terça-feira, agosto 24, 2010

O 1.º CIHEL divulga a Trienal de Arquitectura de Lisboa: todos a falar de casas - Infohabitar 309

Infohabitar, Ano VI, n.º 309
Estamos já a menos de um mês do 1.º Congresso Habitação no Espaço Lusófono, o 1.º CIHEL, que decorrerá entre 22 e 24 de Setembro próximos, no Grande Auditório do ISCTE-IUL, em Lisboa.




Fig. 01: o logo do 1.º CIHEL

O tema do 1.º CIHEL é o desenho e realização de bairros e agrupamentos residenciais para populações com baixos rendimentos, tema que srá abordado em 5 conferências, 20 palestras pouco extensas e mais cerca de outras 30 comunicações, constantes do CD de Actas, por oradores provenientes de diversos países da lusofonia, sendo as intervenções organizadas em quatro temáticas: Políticas e programas – considerando situações de escala relativamente reduzida e a importância da reabilitação; Infraestruturas e equipamentos – considerando perfis de habitabilidade, papel do espaço público e serviços urbanos e sociais; Soluções habitacionais e modos de vida – considerando velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades; e Materiais e tecnologias – considerando aspectos de escassez de recursos e ligados às diversas facetas da sustentabilidade.

O site do 1.º CIHEL é o http://cihel01.wordpress.com/about/ e nele poderá realizar desde já a sua inscrição a um custo especial até dia 3 de Setembro.

Mas nesta edição o Infohabitar e o 1.º CIHEL apresentam um grande evento, ou um grande conjunto de eventos, que arranca já no início de Outubro e onde também se fala de casas:
Trienal de Arquitectura de Lisboa - falemos de casas:
texto de apresentação

Informações complementares:
Travessa do Alecrim n.º 1, 1.º Esq. 1200-019 Lisboa
Tel. (+351) 21 3469133
http://www.trienaldelisboa.com/

TRIENAL DE ARQUITECTURA - FALEMOS DE CASAS
14/10/2010 a 16/01/2011

O tema da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010 é FALEMOS DE CASAS. Retirado a um poema do poeta português Herberto Helder, a urgência que lhe é inerente é hoje absolutamente justificada.

A proposta é a de debater a questão da habitação, quer na sua literalidade, quer de uma forma mais ampla, como habitação do mundo.

Durante 3 meses, a Trienal vai espalhar-se pelos equipamentos culturais mais importantes de Lisboa, centrada em três exposições, um centro em Cascais e numa conferência internacional sobre a relação entre arquitectura e politica, ou como a arquitectura e a politica se representam mutuamente.

Um grande número de projectos associados espalham-se pelas galerias de arte de Lisboa, por outras instituições culturais, transformando a cidade na capital europeia da arquitectura, do seu debate e celebração.

Acima de tudo, a Trienal é uma festa da arquitectura, mas também uma plataforma de debate e discussão sobre as questões da relação social da arquitectura, a sua componente ética, a importância cultural que a arquitectura hoje possui.




Fig. 02: Hong Kong

Falemos de casas: Entre o Norte e o Sul
FUNDAÇÃO DE ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA MUSEU COLECÇÃO BERARDO


Co-produção Trienal de Arquitectura de Lisboa Museu Colecção Berardo
Inauguração 14/10/2010
Concepção curatorial: Delfim Sardo Comissários: Ana Vaz Milheiro, Diogo Seixas Lopes, James Peto, Luís Santiago Baptista, Manuel Graça Dias, Max Risselada, Pedro Pacheco, Peter Cook
No Museu Colecção Berardo será apresentada a exposição “Falemos de casas: Entre o Norte e o Sul”, que, ocupando todo o piso do Grande Hall (3000m2) se debruçará sobre as condições de habitação e as novas soluções encontradas na especificidade das várias regiões do globo.

Entre a dimensão utópica da herança de 1956 (de Smithson) e de 1976 (do SAAL) e a contemporaneidade, diversas práticas arquitectónicas se constroem e se definem, se cruzam e complexificam. Nas diferentes zonas desta exposição será dada conta das especificidades dos problemas e das soluções locais que a arquitectura vai definindo, recorrendo à apresentação de projectos, ao uso de imagens documentais, a entrevistas com arquitectos, teóricos e habitantes.


MUSEU DA ELECTRICIDADE FUNDAÇÃO EDP
Concepção curatorial: Delfim Sardo
PROJECTO COVA DA MOURA

[concurso para estudantes de Arquitectura e Arquitectura Paisagista]
Comissário: Manuel Aires Mateus
Júri: Augusto Mateus, Diogo Seixas Lopes, Inês Norton, Lieve Meersschaert
Inauguração 16/10/2010

A Trienal lançou um repto às escolas de arquitectura e de arquitectura paisagista para trabalharem, no âmbito do seu plano formativo, respostas para uma pergunta: como é possível a arquitectura contribuir para melhorar, em concreto, as condições de vida das pessoas deste bairro?

O bairro é a Cova da Moura, realidade complexa em termos sociais e culturais, oriundo de circunstâncias históricas peculiares e com um percurso atípico. A escolha da Cova da Moura para o desenvolvimento deste projecto deveu-se ao reconhecimento de que este bairro possui uma dinâmica associativa que proporciona para os envolvidos neste projecto uma importante interlocução.

A Trienal recepcionou 77 propostas das quais o júri seleccionará 30. O vencedor e as três menções honrosas serão anunciados durante a exposição.




Fig. 03: Lisboa

A HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILION [An international competition for Luanda]
Comissário: João Luís Carrilho da Graça

Júri: Álvaro Siza Vieira, Ângela Mingas, Barry Bergdoll, Fernando de Mello Franco, João Luís Carrilho da Graça

Inauguração 16/10/2010
Tendo como objectivo a selecção da melhor proposta para concepção de uma unidade familiar em Luanda, este concurso, destinado a promover a habitação de custos controlados naquela cidade– resultado de uma parceria com a Trienal de Luanda, foi o mais participado desde sempre em Portugal. Foram recebidas 599 propostas e aceites 588. Destas, o júri seleccionou 30. Concorreram arquitectos de 44 países, espalhados pelos 5 continentes. Os 5 vencedores serão anunciados no decurso da exposição.


QUANDO A ARTE FALA ARQUITECTURA: CONSTRUIR, DESCONSTRUIR, HABITAR

MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA_ MUSEU DO CHIADO
Comissário: Delfim Sardo
Inauguração 15/10/2010
Em vários momentos, num mundo sucessivamente destruído por conflitos globais, a arte reflectiu a necessidade de pensar o sentido da habitação, da construção afectiva do espaço, do casulo e das condições mínimas de sobrevivência. Por muitas formas a arte parece falar arquitectura, construindo campos quase sem nome, na intersecção da escultura, do filme, da arquitectura.

A exposição pretende apresentar obras que se situam neste limbo, oriundas dessa necessidade de trabalhar a desconstrução do espaço e a apropriação de linguagens arquitectónicas por parte de artistas, mas tentando encontrar também movimentações correspondentes de proveniências diversas neste interface.

Ângela Ferreira, José Pedro Croft, Carlos Nogueira e Fernanda Fragateiro apresentam projectos concebidos especificamente para esta exposição.

Ângela Ferreira; Bruce Nauman; Carlos Garaicoa; Carlos Nogueira; Catherine Opie; Cildo Meireles; Damian Ortega; Dan Graham; Ed Ruscha ; Elmgreen & Dragset; Fernando Brito; Fernanda Fragateiro; Gabriel Orozco; Gordon Matta-Clark; Hans Haacke; Jimmie Durham ;John Bock; Jonas Dahlberg; Jorge Macchi; José Pedro Croft; Juan Araújo; Julião Sarmento; Julian Rosenfeld; Luísa Lambri; Marcelo Cidade; Marcius Galan; Marepe; Mark Dion; Mateo Lopez; Miguel Arruda; Miroslav Balka; Nuno Sousa Vieira; Olafur Eliasson; Rita McBride; Rivane Neuenschwander; Robert Gober; Rodney Graham; Stan Douglas; Thomas Scheibitz; Thomas Schutte; Thomas Struth; Tom Sachs; Vangelis Vlahos; Wallid Raad/Atlas Group




Fig. 04: Cairo

CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
FALEMOS DE CASAS EM CASCAIS


Comissária: Ana Tostões

O Pólo Cascais é o resultado de uma parceria entre a Trienal de Arquitectura de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais, m unicípio situado a 30 km de Lisboa, uma antiga vila piscatória com padrões cosmopolitas e de residência de férias e exílio de famílias reais e aristocráticas europeias. Falemos de Casas em Cascais é o título da exposição comissariada por Ana Tostões, o qual resulta da sua reflexão sobre a evolução da casa unifamiliar em Cascais

As sete casas seleccionadas para a exposição são construções exemplares que contribuíram decisivamente para a criação de uma “paisagem arquitectónica contemporânea” no concelho.

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL 19 & 20 NOVEMBRO
arquitectura [in] ]out[ politica Curadoria: Claudia Taborda e José Capela

Arquitectura: política + desejo + forma + poder + escala + inclusão = um mundo solidário, equitativo, inclusivo

A arquitectura é uma inscrição política: a edificação é dependente da capacidade económica de quem manda construir; as formas veiculam modelos sócio-culturais e formulam desejo; o poder precisa de se fazer representar e reconhecer-se representado. A acção dos arquitectos é também politicamente determinada e só o poder é capaz de sustentar experiências de grande escala.

Qualquer referente de arquitectura democrática (ou democratizante) pode ter a sua génese em contextos de abundância ou de escassez. A arquitectura é uma operação socializante e consequentemente argumenta o ideário democrático: um mundo solidário, inclusivo e equitativo.
A conferência arquitectura [in] ]out[ política surge como uma oportunidade para reflectir e debater sobre a arquitectura como instrumento orientador de processos democráticos e como signo temporal e espacial das suas potencialidades.

Arquitectura e política são per se argumento e processo, amplos e abertos. Esta conferência propõe a discussão destes conceitos de forma transdisciplinar e interdependente, num enquadramento centrado em quatro vectores: política, cidadania, ambiguidade e dispositivo.

Através destes será analisada a operatividade das práticas arquitectónicas enquanto manifesto, lugar, factualidade e função.

POLÍTICA Ricardo Carvalho, Andrea Cavaletti, Jeffrey Inaba, Markus Missen CIDADANIA J.A. Bandeirinha, Yona Friedman, Jorge M. Jauregui, Reinhold Martin, Antanas Mockus, Joaquim Moreno AMBIGUIDADE Pier Vittorio Aureli, Jorge Carvalho, Rem Koolhaas, Sarah Whiting DISPOSITIVO Pedro Bandeira, Santiago Cirugeda, Monique Élèbe, Jonathan Hill, Thomas Hirschhorn



Fig. 05

O presente texto de apresentação da Trienal é acompanhado por três fotografias de cidades do fotógrafo Nuno Cera - a qualidade das imagens teve de ser reduzida para a presente edição, pelo que deverá ser devidamente apreciada no site da Trienal.

Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.

Infohabitar, Ano VI, n.º 309 Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 24 de Agosto de 2010

quarta-feira, agosto 18, 2010

Percepção rápida da QUALIDADE: Conjunto habitacional premiado no Calhariz de Benfica - Infohabitar 308

Infohabitar, Ano VI, n.º 308
Percepção rápida da QUALIDADE:
Conjunto habitacional premiado no Calhariz de Benfica
artigo de Luís Manuel Jorge Morgado

A visita


Calhariz de Benfica, Lisboa, 13 de Maio às 10 horas da manhã, com algumas nuvens, ameaços de chuva e pontuais abertas. Identifico o conjunto residencial. Preparo-me para uma rápida inspecção, pois o tempo disponível é pouco. Com os conceitos de qualidade arquitectónica residencial presentes percorro-o primeiro pelo exterior. Entro depois no miolo do bairro. Observo de uma forma sistemática. Analiso os pormenores. Sinto os ambientes. Vou disparando a máquina fotográfica...


Fig. 01

Sou observado com atenção pelos poucos residentes que encontro. Sinto-me um forasteiro num território que não é meu. Cumprimento-os, devolvem-me educadamente o gesto e continuo. Vou novamente para o exterior e sou abordado por um homem que recolhe papéis para um saco de lixo:

- O que é que anda aqui a fotografar? - Pergunta-me desconfiado.
- Bom dia, sou arquitecto, estou a fazer um estudo...


- Ah, não é da Gebalis?


- Não! Estou a tirar fotos para fazer um pequeno trabalho para a Universidade.

- Ah...

- Vive aqui não é!? O que é que acha deste conjunto? - Atrevo-me eu.

- Do quê?

- Qual é a sua opinião sobre o bairro, os edifícios, os espaços exteriores?


- É tudo uma merda!


- Como?... - Fico desconcertado.

- É tudo uma merda percebe! Olhe, a água infiltra-se por aqui e vai para o quadro eléctrico. As pessoas são muito porcas. Os miúdos pintam as paredes. Sou eu, que sou pintor que depois estou sempre aqui a limpar. Vem um cheiro horrível das garagens.

- Mas olhe que para mim que sou de fora, isto tem muito bom aspecto. Deve ser agradável viver aqui, tem árvores, é arejado, os edifícios são bonitos.


- Pois tem coisas boas... Reconhece ele mudando o tom.

- E as habitações, as casas, o que é que acha?

- Isso... é bom! Quer ver, sou eu que trato de tudo - abre a porta de entrada do átrio do seu edifício. Tudo muito limpo, muitos vasos, uma passadeira até às escadas.


- Muito bem cuidado... muito bonito, digo eu.

- Mas sou só eu que trato, os meus vizinhos não fazem nada.

Saímos do átrio e continuamos a falar. Diz-me que há só algumas lojas a funcionar, a maioria está vazia. Diz que não percebe porque é que não se usam as garagens. Uma das lojas é ocupada pela Santa Casa da Misericórdia que acusa de ter derrubado os pinos para entrarem automóveis para o interior do quarteirão que deveria ser só para pessoas. Diz que os carros destroem os pavimentos, os sumidouros e a calçada que não foi feita para suportar este peso todo.
Pergunto-lhe se as "praças" não são agradáveis. Aquela onde estamos tem uma bela árvore e bancos para nos sentarmos. Pergunto-lhe também se há muitas crianças.

- Se não fossem os carros... Mas à tarde andam aqui muitos miúdos a jogar... para quem tem filhos é bom!
Despeço-me e ele diz-me novamente que é pintor e continua a apanhar papéis para o saco que depois deita para o lixo. Continua a observar-me e aproxima-se.

- Escreva lá o que está mal...e dá-me um aperto de mão.
Dou-lhe os parabéns pela forma como trata do seu belo bairro.


Fig. 02

Conclusão
Numa visita rápida pelo exterior do conjunto habitacional prémio INH municipal de 2002, no Calhariz de Benfica verifiquei as seguintes marcas evidentes no domínio da qualidade arquitectónica residencial:

- Identidade muito marcada pela imagem forte da arquitectura e pela harmonia do conjunto. Promove a agradabilidade geral dos habitantes que se poderão orgulhar de viver num bairro tão singular.

- A identidade é potenciada pela própria topografia que ajuda a individualizar o território. Os limites são marcados claramente pelos volumes e pelos espaços exteriores. Há um controlo natural do que se passa nos espaços públicos interiores promovendo um sentimento geral de segurança.

- As morfologias do quarteirão, fechado, semi-fechado, e "sugerido", criam condições que propiciam a convivialidade. O tratamento dos espaços exteriores, a existência de árvores, bancos e outros equipamentos promovem o seu uso.

- Nota-se que a arquitectura suscita formas de apropriação provavelmente não previstas pelos projectistas, mas que são positivas naquilo que têm de gestos autênticos de valorização do ambiente residencial.

Como nota final, detectam-se algumas disfunções, nomeadamente no que diz respeito à gestão e uso do espaço: Automóveis a estacionar no miolo pedonal dos quarteirões; destruição de arranjos exteriores pelos automóveis; garagens sem uso; espaços de piso térreo desocupados; algumas apropriações negativas de zonas de estendal para além das previstas; vestígios de vandalismo (vidros partidos, escritos em paredes); e finalmente as fachadas apresentam-se com as colorações desbotadas, o que transforma em negativo aquilo que constitui de início uma marca de identificação positiva.


Autoria do projecto de Arquitectura dos 91 fogos na Travessa do Sargento Abílio
Arquitecto Paulo Tormenta Pinto
Promotor: Município de Lisboa
Construção: 2001

Breves notas do editor:
O autor do artigo, Luís Morgado, é Arquitecto e Professor, cooperou em trabalhos de investigação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), frequenta, actualmente, o Programa de Doutoramento em Arquitectura e Desenho Urbano do DECA do IST.
Este programa de doutoramento em Arquitectura é participado pelo LNEC e especificamente pelos doutorados do seu Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU), com participações do seu Núcleo de Ecologia Social (NESO).
Advertência ao leitor Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.

Infohabitar, Ano VI, n.º 308
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 18 de Agosto de 2010



terça-feira, agosto 10, 2010

ATRACTIVIDADE E AGRADABILIDADE – RESIDÊNCIA MADRE MARIA CLARA - OUTURELA - Infohabitar 307

Infohabitar, Ano VI, n.º 307
Artigo de João Rainha Castro

Situado na Portela de Carnaxide, numa malha urbana de bairros de cariz social e equipamentos públicos que os servem, o Centro de Dia e Residência para Pessoas Idosas implanta-se como um edifício diferenciador e até singular.


Fig. 01

O edifício funciona como um contraponto ao carácter arquitectónico do bairro residencial e tenta estabelecer um forte sentido de identidade arquitectónica para as comunidades vizinhas, através dos seus materiais particulares, coloridos e texturados.


Fig. 02

O piso térreo é construído por ardósia preta que contrasta com a transparência de vidros grandes dos espaços sociais e públicos. As 60 habitações dispostas no sentido sudoeste-nordeste são distribuídas por quatro pisos, ligados por um espaço central flexível, permitindo pontos de encontro entre utilizadores e visitantes. A circulação e vazios que se criam são parte integrante da estratégia bioclimática pensada para o edifício, a par de um jardim exterior tem a funcionalidade de ser como que uma extensão do espaço público quando este é aberto, procurando desta forma ser também elemento capaz de desenhar espaço público entre as várias tensões urbanas que estão presentes na paisagem.


Fig. 03

É esta aptidão para atrair, cativando a atenção sobre si, desenvolvendo um meio residencial cuidado, atraente e singular que nos permite conferir a atractividade como característica muito presente no empreendimento na Portela. Neste equipamento é evidente o cuidado formal, estético e criativo, recorrendo ao ritmo das fachadas e à cor, características visuais fortes e muito presentes, para promover um construído capaz de marcar o território, desenhando um objecto quase que iconográfico num local de génese social com inúmeros blocos de habitação que são a antítese da aposta realizada no equipamento em apreço. A capacidade criativa e iconográfica da composição construída, bem organizada no lote, desenhando todos os espaços com igual rigor e não deixando nenhum elemento ao acaso >> unificando, traduz-se num equipamento onde a característica atractividade é presença constante.


Fig. 04

No equipamento em apreço esta característica complementa-se e é celebrada com uma outra característica >> agradabilidade arquitectónica residencial, tendo sido desenvolvidas e implementadas soluções que não só contribuem como garante do conforto e bem estar material e funcional, como desenham espaços salubres, cómodos e aprazíveis para o utilizador, onde a multiplicidade de condições naturais de conforto ambiental foram consideradas, abordadas e implementadas na arquitectura como estratégia de trabalho.

É evidente que desde cedo a adequação climática foi uma preocupação, implantado o edifício sobre o eixo Sudoeste-Nordeste, numa estratégia urbana e arquitectónica de promover a entrada de luz natural não só nas habitações como nas circulações, ainda que controlando a entrada do sol de forma cuidada. De igual forma, o edifício desenha-se perpendicular ao eixo da via, minimizando assim a exposição aos ruídos exteriores.


Fig. 05

A existência de um pátio que se abre para um amplo jardim com elementos naturais como árvores e plantas (abertura paisagística) permite a implementação de um ambiente familiar/acolhedor, que se alia ao desenho cuidado de todos os espaços garantindo o conforto ergonómico e funcionalidade do equipamento. Ainda de referir que a ventilação natural dos espaços de circulação é assegurada.


Fig. 06

O Centro de Dia e Residência para Pessoas Idosas é um exemplo cuidado onde se vislumbram com evidência duas características correlativas ao conforto e aspecto da qualidade arquitectónica residencial >> atractividade e agradabilidade


Fig. 07

Autoria do projecto de Arquitectura da RESIDÊNCIA MADRE MARIA CLARA
Arquitectos Cristina Veríssimo, Diogo Burnay e Patrícia Ribeiro; e Arquitecta Paisagista Inês Norton de Matos Promotor: Município de Oeiras
Construtor: Mota Engil, SGPS, S.A. Construção: 2007

Breves notas do editor sobre o presente artigo:


O autor, João Rainha Castro, é Arquitecto Partner do Gabinete QUADRANTE Arquitectura, licenciado em Arquitectura em 98-2003 no Instituto Superior Técnico (IST), frequenta, actualmente, o Programa de Doutoramento em Arquitectura e Desenho Urbano do DECA do IST.

Este programa de doutoramento em Arquitectura é participado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil e especificamente pelos doutorados do seu Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU), com participações do seu Núcleo de Ecologia Social (NESO).

Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são pro postos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.
Infohabitar, Ano VI, n.º 307
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 10 de Agosto de 2010





domingo, agosto 01, 2010

Apresentação e Programa do 1.º Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono - 1.º CIHEL - Infohabitar 306

Infohabitar, Ano VI, n.º 306
1.º CIHEL – Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono
Desenho e realização de bairros para populações com baixos rendimentos

22, 23 e 24 Setembro 2010,
Lisboa, Centro de Congressos do ISCTE – IUL,

de 20 a 22 de Setembro decorrerá um Workshop sobre o tema
INSCRIÇÕES ABERTAS CONSULTE
http://cihel01.wordpress.com/
Próxima data de inscrições: 3 de Setembro




Fig. 01

Estrutura e organização do 1.º CIHEL
Presidente do Congresso: Arq.ª Helena Roseta, Vereadora da Habitação da CML - Câmara Municipal de Lisboa

Comissão de Honra:

Dr. António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa;
Dr. Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP);
Arq. João Rodeia, Presidente da Ordem dos Arquitectos;
Eng.º Carlos Matias Ramos, Bastonário da Ordem dos Engenheiros;
Prof. Luís Reto, Presidente do ISCTE-IUL;
Dr. António José Mendes Baptista, Presidente do Conselho Directivo do IHRU;
Presidente do Conselho Directivo do LNEC.

Direcção:
Doutor Arq.º António Baptista Coelho
- Grupo Habitar (GH) e NAU/LNEC;
Prof. Arq.º Paulo Tormenta Pinto - ISCTE-IUL e CIAAM

Comissão Científica:

Prof. Arq.º António Reis Cabrita (coord.) - GH e LNEC ap.;
Prof.ª Arq.ª Ana Vaz Milheiro - ISCTE-IUL e CIAAM;
Eng.º Defensor de Castro - GH e CidadeGaia – SRU;
Prof. Arq.º José António Bandeirinha - UC e CES;
Investigador Coordenador, Eng.º José Vasconcelos Paiva - GH e LNEC ap.;
Prof. Arq.º Manuel Correia Fernandes - GH e FAUP;
Prof. Arq.º Manuel Correia Guedes - DECA/IST;
Prof.ª Arq.ª Sheila Walbe Ornstein - FAU/USP

Em termos dos apoios existentes destacam-se, nesta fase de preparação dos trabalhos, os do:

ISCTE – IUL Instituto Universitário de Lisboa;
Câmara Municipal de Lisboa;
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT);
Centro de Investigação em Arquitectura Urbanismo e Design (CIAUD) da FAUTL;
TAP;
SECIL;
e da revista arqa Arquitectura e Arte.





Fig. 02

Este 1.º CIHEL é realizado pelo GH em parceria com o CIAAM e com o DAU do ISCTE – IUL, e contou com a cooperação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo NAU do LNEC e apoios da FENACHE, da FCSH-UNL, do IITU e de professores e investigadores do IST e da FAUUSP.

Os elementos gráficos do 1.º CIHEL foram realizados pelo Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico da Escola Secundária de Sacavém.

Com este Congresso pretende-se alargar o debate sobre a Habitação, em sentido amplo, a outras realidades sociais fisicamente distantes mas afectivamente próximas, em que se destaca o mundo dos países lusófonos em geral e os de África em particular, incluindo-se uma reflexão sobre soluções habitacionais muito económicas para situações especiais.

Este 1.º CIHEL é um Congresso que se debruça sobre a qualidade do habitat residencial promovido para populações com baixos rendimentos e mobilizando portanto recursos modestos. O campo de aplicação de tal objectivo tanto pode ser o das pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, nomeadamente mediterrânica, que lutam com problemas de isolamento e escassez de recursos, como pode ser o de todas as comunidades urbanas dos países em desenvolvimento. As futuras exigências de sustentabilidade ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de populações.


Fig. 03

O tema central do desenho e realização de bairros e agrupamentos residenciais para populações com baixos rendimentos será abordado, no 1.º CIHEL, em 5 conferências e 20 palestras práticas e pouco extensas, por um grupo de oradores provenientes de diversos países da lusofonia, organizadas nas seguintes temáticas:

- Políticas e programas – considerando situações de escala relativamente reduzida e a importância da reabilitação.

- Infraestruturas e equipamentos – considerando perfis de habitabilidade, papel do espaço público e serviços urbanos e sociais.

- Soluções habitacionais e modos de vida – considerando velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades.

- Materiais e tecnologias – considerando aspectos de escassez de recursos e ligados às diversas facetas da sustentabilidade.

Simultaneamente decorrerá uma Exposição, organizada, com painéis ilustrativos de casos práticos e de estudo e uma pequena mostra de materiais e serviços, limitada às instituições e empresas que se disponham a apoiar este 1.º CIHEL.

Um evento desta natureza destina-se aos seguintes tipos principais de intervenientes: Arquitectos lusófonos que tiveram uma vida cheia de acções de pioneirismo e de criatividade, que nos podem dar o seu testemunho, directamente ou por interposta pessoa; jovens arquitectos portugueses que estão no interior do país ou fora da Europa a fazer trabalho básico para o habitat residencial e que seja interessante; Jovens arquitectos lusófonos, nomeadamente do Brasil e dos PALOP’s, que em actividades de projecto de edifícios e de bairros e suas infra-estruturas e equipamentos, mas também na actividade de planeamento e de gestão, estão a resolver problemas e a concretizar obras com qualidade apesar de poucos recursos; Técnicos e investigadores lusófonos e europeus, nomeadamente os mais jovens, que estudam e promovem soluções inovadoras para a habitação, para o habitat residencial em termos de sustentabilidade.

Mais de 60 comunicações passaram um primeiro crivo de análise, das quais 20 foram já seleccionadas para apresentação oral, sendo que as outras serão editadas e apresentadas em posters no âmbito do Congresso. Salienta-se que, tal como é referido no site do 1.º CIHEL, a inscrição confere o direito à participação nos trabalhos específicos do 1.º CIHEL, "intervalos/café” e acesso à documentação- base, a definir, salientando-se que a existência de documentação complementar poderá ser objecto de pagamento específico.


Fig. 04

Este é um 1º Congresso a que se deverão seguir outros Congressos e outras actividades sobre outros enfoques complementares, e mesmo em outras áreas temáticas específicas, mas sempre numa perspectiva directamente ligada a uma expressiva contribuição teórica e prática para a melhoria das condições do habitar, considerado num sentido correcto e amplo, no âmbito das diversas realidades, carências e potencialidades que caracterizam o espaço da lusofonia. Pretende-se criar, na sequência deste 1º Congresso, um grupo, ou uma rede, para assegurar o próximo Congresso e desenvolver outros eventos nestas matérias.

Para inscrição ou mais alguma informação, consultar o site do 1.º CIHEL http://cihel01.wordpress.com/, e/ou contactar o respectivo Secretariado: Departamento de Arquitectura e Urbanismo ISCTE – IUL, Ala Autónoma, Sala 335, Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, tel. +351 21 7903060, cihel01@gmail.com

Estamos num momento crucial na organização do 1.º CIHEL, estando a estrutura logística de base totalmente garantida, será, no entanto, ainda possível participar no apoio ao 1.º CIHEL através de patrocínios, que poderão revestir modalidades e contrapartidas a discutir em pormenor, considerando formas habituais de desenvolvimento deste tipo de iniciativas.

A rematar este texto de apresentação edita-se o programa completo e actualizado do 1.º CIHEL .

Fig. 05:

Programa actualizado do 1.º CIHEL em Julho de 2010

O 1.º CIHEL – Congresso Internacional (da) Habitação no Espaço Lusófono – desenho e realização de bairros para populações com baixos rendimentos a realizar de 22 a 24 de Setembro de 2010, terá a duração de três dias; o Congresso será antecedido, por um Workshop.

Salienta-se, ainda, que o 1.º CIHEL será realizado no Centro de Congressos do ISCTE-IUL, no seu principal auditório, uma excelente sala com cerca de 500 lugares, estando ainda reservadas salas de apoio complementares, incluindo uma ampla sala de exposições; mais se salienta que o edifício onde se irá realizar o 1.º CIHEL tem uma atraente caracterização arquitectónica, é da autoria do Arq.º Raúl Hestnes Ferreira e foi Prémio Valmor, encontrando-se numa zona central de Lisboa, junto a Entrecampos; e possuindo, portanto, excelentes acessibilidades.

Apenas a título de exemplo juntam-se, em seguida, algumas imagens do edifício onde decorrerá o 1.º CIHEL, imagens estas que foram retiradas do site do respectivo autor, João Morgado, que em seguida se refere, salientando-se que a menor qualidade destas reproduções nada tem a ver com a excelente qualidade das imagens originais.
Convidam-se então os leitores a passearem pelo edifício do ISCTE através da excelente reportagem fotográfica de João Morgado facilmente acessível clicando em: http://www.photo.joaomorgado.com/portfolio/isctecomplex/
Fig. 06: Imagens do edifício e do auditório do ISCTE - IUL onde se realizará o 1.º CIHEL, imagens retiradas do site de João Morgado, http://www.photo.joaomorgado.com/portfolio/isctecomplex/

PROGRAMA DO 1.º CIHEL
(em fase de confirmação no que se refere à confirmação da presença dos respectivos autores na apresentação das comunicações/palestras)

22 a 24 de Setembro de 2010, no Centro de Congressos do ISCTE – IUL, Lisboa
DIA 22 – ABERTURA DO CONGRESSO
14.30h/16.30h – Inscrições e entrega de documentação, balcão da entrada (Edifício II)

16.30h/18h – Grande Auditório: Sessão de Boas Vindas e apresentação do Congresso: Prof. Doutor Luís Reto (Reitor do ISCTE-IUL); Prof. Doutor Arq.º Vasco Moreira Rato (Director do DAU do ISCTE-IUL); Doutor Arq.º António Baptista Coelho (Presidente do Grupo Habitar e Ch. NAU do LNEC.)

Sessão de Abertura - por membros da Comissão de Honra (a definir)

Abertura formal do Congresso – Arquitecta Helena Roseta, Veradora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, Presidente do 1.º CIHEL (a confirmar)

18h/19h – Grande Auditório: Palestra Magistral proferida pelo Arquitecto João Filgueiras Lima (LELÉ) sobre o tema do Congresso.
Apresentação: pelo Prof. Doutor Arq.º Paulo Tormenta Pinto (Presidente do CIAAM)
19/20h – cocktail

DIA 23 – TEMAS A e B
9h/9.30h – Inscrições e entrega de documentação, balcão da entrada (Edifício II)

Sessão/tema A – Políticas e programas – considerando situações de escala relativamente reduzida e a importância da reabilitação.
9.30h/11h
Grande Auditório: Mesa: Presidente, a convidar; Moderador, membro da Comissão Científica.
Conferência de Abertura – pelo Professor Doutor Arquitecto António Gameiro, Bastonário da Ordem de Arquitectos de Angola – conferência sobre o actual desenvolvimento urbano e habitacional em Angola.
Comunicações/palestras:

Margareth Matiko Uemura e Lizete Maria de Rubano - “Política Urbana e Habitacional e Gestão da Cidade “

João Pedro e José Jorge Boueri – “Exigências de espaço aplicáveis à construção de habitação de interesse social: comparação entre Portugal e Município de São Paulo”

11h/11.30h – Intervalo

Comunicações/palestras:

Maria Tavares - “HE.FCP*: uma Perspectiva Estratégica [nos anos 50 e 60 em Portugal]“

Marluci Menezes e Álvaro Pereira – “O Problema Social da Habitação: Princípios para um
Programa de Investigação-Acção”

12.30h/13.00h – Debate

13.00h/14.30h – Almoço (livre)

Sessão/tema B – Infra-estruturas e equipamentos – considerando perfis de habitabilidade, papel do espaço público e serviços urbanos e sociais.
14.30h/16h – Grande Auditório

Mesa: Presidente, a convidar; Moderador, membro da Comissão Científica.

Conferência de Abertura – pelo Professor Arquitecto Paulino Pires, da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane – conferência sobre a problemática habitacional em Moçambique.
Comunicações/palestras:

Lizete Maria Rubano, Luiz António Recamán Barros e Lucas Fehr – “Uma Ação na Cidade: Urbanização em Áreas Urbanas Críticas”

David Manuel Leite Santos Viana – “A Habitação low-cost [in]formal entre a Infra-Estrutura e a Super-Estrutura”

16h/16.30h – Intervalo

Comunicações/palestras

Nirce S. Medvedovski, Lígia Chiarelli, Sara Roester e Mateus Coswing - “Inserção urbana e terciarização da gestão nos projectos de empreendimento PAR”

Izabela Naves Coelho Teobaldo – “A Morfologia Urbana como Instrumento de Análise do Espaço Construído e Vivenciado”

Dina de Paoli – “O Desenho Urbano na Visão dos Moradores de Conjuntos Habitacionais de Interesse Social: Projeto INOVAHABIS e o Relatório ‘Sense of Place’”

17.30h/18.00h – Debate

DIA 24 – TEMAS C e D
Sessão/tema C – Soluções habitacionais e modos de vida – considerando velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades.
9h/11h – Grande Auditório

Mesa: Presidente, a convidar; Moderador, membro da Comissão Científica.

Conferência de Abertura - pelo Arquitecto Estanislau da Silva Ferreira, Assessor do Ministro das Infra-estruturas da Guiné-Bissau – conferência sobre a problemática da habitação sob o ponto de vista social na Guiné-Bissau.
Comunicações/palestras:

Mário Márcio Santos Queiroz e Tatiana Leal Andrade – “A Participação Acadêmica na Formulação de Proposta de Requalificação Técnica de Áreas Urbanas e Edificações em Comunidades Subnormais, com Prerrogativas da Lei Federal Nº 11.888/08″

Walter José Ferreira Galvão e Sheila Walbe Ornstein - “Edifícios de Apartamentos da Década de 50 no Centro da Cidade de São Paulo, Brasil. Perspectivas de Adequação aos Modos de Vida Contemporânea”

11h/11.30h – Intervalo

Comunicações/palestras:

Paula Petiz – “Sobre a “Noção” de Espaço Intermédio em Contexto de Realojamento – Algumas Reflexões. Conjunto Habitacional de Monte Espinho”

Simone Barbosa Villa – “A APO como Elemento Norteador de Práticas de Projeto de HIS. O Caso do Projeto (Mora)”

Marta Cruz – “Configurações Espaciais e Familiares na Habitação Unifamiliar Contemporânea. O Caso da Cooperativa de Habitação Económica O Lar do Trabalhador”

12.30h/13.00h – Debate

13.30h/14.30h – Almoço

Sessão/tema D – Materiais e tecnologias – considerando aspectos de escassez de recursos e ligados às diversas facetas da sustentabilidade.
14.30h/16h – Grande Auditório

Mesa: Presidente, a convidar; Moderador, membro da Comissão Científica.

Conferência de Abertura – pelo Arquitecto José Dias, que durante 20 anos desenvolveu actividades na área da habitação social no Instituto da Habitação de Macau – conferência sobre o tema pensar a habitação a partir da experiência de habitação social em Macau.
Comunicações/palestras:

Rachel Falcão Costa – “Projecto HABITA VIDA: a Aliança entre o RESGATE DE Técnicas Construtivas Tradicionais, a Utilização de Recursos Disponíveis e Tecnologia Social Específica como um dos Caminhos possíveis para a Melhoria da Qualidade da Habitação Popular e do Espaço Quotidiano”

Juan Mascaró – “Habitação Popular: uma Oportunidade para o Uso de Tecnologia Adequada”
16h/16.30h – Intervalo

Comunicações/palestras:

Maria Fernanda da Silva Rodrigues, José Cardoso Teixeira e José Claudino Cardoso “Estado de Conservação de Edifícios de Habitação a Custos Controlados”
Adriana Gelpi e Rosa Maria L. Kalil – “Habitação de interesse social & sustentabilidade: o caso de Passo Fundo, RS, Brasil”

Rita de Cássia Silva Sant´Anna Alvarenga, Délia Porto Fassoni, Carlos Alexandre Braz de Carvalho, Larissa Almeida Miranda, Paulo César Moreira Pinto Júnior e Eduardo D. Paula Junior - “Avaliação do Potencial do Grits como Material de Construção na Produção de Tijolos de Solo-Cimento”
17.30h/18.00h – Debate

Sessão de encerramento do Congresso

18.00h/19.00h – Grande Auditório

Mesa: Presidente, a convidar; Moderador, membro da Comissão Científica.

Pequenas intervenções por inscrição prévia
Palavras finais – pelo Prof. Arquitecto António Reis Cabrita, Presidente da Comissão Científica do 1.º CIHEL.
Fig. 07

Para inscrição ou mais alguma informação, consultar o site do 1.º CIHEL http://cihel01.wordpress.com/
e/ou contactar o respectivo Secretariado: Departamento de Arquitectura e Urbanismo ISCTE – IUL, Ala Autónoma, Sala 335, Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, tel. +351 21 7903060, cihel01@gmail.com
António Baptista Coelho (GH e LNEC)
Paulo Tormenta Pinto (ISCTE-IUL e CIAAM)
António Reis Cabrita (Comissão Científica)
Fig. 08

Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.

Infohabitar, Ano VI, n.º 306
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 1 de Agosto de 2010