terça-feira, agosto 24, 2010

O 1.º CIHEL divulga a Trienal de Arquitectura de Lisboa: todos a falar de casas - Infohabitar 309

Infohabitar, Ano VI, n.º 309
Estamos já a menos de um mês do 1.º Congresso Habitação no Espaço Lusófono, o 1.º CIHEL, que decorrerá entre 22 e 24 de Setembro próximos, no Grande Auditório do ISCTE-IUL, em Lisboa.




Fig. 01: o logo do 1.º CIHEL

O tema do 1.º CIHEL é o desenho e realização de bairros e agrupamentos residenciais para populações com baixos rendimentos, tema que srá abordado em 5 conferências, 20 palestras pouco extensas e mais cerca de outras 30 comunicações, constantes do CD de Actas, por oradores provenientes de diversos países da lusofonia, sendo as intervenções organizadas em quatro temáticas: Políticas e programas – considerando situações de escala relativamente reduzida e a importância da reabilitação; Infraestruturas e equipamentos – considerando perfis de habitabilidade, papel do espaço público e serviços urbanos e sociais; Soluções habitacionais e modos de vida – considerando velhas e novas formas de habitar, desejos e necessidades; e Materiais e tecnologias – considerando aspectos de escassez de recursos e ligados às diversas facetas da sustentabilidade.

O site do 1.º CIHEL é o http://cihel01.wordpress.com/about/ e nele poderá realizar desde já a sua inscrição a um custo especial até dia 3 de Setembro.

Mas nesta edição o Infohabitar e o 1.º CIHEL apresentam um grande evento, ou um grande conjunto de eventos, que arranca já no início de Outubro e onde também se fala de casas:
Trienal de Arquitectura de Lisboa - falemos de casas:
texto de apresentação

Informações complementares:
Travessa do Alecrim n.º 1, 1.º Esq. 1200-019 Lisboa
Tel. (+351) 21 3469133
http://www.trienaldelisboa.com/

TRIENAL DE ARQUITECTURA - FALEMOS DE CASAS
14/10/2010 a 16/01/2011

O tema da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010 é FALEMOS DE CASAS. Retirado a um poema do poeta português Herberto Helder, a urgência que lhe é inerente é hoje absolutamente justificada.

A proposta é a de debater a questão da habitação, quer na sua literalidade, quer de uma forma mais ampla, como habitação do mundo.

Durante 3 meses, a Trienal vai espalhar-se pelos equipamentos culturais mais importantes de Lisboa, centrada em três exposições, um centro em Cascais e numa conferência internacional sobre a relação entre arquitectura e politica, ou como a arquitectura e a politica se representam mutuamente.

Um grande número de projectos associados espalham-se pelas galerias de arte de Lisboa, por outras instituições culturais, transformando a cidade na capital europeia da arquitectura, do seu debate e celebração.

Acima de tudo, a Trienal é uma festa da arquitectura, mas também uma plataforma de debate e discussão sobre as questões da relação social da arquitectura, a sua componente ética, a importância cultural que a arquitectura hoje possui.




Fig. 02: Hong Kong

Falemos de casas: Entre o Norte e o Sul
FUNDAÇÃO DE ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA MUSEU COLECÇÃO BERARDO


Co-produção Trienal de Arquitectura de Lisboa Museu Colecção Berardo
Inauguração 14/10/2010
Concepção curatorial: Delfim Sardo Comissários: Ana Vaz Milheiro, Diogo Seixas Lopes, James Peto, Luís Santiago Baptista, Manuel Graça Dias, Max Risselada, Pedro Pacheco, Peter Cook
No Museu Colecção Berardo será apresentada a exposição “Falemos de casas: Entre o Norte e o Sul”, que, ocupando todo o piso do Grande Hall (3000m2) se debruçará sobre as condições de habitação e as novas soluções encontradas na especificidade das várias regiões do globo.

Entre a dimensão utópica da herança de 1956 (de Smithson) e de 1976 (do SAAL) e a contemporaneidade, diversas práticas arquitectónicas se constroem e se definem, se cruzam e complexificam. Nas diferentes zonas desta exposição será dada conta das especificidades dos problemas e das soluções locais que a arquitectura vai definindo, recorrendo à apresentação de projectos, ao uso de imagens documentais, a entrevistas com arquitectos, teóricos e habitantes.


MUSEU DA ELECTRICIDADE FUNDAÇÃO EDP
Concepção curatorial: Delfim Sardo
PROJECTO COVA DA MOURA

[concurso para estudantes de Arquitectura e Arquitectura Paisagista]
Comissário: Manuel Aires Mateus
Júri: Augusto Mateus, Diogo Seixas Lopes, Inês Norton, Lieve Meersschaert
Inauguração 16/10/2010

A Trienal lançou um repto às escolas de arquitectura e de arquitectura paisagista para trabalharem, no âmbito do seu plano formativo, respostas para uma pergunta: como é possível a arquitectura contribuir para melhorar, em concreto, as condições de vida das pessoas deste bairro?

O bairro é a Cova da Moura, realidade complexa em termos sociais e culturais, oriundo de circunstâncias históricas peculiares e com um percurso atípico. A escolha da Cova da Moura para o desenvolvimento deste projecto deveu-se ao reconhecimento de que este bairro possui uma dinâmica associativa que proporciona para os envolvidos neste projecto uma importante interlocução.

A Trienal recepcionou 77 propostas das quais o júri seleccionará 30. O vencedor e as três menções honrosas serão anunciados durante a exposição.




Fig. 03: Lisboa

A HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILION [An international competition for Luanda]
Comissário: João Luís Carrilho da Graça

Júri: Álvaro Siza Vieira, Ângela Mingas, Barry Bergdoll, Fernando de Mello Franco, João Luís Carrilho da Graça

Inauguração 16/10/2010
Tendo como objectivo a selecção da melhor proposta para concepção de uma unidade familiar em Luanda, este concurso, destinado a promover a habitação de custos controlados naquela cidade– resultado de uma parceria com a Trienal de Luanda, foi o mais participado desde sempre em Portugal. Foram recebidas 599 propostas e aceites 588. Destas, o júri seleccionou 30. Concorreram arquitectos de 44 países, espalhados pelos 5 continentes. Os 5 vencedores serão anunciados no decurso da exposição.


QUANDO A ARTE FALA ARQUITECTURA: CONSTRUIR, DESCONSTRUIR, HABITAR

MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA_ MUSEU DO CHIADO
Comissário: Delfim Sardo
Inauguração 15/10/2010
Em vários momentos, num mundo sucessivamente destruído por conflitos globais, a arte reflectiu a necessidade de pensar o sentido da habitação, da construção afectiva do espaço, do casulo e das condições mínimas de sobrevivência. Por muitas formas a arte parece falar arquitectura, construindo campos quase sem nome, na intersecção da escultura, do filme, da arquitectura.

A exposição pretende apresentar obras que se situam neste limbo, oriundas dessa necessidade de trabalhar a desconstrução do espaço e a apropriação de linguagens arquitectónicas por parte de artistas, mas tentando encontrar também movimentações correspondentes de proveniências diversas neste interface.

Ângela Ferreira, José Pedro Croft, Carlos Nogueira e Fernanda Fragateiro apresentam projectos concebidos especificamente para esta exposição.

Ângela Ferreira; Bruce Nauman; Carlos Garaicoa; Carlos Nogueira; Catherine Opie; Cildo Meireles; Damian Ortega; Dan Graham; Ed Ruscha ; Elmgreen & Dragset; Fernando Brito; Fernanda Fragateiro; Gabriel Orozco; Gordon Matta-Clark; Hans Haacke; Jimmie Durham ;John Bock; Jonas Dahlberg; Jorge Macchi; José Pedro Croft; Juan Araújo; Julião Sarmento; Julian Rosenfeld; Luísa Lambri; Marcelo Cidade; Marcius Galan; Marepe; Mark Dion; Mateo Lopez; Miguel Arruda; Miroslav Balka; Nuno Sousa Vieira; Olafur Eliasson; Rita McBride; Rivane Neuenschwander; Robert Gober; Rodney Graham; Stan Douglas; Thomas Scheibitz; Thomas Schutte; Thomas Struth; Tom Sachs; Vangelis Vlahos; Wallid Raad/Atlas Group




Fig. 04: Cairo

CENTRO CULTURAL DE CASCAIS
FALEMOS DE CASAS EM CASCAIS


Comissária: Ana Tostões

O Pólo Cascais é o resultado de uma parceria entre a Trienal de Arquitectura de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais, m unicípio situado a 30 km de Lisboa, uma antiga vila piscatória com padrões cosmopolitas e de residência de férias e exílio de famílias reais e aristocráticas europeias. Falemos de Casas em Cascais é o título da exposição comissariada por Ana Tostões, o qual resulta da sua reflexão sobre a evolução da casa unifamiliar em Cascais

As sete casas seleccionadas para a exposição são construções exemplares que contribuíram decisivamente para a criação de uma “paisagem arquitectónica contemporânea” no concelho.

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL 19 & 20 NOVEMBRO
arquitectura [in] ]out[ politica Curadoria: Claudia Taborda e José Capela

Arquitectura: política + desejo + forma + poder + escala + inclusão = um mundo solidário, equitativo, inclusivo

A arquitectura é uma inscrição política: a edificação é dependente da capacidade económica de quem manda construir; as formas veiculam modelos sócio-culturais e formulam desejo; o poder precisa de se fazer representar e reconhecer-se representado. A acção dos arquitectos é também politicamente determinada e só o poder é capaz de sustentar experiências de grande escala.

Qualquer referente de arquitectura democrática (ou democratizante) pode ter a sua génese em contextos de abundância ou de escassez. A arquitectura é uma operação socializante e consequentemente argumenta o ideário democrático: um mundo solidário, inclusivo e equitativo.
A conferência arquitectura [in] ]out[ política surge como uma oportunidade para reflectir e debater sobre a arquitectura como instrumento orientador de processos democráticos e como signo temporal e espacial das suas potencialidades.

Arquitectura e política são per se argumento e processo, amplos e abertos. Esta conferência propõe a discussão destes conceitos de forma transdisciplinar e interdependente, num enquadramento centrado em quatro vectores: política, cidadania, ambiguidade e dispositivo.

Através destes será analisada a operatividade das práticas arquitectónicas enquanto manifesto, lugar, factualidade e função.

POLÍTICA Ricardo Carvalho, Andrea Cavaletti, Jeffrey Inaba, Markus Missen CIDADANIA J.A. Bandeirinha, Yona Friedman, Jorge M. Jauregui, Reinhold Martin, Antanas Mockus, Joaquim Moreno AMBIGUIDADE Pier Vittorio Aureli, Jorge Carvalho, Rem Koolhaas, Sarah Whiting DISPOSITIVO Pedro Bandeira, Santiago Cirugeda, Monique Élèbe, Jonathan Hill, Thomas Hirschhorn



Fig. 05

O presente texto de apresentação da Trienal é acompanhado por três fotografias de cidades do fotógrafo Nuno Cera - a qualidade das imagens teve de ser reduzida para a presente edição, pelo que deverá ser devidamente apreciada no site da Trienal.

Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.

Infohabitar, Ano VI, n.º 309 Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 24 de Agosto de 2010

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