terça-feira, março 19, 2019

Novos desenhos em março de 2019, 3.ª parte - Infohabitar 679

Infohabitar, Ano XV, n.º 679
Novos desenhos em março de 2019, 3.ª parte  - Infohabitar 679
por António Baptista Coelho (texto e imagens)

Caros leitores da Infohabitar,

Prolongando-se e reafirmando-se o que pode ser já considerado como uma tradição informal da nossa revista, que é a edição de esboços e desenhos, boa parte deles aguarelados, edita-se esta semana um conjunto de desenhos à mão, ou esboços, ou apontamentos, ou esquissos livres, realizados nos respectivos sítios e coloridos posteriormente.
Casos a caso pode, ou não, haver lugar a alguns comentários, sendo, provavelmente, a regra a ausência dos mesmos; mas havendo-os eles poderão referir-se aos modos de fazer do respectivo desenho e/ou aos temas de arquitectura urbana neles ilustrados.
É, talvez, oportuno apontar, aqui, a dádiva de prazer/alegria que estes esquissos pintados nos proporcionam e o interesse que existe no natural acompanhamento dos modos de fazer neles empregues, seja em termos de escolha e enquadramento do tema, seja no que se refere às formas de expressão “gráfica” neles usados; e por aqui fico para não transformar este artigo que se quer “desenhado” em mais um essencialmente escrito.
Fiquem, então, caros leitores com mais alguns “rabiscos” deste vosso editor e tenham coragem para começar ou continuar a brincar e rabiscar, à vontade e por puro prazer - num quadro de urbansketching (esquisso urbano) e de treesketching (esquisso de arvoredo), ... brinca-se um pouco, mas aproveita-se para aconselhar este esquisso de árvores/arbustos, que se julga essencial para todos aqueles que queiram melhorar ou iniciar a prática do desenho livre.
E se quiserem, então depois, ler um pouco mais sobre os referidos modos de fazer e rabiscar, podem a ceder a uma pequena Sebenta que já editei sobre o tema e que está disponível em (quando possível haverá uma 2.ª edição, reformulada e aumentada, e não se deixem intimidar pelo título, bem longo, e onde o que interessa é a indicação de se irem apontar “100 notas práticas para quem quer praticar/aprender a desenhar melhor à mão livre”):

Saudações calorosas e bons “rabiscos” bem “à vontade”, enquanto passeiam, vale bem a pena, acreditem!

António Baptista Coelho



Fig. 01: (sobre o Desenho) procurou-se marcar a profundidade, sendo esta clarificadora de uma composição que se pretendeu, também, clara e contida nos elementos que contém, mas não esquecendo os seus aspectos fundamentais; (sobre a Arquitectura Urbana) estes três elementos fundamentais – a natureza, essencialmente, marcada pelas grandes árvores; o edificado “limpo” dos grandes edifícios modernistas, lançados sobre a natureza; e a preexistência de uma infraestrutura de águas da antiga quinta, ao fundo – são exemplares, na sua presença e combinação e raros em Portugal, devendo merecer urgente e profunda atenção de habitantes e poderes públicos.




Fig.02: (sobre o Desenho) tentou-se “fixar” o enquadramento real que se tem “no sítio” e no qual parte significativa de um dos grandes edifícios é vista através dos arcos da preexistência (o que não foi fácil, mas parece poder permitir um enquadramento interessante e funciona naturalmente como elemento de reforço da profundidade do desenho); (sobre a Arquitectura Urbana) e aqui voltamos a ter os referidos três elementos fundamentais – a natureza; o edificado dos edifícios modernistas; e a preexistência de um pequeno aqueduto da antiga quinta, agora em primeiro plano – excelentes, na sua presença caracterizadora do sítio e do bairro onde se mora (Olivais Norte/ Encarnação).





Fig.03: (sobre o Desenho) este esquisso integra um pequeno grupo de três, que são seguidamente apresentados e onde se procurou aliar a forte expressão da profundidade, a simplicidade do “traço” e dos elementos representados, e o reforço gráfico e “plástico” das árvores, que são, afinal, as protagonistas destes esquissos; (sobre a Arquitectura Urbana) trata-se de um pequeno exercício de síntese da “filosofia” arquitectónica modernista, que expressa o bom casamento entre natureza e edificado, que é, afinal, bem possível, apenas dependendo de uma excelente qualidade do projecto de arquitectura urbana e paisagística.   





Fig. 04: (sobre o Desenho) este esquisso integra o pequeno grupo de três, que foi referido e onde se procurou aliar a expressão da profundidade (neste caso acompanhada pela indicação do caminho pedonal que “passeia” pelo jardim), a simplicidade do “traço” e dos elementos representados, e o reforço gráfico e “plástico” das árvores, aqui mais explorado com a aplicação livre do traço negro; (sobre a Arquitectura Urbana) os aspectos aqui mais evidenciados já foram referidos atrás, mas aproveita-se para lembrar a importância que o modernismo arquitectural deu à circulação pedonal, aqui tratada, em Olivais Norte, Lisboa, de forma verdadeiramente exemplar, mesmo ao nível europeu – falta “só” dar o devido realce a este bairro e, naturalmente, acabar, de vez, com os atentados à sua traça original e iniciar as respectivas ações de reabilitação.





Fig. 05: (sobre o Desenho) este esquisso integra e conclui o referido pequeno grupo de três, onde se procurou aliar a expressão da profundidade, a simplicidade do “traço” e dos elementos representados, e o reforço gráfico e “plástico” das árvores, aqui ainda mais explorado e acentuado com a aplicação livre e intensa dos traços negros.




Fig. 06: (sobre o Desenho) um esquisso que procurou ser muito depurado ou simplificado nos volumes/elementos apontados e na indicação de profundidade (o tronco em primeiro plano, que merecia, talvez, um pouco mais de traços a negro/negro).




Fig. 07: (sobre o Desenho) e termina-se, novamente, com os pássaros, neste caso gaivotas, “apanhadas” (em memória) instantaneamente em diversas posições, e logo esboçadas, “no sítio”, juntando-se, variados apontamentos no mesmo desenho e com natural liberdade criativa.



Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 679
Novos desenhos em março de 2019, 3.ª parte - Infohabitar 679

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho

terça-feira, março 12, 2019

Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte - Infohabitar 678


Infohabitar, Ano XV, n.º 678
Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte  - Infohabitar 678
por António Baptista Coelho (texto e imagens)

Caros leitores da Infohabitar,

Prolongando-se e reafirmando-se o que pode ser já considerado como uma tradição informal da nossa revista, que é a edição de esboços e desenhos, boa parte deles aguarelados, edita-se esta semana um conjunto de desenhos à mão, ou esboços, ou apontamentos, ou esquissos livres, realizados nos respectivos sítios e coloridos posteriormente.
Casos a caso poder, ou não haver lugar a alguns comentários, sendo, provavelmente, a regra a ausência dos mesmos; mas havendo-os eles poderão referir-se aos modos de fazer do respectivo desenho e/ou aos temas de arquitectura urbana neles ilustrados.
É, talvez, oportuno apontar, aqui, a dádiva de prazer/alegria que estes esquissos pintados nos proporcionam e o interesse que existe no natural acompanhamento dos modos de fazer neles empregues, seja em termos de escolha e enquadramento do tema, seja no que se refere às formas de expressão “gráfica” neles usados; e por aqui fico para não transformar este artigo que se quer “desenhado” em mais um essencialmente escrito.
Fiquem, então, caros leitores com mais alguns “rabiscos” deste vosso editor e tenham coragem para começar ou continuar a brincar e rabiscar, à vontade e por puro prazer (num quadro de urbansketching e de treesketching, ... brinco um pouco).
E se quiserem, então depois, ler um pouco mais sobre os referidos modos de fazer e rabiscar, podem a ceder a uma pequena Sebenta que já editei sobre o tema e que está disponível em (quando possível haverá uma 2.ª edição, reformulada e aumentada, e não se deixem intimidar pelo título, bem longo, e onde o que interessa é a indicação de se irem apontar “100 notas práticas para quem quer aprender a desenhar melhor à mão livre”):

Saudações calorosas e bons “rabiscos” bem “à vontade”, enquanto passeiam,

António Baptista Coelho




Fig. 01 - (sobre o Desenho) a busca da expressão desenhada da profundidade do “cenário”, leva-nos a relembrar tanto do que foi lido sobre o assunto, mas agora sentido bem “na pele”; e aqui também podemos evidenciar o interesse da marcação de sombras afirmadas e  esquematizadas e de um expressivo realce dos elementos protagonistas do desenho (neste caso as árvores).



Fig.02 - (sobre o Desenho) ainda a busca da expressão desenhada da profundidade existente no tema/enquadramento escolhido, leva-nos a forçar, realmente, a altura do desenho que é dedicada “ao chão” – aqui ocupando sensivelmente um pouco mais de metade da altura do desenho (e parece valer a pena, mas quando esboçamos temos de forçar mesmo a dar este “respiro” ao “chão” que se desenha e que tem de ter desafogo para poder conter essa expressão de profundidade).




Fig.03 - (sobre o Desenho) as árvores vão ocupando, naturalmente, “o palco” do tema e do enquadramento escolhidos, não só pela plasticidade invernal global, mas também por serem importantes elementos de referência e de expressão da, acima, referida profundidade; (sobre a Arquitectura Urbana) é sempre interessante atentar no excelente e raro equilíbrio atingido, aqui em Olivais Norte/Encarnação, no diálogo entre Arquitectura dos edifícios e Arquitectura da paisagem (naturalizada) – uma das primeiras intervenções assim desenvolvidas, em Portugal, e ainda hoje uma das mais “perfeitas” e “únicas”, e que por isso deveria merecer um muito especial cuidado em termos de preservação e recuperação da sua paisagem global e pormenorizada.




Fig. 04 - (sobre o Desenho) aqui é mesmo quase só “treesketching” e procurou-se dar um toque de outono já tardio; e lembra-se a vital importância do apontamento das sombras, vitalizadoras do esboço.




Fig. 05 - (sobre o Desenho) um apontamento muito rápido e bastante esquemático (que dá sempre que pensar relativamente ao poder de síntese e de escolha do que se aponta e do que se deixa de lado); (sobre a Arquitectura Urbana) um esboço/símbolo dos edifícios no “verde urbano” e de um “verde urbano” público que (quando bem mantido) pode ser assumido quase como grandes pátios naturais separando e enriquecendo os edifícios contíguos.




Fig. 06 - (sobre o Desenho) e para concluir este artigo voltamos aos pássaros, constantes e fiéis companheiros de quem passeia, calmamente, no verde urbano, designadamente, a horas bem matinais; e que vão sendo observados nas mais variadas situações momentâneas, depois livremente associados num único esboço.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 678
Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte - Infohabitar 678

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho

terça-feira, março 05, 2019

Novos desenhos em março de 2019, 1.ª parte - Infohabitar 677

Infohabitar, Ano XV, n.º 677
Novos desenhos em março de 2019, 1.ª parte  - Infohabitar 677
por António Baptista Coelho (texto e imagens)

Caros leitores da Infohabitar,

Prolongando-se e reafirmando-se o que pode ser já considerado como uma tradição informal da nossa revista, que é a edição de esboços e desenhos, boa parte deles aguarelados, edita-se esta semana um conjunto de desenhos à mão, ou esboços, ou apontamentos, ou esquissos livres, realizados nos respectivos sítios e coloridos posteriormente.
Em cada caso específico (cada esboço) pode, ou não, haver lugar a comentários na respectiva legenda, sendo, provavelmente, a regra a ausência dos mesmos; mas havendo-os eles poderão referir-se aos modos de fazer do respectivo desenho e/ou aos temas de arquitectura urbana neles ilustrados.
É, talvez, oportuno apontar, aqui, a dádiva de prazer/alegria que estes esquissos pintados nos proporcionam e o interesse que existe no natural acompanhamento dos modos de fazer neles empregues, seja em termos de escolha e enquadramento do tema, seja no que se refere às formas de expressão “gráfica” neles usados; e por aqui fico para não transformar este artigo que se quer “desenhado” em mais um essencialmente escrito.
Fiquem, então, caros leitores, com mais alguns “rabiscos” deste vosso editor e tenham coragem para começar ou continuar a brincar e rabiscar, à vontade e por puro prazer (num quadro de urbansketching e de treesketching, ... ).
E se quiserem, então depois, ler um pouco mais sobre os referidos modos de fazer e rabiscar, podem a ceder a uma pequena Sebenta que já editei sobre o tema e que está disponível em :
Logo que seja possível haverá uma 2.ª edição, reformulada e aumentada, e não se deixem intimidar pelo título, bem longo, e onde o que interessa é a indicação de se irem apontar “100 Notas práticas para quem quer aprender a desenhar melhor à mão livre”.

Saudações calorosas e bons “rabiscos”, bem “à vontade”, e de preferência enquanto passeiam,

António Baptista Coelho



Fig. 01 – (sobre o desenho) procura do enquadramento que permita agilizar  o esboço de um dos lados sem prejudicar o quadro da vista; (sobre a Arquitectura urbana) um conjunto modernista praticamente exemplar, também na manutenção e valorização de preexistências (Olivais Norte, bem junto ao Metro da Encarnação).





Fig.02 - (sobre o desenho) a continuidade da procura do melhor “contraste” entre formas naturais e construídas, para além da sempre presente e bem difícil procura da redução do esquisso ao essencial.





Fig.03 - (sobre o desenho) uma aguarela esquissada que parece ter “saído” com alguma naturalidade e ausência de pormenores excessivos.





Fig. 04 - (sobre o desenho) um desenho alongado, uma “tipologia” de desenho livre onde parece haver sempre espaço para o que faltae onde, neste caso, o esquisso das árvores parece ter “saído” mais natural do que o dos edifícios; (sobre a Arquitectura urbana) um conjunto modernista praticamente exemplar e a visitar Olivais Norte.





Fig. 05 - (sobre o desenho) um desenho livre onde se procurou reforçar profundidades e expressão formal intensa das formas naturais.





Fig. 06 - (sobre o desenho) qual a razão que nos leva a desenhar a sépia? Será o seu tom mais quente? ...



Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 677
Novos desenhos em março de 2019, 1.ª parte - Infohabitar 677

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar,– Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, fevereiro 26, 2019

O cromatismo residencial - Infohabitar 676

Infohabitar, Ano XV, n.º 676
O cromatismo residencial - Infohabitar 676
Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”
por António Baptista Coelho (texto e imagem)
Sobre uma habitação feita mais por sítios específicos do que por espaços ditos de/para actividades e funções domésticas.
Aproveitando para lembrar, entre outros autores Arquitectos, o grande Christopher Alexander e a sua incontornável “linguagem de padrões”, que tanto influenciou tanta gente e é tão poucas vezes citada ou referenciada, podemos referir que uma habitação, um mundo doméstico que, para o ser, tem de integrar, potencialmente, os vários mundos domésticos específicos dos respectivos habitantes, mais o respectivo agregado comum e convivial, muito mais do que um “simples” complexo funcional – e ainda assim o número de funções é extenso – deveria ser constituído e constituível por uma potencial e muito extensa diversidade de “cantos”, “recantos” e “sítios” adequados a uma enorme variedade de misturas funcionais e apropriações pessoais e de grupo específicas e dinâmicas.
Sobre a previsão destes tipo de “cantos”, “recantos” e “sítios”  domésticos, que são, em boa parte, os grandes responsáveis pela criação de um grande mundo pessoal e familiar, destacam-se alguns aspectos muito variados e, designadamente, de agradabilidade e de conforto ambiental, de adaptabilidade, de funcionalidade com sentido lato e de adequada, rica e apropriável pormenorização arquitectónica, que, em seguida, muito brevemente se apontam – não exaustivamente (trata-se de um texto naturalmente dinâmico).

Sobre o comatismo residencial – algumas notas

O cromatismo residencial tem uma importância que, desde já se sublinha, não será adequadamente considerada neste texto, exigindo abordagens muito específicas e amplamente pormenorizadas e debatidas, considerando-se as diversas opiniões especializadas e os variados estudos existentes.
A cor doméstica constitui-se como um verdadeiro pequeno mundo de cenários que poderão dar leituras aparentemente mais amplas ou mais reduzidas dos espaços onde são aplicadas, consoante os tons sejam mais claros ou mais escuros e consoante haja boas ou más condições de luza natural, proporcionadas pelos respectivos vãos exteriores.



(Fig. 01) Sem título.

Principais tons de cor usados no interior doméstico

Segundo Christopher Alexander, os principais tons de cor usados no interior doméstico devem ser naturais e quentes, referindo o autor, especificamente, os tons vermelhos, amarelos, laranjas e, castanhos/ocres; estes tons podem resultar, apenas, de matizes sobre bases dominante brancas, ou sugerirem directamente a natureza com verdes e azuis.
E, desde já, se aponta que esta estimulante opinião, que se partilha, entra um pouco em colisão com ideias muito generalizadas e respeitáveis, por exemplo entre muitos arquitectos, da importância de se caracterizar um ambiente doméstico com tons de cor pouco “expressivos”, ou intensos, visando-se, designadamente brancos “sujos”, cremes, sépias claros, etc.
Voltando às opiniões de Alexander, este defende, ainda, que a escolha da cor deve considerar:
- se a luz natural recebida num dado compartimento é mais "quente", porque recebida dos quadrantes Este (início da manhã), Sul (meio-dia) e Oeste (final da tarde) ou mais "fria", porque recebida do quadrante Norte;
- e qual a função desse compartimento (por exemplo mais "funcional" ou para trabalho em casa, ou para repousar e dormir, ou para estar e conviver), de modo a que se equilibre, reduza ou acentue, pela cor escolhida, o efeito da luz recebida, ponderando-se, também, as consequências e os conteúdos mais ou menos repousantes ou estimulantes dos diversos efeitos cromáticos e texturais - cores vivas ou neutrais, brilhantes ou "mate", lisas ou texturadas. (1)

Relação entre os tons de cor e a orientação solar dos compartimentos

A propósito dessa importante relação entre os tons de cor e a orientação solar dos respectivos compartimentos onde elas se aplicam, o investigador do LNEC e saudoso amigo Licínio Cantarino de Carvalho (2), defende, num importante e pioneiro estudo português sobre iluminação natural – matéria esta que exige urgente aprofundamento na sua relação com o projecto de Arquitectura – , que importa aumentar a reflexão da luz natural nas superfícies interiores, adoptando para elas cores claras, em particular na zona envolvente dos vãos exteriores envidraçados; reduzindo-se o contraste com a luz directa desses vãos, responsável por condições incómodas de encandeamento; matéria esta, que, por si só, nos levaria longe nas suas implicações em termos de cromatismo e arquitectura de interiores.
A cor doméstica pode/deve, assim,  ligar-se/conjugar-se com as orientações dos diversos compartimentos domésticos, sendo interessante, por exemplo, poder dormir a Nascente e ter uma janela perto da cama, e poder despertar naturalmente (período de sonolência) com os ciclos naturais, suave mas firmemente, em sítio donde se veja a luz, mas sem o Sol directo; "ver o tempo que faz" e acompanhar, logo ao acordar, os ciclos naturais; e talvez acentuar os tons do amanhecer com tons de cor específicos nas paredes dos quartos.
E, complementarmente, não tenhamos dúvida de que a luz filtrada por cortinas, estores e, até, folhas de árvores é maravilhosa, porque evita a luz directa criadora de sombras marcadas e imagens duras com fortes contrastes (3), e porque os padrões luminosos com pequenas escalas são sensualmente agradáveis e estimulantes; e, de certa forma, tudo isto também acaba por ser um tipo muito estimulante de quase-cor dinâmica.

A desejável agradabilidade dos acabamentos interiores

Ainda segundo Christopher Alexander, as paredes interiores e os tectos, quando aparentemente muito duros, frios e maciços tornam-se desagradáveis ao tacto, provocam mais reverberação e impossibilitam ou dificultam muito a sua decoração; o contrário sucederá com acabamentos de gesso e revestimentos com texturas naturais, como a madeira. (4)
Alexander recomenda, ainda, (5) o uso de materiais de qualidade, disponíveis em elementos com escala pequena, que sejam fáceis de preparar em obra e de trabalhar; e sendo, consequentemente, fáceis de adaptar e fazer variar, mas suficientemente pesados e sólidos para serem duráveis e de fácil conservação e manutenção; e defende que estes materiais devem ser ecologicamente convenientes e bio-degradáveis, o que se liga, por um lado, ao desenvolvimento, defendido pelo citado autor, de paredes brandas e de texturas naturais (uso de materiais com as suas texturas naturais) e, por outro lado, à envolvência dos habitantes por ambientes basicamente relacionados com a natureza (cores e texturas naturais, elementos envelhecendo com naturalidade); que parecem ter importantes influências apaziguadoras e calmantes.


(Fig. 02) Sem título.

Algumas observações sobre as cargas emocionais das cores

Naturalmente que todas as cores têm cargas emocionais latentes dependendo do contexto, da situação cultural, da personalidade do sujeito e da sua atitude (disposição) no momento; todos estes factores influenciando um "código" que cada pessoa usa  (6). E, a este propósito Ken Kern fala-nos dos conteúdos das cores e das tonalidades: (7)
- “O azul escuro e o negro têm factores de reflexão baixos.  O amarelo e o branco altos.  A quantidade de luz reflectida por várias cores é a seguinte: branco de 80 a 90%; pastel pálido (amarelo, rosado) 80%; pastel pálido ("bege", lilás) 70%; cores frias (azul, pastéis verdes) 70 a 75%; amarelo intenso 35%; castanho 25%; azul e verde de 20 a 30%; negro 10%.
- O verde, o azul e o violeta dão a sensação de frio (peso, passividade e afastamento), enquanto o amarelo, o alaranjado e o vermelho parecem quentes (luminosidade, actividade e movimento de aproximação).
- Devem usar-se cores quentes em compartimentos expostos ao Norte ou que recebam pouca luz natural, enquanto se devem usar as cores frias em compartimentos expostos ao Sul ou cheios de luz do Sol.
- As cores brilhantes e fortes podem dar a sensação de expansão a compartimentos pequenos, enquanto os contrastes de tonalidades pouco intensos podem tornar os compartimentos grandes mais sóbrios.
- O vermelho é excitante, o azul é calmante e apaziguador, o verde reduz o nervosismo e a tensão muscular, e o amarelo produz uma sensação de jovialidade que se comunica ao metabolismo humano".
Considerando-se, agora, embora de forma muito sumária, a relação entre cores e clima e lembrando Victor Olgyay, no seu conhecido estudo "Design With Climate", recomenda-se para uma região climaticamente temperada alguns aspectos a considerar no desenho residencial e de que seleccionámos os seguintes dados: (8) superfícies ao Sol com cores médias, superfícies reentrantes podem ser escuras se forem sombreadas no Verão, cores claras em coberturas.

O cromatismo e a fruição espacial

Sobre a função do cromatismo como elemento de estruturação da capacidade de deleite oferecida por dados elementos e embientes residenciais importa referir que a cor ocupa um importante papel na arquitectura, nomeadamente, através da valorização da percepção do espaço (9). Claire e Michel Duplay consideram, sobre este assunto, os seguintes aspectos (10) (apurados apenas os aplicáveis ao interior doméstico):

- os modernos usaram cores primárias simples associadas ao verde e ao branco, expressas em pintura e não em matéria, e justapostas ao cinzento do betão;
- a prática corrente usa tons "previamente sujos", de modo a esconder a sujidade, "tudo já está previamente sujo";
- a cor deve ser um meio de exprimir e sublinhar os volumes, os planos diferenciados e, designadamente, a espessura de um edifício;
- as cores devem ser, preferencialmente,"integradas na massa" dos materiais de construção, mas quando estes materiais são pobres, é preferível a cor/tinta "em vez da tristeza sob o pretexto do purismo";
- o jogo cromático segue um conjunto de oposições de cor: do material, natural/por pintura, artificial; de fundo/de guarnecimento de vãos; na estrutura da edificação/nos seus preenchimentos;
- uma regra simples considera que deve existir uma harmonia cromática entre as: paredes; caixilharias; cobertura(s); e elementos mais efémeros (tais como estores).

Breves notas de remate sobre a cor doméstica

Aponta-se, finalmente, que sendo  o adequado cromatismo doméstico um assunto que nada tem a ver com mais despesas, mas apenas com a boa escolha dos tons usados, e sendo esta matéria directamente associável a uma positiva ou negativa influência no agrado ou desagrado com o uso dos espaços domésticos privados ela deveria merecer um cuidado aprofundado e a respectiva divulgação aos habitantes e designadamente junto daqueles que terão menos acesso a este tipos de informações.


Notas:
(1) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", p. 1003.
(2) Licínio Cantarino de Carvalho, "Iluminação Natural no Projecto dos Edifícios", pp. 21 a 26
(3) Reduz o contraste abrupto entre a luz directa do vão e a parede que o rodeia e, assim, permite uma melhor percepção dessa parede.
(4) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 954 e 955.
(5) Christopher Alexander, Sara Ishikawa, Murray Silverstein, et al,"A Pattern Language/ Un Lenguaje de Patrones”, pp. 839 e 840,
(6) Sven Hesselgren, "Architectural Semiotics", em "Architectural Psychology Lund Conference".
(7) Ken Kern, "La Casa Autoconstruida", pp. 360 a 363.
(8) Victor Olgyay, "Design with Climate", pp. 155 e 156, 161 e 162, 167 e 168.
(9) Alfonso Stocchetti, "Spazi Per la Vita degli Uomini, Architettura Parametri", pp. 163 a 172.
(10) Claire e Michel Duplay, "Methode Illustrée de Création Architecturale", pp. 103 e 104.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 676
O cromatismo residencial - Infohabitar 676
Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar,– Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, fevereiro 19, 2019

Convocatória da 5.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH - Infohabitar 675

Infohabitar, Ano XV, n.º 675
Convocatória da 5.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH - Infohabitar 675


Esta edição da Infohabitar é dedicada à edição da Convocatória da 5.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH e do respectivo Relatório de Actividades em 2018.


 
GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Rua Armandinho, nº3 – Loja A, 1950-446, Lisboa (Freguesia de Marvila) N.I.P.C. n.º –  513 040 625
Importante: solicita-se que seja enviado recibo de leitura desta convocatória ao remetente (o Gmail deixou de ter esta funcionalidade automática)
Convocatória da 5.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH
5.ª Assembleia-geral ordinária da GHabitar – APPQH , a realizar na quinta-feira, dia 28 de Março de 2019, em Lisboa, na Sala n.º 352 do Edifício Arantes e Oliveira (edifício principal) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Avenida do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa (sala do Arq.º António Baptista Coelho).
Em cumprimento do disposto nos artigos 18º e 23º a 30 dos Estatutos da GHabitar, convoca-se a 5.ª Assembleia-geral, em sessão ordinária, para reunir pelas 12h.00, na Sala n.º 352 do Edifício Arantes e Oliveira (edifício principal) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Avenida do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa (sala do Arq.º António Baptista Coelho).
A 5.ª Assembleia-geral da GHabitar-APPQH decorrerá na morada e hora acima indicadas, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apreciação e aprovação das contas de 2018.
2. Reflexão geral sobre as atividades da GHabitar, registadas no respectivo “Relatório de Atividade em 2018 da GHabitar” (que se anexa a esta convocatória), com destaque para a respectiva dinamização e para a continuidade da dinâmica do CIHEL – Congresso internacional da Habitação no Espaço Lusófono.
3. Informações.
Se à hora marcada não estiverem presentes metade dos associados, a Assembleia reunirá meia hora depois, pelas 12h.30, com os membros presentes, de Acordo com o disposto no n.º 2 do art. 30.º dos mesmos Estatutos.
Lisboa, Sede da GHabitar e Sede da FENACHE, 15 de fevereiro de 2018                                                  
O Presidente da Mesa da Assembleia-geral
Duarte Nuno Simões
Notas Importantes:
Tal como é disposto no Artigo 29º dos Estatutos, esta convocatória é enviada por mail, com solicitação de envio de recibo, a todos os associados da GHabitar e será editada no Blog/Revista Infohabitar, Ano XV, N.º 675, Revista na WWW da GHabitar-APPQH, com edição prevista para 19 de Fevereiro de 2019  - a Infohabitar é uma revista com edição semanal, habitualmente divulgada na mailing list da GHabitar e que conta com mais de 1.000.000 consultas/page-views.  http://infohabitar.blogspot.pt/


GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Rua Armandinho, nº3 – Loja A, 1950-446, Lisboa (Freguesia de Marvila)
N.I.P.C. n.º –  513 040 625

Relatório de Atividade em 2018 da GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – APPQH
(associação anteriormente designada: Grupo Habitar -  APPQH)
As atividades da GHabitar em 2018 sintetizam-se nas tarefas que são, em seguida, registadas:
Realização, em 9 de março de 2018, em Matosinhos, numa sala da Sede da Cooperativa de Habitação Económica As Sete Bicas, situada na Rua António Porto, n.º 42, 4460-353 Senhora da Hora, Matosinhos, da 4.ª Assembleia-geral ordinária e, simultaneamente, 1.ª Assembleia-geral Eleitoral da GHabitar – APPQH; com eleição dos corpos sociais para o quadriénio de 2018 a 2021.
Realização, em 9 de março de 2018, em Matosinhos, com apoio da FENACHE e da Câmara Municipal de Matosinhos, de um almoço de convívio, seguido de uma visita guiada à Casa da Arquitectura.
Continuidade das edições da revista semanal na WWW Infohabitar, publicação ligada ao GH e agora à GHabitar, encontrando-se, atualmente, no seu 15.º ano editorial, sempre com a publicação de matérias nas áreas temáticas de atuação do GH/GHabitar. Salienta-se que, à data do presente relatório de atividades: (i) estão editados 674 artigos; (ii) dos quais 49 editados em 2018; (iii) atualmente a Infohabitar contabiliza mais de 1.099.900 page-views/consultas, disseminadas por todo o mundo lusófono – com algum destaque em Portugal e no Brasil.
Trabalhos exploratórios e preparatórios de lançamento do 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (5.º CIHEL) – à data de conclusão deste relatório de actividades não havia, ainda, novidades significativas  relativas a este assunto.
Tentativa de resolução de um problema levantado relativamente à obrigatoriedade, referida pela Autoridade Tributária e Aduaneira, cerca de junho de 2018, de a GHabitar-APPPQH ter um endereço de mail específico de caixa postal Via CTT; relativamente a este assunto foi, de imediato, realizada a respectiva inscrição na Via CTT e solicitada, por requerimento fundamentado e dirigido à ATA a não aplicação da respectiva coima – situação que se julga estar, actualmente, regularizada.
Importa sublinhar a essencial continuidade do apoio da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) ao funcionamento da GHabitar, seja proporcionando a instalação da Sede da associação na Sede da FENACHE, seja por diversos e vitais apoios à vida diária da associação, entre os quais se destaca o apoio na estruturação e oficialização das contas da GHabitar e a realização das acções referidas e relativas a 9 de março de 2018.
Finalmente, importa também sublinhar a continuidade do apoio do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) ao funcionamento corrente da GHabitar, agora de modo informal, proporcionando-se eventuais e pequenas reuniões na Sala ocupada pelo Arq.º António Baptista Coelho e, relativamente a esta matéria, lembra-se que desde a sua fundação cerca de 2001 até 2014 foi no LNEC a sede do Grupo Habitar – hoje GHabitar –, sede que desde esse último ano foi mudada para a Sede da FENACHE (devido à ausência prolongada do Arq.º ABCoelho do LNEC entre 2014 e 20017).
Lisboa, Sede da GHabitar e Sede da FENACHE, 15 de fevereiro de 2019
António Baptista Coelho
Presidente da Direção da GHabitar-APPQH
Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 675
Convocatória da 5.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH - Infohabitar 675

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar,– Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).
Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.