (4 Mai. 2009, 9 págs., 5 figs.).
Qualidade Arquitectónica e Satisfação Residencial, Parte I - artigo de António Baptista Coelho (27 Abr. 2009, 12 págs., 10 figs.).
Sobre o que faz o bom-habitar III: algumas sínteses e ainda, e sempre, as perplexidades - artigo de António Baptista Coelho (25 Ago. 2008, 5 págs., 3 figs.).
O bom-habitar II : alguns comentários iniciais e algumas perplexidades - artigo de António Baptista Coelho (18 Ago. 2008, 6 págs., 3 figs.).
O bom-habitar I : uma introdução ao bom-habitar do bairro, da vizinhança e do edifício - artigo de António Baptista Coelho (10 Ago. 2008, 6págs., 6 figs.).
A CIDADE HABITÁVEL (II) - artigo de António Manuel Reis Cabrita (20 Abril, 2008, 19 págs., 15 figs.).
A CIDADE HABITÁVEL (I) - artigo de António Manuel Reis Cabrita (14 Abril, 2008, 14 págs., 14 figs.).
Mais e melhor habitação, mais e melhor cidade - artigo de António Baptista Coelho (16, Março, 2008, 6 págs., 7 figs.).
Homem rico - Homem pobre - artigo de Celeste Ramos (03 Janeiro 2008, 9 pág., 8 fig.)
Promoção da Qualidade do Habitar, Coimbra 11 de Outubro de 2007 - relato por António Baptista Coelho (19 Out. 07, 12 p., 9 fig.).
A qualidade do habitar, no início do século XXI, na Europa – I, António Baptista Coelho (11 Out. 07, 9 p., 6 fig.).
Tema: CASOS HABITACIONAIS E URBANOS (estudo, análise e divulgação)
A NHC, Nova Habitação Cooperativa e os Prémios INH-IHRUAlguns casos urbanos e habitacionais de referência – artigo de António Baptista Coelho (22 Dezembro 2008 12 págs., 12 figs.)
Alvalade, de Faria da Costa. uma cidade na cidade - o mistério de Alvalade, III – artigo de António Baptista Coelho (17 Janeiro 2008 18 págs., 11 figs.)

Alvalade, de Faria da Costa. uma cidade na cidade - o mistério de Alvalade, II – artigo de António Baptista Coelho (10 Janeiro 2008 15 págs., 8 figs.)

Alvalade, de Faria da Costa. uma cidade na cidade - o mistério de Alvalade, I – artigo de António Baptista Coelho (28 Dezembro 2007 13 págs., 5 figs.)
Evolução da produção de Habitações de Interesse Social em São Paulo - artigo de João Cantero (29 Novembro 2007, 13 págs., 15 figs.)
Reposição da Casa-abrigo Eduardo Anahory: Arrábida, 1960 – um artigo de Pedro Taborda (9 Nov. 07, 25 p. 17 fig.)
Um prémio residencial formativo – texto de António Baptista Coelho (6 Set. 07) .
Humanização e densificação urbana – texto de António Baptista Coelho (30 Ago. 07).
Notas sobre a integração urbana e paisagística – artigo de António Baptista Coelho (23 Ago. 07).
Cooperativas de habitação, reabilitação e sustentabilidade – artigo de António Baptista Coelho (9 Ago. 07).
Sobre Alvalade, um comentário - Pedro Taborda (20 Abr. 07, 2 p., 1 fig.).
O conjunto de habitações sociais do Monte de São João – Duarte Nuno Simões, com ilutração de António Baptista Coelho (08 Mar. 07).
Tema: GRUPO HABITAR E INFOHABITAR
1as Jornadas Técnicas do NAU e do GH - 31 Março 2009 LNEC - relato de António Baptista Coelho (13 Abr. 09, 8 págs., 12 fig.).
O Grupo Habitar, os primeiros quatro anos e um pouco de futuro – II– artigo de António Baptista Coelho (20 Dez 2007 13 págs, 10 figs.)

O Grupo Habitar, os primeiros quatro anos e um pouco de futuro - I – artigo de António Baptista Coelho (13 Dezembro 2007, 20 págs., 15 figs.)
Sobre o Grupo Habitar, um pouco de passado e de futuro – António Baptista Coelho (22 Mar. 07).
Preparar a 3ª Assembleia Geral do GH e dinamizar a Associação - António Baptista Coelho (22 Fev. 05, 2 p.).
Inauguração do INFOHABITAR - uma "linha" inicial por António baptista Coelho (21 Fev. 05).
Tema: INVESTIGAÇÃO HABITACIONAL E URBANA
Algumas definições I, da “habitação” ao “engenho”– artigo de António Baptista Coelho (24 Janeiro 2008 7 págs., 6 figs.)
A investigação em arquitectura e urbanismo e em ecologia social no LNEC, parte I – António Baptista Coelho e Marluci Menezes (9 Nov. 06, 18p. 10 fig.).
Tema: APROFUNDAR A SUSTENTABILIDADE NO HABITAR
A Sustentabilidade na EPUL – da Obra Nova à Reabilitação - Sara Ribeiro e João da Veiga Gomes (23 Fev. 09, 6 pág., 5 fig.).
Arquitectura Sustentável, 3 e 4 de Outubro 2008: Relato II- António Baptista Coelho (27 Out. 08, 18 págs., 15 figs.) .
Arquitectura Sustentável, 3 e 4 de Outubro 2008: Relato I - António Baptista Coelho (20 Out. 08, 20 págs., 10 figs.) .
Arquitectura sustentável: além do ambiente - António Baptista Coelho (13 Out. 08, 15 págs., 9 figs.) .
Cidades e ecologia – Joana Mourão (30 Jun. 2008, 7 págs., 5 figs.).
O PRIMEIRO EMPREENDIMENTO COOPERATIVO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL EM PORTUGAL – artigo de José Coimbra (25 Maio, 2008, 12 págs., 11 figs.).
O LIXO É TAMBÉM RESPONSABILIDADE NOSSA – um artigo da Arq.ª Marilice Costi (2, Março, 2008, 4 págs, 4 figs. de ABCoelho).
Humanização do habitar: algumas reflexões – António Baptista Coelho (15 Mar. 07) .
Regulamentação térmica e sustentabilidade na habitação – António Baptista Coelho, Fausto Simões e Pina dos Santos (01 Mar, 07).
A propósito da iniciativa “Por um Território Sustentável” – António Baptista Coelho (29 Nov., 06, 9p., 15 fig.).
O Prémio INH, algumas notas, António Baptista Coelho (28, Mai. 06,).
Qualidade na habitação: arquitectura, cidade e gestão - António Baptista Coelho (4 Out. 05, 4 p., 3 fig.).
Ordenamento, revitalização da memória e Prémio INH - Maria Celeste Ramos (27 Set. 05, 6p., 6 fig., 2 com.).
Tema: O HABITAR DE INTERESSE SOCIAL E O HABITAR COOPERATIVO
E ainda o problema da habitação – parte II, António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 262, Setembro 07, 2009, 4 págs., 2 figs.).
E ainda o problema da habitação – parte I, António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 261, Agosto 31, 2009, 7 págs., 2 figs.).
Finalmente a conclusão da Bouça, de Siza Vieira, pela iniciativa cooperativa – António Baptista Coelho (17 Abr. 06, 3 p. 5 fig.).
Tema: INTERVIR E CONSTRUIR NO CONSTRUÍDO (reabilitar, preencher e regenerar)
Reportagem sobre a sessão e visita “regenerar integrando, Viseu, 2 de Julho de 2009 - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 255, Julho 20, 2009, 9 págs., 12 figs.).
O Habitar em Zonas Antigas - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 254, Julho 10, 2009, 12 págs., 8 figs.).
Regenerar integrando, Viseu, 2 de Julho 2009 - nova divulgação (Infohabitar, Ano V, n.º 252, Junho 28, 2009, 4 págs., 3 figs.)
Regenerar integrando, Viseu, 2 de Julho 2009 - divulgação de sessão e visita (Infohabitar n.º 250, 14 Jun. 09, 3 págs., 3 figs.).
Do Aqueduto de Lisboa aos novos Vazios - Teresa Marat-Mendes (26 Jan. 09, 12 págs., 22 figs.).
Reabilitação de edifícios habitacionais com valor patrimonial – artigo de Mariana Morgado Pedroso (27 Abril, 2008, 9 págs., 8 figs.).
“A variante portuguesa do classicismo imperial brasileiro”, apresentação de um novo livro de Alberto José de Sousa pelo próprio autor (6 Abril, 2008, 16 págs., 16 figs.).
A PENSAR EM LEIRIA – artigo de Fausto Simões (2 Ago 07).
Reabilitação do parque habitacional público: O papel das cooperativas - crónica de Nuno Teotónio Pereira (26 Jul. 07).
Um dia por Lisboa – Fazer e não fazer - Texto de Nuno Teotónio Pereira (28 Jun. 07, 7 p., 3fig.).
Mobilidade no centro histórico: o caso de Coimbra – Sidónio Simões (Out. 12, 14 p. 16 fig.).
Lisboa, cidade que quer ser UNESCO – Celeste Ramos, ilustração de Maria João Eloy e de Dias dos Reis (8 Set. 06, 8p., 9 fig.).
Um novo PER – Programa Especial de Regeneração habitacional e urbana - António Baptista Coelho (27 Out. 05., 5 p., 4 fig.).
Tema: GESTÃO DA CIDADE HABITADA
As cidades em crise são as cidades desejáveis– artigo de António Baptista Coelho (6 Dezembro 2007, 16 págs., 11 figs.)
A Administração do Parque Publico de Arrendamento Habitacional – Guilherme Vilaverde (30 Jan. 06, 4p. ).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação IV– João Carvalhosa (25 Jan. 06, 5p.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação III – João Carvalhosa (19 Jan. 06, 9p. 3 fig.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação II – João Carvalhosa (15 Jan. 06, 9p., 8fig.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação I – João Carvalhosa (10 Jan. 06, 10p., 1fig.).
Tema: ESCALAS E TEMPOS DO HABITAR
A cidade que sou e tenho em mim; Regra de ouro: habitar – Maria Celeste Ramos e Maria João Eloy (14 Jul. 06, 5p. 4 fig.).
O meu bairro é uma cidade dentro da cidade – Maria Celeste Ramos e António Baptista Coelho com fotografias de Maria João Eloy (19 Out. 05, 4 p.14 fig.).
Entre o lugar da casa e os lugares da cidade , António Baptista Coelho (10 Ago. 05, 4 p., 2 fig., 2 com.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – III - artigo de António Baptista Coelho (24 Mai. 05, 2 p., 1 fig.).
Casas como bosques – I - António Baptista Coelho (16 Jun. 05, 2 p., 1 fig.).
Cidade e sedução I - António Baptista Coelho (9 Jun., 2 p., 1 fig., 1 com.).
A CIDADE: UM LUGAR DE ESTÍMULO E SURPRESA – Marilice Costi (1 Jun. 05, 3 p., 1 fig., 3 com.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – II - artigo de António Baptista Coelho (12 Abr. 05, 1 p.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – II - António Baptista Coelho (12 Abr. 05, 1 p.).
Da minha janela vejo o mundo e reconheço o meu olhar - um texto da Arq.ª Maria Celeste Ramos (21 Mar. 05, 4 p., 2 com.).
Tema: AS HUMANIDADES E O HABITAR
Cidades vivas, cultas e criativas I - Artigo de António Baptista Coelho (17 Fevereiro 2008, p págs., 7 figs.)
Seis cantos contra a guerra – Khaled Ghoubar, ilustração de António Baptista Coelho (21 Jul. 06, 5p., 1 fig.).
As sociedades envelhecem, mas somos humanos – Maria Celeste Ramos e António Baptista Coelho (2 Mar. 06, 5p. 2 fig.).
Retrospectiva – Maria Luiza Forneck (5 Fev. 06, 3p.).
Quem sabe começamos por nós? – Marilice Costi (12 Dez. 05, 3p. 2fig.).
Os idosos na cidade e a cidade envelhecida – Paulo Machado (5 Dez. 05, 6p., 3fig.).
Interpelações Virtuais ao Cidadão Comum - Maria João Eloy , (Nov. 05, 2 p., 10 fig.).
As cidades também se abatem – “They kill horses - don't they ?” - Maria Celeste Ramos (16 Nov. 05, 4 p., 3 fig.).
O habitar é técnica e poesia I – inclui poema de António Ramos Rosa - António Baptista Coelho (4 Out. 05, 2p., 1 fig.).
O Preconceito na apreensão da Cultura da Cidade e do Território - Maria João Eloy (2 Ago. 05, 6 p., 10 fig., 3 com.).
Tema: HABITAR CIDADES AMIGAS – CONVIVIAIS, ACESSÍVEIS, PARA TODOS, E SEGURAS
Cidade melhor harmonizada e humanizada: parte II - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 260, Agosto 24, 2009, 8 p., 4 fig.)
Cidade melhor: o peão – parte I, António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 259, Agosto 14, 2009, 6 p., 3 fig.).
Uma cidade atraente feita de densidades vitalizadoras - António Baptista Coelho (16 Fev., 09, 6 p., 3 fig.).
(IN)SEGURANÇA EM ZONAS DE RESIDÊNCIAS. O ESPAÇO DA OPORTUNIDADE – artigo de Teresa V. Heitor (31 Janeiro 2008, 11 págs., 4 figs.)
Sobre uma cidade naturalmente segura - António Baptista Coelho (20 Set., 07, 23 p., 10 fig.).
À volta da cidade: sobre cidades verdadeiramente habitadas e amigáveis - António Baptista Coelho (12 Jul. 07, 12 p., 8 fig.).
Cidades desejadas e seguras (I): o problema da habitação tornou-se o problema da cidade – António Baptista Coelho (13 Abr., 2007, 8 p., 10 fig.) .
Os velhos na cidade velha – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (21 Set. 06, 12p., 7 fig.).
A cidade e o recreio, o espaço e o tempo – espaço de alegria e de formação do cidadão – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (17 Ago. 06, 6p., 5 fig.).
5.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar - Évora: Os idosos e a cidade envelhecida, com o Grupo Habitar e a Câmara de Évora, relato de António Baptista Coelho (14 Mar. 06, 4p. 9fig.).
Os idosos na cidade e a cidade envelhecida – Sessão Técnica do Grupo Habitar – António Baptista Coelho,(28 Nov. 05, 7 p., 7 fig.).
Os Velhos – a Cidade e a Sociedade – Maria Celeste Ramos (2 Nov. 05, 4 p., 3 fig.).
As cidades são os locais mais desejáveis para viver e trabalhar II – objectivos/desafios e alguns comentários - textos de Adrian M. Joyce, comentados por António Baptista Coelho, 17 Mai. 05, 6 p., 1 fig.).
As cidades são os locais mais desejáveis para viver e trabalhar I - textos de Adrian M. Joyce comentados por António Baptista Coelho(29 Abr. 05, 3 p.).
Por uma cidade habitada - António Baptista Coelho (16 Mar. 05, 2 p., 1 fig.).
Habitação sem cidade algumas notas de António Baptista Coelho sobre um texto do Arq. Luis Fernández-Galiano (13Mar. 05,1p.).
Dos bairros do crime ao verdadeiro problema da habitação - António Baptista Coelho (09 Mar. 05, 2 p., 1 com.).
Sobre as cidades e os idosos - comentário de António Baptista Coelho (28 Fev. 05, 1 p.).

Tema: HISTÓRIA(S) E TIPOLOGIAS DO HABITAR
Nos 60 anos do 1.º Congresso Nacional de Arquitectura , textos de, e organizados por, Nuno Teotónio Pereira (20 Jul. 2008, 9 págs., 7 fig.).
Relação entre o Habitar e a História - I António Baptista Coelho (2 Nov. 07, 6 p., 4 fig.).
O habitar, da proto-história aos romanos – Paços de Ferreira 12 e 13 de Outubro - António Baptista Coelho (25 Out. 07, 20 p., 27 fig.).
PRÉMIO INH/IHRU 2007 – 19ª EDIÇÃO - Júri do Prémio INH/IHRU 2007 (19 Jul. 07, 11 p., 12 fig.) .
20 Anos de habitação social portuguesa - António Baptista Coelho (7 Jun. 07, 16 p., 10 fig.).
Arquitectura da habitação social portuguesa recente – resenha de Sheila Walbe Ornstein (31 Mai. 07, p., 4 fig.).
Cidades à beira-rio e o rio como paisagem: a civilização que nasceu da água - Celeste Ramos com a colaboração e ilustração de António Baptista Coelho (24 Ago. 06, 10p., 9 fig.).
O Espaço Como Dominação e Consciência – artigo de Maria Luiza Forneck, ilustração de Susana Abreu, sobre as Missões Jesuítas no Sul do Brasil (4 Ago. 06, 6p., 7 fig.).
Outros destaques no Prémio INH 2006 – António Baptista Coelho (9 Jul., 9p., 19 fig.).
Premiados e mencionados no Prémio INH 2006 – António Baptista Coelho e Maria Celeste Ramos (3 Jul 06, 10p., 18 fig.).
Prémio INH 2006: candidaturas da promoção privada, parte II – reportagem de António Baptista Coelho (23 Jun. 06, 5p., 16 fig.).
Prémio Instituto Nacional de Habitação 2006: as candidaturas da promoção privada, parte I – reportagem de António Baptista Coelho (17 Jun. 06, 7p., 17 fig.).
Prémio Instituto Nacional de Habitação 2006: candidaturas cooperativas – reportagem de António Baptista Coelho (4 Jun. 06).
Arquitectura no feminino – texto de Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho do conjunto residencial projectado pela Arqª Ana Valente e promovido pela CM de Esposende (4 Abr. 06, 6p. 6fig.).
As grandes cidades e a origem das cidades – António Baptista Coelho (ABC, 22 Set. 05, 4 p., 2 fig.).
EDIFÍCIO COPAN: MARCO DE REVITALIZAÇÃO HABITACIONAL EM SÃO PAULO – Parte II – um artigo do Arq.º Walter Galvão e da Prof.ª Sheila Ornstein (27 Jun. 05, 5 p., 4 fig.).
EDIFÍCIO COPAN: MARCO DE REVITALIZAÇÃO HABITACIONAL EM SÃO PAULO – Parte I - um artigo do Arq.º Walter Galvão e da Prof.ª Sheila Ornstein (22 Jun. 05, 7 p., 3 fig., 3 com.).

Tema: O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR
Sobre as fundamentais vizinhanças amigáveis I - António Baptista Coelho (3 Nov. 08, 4 págs., 3 figs.).
IDENTIDADE ESCOCESA - Políticas de Arquitectura na União Europeia, artigo de João Ferreira Bento (30 Março, 2008, 6 págs., 3 figs.).
Opiniões de Nuno Portas sobre o espaço público – relato de António Baptista Coelho (15 Set. 06, 15p., 5 fig.).
Uma viagem pela nova arquitectura na Universidade de Aveiro: reportagem fotográfica informal – Pedro Romana Baptista Coelho e António Baptista Coelho (1 Set., 7p. 16 fig.).
Sobre a humanização do espaço público – António Baptista Coelho (10 Ago 06, 8p. 7 fig.).
Humanização e vitalização do espaço público: Cadernos Edifícios (N.º 4 ) – artigo de António Baptista Coelho (27 Jun. 06, 3p. 2 fig.).
Notas ribeirinhas de Lisboa – António Baptista Coelho (22 Mar. 06, 7p. 9fig.).
Infohabitar/reportagem: com Gonçalo Ribeiro Telles no Jardim da Gulbenkian – António e Pedro Baptista Coelho (26 Fev. 06, 4p.).
ACERCA DE LA CASA – Curso em Sevilha, Relato – António Reis Cabrita (13 Out. 05, 9 p., 3 fig.).
Tema: HABITAR INTEGRADO
A integração da habitação social II – importância e complexidade da integração social, artigo de António Baptista Coelho (26 Jul. 2008, 6 págs. 2 figs.).
ESPÍRITO DO LUGAR – O DIREITO DE ESTAR, artigo de António Pedro Dores (15 Jun. 2008, 14 págs, 12 figs.).
Ainda sobre o espírito do lugar – Maria João Eloy (8 Jan. 06, 1p.).
Casas envolventes e vivas (I) António Baptista Coelho (11 Set. 05, 3 p., 1 fig.).
Sentido do lugar – I, em memória de Fernando Távora , texto de António Baptista Coelho (4 Set. 05, 3 p., 4 fig., 3 com.).
Sentidos lugares II – algumas notas gerais sobre a integração , António Baptista Coelho (24 Ago. 05, 4 p., 3 fig.).
Sentidos lugares I – algumas notas sobre o verde urbano , António Baptista Coelho (21 Ago. 05, 4 p., 5 fig.).
Onde acaba a identidade e começa o turismo? - António Baptista Coelho (4 Mar. 05, 1 p.).

Tema: NATUREZA, TEMPO, CIDADE E LUGAR
Porque Morrem as Cidades os Velhos e as Árvores. Porque Morre e um País II - Celeste Ramos (19 Jan. 09, 14 págs., 7 figs.).
Porque Morrem as Cidades os Velhos e as Árvores. Porque Morre e um País I - Celeste Ramos (12 Jan. 09, 13 págs., 6 figs.).
OS JARDINS E O HABITAR (II) – artigo de António Baptista Coelho e textos da da London Tree Officers Association (22 de Jun. 2008, 9 págs., 8 figs.).
O Jardim Ampliado – artigo de Milton Botler (19 Maio, 2008, 9 págs., 7 figs.).
SOBRE OS JARDINS E O HABITAR (I) NOTAS INICIAIS E UM PRIMEIRO ENQUADRAMENTO – artigo de António Baptista Coelho (12 Maio, 2008, 6 págs., 6 figs.).
Paisagens II: algumas notas sobre a árvore na cidade - Texto e fimagens de António Baptista Coelho sobre palestra de Maria Celeste Ramos (9, Março, 2008, 6 págs., 4 figs.).
Paisagem I: sobre a natureza da paisagem - artigo de António Baptista Coelho (24 Fevereiro 2008, 6 págs., 6 figs.)
DIA DA MÃE – texto de Celeste Ramos (10 Mai. 07, p., fig.).
O Céu de Lisboa (e mais um texto complementar) - Celeste Ramos ( 20 Abr. 07, 8 p., 6 fig.).
A Cidade e o Solstício de Inverno - Maria Celeste Ramos (21 Dez. 06).
Cidade relógio de horas – Maria Celeste Ramos, ilustração de ABCoelho (16 Nov. 06, 9p., 7 fig.).
A Cidade e o Equinócio de Outono II, desenhar com a natureza – Celeste Ramos (5 Out. 06, 11p. 6fig.).
A Cidade e o Equinócio de Outono I, o esplendor da luz – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (28 Set. 06, 9p. 8 fig.).
Qualidade do ambiente urbano II – o jardim e acidade ontem e hoje – Maria Celeste Ramos com colaboração e imagens de António Baptista Coelho (7 Mai. 06, 7 p., 7fig.).
Qualidade do ambiente urbano I – a natureza às portas da cidade – Maria Celeste Ramos com colaboração e imagens de António Baptista Coelho (1 Mai. 06, 7 p., 7fig.).
A cidade e o equinócio da Primavera – Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho (28 Mar. 06, 6p. 5fig.).
A Cidade e o Carnaval, festa de antecipação do Equinócio da Primavera – Maria Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho (10 Mar. 06, 3p. 2 fig.).
O Natal, o Solstício de Inverno e a Cidade – Maria Celeste Ramos (16 Dez. 05, 4p. 3fig.).
Tema: (NOVAS) FORMAS/SOLUÇÕES DE HABITAÇÃO - NOVO

Novas soluções habitacionais (III) – artigo de António Baptista Coelho (6 Jul. 2008, 8 págs., 5 figs.).

Novas formas de habitar (II): Unidades residenciais - artigo de António Baptista Coelho (8 Jun. 2008, 10 págs., 9 figs.).

Vitalizar a cidade e oferecer novas formas de habitar (I). Uma introdução à oferta de pequenas unidades residenciais em zonas urbanas centrais - artigo de António Baptista Coelho (1 Jun 2008, 9 págs., 7 figs.).

Cidade e habitação apoiadas (II) - António Baptista Coelho (25 Mai. 07, p., fig.).
Cidade e Habitação Apoiadas (I): Alguns aspectos de enquadramento – António Baptista Coelho (3 Mai. 07, 6 p., 6 fig.).
Tema: VIAGENS (NOVO)
Cidades da viagem e do estar: o caso de Barcelona I - artigo de António Baptista Coelho (7 Set. 2008, 5 págs., 7 figs.).
Tema: ACTUALIDADES, COMENTÁRIOS, NOTÍCIAS, INFORMAÇÕES
Mestrado sobre risco e acções sobre segurança infantil (Infohabitar, Ano V, n.º 263, Setembro 14, 2009, 6 págs., 3 figs.).
Arquitectura Sustentável Futuro com[ ]passado - Conferência do NAAV e do Grupo Habitar a 3 e 4 Outubro de 2008 na Universidade de Aveiro divulgação por António Baptista Coelho e Bruno Marques com base nos elementos do Congresso (21 Set. 2008, 7 págs., 3 figs.).
Infohabitar- Actualidades: lançamento de um DVD sobre o edifício Copan – Sheila Walbe Ornstein (17 Abr. 06, 2p. 1 fig.).
Editorial e Índice do Infohabitar em 2005 – António Baptista Coelho e Edição do Infohabitar (31 Dez. 05, 3p.).
Infohabitar/actualidades – Património mundial, Macau - texto de António Baptista Coelho (9 Out. 05, 1 p.1 fig.)
Sobre as novas ferrovias - JM (10 Mar. 05, 2 p.).
HABITARTE 1 - ABC (24 Fev. 05, 1 p.).

Notas complementares: O Infohabitar é uma revista/blog do Grupo Habitar (GH), é editado com o fundamental e continuado apoio informático do editor José Romana Baptista Coelho, é divulgado a partir do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde tem a sede o Grupo Habitar, e tem contado com importantes apoios, em termos de divulgação, por parte do Instituto Nacional de Habitação (INH) e da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).
No caso de um associado do GH ou de um leitor do Infohabitar ter interesse em editar um texto ou artigo na nossa revista/blog, naturalmente, dentro de um quadro de temáticas como as que estão acima apontadas, mas com um muito desejável potencial de diversificação (ex., nas matérias mais tecnológicas e em análises de casos) deverá entrar em contacto com António Baptista Coelho, para os e-mail abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com ou para o telem. 914631004.
Nota editorial: embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.