quinta-feira, setembro 29, 2016

Apresentação da Pequena Sebenta de Desenho Livre – Infohabitar n.º 569

Infohabitar, Ano XII, n.º 596
Notas prévias informativas:
A todos os alunos da UC de Desenho I do MIAUBI, refere-se que deverão consultar este artigo e o anterior.
A todos os colegas interessados no 4.º CIHEL, que se saúdam, salienta-se que se está a proceder à análise dos resumos de comunicações e à respectiva e gradual informação aos autores, sublinhando-se que o número inesperado de propostas de resumos obriga a uma extensão do prazo de comunicação aos autores, situação relativamente à qual a organização do 4.º CIHEL solicita a compreensão dos colegas.

Apresentação da Pequena Sebenta de Desenho Livre

António Baptista Coelho
(texto e figuras)
Quem desenha livremente, com prazer e, portanto, numa base frequente e natural, por exemplo, numa manhã de sábado, sem pressas, enquanto se folheia o jornal e se vai bebendo um café, pensa, por vezes, que o prazer que assim se tem poderá ser sugerido a outras pessoas, que, é sabido, muitas vezes têm a ideia que a prática de desenho livre é um “dom” que se tem ou não tem, situação/condição esta que se julga estar bem longe da realidade; uma realidade marcada, julga-se, por um desenhar melhor, com liberdade, que depende, essencialmente, de um gosto e de um “trabalho” de boa observação e de esboço/desenho desenvolvidos numa base regular e tendencialmente diária – embora podendo ser em pequenas e bem naturais “doses” – por parte de quem goste de desenho e tenha vontade de começar a desenhar ou de desenhar um pouco melhor; mas, acreditem os leitores, que, para lá, destes aspetos mais “objetivos” há um ganho de verdadeiro bem-estar geral e de prazer de desenhar que a todos se recomenda.


Dito isto disse-se o essencial, que corresponde à justificação deste artigo e do seu papel como “porta de entrada” para o descarregar/download da “Pequena Sebenta de Desenho Livre para estudantes de Arquitetura e outros que queiram desenhar melhor: 100 Notas práticas para quem quer aprender a desenhar melhor à mão livre (e com a mente bem dirigida)”, um longo título para um pequeno livro cuja primeira edição aqui se divulga e disponibiliza; um título que tem direção específica para “estudantes de Arquitetura”, mas que não deve por isso “espantar” todos aqueles que queiram desenhar um pouco melhor temas do nosso habitat humano, pois foi, realmente, para todos eles que ela foi elaborada.


A ideia foi e é disponibilizar um conjunto coeso, embora dinâmico – há já alguns aspetos complementares apontados para a 2.ª edição da Pequena Sebenta – de indicações para desenhar melhor livremente, que decorrem, direta e indiretamente da prática e do estudo de desenho livre, desenvolvidos pelo autor destas linhas, ao logo de cerca de 20 anos, na perspetiva de que quem nelas acredite e as aplique, de forma mais ou menos metódica ou exploratória, poderá desenvolver a sua prática de desenho livre a partir de uma base potencialmente mais avançada/informada; e foi apenas essa a ideia.

A iniciativa de divulgar aqui e desta forma – proporcionando-se o descarregar/download simplificado – a nossa Pequena Sebenta de Desenho Livre, tem a ver com a oportunidade de se aproveitarem os importantes valores de leitura/consulta da revista Infohabitar – que está atualmente no patamar das 800.000 consultas, atingindo, diária e regularmente valores de 300 a 400 consultas – para se divulgar, em português e naturalmente no âmbito da muito extensa comunidade lusófona, uma ferramenta de apoio ao melhor desenho livre e que poderá ser facilmente utilizada nas mais variadas regiões, mais ou menos “centrais”, mais ou menos “ricas”, seja num base com enquadramento escolar, que é claramente desejável, seja numa base de auto-aprendizagem, igualmente interessante e rica; e também por isso se optou por uma linguagem simplificada e muito prática na elaboração da Pequena Sebenta.


Outros aspetos associados a esta iniciativa poderão ter algum interesse, sendo, por isso, em seguida, muito sumariamente apontados, tal como o são nas partes introdutórias da nossa Pequena Sebenta de Desenho Livre. 

Esta sebenta é, sem dúvida, a base de um livro sobre desenho livre à mão livre, profusamente ilustrado (e com as próprias ilustrações comentadas) que se pretende vir a editar um destes anos, no entanto as 100 notas práticas e mais algumas outras dicas que aqui se incluem devem ser consideradas, pelos leitores, como simples sugestões, pois cada um, cada um que goste de desenho livre à mão livre, deve e irá, sem dúvida, encontrar o(s) seu(s) próprio(s) caminho(s).


Mas no entanto para quem quer aprender as bases de uma dada disciplina criativa há aspetos básicos, de método, de ferramentas e com sentido prático e facilitador que podemos indicar, naturalmente, cada um de nós sendo fiéis ao que fazemos; embora possamos também, naturalmente, realizar obras de investigação ais gerais e/ou específicas sobre as mais variadas matérias do desenho livre à mão livre; mas que não é o caso desta sebenta que não é mais do que um pequeno guia prático de desenho livre, segundo a experiência do autor destas linhas.

Tal como se refere no título desta Pequena Sebenta, ela integra notas práticas e, portanto, a forma de as apresentar também se carateriza pela informalidade e pelo mesmo sentido prático; gradualmente ela irá sendo melhorada e complementada em futuras edições desta Pequena Sebenta de Desenho Livre para Estudantes de Arquitetura.


Esta sebenta pode ser usada de diversas formas: (i) como base de aprendizagem geral de desenho livre, associada a uma leitura sequencial dos diversos títulos/capítulos que se procurou poderem ter uma ordem natural relativa à disciplina, conceção e prática de desenho livre; (ii) como base de recurso em que cada um pode procurar sugestões e ideias para desenvolver e melhorar a sua prática de desenho – e daí a indicação em cada item da sua temática sintetizada a bold; (iii) e ainda como caderno de acompanhamento da prática de desenho, onde cada um poderá ir confrontando os resultados a que chega e outras ideias a desenvolver.


Regista-se que alguns aspetos, extremamente pontuais e circunscritos, da Pequena Sebenta referem-se à sua utilidade específica no apoio à Unidade Curricular regida pelo autor no Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade da Beira Interior; no entanto fiquem os leitores descansados que estes aspetos estão bem identificados e não têm qualquer expressão significativa no desenvolvimento deste trabalho, que se deseja de utilidade geral.

Dito isto, o leitor pode descarregar, de imediato, uma cópia em pdf de “A Pequena Sebenta de Desenho Livre” – com 46 páginas e 18 figuras desenhadas – clicando no seguinte endereço da WWW:

Título completo: Pequena Sebenta de Desenho Livre para estudantes de Arquitetura e outros que queiram desenhar melhor: 100 Notas práticas para quem quer aprender a desenhar melhor à mão livre (e com a mente bem dirigida)


E conclui-se este artigo de apresentação deste novo livro com o registo da estrutura de conteúdos da nossa Pequena Sebenta de Desenho Livre:

(i) Notas iniciais de apresentação

(ii) Ferramentas, regras e aspetos essenciais

(iii) Aspetos muito práticos da prática de desenho (lápis, papel, etc.)

(iv) Práticas úteis ao longo do desenho

(v) Aspetos básicos do processo de desenho livre

(vi) Desenho imaginado, desenho controlado, desenho positivamente “inacabado”

(vii) Bases da conceção teórica e prática (fixar, enquadrar, colocar na folha)

(viii) “Falar” com o desenho, “ouvir”/ver o desenho

(ix) Esboço rápido e expressivo (tema a desenvolver)

(x) Preto/branco, tons e cores

(xi) Usar o azul (tema a desenvolver)

(xii) Algumas notas breves sobre vistas, sombras e perspetiva (tema a desenvolver)

(xiii) Temas e iniciativas de desenho a privilegiar

(xiv) Desenho livre e Arquitetura

(xv) Aspetos complementares e de enquadramento teórico-prático

(xvi) Significados: algumas notas informais (sintéticas)

(xvii) Bibliografia por temas (desenho livre e aplicado a Arquitetura)

(xviii) Artigos ilustrados do autor, sobre desenho livre, editados na revista, na WWW, Infohabitar (com links individuais)



Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
(iii) Para proporcionar a edição de imagens na Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos da Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor da Infohabitar constituem bancos de dados da Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos da Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Infohabitar, Ano XII, n.º 596
Apresentação da Pequena Sebenta de Desenho Livre – Infohabitar n.º 569

Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

sexta-feira, setembro 16, 2016

NOTAS BREVES INFOHABITAR 001

Nota explicativa/justificativa: com a presente edição inicia-se uma nova utilidade da Infohabitar: a edição de "notas breves", devidamente numeradas (para seu adequado registo) e que se irão dedicar aos mais variados aspetos de divulgação de temáticas associadas às matérias d a nossa revista, sendo de extensão muito curta, para não prejudicar a edição/leitura dos artigos.

Esta primeira edição é dirigida, especificamente, aos alunos do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde o editor da Infohabitar é professor catedrático convidado e regentes das Unidades Curriculares de Desenho I (ao 1.º Ano) e de Metodologias de Investigação (ao 5.º Ano);
e tem como objetivo a disponibilização de 3 Sebentas, cujos pdfs são, em seguida, disponibilizados:

Metodologias de investigação – documento base de trabalho e apoio
https://drive.google.com/file/d/0B07ghAdgYgJTZ1lVVW5FTVV3cE0/view?usp=sharing

Desenho I Sebenta Base – com elementos do programa e outros
Pequena Sebenta Desenho Livre 2016 – 1.ª Edição

terça-feira, setembro 13, 2016

Novidades do 4.º CIHEL, lembrando o 1º, o 2.º e o 3.º CIHEL - Infohabitar n.º 595

Infohabitar, Ano XII, n.º 595

Breves notas editoriais: 

Saúdam-se os leitores da nossa Infohabitar, apresentando-se as desculpas por algumas "quebras" editoriais associadas, quer a um pequeno período de férias da redação, quer à necessidade de se dirigir o potencial de comunicação da Infohabitar para a divulgação do 4.º CIHEL; uma situação que marcou as edições de julho e agosto, mas que se pretende, agora, conjugar com o retomar da atividade editorial corrente da revista, embora mantendo-se, sempre uma ligação privilegiada à dinamização do 4.º CIHEL, uma organização dinamizada pela GHabitar e consequentemente pela Infohabitar.


Continuidade  da edição da Infohabitar

Nos próximos meses a edição semanal da Infohabitar poderá realizar-se, prioritariamente, à terça-feira.
Uma das próximas edições da Infohabitar será dedicada ao ensino/aprendizagem do desenho livre à mão livre, prevendo-se a divulgação, a partir da nossa revista, de um documento, em português, de enquadramento desta prática. 


Novidades sobre o 4.º CIHEL

E neste sentido de apoio à promoção do 4.º CIHEL, convidam-se os leitores para a consulta do site do Congresso onde estão divulgadas a nova data de entrega de propostas de resumos - a próxima segunda-feira dia 19 de setembro de 2016; e justifica-se que este período suplementar de entrega não seja mais alargado devido ao êxito que marcou a primeira entrega, na qual recebemos cerca de 250 propostas de resumos, uma situação que nos foi extremamente grata, mas que obriga a organização a gerir a capacidade física de apresentação das comunicações na UBI em março de 2017.

Agradecemos, assim, calorosamente, aos leitores e colegas que enviaram e estão a enviar propostas de resumos ao 4.º CIHEL e pedimos-lhe uma paciência suplementar no período de recepção das respetivas apreciações (anónimas), cada uma delas assegurada, pelo menos, por dois membros da Comissão Científica.

CIHEL - CONGRESSO INTERNACIONAL DA HABITAÇÃO NO ESPAÇO LUSÓFONO - www.4cihel2017.ubi.pt

4.º CIHEL e SEMANA CIHEL 2017

4.º CIHEL  e semana CIHEL 2017 – 2017: Organização da Câmara Municipal do Porto e da Universidade da Beira Interior - do Porto à Covilhã, passando por Viseu e Fundão - Portugal.
O 4.º CIHEL - no âmbito das 1as Conferências CIHEL, a realizar no Porto, e do 4.º CIHEL, a realizar na UBI/Covilhã - irá proporcionar a discussão do tema/título geral “A CIDADE HABITADA, e será estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana, resiliência na construção.
Há cerca de oito anos, quando começámos a pensar no CIHEL, achou-se difícil falar, em português, das matérias de um habitar que no mundo da lusofonia tem inúmeras realidades específicas, mas já por três vezes, nos anteriores congressos, se concluiu que sim, que é muito útil fazê-lo, quer porque a reflexão sobre o habitat humano que podemos realizar em português, a quinta língua mais falada no mundo, é extremamente rica e útil, quer porque as questões associadas à diferenciação das problemáticas e meios disponíveis, é real entre os diversos países da lusofonia, mas é real, também, dentro de cada um desses países, seja nos países com grande dimensão e diversidade regional, seja em países pequenos, mas caracterizados por zonas, problemas e meios locais muito distintos.
Salienta-se, assim, a importância de se considerar que a qualidade e o bem-estar de quem "habita" (da habitação à cidade), não é servida por um qualquer alojamento mínimo, concretizado, por exemplo, num apartamento de um edifício sem qualidade arquitectónica e situado numa zona sem espaços públicos e afastada da vida urbana; isto porque o "bem habitar" uma “boa cidade”, depende de aspetos quantitativos e qualitativos, vive-se tanto no espaço doméstico, como na vizinhança, no espaço público, na cidade e no próprio território onde esta se insere, uma reflexão importante quando as carências habitacionais e urbanísticas continuam críticas no mundo lusófono.
E importa sempre lembrar os problemas críticos criados: por condições de habitabilidade do espaço doméstico bem abaixo de quaisquer níveis e condições razoáveis; por escolhas tipológicas habitacionais sem qualquer sentido e sem continuidade urbana; pela doentia repetição de projectos-tipo que não servem nem populações específicas nem locais específicos; pelo esquecimento do papel fundamental de um exterior residencial agradável; pela opção por soluções construtivas mal fundamentadas e sem qualidade; e pela ausência de cuidados sociais prévios e de gestão posterior. 


3.º CIHEL

3.º CIHEL – 2015, USP, UPMackenzie e IAU/São Paulo _ Brasil
O 3.º CIHEL foi organizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenkie (FAU-Mack) e pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), em São Paulo (Brasil), em setembro de 2015, e proporcionou o aprofundamento do tema geral “habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares”, estruturado em cinco matérias específicas: programas e políticas públicas em habitação; projetos habitacionais; informalidade e precariedade do habitat; tecnologia e custos no habitat; e habitat, paisagem e ambiente. O 3.º CIHEL contou, também, com um conjunto de mesas redondas sobre as referidas temáticas. O 3.º CIHEL contou com cerca de 300 participantes, 12 conferências, 100 comunicações, visitas técnicas e lançamento de livros.


2.º CIHEL

2.º CIHEL – 2013, LNEC/Lisboa – Portugal
O 2.º CIHEL foi organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT-UNL), com apoio do Grupo Habitar, também em Lisboa (Portugal) em março de 2013 e desenvolveu uma abordagem ampla e multifacetada da temática “habitação, cidade, território e desenvolvimento”. Esta temática foi considerada muito oportuna numa altura em que se desenvolviam planos para elevados números de habitações e para a reurbanização de extensas áreas em vários dos países da lusofonia caraterizados por críticas carências habitacionais e de ordenamento urbanístico, privilegiando-se uma abordagem do habitat humano que considera as suas facetas quantitativas, qualitativas, urbanas, territoriais e ambientais, e o seu papel como meio vital de um desenvolvimento socioeconómico dos respetivos países, tão dinâmico como associado a caminhos social e culturalmente válidos e adequados a cada contexto regional e local. O 2.º CIHEL contou com cerca de 350 participantes, 16 conferências, 140 comunicações, dois workshops, visitas técnicas e lançamento de livros.




1.º CIHEL

1.º CIHEL – 2010, ISCTE/Lisboa – Portugal
O 1.º CIHEL foi organizado pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), com apoio do Grupo Habitar, em Lisboa (Portugal) em setembro de 2010, e visou a qualidade do habitat residencial para populações com baixos rendimentos e mobilizando recursos modestos. Um objectivo ligado que às pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, que lutam com problemas de isolamento e escassez de recursos, quer a todas as comunidades urbanas dos países em desenvolvimento; pois, afinal, as exigências de sustentabilidade ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de populações. Estes desafios têm diversas vertentes disciplinares, científicas, sociais, políticas, económicas, mas todos eles visam a concretização de um habitar tão adequado aos cada vez mais variados modos de vida, como consistente na concretização de vizinhanças e bairros. O 1.º CIHEL contou com cerca de 200 participantes, 5 conferências e 60 comunicações, mais um workshop de projeto, que antecedeu o Congresso.

Os Congressos CIHEL e o 4.º CIHEL

Salienta-se que os congressos CIHEL integraram, todos eles, outras iniciativas de relevante interesse com destaque para workshops de projeto, conferências de especialistas, fóruns lusófonos, visitas técnicas, exposições, lançamentos de livros e um concurso de ideias/projetos para estudantes de arquitetura.
Nos apoios ao três primeiros CIHEL destacaram-se, para além das principais agências e fundações de apoio à investigação e à pesquisa em Portugal e no Brasil – FCT de Portugal e CAPES, CNPq e FAPESP do Brasil –, das respetivas entidades organizadoras (já referidas), a Câmara Municipal de Lisboa, o CIAUD da FAUL, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Mack Pesquisa.


Como principais entidades que apoiam o 4.º CIHEL destacam-se, desde já, a Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, e o seu Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura - na imagem parte da UBI -, a Câmara Municipal do Porto e a sua Domus Social e o o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana; aguardando-se naturalmente novos apoios.

Notas finais: em próximos artigos da Infohabitar iremos continuar a disponibilizar informações sobre o 4.º CIHEL e da sua Semana CIHEL 2017, nos seus variados aspetos organizativos, temáticos e de divulgação das cidades onde irá decorrer.


·         Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
(iii) Para proporcionar a edição de imagens na Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos da Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor da Infohabitar constituem bancos de dados da Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos da Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Infohabitar, Ano XII, n.º 595
Novidades do 4.º CIHEL, lembrando o 1º, o 2.º e o 3.º CIHEL - Infohabitar n.º 595

Editor: António Baptista Coelho –
abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte; e António Baptista Coelho - Centro de Documentação e Informação do DECA da UBI - Covilhã.



terça-feira, agosto 30, 2016

Edição Infohabitar não numerada
Caros leitores da Infohabitar é com muito gosto que se anuncia estarmos mesmo na fronteira das 800.000 visualizações da nossa revista, um número bem interessante, quando se trata de uma revista específica como a nossa e cujo contador de visualizações foi iniciado a "0" há 594 edições semanais, iniciadas há 12 anos.

Lembra-se aos interessados que o prazo de envio dos resumos ao 4.CIHEL termina já na próxima segunda-feira, dia 5 de setembro de 2016; estando todos os elementos necessários ao envio disponíveis no site do congresso, em:
Aqui mesmo nos últimos artigos da Infohabitar encontrará muita informação sobre as temáticas do 4.º CIHEL.

quarta-feira, agosto 17, 2016

4º CIHEL - Prémio Universidades - A Cidade Habitada - Infohabitar 594

Infohabitar, Ano XII, n.º 594

(notas importantes: a divulgação deste Prémio não consta ainda do site do 4.º CIHEL; na Infohabitar n.º 593 são apresentadas e desenvolvidas as temáticas do 4.º CIHEL; atenção aos prazos para envio das propostas de resumos ao Congresso

4º CIHEL - Prémio Universidades - A Cidade Habitada

Apresentação e temática do Prémio

“É conhecido o processo de intensificação da urbanização nas últimas décadas, assim como a assimetria na sua ocorrência. No entanto, a escala e o impacto dessa explosão urbana nem sempre acaba por ser verdadeiramente tida em conta. No contexto ocidental, o processo de aceleração da urbanização decorreu a par com a industrialização e em paralelo com um crescimento da indústria e de serviços, o que representou a expansão das estruturas económicas e o alargamento das oportunidades de trabalho. E se neste contexto – apesar do processo de urbanização ter decorrido em conjuntura maioritariamente favorável de crescimento económico – se criou um desfasamento entre as exigências sociais e as condições criadas no ambiente urbano, em grande parte dos territórios a Sul esta disparidade terá atingido proporções especialmente gravosas, com velocidades de urbanização muito superiores, e uma maior fragilidade económica que se traduziu em constrangimentos acrescidos para as gerir.”

DOMINGUES, Álvaro e FERNANDES, Ana Silva – “A URBANIZAÇÃO DA POBREZA - formação académica e consciência social” em AAVV, Revista Estudo Prévio  - nº 9 (http://www.estudoprevio.net)

No âmbito do 4º Congresso Internacional de Habitação no Espaço Lusófono (4.º CIHEL), lança-se um desafio às escolas de arquitetura para se associarem ao debate lançado neste encontro científico, através da participação num concurso trabalhos de estudantes.

O espaço Lusófono pode definir-se através de uma geografia – entre Portugal no Sul da Europa e os países de língua portuguesa dos continentes americano (Brasil), Africano (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe), Asiático (Macau, hoje China e Timor Leste). Devido ao passado comum unido pela história, de que a língua é o mais importante património, estes territórios estabelecem hoje em dia uma comunidade que se observa mutuamente, procurando um posicionamento identitário diante das grandes questões colocadas pela contemporaneidade.

À sua escala e com as especificidades próprias da cada economia, sociedade, e localização geopolítica, é possível observar nesta comunidade, muitas das questões críticas que emergem na acumulação do mundo atual. As crises financeiras e políticas, a par com processos de desenvolvimento acelerado, criam a vários níveis assimetrias sociais que podem ser observadas nestes territórios lusófonos.

Deste modo mais do que debater o problema da ‘habitação’, importa debater o problema do ‘habitar’, enquanto consciência urbana de um território sustentável, potenciador de modos de vida plurais e humanizados. O sentido de continuidade entre o passado, o presente e o futuro; a diversidade das tipologias sociais; a proximidade ao emprego, aos equipamentos sociais e aos bens de consumo e de primeira necessidade, são hoje em dia desafios que se colocam na reabilitação do desenho das cidades.

O 4º CIHEL, estabelece um compromisso com estas linhas estruturantes do pensamento urbano, lançado junto das universidades um concurso que permita clarificar pela via do projeto, as inquietações do mundo contemporâneo.

Chamada de trabalhos e apresentação: O 4.º CIHEL, que se realizará entre a cidade do Porto e Covilhã, promove o Prémio Universidades a atribuir a trabalhos realizados no âmbito académico, subordinados ao tema “A Cidade Habitada”.

Objectivo: São objectivos do 4º CIHEL - Prémio Universidades promover e incentivar a elaboração de trabalhos de projecto que reflitam sobre a regeneração das cidades tendo como base as problemáticas da habitação e do habitar.

Participantes: São aceites trabalhos realizados por estudantes de arquitectura dos 3º, 4º e 5º anos entre 2015 e 2016, em escolas de Arquitectura e Urbanismo dos países membros do CIHEL – CPLP.

Prémios: O concurso é honorífico, com distribuição de Diplomas, havendo lugar à atribuição de um 1.º Prémio, de um 2.º Prémio e de um 3.º Prémio. Caso o Júri considere adequado poderão ser atribuídas até 5 menções honrosas.

Regulamento: Os trabalhos devem ser apresentados em dois painéis de formato A1 ao 
alto (de acordo com layout do CIHEL a divulgar), devidamente identificados com o nome do estudante, o ano, o docente que acompanhou o trabalho e a universidade. Para além dos desenhos, simulações e fotografias, deverá constar nos painéis um texto com 300 palavras, explicitado o enquadramento do exercício. Juntamente com os painéis cada concorrente deverá enviar a ficha de inscrição devidamente preenchida (a divulgar). Os painéis e ficha de inscrição deverão ser enviados em formato digital tipo pdf para um endereço eletrónico específico (a divulgar), até data (a divulgar).

Cada estudante poderá submeter apenas um trabalho; não existem restrições para a participação de trabalhos que tenham participado em outros concursos; as candidaturas ao 4º CIHEL - Prémio Universidades são gratuitas; a comissão organizadora do 4º CIHEL enviará email de confirmação de recebimento dos trabalhos; caso o remetente não receba a confirmação em até 48h após o envio deverá entrar em contato para o email do concurso (a divulgar); após se conhecerem os resultados, os autores dos trabalhos premiados deverão enviar os painéis impressos de forma a serem expostos no âmbito da Semana CIHEL2017 até data (a divulgar).

As referências necessárias (layout dos painéis, ficha de inscrição e datas) e a composição do Júri do 4º CIHEL - Prémio Universidades - A Cidade Habitada” – integrado por professores de diversas Escolas de Arquitetura – serão oportunamente divulgadas no site do 4. CIHEL, onde poderão, ainda, ser clarificados outros aspetos de pormenor do Prémio.

Finalmente, salienta-se a temática específica que deve caraterizar os trabalhos enviados este 4º CIHEL - Prémio Universidades - A Cidade Habitada” e que se procura ajudar a clarificar com a citação inicial e os textos sublinhados.

Universidade da Beira Interior, Covilhã, 16 de agosto de 2016
Paulo Tormenta Pinto
Presidente do Júri do “4º CIHEL - Prémio Universidades - A Cidade Habitada”
professor auxiliar com agregação, Dep. Arquitetura e Urbanismo ( ISCTE-IUL)
António Baptista Coelho.
Comissão Organizadora da Semana CIHEL2017, Direção do 4.º CIHEL
 professor catedrático convidado e Vice-presidente Dep. Eng. Civil e Arquitetura (UBI)


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
(iii) Para proporcionar a edição de imagens na Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos da Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor da Infohabitar constituem bancos de dados da Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos da Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Infohabitar, Ano XII, n.º 594

Site do 4.º CIHEL – www.4cihel2017.ubi.pt
Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI


Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte

terça-feira, agosto 09, 2016

Conhecer os Temas do 4.º CIHEL – Infohabitar n.º 593

Infohabitar, Ano XII, n.º 593


Site do 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (4.º CIHEL) 4cihel2017.ubi.pt

TEMAS DO 4.º CIHEL

No presente artigo faz-se um pequeno desenvolvimento dos seis temas (de A a F) que serão tratados e desenvolvidos em Comunicações a apresentar no 4.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (4.º CIHEL), no âmbito da discussão sobre as temáticas do habitat humano, desta vez sob o título global: “A CIDADE HABITADA”.

Para saber mais sobre o 4.º CIHEL basta consultar o site do Congresso ou os últimos artigos da Infohabitar.

Entre o domingo 5 de março e a sexta-feira 10 de março de 2017, preenchendo a semana a seguir ao Carnaval – Semana CIHEL2017 - , logo no início do ano académico em alguns países da lusofonia – como Angola, Brasil e Moçambique – e no início do 2.º Semestre em outros países lusófonos, como Portugal, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai encontrar-se, novamente, no CIHEL, que na sua quarta edição, tem como principais organizadores a Câmara Municipal do Porto (CMP) e a Universidade da Beira Interior (UBI), decorrendo ao longo de toda uma semana – 5 a 10 de março de 2017 –, com diversas iniciativas:

  • as 1.as Conferências CIHEL, no Porto;
  • o 4.º CIHEL, na UBI, Covilhã - a parte científica da Semana CIHEL2017, à qual se refere a presente chamada de Resumos;
  • e visitas no Porto, Viseu, Fundão e Aldeias Históricas e do Xisto.
Os temas do 4.º CIHEL são desenvolvidos, em seguida, sublinha-se, numa perspetiva, naturalmente, pessoal (por parte do autor deste artigo), mas no sentido de poderem apoiar e motivar Comunicações ao Congresso, lembrando-se, desde já as respetivas datas mais importantes e mais próximas:

5 de setembro de 2016: fecho da receção de resumos de Comunicações/papers.
Até 15 de setembro de 2016: notificação de aceitação ou rejeição de resumos de Comunicações/papers.

Nota: a partir da receção, pelos autores, das aprovações dos resumos das respetivas comunicações  – que irá acontecer, gradualmente, a partir do final de junho, na sequência da respetiva análise pela Comissão Científica – os autores poderão preparar a submissão da comunicação completa, cuja aceitação só será definitiva, depois de nova análise pela Comissão Científica e depois da respetiva inscrição no 4.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores de cada comunicação.

15 de setembro a 15 de novembro de 2016: envio das comunicações completas, segundo o modelo disponível no site do Congresso (idêntico ao usado no 2.º CIHEL e que disponibiliza um guia simplificado para apresentação da comunicação).
15 de outubro de 2016: abertura das inscrições a preço reduzido – a realizar de acordo com intruções a disponibilizar no site do Congresso.
Até 1 de dezembro de 2016: notificação da aceitação final ou de recomendações de revisão das comunicações completas.
Nota: a notificação da aceitação final ou da recomendação de revisão poderá ser feita muito antes de 15 de dezembro de 2016.
15 de dezembro de 2016: data limite para receção das comunicações que tenham sido revistas e inscrição dos autores de comunicações.
15 de janeiro de 2016: data limite para inscrições a preço reduzido.

Inscrições:
Abertura das inscrições a preço reduzido:  15 de outubro de 2016
Apontam-se, como limites estimados para as inscrições no CIHEL 2017 com custos reduzidos (a realizar até 15 de janeiro de 2017) os seguintes valores: 250,00 € (4.º CIHEL na UBI/Covilhã e visita a 10 de março); e 350,00 € (1as Conferências CIHEL no Porto, 4.º CIHEL na UBI/Covilhã e visitas a 7 e 10 de março). Em breve serão disponibilizados os custos específicos para os diversos elementos que integram o programa do CIHEL 2017, as condições especiais de inscrição de participantes (ex.,estudantes) e contatos de hotéis no Porto e na Covilhã.

Salienta-se, desde já, que os estudantes universitários finalistas terão condições muito favoráveis de inscrição, circunscritas ao programa de 7 a 9 de março, que corresponde à parte científica do Congresso, a ter lugar na UBI (Covilhã); será portanto de dinamizar o envio de propostas de resumos a este Congresso Internacional, que terá avaliação “cega” e múltipla (pelo menos duas avaliações de cada Resumo), por parte da respetiva Comissão Científica internacional.

ASSENTAMENTOS HUMANOS


TEMA A:
ASSENTAMENTOS HUMANOS - futuros urbanos e novidade da tradição, estratégias sensitivas para o desenvolvimento urbano, as novas agendas do habitat humano entre a formalidade e a informalidade
Considerando esta temática global dos assentamentos humanos, será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

desenvolver ligações entre ambiente, acessibilidades, território, paisagem e uma cidade viva e dinamizadora de um desenvolvimento viável, coerente, integrado e aliado da paisagem natural, tendo em conta as novas realidades e necessidades urbanas, como as megacidades e as grandes zonas urbanas informais;
aprofundar as relações entre a introdução urbana de um renovado habitar, a paisagem envolvente e o meio ambiente, à luz das discussões sobre sustentabilidade;
considerar o espaço urbanizado como espaço de vida, de cultura, de vitalização territorial, de competitividade e coesão social e territorial;
considerar a renovada importância da imagem urbana;
aprofundar a análise das carências habitacionais e urbanas e a proposta de soluções para a informalidade e a precariedade em termos habitacionais e de vivência urbana, privilegiando-se os casos de referência aplicados à resolução dessas situações no quadro da lusofonia.

Nesta reflexão integrada sobre os assentamentos humanos, nos mundos da lusofonia, importa considerar os principais desafios em termos de direito/necessidade de um bom habitat humano (habitação, vizinhança próxima e cidade de alta ou baixa densidade) e de qualidade de vida, que hoje se colocam em diversas regiões da lusofonia e ter em conta os aspetos arquitectónicos e tecnológicos aplicáveis e disponíveis, seja em termos de uma inovação fundamentada, seja numa perspetiva de reuso atualizado de técnicas e soluções tradicionais - matéria que se sintetiza na ideia “futuros urbanos e novidade da tradição”.

Sequencialmente e ultrapassando, com cuidado, a conhecida e, por vezes, “árida” opção por um ordenamento de grande escala, quando tem “escala”, funcionalmente rígido e hoje e, dia, tantas vezes, claramente ineficaz e criticamente desligado de uma realidade social e local específica, apontam-se caminhos para uma renovada abordagem mais física e sentimental/convivial e social do desejado desenvolvimento urbano e periurbano viável, numa perspetiva que tem facetas sociais estratégicas e também avança no sensível resgate de uma abordagem arquitectónica local da imagem urbana - matéria que se sintetiza na ideia “estratégias sensitivas para o desenvolvimento urbano”.

Vivendo-se o tão sublinhado século das cidades, dos campos despovoados e das periferias descaraterizadas, ou talvez possamos generalizar e falar de um habitat humano em … crise crítica e globalmente descaraterizado, e visando-se as prementes realidades lusófonas que marcam presença nesta matéria, designadamente, no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde e provavelmente boa parte dos outros países da CPLP, torna-se urgente refletir, mas também começar a chegar aos consensos possíveis (ainda que provisórios) sobre as renovadas agendas do habitat humano, que parece estarem a visar a “boa cidade” ou a melhor cidade, tendo em conta os aspetos fundamentais da falta de habitação e de cidade, mas também o risco e a situação crítica existente de se estar a … acabar com a possibilidade dessa boa ou melhor cidade.

Neste sentido será essencial avaliar as melhores páticas e sintetizar as melhores soluções, designadamente no que se refere ao que se julga ser a necessária e urgente aliança entre intervenções de melhoria da informalidade urbana e de introdução de um ordenamento relativamente formal e de adequada integração de intervenções urbanas formais, nesses quadros amplos e críticos de informalidade - matéria que se sintetiza na ideia “as novas agendas do habitat humano entre a formalidade e a informalidade”.

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

visar uma adequada vitalidade e imagem urbanas – sendo que a maior novidade nesta ideia será talvez o retomar da importância da imagem urbana e a necessidade de se discutir e assumir essa importância, seja em novas realizações, seja em ações de melhoria do existente.
ter em conta a necessidade de se desenvolver o planeamento estratégico do habitat humano;
estudar e aprofundar os processos preferenciais que devem marcar as intervenções habitacionais e de regularização urbana em zonas informais e precárias – é tempo de se procurar salientar as melhores práticas;
estudar e aprofundar os aspetos que devem marcar as intervenções habitacionais de emergência – numa perspetiva de emergência que deve favorecer os aspetos essenciais e prioritários de qualidade “mínima” do habitat humano, incluindo aspetos de urbanidade.

MODOS DE HABITAR


TEMA B:
MODOS DE HABITAR – as casas do futuro e a sustentabilidade dos padrões de consumo e produção de cidade e de proximidade; as novas necessidades, soluções e tipologias na habitação

Considerando esta temática global dos modos de habitar, será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

reconsiderar as bases teóricas da conceção do habitar;
diversificar as soluções de habitar e adotar renovadas soluções de projeto integradas e eficazes;
ligar o habitat humano aos seus destinatários (em termos funcionais, sociais e económicos), através de intervenções públicas, cooperativas e privadas nas diversas vertentes (urbanística, programática, projectual, participativa, financeira, construtiva), aplicadas a edifícios e espaços de uso público;
privilegiar ações de humanização e de boa integração urbana da habitação de interesse social e adequados processos de realojamento em termos de adequada integração social, funcional e física;
aprofundar uma investigação tipológica ao serviço das atuais necessidades habitacionais.

Quando pensamos ou, hoje em dia, repensamos o habitar, numa perspetiva urbana e territorial/paisagística bem integrada e sensível, devemos afastar muitas ideias feitas, ou conceitos datados, e aqui lembra-se, imediatamente, os “estafados” aspetos de funcionalismo doméstico e urbano mais ou menos fundamentalista e alheio, quer à essencial adaptabilidade do habitat humano, quer à sua essencial faceta artística e culturalmente bem fundamentada.

Naturalmente que esta posição não pode fazer arriscar aspetos básicos de boa habitabilidade e boa urbanidade, aspetos estes que, muito provavelmente deveriam ser urgentemente retomados e revistos, afastando-se aquela perspetiva redutora e integrando-se outras facetas hoje essenciais no habitat humano, como a sustentabilidade socio-ambiental múltipla/”completa”, e a relação com a saúde física e mental; mas o homem de hoje, o do “novo” mundo urbano, precisa de um renovado habitat ou de renovados e muito estimulantes habitats.

E assim se chega a um aspeto vital nessa urgente renovação, que se considera ser, atualmente, essencial no habitat humano e que é a necessidade imperiosa de o diversificar:

seja pela procura que é hoje muito diversificada, ligada aos múltiplos e muito diversos modos de habitar cada vez mais claros e ativos na sua “exigência” de domesticidades e urbanidades com razoável especificidade (ex., desde grupos étnicos e culturais específicos a grupos etários emergentes como os dos seniores);

seja pelas urgentes necessidades de resposta aos grupos etários dos idosos e dos grandes idosos, cada vez mais significativos na sociedade ocidental, ainda tão marcada pela ausência crítica de respostas verdadeiramente adequadas a estas necessidades e não simplisticamente estruturadas pelos mundos hospitalares;

seja pela necessidade de desenvolver respostas adequadas, do ponto de vista da caraterização do habitat humano, em quadros de reabilitação urbana em centros históricos;

seja, ainda, pela também crítica necessidade de respostas adequadas, e portanto diversificadas e flexíveis à melhoria dos muito extensos conjuntos de habitat informal.

E todos estes quadros microurbanos exigem atenção específica em termos de caraterização regulamentar, mas numa perspetiva de flexibilidade de aplicação destes instrumentos e da sua estruturação numa perspetiva minimalista e bem ligada às realidades e aos resultados verdadeiramente obtidos (casos de referência) em termos de habitabilidade, de urbanidade e de expressivo conteúdo humanístico, não apenas funcional.  

Visa-se, assim, ligar melhor um renovado habitat humano aos seus destinatários, em termos funcionais, sociais, económicos e culturais, através de intervenções públicas, cooperativas e privadas aplicadas a edifícios e espaços de uso público – portanto numa verdadeira assunção do habitat humano como espaço de vizinhança – e considerando as diversas vertentes - urbanística, programática, projectual, participativa, financeira e construtiva.

Mas em todo este processo importa focar e privilegiar o estudo, o levantamento e a relativa réplica de ações de humanização e de boa integração urbana da habitação de interesse social e os respetivos e adequados processos de realojamento e/ou de reabilitação em termos de um diálogo maximizado com os habitantes e visando-se a sua adequada integração social e funcional e física/vusual.

Na base de tudo isto há que aprofundar uma investigação tipológica ao serviço dessas atuais necessidades habitacionais e microurbanas, uma investigação que terá de cruzar os caminhos da reflexão sobre as questões de densidade, que se quer vitalizadora das vizinhanças e que terá de ser tratada de muitos modos (ex., desde a densificação de centros urbanos desvitalizados à revitalização de núcleos urbanos em zonas de baixa densidade), e sobre as também urgentes questões da mistura de funções habitacionais e outras, da inovação na própria mistura de tipos de pequenos equipamentos de vizinhança e de inovação na mistura de todos estes tipos de usos, mas sempre num quadro marcado pela escala humana, pela apropriação, pela boa imagem urbana e pelo desenvolvimento de vizinhanças estimulantes.

E, finalmente, e agora realmente na base conceptual de tudo isto há que refletir sobre as renovadas e novas soluções de projeto capazes de possibilitarem uma concepção arquitectónica totalmente integrada e evolutiva desde as fases iniciais do projeto e muito flexíveis e eficazes na respetiva adequação ao longo do, hoje tão exigente, processo de projeto.

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

apresentar e discutir aspetos associados à história, à teoria e à crítica de modelos que têm caraterizado o habitat humano e, designadamente, daqueles que se considere possam ter expressiva aplicação na atualidade – tema este tão amplo como estimulante;
visar soluções de habitação de interesse social adequadas, porque bem relacionadas  com os seus habitantes, com os seus sítios de implantação e com o seu papel como elementos socioculturais ativos e positivos;
privilegiar uma inovação sustentada no desenvolvimento de soluções habitacionais e, especificamente, na adequação a novos grupos sociais/etários carenciados e significativos; uma perspetiva que pode ser também tomada como um novo partido tipológico, muito mais diversificado, aberto e adaptável do que os velhos e estafados modelos cegamente funcionalistas e absurdamente homogéneos e rígidos.
desenvolver soluções direcionadas para a múltipla integração da Habitação de Interesse Social – uma matéria sempre prosseguida em termos mais teóricos, mas pouco concretizada na prática.

MODELOS DE URBANIZAÇÃO NOS ESPAÇOS DA LUSOFONIA


TEMA C:
MODELOS DE URBANIZAÇÃO NOS ESPAÇOS DA LUSOFONIA – entre políticas públicas de habitação, mercado imobiliário e o que pensamos sobre habitação e cidade; opções entre Estado regulador e Estado construtor.

Considerando esta temática global dos modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

considerar as políticas públicas aplicadas e aplicáveis;
analisar e comentar os respetivos quadros regulamentares;
apresentar e discutir  os programas que têm sido aplicados, mais recentemente e/ou de forma mais efetiva e com conteúdos urbanos ou urbanos e habitacionais;
ter em conta em todos esses aspetos, acima elencados, as respetivas escalas de aplicação e condições reais de implementação - escala nacional, regional ou local;
visar, sempre e sistematicamente, intervenções sustentadas dos respetivos instrumentos de ordenamento territorial e urbanístico.

Salienta-se a especificidade desta temática ligada aos modelos de urbanização nos espaços da lusofonia e considera-se que ela será, sem dúvida, marcada pelos quadros regionais e nacionais de aplicação, mas haverá, claramente, lugar ao privilegiar, por um lado, de casos de referência (positivos ou negativos) e, por outro, ao consubstanciar destas matérias em termos legais e regulamentares.

E no que toca aos quadros regulamentares um aspeto que poderá estar bem presente liga-se à sua adequação no que se refere a objetivos atingidos ou não, e à caraterização da boa ou má aplicação desses quadros; e naturalmente uma matéria sempre presente será a simplificação desses quadros ou, pelo contrário, a sua gradual complexificação.

A relação entre políticas urbanas e habitacionais e a intervenção em grandes zonas de informalidade urbanística é matéria vital que importará visar e desenvolver.

Outra matéria regulamentar e política sempre presente e crítica refere-se à caraterização da habitação considerada “mínima”, no tal quadro amplo de um habitat humano que integra a vizinhança e a integração urbana e que tudo tem a ver com uma sábia escolha de tipos de edificação e domésticos; e estas escolhas aplicam-se desde a reconversão de espaços e habitações em centros históricos e em manchas informais a reabilitar ou melhorar à introdução de novos edifícios de HIS nessas mesmas zonas.

E tudo isto tem e terá a ver com aspetos de adequada informação e de participação dos habitantes, por exemplo, associados em cooperativas.

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

identificar aspetos a salientar em termos de convergências e divergências entre a gestão e o planeamento das cidades;
considerar os papéis do Estado, do setor cooperativo e do mercado imobiliário na promoção de habitação; visando-se as vantagens de cada um destes promotores e tendo-se em conta, especificamente, a riqueza do processo cooperativo na sua expressiva continuidade, que vai da fase de escolha e  preparação da habitação até à sua gestão corrente ao longo da sua ocupação.
aprofundar a matéria do direito a uma habitação adequada a preços acessíveis – perspetivando o que deve ser uma habitação “adequada”, designadamente, em termos de localização geral, integração urbana e áreas domésticas específicas;
desenvolver e consolidar a relação entre o habitat humano e a participação popular – considerando-se variadas modalidade de participação e de informação ativa dos habitantes, seja antes do processo de alojamento, seja no pós-processo e na respetiva gestão dos edifícios e conjuntos habitacionais.

NOVAS TERRITORIALIDADES E ÁREAS DE ALTA E BAIXA DENSIDADE


TEMA D:
NOVAS TERRITORIALIDADES E ÁREAS DE ALTA E BAIXA DENSIDADE – processos transformativos da cultura, da paisagem e do ambiente; estratégias territoriais para um desenvolvimento integrado; novas territorialidades, entre litoral e interior; áreas de alta e baixa densidade.

Considerando esta temática global das novas territorialidades e das áreas de alta e baixa densidade será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

refletir sobre os novos caminhos da densificação em centros urbanos e periferias desvitalizadas;
ponderar as novas territorialidades marcadas pelo litoral ou pelo interior;
sistematizar os processos de intervenção em zonas de baixa densidade;
considerar diversos quadros de densidade habitacional e de caraterização urbana ou rural e as respetivas tipologias de intervenção mais viáveis;
procurar as relações mais diretas entre cultura, paisagem, ambiente e desenvolvimento local;

Importa analisar, apresentar e discutir processos transformativos da cultura, da paisagem e do ambiente, trazendo estes processos para uma prática corrente e marcada pela intervenção da arquitetura urbana; de certo modo reivindicando esses processos para uma intervenção urbanística tão esclarecida como potencialmente eficaz e sustentável, embebendo-os verdadeira e finalmente numa “nova”/atual prática arquitetónica tão aberta à sociedade e à multicultura, como participada e multidisciplinar, mas não perdendo o enfoque na continuada e bem informada (re)configuração do habitat humano; não perdendo, portanto, o enfoque na atividade base do arquiteto, embora uma atividade, aqui bem ligada a uma essencial e bem informada abertura disciplinar.

Poderíamos continuar, aqui, a tentar, por palavras, este desejável casamento entre uma atividade arquitetónica tão marcada pelos mais adequados saberes e práticas profissionais, quanto aberta à sociedade e aos territórios, mas dificilmente conseguimos clarificar mais esta ideia, que com certeza ficará melhor evidenciada com a apresentação comentada de casos de referência em que tenha sido, pelo menos, razoavelmente atingido um desejável equilíbrio, afinal, entre “desenho” e adequados objetivos socioculturais e funcionais locais, naturalmente caraterizados por uma perspetiva de desenvolvimento sustentado.

É, assim, urgente resgatar a importância de adequadas estratégias territoriais dirigidas para um desenvolvimento integrado, numa perspetiva de um ordenamento estratégico, sensível, participado e operacional:

- esquecendo ou reformulando as velhas e falhadas práticas de um planeamento simplisticamente funcionalista e marcadamente “dirigido”, tantas vezes a longa distância e com tão pouco conhecimento de causa;
- afirmando-se a vital importância da real implementação de fortes estratégias regionais e locais, que visem mais vida urbana, menos desequilíbrios entre territórios e mais identidade e caraterização específica desses mesmos territórios e zonas urbanizadas e que sejam servidos por adequados processos e objetivos com base arquitetónica;
- e introduzindo-se uma perspetiva operacional ampla, que vai da intervenção local e edificada, às intervenções urbanas e paisagísticas com diversas escalas e que remata em intervenções de ordenamento regional e ambiental com grandes escalas, mas, ainda assim, integradas por elementos com natureza arquitetónica.

E para assim se proceder é essencial que a formação em Arquitetura reconheça estas “novas” e frequentes escalas de intervenção e lhes dirija a adequada atenção e exigência formativa, em termos de conhecimentos disciplinares de Arquitetura, mas também em termos de conhecimentos e dados culturais com perfil amplo e bem direcionado.

Pretende-se, assim, avançar em processos arquitetonicamente participados (do nível do edifício ao do território), que visem a melhoria sustentada da qualidade vivencial, visual e cultural dos mais diversos elementos e quadros do habitat humano, destacando-se, naturalmente, os processos direcionados para o favorecimento da identidade regional e local e para a adequada (re)construção de novas territorialidades, entre as quais aquelas associadas:

quer a caraterísticas específicas de zonas do litoral (frequentemente mais dinâmicas e acessíveis) e do interior (frequentemente menos dinâmicas e mais distantes dos pólos de vida urbana);

quer aos mais variados aspetos que marcam, positiva e negativamente, as áreas de alta e baixa densidade, resgatando-se, desejavelmente, estas mesmas zonas bem afastadas da “norma” da densidade média e considerada ideal, mas que tantas vezes se revelam zonas sem interesses, sem vida própria, sem identidades adequadas e, portanto, sem especial viabilidade, mas que também se podem revelar, frequentemente, zonas com elevados e variados potenciais, muitos deles com facetas arquitetónicas – potenciais estes que estão realmente a despontar, seja pela necessidade de afirmação da identidade e da diferença numa sociedade global, seja pela forte e atual valorização dos diversos conteúdos culturais associados aos territórios e aos sítios específicos, seja ainda pela facilidades de comunicação e de acessibilidade proporcionadas por esta “nova” sociedade global.

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

habitar, territórios e memórias, habitar espaços amplos e habitar locais pontuais e marcados pelo pormenor;
tirar partido do afastamento metropolitano e da identidade local – transformar problemas correntes em eventuais vantagens;
desenvolver estratégias integradas para a vitalização de áreas de baixa densidade – identificar os principais problemas e atender aos casos positivos de referência, mas cuidar de não replicar cegamente soluções;
considerar objetivamente a opção densificação e os seus suportes arquitetónicos – tendo em conta as respetivas oportunidades e ameaças e visando o potencial estratégico de densificação multifuncional (embora sempre marcada pela habitação) de variados quadros micro-territorias (ex., desde os vazios urbanos de centros históricos, às descontinuidades urbanas de periferias e de conjuntos de habitação de interesse social).

REABILITAÇÃO URBANA


TEMA E:
REABILITAÇÃO URBANA – identidade, património e vitalidade urbana; adequação entre oferta e procura habitacional em diversas zonas da cidade; usos mistos e inovação tipológica em edifícios; reabilitação integrada de espaços de uso público.

Considerando esta temática global da reabilitação urbana, será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

refletir sobre os sensíveis equilíbrios entre valorização da identidade local, defesa e recuperação do respetivo património material e imaterial e incremento da vitalidade urbana;
considerar e visar a relação entre habitar e reabilitar, considerando a múltipla importância do construir no construído e do preenchimento e da densificação no incremento de uma ampla sustentabilidade urbana;
privilegiar uma reabilitação urbana e habitacional estratégica, vitalizadora, participada e integradora, funcionalmente diversificada e valorizadora do respetivo quadro patrimonial;
aprofundar uma reabilitação integrada e participada de espaços de uso público.

Parece ser, hoje em dia, tão urgente como essencial abordar os processos de reabilitação urbana em perspetivas que, sendo marcadas pela especificidade de cada situação e quadro local, tenham em conta, sistematicamente, objetivos de identidade e caraterização local, aspetos patrimoniais aplicáveis num sentido amplo – material e imaterial – e, evidentemente, aspetos de vitalidade urbana, considerados na sua aplicabilidade e viabilidade ao longo do tempo e bem participados pelas respetivas comunidades.

Uma matéria atualmente vital, no que se refere à obtenção de uma vitalidade urbana que decorre, como deve ser, de uma cidade bem habitada, refere-se à adequação entre oferta e procura habitacional em diversas zonas da cidade e considerando as caraterísticas físicas, funcionais e históricas mais correntes nessas várias; evitando-se, sempre que possível, por exemplo, fazer obra habitacional até eventualmente correta em termos históricos mas inadequada em termos socioculturais, e tendo-se presente que a ação de reabilitar o espaço urbano não se limita à reabilitação – mais “histórica” ou mais “livre” (reconversão) – de edifícios habitacionais, havendo outros aspetos urbanos essenciais, como são as ações de melhoria de acessibilidade e de equipamento coletivo – ações estas que podem até compensar determinadas condições domésticas eventualmente menos funcionais e/ou atuais, uma matéria que nos deve levar longe, designadamente, na urgente discussão sobre o que deve ser considerado como condições mínimas de habitabilidade doméstica e de pequenos equipamentos coletivos de vizinhança.

O que acabou de se referir tem a ver com a assunção do habitar em centros históricos carentes de reabilitação, em zonas periféricas desvitalizadas e mesmo em territórios criticamente pouco densos, como uma “unidade” que se joga entre espaço doméstico, espaço de vizinhança próxima e espaços/”pontos” de relação com o respetivo “exterior”, e é nesta assunção que tem de ser real e que não é simples de desenvolver, que devem ser jogados, sem medo, mas com as devidas cautelas operacionais, intervenções marcadas por usos mistos – variados tipos habitacionais, associados a variados tipos de pequenos equipamentos públicos e privados – e pela natural e associada inovação tipológica em edifícios e espaços de uso público – uma inovação que pode/deve até revisitar tradicionais tipologias do habitat humano mais ou menos denso.

Em tudo isto há que ter sempre presente a possibilidade estimulante de a reabilitação se articular estrategicamente com a construção nova; pois assim podem resultar ações mais eficazes e que acabam por marcar, positivamente (havendo qualidade arquitetónica) o nosso tempo atual.

E, finalmente, neste pequena e informal reflexão sobre os caminhos da reabilitação urbana há que dirigir a atenção adequada e bem merecida para as caraterísticas que devem marcar as ações de reabilitação integrada de espaços de uso público, pois é sempre surpreendente a importância destas ações na dinamização do uso de espaços urbanos anteriormente deficientes; e aqui há muito trabalho a fazer, seja na análise sistemática de casos de referência, seja na identificação dos aspetos a privilegiar, seja na vital consideração entre estas ações e a intervenção nos edifícios confinantes.  

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

identificar e caraterizar soluções urbanas de valorização do património material e imaterial local e regional;
favorecer ações de integração de reabilitação urbana e habitacional, considerando, aqui, especificamente, intervenções de habitação de interesse social para grupos desfavorecidos e/ou com tipologias e soluções integradas (habitação e pequenos equipamentos) direcionadas para jovens e para idosos;
aprofundar a relação entre reabilitação e procura habitacional - uma matéria muito ligada aos programas habitacionais pormenorizados que são visados em determinadas zonas urbanas “históricas”;
salientar as opções de intervenção que caraterizam ações de reabilitação urbana integrada (espaços públicos e edifícios) que visam mais o habitante ou mais o turista – entende-se que a escolha deverá sempre privilegiar o habitante, mas na prática o contrário acontece frequentemente e portanto há que discutir as melhores soluções;
sistematizar e aprofundar os aspetos que influenciam o custo da reabilitação construtiva, seja a “primeira obra”, seja as subsequentes e necessárias ações de manutenção – esta matéria é daquelas que, na prática, pouco é desenvolvida, sendo hoje em dia frequentes as generalizações que sustentam as vantagens da reabilitação sobre a construção nova, mas há que avançar na sistematização tipológica das intervenções e na respetiva associação de custos estimados, pois só assim poderemos defender, realmente, as vantagens múltiplas da reabilitação do edificado.

RESILIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO


TEMA F:
RESILIÊNCIA NA CONSTRUÇÃO – economia social no setor da construção; novos processos e ferramentas de projeto de arquitetura; objetivos de saúde e conforto na construção; equilíbrio entre durabilidade, custo e qualidade na construção.
Considerando esta temática global da resiliência na construção será possível dirigir a reflexão, designadamente para as seguintes matérias/perspetivas:

desenvolver caminhos de reflexão sobre o papel da economia social no setor da construção;
apresentar as mais recentes e adequadas soluções ligadas a uma inovação integradora no projeto de arquitetura, desde a conceção à construção e à visualização;
aprofundar as ligações entre tecnologia na construção e as áreas da saúde e do conforto ambiental no habitat humano;
considerar a adequação regional da tecnologia construtiva, designadamente, em quadros de escassez e especificidade de recursos;
aprofundar os aspetos de qualidade, durabilidade, manutenção e custos na produção habitacional.

Parece haver ainda um importante caminho a prosseguir na caraterização dos diversos aspetos ligados à economia social no setor da construção, tendo em conta, os diversos quadros territoriais e urbanos de integração da construção, considerando as especificidades da reabilitação e da construção nova e tendo em conta, nomeadamente, o tecido empresarial e, naturalmente, a caraterização e especialização dos profissionais da construção.

A bem atual e vital temática dos novos processos e ferramentas de projeto de arquitetura – por ex., o BIM – é assunto que nos pode e deve levar longe, pois há receios a despontar, talvez no que se refere ao risco de este tipo de processos poderem prejudicar a essencial melhoria da qualidade do projeto de arquitetura, por poderem disponibilizar metodologias de projeto mais “mecanizadas”, mas a ideia que se tem e que se julga poder prevalecer é que tais novos processos de projeto irão até exigir mais qualidade ao projetar da Arquitetura, tornando este projeto muito complexo para quem não domine a formação em Arquitetura (por exemplo, em termos de visualização espacial integrada e até de expressão rápida dessa visualização).

Para além destes aspetos há que salientar a grande importância dos processos de “projeto integrado”, quer no que se refere à sempre complexa harmonização entre especialidades de projeto, quer no se refere à essencial e simplificada antecipação visual do projeto em termos da sua comunicação com não projetistas – matéria esta que, por si só, e atualmente merece adequado desenvolvimento, pois considera-se ser urgente aprofundar o sentido social e mesmo dialogante do impacto da obra arquitetónica.

Uma outra matéria que, tendo sido já desenvolvida, tem ainda um longo caminho a percorrer refere-se à identificação e ao aprofundamento de objetivos de saúde e de conforto na construção, visando-se a própria obra, mas especialmente os seus futuros utentes/habitantes e tendo-se em consideração, por exemplo, aqueles mais sensíveis (idosos, crianças e doentes).

E termina-se esta reflexão, muito delimitada, sobre aspetos associados a uma desejável resiliência na construção, com uma pequena nota sobre a temática do desejável equilíbrio entre durabilidade, custo e qualidade na construção; um equilíbrio que, naturalmente, terá de se conjugar com os aspetos de saúde e de bem-estar que foram apontados.

Alguns subtemas possíveis a considerar, aprofundar, desenvolver, conjugar e integrar neste novelo de matérias:

desenvolvimento e divulgação de novas soluções de projeto de Arquitetura e de projeto integrado de edifícios e espaços de uso público (ex., BIM) – capacidades funcionais no projeto/obra, aplicabilidade do processo, e vantagens para o respetivo destinatário/habitante;
aprofundamento dos relevantes aspetos de saúde e conforto ambiental na construção do habitat humano – e consideração das relações entre saúde e bem-estar/conforto e dos aspetos mais mensuráveis ou mais psicológicos desse bem-estar;
consideração de novas soluções construtivas e respetivos reflexos socioeconómicos – no setor da construção e na obra acabada e habitada;
ter em conta e estruturar os aspetos a destacar na construção e reabilitação habitacional em situações de escassez e especificidade de recursos;
desenvolver os aspetos de inovação que sejam claramente consistentes na relação entre projeto, tecnologia e custos na construção.


Finalmente, deseja-se que estas ideias, que procuraram ser cuidadosas, mas que são sempre muito pessoais, possam ser dinamizadoras de outras ideias a apresentar em comunicações ao 4.º CIHEL, e lembra-se que as normas de apresentação dos respetivos resumos estão disponíveis aqui em anteriores artigos da Infohabitar e no site do congresso, em  4cihel2017.ubi.pt

9 de agosto de 2016, Casais de Baixo, Azambuja, Portugal

António Baptista Coelho
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 O Editor da Infohabitar, Co-diretor do 4.º CIHEL e co-organizador da semana CIHEL2017
António Baptista Coelho

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
(iii) Para proporcionar a edição de imagens na Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos da Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor da Infohabitar constituem bancos de dados da Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos da Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Infohabitar, Ano XII, n.º 593

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Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.