domingo, junho 28, 2009

Regenerar integrando, Viseu, 2 de Julho 2009 - Infohabitar 252

Grupo Habitar e Viseu Novo, SRU

Infohabitar, Ano V, n.º 252
São ainda possíveis inscrições em mais uma excelente iniciativa do Grupo Habitar, agora em parceria com a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu e com a Câmara Municipal de Viseu, que terá lugar no próximo dia 2 de Julho de 2009.

O editor do Infohabitar
António Baptista Coelho



Fig. 01


Convite para Sessão e Visita Técnicas em Viseu, 2 de Julho 2009

O Grupo Habitar (GH) e a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu, têm o prazer de convidar V. Exa. para as 16ª Sessão Técnica e 12ª Visita Técnica do GH, realizadas em parceria com a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu e com a Câmara Municipal de Viseu, acções que serão subordinadas ao tema “Regenerar Integrando”, e que se realizarão na quinta-feira dia 2 de Julho de 2009, no Solar dos Peixotos em Viseu.

Local: Solar dos Peixotos, Rua Cimo de Vila, 3500-105 Viseu (Tel. 232 448 098)
Fig. 02

Regenerar Integrando – refazer uma cidade mais humana


Fazer cidade ou refazer cidade tem tudo a ver com a “… tentação de andar só mais cem metros, e depois mais outros cem” (escreveu-o Edmund White), devido ao encanto inesperado de edifícios históricos, mas também de simples lojas em esquinas e pracetas acolhedoras; pois a cidade deve proporcionar um complemento funcional mas também um verdadeiro suplemento de alma ao habitante.

Na nossa cidade europeia podemos considerar duas opções bem distintas: uma delas que serve uma sociedade da rapidez, do stress, da ausência de convívio e da funcionalidade estrita e maquinal; e outra que se liga ao fruir da cidade em paz e com tempo, a pé (o flanar), que promove uma fundamental calma no viver, a relação com a natureza e ocasiões e cenários quase espontâneos de convívio. E esta devolução da cidade à estima e ao uso públicos, deve integrar , especificamente, a sua reabilitação da cidade como espaço privilegiado e protector dos mais idosos e dos mais jovens, que são, afinal, aqueles habitantes que mais usam a cidade, que muito podem dar de vida à cidade e aos quais a cidade tanto pode dar em termos de quadro de vida formativo e de lazer.

Outro aspecto a considerar é que é possível desenvolver acções de melhoria da qualidade de vida urbana através de alianças entre esta recriação de partes de cidades mais cívicas, mais vivas e à escala humana e a dinamização da cultura e da arte em determinados bairros e ruas, pois “… entendemos que as nossas cidades têm qualidades culturais e arquitectónicas únicas, uma forte capacidade de inclusão social e excelentes oportunidades de desenvolvimento económico. São centros de conhecimento e fontes de crescimento e inovação. Mas, ao mesmo tempo, debatem-se com problemas demográficos, desigualdade social, exclusão social de grupos populacionais específicos, falta de alojamento adequado a preços acessíveis e problemas ambientais …” (Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis – Maio de 2007)

Fig. 03

Grande parte do segredo de uma cidade viva e sensível relativamente aos seus habitantes está num tecido urbano com continuidades afirmadas, atraentemente diferenciado, mas não especializado e que leve a cidade até à porta de muitas casas, enquanto também proporciona remansos “domésticos” bem dentro das zonas citadinas mais animadas. De certa forma voltando a pensar a “cidade central” como ela foi, uma espécie de grande casa, que associava as casas de habitar e as casas de trabalho dos cidadãos; uma grande e surpreendente casa. E, tal como referiu a colega Marilice Costi, num dos primeiros artigos do Infohabitar em Junho de 2005: “Uma cidade precisa surpreender, mostrar sua história, entregar-se a quem passa por ela e dar-lhe o seu sabor. Ela precisa apaixonar a qualquer um, provocar sensações, proporcionar vivências. Ser lugar para seus moradores e um novo lugar para quem chega.”

Estes e outros aspectos associados serão apresentados e debatidos em Viseu no dia 2 de Julho no âmbito do seguinte programa:


“Regenerar Integrando”, quinta-feira dia 2 de Julho de 2009
Programa: 16ª Sessão Técnica do GH com a SRU de Viseu
10.00: Registo dos participantes.

10.15: Sessão de Abertura, por representantes da Câmara Municipal de Viseu, Viseu Novo, SRU e Grupo Habitar.

10.30: Introdução ao tema “O Habitar em Zonas Antigas” Arq. António Baptista Coelho, chefe do NAU do LNEC, Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Presidente da Direcção do Grupo Habitar e Dr. Jorge Quintela, Técnico Superior do IHRU, Administrador da Viseu Novo - SRU e elemento da Direcção do Grupo Habitar

11.00: Apresentação do “Estudo de Enquadramento Estratégico para a ACCRU de Viseu”,
Obras em curso de responsabilidade da Viseu Novo: Arq. Margarida Henriques, Viseu Novo SRU

11.30: A estratégia de reabilitação na Zona Histórica do Porto
: dificuldades de um percurso; Arq. Rui Loza, da Porto Vivo SRU

12.00: Expectativas e formas de actuação na Zona Histórica de Gaia: Eng. Defensor de Castro
, da CidadeGaia SRU

12.30: Formas de veicular potenciais investidores: Eng. João Craveiro, da Coimbra Viva SRU

13.00: Debate
.

13.30: Intervalo para Almoço

Programa: 12ª Visita Técnica do GH com a SRU de Viseu

15.00: Reunião do grupo no Adro da Sé

15.15: 1º Momento: Visita à zona de intervenção apensa ao “Funicular”

15.45: 2º Momento: Largo Mouzinho de Albuquerque
3º Momento: Largo António José Pereira
4º Momento: Largo de Santa Cristina
5º Momento: Praça D. Duarte
6º Momento: Largo Pintor Gata
7º Momento: Praça 2 de Maio
8º Momento: Praça da Republica

17.00: 9º Momento: Largo da Misericórdia

INSCRIÇÃO:
A participação na Sessão Técnica é livre, mas agradece-se a comunicação da intenção de presença até 30 de Junho (nome/formação ou cargo, entidade, email) para o Grupo Habitar, a/c António Baptista Coelho: abc.infohabitar@gmail.com, ou para Viseu Novo, SRU:
a/c Paula Cunha, E-mail:
viseunovosru@mail.telepac.pt ou fax: 232 448098
Direcção do Grupo Habitar e Direcção da Viseu Novo SRU



Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 28 de Junho de 2009
Edição Infohabitar, Ano V, n.º 252
Edição de José Baptista Coelho

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