• (function() { var a=window;function f(e){this.t={};this.tick=function(d,b,c){var i=c?c:(new Date).getTime();this.t[d]=[i,b]};this.tick("start",null,e)}var g=new f;a.jstiming={Timer:f,load:g};try{a.jstiming.pt=a.external.pageT}catch(h){};a.tickAboveFold=function(e){var d,b=e,c=0;if(b.offsetParent){do c+=b.offsetTop;while(b=b.offsetParent)}d=c;d<=750&&a.jstiming.load.tick("aft")};var j=false;function k(){if(!j){j=true;a.jstiming.load.tick("firstScrollTime")}}a.addEventListener?a.addEventListener("scroll",k,false):a.attachEvent("onscroll",k); })();

    Sexta-feira, Julho 10, 2009

    O Habitar em Zonas Antigas

    Infohabitar, Ano V, n.º 254

    Notícias Infohabitar seguido do artigo "O Habitar em Zonas Antigas"

    Inicia-se na presente edição da nossa revista uma pequena secção de "actualidades" , que será editada sempre que se considere opotuno e que nesta edição antecede o artigo semanal, sobre a temática da reabilitação urbana.

    Ainda antes de passar à edição semanal do Infohabitar importa fazer aqui o devido destaque aos recentes vencedores dos Prémios Construir, aos quais desde já se enviam os devidos parabéns.
    Regista-se, no entanto, que na seguinte listagem a edição do Infohabitar destaca, de forma muito especial dois nomes, os do Eng. Carlos Matias Ramos e do Arq.º Nuno Teotónio Pereira, pois trata-se, como é sabido, de duas pessoas às quais o Grupo Habitar muito deve e pelas quais o Grupo tem uma estima muito especial.

    (nota importante: os textos seguintes foram retirados, em parte, do texto de divulgação dos próprios Prémios Construir)

    A Mota-Engil com os prémios para "Construtora do Ano", "Prémio Sustentabilidade" e "Prémio Internacionalização". Jorge Coelho, presidente executivo da construtora, foi por sua vez eleito "Personalidade do Ano" na categoria de Construção.

    Na categoria de Arquitectura, João Luís Carrilho da Graça foi distinguido com os prémios "Personalidade do Ano" e "Melhor Atelier".

    O projecto da Fundação Iberê Camargo, no Brasil, de Siza Vieira, foi considerado o "Melhor Projecto Público", e o galardão para "Melhor Projecto Privado" foi para os Arquitectos Anónimos, com o projecto da Cork House, em Esposende.

    Na área da Engenharia, Carlos Matias Ramos, Presidente do Conselho Directivo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, foi distinguido com o galardão para "Personalidade do Ano", pelo papel que teve na divulgação da actividade do LNEC.

    A Coba foi distinguida como "Melhor Gabinete" e o Aldeamento Turístico Monte Santo Resort, cuja eco-eficiência foi desenvolvida pela Greensus, valeu à empresa do grupo Ductos o prémio de "Melhor Projecto".

    Na área do Imobiliário, a obra Office Park Expo, promovida pela Norfin, foi distinguida com o prémio para o "Melhor Edifício de Escritórios. A distinção para "Melhor Edifício Residencial coube ao Mar Shopping, do Grupo Ikea, enquanto o prémio para o Melhor Edifício Residencial foi para os responsáveis da Sonae Turismo pelo projecto dos Apartamentos Tróia Mar. Na categoria de "Melhor Edifício Turístico", a Amorim foi a vencedora, pela obra do "Tróia Design Hotel". A CB Richard Ellis venceu o prémio de "Melhor Consultora" e a distinção para "Melhor Promotora" pertenceu à Sonae Sierra.

    E, finalmente, um dos momentos altos da noite foi a entrega do “Prémio Excelência, distinção pela carreira de uma vida repleta de sucessos” ao Arq. Nuno Teotónio Pereira, reconhecendo-se, assim, a sua influência na arquitectura contemporânea.

    Artigo da semana

    Publica-se, em seguida, o texto que baseou a intervenção de António Baptista Coelho, intitulada “O Habitar em Zonas Antigas”, apresentada no início da 16ª Sessão Técnica do Grupo Habitar, sobre o tema “Regenerar Integrando” – uma sessão que teve lugar no passado dia 2 de Julho de 2009, no Solar dos Peixotos em Viseu, e sobre a qual se pretende divulgar um conjunto de imagens numa próxima edição do Infohabitar.

    Relembra-se que esta sessão teve a participação fundamental das Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU) de Coimbra, Porto e Vila Nova de Gaia e de Viseu, aproveitando-se para agradecer esta participação assim como agradecer a fundamental parceria da Viseu Novo SRU e da Câmara Municipal de Viseu, que asseguraram esta excelente jornada técnica que incluiu uma longa e rica visita ao Centro Histórico de Viseu e às obras da respectiva SRU.

    Direcção do Grupo Habitar e Edição do Infohabitar

    “O Habitar em Zonas Antigas”, por António Baptista Coelho


    Índice:

    . Introdução: acerca do passear na cidade, e do habitar bem a cidade
    . Sobre a cidade do vagar e do pormenor
    . Criatividade cultural e revitalização urbana
    . E a cultura paga
    . De volta a uma cidade habitada
    . Cidade e Habitação Apoiadas (CHA)
    . Inovação tipológica residencial
    . Questões dimensionais e outras
    . Notas finais: a cidade, um lugar de estímulo e surpresa
    . para reflexão alguns temas-chave

    O Habitar em Zonas Antigas


    Fig. 01

    Introdução: acerca do passear na cidade, e do habitar bem a cidade

    Fazer cidade ou refazer cidade tem tudo a ver com a “… tentação de andar só mais cem metros, e depois mais outros cem”, devido ao encanto inesperado de edifícios históricos, mas também de simples lojas em esquinas e pracetas acolhedoras; escreveu-o Edmund White sobre Paris (1), mas podia tê-lo feito sobre qualquer cidade viva e à escala do homem, pois a a cidade deve proporcionar um complemento funcional mas também um verdadeiro suplemento de alma ao habitante, tal como diz Jorge Silva Melo: “um café aqui, um apartamento em cima, a rua larga, o Tejo ao fundo, passeios, gente que se encontra, gente que se salva, que se reencontra …” (2)

    É fundamental que a cidade estimule o passeio, a pé, pausado e agradável por sequências urbanas amigáveis e vivas, e para tal há, naturalmente, que saber entender o que é uma tal amigabilidade e vitalidade e que interiorizar que tais aspectos dependem de uma verdadeira qualidade arquitectónica e urbanística; mas uma qualidade arquitectónica que não se fique pelos edifícios e espaços especiais, mas que invada com naturalidade a tecitura urbana contínua que devemos habitar.

    Uma qualidade que na sua ampla globalidade de aplicação decorre, por exemplo, de simples perguntas e respostas, tais como aquelas associadas por Jorge Silva Melo ao pequeno conjunto comercial e residencial projectado por Chorão Ramalho para o Bairro do Restelo em Lisboa: “Porque é que esta rua é tão humana? Porque é que a dimensão destes prédios, esta descida , tem esta luz? Porque é que esta rua é uma promessa, porque me promete ela uma cidade límpida, prática, espaçosa, calma, modesta, moderna, desinibida, visível, clara como a luz do dia,…?”

    E é importante sublinhar que esta ampla e fundamental perspectiva de qualidade arquitectónica urbana e residencial é frequentemente encontrada em muitos dos nossos bairros históricos e patrimoniais.

    Na nossa cidade europeia podemos considerar duas opções bem distintas: uma delas que serve uma sociedade da rapidez, do stress, da ausência de convívio e da funcionalidade estrita e maquinal; e outra que se liga ao fruir da cidade em paz e com tempo, a pé (o flanar), que promove uma fundamental calma no viver, a relação com a natureza e ocasiões e cenários quase espontâneos de convívio.

    E esta segunda e libertadora opção pela cidade do vagar encontra importantes modelos na cidade histórica e contém os alicerces da cidade diferenciada e de usos mistos, proporcionando bairros e vizinhanças que apetece habitar, porque atraentes de actividades e talentos, dinamizadores de mais actividades e talentos, criando-se partes de cidades que são verdadeiras grandes casas e que se habitam, quer em espaços interiores, quer em ruas e praças. Pois afinal a cidade é um casa grande, é este sem dúvida o principal segredo do fazer cidade, e isto sente-se, efectivamente, nos centros históricos ainda vivos.


    Fig. 02

    Sobre a cidade do vagar e do pormenor (a do “tempo roubato”)

    É preciso salientar, agora, que nada do que aqui acabou de ser dito tem a ver com qualquer privilegiar de um qualquer arquitectura urbana tradicionalista ou revivalista; o desenho utilizado é outro assunto, que aqui não se abordará e que se liga com aspectos de coerência local e testemunho de uma dada actualidade. O que aqui se apontou e apontará refere-se a um fazer e refazer de uma cidade coesa e à escala humana; uma cidade feita com base numa adequada leitura do que é uma boa cidade.

    Manuel Salgado disse que, hoje em dia “desenhar a cidade é antes de mais saber lê-la”, e neste processo de constante e activa aprendizagem tem de haver lugar para um sensível diálogo com os aspectos que baseiam, quer a concepção arquitectónica, quer a satisfação e alegria de quem habita; isto para que a cidade se reconcilie com a escala humana pois nos muitos séculos de cidade pré-industrial os elementos básicos de uma planta urbana não eram as vias, mas sim as unidades de habitação e as praças públicas; as estreitas vielas eram determinadas pelo arranjo espacial das portas de entrada; e a pequena rua era e é, assim, directamente referida à escala do homem – a rua ligada à “presença ampliada do homem”, como escreve Rudolf Arnheim (3), uma rua aqui e ali marcada por verdadeiros recantos domesticos, como por exemplo acontece em centros históricos e em bairros modernos bem desenhados como Alvalade e Olivais Norte em Lisboa.

    E a propósito das ruas marcadas pelo homem e pelo habitar, lembra-se um recente estudo do Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (4) onde se concluiu que a imagem mental que os habitantes associam, frequentemente, a um ambiente especificamente designado “como urbano” é a imagem de uma pequena rua orgânica, ladeada de pequenas casas e muros altos e fortemente marcada pela vegetação.

    E volta a referir-se que nestas observações nada há de simples revivalismo, pois é possível fazer cidade à escala humana com arquitectura contemporânea; há, sim, a certeza de que as ruas marcadas pelo homem nada têm a ver com as soluções da rapidez e do stress, da ausência de convívio e de uma “funcionalidade”, mais aparente do que real, mas sim com o convite ao uso da cidade com prazer e em paz, com tempo e a pé, numa constante descoberta das muitas sequências urbanas que integram a cidade do pormenor e do vagar, onde se deve pode andar ao sabor de muitos motivos, entre verdadeiras “ilhas de paragem”, que sejam locais de observação, de reflexão e, aqui e ali, de verdadeira permanência activa e até de comunidade; seja em vizinhanças residenciais bem identificadas, seja em pólos urbanos caracterizadores da vida da cidade.

    Tal só é possível se conseguirmos, tal como referem Nunes da Silva e João Seixas (5), domar a praga automóvel e “criar cidades de proximidade e diversidade, onde as várias funções que compõem a urbe – habitação, comércio, serviços e lazer – convivem juntas nos diferentes bairros, em vez de estarem acantonadas em pontos distintos da cidade.”

    Mas não devemos privilegiar um caminho de segregação simplista do automóvel privado, há, sim, que o harmonizar com os outros tipos de tráfego, dando a primazia ao peão nesses espaços do vagar e da paragem; e nesta matéria um grande autor, Spiro Kostof (6), apontou que “o mais importante aspecto do apoio ao peão ... liga-se ao desenho de vizinhanças residenciais ... através de um novo tipo de rua .. cuja principal função não é a circulação e o estacionamento automóvel, mas sim o andar a pé e o recreio”, e um outro grande autor, Jan Gehl, destaca mesmo que o segredo está em se tornarem certos espaços públicos verdadeiros espaços de permanência activa no exterior.

    Sublinha-se, ainda, que esta recuperação da cidade para o cidadão, seja na sua devolução à estima como ao uso públicos, deve integrar, especificamente, a reabilitação da cidade como espaço privilegiado e protector dos mais idosos e dos mais jovens, que são, afinal, aqueles habitantes que mais usam a cidade, que muito podem dar de vida à cidade e aos quais a cidade tanto pode dar em termos de quadro de vida formativo e de lazer.

    Criatividade cultural e revitalização urbana

    Outro aspecto a considerar é que é possível desenvolver acções de melhoria da qualidade de vida urbana através de alianças entre esta recriação de partes de cidades mais cívicas, mais vivas e à escala humana e a dinamização da cultura e da arte em determinados bairros e ruas.

    O desenvolvimento da criatividade urbana é, por si só, matéria de dinamização e enriquecimento da cidade, desde o pequeno aglomerado urbano onde se localize, por exemplo, um pólo artístico, como é o caso do Centro Cultural S. Lourenço, numa zona semi-rural, perto de Faro, a um caso urbano, e cosmopolita como acontece, por exemplo, com o entusiástico movimento de inovação do tecido comercial, designadamente, através de ateliers, galerias de arte e lojas inovadoras, que está a marcar e a crescer, fortemente, na “cruz” formada pela Rua do Rosário e pela Rua Miguel Bombarda, no Porto; e pelo meio temos as igualmente excelentes iniciativas de dinamização cultural que têm marcado pequenos e caracterizados pólos urbanos, entre as quais se destacam, por exemplo, os eventos que regularmente acontecem na medieval vila de Óbidos.

    Este potencial está aí, para ser usado, numa opção que em cada sítio deve marcar pela sua originalidade e pela afirmada identidade local, num potencial de novidade cultural que se pode tornar, com alguma naturalidade, um potencial económico local; e aqui é bem evidente o grande potencial de Viseu.


    Fig. 03

    E a cultura paga

    De facto, poder viver num ritmo mais humano, em ambientes mais saudáveis e conviviais ajuda, sem dúvida, a uma predisposição para a cultura e para a arte – tal como é descrito num artigo assinado por Inês Vilhena da Cunha e Kathrin Calhau (7); e provavelmente o contrário também é verdadeiro e um ambiente marcado pela arte e pelas indústrias culturais influenciará também formas de vida mais humanas e conviviais.

    E é importante ter em conta a importância económica local associada ao desenvolvimento criativo de uma grande variedade de pequenas indústrias criativas em meio urbano; uma perspectiva que Tom Fleming (8) apresentou, há poucos meses, no Porto, como linhas de saída da crise urbana e social que se vive em muitos pólos urbanos europeus. É lembra-se o sub-título do artigo sobre a referida intervenção de Tom Fleming que salienta que: “Quando a economia falha, sobra a cultura”. E na União Europeia, antes da actual crise, a cultura já contribuía mais para a economia do que os automóveis e mesmo em Portugal, a cultura era já, há cerca de um ano, o terceiro sector mais importante no nosso PIB (9).

    E é evidente o elevado potencial de crescimento que as actividades culturais têm nos nossos centros e bairros históricos e patrimoniais, na condição de que tal crescimento se faça em aliança com uma gradual mas efectiva melhoria da qualidade de vida dos respectivos habitantes; pois não fazem qualquer sentido, quer uma qualidade fingida, quer uma qualidade direccionada para os turistas e que esqueça os habitantes e provavelmente o habitar do dia-a-dia ganhará com algumas técnicas ligadas ao turismo, enquanto o turismo pode ganhar muito com alguma da qualidade espontânea e com o sentir e participar (d)a vida de comunidades residenciais positivamente caracterizadas e activas, e isto é bem visível nos centros históricos, que continuam vivos nas suas variadas actividades e gentes, além de nas suas memórias.

    E remata-se esta reflexão com uma citação, “de síntese”, retirada à “Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis”, e onde se diz: (10)

    “Entendemos que as nossas cidades têm qualidades culturais e arquitectónicas únicas, uma forte capacidade de inclusão social e excelentes oportunidades de desenvolvimento económico. São centros de conhecimento e fontes de crescimento e inovação. Mas, ao mesmo tempo, debatem-se com problemas demográficos, desigualdade social, exclusão social de grupos populacionais específicos, falta de alojamento adequado a preços acessíveis e problemas ambientais. A longo prazo, as cidades não poderão desempenhar a sua função de motor de progresso social e crescimento económico descrita na Estratégia de Lisboa se não conseguirmos manter o equilíbrio social no interior de cada uma e entre elas, preservando a diversidade cultural e fixando elevados padrões de qualidade para o planeamento urbanístico, a arquitectura e o ambiente.”


    Fig. 04

    De volta a uma cidade habitada

    Passando agora a alguns breves e cuidadosos apontamentos sobre como intervir sublinha-se que as novas intervenções na cidade central e na cidade periférica têm de ser, cada vez mais, de pequena escala, muito bem pormenorizadas e qualificadas no seu desenho de arquitectura e muito sensíveis aos respectivos habitantes e sítios de habitar; e nesta sensibilidade local há que privilegiar “o construir no construído”, na excelente e ampla perspectiva defendida por Francisco de Gracia (11), uma perspectiva humanizadora e de estimulante reconstrução da coesão urbana, que passa por uma cuidadosa e vitalizada densificação, por uma atraente e motivadora imagem urbana e também por uma fundamentada inovação tipológica nos conjuntos de edifícios e espaços públicos. Aspectos estes que são, naturalmente, muito sensíveis e exigentes em centros históricos.

    Centros estes que levantam muitos problemas específicos, de que hoje aqui se irá falar, e que são críticos, por exemplo, em termos de obstáculos à mobilidade pedonal, de compatibilização de veículos privados, de funcionalidade de transportes colectivos, de ausência de equipamentos colectivos, de harmonização da imagem e da sinalética urbanas, e, sublinhando-se, naturalmente, o problema social crítico de uma cidade histórica muito envelhecida também nos seus habitantes, sem diversidade sociocultural e mesmo perigosamente desabitada.

    Nesta perspectiva julga-se ser fundamental proporcionar aos idosos a melhor condição de vivência urbana da sua velha cidade, mas também vitalizar a cidade com novos habitantes e, especialmente, com habitantes muito disponíveis para participar nessa vitalização, como é o caso de jovens adultos e pequenos agregados familiares.


    Fig. 05

    Cidade e Habitação Apoiadas (CHA)

    Esta mistura entre velhos e novos habitantes também pode ligar-se a uma conjugação entre velhos e novos pequenos edifícios, num habitar das zonas antigas que possa ser uma agradável mistura de velhas tipologias e velhas memórias renovadas, e intervenções novas com excelente desenho e capacidade integradora, que tragam ao centro antigo um testemunho de modernidade viável e também estimulante.

    E olhando, à volta, a cidade histórica e coesa, as escolhas tipológicas dos novos e renovados edifícios pode privilegiar a mistura cuidadosa de vários tipos de soluções de acessibilidade, de fogos, de conjuntos de fogos e mesmo de pequenos quarteirões, e sempre numa adequada e dupla perspectiva de espaços edificados e exteriores, a tal vivência da rua, atrás sublinhada.

    De certa forma será uma opção por viver em habitação apoiada pela cidade e em habitação que apoia a cidade, e esta é, também e complementarmente, uma forma de desmistificar, muito positivamente, a “habitação (mais) apoiada”, abrindo lugar para a sua total integração com a restante habitação e com a cidade; afinal, um desígnio que se impõe e que muito deve “beber” na cidade tradicional, aquela em que o comércio se estende sobre a rua, aquela em que são as próprias portas dos fogos e das lojas que estruturam e vitalizam as ruas, aquelas em que estar em casa é estar perto de poder estar a uma mesa de “café”, aquela em que estar num jardim é também estar na cidade.


    Fig. 06

    Inovação tipológica residencial

    Nesta matéria das tipologias habitacionais as lições de arquitectura de Hertzberger (Herman Hertzberger, “Lições de Arquitetura”) são fundamentais, pois ele traça uma linha de concepção dos espaços residenciais extremamente ligada à pormenorização coerente e fundamentada da casa, do edifício e da rua/zona de proximidade, privilegiando a humanização do habitar e sublinhando aspectos verdadeiramente “construtores” de tipologias e de variações tipológicas residenciais, e designadamente:

    . as soleiras e os espaços de acesso aos fogos;
    . as vistas estratégicas sobre o exterior e sobre o interior;
    . os espaços comuns como zonas intermediárias e eventualmente naturalizadas ou de algum recreio;
    . os edifícios integrando uma estimulante variedade de acessos privados e/ou geminados;
    . e os espaços do tipo “rua de convivência”, considerados e pormenorizados como verdadeiras “salas de estar comunitárias” e vitalizadas pelos acessos directos a fogos.

    Há aqui, portanto, todo um amplo léxico de “pequenos” elementos de composição do habitar que podem ser os verdadeiros protagonistas da composição de variadíssimas tipologias residenciais e urbanas.


    Fig. 07

    Questões dimensionais e outras

    Outras questões terão de ficar para futuros debates, mas desde já se salienta tratar-se, por um lado, de uma área de grande urgência de intervenção, pois há muitos casos de quase-ruína e de condições de habitabilidade críticas, em edifícios das nossas cidades e povoações, e, por outro lado, de uma problemática que exige uma abordagem específica e bem ponderada no que se refere ao estabelecimento de patamares mínimos de habitabilidade (exemplo, áreas mínimas, acessibilidades mínimas, equipamentos sanitários mínimos, condições mínimas de isolamento térmico, iluminação e ventilação), que assegurem condições adequadas de saúde na habitação, mas que não inviabilizem, na prática, um essencial processo dinâmico e muito amplo de reabilitação urbana e habitacional, compensando-se, quem sabe, a menor espaciosidade, o menor equipamento e os aspectos específicos de acessibilidade por uma apurada riqueza formal e funcional e por uma máxima diversidade e adequação aos habitantes.

    E faz-se uma nota final para os aspectos de segurança urbana que são fundamentais para a fruição da cidade e do habitar em plenitude e que, evidentemente, se tornam cruciais quando a aposta se faz, como aqui, nos centros históricos, na vivência de soluções marcadas pela permanência pedonal e pela diversidade e surpresa da paisagem urbana à escala humana; e nesta matéria comenta-se que é fundamental fazer escolhas, pois se não queremos condomínios encerrados e exclusivos temos obrigatoriamente de aceitar alguma redução da nossa privacidade, por exemplo, através de vigilância automática, pois a polícia de proximidade nunca chegará para todas as proximidades e não será a vigilância cívica natural, ao longo das ruas, que resolverá todos os potenciais problemas.


    Fig. 08

    Notas finais: a cidade, um lugar de estímulo e surpresa

    Conclui-se então este conjunto de reflexões com duas ideias básicas:

    Grande parte do segredo de uma cidade viva e sensível relativamente aos seus habitantes está num tecido urbano com continuidades afirmadas, atraentemente diferenciado, mas não especializado e que leve a cidade até à porta de muitas casas, enquanto também proporciona remansos “domésticos” bem dentro das zonas citadinas mais animadas. De certa forma voltando a pensar a “cidade central” como ela foi, uma espécie de grande casa, que associava as casas de habitar e as casas de trabalho dos cidadãos; uma grande e surpreendente casa.

    E, tal como referiu a colega Marilice Costi, num dos primeiros artigos do Infohabitar em 1 Junho de 2005: “Uma cidade precisa surpreender, mostrar sua história, entregar-se a quem passa por ela e dar-lhe o seu sabor. Ela precisa apaixonar a qualquer um, provocar sensações, proporcionar vivências. Ser lugar para seus moradores e um novo lugar para quem chega.”


    Finalmente, deixam-se, para reflexão alguns temas-chave que foram surgindo à medida que este texto foi sendo desenvolvido – questões ligadas à reabilitação urbana, como propostas para reflexão e aprofundamento.

    . A existência de grupos sociais muito carenciados e a oportunidade de um novo PER dedicado às zonas urbanas degradadas.

    . A existência de zonas de protecção patrimoniais, considerada como problema e como oportunidade de desenvolvimento.

    . O desígnio de uma cidade (re)feita, verdadeiramente, para as pessoas.

    . O fundamental desenvolvimento da sustentabilidade e do conforto ambiental no espaço público e a importância da (re)criação de excelentes, numerosos e encadeados espaços públicos.

    . A reabilitação encarada como oportunidade além de problema e a importância de se aproveitar a reabilitação para se revitalizar (dos equipamentos à habitação, ao turismo, às acessibilidades, etc.).

    . A importância de se considerarem as boas práticas de reabilitação urbana e de promoção habitacional já provadas.

    . A importância de se considerarem as diversas possibilidades de intervenção disponíveis e mais adequadas, incluindo-se a opção pela demolição e pela introdução de testemunhos de contemporaneidade e/ou de espaços livres em reserva para futuras intervenções ou basicamente destinadas a usos exteriores.

    Notas:

    (1) Edmund White – “O Flâneur – Um passeio pelos Paradoxos de Paris. São Paulo, Companhia das Letras, Colecção “O Escritor e a Cidade”, 2001. O excerto foi retirado do artigo de Andréia Azevedo Soares, intitulado “O Flâneur – Um passeio pelos Paradoxos de Paris – Passear por uma Paris menos óbvia”, saído no suplemento “Fugas” do jornal “ Público” de 2002/09/28. Este mesmo livro foi, entretanto, editado entre nós pela editora ASA na Colecção “O Escritor e a Cidade.”
    (2) Artigo saído no Jornal Público de 22 de Janeiro de 2005
    (3) Rudolf Arnheim, “A dinâmica da forma arquitectónica”, trad. Wanda Ramos, 1987 (1977), p.70.
    (4) Patrice Séchet, Jean-Didier Laforgue e Isolde Devalière, “L’Urbanité paysagère ou la perception des rapport ville-nature”, 1998.
    (5) “Dar alma aos subúrbios e domar a praga automóvel”, artigo de Ana Henriques sobre intervenções dos investigadores Nunes da Silva (IST) e João Seixas (Universidade Autónoma de Barcelona); em Jornal Público de 4 de Fevereiro de 2005, p. 10.
    (6) Spiro Kostof, “The City Assembled – The elements of urban form through history”, 2004 (1992), pp.240 a 242
    (7) Inês Vilhena da Cunha e Kathrin Calhau (colaboração Inteli, Inteligência em Inovação) – “Vauban e Ballard são realidades de comunidades sustentáveis”, Público, 11 de Fevereiro 2008.
    (8) Abel Coentrão, “Tom Fleming - Quando a economia falha, sobra a cultura”, Público, 3 de Fevereiro 2008.
    (9) Joana Gorjão Henriques - “É a cultura, estúpido!”, Público, 16 de Novembro 2006.
    (10) Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis – adoptada na reunião informal dos Ministros responsáveis pelo Desenvolvimento Urbano e Coesão Territorial, em 24 e 25 de Maio de 2007, em Leipzig (CdR 163/2007 EN-EP/hlm, 9 págs.).
    (11) Francisco de Gracia, Construir en lo construido – la arquitectura como modificación. Madrid, Editorial Nerea, 1992.


    Sexta-feira, Julho 03, 2009

    Investigação no Departamento de Edifícios do LNEC, 7 Julho; conferência "O Impacto da Crise Financeira Mundial no Direito a Habitação Condigna 9Julho

    Infohabitar, Ano V, n.º 253

    Lembra-se, aos leitores do Infohabitar, a excelente acção dupla em Viseu, de debate e visitas na área da reabilitação urbana, que teve lugar em Viseu, durante todo o dia 2 de Julho, numa parceria entre o Grupo Habitar, a Viseu Novo (Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu) e a Câmara Municipal de Viseu, à qual aqui se faz o devido e merecido agradecimento público,

    Divulgam-se em seguida e convidam-se os leitores para dois eventos técnicos organizados e apoiados pelo LNEC, qualquer deles de entrada livre.


    . A 1ª JORNADA DE DISCUSSÃO DO PLANO DE INVESTIGAÇÃO PROGRAMADA DO DEPARTAMENTO DE EDIFÍCIOS DO LNEC PARA 2009 – 2012 – que decorrerá durante todo o dia 7 de Julho – terça-feira – no Pequeno Auditório do LNEC – a partir das e com entrada livre (programa);

    . E A VII Conferência do Ciclo Direito à Cidade: "O Impacto da Crise Financeira Mundial no Direito a uma Habitação Condigna", por Raquel Rolnik, dia 9 de Julho – CONFERÊNCIA organizada pela AD URBEM - Associação para o Desenvolvimento do Direito do Urbanismo e da Construção, sediada no LNEC - com entrada livre (mediante inscrição)




    LABORATÓRIO NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL

    D E P A R T A M E N T O D E E D I F Í C I O S,

    Convite para a 1ª JORNADA DE DISCUSSÃO DO PLANO DE INVESTIGAÇÃO PROGRAMADA 2009 – 2012
    no PEQUENO AUDITÓRIO CENTRO DE CONGRESSOS LNEC
    em 7 de Julho 2009


    1. INTRODUÇÃO

    O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) desenvolve, desde os
    primeiros anos da sua existência, investigação programada de índole estratégica
    de acordo com planos plurianuais, que constitui a base das suas principais
    contribuições para o progresso e desenvolvimento da actividade científica e para
    a inovação científica e tecnológica nas ciências da engenharia e em outras áreas científicas associadas.
    A gestão dessa actividade cabe ao Conselho Directivo do Laboratório, apoiado no Conselho Científico, como órgão responsável pela apreciação e acompanhamento da actividade de investigação e desenvolvimento tecnológico do Laboratório.

    A proposta do Departamento de Edifícios (DED) para o Plano de Investigação
    Programada do LNEC (PIP 2009-2012) para o quadriénio 2009-2012 que se
    apresenta para apreciação e discussão no âmbito desta 1ª Jornada foi elaborada com base em propostas de projectos submetidas pelos seus Núcleos e investigadores. A preparação destas propostas envolveu investigadores, os
    restantes elementos da carreira de investigação e elementos de outras carreiras
    do Departamento, bem como investigadores de outras Unidades Departamentais
    do LNEC e investigadores de entidades externas.

    Pretende-se com esta 1.ª Jornada fomentar a interacção entre investigadores e
    entre estes últimos e os potenciais destinatários da actividade de investigação.
    Esta iniciativa constitui uma excelente oportunidade para dar a conhecer a
    actividade do DED junto dos restantes investigadores do LNEC e daqueles
    destinatários, e deles receber contribuições que a enriqueçam.

    2. ORGANIZAÇÃO

    Com o objectivo de estimular a natureza interdisciplinar e interdepartamental da
    actividade de investigação programada, a 1ª Jornada de discussão do PIP 2009-
    2012 do DED foi organizada a partir das áreas temáticas principal e secundária
    de cada projecto de investigação, num total de 24 projectos.
    Considerando a afinidade temática, esta 1ª Jornada integra ainda a apresentação de dois outros projectos de investigação do PIP inseridos no Projecto Especial “Edificação Sustentável”. Desta organização resultaram 4 sessões, cada uma das quais centrada numa ou em duas áreas temáticas, de acordo com o programa.

    PROGRAMA

    MANHÃ

    09:15 – 09:30
    Abertura
    José Vasconcelos Paiva, Director do Departamento de Edifícios

    09:30 – 11:15
    Moderador(es): a designar
    Sessão 1: Ambiente e Sustentabilidade

    1. Qualidade térmica dos edifícios
    Carlos Pina dos Santos

    2. Acústica de edifícios e acústica ambiental
    Jorge Patrício e Sónia Antunes

    3. Iluminação em edifícios
    Jorge Patrício e António Santos

    4. Qualidade da habitação e das áreas residenciais. Desafios do presente e do
    futuro.
    João Branco Pedro

    5. Tecnologia, sustentabilidade e desempenho dos componentes de edifícios
    Armando Pinto

    6. Técnicas e materiais de conservação e restauro de revestimentos históricos
    Maria do Rosário Veiga

    7. Desenvolvimento de sistemas de informação na construção
    Paula Couto

    11:15 – 11:30 Intervalo para café

    11:30 – 12:00

    Sessão 1: Ambiente e Sustentabilidade (cont.)

    8. Construção, uso, reabilitação e demolição sustentáveis de edifícios
    Carlos Pina dos Santos e Rodrigo Rodrigues

    9. Declaração ambiental dos produtos e sistemas de construção
    Armando Pinto e Carlos Pina dos Santos

    12:00 – 13:00
    Moderador(es): a designar

    Sessão 2: Risco e Segurança

    1. Ecologia social do risco
    Delta Silva

    2. Comportamento ao fogo de edifícios, elementos e materiais
    António Leça Coelho

    3. Evacuação de edifícios sob a acção de incêndio
    António Leça Coelho

    4. Tecnologia, sustentabilidade e desempenho das instalações das edificações
    João Viegas

    TARDE

    14:15 – 16:00
    Moderador(es): a designar
    Sessão 3: Dimensões Humanas e Sócio-Economia

    1. Ambiente: governação, sustentabilidade e metodologias de avaliação
    João Lutas Craveiro

    2. Ambiente construído: Atitudes, representações e práticas de sustentabilidade
    Margarida Rebelo

    3. Sistemas construídos: memórias, práticas sociais e desenvolvimento urbano
    Marluci Menezes

    4. Qualidade, arquitectura e satisfação residencial
    António Baptista Coelho

    5. Políticas públicas de reabilitação urbana
    António Baptista Coelho

    6. Desenvolvimento de especificações, codificação e custos de trabalhos e
    materiais
    Paula Couto

    7. Pegada de carbono. O caso do LNEC IP
    Jorge Saraiva

    16:00 – 16:15 Intervalo para café
    16:15 – 17:45

    Moderador(es): a designar

    Sessão 4: Qualidade da construção, e Conservação e Requalificação

    1. Qualidade dos equipamentos sociais
    Isabel Plácido

    2. Tecnologia e desempenho de elementos primários de edifícios
    Manuel Baião e José Miranda Dias

    3. Desempenho e durabilidade de revestimentos na construção
    Jorge Grandão Lopes

    4. Caracterização, conservação e reabilitação de edifícios
    Manuel Baião e José Miranda Dias

    5. Revestimentos históricos sujeitos à acção severa da água
    Maria do Rosário Veiga

    6. Gestão de empreendimentos públicos com modelos de financiamento
    diversificado
    António Cabaço

    17:45 – 18:00

    Encerramento
    José Vasconcelos Paiva
    Director do Departamento de Edifícios


    Divulgação da VII Conferência do
    Ciclo Direito à Cidade:

    "O Impacto da Crise Financeira Mundial no Direito a
    uma Habitação Condigna",
    por Raquel Rolnik

    A conferência vai ter lugar no próximo dia 09 de Julho, às 17h30, no
    auditório do metropolitano, com entrada livre (mediante inscrição)

    O Impacto da Crise Financeira Mundial no Direito a uma Habitação Condigna
    por Raquel Rolnik

    VII Conferência do Ciclo Direito à Cidade - Os direitos urbanos dos cidadãos e a transformação da cidade, Dia 09.07.2009, às 17h30, Auditório do Metropolitano de Lisboa, sito na Estação Alto dos Moinhos (linha azul)
    Entrada livre, mediante inscrição por fax ou por e-mail

    Organização: Ad Urbem
    Apoio: Ministério do Ambiente do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

    Raquel Rolnik possui uma graduação em Arquitectura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1978), um mestrado em Arquitectura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1981) e um doutoramento na Graduate School Of Arts And Science History Department - NEW YORK UNIVERSITY (1995). Desde 1979 é professora universitária no campo da arquitectura e urbanismo, sendo actualmente professora da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da USP. Foi Directora de Planeamento da cidade de São Paulo e consultora de cidades brasileiras e latino-americanas em políticas urbanas e habitacionais.Foi Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007.
    É autora de livros e artigos sobre a questão urbana e Relatora Internacional do direito a Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

    Ver…
    Cartaz da conferência
    Raquel Rolnik – cv detalhado
    Localização Auditório do Metropolitano de Lisboa

    AD URBEM - Associação para o Desenvolvimento do Direito do Urbanismo e da Construção
    LNEC, Av. do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa
    T: 218 443 792
    Fax: 218 443 028
    E-mail: adurbem@adurbem.pt
    Página web: www.adurbem.pt

    Etiquetas: , , , , ,

    Domingo, Junho 28, 2009

    Regenerar integrando, Viseu, 2 de Julho 2009

    Grupo Habitar e Viseu Novo, SRU

    Infohabitar, Ano V, n.º 252

    São ainda possíveis inscrições em mais uma excelente iniciativa do Grupo Habitar, agora em parceria com a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu e com a Câmara Municipal de Viseu, que terá lugar no próximo dia 2 de Julho de 2009.

    O editor do Infohabitar
    António Baptista Coelho



    Fig. 01


    Convite para Sessão e Visita Técnicas em Viseu, 2 de Julho 2009


    O Grupo Habitar (GH) e a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu, têm o prazer de convidar V. Exa. para as 16ª Sessão Técnica e 12ª Visita Técnica do GH, realizadas em parceria com a Viseu Novo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu e com a Câmara Municipal de Viseu, acções que serão subordinadas ao tema “Regenerar Integrando”, e que se realizarão na quinta-feira dia 2 de Julho de 2009, no Solar dos Peixotos em Viseu.


    Local: Solar dos Peixotos, Rua Cimo de Vila, 3500-105 Viseu (Tel. 232 448 098)

    Fig. 02

    Regenerar Integrando – refazer uma cidade mais humana


    Fazer cidade ou refazer cidade tem tudo a ver com a “… tentação de andar só mais cem metros, e depois mais outros cem” (escreveu-o Edmund White), devido ao encanto inesperado de edifícios históricos, mas também de simples lojas em esquinas e pracetas acolhedoras; pois a cidade deve proporcionar um complemento funcional mas também um verdadeiro suplemento de alma ao habitante.

    Na nossa cidade europeia podemos considerar duas opções bem distintas: uma delas que serve uma sociedade da rapidez, do stress, da ausência de convívio e da funcionalidade estrita e maquinal; e outra que se liga ao fruir da cidade em paz e com tempo, a pé (o flanar), que promove uma fundamental calma no viver, a relação com a natureza e ocasiões e cenários quase espontâneos de convívio. E esta devolução da cidade à estima e ao uso públicos, deve integrar , especificamente, a sua reabilitação da cidade como espaço privilegiado e protector dos mais idosos e dos mais jovens, que são, afinal, aqueles habitantes que mais usam a cidade, que muito podem dar de vida à cidade e aos quais a cidade tanto pode dar em termos de quadro de vida formativo e de lazer.

    Outro aspecto a considerar é que é possível desenvolver acções de melhoria da qualidade de vida urbana através de alianças entre esta recriação de partes de cidades mais cívicas, mais vivas e à escala humana e a dinamização da cultura e da arte em determinados bairros e ruas, pois “… entendemos que as nossas cidades têm qualidades culturais e arquitectónicas únicas, uma forte capacidade de inclusão social e excelentes oportunidades de desenvolvimento económico. São centros de conhecimento e fontes de crescimento e inovação. Mas, ao mesmo tempo, debatem-se com problemas demográficos, desigualdade social, exclusão social de grupos populacionais específicos, falta de alojamento adequado a preços acessíveis e problemas ambientais …” (Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis – Maio de 2007)


    Fig. 03


    Grande parte do segredo de uma cidade viva e sensível relativamente aos seus habitantes está num tecido urbano com continuidades afirmadas, atraentemente diferenciado, mas não especializado e que leve a cidade até à porta de muitas casas, enquanto também proporciona remansos “domésticos” bem dentro das zonas citadinas mais animadas. De certa forma voltando a pensar a “cidade central” como ela foi, uma espécie de grande casa, que associava as casas de habitar e as casas de trabalho dos cidadãos; uma grande e surpreendente casa. E, tal como referiu a colega Marilice Costi, num dos primeiros artigos do Infohabitar em Junho de 2005: “Uma cidade precisa surpreender, mostrar sua história, entregar-se a quem passa por ela e dar-lhe o seu sabor. Ela precisa apaixonar a qualquer um, provocar sensações, proporcionar vivências. Ser lugar para seus moradores e um novo lugar para quem chega.”

    Estes e outros aspectos associados serão apresentados e debatidos em Viseu no dia 2 de Julho no âmbito do seguinte programa:


    “Regenerar Integrando”, quinta-feira dia 2 de Julho de 2009
    Programa: 16ª Sessão Técnica do GH com a SRU de Viseu

    10.00: Registo dos participantes.

    10.15: Sessão de Abertura, por representantes da Câmara Municipal de Viseu, Viseu Novo, SRU e Grupo Habitar.

    10.30: Introdução ao tema “O Habitar em Zonas Antigas” Arq. António Baptista Coelho, chefe do NAU do LNEC, Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Presidente da Direcção do Grupo Habitar e Dr. Jorge Quintela, Técnico Superior do IHRU, Administrador da Viseu Novo - SRU e elemento da Direcção do Grupo Habitar

    11.00: Apresentação do “Estudo de Enquadramento Estratégico para a ACCRU de Viseu”,
    Obras em curso de responsabilidade da Viseu Novo: Arq. Margarida Henriques, Viseu Novo SRU

    11.30: A estratégia de reabilitação na Zona Histórica do Porto
    : dificuldades de um percurso; Arq. Rui Loza, da Porto Vivo SRU

    12.00: Expectativas e formas de actuação na Zona Histórica de Gaia: Eng. Defensor de Castro
    , da CidadeGaia SRU

    12.30: Formas de veicular potenciais investidores: Eng. João Craveiro, da Coimbra Viva SRU

    13.00: Debate
    .

    13.30: Intervalo para Almoço

    Programa: 12ª Visita Técnica do GH com a SRU de Viseu

    15.00: Reunião do grupo no Adro da Sé

    15.15: 1º Momento: Visita à zona de intervenção apensa ao “Funicular”

    15.45: 2º Momento: Largo Mouzinho de Albuquerque
    3º Momento: Largo António José Pereira
    4º Momento: Largo de Santa Cristina
    5º Momento: Praça D. Duarte
    6º Momento: Largo Pintor Gata
    7º Momento: Praça 2 de Maio
    8º Momento: Praça da Republica

    17.00: 9º Momento: Largo da Misericórdia


    INSCRIÇÃO:

    A participação na Sessão Técnica é livre, mas agradece-se a comunicação da intenção de presença até 30 de Junho (nome/formação ou cargo, entidade, email) para o Grupo Habitar, a/c António Baptista Coelho: abc.infohabitar@gmail.com, ou para Viseu Novo, SRU:

    a/c Paula Cunha, E-mail:

    viseunovosru@mail.telepac.pt ou fax: 232 448098

    Direcção do Grupo Habitar e Direcção da Viseu Novo SRU



    Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 28 de Junho de 2009
    Edição Infohabitar, Ano V, n.º 252
    Edição de José Baptista Coelho

    Etiquetas: , , , , , ,

    Domingo, Junho 21, 2009

    Habitação de interesse social em Portugal: 1988 – 2005

    Infohabitar, Ano V, n.º 251

    Apresenta-se em seguida o livro, já disponível nas livrarias:

    Habitação de interesse social em Portugal: 1988 – 2005
    de António Baptista Coelho e Pedro Baptista Coelho

    Livros Horizonte


    Fig. 00: capa do livro

    Serão realizadas, em datas a definir, as respectivas apresentações públicas, em princípio, em Lisboa e no Porto (a divulgar aqui no Infohabitar), mas desde já se aponta o respectivo perfil em termos de conteúdos técnicos e o seu formato gráfico, marcado por centenas de imagens fotográficas a preto/branco (daí ter-se optado por uma ilustração deste texto também com imagens a preto/branco) e por idêntica quantidade de esquemas de plantas de pisos e de conjunto, caracterizadoras de cerca de 250 conjuntos de habitação de interesse social que se destacaram ao longo das 18 edições anuais do Prémio do Instituto Nacional de Habitação - e de que se dá uma pequena amostra em três das figuras que acompanham este texto.
    Mais à frente apresenta-se boa parte do respectivo índice de modo a proporcionar-se uma apresentação pormenorizada do conteúdo do livro.


    Fig. 01: exemplos das imagens utilizadas

    Sintetizando-se o perfil e o conteúdo deste livro sublinha-se:

    . Não ser ele uma história da habitação de interesse social portuguesa, mas constituir um registo desenvolvido do que de mais significativo foi feito nesse tipo de promoção durante cerca de 20 anos, e designadamente entre 1988 e 2005, numa amostragem de mais de 200 conjuntos habitacionais dos quais muitos premiados e mencionados no âmbito do Prémio do Instituto Nacional de Habitação, o Prémio INH, cujas 18 edições decorreram entre 1989 e 2006; o Prémio refere-se aos anos anteriores às suas edições, portanto à promoção habitacional de interesse social apoiada pelo Estado, em Portugal, entre 1988 e 2005.

    . Não ser ele um simples relato da experiência dos anos do Prémio INH – um prémio honorífico anual que, entre 1989 e 2006, destacou o que de melhor se fez em Portugal no domínio da habitação a custos controlados (herdeira da “antiga” “habitação social”) –, mas sim um documento onde se tenta assegurar o registo dos principais aspectos da evolução da dinâmica processual deste Prémio, e especificamente da sua experiência única, técnica e prática, em termos formativos e informativos no apoio a uma melhor qualidade residencial; e nunca será de mais referir que há que registar, com a maior fidelidade possível, as boas experiências, pois só assim elas poderão ser, eventualmente, replicáveis, e só assim será possível aproveitar delas o essencial, afinal, assim é possível municiar a sociedade com o bom peso da experiência, que acresce, ser, neste caso do Prémio INH, uma experiência colectiva – de muitos projectistas, promotores, construtores e jurados – e multidisciplinar.

    . Não ser ele um guia técnico dessa modalidade de habitação ou um roteiro de soluções de habitação com controlo de custos e de qualidade, mas constituir uma ampla amostragem ilustrada e comentada de muitas dezenas de soluções de referência, essencialmente em termos de arquitectura (do urbano à vizinhança e à habitação), mas também em variados outros aspectos, designadamente, construtivos, organizacionais, e de adequação social; e oferecer, também, informação sistematizada de um amplo leque de tipos de conjuntos residenciais, edifícios e fogos, integrados em muito diversificadas condições de localização.

    . Não constituir ele um estudo sistematizado dos diversos aspectos a considerar na referida qualidade residencial, com um perfil amplo, mas consubstanciar uma aprendizagem teórica e prática, directamente resultante da formação dos autores, mas que recolhe e reinterpreta, naturalmente, inúmeras contribuições multidisciplinares para essa qualidade, do que se pode designar ter sido a “escola do Prémio INH”; contribuições essas cujas principais linhas de matéria se concentram na importância que para essa qualidade residencial têm, designadamente, os aspectos da relação mútua e efectiva entre interior e exterior residencial, da diversidade tipológica e da pequena escala, da verdadeira adequação aos habitantes, da qualificação arquitectónica e da adequação urbana e paisagística.

    Tendo em conta um tal perfil temático considera-se que o presente trabalho poderá ter uma ampla utilidade que irá desde os interessados pela história e pelas histórias da habitação de interesse social portuguesa, aos projectistas de arquitectura e engenharia, aos promotores de habitação, aos autarcas e aos estudantes de arquitectura de engenharia e de ciências sociais, cumprindo-se afinal uma vocação informativa e formativa verdadeiramente multidisciplinar que esteve e está bem na base e na prática do Prémio INH, como poderão constatar nas páginas deste livro.

    A escolha que se fez da apresentação, ano a ano, das 18 edições do Prémio INH corresponde à ideia de se poder acumular num único documento seja uma informação significativa sobre quase duas décadas de diferentes modalidades de habitação de interesse social, seja uma sequência de pequenos eventos e aspectos que marcaram a própria dinâmica do Prémio INH, e que, gradualmente, o foram consolidando como uma continuada acção formativa e informativa.

    Em termos das fontes usadas refere-se, numa primeira linha o conjunto dos 18 Catálogos do Prémio INH, anualmente editados, e outros elementos de divulgação de projectos desenvolvidos pelo INH (ex., Projectos de Referência), onde foram publicamente divulgadas muitas das soluções urbanas e habitacionais premiadas, mencionadas ou, pontualmente, apenas visitadas nos anos do Prémio, bem como os respectivos arquitectos coordenadores, promotores e construtores. Excepcionalmente, por não constarem dos respectivos Catálogos e devido ao interesse das respectivas soluções, foram utilizadas, como fontes de preparação dos esquemas de plantas urbanas e de habitações que ilustram este livro, fotografias de painéis enviados para apreciação no âmbito do Prémio INH, publicamente divulgados quando da exposição realizada na altura da atribuição anual dos Prémios e Menções; ainda mais excepcionalmente os referidos esquemas foram baseados em diversos elementos ilustrativos recolhidos quando da participação no Júri do Prémio.


    Fig. 02: exemplos dos esquemas gráficos utilizados

    Em termos gráficos, para uma melhor leitura e para uma maior uniformidade de apresentação das soluções que são comentadas neste trabalho, todas as respectivas plantas urbanas e de habitações, que são em seguida apresentadas foram integralmente redesenhadas e esquematizadas para este livro e são apresentadas, na maioria dos casos, aproximadamente, nas escalas 1/2000 (planta urbana esquemática, excepcionalmente a 1/5000) e 1/250 (plantas esquemáticas dos edifícios e fogos, excepcionalmente a 1/500), pois interessava, essencialmente, ilustrar intenções e aspectos concretos de projecto, aliás também referidos nos respectivos textos de comentário. Em alguns casos excepcionais usou-se 1/500 para as plantas dos edifícios e fogos e 1/1000 para as plantas urbanas.


    Fig. 03: exemplos do conteúdo do livro

    Sobre O Prémio INH: uma experiência única

    Visitar longamente conjuntos residenciais integrando equipas multidisciplinares compostas por técnicos ligados à promoção habitacional nas suas diversas facetas é uma oportunidade enriquecedora.
    Associar a tais visitas sessões de discussão das respectivas soluções urbanas, arquitectónicas, construtivas e processuais com os respectivos promotores, projectistas e construtores, aumenta muito significativamente o interesse destas acções.
    Realizar tais visitas não de uma forma ocasional, mas sim numa sequência de casos representativos da promoção de habitação de interesse social realizada ao longo de um ano em Portugal, aumenta, novamente, o interesse da iniciativa e dos potenciais resultados de análise obtidos.
    Participar numa iniciativa anual desse tipo, continuamente, ao longo de cerca de 18 anos constitui uma oportunidade única, que pode ser caracterizada como uma “escola” de aprendizagem mútua e de constante e actualizada informação.
    Naturalmente, que a maior parte dos jurados do Prémio do Instituto Nacional de Habitação, Prémio INH, foram mudando, mas o perfil do Prémio associou tais mudanças à manutenção de um núcleo de jurados ao longo de todos os anos do Prémio e mesmo à manutenção de muitos jurados ao longo de vários anos consecutivos, ganhando-se, assim, um quadro analítico gradualmente mais amplo e referenciado, embora, naturalmente, a análise se tenha, em cada ano, circunscrito ao universo de candidatos da respectiva edição.
    Por tudo isto e porque para além das mais de 600 acções formativas e informativas, realizadas entre o Júri do Prémio e os responsáveis por cada conjunto residencial, há que contar com as outras centenas de horas de discussão e de confronto, que aconteceram aproveitando-se as viagens feitas por todo o País, a caminho de todos os conjuntos candidatos; por tudo isto se fala aqui da “escola do Prémio INH”.


    Fig. 04: publicações do INH sobre o Prémio e exemplos das inúmeras reuniões do Júri do Prémio

    Índice do livro:

    . Introdução: o que é este livro

    . 1.ª Parte: o prémio INH e a maioridade da habitação de interesse social portuguesa”
    O Prémio INH: uma experiência única: breves notas retrospectivas da habitação de interesse social portuguesa; a recente evolução da promoção de Habitação de interesse social; o prémio INH uma etapa na habitação de interesse social portuguesa
    Algumas notas temáticas práticas, que visam o futuro

    . 2.ª Parte: o Prémio INH ano a ano, conjuntos premiados, mencionados e a destacar”

    1.º Ano, Pinh 1989 – o arrancar do processo com um prémio único e o evidenciar da qualidade cooperativa

    Segue-se a estrutura utilizada na apresentação de cada edição anual, destacando-se que o grande desenvolvimento do livro se refere, naturalmente, à apresentação e análise dos conjuntos residenciais e urbanos que se destacaram em cada ano.

    . Impressão geral
    . Composição do Júri
    . Processo de trabalho
    . Candidaturas, prémios e menções
    . Premiados e mencionados a lembrar
    . Outros conjuntos, outras lições em 1989
    . O que parece ficar

    2.º Ano, PINH 1990 – o prémio consolida-se e as cooperativas destacam-se entre os três tipos de promoção
    3.º Ano, PINH 1991 – continua evidenciada a qualidade cooperativa
    4.º Ano, PINH 1992 – riqueza tipológica geral e melhoria na promoção municipal
    5.º Ano, PINH 1993 – o reafirmar da qualidade da promoção cooperativa
    6.º Ano, PINH 1994 – continuidade na inovação tipológica e na qualidade cooperativa
    7.º Ano, PINH 1995 – notável subida da qualidade da promoção privada faz de 1995 um ano de algum equilíbrio qualitativo entre as três promoções
    8.º Ano, PINH 1996 – casos cooperativos e municipais com qualidade arquitectónica
    9.º Ano, PINH 1997 – novamente algum equilíbrio entre os três tipos de promoção, mas com destaque para a promoção privada
    10.º Ano, PINH 1998 – desenvolvimento da promoção municipal directa e indirecta
    11.º Ano, PINH 1999 – acentuar da diversidade e da qualidade da promoção municipal
    12.º Ano, PINH 2000 – manutenção da qualidade municipal e inovação tipológica
    13.º Ano, PINH 2001 – manutenção da qualidade e da adequação tipológica municipal, mas há também maus exemplos
    14.º Ano, PINH 2002 – estimulante subida qualitativa da promoção privada proporciona um excelente equilíbrio qualitativo entre as três promoções
    15.º Ano, PINH 2003 – um excelente ano para a promoção municipal em quantidade e em casos de referência diversificados
    16.º Ano, PINH 2004 – continuidade do predomínio qualitativo municipal
    17.º Ano, PINH 2005 – algum equilíbrio qualitativo entre as promoções
    18.º Ano, PINH 2006 – um excelente ano para todas as promoções

    3ª Parte: “prémio INH, processo de referência”
    . Aspectos essenciais do Prémio INH
    . Sobre a composição do júri do PINH
    . Sobre a metodologia do PINH
    . Síntese dos critérios de análise do Prémio INH
    . O PINH como uma grande amostra representativa
    . O PINH como fórum de discussão e divulgação da qualidade residencial
    . O Catálogo do PINH como elemento de divulgação da qualidade residencial
    . Quase um ano de uma viagem única por bairros portugueses
    . O prémio inh como testemunho da nova habitação de interesse social portuguesa”: bons projectos para boas obras; entre bons e maus caminhos; o que parece poder ficar do prémio inh

    Anexos:
    . Objectivos e regulamento do prémio INH
    . Pequena bibliografia de enquadramento sobre habitação de interesse social portuguesa e qualidade arquitectónica

    Livros Horizonte – ligação ao site da editora


    Fig. 05: exemplos das imagens utilizadas


    Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 20 de Junho de 2009
    Infohabitar, Ano V, n.º 251
    Edição de José Baptista Coelho

    Etiquetas: , , , , , ,