terça-feira, novembro 13, 2018

O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR - Infohabitar 664

INFOHABITAR N.º 664
O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR

Conjunto de 16 artigos e um texto de apresentação

 

Caros leitores da revista semanal Infohabitar com a presente edição, damos continuidade a uma tipologia editorial, em que se procura voltar a focar e divulgar artigos e séries editoriais já desenvolvidas há algum tempo, mas versando temáticas intemporais.

Julgamos que quando uma revista técnica e científica como a nossa atinge um significativo “tempo de vida” – neste caso 14 anos – e expressão editorial – a caminho dos 700 artigos – corre-se o risco de textos que deixaram de estar numa primeira linha editorial, mas que continuam com o mesmo interesse e oportunidade, poderem ficar um pouco esquecidos “nas prateleiras arquivadoras”, neste caso “na nuvem arquivista” e, a partir desta consideração, surgiu a ideia de voltar a colocar “bem à mão”, à distância de um rápido “clic”, conjuntos temáticos de artigos, por vezes muito bem articulados, entre si, outras vezes marcados por uma salutar diversidade, como é o caso actual.

E é assim que, na presente edição da Infohabitar, se sugere a leitura de uma série de 16 artigos, editados entre 2005 e 2008, desenvolvidos por 4 autores e que têm em comum a abordagem do grande tema: O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR.

Lembra-se que esta matéria relativa ao DESENHO E À HUMANIZAÇÃO DO HABITAR constitui um dos 35 temas editoriais da Infohabitar.

Regista-se, ainda, que esta matéria relativa ao DESENHO E À HUMANIZAÇÃO DO HABITAR corresponde a um dos sete grandes temas abordados num estudo amplo sobre a matéria do “habitar humanizado”, apresentado e desenvolvido em duas publicações editadas e disponibilizadas pela Livraria do LNEC (apontadas em seguida) e no n.º 18 dos Opúsculos da Editora Dafne – neste caso, com o título “Entre casa e cidade, a humanização do habitar”.

COELHO, António Baptista - Habitação Humanizada: Uma apresentação geral, Lisboa, LNEC, Memória n.º 836, 2007, 40 p., 19 fig., ISBN 978-972-49-2117-4.
COELHO, António Baptista - Habitação Humanizada, Lisboa, LNEC, Tese e Programas de Investigação TPI n.º 46. Lisboa: LNEC, 2007. 574 p., 121 fig., ISBN 978-972-49-2120-4.

A matéria global do “habitar humanizado” refere-se ao habitar espaços domésticos e urbanos e corresponde a um estudo de investigação, desenvolvido no quadro de uma “habilitação em arquitetura e urbanismo”, realizado e discutido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), considerando-se que o interesse no desenvolvimento deste tema decorreu, quase diretamente, da necessidade sentida de se aprofundarem aspetos ainda considerados menos objetivos e que no entanto caracterizam, claramente, pela sua existência ou ausência, múltiplas situações domésticas e urbanas.
Trata-se, assim, de um tema cuja importância se julga ser evidente numa altura em que o “mal habitar” casa e cidade continua a marcar, em todo o mundo, um elevadíssimo número de famílias e as periferias e os vazios urbanos de grandes cidades, uma importância que resulta, tanto da necessidade de se considerarem, diretamente, os múltiplos aspetos de uma sensível humanização dos quadros do habitat humano, como da importância de se estar alerta relativamente às recorrentes simplificações relativas a áreas mínimas habitacionais mal concebidas (“cegamente” funcionalizadas), e à doentia repetição de projetos-tipo mal concebidos e mal aplicados em termos urbanos.


A “forma convidativa” no habitar, aqui num exemplo projectado pelo Arq. Paulo Alzamora, numa acção de regeneração urbana e habitacional, de um conjunto de realojamento da C.M. de Vila Nova de Gaia, na Qt.ª do Guarda Livros (139 fogos, 2001); em primeiro plano uma intervenção artística de jovens moradores.
“Tudo o que projetamos deve ser adequado a cada situação que surja; em outras palavras não deve ser apenas confortável mas também estimulante – e é esta adequação fundamental e ativa que eu gostaria de de designar como «forma convidativa»: a forma que possui mais afinidade com as pessoas.”
Herman Hertzberger, Lições de Arquitetura, 1996 (1991), p.174.

Nestas matérias da qualidade do desenho e da caracterização das paisagens urbanas e do habitar, reentramos, naturalmente, em áreas com um perfil arquitectónico muito chegado à esfera da criatividade de cada projectista quando reflecte sobre uma dada solução e constrói, sequencialmente, uma dada solução residencial e urbana. No entanto o que aqui se defende e será, nas páginas seguintes, desenvolvido, é, essencialmente, que o projecto de troços de cidade, feito de exteriores e de edifícios, tem de ser um projecto extensa e intensamente ponderado, designadamente, nas matérias da relação estreita entre a humanização, o desenho e a funcionalidade. Não é por o espaço ser maior, do que no fogo e no edifício, que ele exige uma atenção menor. A escala é outra, as funções são outras, a imagem é outra, mas a atenção e o cuidado têm de ser os suficientes.
Naturalmente o construir uma dada imagem urbana não é o construir de uma habitação, há outras preocupações, há referências públicas e cívicas, há um tempo de uso que tem de aguentar uma escala temporal e uma intensidade de uso muito mais longa e exigente, mas tudo isto provavelmente exige é mais tempo/cuidado de concepção, do que aquele que dirigimos a uma habitação, pois estamos a projectar para um grande número e para necessidades, que frequentemente até não serão, em parte, conhecidas.
Uma matéria essencial que será tratada nesta parte do trabalho é a caracterização das soluções, considerando-se que tal condição é fundamental para o desenvolvimento de sítios urbanos e habitacionais com identidade e geradores de sentimentos de apropriação. No entanto e desde já se refere que se julga que esta preocupação com a identidade poderá ser uma resultante natural de um projecto e de uma obra atentos e bem qualificados.
Desta forma também se clarifica que não se visa aqui, nem tal seria possível, qualquer tipo de indicação formal, mas sim uma indicação ao nível da preocupação com a qualidade do projecto arquitectónico global.
Os estudos de Amos Rapoport são fundamentais nesta matéria da humanização do habitar e, portanto, faz-se aqui apenas uma referência breve a algumas das sua ideias consideradas “chave” tendo em vista esse objectivo, mas, neste caso concreto de uma forma centrada no desenho.
Tal como sublinha Rapoport “a habitação e as suas envolventes são regiões privadas por excelência contrastando com a natureza pública da cidadania como uma totalidade, o Bairro se existe proporciona-nos um elemento mediatizador: semi-público, semi-privado, etc. Se estes elementos falham, o sistema pode falhar. Qualquer cidade pode ser considerada como uma selecção de subsistemas com vários graus de publicidade e privacidade, frontalidade/posterioridade e separados por diversas barreiras e mecanismos… Domínio privado, variável; transições, semipúblico  e semiprivado, muito variáveis; domínio público medianamente variável” - Amos Rapoport, “Aspectos humanos de la forma urbana – Hacia una confrontación de las Ciências Sociales com el diseño de la forma urbana”,1978 (1977), p. 265.
Mas além desta preocupação com um reflexo projectual nos diversos “níveis” do desenho do habitar, de forma a que haja uma leitura consistente do que se deseja seja uma cidade vitalizada e humanizada, tem de haver, naturalmente, um gradual  aprofundamento da qualidade do desenho e de uma sua positiva caracterização.




Listam-se, em seguida (ordenados de acordo com a respectiva apresentação), alguns dos subtemas tratados nos artigos, associados ao tema editorial  relativo ao DESENHO E À HUMANIZAÇÃO DO HABITAR cujos títulos específicos e links são, depois, disponibilizados mais abaixo:

Vizinhanças amigáveis

Políticas de Arquitectura na União Europeia

Nuno Portas e o espaço público

Nova arquitectura na Universidade de Aveiro

Humanização do espaço público

Notas ribeirinhas

Gonçalo Ribeiro Telles no Jardim da Gulbenkian

Fazer cidade, a exposição de Raúl Hestnes Ferreira

Hestnes Ferreira, Teotónio Pereira e Teixeira Trigo

Acerca da Casa – António Reis Cabrita

Espaços públicos amigos das crianças e dos idosos

Protagonismo do verde urbano

Escala humana

Espaços públicos conviviais


Sequências urbanas


Fiquem, então,caros leitores com algumas das muitas páginas da nossa pequena história editorial; e boas leituras,

António Baptista Coelho
Editor da Infohabitar, Presidente da GHabitar, investigador principal com habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC), doutor em Arquitetura (FAUP), Arquiteto (ESBAL).

Notas práticas:
. a listagem dos artigos mantém a respetiva ordem cronológica editorial (dos mais recentes para os menos recentes);
. os artigos são disponibilizados no seu formato editorial original;
. para aceder ao artigo basta fazer ctrl + click sobre o seu endereço eletrónico (disponibilizado a seguir ao respetivo título); ou sobre o próprio título (quando este está ligado diretamente ao respetivo ebdereço eletrónico – ao passar o rato/mouse sobre o título essa ligação fica evidente).  


(Tema geral)

O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR

Sobre as fundamentais vizinhanças amigáveis I - António Baptista Coelho (n.º 220, 3 Nov. 08, 4 págs., 3 figs.).
IDENTIDADE ESCOCESA - Políticas de Arquitectura na União Europeia, artigo de João Ferreira Bento (n.º 190, 30 Março, 2008, 6 págs., 3 figs.).
Opiniões de Nuno Portas sobre o espaço público – relato de António Baptista Coelho (n.º 103, 15 Set. 06, 15p., 5 fig.).
Uma viagem pela nova arquitectura na Universidade de Aveiro: reportagem fotográfica informal – Pedro Romana Baptista Coelho e António Baptista Coelho (n.º 101, 1 Set., 7p. 16 fig.).
Sobre a humanização do espaço público – António Baptista Coelho (n.º 98, 10 Ago 06, 8p. 7 fig.).
Humanização e vitalização do espaço público: Cadernos Edifícios (N.º 4 ) – artigo de António Baptista Coelho (n.º 90, 27 Jun. 06, 3p. 2 fig.).
Notas ribeirinhas de Lisboa – António Baptista Coelho (n.º 75, 22 Mar. 06, 7p. 9fig.).
Infohabitar/reportagem: com Gonçalo Ribeiro Telles no Jardim da Gulbenkian – António e Pedro Baptista Coelho (n.º 71, 26 Fev. 06, 4p.).
Acerca de la Casa – Curso em Sevilha, Relato – António Reis Cabrita (n.º 46, 13 Out. 05, 9 p., 3 fig.).

Finalmente salienta-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, acolhido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos

Infohabitar, Ano XIV, n.º 664
O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR
Conjunto de 16 artigos

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC; Infohabitar, Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, novembro 05, 2018

Avaliação Pós-Ocupação, na arquitetura, no urbanismo e no design - Infohabitar 663

INFOHABITAR N.º 663

Avaliação Pós-Ocupação, na arquitetura, no urbanismo e no design: da teoria à prática

Apresentação do livro intitulado:
"Avaliação Pós-Ocupação, na arquitetura, no urbanismo e no design: da teoria à prática"
Organizadores: Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein, Simone Barbosa Villa e Ana Judite Galbiatti Limongi França


     É com muita satisfação que a Infohabitar divulga um novo livro, recentemente editado no Brasil, que apresenta, com desenvolvimento, a metodologia e diversos processos associados à teoria e à prática da Avaliação Pós-Ocupação (APO) – em inglês Post-occupancy evaluation (POE).

     A APO tem tido uma extensa e profunda aplicação no Brasil, designadamente, através do empenhado e continuado esforço de diversos professores e pesquisadores, com destaque para vários colegas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), havendo que registar, entre eles, a Professora Titular Sheila Walbe Ornstein, a quem nos liga uma longa amizade, que já nos deu a honra de participar nesta nossa revista por diversas vezes, que acompanhou uma das nossas práticas de APO (no LNEC), e que tem extensa bibliografia nesta temática.

     Para quem não é, minimamente, conhecedor do que se pretende com as APO, que foram já realizadas em Portugal e no LNEC, no então Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, junta-se um pequeno texto explicativo da pesquisadora brasileira Marilice Costi - editado há alguns anos também aqui na Infohabitar.

      “Uma APO é um tipo de avaliação retrospectiva feita em ambientes construídos após certo tempo de ocupação. Surgiu no período de 1940-50 nos EUA, quando, pela primeira vez, a opinião dos usuários passou a fazer parte de pesquisas exploratórias executadas por geógrafos e psicólogos. A partir daí, os antropólogos e os arquitetos passaram a estudar as relações ambiente-comportamento apropriando-se de métodos das áreas da Psicologia, da Geografia, da Antropologia, da Sociologia e da Engenharia.
     “Tal avaliação é adotada para diagnosticar e recomendar novos projetos. Feita de forma sistêmica e realimentadora, pode propor modificações e reformas no ambiente, pois aprofunda conhecimentos sobre ele. Sua aplicabilidade encontra campo tanto em edificações de porte quanto em pequenos prédios, tanto em interiores quanto em pequenos objetos. Feita por especialistas-avaliadores, ela é o estudo da performance do ambiente considerando-se a opinião de seus ocupantes. É o que a diferencia de Avaliações de Desempenho.
     “Uma APO serve para aferir erros e acer­tos para que se possa monitorar a qualidade. Utiliza-se métodos ou multimétodos, avaliações rigorosas e siste­máticas, tanto em ambientes internos quanto em externos. Para faze-la, é necessário conhecer o ser humano e suas fases de vida, seu comportamento ambiental, como ele se apropria dos espaços, como marca território, como faz interferências, como adapta os locais às suas necessidades.”

(Marilice Costi AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO (APO): MONITORANDO A ARQUITETURA! - Infohabitar n.º 246)

     Como comentário pessoal, muito dirigido à aplicação de APO a conjuntos residenciais, e tendo coordenado três processos de APO – no LNEC designados de Análises Retrospectivas multidisciplinares (realizados já há cerca de 10 anos) – a três extensos conjuntos de bairros e conjuntos de habitação de interesse social financiados pelo então INH – hoje IHRU – gostaria de referir, apenas, que aplicámos uma análise dupla, aos projectos e aos conjuntos habitados, abordando matérias de Arquitectura e Urbanismo, Engenharias e Ciências Sociais, com equipas multidisciplinares, utilizando ferramentas de análise pre´-preparadas, entrevistas a responsáveis e habitantes, levantamentos fotográficos e inquéritos postais a todos os habitantes.

     A idéia-base foi procurar entender como é que um dado conjunto de soluções urbanas e habitacionais, realizadas segundo um conjunto recomendativo específico (Recomendações Técnicas de Habitação Social), projectadas por diversos arquitectos e engenheiros e habitadas pelo menos há cinco anos, respondiam aos seus habitantes em termos de satisfação global e específica no que se refere a um amplo leque de elementos (ex., espaço exterior, edifício, espaços comuns, habitação, compartimentos habitáveis, construção, manutenção, relações de vizinhança  no bairro e no edifício, etc.).
     Os resultados obtidos foram úteis no sentido de se apoiar, então, o INH/IHRU com um amplo conjunto de aspectos avaliativos e caracterizadores que puderam ser usados no acompanhamento e eventual aconselhamento de novas intervenções de habitação de interesse social.

     Mas considera-se que a APO tem outras múltiplas e aprofundadas utilidades, seja numa grande diversidade de análises a diversos tipos de edifícios e espaços urbanos, seja visando-se variados objectivos específicos, mas sempre numa perspectiva básica de se procurar assegurar espaços de “habitar” (no sentido amplo do termo) mais adequados e verdadeiramente mais satisfatórios para os seus utentes, harmonizando-se esta vital satisfação, com a também desejada qualidade arquitectónica e construtiva.

     O livro agora publicado tem o grande interesse de proporcionar uma ampla perspectiva sobre a natureza global, as bases teóricas e práticas e as aplicações específicas da APO, através do testemunho directo de um conjunto de importantes pesquisadores da USP, que dedicaram parte da sua vida ao estudo e à aplicação prática da APO no Brasil em diversos quadros de aplicação: é, assim, uma oportunidade única para conhecer melhor o interesse e oportunidade da APO.

     Salienta-se, portanto, a  publicação do novo livro, intitulado, "Avaliação Pós-Ocupação, na arquitetura, no urbanismo e no design: da teoria à prática", realizado por um amplo conjunto de autores e co-organizado pelas professoras  Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein, Simone Barbosa Villa e Ana Judite Galbiatti Limongi França.

     Este livro é resultado de mais de 30 anos de estudo teórico-prático da APO na FAU-USP e contempla os seus avanços e desdobramentos em anos recentes.

     Haverá um lançamento no ENTAC 2018 (12.11), Foz do Iguaçu e na Livraria Cultura (29.11) em São Paulo.

     Apresenta-se, em seguida, o link para a editora do livro aqui apresentado:


     Junta-se, já a seguir, um pequeno texto de apresentação e, depois, o índice do novo livro, que se espera poder despertar merecido interesse nos leitores da Infohabitar.

     A Infohabitar e o seu editor enviam os parabéns aos autores e organizadores deste novo livro, desejando-lhes o merecido êxito editorial,

Lsiboa e LNEC em 5 de novembro de 2018

António Baptista Coelho
Editor da Infohabitar


Fig: Capa do livro apresentado

     Avaliação Pós-Ocupação (APO) na Arquitetura, no Urbanismo e no Design: da Teoria à Prática leva ao leitor amplo conhecimento conceitual e prático para a aplicação da APO em ambientes construídos e objetos no decorrer de seu uso, de modo a aferir seu desempenho físico, à luz da percepção dos seus usuários.
Trata-se de uma obra que se destina a arquitetos, urbanistas, engenheiros e designers empenhados em embasar o processo decisório de seus projetos, por meio de incorporação de lições aprendidas a partir de edificações e objetos de tipologia semelhante já em uso.

     “Com esta publicação, espera-se aprofundar as pesquisas na área e despertar o interesse de outros importantes grupos que desenvolvem trabalhos em APO no país em compartilhar as suas experiências para contribuir na construção de um corpo coeso de conhecimento científico de evidências para uma efetiva aplicação à prática profissional”
Doris Kowaltowski

Índice de
Avaliação Pós-Ocupação (APO) na Arquitetura, no Urbanismo e no Design: da Teoria à Prática

Parte 1 | A utilização de apo para a melhoria do ambiente construído


1 Avaliação pós‑ocupação (APO) aplicada à realimentação do processo de projeto.
Sheila Walbe Ornstein, Rosaria Ono, Simone Barbosa Villa,
Ana Judite Galbiatti Limongi França

1.1 A interdisciplinaridade e o ambiente construído
1.2 A importância dos estudos das relações entre ambiente construído e comportamento humano
1.3 Da avaliação pré-projeto à avaliação pós-ocupação
1.4 Peculiaridades da APO
1.5 Cronologia das atividades e experiências internacionais
1.6 Cronologia das atividades e experiências no Brasil
1.7 Tendências da APO no mundo e no Brasil
Referências bibliográficas

2 APO, desempenho e suas relações com normas e certificações
Ana Judite Galbiatti Limongi França, Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein

2.1 Verificando o desempenho dos sistemas construtivos e prediais: comissionamento
2.2 Avaliações de desempenho e referências normativas
2.3 APO e avaliação de desempenho
2.4 Certificações de desempenho ambiental
2.5 Incorporando a retroalimentação ao processo projetual
Referências bibliográficas

3 Ética em pesquisa de APO
Tânia Pietzschke Abate, Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein

3.1 Conceitos
3.2 Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas que envolvem seres humanos
3.3 Termo de consentimento livre e esclarecido
3.4 Aspectos éticos em pesquisa com indivíduos legalmente incapazes e o termo de assentamento (TA)
3.5 Algumas considerações
Referências bibliográficas

Parte 2 | Fundamentos de apo


4 Procedimentos metodológicos
Simone Barbosa Villa, Rosaria Ono, Ana Judite Galbiatti Limongi França, Sheila Walbe Ornstein

4.1 Abordagem multimétodo
4.2 Como aplicar uma APO
4.3 Avaliações qualiquantitativas sob o ponto de vista do especialista
4.4 Indicadores de desempenho
Referências bibliográficas

5 Método quantitativo para a aferição da percepção dos usuários – questionário
Rosaria Ono e Sheila Walbe Ornstein

5.1 Procedimentos para a estruturação e a elaboração
5.2 Amostragem
5.3 Processamento inicial dos dados
5.4 Tratamento e análise de dados
5.5 Métodos inferenciais de tratamento e análise de dados
Referências bibliográficas

6 Métodos qualitativos para a aferição da percepção dos usuários
Rosaria Ono, Simone Barbosa Villa, Tania P. Abate, Maria Beatriz Pestana Barbosa, Ana Judite Galbiatti Limongi França, Sheila Walbe Ornstein

6.1 Walkthrough
6.2 Wayfinding
6.3 Entrevistas
6.4 Grupo focal
6.5 Poema dos desejos
6.6 Métodos observacionais
6.7 O discurso do sujeito coletivo (DSC)
Referências bibliográficas

7 Formas de apresentação dos resultados
Rosaria Ono , Ana Judite Galbiatti Limongi França, Sheila Walbe Ornstein

7.1 Apresentação do diagnóstico e das recomendações da APO
7.2 Elaborando o relatório de APO
Referências bibliográficas

Parte 3 | Experiências de aplicação


8 Aplicação em empreendimentos habitacionais
Simone Barbosa Villa e Rita de Cássia Pereira Saramago

8.1 Edifícios de apartamentos: avaliação da qualidade espacial e ambiental de edifícios em cidades médias
8.2 Habitação de interesse social: avaliação de empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida
8.3 Habitação: sistema de avaliação da qualidade por meios digitais
Referências bibliográficas

9 Aplicação em edifícios institucionais
Sheila Walbe Ornstein, Rosaria Ono, Ana Judite Galbiatti Limongi França, Andrea D Angelo Leitner, Maria Beatriz Pestana Barbosa

9.1 Edificações voltadas ao ensino-aprendizagem
9.2 Edifício hospitalar sob a ótica dos fluxos
9.3 Rede metroferroviária sob a ótica da jornada do usuário
9.4 Museu sob a ótica da acessibilidade e da segurança contra incêndio
Referências bibliográficas

10 Aplicação com enfoques diferenciados

10.1 Elaboração de diretrizes com vistas à requalificação de edificações
Ana Judite Galbiatti Limongi França, Maria Beatriz Pestana Barbosa, Marcelo de Andrade Roméro, Sheila Walbe Ornstein
10.2 Aplicação no contexto da certificação ambiental
10.3 Aplicação para aferição de aspectos de desempenho e usabilidade
Referências bibliográficas

Parte 4 | Disseminação e caminhos futuros

11 Ensino de APO
Rosaria Ono , Sheila Walbe Ornstein , Simone Barbosa Villa, Marcelo de Andrade Roméro

11.1 A experiência da FAU-USP
11.2 A experiência da FAUeD-UFU
11.3 Modelos de programas da disciplina de APO na graduação e na pós-graduação
Referências bibliográficas

12 Avanços e caminhos a seguir
Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein, Simone Barbosa Villa, Ana Judite Galbiatti Limongi França
Referências bibliográficas

Salienta-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, acolhido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos

Infohabitar, Ano XIV, n.º 663

Avaliação Pós-Ocupação, na arquitetura, no urbanismo e no design: da teoria à prática



Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC; Infohabitar, Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.