segunda-feira, dezembro 31, 2012

Temas do 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL - as 137 comunicações já entregues sobre: habitação, cidade, território e desenvolvimento - Infohabitar 421

Infohabitar, Ano VIII, n.º 421

Renovando-se os votos de um Bom 2013, edita-se como último artigo de 2012 uma apresentação dos conteúdos específicos a abordar no 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço lusófono - 2.º CIHEL - que abordará a temática integrada da "habitação, cidade, território e desenvolvimento", Congresso ao qual se associou o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono; considera-se que este documento de divulgação constitui o melhor testemunho do grande interesse deste evento e das suas atividades associadas, que decorrerão com base no LNEC na semana de 11 a 15/16 de março de 2013,

O editor do Infohabitar


Temas do 2.º CIHEL e do 1.º Congresso CRSEEL - as 137 comunicações já entregues sobre: habitação, cidade, território e desenvolvimento
António Baptista Coelho e Anabela Manteigas

O "desenvolvimento do território, da cidade e da promoção habitacional", no âmbito da lusofonia, são os grandes temas a discutir no 2.º CIHEL, um congresso internacional que foi da iniciativa do Grupo Habitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional e que nesta sua segunda edição é organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013, com a essencial participação de um amplo leque de entidades e associado a outras atividades, entre as quais um Workshop em 12 e 13 de março.

Enriquecendo-se o leque temático e a dinâmica organizativa deste evento, a ele se associou o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O 2.º CIHEL tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, é presidido pelo Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e conta já com importantes apoios, designadamente, de Portugal, de Angola e do Brasil, bem como de associações profissionais da lusofonia; apoios constantes no artigo: http://infohabitar.blogspot.pt/2012/12/2-cihel-habitacao-cidade-territorio-e.html

O 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono - 2.º CIHEL - vai reunir no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), um conjunto alargado de congressistas dos nove países lusófonos e um importante leque de conferencistas, empresários e responsáveis institucionais, com o objectivo de divulgar e discutir conhecimentos, e também de se constituir um fórum sociotécnico transnacional e falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na respetiva grande área temática, seja pela realização em outros países da CPLP dos próximos congressos, seja pelo desenvolvimento continuado de outras atividades com forte caráter prático e utilidade socioeconómica.

Salientam-se as seguintes atividades associadas ao Congresso e realizadas na mesma semana de 11 a 16 de março de 2013:

. 1.ª reunião AICEP/CECP/CIHEL/IT (com um grupo de empresários lusófonos e inscrições por convite);
. 1.º Workshop CIHEL, apoiado pela AICEP, pela SECP e pelo Instituto do Território/IT (inscrições em conjunto com Congresso);
. Exposição de entidades e empresas em pequenos stands disponíveis no átrio do Centro de Congressos do LNEC;
. inauguração de um portal informático lusófono, desenvolvido pelo Instituto do Território e pelo LNEC sobre os temas do congresso;
. reunião técnica promovida pelo Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) no pós-congresso (em estudo).
. visitas técnicas na zona de Lisboa (em estudo).

Neste artigo inicia-se a divulgação pormenoizada dos temas e das subtemáticas a tratar no 2.º CIHEL em 137 comunicações já entregues, cujos títulos e autorias são em seguida registados, e que se distribuem pelas seguintes secções:

a) programas e políticas urbanas e habitacionais;
b) cidade habitada, território e ambiente;
c) da urbanidade no espaço público à cidade informal;
d) o habitar nas comunidades rurais;
e) da habitação de interesse social à diversificação tipológica;
f) integrar a reabilitação urbana e habitacional;
g) sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção;
h) práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional.

Pela grande riqueza técnica, científica e socioeconómica dos trabalhos já entregues, patente nos seus respetivos títulos, pelo conjunto de palestras que estão ainda em fase de convite e preparação (e em breve divulgadas) e pelo conjunto de atividades associadas, julga-se que para muitos técnicos, industriais, investigadores, empresários, e outros decisores será importante a participação no 2.º CIHEL, com inscrições abertas no site do Congresso, em http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html ; lembra-se ainda que a frequência conjunta do workshop e do Congresso tem condições especiais para estudantes; incluindo-se os arquitectos recém-licenciados e a realizarem a formação obrigatória - o conjunto Workshop e Congresso representa um total de 8 créditos de Formação em Temáticas Opcionais de ingresso na Ordem dos Arquitectos.

Em seguida apresenta-se, para cada secção temática, a listagem das comunicações completas já entregues e atualmente em fase de preparação editorial (livro de resumos e outras intervenções, mais CD com comunicações completas); salienta-se que estas listagens são ainda provisórias e estão organizadas pela ordem de chegada dos respetivos resumos ao secretariado, podendo haver ainda alterações, seja por entrada de comunicações de "última hora", seja por mudança de tema/secção de algumas comunicações, seja, ainda, por eventual não integração de alguns dos trabalhos na edição do livro e CD do Congresso, por ausência de alguns dos elementos solicitados aos autores e que não sejam entretanto disponibilizados pelos mesmos.

Regista-se também, que todas as comunicações serão apresentadas oralmente (em períodos máximos de 15 minutos cada), em sessões simultâneas que serão devidamente estruturadas, procurando-se associar em cada uma delas perfis temáticos e/ou de abordagem semelhantes, de modo a proporcionar-se aos assistentes/congressistas uma experiência o mais útil possível; uma possibilidade de estruturação será, por exemplo, para cada secção/tema uma subdivisão das respetivas comunicações em uma ou nas várias seguintes facetas: (i) apresentação de avanços e aspetos relevantes nas teorias, conceitos e práticas; (ii) divulgar estratégias e metodologias de intervenção (planeamento, análise e diagnóstico, projeto, obra); (iii) discutir as questões económicas e as ligadas à garantia de qualidade e ao enquadramento legal, administrativo e financeiro; (iv) apresentar e analisar casos de estudo e boas práticas.


a) Programas e políticas urbanas e habitacionais

Com o Tema/Secção Programas e políticas urbanas e habitacionais visa-se:

• a apresentação e a discussão de programas e políticas urbanas e habitacionais associadas à temática do congresso;

• considerando as políticas públicas e sectoriais e a importância da reabilitação e da gestão;

• considerando uma realidade marcada, frequentemente, por necessidades críticas e por reduzidos meios de ação;

• e tendo em conta uma perspetiva associada ao desenvolvimento da sociedade e aos amplos objetivos de sustentabilidade.

O Tema/Secção a) conta neste momento com 24 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

A001 Habitação social e mobiliário mínimo, Carolina Palermo, Maria Pezzini e Felipe Prazeres

A004 Processos participativos em planeamento urbano e habitacional: O Programa Local de Habitação (PLH) e os Bairros/Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP), João Carlos Afonso, Miguel Brito e Miguel Silva Graça

A005 Programa Minha Casa Minha Vida: uma avaliação do ponto de vista dos clientes e construtoras, Hércules Nunes de Araújo, Eliton Almerindo Cardoso e Magnum José Ramos

A006 Setúbal Nascente, Visões no Tempo da Incerteza, Ana Roxo Luis Carvalho e Jorge Gonçalves

A008 A gestão dos resíduos sólidos em Salvador, Bahia, do século XVII até o século XX, Rosana Muñoz

A009 Habitação de interesse social, desenvolvimento municipal e sustentabilidade urbana no sul do Brasil, Rosa Maria Locatelli Kalil, Adriana Gelpi, Diandra Maron TaniseSpielmann, Andreas Mocelin e Gabrielli Grassi Thums

A010 Habitação em área central: Problemas, políticas e propostas, Ligya Hrycylo Bianchini e Maria Cristina da Silva Schicchi

A012 Caminhos da habitação social, Maria Carminda Caria

A013 Assentamentos precários e megacidade: o caso de São Paulo, Eliane Roberto e Leandro Medrano

A014 Morfotipologias habitacionais a nível nacional: para uma política de habitação territorializada, Teresa Sá Marques, Fátima Loureiro de Matos, Paula Guerra e Diogo Ribeiro

A015 Limites e Potencialidades da Assistência Técnica Gratuita para Habitação de Interesse Social, Ana Paula de Moraes, Aline Werneck Barbosa de Carvalho, Geraldo Browne Ribeiro Filho e Túlio Márcio de Salles Tibúrcio

A016 Uma reflexão compreensiva e prospectiva da habitação nas metrópoles de Lisboa e Porto, Teresa Sá Marques, Fátima Loureiro de Matos, Paula Guerra e Diogo Ribeiro

A017 Muita arquitetura, alguma política: considerações sobre novas e velhas práticas nas urbanizações de favelas em São Paulo - Brasil, Magaly Marques Pulhez e Heloísa Diniz de Rezende

A020 O lugar dos colonatos no processo de colonização portuguesa em Angola: o caso da Cela, Maria Manuela da Fonte

A021 Mudanças nas estruturas de provisão da moradia econômica nas décadas de 1990 e 2000: as cooperativas habitacionais autofinanciadas na Região Metropolitana de São Paulo, Carolina Maria Pozzi de Castro

A023 Programa “Minha Casa, Minha Vida”: perspectivas da política habitacional brasileira, Natália Patrícia Tenório Bezerra

A026 A construção da habitação social no Brasil: uma política pública vinculada ao mercado imobiliário, Lúcia Zanin Shimbo

A032 Onde mora o emprego? Metropolização e regionaalização do planeamento habitacional - medidas de eficiência e equidade, Theresa Carvalho Santos e Henry Cherkezian

A033 O programa habitacional minha casa, minha vida: o caso do aglomerado Sarandi-Maringá - Brasil, Beatriz Fleury e Silva e Ricardo Dias Silva

A035 Quinta da Vitória, Loures – um estudo de caso para repensar os realojamentos, Hélia Bracons Carneiro e Rita Cachado

A036 A produção recente de habitação social no Brasil: o papel do Estado e da sociedade civil no delineamento das políticas de habitação, Gabriel Rodrigues da Cunha e Miguel Antonio Buzzar

A040 A solução habitacional cooperativa em Portugal: três décadas de casos de referência, potencialidades e situação actual, António Baptista Coelho e Manuel Tereso

A041 Do projecto de reabilitação de edificios habitacionais ao projecto de reabilitação emocional - REHABITA, Susana Sanches Mourão

A042 De proprietário(s) a desalojado(s): mudanças em tempo(s) de crise, Margarida Pereira e Isabel Pato


b) Cidade habitada, território e ambiente

O Tema/Secção Cidade habitada, território e ambiente tem como principais objetivos:

• aprofundar e discutir as ligações entre ambiente, acessibilidades numa perspetiva multimodal, território, paisagem e uma cidade viva, que se deseja possa ser dinamizadora de um desenvolvimento sustentável, coerente e integrado e aliado da paisagem natural;

• desenvolver a investigação e a formação sobre a cidade e a evolução do habitat humano, tendo em conta o "novo" mundo urbano, de megacidades e megaperiferias;

• considerar a cidade como espaço de vida, de cultura, de vitalização territorial, para a competitividade e coesão social e territorial;

• e ter em conta os equilíbrios cidade-campo, cidade habitada e cidade industriosa, e mundo urbano dinâmico –ambiente adequado, considerando também as estratégias de adaptação e mitigação face a riscos naturais e tecnológicos.

O Tema/Secção b) conta neste momento com 20 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

B005 Optimist suburbia – o início da metrópole contemporânea. Leitura critica sobre a configuração urbano-arquitetonica da periferia norte da cidade de Lisboa, Bruno André Macedo Ferreira

B006 Monitorização de processos de execução urbanística, Carina Pais e Jorge Carvalho

B008 Do abstrato à conciliação: a construção da cidade no tempo, Lizete Maria Rubano

B010 Urbanidade e projeto na arquitetura paulista contemporânea, Leandro Medrano e Luiz Recamán

B011 Programa minha casa minha vida e o processo de fragmentação espacial e diferenciação social da cidade Natal/RN-Brasil, Tamms Maria da Conceição Morais e Angela Lucia Ferreira

B012 Dificuldades urbanas no esquema arquitetônico desenvolvimentista brasileiro: São Paulo, Luiz Recamán e Leandro Medrano

B013 Representação social da moradia no centro da cidade do Rio de Janeiro, Mauro Santos, Helga Santos, Wilder Ferrer e Paula Peret

B014 A ideia de “habitação”, Pedro Marques de Abreu

B018 Rotas saudáveis para cidades mais saudáveis, Paulo Ribeiro e José F.G. Mendes

B019 Copa do Mundo 2014 e política habitacional: planejamento estratégico metropolitano e dinamização do mercado imobiliário, Germana Maria Santiago de Mello

B021 A deseconomia urbana resultante do binômio: expansão periférica e a implantação de conjuntos habitacionais pelo poder público no município de Ribeirão Preto no período 1970 a 1990, Rose Elaine Teixeira Borges

B023 As cidades no contexto de uma economia verde, Eduardo Jorge Simões Ganilho

B026 Uma conceção sobre os vazios urbanos e a reabilitação do natural: de espaços intersticiais a zonas de lazer e transição, João Lutas Craveiro e Isabel Duarte de Almeida

B027 Energia solar: fator no processo de planeamento da cidade, Francesca Poggi e Miguel Amado

B028 Regeneração da cidade através do processo de reabilitação do património edificado, Miguel Amado, Helder Almeida, Maria do Rosário Ribeiro e António Gameiro

B029 Arquitectura sustentável em regiões quentes: o projecto SURE_África, Manuel Correia Guedes, Gustavo Cantuária, Klas Borges, Italma Pereira, Joana Aleixo e Luis Alves

B030 Os impactos urbanos e socioambientais da Copa do Mundo de 2014: Qual legado para a cidade do recife (Brasil)?, Ana Maria Filgueira Ramalho

B032 Favela – Planejamento e Gestão Urbana e Ambiental, Laurentina Menezes Valentim

B034 Uma abordagem jurídica: o lugar da protecção do ambiente no planeamento urbano, Francisco Noronha

B035 Análise estatística multivariada do consumo de energia e das variáveis espaciais, organizacionais e socioeconómicas a nível local e apoio à decisão, Lina Lopes, Sandrina B. Pereira, Anídio Costa e M. Graça Carvalho


c) Da urbanidade no espaço público à cidade informal

O Tema/Secção Da urbanidade no espaço público à cidade informal tem como principais objetivos:

• aprofundar as perspetivas de humanização do mundo urbano, como espaço bem habitado e equipado, tendo em conta diversos perfis de infraestruturação e as potencialidades do espaço público e dos serviços urbanos e sociais;

• desenvolver os aspetos de análise, reorganização, acupuntura urbana e preenchimento positivo da cidade, atendendo a fatores de segurança;

• considerar formas mais adequadas de reabitar o centro e reordenar periferias;

• e apresentar e discutir processos e ações de intervenção e reurbanização na "cidade informal", a promoção de um sentimento de pertença e a prevenção contra a criminalidade e as incivilidades.

O Tema/Secção c) conta neste momento com 10 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

C006 O papel do espaço público urbano nas áreas habitacionais: o caso da Grande São Luís – MA, Brasil, Débora Garreto Borges

C007 Maputo: inter-relação urbano-habitacional-social, David Leite Viana e Ana Natálio Sousa

C008 A reconstrução do espaço público em São Benedito, Vitória, Brasil, Bruno Bowen Vilas Novas e Clara Luiza Miranda

C012 Função social dos equipamentos públicos e comunitários em uma área periférica da cidade de Passo Fundo/RS/Brasil, Anicoli Romanini, Marcele Salles Martins e Giovani Meira de Andrade

C013 Processos participativos dos limites entre público e privado em habitações de interesse social, Lorena Maia Resende, Nirce Saffer Medvedovski e Sirlene de Mello Sopeña

C014 A construção de territórios habitacionais humanizados: o exemplo do jardim São Francisco em São Paulo, Raquel R. M. Paula Barros e Sílvia A. Mikami G. Pina

C016 Vila Martin Pilger: do diagnóstico ao projeto de urbanização e habitação de interesses social, Alessandra M. do Amaral Brito, Fábio Bortoli e Luciana Néri Martins

C017 Entre as formas de ocupação informal da cidade e o (re)pensar das práticas de urbanismo: contributos de uma antropologia do espaço, Marluci Menezes

C019 A Tensão Favela x Cidade. O caso do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Machado da Silva

C020 Usos e conflitos no território urbano: o comercio informal e a ocupação do espaço público, Rogéria Campos de Almeida Dutra


d) O habitar nas comunidades rurais

Com o Tema/Secção O habitar nas comunidades rurais visa-se contribuir para a caracterização do habitar nas comunidades rurais,:

• considerado como padrão urbano determinante e vitalizador na organização das sociedades em desenvolvimento;

• considerado como processo emergente em contextos já mais estruturados;

• mas marcados por uma crescente sensibilidade sobre o ambiente;

• e associados a uma reinterpretação de velhos modos de vida e a matérias associadas à perspetiva do “regresso ao campo”.

O Tema/Secção d) conta neste momento com 2 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

D001 Novo conceito de urbanização – Kimbópolis, Ilídio Daio

D007 The rural studio: la arquitectura de las personas, Juan Andres del Toro Salas


e) Da habitação de interesse social à diversificação tipológica

O Tema/Secção Da habitação de interesse social à diversificação tipológica tem como principais objetivos:

• visar a discussão do direito, do acesso e do apoio à habitação e as práticas mais adequadas aos diversos atores sociais, institucionais e económicos associados à promoção habitacional; perspetivar uma diversificação e adequação estratégica das soluções habitacionais (da habitação à vizinhança);

• discutir opções de realojamento adequadas;

• considerar a relação entre soluções habitacionais, modos de vida e exigências funcionais e de conforto, tendo em conta velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades e relações entre família e vizinhança e entre vizinhança e cidade;

• e ter em conta as inovações nos modos de vida e o papel da integração das novas tecnologias na cidade e no espaço doméstico.

O Tema/Secção e) conta neste momento com 17 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

E001 Habitação de iniciativa pública em Luanda e Maputo: modelos de intervenção e impactes socio-territoriais no novo milénio, Vanessa de Pacheco Melo e Sílvia Leiria Viegas

E002 O “PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA” em CUIABÁ-MT-BRASIL: uma análise da qualidade dos projetos destinados às famílias de baixa renda, Louise Logsdon e Roberto de Oliveira

E003 Respostas ao problema habitacional brasileiro. O caso do projeto mora, Simone Barbosa Villa, Juliano Oliveira e Rita de Cássia Pereira Saramago

E004 Uma análise habitacional entre as culturas indígenas: kaingang e xavante, Alessandra Gobbi Santos, Claudia Viero Gaida, Cristhian Moreira, Kelly R. Dakan e Lucimery Dal Medico

E005 A arquitetura habitacional social brasileira: propostas assertivas e inovações no âmbito dos institutos de previdência estatais do século XX, Caliane Christie Oliveira de Almeida

E007 Intenções de projeto e relações socioespacionais na habitação social pós 25 de Abril, Rafaela Campos Cavalcanti e Luiz Manuel do Eirado Amorim

E009 Tipologias habitacionais urbanas sustentáveis: o caso do conjunto habitacional do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários de Coelho Neto, no município do Rio de Janeiro, Brasil, Mario Elian e Angela Maria Gabriella Rossi

E011 A habitação plurifamiliar portuense na 1.ª metade do séc. XX. Produção arquitectónica: génese, transformação, adaptabilidade, Gisela Lameira

E012 Princípios metodológicos de racionalidade e diversidade tipolológica para o projeto da moradia de interesse social, Maria Angela de Almeida e Souza

E014 O uso da gramática da forma para análise de conjuntos habitacionais de interesse social no Brasil: o concurso “Habitação para todos”, Leticia T. Mendes e Gabriela Celani

E020 Sustentabilidade da Construção de Habitação Social com recurso a LSF, Inês Geraldes e Miguel P. Amado

E021 Evolução Flexível e Sustentável em Bairros Sociais, Catarina Correia e Isabel Imaginário

E023 Novas formas de habitar em contexto pós-catástrofe. O papel da arquitectura em intervenções de emergência, Jorge Marum e Maria Neto

E024 Redes de vizinhança em Alvalade: a importância do capital social no processo de transformação de um bairro de habitação de “interesse social”, Romana Xerez

E026 Habitação transformável: conceitos, aspetos e processos, Miguel Angel Vidal, Ligia Nunes e David Leite Viana

E027 A questão da regularização fundiária na cidade de Fortaleza e o caso da lagoa do Opaia, Rafaella Vasconcelos Albuquerque

E028 Acessibilidade de pessoas com restrições na habitação: Instrumento para avaliação de projetos, Gabriela Pereira e Carolina Palermo


f) Integrar a reabilitação urbana e habitacional

O Tema/Secção Integrar a reabilitação urbana e habitacional tem como principais objetivos:

• visar a relação entre habitar e reabilitar;

• considerando a múltipla importância do construir no construído e do preenchimento e da densificação no incremento de uma ampla sustentabilidade urbana, abrangendo ainda a questão dos vazios urbanos;

• considerar as principais ferramentas da reabilitação urbana e habitacional com destaque para as análises de habitabilidade;

• e perspetivar uma reabilitação urbana e habitacional vitalizadora, socialmente integradora, funcionalmente diversificada e valorizadora.

O Tema/Secção f) conta neste momento com 10 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

F001 Requalificação física do espaço público de conjuntos de habitação de interesse social - estudo para uma metodologia de análise do projecto de arquitectura, Cristina Pedrosa, Teresa Heitor e António Baptista Coelho

F002 A questão habitacional em Manhuaçu e a garantia de direitos de cidadania: uma equação possível?, Luciana Bosco e Silva, Ruteléia Cândida de Souza Silva e Roberto Vicente Silva de Abreu

F004 Do industrial ao residencial. O caso do armazém frigorífico de bacalhau de Massarelos, Ana Serrano, Teresa Valsassina Heitor e José Maria Lobo de Carvalho

F007 Património moderno e as obras particulares de Alfredo Ângelo de Magalhães em Ofir: uma leitura sobre a sua reabilitação, Tiago Bragança Borges e Ana Vaz Milheiro

F012 Análise de estratégias para a implementação da reabilitação urbana e salvaguarda do património vernacular, Alice Tavares, Aníbal Costa e Humberto Varum

F015 Previsão e impactos da densificação urbana, Vaneska Paiva Henrique, Benamy Turkienicz, Laura Azeredo, Paula Flores Bellé e Isadora Crescente Munari

F016 Seleção de regiões obtidas por analise multicritério, com o uso do Modelo MACBETH, Rodrigo Pereira Lersch e Benamy Turkienicz

F019 Programa Minha Casa, Minha Vida: Riscos, oportunidades e recomendações para a melhoria da qualidade arquitetónica e urbanística, João Branco Pedro

F021 A Realidade da Reabilitação em Portugal – Uma Abordagem Térmico-Energética, Débora Fernandes, Carlos Pina dos Santos e Paulina Faria

F022 Reabilitação sustentável em Marvão, Isabel Santos, Susana Ramalho e Tiago Gaio

g) Sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção

Com o Tema/Secção Sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção visa-se, designadamente, o seguinte leque de objetivos temáticos, técnicos e científicos:

• a apresentação e a discussão de sistemas, processos, tecnologias e materiais direcionados para a construção nova e para a reabilitação habitacional e urbana;

• considerar e abordar os aspetos ligados à relação custo-benefício no que se refere aos respetivos temas e perfis de abordagem;

• ter em conta e aprofundar as matérias associadas à escassez de recursos e às técnicas e meios localmente disponíveis;

• terv em conta e aprofundar as matérias associadas à importante adequação em termos de conforto ambiental;

• considerar a ligação de todas estas matérias às diversas facetas da sustentabilidade – ambiental, económica e sociocultural.

Salienta-se que todas estas temáticas e designadamente os aspetos ligados à sustentabilidade ambiental na construção nova e na reabilitação ganharam expressão renovada e reforçada através da associação ao 2.º CIHEL do 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O Tema/Secção g) conta neste momento com 31 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

G002 Espuma PU de óleo vegetal na arquitetura: alternativa ecológica para isolamento térmico de sistemas de cobertura, Grace Tibério Cardoso, Francisco Vecchia e Salvador Claro Neto

G006 Habitação colectiva na África Lusófona. Projectar com os ventos dominantes, Ana Tostões e Jessica Bonito

G008 Determinação da relação custo/qualidade de uma habitação a partir do desenvolvimento do seu layout, Daniel das Neves Martins, Antonio Edésio Jungles, Roberto de Oliveira, Alessandra Rosa Izelli Martins

G009 Recuperação de fachadas azulejadas – argamassas para reaplicação de azulejos antigos, Sandro Botas, Rosário Veiga e Ana Velosa

G010 Caracterização de betão com terra para aplicação em construção modular prefabricada, Paulina Faria, Vitor Silva, Cátia Abreu e Catarina Pereira

G014 Contributo de um modelo de gestão do conhecimento para a construção sustentável, Mónica Vera-Cruz, António Grilo e Paulo Vaz Serra

G016 Metodologia de apoio ao projecto de arquitectura de habitação em madeira - Proposta de Investigação, Luís Morgado, Manuel Correia Guedes, João Gomes Ferreira e Helena Cruz

G017 As estruturas habitacionais em Angola no último século antes da independência, Miguel Pais Vieira

G018 Tecnologia vernacular vs tecnologia global. Desenvolvimento de uma metodologia de projecto, Júlio Londrim Baptista e Jorge Tavares Ribeiro

G019 A norma de desempenho e suas evoluções construtivas no Brasil, Fábio Martin e André Luiz Gonçalves Scabbia

G020 Parede eco-estrutural – solução modular para a construção de habitação sustentável a custos reduzidos, Tânia Lopes e Miguel P. Amado

G021 Fatores que influenciam a certificação energética de edificios habitacionais, Pedro Almeida

G024 Metodologia de avaliação de sistemas construtivos para habitações econômicas em contextos inovadores no Brasil, Sheila Walbe Ornstein, Khaled Ghoubar, Rosaria Ono, Fabiana Lopes de Oliveira, Walter Galvão, Márcio Minto Fabrício e Miguel Buzzar

G025 Projeto de arquitetura com base no conceito de desempenho, em software BIM, Anne Catherine Waelkens e Cláudio Vicente Mitidieri Filho

G026 Engenharia ou perfumarias: alternativas no interior da lógica construtiva, João Marcos de Almeida Lopes

G027 Uma metodologia sistêmica de solução de problemas construtivos: estudo de caso do reservatório de água superior em edifício residencial, White José dos Santos, Carla Vitor Paim e Antônio Cleber Gonçalves Tibiriçá

G028 O contributo das argamassas de barro para a qualidade do ambiente interior dos edifícios: O caso das argilas do sotavento algarvio, José Lima

G029 Habitação social pós desastre: Estudo de caso de Balneário Piçarras, SC, Alberto Lohmann e Fernando Barth

G030 Produção em larga escala de habitações: uma visão qualitativa a partir do sistema Light Steel Frame, André Luiz Vivan, Riberto Carminatti Júnior, Felipe Alfonso Huertas Ortiz e José Carlos Paliari

G031 Uso de tijolos de solo-cimento na construção de habitações de interesse social no município de Embu das Artes, SP, Brasil, Lilian Farah Nagato

G033 Método para avaliação de coberturas verdes, Fulvio Vittorino e Gianne Uchôa

G034 Sistema estrutural estaiado em madeira tipo árvore: uma nova abordagem projetual para habitação unifamiliar, Decio Gonçalves, Carlito Calil Junior e Francisco A. R. Lahr

G035 As superfícies ajardinadas como sistema diferenciador na habitação, Maria Manso, Ana Lídia Virtudes e João P. Castro-Gomes

G036 Contribuição da caixilharia exterior para a ventilação natural, João Carlos Viegas e Armando Pinto

G037 A experiência mineira do projeto e construção do centro de referência para o habitat sustentável e eficiência energética, Rosana Soares Bertocco Parisi e Glacir Teresinha Fricke

G038 Sistema tecnológico Tecnobagno para industrialização da construção de habitações no Brasil, André Luiz Gonçalves Scabbia e Leandro Amadio

G039 Arquitetura, tecnologia e transformação social na América Latina: grande escala, pequena escala, Maria Daniela Rosário Alcântara

G040 Requisitos básicos aplicáveis às soluções de construção industrializada para edifícios, José Miranda Dias, Manuel Baião e Maria João Falcão Silva

G043 Análise da regulamentação e das recomendações técnicas sobre iluminação natural em edifícios, António Santos

G044 Utilização de agregados provenientes de “RCD” e cinzas volantes não-conformes em argamassas não estruturais. investigação recente na FCT/UNL, Fernando Pinho

G045 Construção sustentável – Sistema de certificação lusófono, Pedro Sousa e Miguel Amado

h) Práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional

O Tema/Secção Práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional tem como principais objetivos:

• perspetivar a adaptação das comunidades e dos habitantes às propostas urbanísticas e arqutetónicas;

• considerar o desgaste das soluções construtivas e a quantificação do investimento na manutenção;

• refletir sobre a evolução de usos e necessidades urbanas e domésticas;

• considerar a relação com os moradores e a respetiva participação;

• ter em conta a aplicação de diversos processos de análise da satisfação, com destaque para Avaliação Pós-Ocupação (APO);

• e visar a multidisciplinaridade na intervenção urbana e habitacional.

O Tema/Secção h) conta neste momento com 23 trabalhos entregues e a apresentar no Congresso e que são em seguida registados por título e autoria:

H003 Evolução social e transformação do espaço doméstico no bairro social do Arco do Cego em Lisboa: um estudo de um quarteirão de habitações unifamiliares reabilitadas em Lisboa, Cristina Brandão de Vasconcelos e Teresa Heitor

H004 Dispersão urbana e habitação de interesse social: ações interativas para ocupação planeada do território no Brasil e em Portugal, Mário M. S. Queiroz, M. de Lurdes P. M. Costa e Tânia B. Ramos

H006 Habitar e preservar: o desafio da comunidade de pescadores localizada em um dos maiores manguezais urbanos do país, a ZEIS Ilha de Deus em Recife, Brasil, Norah Neves e Daniela Mariz

H007 Dinâmica espacial urbana e potencial de atratividade: o caso de Santa Cruz do Sul/Rs, Niara Clara Palma, Axel Deeke, Alcione Talaska, Mariana Barbosa de Souza e Luciano Rosa de Souza

H009 A manutenção no processo de conceção de edifícios – modelo de apoio à decisão, Rui Calejo Rodrigues e Patrícia Fernandes Rocha

H010 Idosos vivendo em comunidade: a habitabilidade de residenciais para idosos, Siva Bianchi e Giselle Arteiro Azevedo

H011 Casas contemporâneas em Viçosa, Brasil: estudo das obras do arquiteto Paulo Francisco de Oliveira, Clarissa Ferreira Albrecht, Filipe de Araújo Vidal e Renata R. Nunes de Carvalho

H012 Uma análise das alterações realizadas na habitação de interesse social, Antônio Tarcísio Reis e Maria Cristina Dias Lay

H013 Efeitos da dimensão de conjuntos habitacionais no nivel de satisfação com a moradia e interação social dos moradores, Maria Cristina Dias Lay e Patrícia Prado Oliveira

H014 Condições de conforto térmico em unidades habitacionais na cidade de João Pessoa-Paraíba-Brasil, Flávia Maria Guimarães Marroquim, Elisângela Pereira da Silva, Luanna Damascena dos Santos e Raíssa Jardim Ferraz da Silva

H015 Construir cidade ou construir habitação: "Programa Minha Casa Minha Vida" no município de São Carlos, Miguel Antonio Buzzar, Angélica Irene da Costa e Juliana Cardoso Esteves

H017 Avaliação de sistemas construtivos em habitações econômicas em contextos inovadores no Brasil: a contribuição da APO, Rosaria Ono, Fabiana Lopes de Oliveira, Sheila Walbe Ornstein, Khaled Ghoubar e Walter José Ferreira Galvão

H020 A gramática do habitar mínimo: uma análise da habitação econômica no sul do Brasil, Rosirene Mayer, Eduardo R. Carneiro, José Pinto Duarte e Benamy Turkienicz

H021 Avaliação da manutenibilidade de sistemas construtivos inovadores em habitações sociais – metodologia e resultados, Iara Del’Arco Sanches, Márcio Minto Fabricio e Miguel Antônio

H022 Pensar o património moderno no Porto: intervenção e adaptação, Ana Tostões e Luciana Rocha

H023 Unidades de atenção primária à saúde: implantação e manutenção, Maria Aparecida Steinherz Hippert, Thiago Araújo e Mariana Coutinho

H032 O estado de conservação do parque de arrendamento nacional, avaliado no âmbito do regime de aumento extraordinário de rendas do NRAU, António Vilhena, João Branco Pedro e Jorge de Brito

H033 Identificação e hierarquização das caraterísticas físicas da zona de residência que podem influenciar um envelhecimento ativo, Carla Cachadinha

H035 Contribuições de um enfoque antropológico no lugar para a temática da requalificação habitacional. o caso da Cova da Moura, Júlia Carolino

H036 Sustentabilidade e habitação de interesse social: uma nova racionalidade?, Marcos Pereira Diligenti

H037 Conforto térmico adaptativo no setor residencial em Portugal, Luís Matias e Carlos Pina dos Santos

H039 Ambiente interior sustentável: Aspetos comportamentais do conforto em espaços interiores, Margarida Rebelo, Carlos Pina dos Santos, António Santos e Luís Matias

H040 Os desafios da política habitacional no Recife (Brasil), Ana Maria Filgueira Ramalho, Ronald Fernando Albuquerque Vasconcelos e Rosa Maria Cortês de Lima


Notas finais

Como breves notas finais de reflexão sobre o que se deseja que venha a ser o 2.º CIHEL, sublinha-se a importância de poder ter numa mesma semana e concentradamente no excelente Centro de Congressos do LNEC (bem integrado no dinâmico Bairro de Alavalade e localizado num óptimo pólo de acessibilidades):

- O muito rico leque de temas tratados e a apresentar em sessões simultâneas pelos autores das 135 comunicações já entregues, e que foram acima registados, possibilitando-se uma estratégica antecipação do principal conteúdo do Congresso; que será, agora, estruturado em sessões com temas/apresentações com idênticos objetivos e/ou subtemáticas, de modo a proporcionarem-se blocos temáticos bem definidos e úteis.

- Um conjunto de intervenções convidadas (pequenas palestras) realizadas por personalidades que estão a ser convidadas para o efeito e que marcarão os finais das tardes do Congresso.

- Uma estimulante e completa sequência de acções: iniciadas com a 1.ª reunião AICEP/CECP/CIHEL/IT (com um grupo de empresários lusófonos e inscrições por convite); continuadas com o 1.º Workshop CIHEL, apoiado pela AICEP, pela SECP e pelo Instituto do Território/IT (inscrições em conjunto com Congresso); rematando no próprio 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL que integra a inauguração de um portal informático lusófono, desenvolvido pelo Instituto do Território e pelo LNEC sobre os temas do congresso; e havendo ainda a possibilidade de uma continuidade dos trabalhos em visitas técnicas em Lisboa e numa reunião técnica promovida pelo Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP).

- E uma Exposição de entidades e empresas em pequenos stands disponíveis no átrio do Centro de Congressos do LNEC, que estará patente de terça feira a sexta feira; e onde se pretende que possa estar disponível ampla documentação sobre os temas do Congresso, para além de se estar a procurar contar com outro tipo de exposições, por exemplo, de divulgação de obras de referência realizadas no espaço da lusofonia.

Por tudo isto e pelo potencial sociotécnico, presente e futuro, deste aliciante conjunto de atividades, se considera que a presença no Congresso é plenamente justificada e pode ser muito vantajosa para os congressistas. Lembra-se que as inscrições estão abertas no site do Congresso, em http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html , existindo condições especiais até 15 de janeiro de 2013, e para estudantes e arquitetos recém-licenciados a realizarem a formação obrigatória.

Notas editoriais:
(i) A edição dos artigos no âmbito do blogger exige um conjunto de procedimentos que tornam difícil a revisão final editorial designadamente em termos de marcações a bold/negrito e em itálico; pelo que eventuais imperfeições editoriais deste tipo são, por regra, da responsabilidade da edição do Infohabitar, pois, designadamente, no caso de artigos longos uma edição mais perfeita exigiria um esforço editorial difícil de garantir considerando o ritmo semanal de edição do Infohabitar.
(ii) Por razões idênticas às que acabaram de ser referidas certas simbologias e certos pormenores editoriais têm de ser simplificados e/ou passados a texto corrido para edição no blogger.
(iii) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(iv) Para ser possível a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens - é usado o Photobucket; onde, devido ao grande número de imagens, se torna difícil registar as respectivas autorias. Desta forma salienta-se que, caso se pretenda usar essas imagens, se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as respectivas autorias são registadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor abc@lnec.pt

Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Infohabitar, Ano VIII, n.º 421
Temas do 2.º CIHEL - as 135 comunicações já entregues sobre: habitação, cidade, território e desenvolvimento Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho





domingo, dezembro 23, 2012

Boas Festas do Infohabitar e do 2.º CIHEL




A preparação do 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono entra na sua fase final e na próxima semana iniciaremos a divulgação dos temas que irão ser apresentados no Congresso.

Para quem queira mais informação sobre o 2.º CIHEL sugerimos um artigo editado aqui há poucas semanas: http://infohabitar.blogspot.pt/2012/12/2-cihel-habitacao-cidade-territorio-e.html

O site do Congresso tem sido periodicamente atualizado, designadamente, no que se refere à associação ao 2.º CIHEL do 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa: http://2cihel.lnec.pt/

As inscrições estão abertas salientando-se que a frequência conjunta do workshop e do Congresso tem condições especiais para estudantes e que a Ordem dos Arquitectos (OA), no âmbito do seu Conselho Regional de Admissão Sul, decidiu que a participação no 2.º CIHEL e no seu Workshop prévio contarão para a formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A. com 8 créditos.

O Presidente da Comissão Organizadora do 2.º CIHEL e editor do Infohabitar
António Baptista Coelho


domingo, dezembro 16, 2012

Novidades do 2.º CIHEL e "EU AMO, EU CUIDO!" artigo de Marilice Costi - Infohabitar 420

Infohabitar, Ano VIII, n.º 420

Depois de uma síntese sobre o 2.º CIHEL, feita três meses antes do Congresso, temos todo o gosto de retomar o contato com a colega Marilice Costi, uma das primeiras redatoras do Infohabitar, editora da Revista o Cuidador, que se recomenda e cujo link se anexa no final desta edição, e que nos enviou um artigo sobre a sua cidade, Porto Alegre, intitulado "Eu amo, eu cuido!

À colega Marilice um muito obrigado por mais esta participação e a todos os leitores do Infohabitar o pedido de uma atenção muito especial a este 2.º CIHEL, que promete, em termos de temas a tratar e de reforço de uma fundamental ideia de fórum sociotécnico e,

os desejos de um Natal com muita Paz e Alegria e de um Bom 2013.

A edição do Infohabitar e a Comissão Organizadora do 2.º CIHEL



A NÃO PERDER: O 2.º CONGRESSO INTERNACIONAL DA HABITAÇÃO NO ESPAÇO
LUSÓFONO - 2.º CIHEL - DE 13 A 15 DE MARÇO DE 2013, NO LNEC EM LISBOA

O cuidado com o território, a cidade e a promoção habitacional numa perspetiva de desenvolvimento coerente e sustentado e no âmbito da lusofonia, são os grandes temas a discutir no 2.º CIHEL,um congresso internacional, organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013, associado a outras atividades, entre as quais um Workshop em 12 e 13 de março. Enriquecendo-se o leque temático e a dinâmica organizativa deste evento, a ele se associou o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O 2.º CIHEL tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, é presidido pelo Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e conta já com importantes apoios, designadamente, de Portugal, de Angola e do Brasil, bem como de associações profissionais da lusofonia; apoios constantes no artigo: http://infohabitar.blogspot.pt/2012/12/2-cihel-habitacao-cidade-territorio-e.html

O 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono - 2.º CIHEL - vai reunir no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), um conjunto alargado de congressistas dos nove países lusófonos e um importante leque de conferencistas, empresários e responsáveis institucionais, com o objectivo de divulgar e discutir conhecimentos, e também de se constituir um fórum sociotécnico transnacional e falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na respetiva grande área temática, seja pela realização em outros países da CPLP dos próximos congressos, seja pelo desenvolvimento continuado de outras atividades com forte caráter prático e utilidade socioeconómica.

São os seguintes os temas a tratar no 2.º CIHEL em 125 comunicações já entregues: a)programas e políticas urbanas e habitacionais; b) cidade habitada, território e ambiente; c) da urbanidade no espaço público à cidade informal; d) o habitar nas comunidades rurais; e) da habitação de interesse social à diversificação tipológica; f) integrar a reabilitação urbana e habitacional; g) sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção; h) práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional.

Salientam-se as seguintes atividades associadas ao Congresso e realizadas na mesma semana de 11 a 16 de março de 2013:

. 1.ª reunião AICEP/CECP/CIHEL/IT (com um grupo de empresários lusófonos e inscrições por convite);
. 1.º Workshop CIHEL, apoiado pela AICEP, pela SECP e pelo Instituto do Território/IT (inscrições em conjunto com Congresso);
. Exposição de entidades e empresas em pequenos stands disponíveis no átrio do Centro de Congressos do LNEC;
. inauguração de um portal informático lusófono, desenvolvido pelo Instituto do Território e pelo LNEC sobre os temas do congresso;
. reunião técnica promovida pelo Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) no pós-congresso (em estudo).
. visitas técnicas na zona de Lisboa (em estudo).

Por tudo isto julga-se que para muitos técnicos, industriais, investigadores, empresários, e outros decisores será importante a participação no 2.º CIHEL, com inscrições abertas no site do Congresso, em: http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html

A frequência conjunta do workshop e do Congresso tem condições especiais para estudantes e salienta-se ainda que a Ordem dos Arquitectos (OA), no âmbito do seu Conselho Regional de Admissão Sul, decidiu que a participação no 2.º CIHEL e no seu Workshop prévio contarão para a formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A. com 8 créditos, sendo as respetivas condições de inscrição (175 € incluindo IVA) idênticas às já existentes para as inscrições de estudantes apenas no Congresso.

Conclui-se esta breve síntese salientando que são agora importantes todos os apoios organizativos ao 2.º CIHEL cujas modalidades poderão ser consideradas em pormenor, como, por exemplo, inscrições no congresso, documentação e divulgação associada ao congresso e participação na referida exposição - aspetos estes facilmente tratados através da inscrição no Congresso, facilmente realizda no site - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html - ou através de um contato com a respetiva organização, em organizacao2cihel@lnec.pt.

Muito em breve aqui no Infohabitar e através das mailing lists do Grupo Habitar iremos desenvolver uma maior divulgação das temáticas previstas e já entregues para apresentação no Congresso; deram já entrada mais de 120 comunicações completas.

LISBOA E LNEC, DEZEMBRO DE 2012, a Comissão Organizadora e a Comissão Científica do 2.º CIHEL

Informações, correspondência e pedidos de esclarecimento dirigidos a: LNEC Apoio à Organização de Reuniões - Av. de Brasil 101 1700-066 LISBOA
Tel.: 21 844 34 83   Fax: 21 844 30 14 organizacao2cihel@lnec.pt





Artigo Infohabitar semanal - Artigo Infohabitar semanal - Artigo Infohabitar semanal

EU AMO, EU CUIDO!

Marilice Costi

(Artigo sobre a cidade de Porto Alegre, publicado no livro PRESENÇA LITERÁRIA 2012 - Porto Alegre: Academia Literária Feminina do RS, 2012. p.55-57, imagens de Marilicie Costi)

Sábado. Primeiro cuidar de si. Ao seguir para a academia, percebo o meu bairro, considerado como o Bom Fim - os bairro de Bem Viver - em uma das reuniões coordenadas pela UNESCO com vistas ao V Congresso da Cidade de Porto Alegre. Sou do bairro Farroupilha há quase quarenta anos. Orgulhosa de ser, decido assumir a minha parte no meu lugar, o espaço ao qual nos vinculamos afetivamente.

Ontem, ventou e choveu, mais ventou. Há galhos de árvores pelas ruas e, à minha frente, estão sacos de lixo cheios e vazios que foram trazidos pelo vento e que seguirão para os bueiros. Lastimo não ter trazido uma sacola de casa. Junto dois deles retirando-os da boca-de-lobo e os cheios que foram colocados na calçada defronte a um condomínio da década de setenta. Meu cérebro linka com a palestra do Prefeito de Bogotá, a questão da cidadania. Sou portoalegrense e preciso fazer minha parte.


Fig.

Estou sem luvas, mas decido tirar aquilo da calçada. E percebo que há matéria orgânica misturada com material reciclável. No peso! Aqui e ali, amasso as caixas de leite com os pés e coloco os volumes diminuídos nas pequenas lixeiras colocadas ali perto no ano passado. Olho para o céu e percebo uma peça despencando da fiação. Páro, como faria meu pai, e procuro alguém por perto. Uma moça! Deve ser moradora. Ela me diz que cansou de pedir. Que eles vêm, amarram com arames mas estes logo se rompem. E tudo se repete. Observo que aquilo deve ser de uma das múltiplas redes que poluem a paisagem, as NETs. Um lixo no ar? Mas reclame novamente, pedi. Isto poderá cair na nossa cabeça.

Já vi tudo? Catadores dentro dos novos containers, moradores de rua futricando em busca de latinhas...e comentários: tem gente dormindo dentro e é por isso que as ruas estão ficando vazias! O caminhão os leva! E quem vai se dar conta deles? O imaginário urbano? Respiro fundo e entro na farmácia onde conto minhas peripécias aos atendentes. Ganhei interessados no V Congresso?

Atravesso a rua e comento com um vizinho com quem nunca me comuniquei. Ele está desalentado: o caminhão recolhe o lixo seco dos vizinhos e não leva o seu!... Daí, os moradores de rua estraçalham os sacos na minha calçada e tenho que limpar! Por isso, misturo tudo e coloco dentro do container. Mas senhor Alexandre, ligue para 156. Faça sua queixa! Não adianta, arguiu, cansei deles. A credibilidade pública! Repito e nada de convencê-lo. E ele ainda diz: Veja, o container está na frente do bueiro, não deveria! Olha ali, empurraram para cá, colocaram lá!

Fig.

Mais adiante, há latas de tintas enferrujadas (as mesmas há anos!) na esquina. A falta de fiscalização foi apontada naquela reunião! Fazer cumprir a legislação! Adiantaria punir?

O meu andar vai ficando quixotesco. Um homem mexe em muitos sacos de lixo na nossa pracinha. Vou até ele e lhe pergunto se colocou aquele saco no meio do canteiro gramado. Não fui! Sentiu medo. Ali há uns quatro quilos de ossos, provavelmente retirados durante a busca na grande lixeira, um chamariz aos cães. Não levo o assunto adiante e coloco-o dentro do container. Acho bom que, ao levantar a tampa, há um sistema hidráulico que reduz o esforço para abri-lo. E começo a amar essas coisas que limpam meu bairro! E acredito que tudo foi escolha de cabeça muito bem pensada! Quem não produz lixo?

Lembrei de minha infância em Passo Fundo e de meu pai a dizer: Falta educação no povo! As escolas! Como é importante estimular o sentimento de pertença! Amo este lugar, estou aqui!



Fig.

Tive vontade de conversar com todos os vizinhos, de bater de porta em porta... Quem me acompanharia? Afinal, ser cidadão não é esperar que os outros façam tudo!

E eu iria longe com o encadeamento de estímulos urbanos à minha memória. Tão importante mexer com os neurônios! Corro para a academia. Quase fechando. Mas estou feliz. Afinal, cuidar da cidade é também cuidar de mim!

Marilice Costi, Urbanista

editora da revista O CUIDADOR - orgulho de ser
FACILMENTE ACESSÍVEL EM www.ocuidador.com.br
SANAARTE Produtos Culturais e Serviços Ltda.
55 - 51 -30287667 Cx. Postal 9.034 - 90.040-971- Porto Alegre/RS - Brasil

Notas editoriais:
(i) A edição dos artigos no âmbito do blogger exige um conjunto de procedimentos que tornam difícil a revisão final editorial designadamente em termos de marcações a bold/negrito e em itálico; pelo que eventuais imperfeições editoriais deste tipo são, por regra, da responsabilidade da edição do Infohabitar, pois, designadamente, no caso de artigos longos uma edição mais perfeita exigiria um esforço editorial difícil de garantir considerando o ritmo semanal de edição do Infohabitar.
(ii) Por razões idênticas às que acabaram de ser referidas certas simbologias e certos pormenores editoriais têm de ser simplificados e/ou passados a texto corrido para edição no blogger.
(iii) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(iv) Para ser possível a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens - é usado o Photobucket; onde, devido ao grande número de imagens, se torna difícil registar as respectivas autorias. Desta forma salienta-se que, caso se pretenda usar essas imagens, se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as respectivas autorias são registadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor abc@lnec.pt

Infohabitar a Revista do Grupo Habitar

Infohabitar, Ano VIII, n.º 420

EU AMO, EU CUIDO! artigo de Marilice Costi

Editor: António Baptista Coelho

Edição de José Baptista Coelho

Lisboa, Encarnação - Olivais Norte









domingo, dezembro 09, 2012

Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono (artigo Infohabitar); novidades do 2.º CIHEL - Infohabitar 419

Infohabitar, Ano VIII, n.º 419


Sobre o 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono

Tema: "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html

Nota ao leitor: um pouco mais abaixo, no Artigo n.º 418, encontrará um texto ilustrado e desenvolvido sobre a temática do Congresso e as condições do Centro de Congressos do LNEC

Tema e objectivo principal: O 2.º CIHEL irá tratar a temática da “Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento”, e visar a fundação de um fórum socio-técnico de caráter transnacional falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na referida grande área temática.

Conclui-se esta breve síntese salientando que são agora importantes todos os apoios organizativos ao 2.º CIHEL cujas modalidades poderão ser consideradas em pormenor, como, por exemplo, inscrições no congresso, documentação e divulgação associada ao congresso e participação na referida exposição - aspetos estes facilmente tratados através da inscrição no Congresso, facilmente realizada no site - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html - ou através de um contato com a respetiva organização, em organizacao2cihel@lnec.pt.

Como importantes novidades a salientar há que fazer uma referência especial para o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ao Congresso, que será presidido pelo respetivo Secretário Executivo.

O Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) também já integrou o 2.º CIHEL e haverá, em breve, notícias relativas a novas e importantes parcerias na área da construção, da sustentabilidade ambiental e da tecnologia, desenvolvidas com entidades académicas.

Salienta-se ainda que a Ordem dos Arquitectos (OA), no âmbito do seu Conselho Regional de Admissão Sul, decidiu que a participação no 2.º CIHEL e no seu Workshop prévio contarão para a formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A. e com um nº significativo de créditos (8 créditos); esta última matéria será em breve objeto de maior divulgação no Infohabitar e no site do Congresso, mas sublinha-se que as respetivas condições de inscrição (175 € incluindo IVA) são idênticas e pouco superiores às já existentes para as inscrições de estudantes no Congresso.

Já na semana que vem termos mais novidades e iremos iniciar uma maior divulgação das temáticas previstas e já entregues para apresentação no Congresso; deram já entrada mais de 120 comunicações completas.

Artigo Infohabitar semanal

Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono

António Baptista Coelho


“É fundamental, para fazer mexer a cidade, que nos instrumentos de planificação e de planeamento estratégico quer de escala menor, se inclua a noção de paisagem, que é cada vez mais importante... o arquitecto deveria ter na sua formação esta percepção, porque a paisagem é cada vez mais uma questão de arquitectura e uma questão de cidade. A noção de paisagem urbana é fundamental.”
Gonçalo Byrne (2004) (1)

Após esta citação que conclui com um treferência à paisagem urbana, e considerando-a numa perspectiva acertadamente ampla, associam-se neste artigo alguns textos retirados do estudo intitulado "Habitação Humanizada", editado pela Livraria do LNEC em 2007/2008, que acompanham um conjunto de imagens recolhidas num final de Outono em Olivais Norte e no jardim da Alameda Central da Encarnação em Lisboa.


A ideia deste artigo é salientar a importância da paisagem natural no espaço urbano e designadamente o espetáculo sempre mutante e sempre diverso e estimulante das estações, do seu próprio reflexo na natureza e do próprio tempo atmosférico como elementos que são, sempre, de grande atratividade, designadamente, quando se desenvolve uma verdadeira “arte do lugar”; e a arte do lugar ganha-se em Arquitecturas de bons autores, concretizadas por exemplo, em pequenas ruas, troços de rua e em edifícios com uma arquitectura sólida, sóbria, radicada e atraente, como as imagens ilustram, ao percorrerem, num final de Outono e, vboa parte delas, numa manhã de nevoeiro, algumas das tervenções bem desenhadas de exteriores e de edifícios (de habitação de interesse social) em Olivais Norte/Encarnação, Lisboa (realizados cerca de 1960).


Salienta-se, assim, direta e indiretamente, o interesse de uma perspectiva de intervenção urbanística ecológica e humana ampla, que considere e articule a actual grande importância que tem – e deve recuperar – o lugar, como sítio “único”, com identidade específica, e a também actual grande importância da protecção e do protagonismo da natureza e do verde urbano. Matérias que, provavelmente, nunca tiveram a oportunidade que hoje têm neste século das cidades e das megacidades.
Estas matérias devem, naturalmente, muito a Christian Norberg-Schulz, e por isso se lembra aqui um dos seus fundamentais conceitos (1968): “No passado os bandidos viviam fora das muralhas, hoje estão dentro. A cidade respira brutalidade e sentimos o desejo de fugir-lhe para encontrar a paz. Por isso procuramos proteger e conservar a natureza;... com o passar do tempo não poderemos fugir mais; o arquitecto moderno deve contribuir para sanar esta situação, criando um novo ordenamento e uma nova e significativa unidade entre a paisagem e a obra do homem.” (2)

Trata-se assim de reconcilar a paisagem e a obra do homem, e a cidade com a paisagem feita pelo homem, objectivo este muito importante para a cidade de hoje e crucial para a grande cidade de hoje e, afinal, tal como disse Maria Celeste Ramos, no âmbito dos trabalhos do Júri do Prémio INH 2006, “a árvore acrescenta beleza e não a tira”, e a beleza e a “frescura” do verde urbano são altamente necessárias na cidade de hoje.

O arquitecto moderno deve, assim, “contribuir para um novo ordenamento e uma nova e significativa unidade entre a paisagem e a obra do homem”, palavras sábias e antecipadoras de Norberg-Schulz, já em 1968, numa altura em que as novas grande cidades mundiais estavam, ainda, em início de “explosão”, e palavras que se julga poderem ser bem complementadas e reequacionadas, na actualidade e numa perspectiva prática e de capacidade de aplicação, que é a privilegiada neste trabalho, por uma opinião de Sidónio Pardal (2003): “No domínio do desenho urbano tudo depende do mérito do urbanista, da sua capacidade de conceber e projectar os espaços urbanos e também as paisagens agro-silvo-pastoris que constituem um desafio da maior relevância que tem sido desprezado. A educação nestes domínios deve alicerçar-se sobre os padrões de casos exemplares, o conhecimento científico, a erudição das artes e suas obras de referência, a memória histórica e o convívio com a tradição.”(3)


Sobre o verde urbano importa ter presente que ele ajuda a uniformizar alguns aspectos de uma paisagem comum, concretizando envolventes acolhedoras e representativas da diversidade da natureza e do próprio mundo; e para além deste aspecto suavizador e humanizador o verde urbano também é habitualmente associado ao lazer, situação/solução que é também muito útil na suavização dos múltiplos aspectos menos humanos da sociedade actual.


Provavelmente a identidade fortíssima que caracteriza cada elemento natural como único (presença marcante de uma natureza rica e sempre diferente e renovada) e, paralelamente, o agradável contraste entre esse elemento natural, ali humanizado, e a racionalidade da edificação citadina (por exemplo: fila de árvores ao longo das ruas, trepadeira sobre muro, vasos de plantas em janelas, etc.), produzem efeitos finais que muito contribuem para dar sentido e carácter aos lugares, verdadeiramente humanizando-os, ao mesmo tempo que se contribui para condições de estímulo e surpresa nos percursos e na paisagem urbana.

E para que não haja dúvidas, sublinha-se que não se está aqui a fazer uma qualquer defesa “cega” do chamado “verde urbano”, mas sim uma defesa, muito forte, de um urbanismo feito considerando a grande importância que tem, realmente, a cidade bem integrada no meio natural e os elementos da natureza bem integrados na cidade, que, desta forma, para além de ganhar em conforto, assim se humaniza e caracteriza.


E de certa forma e se atentarmos nas imagens que acompanham este texto, a qualidade de uma dada intervenção paisagística proporciona-nos uma intensificação da forma como sentimos a natureza, o que é extremamente interessante para todos e designadamente para pessoas que vivam muito a cidade.

E assim se considera o verde urbano concebido por uma Arquitectura Paisagista bem qualificada uma ferramenta cuja importância em termos de caracterização e de humanização da paisagem urbana continua a ser descurada, ainda que, felizmente, exemplos históricos e alguns, talvez poucos, novos exemplos demonstrem a potência arquitectónica real que pode ter, por exemplo, uma árvore de arruamento, um alinhamento arbóreo, uma composição de árvores e de edifícios, um caminho pedonal que passa quase sob um maciço arbóreo e um muro ou uma fachada cobertos por uma trepadeira.



Mas atenção, para se fazer isto bem, com respeito pela cultura que é a nossa e pelo sítio em que se actua, é necessário saber fazer arquitectura da edificação e da paisagem de uma forma simples, mas realmente sabedora, sem apêndices inúteis e sem excessos de conteúdo; com uma pormenorização muito rica, mas depurada e cuidadosa; afinal uma boa Arquitectura, tal com a dos edifícios, mas com as suas próprias regras, ferramentas e partes de técnica e de criatividade; uma matéria muito mais séria do que a de fazer simples e até dignos "espaços ajardinados".

E nestas matérias não se pode deixar de apontar, quer a necessidade desse aprofundamento de uma essencial criatividade na paisagem natural feita pelo homem, quer a igual necessidade de sobriedade e de radicação cultural, quer finalmente, a crítica necessidade de uma manutenção posterior dos espaços de jardim, que lhes respeite e desenvolva, cuidadosa e sensivelmente, formas, ambientes e pormenores e que não abastarde e, até, por vezes, destrua, essas mesmas formas e esses mesmos ambientes, tão criativamente criados por vezes há dezenas de anos e tão cuidadosamente desenvolvidos ao longo dessas dezenas de anos; e esta é uma matéria que deveria merecer o cuidado específico de técnicos, cidadãos e autarquias, não se deixando cometer verdadeiras barbaridades em nome de técnicas de jardinagem ditas normais e necessárias, e a culpa não é de quem maneja a radical serra mecânica, mas sim de quem não controla adequadamente estes trabalhadores.


Apenas como breves notas finais de reflexão sobre o tema da Arquitectura da Paisagem podemos sublinhar: (i) que a arquitectura da paisagem tem uma importância essencial, que é frequente e diversamente referida por projectistas, como ligada ao carácter/identidade dos sítios, e lembremos que Christian Norberg-Schulz defende que a caracterização é a verdadeira matéria da arquitectura; (ii) que a arquitectura da paisagem tem, naturalmente, uma importante perspectiva ecológica, ambiental e paisagística, que é e que será, cada vez mais, verdadeiramente determinante no projecto urbano e residencial; (iii) e por fim podemos ainda sublinhar que a arquitectura da paisagem tem também uma efectiva e variada importância porque proporciona o contacto frequente com a natureza, seja no dia-a-dia, seja em situações potencialmente agrestes que caracterizam a vida urbana actual.

Afinal a paisagem é cada vez mais uma questão de arquitectura e uma questão de cidade.

Notas:

(1) Inês Moreira dos Santos e Rui Barreiros Duarte (entrevistadores), “Estruturas de mudança - entrevista com Gonçalo Byrne”, Arquitectura e Vida, n.º 49, 2004, p. 51.
(2) Christian Norberg-Schulz, “A paisagem e a obra do homem”, Arquitectura, n.º 102, 1968, pp.52-58.
(3) Rui Barreiros Duarte (entrevistador), “Por um urbanismo de princípios – entrevista com Sidónio Pardal”, Arquitectura e Vida, n.º 43, 2003, pp.40-47.

Notas editoriais:
(i) A edição dos artigos no âmbito do blogger exige um conjunto de procedimentos que tornam difícil a revisão final editorial designadamente em termos de marcações a bold/negrito e em itálico; pelo que eventuais imperfeições editoriais deste tipo são, por regra, da responsabilidade da edição do Infohabitar, pois, designadamente, no caso de artigos longos uma edição mais perfeita exigiria um esforço editorial difícil de garantir considerando o ritmo semanal de edição do Infohabitar.
(ii) Por razões idênticas às que acabaram de ser referidas certas simbologias e certos pormenores editoriais têm de ser simplificados e/ou passados a texto corrido para edição no blogger.
(iii) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(iv) Para ser possível a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens - é usado o Photobucket; onde, devido ao grande número de imagens, se torna difícil registar as respectivas autorias. Desta forma salienta-se que, caso se pretenda usar essas imagens, se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as respectivas autorias são registadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor abc@lnec.pt

Infohabitar a Revista do Grupo Habitar

Infohabitar, Ano VIII, n.º 419

Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono (artigo Infohabitar); novidades do 2.º CIHEL

Editor: António Baptista Coelho

Edição de José Baptista Coelho

Lisboa, Encarnação - Olivais Norte







domingo, dezembro 02, 2012

2.º CIHEL - "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - Infohabitar 418

Infohabitar, Ano VIII, n.º 418
2.º CIHEL - 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, sobre a ampla temática da "Habitação, Cidade, Território e do Desenvolvimento, no âmbito da lusofonia , organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil - LNEC -, em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013: em 12 e 13 de março será realizado um workshop sobre o mesmo tema.
 


Enriquecendo-se o leque temático e a dinâmica organizativa deste evento, a ele se associou o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

 







Tema e objectivo principal:
O 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono 2:º CIHEL, irá tratar a temática da “Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento”, e visar a fundação de um fórum socio-técnico de caráter transnacional falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na referida grande área temática.

Organização geral:
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com o apoio de outras entidades,






Localização:O 2.º CIHEL será realizado no Centro de Congressos do LNEC, na Av.ª do Brasil, em Lisboa, estando mobilizado todo este Centro, com dois grandes auditórios e mais cinco outros de diferentes dimensões, para além de um amplo átrio de exposições.

O Campus do LNEC está estrategicamente colocado à entrada de Lisboa, próximo do aeroporto e possui excelentes conidições de estacionamento e acessibilidade em Transportes Públicos.




 
Apoios institucionais:


O 2.º CIHEL tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e é presidido pelo Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade que apoia o Congresso.

Em termos de apoios oficiais há, desde já, a realçar, entre outras entidades constantes do site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html: em Portugal, os patrocínios institucionais do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, da Câmara Municipal de Lisboa , da AICEP Portugal Global, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, do CIAUD, do ISCTE-IUL, da FCT, da Universidade Nova de Lisboa, da Ordem dos Arquitectos e do Instituto do Território (IT); em Angola, o Ministério da Construção, o Ministério do Urbanismo e da Habitação e o Laboratório de Engenharia de Angola; no Brasil, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; conta-se, ainda, com o apoio ativo do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) e estão muito avançados outros contatos, designadamente, com diversas entidades em Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Guiné Bissau.







Outros apoios:Para a melhor concretização do 2.º CIHEL em termos da sua importância como fórum sociotécnico, é importante a adesão de empresas e instituições que podem apoiar das mais diversas formas: desde o apoio directo, à presença na exposição prevista, e à inscrição de congressistas, forma esta de apoio que se considera essencial.



Fig.: o grande auditório do LNEC



Programa geral previsto:
Para além do Congresso serão realizadas, também na mesma semana de março de 2013 e no Centro de Congressos do LNEC:

(i) uma 1.ª reunião AICEP/CECP/CIHEL, tendo por base um grupo de empresários lusófonos (inscrições por convite); para esta fase dos trabalhos – que inclui visitas a entidades várias e recepções - foram já estabelecidos contactos com a AICEP (que está a estruturar o evento), a CECP e a CPLP. Trata-se de um evento a realizar em dia e meio.

(ii) o 1.º Workshop CIHEL, apoiado pela AICEP e pela SECP (inscrições abertas em conjunto com o Congresso); trata-se de um evento que ocupa um dia (tarde de dia 12 e manhã de dia 13).

(iii) uma Exposição de entidades e empresas associadas às temáticas do Congresso e a realizações em curso no mundo da lusofonia, patente em pequenos stands montados no átrio do Centro de Congressos.

Também no átrio do LNEC mas em espaços diferenciados poderá haver algumas exposições temáticas; a título de exemplo e ainda não confirmada refere-se a Exposição do Património Lusófono de Origem Portuguesa do Sec.XX, que esteve em Tóquio.

As exposições estarão ativas toda a semana, de terça-feira a sexta-feira.

(iv) a inauguração no início do Congresso, após a sua abertura oficial, de um portal informático, desenvolvido pelo LNEC e pelo IT, para concentração e sistematização de contatos, entidades e procedimentos ligados à habitação, à cidade, ao território e ao desenvolvimento no mundo lusófono; ouras entidades já foram contactadas para aderirem à constituição do Portal.

(v) o próprio Congresso que contará;

. com as respectivas intervenções institucionais a abrir e a fechar (a definir com a intervenção activa da CPLP e de outros apoiantes); desejando-se que possa ser aberto pelas principais entidades que apoiam o Congresso.

. havendo depois lugar a cerca de 120 a 150 comunicações em sessões simultâneas; em 29 de Novembro de 2012 contava-se já com 121 textos/trabalhos completos já entregues;

. 6 a 9 conferências, ainda em fase de convite e em breve a divulgar.

(vi) Finalmente no sábado seguinte, dia 16 de março, haverá, provavelmente, a possibilidade de se realizarem visitas técnicas em Lisboa de manhã e é também provável que o Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) promova um seminário técnico sobre uma área temática a definir.

Faz-se notar que as inscrições para participação no Congresso estão abertas, sendo possíveis com um custo especial até 15 de janeiro de 2013 - boletim de inscrição disponível no site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html




Fig.: o conjunto de auditórios e de outros espaços do Centro de Congressos do LNEC


Fig.: imagem dos trabalhos do 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010

Conteúdo tecnico-científico: temas em discussão

As cerca de 150 comunicações (com mais de 10 pp. cada) que serão provavelmente entregues distribuem-se pelos seguintes oito (8) temas a discutir de forma equilibrada proporcionando interessantes sessões temáticas:

a) Programas e políticas urbanas e habitacionais

b) Cidade habitada, território e ambiente

c) Da urbanidade no espaço público à cidade informal

d) O habitar nas comunidades rurais

e) Da habitação de interesse social à diversificação tipológica

f) Integrar a reabilitação urbana e habitacional

g) Sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção

h) Práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional





Fig.: o arquitecto João Filguieras Lima - Lelé - no 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010



No pós-congresso várias iniciativas poderão ser desenvolvidas e estão já previstas:

. Uma ação continuada do secretariado permamente do CIHEL, proporcionando que os temas sejam tratados de forma prática e em continuidade entre congressos e designadamente no ano que medeia entre os congressos.

. A edição de várias publicações - "Cadernos Edifícios" - temáticas por parte do LNEC, apurando-se matérias interessantes e oportunas, entre aquelas apresentadas no 2.º CIHEL; a dimensão destes livros corresponde a 10 a 15 comunicações e prevê-se portanto a possibilidade de haver a edição de dois ou três cadernos, que, depois, poderão ser devidamente lançados no âmbito de acções específicas.



Fig.: imagem dos trabalhos do 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010


O objetivo é a constituição de um fórum sociotécnico dinâmico e com afirmada continuidade temporal, que possa ter uma utilidade clara e crescente nas referidas áreas temáticas no mundo da lusofonia, visando-se a dinamização de um processo que assegure, numa base de realizações itinerantes, os próximos Congressos e atividades intercalares com forte caráter prático e utilidade socioeconómica.



Fig.: imagem dos trabalhos do 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010



Conclui-se esta síntese salientando-se que são agora importantes todos os apoios organizativos ao 2.º CIHEL cujas modalidades poderão ser consideradas em pormenor, como, por exemplo, inscrições no congresso, documentação e divulgação associada ao congresso e participação na referida exposição - aspetos estes facilmente tratados através da inscrição no Congresso, facilmente realizda no site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html - ou através de um contato com a respetiva organização, em organizacao2cihel@lnec.pt.

E é também agora estratégica a divulgação do Congresso, proporcionando-se uma adequada e evidenciada visibilidade a esta iniciativa, e visando-se a sua concretização e utilidade como um importante fórum sociotécnico.

Agradecem-se, portanto e desde já, todos os apoios em termos de divulgação, inscrição no 2.º CIHEL e apoios organizativos.

                                                As Comissões responsáveis pela organização do 2.º CIHEL


Fig.: o logotipo do 2.º CIHEL foi concretizado foi realizado, tal como no caso do 1.º CIHEL, no âmbito das atividades do Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico da Escola Secundária de Sacavém – uma ES que integra, habitualmente, muitos alunos ligados a vários países da lusofonia.




Infohabitar a Revista do Grupo Habitar

Infohabitar, Ano VIII, n.º 418

"Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013

Editor: António Baptista Coelho

Edição de José Baptista Coelho

Lisboa, Encarnação - Olivais Norte