domingo, fevereiro 24, 2013

2.º CIHEL, Sessão Iluminação Natural e artigo "Acalmia de trânsito" - Infohabitar 428

Revista Infohabitar, Ano IX, nº428

A presente edição da Infohabitar continua a divulgar o já próximo 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, cujo programa, que se recomenda, pode ser consultado na Infohabitar n.º 427 (facilmente acessível correndo um pouco este site) - de 13 a 15 de março, no LNEC, em Lisboa; semana de atividades associadas a começar dia 11 de março com visita técnica (BIP-ZIP organizada pela CML)

Salienta-se, também, a muito próxima realização no LNEC da Sessão Técnica Edifícios n.º 14, dedicada ao tema "A Iluminação natural nos edifícios - Uma abordagem no contexto do conforto e da eficiência energética", a realizar no LNEC no dia 5 de março de 2013, entre as 14h30 e as 17h30, com intervenção do Investigador Dr. António Santos, uma sessão que vivamente se recomenda e que se aponta, sinteticamente, a seguir à referência ao 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL.

Depois destas divulgações edita-se o artigo da semana na Infohabitar, intitulado "A acalmia de trânsito nas vizinhanças", artigo este que é o n.º XXVII da Série habitar e viver melhor, e que se associa a uma referência circunstanciada à intenção, que se aplaude, da Câmara Municipal de Lisboa, recentemente divulgada, de introduzir "Zonas 30" num amplo conjunto de bairros e zonas lisboetas.



2.º CIHEL, 1.º CCRSEEL - um congresso a não perder, no LNEC, Lisboa, de 13 a 15 de março; workshop 12 e 13 de março; visita técnica 11 de março

2.º CIHEL, 1.º CCRSEEL, sessão CIALP, visita BIP ZIP e outras atividades, Programa geral de uma semana sobre o habitar e a cidade a não perder, de 11 a 15 de março de 2013 no LNEC em Lisboa

2.º CONGRESSO INTERNACIONAL DA HABITAÇÃO NO ESPAÇO LUSÓFONO - 2.º CIHEL - e 1.º Congresso da Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono - 1.º CCRSEEL http://2cihel.lnec.pt/ - no âmbito de uma SEMANA cheia de atividades, de 11 A 15 DE MARÇO 2013 - CONGRESSO 13 A 15 - NO LNEC EM LISBOA.

O "desenvolvimento do território, da cidade e da promoção habitacional", no âmbito da lusofonia, serão os temas a discutir no 2.º CIHEL,um congresso internacional, organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013, associado a outras atividades, entre as quais uma visita aos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária (Câmara Municipal de Lisboa), um Workshop, o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono - promovido pela FCT-UNL, e uma ação do CIALP - Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa, sobre a prática profissional na lusofonia. O Congresso e as restantes atividades e , a realizar no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, visa lançar as bases de um fórum sociotécnico transnacional e falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na respetiva grande área temática, seja pela realização em outros países da CPLP dos próximos congressos, seja pelo desenvolvimento continuado de outras atividades com utilidade socioeconómica.

As inscrições são feitas através do envio da ficha de inscrição, disponível no site do 2.º CIHEL em http://2cihel.lnec.pt/inscricoes.html e enviada para o Secretariado do 2.º CIHEL para o email: formacao@lnec.pt

A Iluminação natural nos edifícios: Uma abordagem no contexto do conforto e da eficiência energética

A iluminação constitui um dos principais fatores condicionantes da qualidade ambiental no interior dos edifícios. A sua principal função consiste em proporcionar um ambiente visual interior adequado, assegurando as condições de iluminação necessárias à realização das atividades visuais. Essas condições devem incluir a garantia dos mais adequados níveis de iluminação, a existência de conforto visual para os ocupantes, a minimização dos impactes energéticos e, ainda, os benefícios mais subjetivos, decorrentes da utilização da luz natural em vez da luz artificial e do contacto com o ambiente exterior através dos vãos envidraçados.

Docência: António Santos (LNEC)

Local, data e horário: A Sessão Técnica terá lugar no Centro de Congressos do LNEC, no dia 5 de março de 2013 entre as 14:30 e as 17:30.
Mais informações em: http://www.lnec.pt/congressos/eventos/pdfs/ste14.pdf


ARTIGO XXVII DA SÉRIE HABITAR E VIVER MELHOR

A ACALMIA DE TRÂNSITO NAS VIZINHANÇAS

O estudioso e urbanista Spiro Kostof (1) disponibilizou, em uma das suas fundamentais obras, um conjunto de conclusões sobre os espaços para trânsito misto , de peões e veículos, em conjuntos residenciais, aspectos estes que foram isolados no âmbito de um dos últimos estudos realizados no LNEC, neste caso, sobre o tema irmão de uma “habitação humanizada” (2) - solução integrada de habitar e de cidade/paisagem mais humanizada.

Refere então Kostof que:

“O mais importante aspecto do apoio ao peão (após todos os falhanços em áreas urbanas centrais e em zonas pedonais e comerciais específicas) liga-se não ao desenho de pólos comerciais, mas sim ao de vizinhanças residenciais ... através de um novo tipo de rua residencial designado Woonerf, literalmente «living yard» (pátio residencial), por Niek De Boer da Universidade Técnica de Twente em 1963: uma rua cuja principal função não é a circulação e o estacionamento automóvel, mas sim o andar a pé e o recreio.

"Nos meados dos anos 70 após vários ensaios o Woonerf foi nacionalmente adoptado na Holanda e mereceu um sinal de tráfego distinto.

"O pedido de redesenho/reconfiguração de uma determinada rua parte dos seus respectivos residentes.

"Os elementos que distinguem claramente das restantes vias são so seguinte tipo: pavimentos com aspecto ambíguo que distinguem da imagem da estrada; elementos de acalmia de tráfego de veículos; e inserção de verde urbano e de estacionamento repartido de forma a bloquear linhas de vista com continuidade...

"O conceito (de Woonerf, ou pátio/vizinhança residencial) na Alemanha transformou-se no de «rua viva/vivível» (Wohnstrasse) e acabou por ser exportado para os USA ...

"(e reinterpretado) por Duhany (que aplicou o seguinte tipo de aspectos): ruas mudam de carácter do formal para o informal, volumes são bem definidos, vistas fechadas, há uma paisagem de rua partilhada com o carro, mas desenhada em torno das necessidades e dos prazeres pedonais ... e descobriu-se que é necessário nova regulamentação neste sentido pois de contrário estas ideias são frequentemente ilegais” (Kostof, ob. cit., pp.240 a 242).


Continuando, ainda, com breves citações, interligadas, da referida obra de Kostof, agora numa perspectiva de consideração mais envolvente sobre estas temáticas de um habitar e de um espaço urbano mais "à escala" de usos humanos mais amigáveis, que traduzam uma cidade que para além de funcional seja também um fundamental espaço de lazer (recreação ou recriação) e de uma vivência realmente agradável e estimulante, há que ter em conta os seguintes aspectos:

“O tráfego automóvel tornou-se a experiência central e incontornável do reino do espaço público ... e a regulamentação ao enfatizar o tráfego rápido e a abundância de zonas de estacionamento ... nas palavras de Duany e Plater-Zyberk «criam receitas virtuais de desintegração urbana». ...

"Duany e Plater-Zyberk propõem uma arma contra mais avanços do automóvel em território do peão: a TND a Traditional Neighborhood Development ordinance (código de Desenvolvimento Tradicional das Vizinhanças, DTV), um código genérico de urbanidade, consolidador da sabedoria vernacular de determinadas zonas urbanas preexistentes, desenvolvendo novos standards e dimensões para ruas.

(e assim) "A habitação animadora da rua é reinventada no DTV como tipologia habitacional standard, o andar a pé é encorajado pela localização de lojas a distância flanante de casa, os passeios têm um mínimo de 3,7m quando há lojas e as árvores de arruamento são obrigatórias” (Kostof, p.242).

“No passado a rua era o lugar onde as classes sociais se misturavam. Era o palco de cerimónias solenes e espectáculos improvisados, de observação humana, de comércio e de recreio... esta rua do passado era um sítio pouco saneado, física e moralmente, mas era também escola e palco de urbanidade... Em tudo isto o contentor contava, com certeza, mas não era o que mais contava... É por isso que não entendo o reviver do contentor sem um compromisso solene de o reinvestirmos com verdadeiro vigor urbano, com urbanidade.

"Enquanto... escaparmos à tensão social, agendarmos encontros com amigos e alegremente passearmos sozinhos em caixas de metal reluzentes, climatizadas e musicais, a rua renascida será um local que gostamos de visitar talvez frequentemente, mas não habitar – um espaço de brincadeira, um museu. E também constituirá o sítio de enterro das nossas esperanças de exorcizar a pobreza e os problemas ao confrontá-los diariamente; o sítio de enterro das nossas esperanças de aprender uns com os outros; o sítio de enterro da excitação não ensaiada, da acumulação do conhecimento dos modos de ser e viver e dos benefícios residuais de uma vida pública” (Kostof, p.243).

Ainda nesta matéria da “acalmia do trânsito”, mais um excelente conceito, que tudo tem a ver com um habitar mais amigável e que fui buscar aos colegas da engenharia de trânsito – o outro foi, já há alguns anos, a “vizinhança de proximidade” –, importa ter em conta:

. o desenho viário específico, que se julga poder e dever ser revisto considerando-se, agora, as especificidades do apoio à implementação de um fluxo de trânsito mais amigo do peão, embora tendo evidentemente em conta as funcionalidades rodoviárias e certas regras básicas de segurança, e, a propósito, lembra-se que os pontos potenciais de colisão sobem de 3, nos entroncamentos, para 16 nos cruzamentos de duas vias (3);

. e a decisão de se apoiar, especificamente, a circulação em bicicleta, como actividade recreativa e como meio de deslocação, decisão que tem implicações funcionais seja também no desenho viário específico, pois há que acautelar a segurança e o bem-estar de ciclistas (relativamente a veículos motorizados) e de peões (relativamente a ciclistas), seja nas respectivas previsões de acesso e arrumação em edifícios e habitações.



E a propósito deste apoio específico ao tráfego de bicicletas, que se julga ser estratégico, importa no entanto cuidar que ele não se "sobreponha", ainda que pontualmente, a uma vital redinamização de uma rede densa e muitifuncional de percursos pedonais (mais funcionais, mais de lazer paisagístico, mais turísticos, mais historico-culturais, etc.). É essencial repensar e ir dando reforçada continuidade e apoios múltiplos e estratégicos (em termos de ligações com os vários tipos de tráfego motorizado) a esta maçha pedonal, articulando-se a rede ciclista com ela numa perspectiva de aliança, em que o peão possa ter sempre um predomínio estratégico.

Como última nota nesta reflexão sobre a acalmia de trânsito sublinha-se que se julga fundamental o direito dos peões à segurança relativamente aos veículos, pelo menos, nos seus “santuários” residenciais e de vida urbana, uma condição que se prolonga, naturalmente, pelo direito ao sossego, ao bem-estar ambiental e ao sentido de “à vontade” que são próprios de sítios onde o peão é “rei”, mas num reinado bem vitalizado pela proximidade funcional de veículos. A cidade de hoje pode permitir-nos tais condições, de certo modo as melhores em zonas de peões, conjugadas com uma adequada funcionalidade e vitalidade urbana, e um tal cocktail citadino e residencial como este poderá ser um aspecto determinante de uma vida diária verdadeiramente satisfatória e motivadora.

Artigo de António Baptista Coelho

Como elementos complementares a este artigo salienta-se a intenção da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de criar, com brevidade, várias "Zonas 30" em diversas zonas da cidade: no centro hitórico de Carnide e no Bairro do Arco do Cego até final de março; e até ao final de 2013 num amplo conjunto de bairros de Lisboa e lembra-se o que tem sido a excelente política daCML no apoio aos percursos para bicicletas, percursos estes que começam a ter uma interessante continuidade na cidade e que se julga poderão ser devidamente articulados, seja com as novas "Zonas 30", seja com uma desejável e urgente redinamização de uma rede pedonal, tal como acima se aponta.

Citando-se uma recente notícia da Agência Lusa (editada no jornal Público e em outros meios de informação), registam-se mais algumas informações julgadas relevantes sobre este assunto da criação de "Zonas 30":

"«Este projeto foi aprovado no Plano Diretor Municipal (PDM) e abrange 30 bairros. Vamos começar por estes seis: Carnide, Arco Cego, Estacas, S. Miguel, Charquinho e Encarnação», disse hoje o vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, à agência Lusa.

"Afirmando que dados da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (ANSR) «indicam que a sinistralidade tem vindo a descer no país, mas não tem tido a mesma redução nas zonas urbanas», o vereador frisou que em Lisboa a maioria das vítimas em acidentes com automóveis são peões, em particular, nessas zonas habitacionais.

"Numa tentativa de reduzir esses acidentes, a Câmara de Lisboa vai iniciar algumas obras naqueles bairros para instalação de passadeiras sobre-elevadas, pistas antiderrapantes junto a equipamentos escolares e sinalização adequada de forma a reduzir a velocidade dos atuais 50 quilómetros/hora para 30 quilómetros/hora. No PDM está previsto que as «zonas 30» sejam implementadas em zonas residenciais, com elevada atividade comercial, na proximidade de equipamentos escolares ou de vias cicláveis.

"Além de se reduzir os acidentes, pretende-se também proteger os bairros do tráfego de atravessamento indesejado, reduzir a poluição ambiental e o ruído provocado pelos veículos e assegurar a segurança rodoviária para todos os utilizadores, especialmente peões e ciclistas.

"Nunes da Silva frisou que serão distribuídos panfletos pelos bairros em causa para informar os residentes da estatística dos acidentes nos locais, das obras que serão feitas e da alteração da velocidade.

"A Câmara de Lisboa iniciou este projeto «zona 30» em 2009 mas nessa altura visou apenas o Bairro Azul."


Como nota final, de esclarecimento, que se agradece a um amigo e colega, sublinha-se a diferença clara entre "woonerfs" e "zonas de 30"; ambos os conceitos de desenho têm sido promovidos na Holanda mas são diferentes, sendo que nas zonas de 30 há espaços destinados aos veículos (e nem sempre os dos veículos automóveis são partilhados com os das bicicletas, apesar da baixa velocidade imposta a todos) e espaços destinados aos peões, enquanto nos "Woonerfs" há partilha completa dos espaços por todos os utentes.

 

Notas:

(1) Spiro Kostof, “The City Assembled – The elements of urban form through history”, 2004 (1992).

(2) “Habitação Humanizada”, Lisboa e LNEC, 2007; disponível em duas versões editorias na Livraria do LNEC.

(3) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 248 e 249.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(ii) Para proporcionar a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Editor: António Baptista Coelho
Ano IX, nº428
ARTIGO XXVII DA SÉRIE HABITAR E VIVER MELHOR
A ACALMIA DE TRÂNSITO NAS VIZINHANÇAS
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte

domingo, fevereiro 17, 2013

2.º CIHEL, 1.º CCRSEEL, sessão CIALP, visita BIP ZIP e outras atividades, Programa geral de uma semana sobre o habitar e a cidade a não perder, de 11 a 15 de março de 2013 no LNEC em Lisboa - Infohabitar 427

Infohabitar, Ano IX, n.º 427

2.º CIHEL, 1.º CCRSEEL, sessão CIALP, visita BIP ZIP e outras atividades, Programa geral de uma semana sobre o habitar e a cidade a não perder, de 11 a 15 de março de 2013 no LNEC em Lisboa - programa actualizado em 2 de março de 2013

2.º CONGRESSO INTERNACIONAL DA HABITAÇÃO NO ESPAÇO LUSÓFONO - 2.º CIHEL - e 1.º Congresso da Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono - 1.º CCRSEEL http://2cihel.lnec.pt/ - no âmbito de uma SEMANA cheia de atividades, de 11 A 15 DE MARÇO 2013 - CONGRESSO 13 A 15 - NO LNEC EM LISBOA.

O "desenvolvimento do território, da cidade e da promoção habitacional", no âmbito da lusofonia, serão os temas a discutir no 2.º CIHEL,um congresso internacional, organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013, associado a outras atividades, entre as quais uma visita aos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária (Câmara Municipal de Lisboa), um Workshop, o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono - promovido pela FCT-UNL, e uma ação do CIALP - Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa, sobre a prática profissional na lusofonia. O Congresso e as restantes atividades e , a realizar no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, visa lançar as bases de um fórum sociotécnico transnacional e falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na respetiva grande área temática, seja pela realização em outros países da CPLP dos próximos congressos, seja pelo desenvolvimento continuado de outras atividades com utilidade socioeconómica.

As inscrições são feitas através do envio da ficha de inscrição, disponível no site do 2.º CIHEL em http://2cihel.lnec.pt/inscricoes.html e enviada para o Secretariado do 2.º CIHEL para o email: formacao@lnec.pt

O 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL irão proporcionar uma semana de debate, de concentração temática nas amplas áreass do Congresso, e de contatos que é já extremamente rica, pois integra um leque muito variado de atividades complementares e afins já confirmadas e que, em seguida, se registam, salientando-se que, depois do programa geral, no final desta edição poderão consultar o programa pormenorizado de apresentação das comunicações.

 PROGRAMA DA SEMANA DO 2.º CIHEL E 1.º CRSEEL


SEGUNDA-FEIRA 11 MARÇO 2013

TARDE: Visita Técnica organizada pela Câmara Municipal de Lisboa aos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária BIP-ZIP - início 14.30 h (LNEC); inscrições limitadas aos lugares disponíveis e dependentes da inscrição no Congresso e Workshop - pequeno auditório

TERÇA-FEIRA 12 MARÇO 2013

MANHÃ (LNEC): 09.00h - Fórum CIALP (Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa) - sobre a temática: "Enquadramento da Prática Profissional nos Países de Língua Portuguesa" ; entrada livre, auditório a definir

13.00h - Almoço livre.

TARDE (LNEC): 15.00h - Workshop técnico do Congresso - Sessão sobre matérias da construção, reabilitação, habitação e cidade ligadas às valências do LNEC; seguida de visita acompanhada a diversos setores do Campus do LNEC (privilegiando as áreas temáticas dos edifícios), auditório a definir

MANHÃ E TARDE (LNEC): programa paralelo e por convite, por iniciativa da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP) e da AICEL-Portugal Global e da SECP, um conjunto de empresários da diáspora lusófona, visitarão as instações do LNEC (manhã) e terão contactos com empresas (tarde), auditório a definir

QUARTA-FEIRA 13 MARÇO 2013

MANHÃ (LNEC): 09.00h - Workshop técnico - "Mesa redonda" com projetistas: Gonçalo Byrne, João Appleton, Paulo Tormenta Pinto, Rui Furtado e Vítor Leonel; Fernando Pinho (mod.); auditório a definir

10.30h - Intervalo;

MANHÃ (LNEC): 11.00h - Workshop técnico - Sessão AICEP-SECP com testemunhos de empresários da diáspora portuguesa (ligados às áreas do Congresso). auditório a definir

13.00h - Almoço livre.

TARDE (LNEC): 15.00h - Congresso, Sessão 1 - Abertura oficial no Grande Auditório: Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa (Pres. do Congresso), Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (a confirmar), Presidente da Câmara de Lisboa (a confirmar), Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (a confirmar), Carlos Pina (Pres. C.C. LNEC), António Gameiro (Bast. O.A. Angola), Fernando Santana (Diretor da FCT UNL), João Belo Rodeia (Pres. CIALP), Rogério Gomes (Pres. I.T.), Miguel Amado (CCRSEEL), António Baptista Coelho (Pres. C.O. do Congresso).

16.30h - Intervalo 1

TARDE (LNEC): 17.00h - Congresso, Sessão 2 - Intervenções no Grande Auditório: Helena Roseta (mod.); Adriano da Silva - Programa Nacional do Urbanismo e Habitação (República de Angola); José Mendes - O Futuro das Cidades; Pedro Saraiva - O Futuro das Cidades; Gonçalo Byrne - Reciclagem.

FINAL DA TARDE (LNEC): Porto de Honra.

QUINTA-FEIRA 14 MARÇO 2013

MANHÃ (LNEC): 09.00h - Congresso, apresentações simultâneas, Sessão 3 - Comunicações em 7 salas (ver programa de comunicações).

10.30h - Intervalo 2: lançamento do livro de Fernanda Magalhães e Francisco Di Villarosa (editores): "Urbanizacao de Favelas, Licoes aprendidas no Brasil".

MANHÃ (LNEC): 11.00h - Congresso, apresentações simultâneas, Sessão 4 - Comunicações em 7 salas (ver programa de comunicações).

13.00h - Intervalo 3: Almoço.

TARDE (LNEC): 15.00h - Congresso, Sessão 5 -Intervenções no Grande Auditório: Anselmo Cani (mod.); Eugênio Correia - Programa Nacional do Urbanismo e Habitação (República de Angola); João Carlos Afonso, Miguel Brito e Miguel Silva Graça - Processos participativos em planeamento urbano e habitacional: O Programa Local de Habitação (PLH) e os Bairros/Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP) (A004); Sheila Walbe Ornstein Khaled Ghoubar; Rosaria Ono; Fabiana Lopes de Oliveira; Walter Galvão; Márcio Minto Fabrício ;Miguel Buzzar - Metodologia de avaliação de sistemas construtivos para habitações econômicas em contextos inovadores no Brasil (G024).

16.30h - Intervalo 4: lançamento do livro de Carlos Almeida Marques: "A casa ideal e o ideal de ter casa".

TARDE (LNEC): 17.00h - Congresso, Sessão 6 -Intervenções no Grande Auditório: António Reis Cabrita (mod); Ana Vaz MiIheiro - Culturas transnacionais: investigar a arquitectura luso-africana e o uso de sistemas construtivos locais; Jeiza Tavares - A Política do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano em Cabo Verde: Marcos Referenciais a partir do Ano 2000; Rui Leão - A Equação da Habitação, Macau antes e depois da Transição.

SEXTA-FEIRA 15 MARÇO 2013

MANHÃ (LNEC): 09.00h - Congresso, apresentações simultâneas, Sessão 7 - Comunicações em 7 salas (ver programa de comunicações).

10.30h - Intervalo 5: lançamento do livro de André Faria Ferreira: "Obras Públicas em Moçambique - Inventário da produção arquitectónica executada entre 1933 e 1961".

MANHÃ (LNEC): 11.00h - Congresso, apresentações simultâneas, Sessão 8 - Comunicações em 7 salas (ver programa de comunicações).

13.00h - Intervalo 6: Almoço.

TARDE (LNEC): 15.00h - Congresso, Sessão 9 - Intervenções no Grande Auditório: Vitor Reis (mod.); Haroldo Villar de Queiroz; Iva Pires - As Cidades e o Desenvolvimento Sustentável; Jaime Comiche - Planeamento, organização e produção como dimensões dos desafios da habitação para todos em Moçambique.

16.30h - Intervalo 7: lançamento da revista "Passagens".

17.00h - Congresso, Sessão 10 - Encerramento dos trabalhos no Grande Auditório: José Pinto Duarte (Pres. FAUTL), Luís Reto (Reitor ISCTE-IUL), Marcelo Romero (Pres. FAU-USP), Mário Moutinho (Reitor ULHT), Paulo Tormenta Pinto (C.C.), Manuel Correia Fernandes (G.H.), Personalidade Oficial (a confirmar).

EXPOSIÇÕES NO ÁTRIO DO CONGRESSO - 12 A 15 MARÇO 2013

Exposição: "Modernismo na Lusofonia: Arquitectura dos anos 40/50/60" - organização CIALP e OA

Exposição: "O Prémio IHRU Construção e Reabilitação 2012" - organização IHRU

Exposição: "Exposição experimental CIHEL" - com escolas e outras entidades, organização 2.º CIHEL

PEQUENA FEIRA DO LIVRO TÉCNICO NO ÁTRIO DO CONGRESSO: SEIS EDITORAS/LIVRARIAS E LANÇAMENTO DE TRÊS LIVROS E UMA REVISTA - 12 A 15 MARÇO 2013

PROGRAMA DE COMUNICAÇÕES DO 2.º CIHEL E 1.º CCRSEEL

SESSÃO 3/COMUNICAÇÕES - QUINTA-FEIRA 14 MARÇO 2013: 9.00 ÀS 10.30

(A1) PROGRAMAS E POLÍTICAS anfiteatro

A023 Programa “Minha Casa, Minha Vida”: perspectivas da política habitacional brasileira, Natália Patrícia Tenório Bezerra

A005 Programa Minha Casa Minha Vida: uma avaliação do ponto de vista dos clientes e construtoras, Hércules Nunes de Araújo, Eliton Almerindo Cardoso e Magnum José Ramos

A033 O programa habitacional minha casa, minha vida: o caso do aglomerado Sarandi-Maringá - Brasil, Beatriz Fleury e Silva; Ricardo Dias Silva

A015 Limites e Potencialidades da Assistência Técnica Gratuita para Habitação de Interesse Social, Ana Paula de Moraes, Aline Werneck Barbosa de Carvalho, Geraldo Browne Ribeiro Filho e Túlio Márcio de Salles Tibúrcio

(B1) CIDADE TERRITÓRIO E AMBIENTE sala 2

B008 Do abstrato à conciliação: a construção da cidade no tempo. O caso brasileiro., Lizete Maria Rubano

B005 Optimist suburbia – o início da metrópole contemporânea. Leitura critica sobre a configuração urbano-arquitetonica da periferia norte da cidade de Lisboa, Bruno André Macedo Ferreira

C012 Função social dos equipamentos públicos e comunitários em uma área periférica da cidade de Passo Fundo/RS/Brasil, Anicoli Romanini, Marcele Salles Martins e Giovani Meira de Andrade

B023 As cidades no contexto de uma economia verde, Eduardo Jorge Simões Ganilho

(C1) DA URBANIDADE À CIDADE INFORMAL sala 5

C014 A construção de territórios habitacionais humanizadores: o exemplo do jardim São Francisco em São Paulo, Raquel R. M. Paula Barros e Sílvia A. Mikami G. Pina

C006 O papel do espaço público urbano nas áreas habitacionais: o caso da Grande São Luís – MA, Brasil, Débora Garreto Borges

C008 A reconstrução do espaço público em São Benedito, Vitória, Brasil, Bruno Bowen Vilas Novas e Clara Luiza Miranda

C021 Urbanização de Favelas - Lições aprendidas no Brasil, Fernanda Magalhães

(E1) HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E TIPOLOGIAS sala 3

E027 A questão da regularização fundiária na cidade de Fortaleza e o caso da lagoa do Opaia, Rafaella Vasconcelos Albuquerque

E024 Redes de vizinhança em Alvalade: a importância do capital social no processo de transformação de um bairro de habitação de “interesse social”, Romana Xerez

E007 Intenções de projeto e relações socioespacionais na habitação social pós 25 de Abril, Rafaela Campos Cavalcanti e Luiz Manuel do Eirado Amorim

(F1) REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL sala 6

F015 Previsão e impactos da densificação urbana, Vaneska Paiva Henrique, Benamy Turkienicz, Laura Azeredo, Paula Flores Bellé e Isadora Crescente Munari

F016 Seleção de regiões obtidas por analise multicritério, com o uso do Modelo MACBETH, Rodrigo Pereira Lersch e Benamy Turkienicz

F012 Análise de estratégias para a implementação da reabilitação urbana e salvaguarda do património vernacular, Alice Tavares, Aníbal Costa e Humberto Varum

F001 Requalificação física do espaço público de conjuntos de habitação de interesse social - estudo para uma metodologia de análise do projecto de arquitectura, Cristina Pedrosa, Teresa Heitor e António Baptista Coelho

(G1) DAS TECNOLOGIAS À SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO auditório

G017 As estruturas habitacionais em Angola no último século antes da independência, Miguel Pais Vieira

G006 Habitação colectiva na África Lusófona(1). Projectar com os ventos dominantes, Ana Tostões e Jessica Bonito

G020 Parede eco-estrutural – solução modular para a construção de habitação sustentável a custos reduzidos, Tânia Lopes e Miguel P. Amado

E020 Sustentabilidade da Construção de Habitação Social com recurso a LSF, Inês Geraldes e Miguel P. Amado

(H1) INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO pequeno auditório

H033 Identificação e hierarquização das caraterísticas físicas da zona de residência que podem influenciar um envelhecimento ativo Carla Cachadinha

H010 Idosos vivendo em comunidade: a habitabilidade de residenciais para idosos Siva Bianchi; Giselle Arteiro Azevedo

H006 Habitar e preservar: o desafio da comunidade de pescadores localizada em um dos maiores manguezais urbanos do país, a ZEIS Ilha de Deus em Recife, Brasil Norah Neves, Daniela Mariz

H036 Sustentabilidade e habitação de interesse social: Lisboa/Porto Alegre. Uma nova racionalidade?Marcos Pereira Diligenti

INTERVALO 2: 10.30 - 11.00, lançamento do livro de Fernanda Magalhães e Francisco Di Villarosa (editores): "Urbanizacao de Favelas, Licoes aprendidas no Brasil "

SESSÃO 4 /COMUNICAÇÕES - QUINTA-FEIRA 14 MARÇO 2013: 11.00 - 13.00

QUINTA-FEIRA 14 DE MARÇO 2013 - 11.00 ÀS 13.00

(A2) PROGRAMAS E POLÍTICAS anfiteatro

A026 A construção da habitação social no Brasil: uma política pública vinculada ao mercado imobiliário, Lúcia Zanin Shimbo

A021 Mudanças nas estruturas de provisão da moradia econômica nas décadas de 1990 e 2000: as cooperativas habitacionais autofinanciadas na Região Metropolitana de São Paulo, Carolina Maria Pozzi de Castro

A036 A produção recente de habitação social no Brasil: o papel do Estado e da sociedade civil no delineamento das políticas de habitação, Gabriel Rodrigues da Cunha e Miguel Antonio Buzzar

A040 A solução habitacional cooperativa em Portugal: três décadas de casos de referência, potencialidades e situação actual, António Baptista Coelho e Manuel Tereso

A013 Assentamentos precários e megacidade: o caso de São Paulo, Eliane Roberto e Leandro Medrano

A044 A Promoção Pública de Habitação em Portugal. Panorâmica Histórica. Os Programas de Habitação Económica do Porto no século XX - a fixação de modelos, Rui Tavares

(B2) CIDADE TERRITÓRIO E AMBIENTE sala 2

B028 Regeneração da cidade através do processo de reabilitação do património edificado, Miguel Amado, Helder Almeida, Maria do Rosário Ribeiro e António Gameiro

B018 Rotas saudáveis para cidades mais saudáveis, Paulo Ribeiro e José F.G. Mendes

B010 Urbanidade e projeto na arquitetura paulista contemporânea, Leandro Medrano e Luiz Recamán

B006 Monitorização de processos de execução urbanística, Carina Pais e Jorge Carvalho

B012 Dificuldades urbanas no esquema arquitetônico desenvolvimentista brasileiro: São Paulo, Luiz Recamán e Leandro Medrano

B026 Uma conceção sobre os vazios urbanos e a reabilitação do natural: de espaços intersticiais a zonas de lazer e transição, João Lutas Craveiro e Isabel Duarte de Almeida

(C2) DA URBANIDADE À CIDADE INFORMAL sala 5

C019 A Tensão Favela x Cidade. O caso do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Machado da Silva

C007 Maputo: inter-relação urbano-habitacional-social, David Leite Viana e Ana Natálio Sousa

C017 Entre as formas de ocupação informal da cidade e o (re)pensar das práticas de urbanismo: contributos de uma antropologia do espaço, Marluci Menezes

C013 Processos participativos dos limites entre público e privado em habitações de interesse social, Lorena Maia Resende, Nirce Saffer Medvedovski e Sirlene de Mello Sopeña

C016 Vila Martin Pilger: do diagnóstico ao projeto de urbanização e habitação de interesses social, Alessandra M. do Amaral Brito, Fábio Bortoli e Luciana Néri Martins

(E2) HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E TIPOLOGIAS sala 3

E003 Respostas ao problema habitacional brasileiro. O caso do projeto mora, Simone Barbosa Villa, Juliano Oliveira e Rita de Cássia Pereira Saramago

E021 Evolução Flexível e Sustentável em Bairros Sociais, Catarina Correia e Isabel Imaginário

E026 Habitação transformável: conceitos, aspetos e processos, Miguel Angel Vidal, Ligia Nunes e David Leite Viana

E028 Acessibilidade de pessoas com restrições na habitação: Instrumento para avaliação de projetos, Gabriela Pereira e Carolina Palermo

E005 A arquitetura habitacional social brasileira: propostas assertivas e inovações no âmbito dos institutos de previdência estatais do século XX, Caliane Christie Oliveira de Almeida

E014 O uso da gramática da forma para análise de conjuntos habitacionais de interesse social no Brasil: o concurso “Habitação para todos”, Leticia T. Mendes e Gabriela Celani

(F2) REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL sala 6

F023 Plano de Reabilitação e Ocupação dos Imóveis do Estado do Rio de Janeiro na área central da Cidade do Rio de Janeiro, Mauro Santos, Ubiratan de Souza, Paula Perret, Amanda Arcuri

F007 Património moderno e as obras particulares de Alfredo Ângelo de Magalhães em Ofir: uma leitura sobre a sua reabilitação, Tiago Bragança Borges e Ana Vaz Milheiro

F021 A Realidade da Reabilitação em Portugal – Uma Abordagem Térmico-Energética, Débora Fernandes, Carlos Pina dos Santos e Paulina Faria

F004 Do industrial ao residencial. O caso do armazém frigorífico de bacalhau de Massarelos, Ana Serrano, Teresa Valsassina Heitor e José Maria Lobo de Carvalho

F022 Reabilitação sustentável em Marvão, Isabel Santos, Susana Ramalho e Tiago Gaio

B024 A autofagia de um Patrimônio: As ruinas da fazenda Jambeiro. Campinas SP-Brasil, Maria Rita Silveira de Paula Amoroso

(G2) TECNOLOGIAS E SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO auditório

G009 Recuperação de fachadas azulejadas – argamassas para reaplicação de azulejos antigos, Sandro Botas, Rosário Veiga e Ana Velosa

G036 Contribuição da caixilharia exterior para a ventilação natural, João Carlos Viegas e Armando Pinto

G043 Análise da regulamentação e das recomendações técnicas sobre iluminação natural em edifícios, António Santos

G028 O contributo das argamassas de barro para a qualidade do ambiente interior dos edifícios: O caso das argilas do sotavento algarvio, José Lima

G027 Uma metodologia sistêmica de solução de problemas construtivos: estudo de caso do reservatório de água superior em edifício residencial White José dos Santos; Carla Vitor Paim; Antônio Cleber Gonçalves Tibiriçá

(H2) INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO pequeno auditório

H004 Dispersão urbana e habitação de interesse social: ações interativas para ocupação planeada do território no Brasil e em Portugal Mário M. S. Queiroz, M. de Lurdes P. M. Costa; Tânia B. Ramos

H013 Efeitos da dimensão de conjuntos habitacionais no nivel de satisfação com a moradia e interação social dos moradores Maria Cristina Dias Lay, Patricia Prado Oliveira

B036 A casa ideal e o ideal de ter casa, Carlos Almeida Marques

H020 A gramática do habitar mínimo: uma análise da habitação econômica no sul do Brasil Rosirene Mayer Eduardo R. Carneiro; José Pinto Duarte; Benamy Turkienicz

H012 Uma análise das alterações realizadas na habitação de interesse social Antônio Tarcísio Reis; Maria Cristina Dias Lay

H035 Contribuições de um enfoque antropológico no lugar para a temática da requalificação habitacional. o caso da Cova da Moura Júlia Carolino

INTERVALO 3: 13.00 - 15.00, almoço

INTERVALO 4: 16.30 - 17.00, lançamento do livro de Carlos Almeida Marques: "A casa ideal e o ideal de ter casa"

SEXTA-FEIRA 15 DE MARÇO 2013 - 9.00 ÀS 10.30

SESSÃO 7/COMUNICAÇÕES - SEXTA-FEIRA 15 MARÇO 2013: 9.00 - 10.30

(A3) PROGRAMAS E POLÍTICAS anfiteatro

A032 Onde mora o emprego? Metropolização e regionalização do planeamento habitacional - medidas de eficiência e equidade, Theresa Carvalho Santos e Henry Cherkezian

A006 Setúbal Nascente, Visões no Tempo da Incerteza, Ana Roxo Luis Carvalho e Jorge Gonçalves

A035 Quinta da Vitória, Loures – um estudo de caso para repensar os realojamentos, Hélia Bracons Carneiro e Rita Cachado

A042 De proprietário(s) a desalojado(s): mudanças em tempo(s) de crise, Margarida Pereira e Isabel Pato

(A4) PROGRAMAS E POLÍTICAS sala 3

A041 Do projecto de reabilitação de edificios habitacionais ao projecto de reabilitação emocional - REHABITA, Susana Sanches Mourão

H040 Os desafios da política habitacional no Recife (Brasil)Ana Maria Filgueira Ramalho; Ronald Fernando Albuquerque Vasconcelos; Rosa Maria Cortês de Lima

A043 Habitação de Encomenda Pública em Moçambique durante o período do Estado Novo, André Faria Ferreira

(B3) CIDADE TERRITÓRIO E AMBIENTE sala 2

B014 A ideia de “habitação”, Pedro Marques de Abreu

B029 Arquitectura sustentável em regiões quentes: o projecto SURE-África, Manuel Correia Guedes, Gustavo Cantuária, Klas Borges, Italma Pereira, Joana Aleixo e Luis Alves

B027 Energia solar: fator no processo de planeamento da cidade, Francesca Poggi e Miguel Amado

B035 Análise estatística multivariada do consumo de energia e das variáveis espaciais, organizacionais e socioeconómicas a nível local e apoio à decisão, Lina Lopes, Sandrina B. Pereira, Anídio Costa e M. Graça Carvalho

(D1, E e H) DO HABITAT RURAL ÀS TIPOLOGIAS sala 6

D001 Novo conceito de urbanização – Kimbópolis, Ilídio Daio

D007 The rural studio: la arquitectura de las personas, Juan Andres del Toro Salas

E004 Uma análise habitacional entre as culturas indígenas: kaingang e xavante, Alessandra Gobbi Santos, Claudia Viero Gaida, Cristhian Moreira, Kelly R. dakan e Lucimery Dal Medico

A020 O lugar dos colonatos no processo de colonização portuguesa em Angola: o caso da Cela, Maria Manuela da Fonte

(G3) TECNOLOGIAS E SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO auditório

G037 A experiência brasileira do estado de Minas Gerais em projetar e construir o centro de referência para o habitat sustentável e eficiência energética, Rosana Soares Bertocco Parisi, Ana Cristina Villaça e Glacir Teresinha Fricke

G045 Construção sustentável – Sistema de certificação lusófono, Pedro Sousa e Miguel Amado

G014 Contributo de um sistema de gestão do conhecimento para a construção sustentável, Mónica Vera-Cruz, António Grilo; Paulo Vaz Serra

G044 Utilização de agregados provenientes de “RCD” e cinzas volantes não-conformes em argamassas não estruturais. investigação recente na FCT/UNL , Fernando Pinho

(H3) INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO sala 5

F019 Programa Minha Casa, Minha Vida: Riscos, oportunidades e recomendações para a melhoria da qualidade arquitetónica e urbanística, João Branco Pedro

H017 Avaliação de sistemas construtivos em habitações econômicas em contextos inovadores no Brasil: a contribuição da avaliação pós-ocupação (APO), Rosaria Ono; Fabiana Lopes de Oliveira; Sheila Walbe Ornstein; Khaled Ghoubar; Walter José Ferreira Galvão

H015 Construir cidade ou construir habitação: "Programa Minha Casa Minha Vida" no município de São Carlos Miguel Antonio Buzzar, Angélica Irene da Costa; Juliana Cardoso Esteves

H007 Dinâmica espacial urbana e potencial de atratividade: o caso de Santa Cruz do Sul/Rs Niara Clara Palma Axel Deeke; Alcione Talaska; Mariana Barbosa de Souza; Luciano Rosa de Souza

(H4) INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO pequeno auditório

H022 Pensar o património moderno no Porto: intervenção e adaptação Ana Tostões; Luciana Rocha

H011 Casas contemporâneas em Viçosa, Brasil: estudo das obras do arquiteto Paulo Francisco de Oliveira Clarissa Ferreira Albrecht; Filipe de Araújo Vidal; Renata R. Nunes de Carvalho

H003 Evolução social e transformação do espaço doméstico no bairro social do Arco do Cego em Lisboa: um estudo de um quarteirão de habitações unifamiliares reabilitadas em Lisboa, Cristina Brandão de Vasconcelos, Teresa Heitor

H032 O estado de conservação do parque de arrendamento nacional, avaliado no âmbito do regime de aumento extraordinário de rendas do NRAU António Vilhena; João Branco Pedro; Jorge de Brito

INTERVALO 5: 10.30 - 11.00, lançamento do livro de André Faria Ferreira: "Obras Públicas em Moçambique - Inventário da produção arquitectónica executada entre 1933 e 1961"

SESSÃO 8/COMUNICAÇÕES - SEXTA-FEIRA 15 MARÇO 2013: 11.00 - 13.00

SEXTA-FEIRA 15 DE MARÇO 2013 - 11.00 ÀS 13.00

(A5) PROGRAMAS E POLÍTICAS anfiteatro

A017 Muita arquitetura, alguma política: considerações sobre novas e velhas práticas nas urbanizações de favelas em São Paulo - Brasil, Magaly Marques Pulhez e Heloísa Diniz de Rezende

A014 Morfotipologias habitacionais a nível nacional: para uma política de habitação territorializada, Teresa Sá Marques, Fátima Loureiro de Matos, Paula Guerra e Diogo Ribeiro

A009 Habitação de interesse social, desenvolvimento municipal e sustentabilidade urbana no sul do Brasil, Rosa Maria Locatelli Kalil, Adriana Gelpi, Diandra Maron, Tanise Spielmann, Andreas Mocelin e Gabrielli Grassi Thums

A016 Uma reflexão compreensiva e prospectiva da habitação nas metrópoles de Lisboa e Porto, Teresa Sá Marques, Fátima Loureiro de Matos, Paula Guerra e Diogo Ribeiro

A010 Habitação em área central: Problemas, políticas e propostas, Ligya Hrycylo Bianchini e Maria Cristina da Silva Schicchi

A012 Caminhos da habitação social, Maria Carminda Caria

(B4) CIDADE TERRITÓRIO E AMBIENTE sala 2

B030 Os impactos urbanos e socioambientais da Copa do Mundo de 2014: Qual legado para a cidade do Recife (Brasil)?, Ana Maria Filgueira Ramalho

B021 A deseconomia urbana resultante do binômio: expansão periférica e a implantação de conjuntos habitacionais pelo poder público no município de Ribeirão Preto no período 1970 a 1990, Rose Elaine Teixeira Borges

B013 Representação social da moradia no centro do Rio de Janeiro, Mauro Santos, Helga Santos, Wilder Ferrer e Paula Perret

B032 Favela – Planejamento e Gestão Urbana e Ambiental, Laurentina Menezes Valentim

B011 Programa minha casa minha vida e o processo de fragmentação espacial e diferenciação social da cidade Natal/RN-Brasil, Tamms Maria da Conceição Morais e Angela Lucia Ferreira

(E3) HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL E TIPOLOGIAS sala 3

E001 Habitação de iniciativa pública em Luanda e Maputo: modelos de intervenção e impactes sócio-territoriais no novo milénio, Vanessa de Pacheco Melo e Sílvia Leiria Viegas

E012 Princípios metodológicos de racionalidade e diversidade tipolológica para o projeto da moradia de interesse social, Maria Angela de Almeida e Souza

E011 A habitação plurifamiliar portuense na 1.ª metade do séc. XX. Produção arquitectónica: génese, transformação, adaptabilidade, Gisela Lameira

E009 Tipologias habitacionais urbanas sustentáveis: o caso do conjunto habitacional do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários de Coelho Neto, no município do Rio de Janeiro, Brasil, Mario Elian e Angela Maria Gabriella Rossi

E023 Novas formas de habitar em contexto pós-catástrofe. O papel da arquitectura em intervenções de emergência, Jorge Marum e Maria Neto

E002 O PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA em CUIABÁ-MT-BRASIL: uma análise da qualidade dos projetos destinados às famílias de baixa renda, Louise Logsdon e Roberto de Oliveira

(G4) TECNOLOGIAS E SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO auditório

A008 A gestão dos resíduos sólidos em Salvador, Bahia, do século XVII até o século XX, Rosana Muñoz

G026 Engenharia ou perfumarias: alternativas no interior da lógica construtiva João Marcos de Almeida Lopes

G016 Metodologia de apoio ao projecto de arquitectura de habitação em madeira - Proposta de Investigação, Luís Morgado; Manuel Correia Guedes; João Gomes Ferreira; Helena Cruz

G021 Factores que influenciam a certificação energética de edificios habitacionais, Pedro Almeida

G040 Requisitos básicos aplicáveis às soluções de construção industrializada para edifícios, José Miranda Dias; Manuel Baião; Maria João Falcão Silva

G038 Sistema tecnológico Tecnobagno para industrialização da construção de habitações no Brasil, André Luiz Gonçalves Scabbia e Leandro Amadio

(G5) TECNOLOGIAS E SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO sala 5

G018 Tecnologia vernacular vs tecnologia global. Desenvolvimento de uma metodologia de projecto, Júlio Londrim Baptista e Jorge Tavares Ribeiro

G034 Sistema estrutural estaiado em madeira tipo árvore: uma nova abordagem projetual para habitação unifamiliar, Decio Gonçalves; Carlito Calil Junior; Francisco A. R. Lahr

G023 Sistemas construtivos em bambu: análise de casos de projetos de habitação de interesse social, Paula Regina da Cruz Noia

G010 Caracterização de betão com terra para aplicação em construção modular prefabricada, Paulina Faria; Vitor Silva; Cátia Abreu; Catarina Pereira

G031 Uso de tijolos de solo-cimento na construção de habitações de interesse social no município de Embu das Artes, SP, Brasil, Lilian Farah Nagato

G039 Arquitetura, tecnologia e transformação social na América Latina: grande escala, pequena escala, Maria Daniela Rosário Alcântara

(G6) TECNOLOGIAS E SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO sala 6

G008 Determinação da relação custo/qualidade de uma habitação a partir do desenvolvimento do seu layout, Daniel das Neves Martins, Antonio Edésio Jungles; Roberto de Oliveira; Alessandra Rosa Izelli Martins

G025 Projeto de arquitetura com base no conceito de desempenho, em software BIM Anne Catherine Waelkens e Cláudio Vicente Mitidieri Filho

G029 Habitação social pós desastre: Estudo de caso de Balneário Piçarras, SC Alberto Lohmann e Fernando Barth

G035 As superfícies ajardinadas como sistema diferenciador na habitação, Maria Manso; Ana Lídia Virtudes; João P. Castro-Gomes

G033 Método para avaliação de coberturas verdes, Fulvio Vittorino e Gianne Uchôa

G019 A norma de desempenho e suas evoluções construtivas no Brasil, Fábio Martin, André Luiz Gonçalves Scabbia

(H5) INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO pequeno auditório

H021 Avaliação da manutenibilidade de sistemas construtivos inovadores em habitações sociais – metodologia e resultados Iara Del’Arco Sanches; Márcio Minto Fabricio; Miguel Antônio Buzzar

H009 A manutenção no processo de conceção de edifícios – modelo de apoio à decisão Rui Calejo Rodrigues; Patrícia Fernandes Rocha

H023 Unidades de atenção primária à saúde: implantação e manutenção Maria Aparecida Steinherz Hippert; Thiago Araújo; Mariana Coutinho

H037 Conforto térmico adaptativo no setor residencial em Portugal Luís Matias e Carlos Pina dos Santos

H039 Ambiente interior sustentável: Aspetos comportamentais do conforto em espaços interiores Margarida Rebelo; Carlos Pina dos Santos; António Santos; Luís Matias

INTERVALO 6: 13.00 - 15.00, almoço

INTERVALO 7: 16.30 - 17.00, lançamento da revista "Passagens"

Notas editoriais: (i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(ii) Para proporcionar a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Editor: António Baptista Coelho

Infohabitar, Ano IX, n.º 427
2.º CIHEL, 1.º CCRSEEL, sessão CIALP, visita BIP ZIP e outras atividades, Programa geral de uma semana sobre o habitar e a cidade a não perder, de 11 a 15 de março de 2013 no LNEC em Lisboa

domingo, fevereiro 10, 2013

Sobre o 2.º CIHEL, e artigo: O Prémio IHRU reabilitação para os espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto - Infohabitar 426


Infohabitar, Ano IX, nº426



Importante: Considerando a proximidade do 2.º Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono (2.º CIHEL) e 1.º Congresso CRSEEL evidenciam-se, já de seguida, os principais artigos/links sobre este evento:

Site do 2.º CIHEL; com acesso a ficha de inscrição e quadro de apoios

Temas do 2.º CIHEL e do 1.º Congresso CRSEEL - as 137 comunicações já entregues sobre: habitação, cidade, território e desenvolvimento - António Baptista Coelho e Anabela Manteigas (n.º 421, 31 Dez. 12, 14 págs., 10 figs.).

2.º CIHEL - "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - Comissões do 2.º CIHEL (n.º 418, 2 Dez. 12, 9 págs., 12 figs.).

2nd CIHEL - International Congress on Housing in the Lusophone Territory - António Baptista Coelho e Elisabete Arsénio (n.º 403, 23 Jul. 12, 6 págs., 5 figs.).

E lembra-se que é ainda possível realizar a inscrição no Congresso a preço reduzido até 15 de fevereiro de 2013.

Participante não estudante:
- Congresso: 290 euros
- Conjunto Congresso e Workshop: 350 euros

Participante estudante - 1º e 2º ciclos
- Congresso: 120 euros
- Conjunto Congresso e Workshop: 150 euros

A frequência conjunta do workshop e do Congresso tem condições especiais para estudantes; incluindo-se os arquitectos recém-licenciados e a realizarem a formação obrigatória - o conjunto Workshop e Congresso representa um total de 8 créditos de Formação em Temáticas Opcionais de ingresso na O.A.
Consideram-se como estudantes os estudantes do 1.º e 2.º Ciclos de estudos (licenciatura e mestrados), neste caso o custo de incrição compreende a participação nas sessões do encontro, coffee-breaks, documentação de apoio e certificado de participação; não inclui almoços nem programa social; deverá ser anexada à ficha de inscrição comprovativo de matrícula atualizado.


Artigo: O Prémio IHRU reabilitação para os espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto
António Baptista Coelho

Breve introdução ao Prémio IHRU e seus antecedentes

No dia 6 de fevereiro de 2013 foram entrregues os Prémios IHRU Construção e Reabilitação 2012, na habitual cerimónia pública promovida pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O Prémio IHRU é herdeiro do Prémio INH (Instituto Nacional de Habitação), embora seja realizado num quadro diferente de premiação e de análise das candidaturas, e correponde a uma "tradição técnica" que se considera como extremamente importante pois corresponde a um acompanhamento das intervenções de construção nova de habitação de interesse social e de reabilitação habitacional e urbana com um historial global já com 24 anos de atividade contínua e que, em seguida, se sintetiza.

O Prémio INH para a construção nova de habitação de interesse social apoiada pelo Estado teve a sua primeira edição em 1989 (Prémio INH), seguindo-se 18 anos de Prémio INH, um (1) ano de Prémio INH/IHRU em 2007 e cinco (5) anos de Prémio IHRU; portanto os referidos 24 anos de premiação e acompanhamento ou observatório da promoção de habitação de interesse social ou a "Custos Controlados".

O Prémio IHRU para a reabilitação teve a sua origem no Prémio RECRIA, que foi gerido primeiro pelo IGAPHE e depois pelo INH e que teve edições entre 1999 e o início do Prémio IHRU em 2008 (último Prémio RECRIA em 2007).

Lembra-se, ainda, que o carácter do Prémio INH sempre foi exclusivamente honorífico, enquanto o Prémio RECRIA atribuía um valor pecuniário correspondente a determinadas percentagens da comparticipação total concedida pelo Instituto; e salienta-se que o "novo" Prémio IHRU, atribuído desde 2008, em várias modalidades de construção nova e de reabilitação, é também um Prémio exclusivamente honorífico.



Fig. 01

O Prémio IHRU reabilitação para os espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto: ficha técnica

Tendo referido, com grande brevidade, o quadro em que são entregues os Prémios IHRU, faz-se em seguida um, também breve, comentário ao projecto e obra de reabilitação dos espaços públicos do Bairro do Lagarteiro, no Porto, uma promoção que foi destacada com o Prémio IHRU 2012 na vertente "Reabilitação e Qualificação de Espaço Público".

E referimo-nos à natureza de "comentário" deste pequeno texto, pois será, sem dúvida, importante voltar a uma análise desta intervenção de uma forma mais alongada e pormenorizada em outras oportunidades.

Como ficha técnica desta intervenção, sublinha-se que foi promovida pela Câmara Municipal do Porto (CMP) - Gestão de Obras Públicas da CMP, E. M., e que foi realizada com apoio financeiro do IHRU, com projeto coordenado pelo Arq.º Paulo Tormenta Pinto e pelo Arq.º Paisagista João Ferreira Nunes - Proap, Lda. e construção da empresa Construtora da Huíla - Irmãos Neves, Lda.



Fig. 02
Sobre a intervenção nos espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto: alguns comentários

Em primeiro lugar importa referir que o Bairro Lagarteiro é uma unidade urbana e habitacional socialmente sensível e que qualquer intervenção aí realizada é complexa e igualmente sensível, seja nos "partidos" escolhidos em termos de linhas de atuação, seja nos esperados "diálogos" entre novas soluções urbanas e "habitáveis" aplicadas e as suas respetivas formas de apropriação pelos habitantes.

Importa ainda referir que a intervenção nos espaços públicos tem de ser acompanhada ou até antecipada pela melhoria das condições funcionais e de imagem dos respetivos edifícios, uma condição que terá sido já cumprida em boa parte do Bairro e que é crucial para o êxito da intervenção.

Há ainda que registar a importância da intervenção "paralela" na revitalização e melhoria dos equipamentos colectivos locais e na sua maximizada fusão com a estrutura habitacional e urbana do Bairro; uma condição também já em boa parte assegurada, seja no interior do Bairro, seja na sua vizinhança de proximidade.

E finalmente e como remate destas notas de enquadramento importa sublinhar, quer a importância do diálogo social continuado com os habitantes, seja a sua participação direta e/ou indireta na própria gestão local do Bairro, seja a continuidade e efetividade da presença municipal no apoio ao desenvolvimento da intervenção; todas estas condições que se julga estarem presentes na atual vida do Bairro


Fig. 03

O Prémio IHRU reabilitação para os espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto: alguns comentários

Passa-se, agora, a alguns comentários de maior pormenor sobre a tipologia da intervenção nos espaços públicos do Lagarteiro; notas estas desenvolvidas na sequência de pequenos textos retirados da respetiva apreciação desenvolvida pelo Júri do Prémio IHRU 2012.

Na ata do Júri do Prémio referiu-se ser este um "Projeto estruturado num conceito claro e ajustado à realidade do bairro, que qualifica o espaço público de uma maneira sustentável e ambientalmente correta, marcada por uma adequada e extensa intervenção paisagísitica e estruturada por uma opção de conceção arquitetónica com expressiva qualidade e sobriedade."

Por vezes o espaço público é "redesenhado" negativamente, com base na aplicação de soluções gerais até menos adequadas do que as originais, considerando-se que o estado de frequente desajuste e de infuncionalidade a que se chegou decorre de erros de conceção e não, como por vezes acontece, de "simples" problemas de gestão ou mesmo da própria ausência de uma gestão, pelo menos, mínima. Outras vezes o espaço público, ao ser "redesenhado", é abordado de forma "superficial", não havendo talvez a coragem de se avançar numa verdadeira reconversão de acessibilidades, funcionalidades e conteúdos/imagens, reconversão esta que evidentemente exige aprofundada sensibilidade na sua identificação e na respetiva escolha de novas soluções, quando estas são claramente necessárias.

O que se julga ter acontecido, e bem, no Lagarteiro, foi o assumir quer da importância da gestão corrente e de proximidade e dos seus necessários reflexos na própria estruturação da solução de redesenho, quer a coragem de se assumir um verdadeiro redesenho em termos gerais e de pormenor, e neste redesenho ter-se assumido também a importância de um verdadeiro "verde urbano" atuante e sustentável e de adequadas condições de durabilidade e de facilidade de manutenção, e até de "dificultação" de determinadas ações de vandalismo (ex., pinturas em paredes e muros).

Fig. 04

Depois, a ata do Júri salientou "o sensível cuidado dirigido para uma pormenorização que, além de servir a conceção global, é marcada por uma adequada atratividade e durabilidade."

Já se referiram aqui os aspetos associados ao que se julga ser a adequada pormenorização pública no renovado Lagarteiro, importa talvez apontar a forma subtil, mas bem forte, com que dos pormenores duráveis resulta uma imagem global tão impressiva, como sóbria e também atraente; e já agora a forma como pormenores "duros"/construídos se ligam com um verde urbano bem aplicado e durável, e a forma como tudo isto se harmoniza com a imagem agradável e sobriamente renovada do edificado.

E, finalmente, o Júri realçou "as condições de acessibilidade e mobilidade em todo o espaço público e em relação à sua envolvente (do Bairro), integrando-se, deste modo, esta área habitacional no tecido urbano da cidade do Porto."

De certa forma ficou para o final o que deveria ser, mas nem sempre é, bem evidente: que os conjuntos urbanos, todos eles e não apenas os "de interesse social", vivem, em boa parte, do modo como se ligam à continuidade urbana, do modo como são acessíveis a partir "da cidade" e do modo como com ela dialogam em termos de vias e, essencialmente, de ruas. E não tenhamos dúvidas de que os conjuntos urbanos aos quais apenas vai quem lá vive são meios privilegiados para se aprofundarem diferenças socioculturais. E, naturalmente, no renovado Lagarteiro tudo se fez para se abrir o Bairro à sua envolvente e à relação com a cidade, numa opção bem diferente daquela que marcava a solução preexistente - solução esta que, é também preciso dizê-lo, estava bem influenciada por uma dada "escola" de urbanismo, que teve o seu tempo de experimentação.


Fig. 05

Algumas (poucas) palavras de remate

Como se disse na abertura deste pequeno artigo, foram estas, apenas, algumas notas de comentário sobre uma intervenção de requalificação urbanística e habitacional, que se julga estar marcada por uma sóbria e efetiva qualidade em termos de conceção arquitectónica (geral e paisagística), mas uma conceção que, para além disso, parece conseguir construir pontes tão subtis como verdadeiramente expressivas com a respetiva e desejada apropriação e satisfação pelos habitantes.

Naturalmente, tal ideia de harmonização entre qualidade de "desenho" e satisfação residencial e urbana só poderá ser devidamente verificada com mais algum tempo de vivência do renovado Bairro, mas sente-se a existência de uma perspetiva com claro sinal positivo, na forma como a intervenção parece estar a ser vivida e usada.

Um outro aspeto importante e ainda mais sensível parece ser a possível aliança que aqui se avançou entre uma intervenção bem (re)desenhada e um "partido" em que não se nega um estimulante sentido de atratividade, embora dignamente marcado pela sobriedade e urbanidade das soluções.

E tudo isto pode, sem dúvida, ser útil em termos do replicar de soluções de intervenção em outros conjuntos de habitação de interesse social carecidos de requalificação no seu edificado e nos seus espaços públicos.

Em tudo isto um outro aspeto que importa apontar é a tranquila e positiva "revolução" que tem vindo a acontecer nos bairros de interesse social geridos pela Câmara Municipal do Porto (CMP), onde se renovam sóbria e funcionalmente os edifícios e espaços envolventes, dotando-os de adequadas condições de conforto e de agradabilidade das respetivas imagens públicas, e uma "revolução" que se pode considerar ela própria exemplar. E nesta matéria quer as Menções Honrosas do Prémio IHRU a operações de reabilitação de conjuntos da CMP em anos anteriores - Bairro Pio XII em 2008, Bairro do Lordelo do Ouro em 2011 -, quer esta atribuição do Prémio IHRU à intervenção no Bairro do Lagarteiro, são provas claras da qualidade e continuidade/vitalidade desta ação.
Há no entanto que referir aqui a grande importância que tem a integração entre a intervenção de requalificação nos espaços públicos e nos edifícios; uma situação que à data da visita do Júri do Prémio IHRU 2012 ao conjunto não estava ainda assegurada.


Fig. 06

Terminou-se já esta pequena reflexão sobre a excelente intervenção nos espaços públicos do Bairro do Lagarteiro, mas aproveita-se a oportunidade de se tratar este assunto da requalificação de conjuntos de habitação de interesse social para se lançar uma matéria que se julga ser interessante e oportuna.

Trata-se de um aspeto que se refere ao apontar de um possível quadro de intervenções de requalificação urbana em que a implantação original dos edifícios não seja matéria "intocável", propondo-se, sim, a possibilidade de se realizarem algumas (re)densificações e alguns preenchimentos pontuais e estratégicos, que possam reforçar, quer a fundamental continuidade urbanística e de sequências de imagens, quer o próprio equilíbrio económico da intervenção, quer ainda a melhoria do seu equipamento urbano (ex., novos edifícios com lojas térreas). Repete-se e sublinha-se que esta apreciação nada tem a ver especificamente com o que foi feito, e bem, no Lagarteiro, mas sim com o quadro global que tem marcado, em Portugal, a reabilitação de conjuntos de habitação de interesse social e onde a redensificação é considerada como praticamente "impossível", numa perspetiva bem diferente daquela que tem marcado operações com alguma identidade, realizadas em outros países da Europa.

Mas este aspeto é algo que deve ficar para outras reflexões, lembrando-se o que se julga ser o grande equilíbrio de projeto de requalificação aplicado no renovado Lagarteiro e cujos resultados práticos procuraremos revisitar em outras oporunidades.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(ii) Para proporcionar a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.


Editor: António Baptista Coelho
Ano IX, nº426
Sobre o 2.º CIHEL, e artigo: O Prémios IHRU para os espaços públicos do Bairro do Lagarteiro no Porto
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte



domingo, fevereiro 03, 2013

Sobre o 2.º CIHEL: temas, organização e continuidade - Infohabitar 425


Infohabitar, Ano IX,  nº425

Importante: Considerando a proximidade do 2.º Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono (2.º CIHEL) e 1.º Congresso CRSEEL evidenciam-se, já de seguida, os principais artigos/links sobre este evento:

Site do 2.º CIHEL; com acesso a ficha de inscrição e quadro de apoios
2.º CIHEL - "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - Comissões do 2.º CIHEL (n.º 418, 2 Dez. 12, 9 págs., 12 figs.).
2nd CIHEL - International Congress on Housing in the Lusophone Territory - António Baptista Coelho e Elisabete Arsénio (n.º 403, 23 Jul. 12, 6 págs., 5 figs.).


Sobre o 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL: temas, organização e desejada continuidade

António Baptista Coelho

Salienta-se que ao 2.º CIHEL em boa hora se aliou o 1.º Congresso Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono (1.º CCRSEEL), desenvolvido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL).

Grandes temas do 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL

São oito as temáticas do 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, referidas, de a) a h).  Refere-se a seguir ao título do tema o número de trabalhos a apresentar e já recebidos, registando-se, depois, uma síntese "mínima" de cada tema.
a) Programas e políticas urbanas e habitacionais - 25 comunicações
Apresentar e discutir programas e políticas urbanas e habitacionais associadas à temática do congresso, considerando as políticas públicas e sectoriais e a importância da reabilitação e da gestão, considerando uma realidade marcada, frequentemente, por necessidades críticas e por reduzidos meios de ação, e tendo em conta uma perspetiva associada ao desenvolvimento da sociedade e aos amplos objetivos de sustentabilidade.
b) Cidade habitada, território e ambiente - 23 comunicações
Desenvolver ligações entre ambiente, acessibilidades numa perspetiva multimodal, território, paisagem e uma cidade viva, que se deseja possa ser dinamizadora de um desenvolvimento sustentável, coerente e integrado e aliado da paisagem natural. A investigação e a formação sobre a cidade e a evolução do habitat humano, tendo em conta o "novo" mundo urbano, de megacidades e megaperiferias. Considerar a cidade como espaço de vida, de cultura, de vitalização territorial, para a competitividade e coesão social e territorial. Ter em conta os equilíbrios: cidade-campo; cidade habitada e cidade industriosa; mundo urbano dinâmico –ambiente adequado, considerando também as estratégias de adaptação e mitigação face a riscos naturais e tecnológicos.
c) Da urbanidade no espaço público à cidade informal -10 comunicações
Aprofundar as perspetivas de humanização do mundo urbano, como espaço bem habitado e equipado, tendo em conta diversos perfis de infraestruturação e as potencialidades do espaço público e dos serviços urbanos e sociais. Desenvolver os aspetos de análise, reorganização, acupuntura urbana e preenchimento positivo da cidade, atendendo a fatores de segurança. Considerar formas mais adequadas de reabitar o centro e reordenar periferias. Apresentar e discutir processos e ações de intervenção e reurbanização na "cidade informal", a promoção de um sentimento de pertença e a prevenção contra a criminalidade e as incivilidades.
d) O habitar nas comunidades rurais - 2 comunicações
A caracterização do habitar nas comunidades rurais, considerado como padrão urbano determinante e vitalizador na organização das sociedades em desenvolvimento,e como processo emergente em contextos já mais estruturados, mas marcados por uma crescente sensibilidade sobre o ambiente e pela reinterpretação de velhos modos de vida e pela perspetiva do “regresso ao campo”.
e) Da habitação de interesse social à diversificação tipológica - 17 comunicações
Visar a discussão do direito, do acesso e do apoio à habitação e as práticas mais adequadas aos diversos atores sociais, institucionais e económicos associados à promoção habitacional. Perspetivar uma diversificação e adequação estratégica das soluções habitacionais (da habitação à vizinhança). Discutir opções de realojamento adequadas. Considerar a relação entre soluções habitacionais, modos de vida e exigências funcionais e de conforto, tendo em conta velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades e relações entre família e vizinhança e entre vizinhança e cidade.Ter em conta as inovações nos modos de vida e o papel da integração das novas tecnologias na cidade e no espaço doméstico.
f)  Integrar a reabilitação urbana e habitacional - 11 comunicações
Visar a relação entre habitar e reabilitar, considerando a múltipla importância do construir no construído e do preenchimento e da densificação no incremento de uma ampla sustentabilidade urbana, abrangendo ainda a questão dos vazios urbanos. Considerar as principais ferramentas da reabilitação urbana e habitacional com destaque para as análises de habitabilidade. Perspetivar uma reabilitação urbana e habitacional vitalizadora, socialmente integradora, funcionalmente diversificada e valorizadora.
g) Sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção - 31 comunicações
Apresentar e discutir sistemas, processos, tecnologias e materiais direcionados para a construção nova e para a  reabilitação habitacional e urbana, considerando aspetos ligados à relação custo-benefício e, designadamente, à escassez de recursos, às técnicas e meios localmente disponíveis e à adequação em termos de conforto ambiental; considerar a ligação destas matérias às diversas facetas da sustentabilidade – ambiental, económica e sociocultural.
h) Práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional - 22 comunicações
Adaptação das comunidades e dos habitantes às propostas urbanísticas e arqutetónicas; o desgaste das soluções construtivas e a quantificação do investimento na manutenção; a evolução de usos e necessidades urbanas e domésticas; a relação com os moradores e a respetiva participação; a aplicação de diversos processos de análise da satisfação, com destaque para Avaliação Pós-Ocupação (APO). A multidisciplinaridade na intervenção urbana e habitacional.

Pequena síntese organizativa do 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL
Em termos organizativos a apresentação das mais de 140 comunicações entregues é assegurada nas manhãs dos dias 14 e 15 de março em sessões simultâneas, que decorrerão em sete salas do Centro de Congressos, tendo-se tentado realizar uma distribuição cuidadosa dos conteúdos das comunicações, tanto por tema e por sala, como por subtemática tratada; de modo a que quem participa no Congresso possa ter apresentações focadas em temáticas afins. Naturalmente que este processo terá, sem dúvida, muitas imperfeições, mas na prática tentou-se realmente esta estratégia, o que levou até à conjugação de comunicações de vários temas numa mesma sala/sessão, quando há assuntos com afinidade e, naturalmente, porque o número diferente de comunicações em cada tema assim obriga.
Outro cuidado havido refere-se à provável edição do livro do Congresso cumprindo esta mesma lógica, na sua parte editada em papel, que segue exatamente a divisão por temas e salas acima indicada, de modo a facilitar-se a escolha e o acompanhamento das diversas comunicações e sessões.
A edição dos textos completos das comunicações no CD seguirá, muito provavelmente, uma ordem simples de consulta referida ao n.º de ordem com que as comunicações foram chegando ao secretariado (ex., A001 a A025; C001 a C010); isto porque se considera que o acesso ao CD será feito habitualmente com o objetivo de consulta de uma dada comunicação, sendo neste caso essencial uma forma simples de acesso à mesma (ex., N.º de ordem geral tal como indicado, título do trabalho, autores do trabalho).
Nas tardes dos dias 13, 14 e 15 de março os trabalhos decorrerão sempre em plenário, centrados nas cerca de 12 intervenções convidadas.
Prevê-se ainda que nos intervalos da manhã e da tarde dos dias 14 e 15 se realizem breves intervenções de apresentação de livros, junto às respetivas editoras.

Algumas notas sobre o 2.º CIHEL e sobre o CIHEL   
O principal objetivo deste 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL e das suas atividades associadas é a constituição de um fórum sociotécnico do mundo da lusofonia e com afirmada continuidade temporal, que possa ter uma utilidade clara e crescente na grande área temática “da habitação, cidade, território e desenvolvimento", visando-se a dinamização de um processo que assegure, numa base de realizações itinerantes, os próximos Congressos e atividades intercalares com forte caráter prático e de utilidade socioeconómica.
Neste sentido espera-se que seja aliciante o programa previsto, onde se destacam: as cerca de 12 intervenções convidadas e as 140 comunicações a apresentar no Centro de Congressos do LNEC, em sete salas, de 13 a 15 de março de 2013; a pequena "feira do livro" técnico que se espera poder assegurar no átrio do Centro de Congressos; as exposições previstas, com destaque para a que vai ser organizada pelo CIALP, sobre património de origem portuguesa no âmbito da lusofonia; o workshop que antecede o Congresso; e a visita técnica que está em estudo.
Do 1.º para o 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, estamos a passar de 5 para cerca de 12 intervenções convidadas, e de 50 para mais de 140 comunicações, tendo crescido fortemente na promoção de atividades associadas; esperemos, então, que o 3.º CIHEL e, quem sabe, outras atividades intercalares, possam aprofundar a utilidade desta iniciativa no apoio ao bem-estar das populações e nos amplos territórios onde se fala português. 
E como nada se pode fazer sem ser num grupo coeso, julga-se que é de grande oportunidade a operacionalização do Secretariado Permanente do CIHEL, que foi esboçado no final do 1.º Congresso, mas que deveria, agora, assumir uma atividade continuada e estratégica - designadamente através da criação de uma Comissão Coordenadora -, no lançamento e enquadramento dos próximos Congressos e outras tipologias de eventos e instrumentos de discussão, formação, divulgação e partilha de informação, nesta grande área dos habitares no espaço lusófono; habitares estes que, tal como se aponta neste 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, têm a ver com o ambiente, o território, a cidade e um desenvolvimento adequado e sustentado.
Regista-se também o interesse, por parte das pessoas e entidades que apoiaram na realização do 1.º e 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, de se desenvolver e aprofundar a cooperação com outras pessoas e entidades que visem o mesmo leque de objectivos, associados a um melhor habitar no mundo de língua portuguesa.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.
(ii) Para proporcionar a edição de imagens no Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos do Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor do Infohabitar constituem bancos de dados do Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos do Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Editor: António Baptista Coelho
Ano IX,  nº425
Notas sobre os temas, a organização e a continuidade do 2.º CIHEL,
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, SEM DATA (em actualização periódica)