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segunda-feira, julho 30, 2018

651 - MELHOR HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA - Infohabitar 651

INFOHABITAR N.º 651
MELHOR HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA
Conjunto de 22 artigos

 

Caros leitores da revista semanal Infohabitar com a presente edição, damos continuidade a uma nova tipologia editorial, em que se procura voltar a focar e divulgar artigos e séries editoriais já desenvolvidas há algum tempo, mas versando temáticas intemporais.

Julgamos que quando uma revista técnica e científica como a nossa atinge um significativo “tempo de vida” – neste caso 14 anos – e expressão editorial – a caminho dos 700 artigos – corre-se o risco de textos que deixaram de estar numa primeira linha editorial, mas que continuam com o mesmo interesse e oportunidade, poderem ficar um pouco esquecidos “nas prateleiras arquivadoras”, neste caso “na nuvem arquivista” e, a partir desta consideração, surgiu a ideia de voltar a colocar “bem à mão”, à distância de um rápido “clic”, conjuntos temáticos de artigos, por vezes muito bem articulados, entre si, outras vezes marcados por uma salutar diversidade, como é o caso actual.

E é assim que, na presente edição da Infohabitar, se sugere a leitura de uma série de 22 artigos, editados entre 2010 e 2011, e que têm em comum a abordagem do grande tema da QUALIDADE NO HABITAR NUMA PERSPECTIVA ARQUITECTÓNICA ou, por outras palavras, a temática de uma melhor habitação com melhor arquitectura.

E lembra-se que esta matéria de uma melhor habitação com melhor arquitectura constitui um dos 35 temas editoriais da Infohabitar.

E chamamos a atenção para a ideia, cada vez mais presente, de que melhores espaços habitacionais – e há quem defenda que todo o espaço construído pelo homem é espaço de habitar – são determinantes de uma melhor qualidade de vida diária e a médio e longo prazos; e mesmo que se critique esta perspectiva não parece ser discutível que uma melhor e mais ampla qualidade arquitectónica é uma condição que facilita e apoia essa qualidade de vida; e trata-se de matéria que esteve e está aí bem na ordem do dia das áreas de investigação sobre habitat humano – e a título de exemplo cita-se, aqui uma pequena frase que integra uma das muitas páginas ligadas ao “Design Council CABE team” e lembra-se que o Design Council foi fundado em 1944 por Winston Churchill e que a sigla CABE se refere à Commission for Architecture and the Built Environment .

“The quality of the built environment around us has a significant impact on our lives. It can transform people’s quality of life, stimulate the economy and enhance the environment. Good design plays a vital role in creating better places that enrich the local community. “


Fiquem, então, com algumas das muitas páginas da nossa pequena história editorial,

Boas leituras,

António Baptista Coelho
Editor da Infohabitar, Presidente da GHabitar, investigador principal com habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC), doutor em Arquitetura (FAUP), Arquiteto (ESBAL).

Notas práticas:
. a listagem dos artigos mantém a respetiva ordem cronológica editorial (dos mais recentes para os menos recentes);
. os artigos são disponibilizados no seu formato editorial original;
. para aceder ao artigo basta fazer ctrl + click sobre o seu endereço eletrónico (disponibilizado a seguir ao respetivo título); ou sobre o próprio título (quando este está ligado diretamente ao respetivo ebdereço eletrónico – ao passar o rato/mouse sobre o título essa ligação fica evidente).  


(Tema geral)
MELHOR HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA

Habitação e Arquitectura XVI: A integração e a arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 367, 31 Out. 11, 21 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XV: A caracterização doméstica do habitar - António Baptista Coelho (n.º 366, 23 Out. 11, 19 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XIV: A atractividade na arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 365, 16 Out. 11, 17 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XIII: A apropriação e a arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 364, 9 Out. 11, 18 págs., 10 figs.). 

Habitação e Arquitectura IX: a segurança arquitectónica residencial e urbana - Parte I - António Baptista Coelho (n.º 332, 6 Fev. 11, 11 págs., 6 figs.).

Habitação e Arquitectura IX: a segurança arquitectónica residencial e urbana - Parte II - António Baptista Coelho (n.º 333, 13 Fev. 11, 9 págs., 3 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VII: a Agradabilidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 319, 7 Nov. 10, 16 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VI: a Funcionalidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 318, 1 Nov. 10, 12 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura V: a Capacidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 316, 18 Out. 10, 13 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura IV: a Espaciosidade - António Baptista Coelho (n.º 297, 9 Mai. 10, 9 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura III: a Comunicabilidade - António Baptista Coelho (n.º 295, 25 Abr. 10, 10 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura II: a Acessibilidade - António Baptista Coelho (n.º 291, 28 Mar. 10, 10 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura I: Introdução - António Baptista Coelho (n.º 290, 21 Mar. 10, 7 págs., 2 figs.).

Há que referir que todas estas matérias estão aboradas em livros editados pela Livraria do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) na Colecção Informação Técnica Arquitectura (ITA), e designadamente no trabalho intitulado "Qualidade Arquitectónica Residencial - Rumos e factores de análise", que foi discutido e aprovado na sua forma de tese de doutoramento na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em 1995 e cuja capa se apresenta na Fig. 1 do lado esquerdo; sendo, mais tarde, o mesmo tema revisitado, numa perspectiva mais "livre" e talvez mais baseada na prática e, designadamente, numa reflexão mais pessoal, no lvro intitulado "Habitação e Arquitetura Contributos para um habitar e um espaço urbano com mais qualidade", cuja capa se apresenta na Fig. 2.  


 (Fig. 1)


(Fig. 2)

Notas finais:
Finalmente salienta-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, acolhido no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos

Infohabitar, Ano XIV, n.º 651
MELHOR HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA
 Conjunto de 22 artigos

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC; Infohabitar, Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

465 - Do edifício comum aos mundos domésticos - Infohabitar 465


Infohabitar, Ano IX, n.º 465
Notas prévias da edição da Infohabitar:
Na proximidade da Festa do Natal, do final do ano e do início de um novo ano, que será o 10.º ano de edições da Infohabitar, o que é para nós motivo de grande alegria, referimos aos caros leitores que as nossas edições de Natal e Ano Novo serão especificamente caraterizadas por esses períodos do ano, que aliás são por muitos aproveitados para alguns dias de merecidas férias.
A Infohabitar continuará a marcar a sua presença semanal nas semanas do Natal e do Ano Novo, mas com intervenções mais ligadas a essa datas.
Anuncia-se, desde já, que a primeira edição com conteúdos tecnicos e científicos de 2014 acontecerá no dia 6 de JANEIRO de 2014, com um artigo do economista e sociólogo catalão Jordi Estivill Pascual intitulado "Pontes entre a periferia: de Barcelona a Lisboa. Notas ao redor da gentrificação", para o qual chamamos desde já a vossa atenção, pelo grande interesse de que se reveste considerando as urgentes e sensíveis ações de reabilitação social e física dos nosos centros históricos.
A edição da Infohabitar deseja um Santo Natal a todos os colaboradores e leitores desta revista,
António Baptista Coelho
editor da Infohabitar

Sobre o edifício comum, quase a entrar nos mundos domésticos

Artigo XLII da Série habitar e viver melhor

António Baptista Coelho

Este é um artigo atípico, por vezes assim acaba por acontecer, designadamente, quando estamos a seguir uma dada disciplina editorial e não queremos “queimar etapas” temáticas.
A Série “Habitar e Viver Melhor” está prestes a atravessar a porta dos mundos domésticos (a discutir e aprofundar ao longo de 2014), mas ainda havia alguns temas a considerar no que se refere ao edifício multifamiliar.
Sendo assim optou-se por editar, já de seguida, um pequeno comentário de referência à renovada importância do habitar nos nossos novos (ou renovados) quadros urbanos, marcando-se assim a referida passagem de nível físico habitacional – dos espaços comuns do edifício habitacional para os espaços privados dos mundos domésticos –, seguindo-se, depois as últimas abordagens a espaços e elementos desse edifício e tratando-se neste caso, sinteticamente, duas matérias bem distintas: as garagens dos moradores e a integração da natureza no edifício multifamiliar.
Não queríamos, no entanto, “afastarmo-nos” do edifício e das suas diversificadas e viáveis soluções multifamiliares, mais ou menos "coletivas", mais ou menos multifuncionais, mais ou menos urbanisticamente “embebidas” na continuidade das funcionalidades e das imagens urbanas locais, mais ou menos “familiares” nas suas escalas e serviços disponibilizados, etc., etc., sem esta pequena, mas dinâmica, referência às potencialidades do edifício multifamiliar em termos de um verdadeiro programa habitacional, que não se limite às funções, mas que integre a outra parte da moeda do habitar, que  vai da humanização à apropriação, levando de certa forma o sentido doméstico, mais ou menos filtrado, à própria vivência do edifício; e que pode avançar e já avançou em soluções edificadas multifamiliares estimulantemente inovadoras, designadamente, nas relações que evidenciam seja com o meio em que se integram, seja com a "dimensão" e a importância do rspetivo espaço comum/coletivo, seja com o evidenciar da contiguidade dos mundos domésticos privativos e familiares.
Aproveita-se assim esta “passagem de nível físico” do edifício à habitação para sublinhar que iremos tratar esta matéria também desta forma menos funcional, mas talvez “mais livre e verdadeira” em artigos individualizados e autonomizados desta série editorial e que a continuidade desta mesma série não pretende, de forma alguma, e naturalmente, esgotar a abordagem dos elementos constituintes de um habitar em comum, mas sim contribuir para uma discussão renovada sobre matérias que, infelizmente, parecem ser, por vezes, pouco alteráveis e previamente definidas, como se as tipologias mais correntes fossem uma espécie de fatalidade, o que evidentemente não é verdade.

Parte 1 – Algumas reflexões sobre “Habitar e Viver Melhor”, num artigo de charneira e de passagem entre as matérias comuns do edifício habitacional e as dos mundos domésticos privados.


O mundo doméstico retoma, hoje em dia, uma importância que talvez só tenha tido no mundo antigo, quando habitar e trabalhar profissionalmente se conjugavam, com frequência, nos mesmos espaços de habitar, condição que, entre outros aspetos, tinha exigências específicas de integração urbana.

Por outro lado e lembrando-nos que a cidade surgiu por necessidade civilizacional e humana, porque os homens precisaram dos outros homens para melhor viverem e prosperarem, também em termos culturais amplos, e que esta função da cidade se perdeu, em boa parte, nos desvarios dos zonamentos e da (mono)funcionalidades, geradores de periferias, pseudo-vizinhanças e também de edifícios e habitações sem vida e sem caráter/”alma”; talvez que por um amplo e diverso leque de razões, até económicas, nos seja dada, hoje em dia, uma nova oportunidade de re-habitar a cidade com vitalidade, diversidade e natural multifuncionalidade.

E é interessante ter em conta que, por outro lado, um cada vez mais amplo grupo de habitantes que vivem autonomamente, sem ser num quadro de família corrente ou alargada – até eventualmente por vontade própria -, e estamos a referir situações de pessoas que vivem sozinhas ou em casais, poderão encontrar neste renovado quadro urbano e habitacional o sentido gregário e de companhia, ou o sentido de vida urbana de vizinhança e/ou central que desejam como elemento complementar da sua autonomia doméstica.

Tudo isto implica renovados quadros de vizinhança e integração urbana, de equipamentos coletivos, de tipologias edificadas e de soluções domésticas e de serviços, que urge aprofundar e propor num quadro de essencial diversidade de ofertas e importa ter em conta que estes caminhos estão já aí a serem seguidos em casos concretos que podemos experimentar e discutir.

A Série “Habitar e Viver Melhor”, que tem vindo a ser editada na Infohabitar, desde há mais de uma ano, intercalada por outros artigos, pretende contribuir para essa discussão, ainda que seguindo uma perspetiva que está ainda muito alinhada com uma abordagem técnica e científica das áreas do habitar que, autocriticamente, pode ser considerada talvez excessivamente funcionalista e sistemática, avançando-se desde as vizinhanças urbanas, aos espaços comuns dos edifícios e, em breve, pelos espaços domésticos.

No entanto procurou-se desenvolver uma abordagem orgânica e diversificada desta matérias de como se pode habitar melhor, e pretende-se que noutros artigos se possa aprofundar um sentido de “programa habitacional mais livre e multifuncional”, que se julga ter hoje em dia grande interesse nas cidades que temos de re-habitar e re-vitalizar com as pessoas e as atividades de hoje.

Fig01: imagem da diversidade tipológica residencial e do verde urbano do bairro realizado em Malmö, quando da exposição BO01 em 2001.

Parte 2 - Das garagens habitacionais à integração da natureza no edifício multifamiliar

São, realmente, assuntos diversos e que exigem tratamento específico e a desenvolver em futuras oportunidades, mas quis-se aqui fachar o ciclo do edifício multifamiliar a que dedicámos numerosos artigos em 2013, de modo a iniciar 2014 e o 10.º ano de edições da Infohabitar com abordagem aos mundos domésticos.
E chama-se a atenção para o sentido muito sintético, “de comentário” e apenas exploratório dos dois textos temáticos que se seguem.

Garagens comuns

Sobre as garagens comuns pode muito a dizer, considerando-se, essencialmente, quatro perspectivas que devem estar na mente de quem concebe uma garagem comum que se deseje verdadeiramente satisfatória numa sua utilização frequente.
(i) Um primeiro aspeto está evidentemente ligado às condições de segurança diversificadas que têm de existir numa garagem habitacional e que aqui não serão desenvolvidas, apontando-se apenas as críticas temáticas associadas à segurança contra risco de incêndio, à adequada ventilação e qualidade do ar - com natural destaque para os aspetos associados à saúde e bem-estar dos habitantes utentes -, e a condições de boa segurança no “convívio” entre veículos e peões; e em tudo isto não devemos esquecer que estamos num quadro habitacional de contiguidade com espaços comuns e indiretamente com habitações.
(ii) O segundo aspeto tem a ver com a existência de verdadeiras condições de funcionalidade e manobralidade no arrumar dos veículos e nas suas manobras de entrada e saída e no interior da garagem.
Não se tem na mente qualquer objectivo de elevada velocidade e de espaciosidade tão desafogada que até motive a arrumação desordenada dos mais diversos “trastes” pertença dos habitantes, mas apenas que se possa entrar, arrumar e sair com verdadeira facilidade; e esta solução casa bem com aspectos pontuais de intervenção cuidada em termos de integração de equipamentos de segurança, pintura de faixas de acessibilidade e restante lettering e outros elementos relativos ao design de comunicação – que são matérias que não têm de ser “obrigatoriamente” enfadonhas, ou friamente funcionais, transformando-se a garagem comum residencial numa espécie de espaço que sobrou, quase inacabado e para o qual se encontrou uma utilidade residual – o que, evidentemente, não deveria ser o caso.
(iii) O terceiro aspeto é um pouco mais ambicioso, talvez só aparentemente, e refere-se a uma caraterização da garagem comum como espaço de uso humano e residencial, pelo menos, minimamente agradável e atraente; condições estas que muito têm a ver com a possibilidade de existir alguma penetração de luz natural, de poder existir, eventualmente, alguma presença de vegetação, e com um arranjo formal cuidado, baseado numa lógica funcional, naturalmente, mas que não “esqueça” que se está a criar uma garagem residencial e não um simples depósito de veículos.
Neste caso há soluções razoavelmente correntes de luz natural rasante, de portões gradeados (ou em rede) e que portanto deixam entrar a luz e, naturalmente, haverá uma escolha ponderada dos acabamentos, aliando funcionalidade a um eventual sentido super-racionalizado ou caraterizadamente vernáculo, isto só para apontar soluções mais frequentes. Naturalmente que, aqui, se manterão os cuidados de segurança, de funcionalidade e de uma expressiva qualidade do design de comunicação.
(iv) O quarto aspeto é, claramente, mais ambicioso e tem a ver com a criação de um espaço de garagem dos veículos dos residentes que seja caraterizado por formas e por um ambiente específico, constituindo-se num elemento funcional e formal complementar aos espaços residenciais, propriamente ditos, mas gozando de uma presença própria e marcada por aspetos específico e positivamente caraterizadores da solução urbana e residencial global, nos quais se destacarão, muito provavelmente, as ligações entre interior e exterior, os espaços de transição, a vegetação, os muros, as passagens bem marcadas, as transparências e os filtros, num jogo de formas, volumes que dê presença a uma parte edificada e construída que funcione, na prática, como um espaço ou mesmo um volume aliado do edifício principal, melhorando-lhe a escala geral, a relação com a escala humana e a transição e eventualmente a fusão com os edifícios e os espaços livres envolventes.
Como se entende nesta pequena descrição de uma das inúmeras soluções possíveis, tem-se em mente, neste caso, um espaço edificado realizado em parte, ou totalmente, à superfície (não subterrâneo portanto), e um espaço que poderá ocupar, por exemplo, zonas pouco favoráveis para usos habitacionais, desníveis de terreno, espaços cuja utilização obrigue a edifícios térreos ou muito baixos. A ideia fundamental que aqui fica é, neste caso, dar uma forma especial e bem caraterizada a uma espécie de remate de percursos urbanos, que seja simultaneamente, uma “frente avançada” dos espaços especificamente habitacionais e é possível jogar com estes espaços criando, por exemplo, outros espaços de transição (ex., pátios alongados), entremeados entre a habitação e estas soluções de estacionamento em boa parte à superfície.
Naturalmente que também aqui se manterão os cuidados funcionais e uma expressiva qualidade do design de comunicação, imaginando-se que esta opção poderá, ainda, fundir outras atividades neste corpo edificado com alguma presença própria, e pensa-se, por exemplo, em outros espaços do condomínio, mas também em pequenos equipamentos que sirvam a vizinhança.

Fig02: imagem do verde urbano "protagonista" no bairro realizado em Malmö, quando da exposição BO01 em 2001.

Elementos “verdes”

Apontarem-se, aqui, os elementos “verdes”, além da reflexão que foi sendo feita em diversos artigos desta série editorial, a propósito da sua importância no âmbito dos aspectos qualitativos a privilegiar nos espaços comuns residenciais, corresponde a uma contínua reafirmação da importância da integração da natureza nos espaços habitacionais pormenorizados.
Pode ser uma árvore preexistente que marque uma dada ocupação, pode ser um espaço exterior permeável onde as plantas entremeiam a calçada, pode ser um pátio ajardinado que funcione como rótula ou como presença suavizadora entre volumes edificados, pode ser uma opção por coberturas ajardinadas ou soluções com terraços ajardinados, pode ser, até apenas, o privilegiar de simples soluções com pequenos quintais térreos naturalizados ou, ainda, simples varandas adequadamente desenhadas para receberem bem grandes e fundas floreiras, ou até apenas grandes vasos com plantas.
Pode ser tudo isto e outras soluções imaginadas por quem projeta, mas não pode haver mais ausência de consideração de uma integração, verdadeiramente protagonista, dos elementos naturais nos edifícios residenciais; um protagonismo marcado, seja em soluções mais estruturantes, seja em pormenores naturalmente evidenciados. Não se trata apenas de ajudar a uma renaturalização do mundo, trata-se de agir em termos didáticos nesse sentido e trata-se, acima de tudo, de dar aos espaços residenciais mais naturalidade, mais afetividade, mas “suavidade”, e mais apropriação.
E é importante assumirmos a grande relação que existe entre habitar e natureza, seja numa perspetiva histórica de complementaridade e de equilíbrio que tem, provavelmente, a ver, por exemplo, com a relação entre orlas de bosques e povoados, mas também, por exemplo, com a própria noção simbólica da árvore protectora e da árvore geradora de vida.
        
         Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.


Editor: António Baptista Coelho - abc@lnec.pt
INFOHABITAR Ano IX, nº465
Artigo XLII da Série habitar e viver melhor

Sobre o edifício comum, quase a entrar nos mundos domésticos

Grupo Habitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
e  Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do LNEC
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, novembro 18, 2013

461 - Galerias comuns e patins residenciais - Infohabitar 461



Infohabitar, Ano IX, n.º 461


Artigo XLI da Série habitar e viver melhor


Galerias comuns e patins residenciais


António Baptista Coelho


Aprofundando-se o percurso comentado por uma adequada programação do edifício habitacional e visando-se, por regra, a solução multifamiliar mais, ou menos, "coletiva" abordam-se, sinteticamente, neste artigo, (i) as galerias comuns exteriores e (ii) interiores e (iii) os patins habitacionais.

Não se pretende, de forma alguma, esgotar a abordagem destes elementos constituintes de um habitar em comum, mas sim contribuir para uma discussão renovada sobre matérias que, infelizmente, parecem ser, por vezes, pouco alteráveis e previamente definidas, como se as tipologias mais correntes fossem uma espécie de fatalidade, o que evidentemente não é verdade.

Galerias exteriores habitacionais ( acessos habitacionais )


Sobre as galerias exteriores muito se escreveu e muito se poderá e deverá escrever, e o que se pode considerar ser, provavelmente, uma última tendência, não trata nada bem este tipo de soluções de acesso às habitações, mas julga-se que esta tendência não considera as verdadeiras vantagens que as galerias comuns exteriores podem trazer a um habitar mais satisfatório, mais estimulante e mais flexível e adaptável a diversos modos e gostos de habitar.

De certa forma trata-se de poder ter “a rua”, logo ali, mesmo, junto à nossa soleira, o que pode ter aspetos muito interessantes, por exemplo, em vistas diversificadas sobre o exterior e sobre a aproximação à porta de entrada e no sentido de uma aliança intensa com a vegetação, uma condição que, ela própria, poderá caraterizar a solução como se de uma moradia se tratasse, situação esta que pode ser, ainda, acentuada caso se trate de habitações em dois níveis ("duplex").




Fig. 01: - um ótimo exemplo de galerias exteriores comuns, em Olivais Norte Lisboa, projeto dos arquitetos Artur Pires Martins e Palma de Melo (1959)



Considerando os potenciais aspectos negativos desta solução estes concentram-se em soluções com galerias estreitas e com um elevado número de vizinhos com acesso por cada galeria, não havendo alternativa de acesso, condições estas que levarão a uma convivência demasiado próxima, demasiado intensa e “obrigatória”, e que será agravada caso aconteçam, ou seja provável que venham a acontecer, diferenças significativas de hábitos de vida diária que posam ter reflexos diretos no uso das galerias e que não sejam consensualmente aceites por todos os residentes.

Caso não seja possível ter uma ideia aproximada das características socioculturais e modos de habitar, mais correntes, dos futuros residentes e haja possibilidade de poder haver uma significativa diversidade de modos de habitar, não será, provavelmente, recomendável a aplicação desta solução em galerias comuns exteriores.

Considerando a realidade da história habitacional e designadamente a história da nossa habitação de interesse social (portuguesa) é possível identificar e visitar casos com galerias exteriores que continuam extremamente bem qualificadas várias dezenas de anos após a sua ocupação original, assim como, infelizmente, também encontramos outros casos exatamente com um sinal contrário. Julga-se, no entanto, que estas situações negativas no uso de galerias exteriores marcaram os respectivos casos também logo desde a sua utilização original - decorrendo mais de uma inadequação básica entre a solução e os modos de vida dos seus habitantes, do que de uma "deficiência estrutural" da solução.

De certa forma haverá aqui a constatação de que a solução de galeria pode ser bem ou mal aceite, e as diferenças nos tipos sociais dos respectivos habitantes não parecem ser razões únicas e suficientes para uma tal discrepância na satisfação no uso, pois conhecem-se casos que permitem esta última afirmação, por exemplo:

·         o caso de galerias comuns exteriores muito bem apropriadas por famílias de professores;

·         o caso de galerias comuns (muito alongadas), que não foram especialmente bem aceites por populações oriundas de barracas, portanto, de uma relação directa com o espaço exterior – mas atente-se que era a rua e não uma “rua” muito estreita e elevada;

·         e o caso de galerias dimensionalmente reduzidas em largura, mas relativamente longas e habitadas por grupos sociais muito carenciados, e marcadas por aquilo que parece ser uma excelente vivência que se mantém há dezenas de anos - neste caso numa solução de quarteirão socialmente diversificado e bem integrado.




Fig. 02: - um ótimo exemplo de galerias exteriores comuns, em Olivais Norte Lisboa, projeto dos arquitetos Artur Pires Martins e Palma de Melo (1959)



Provavelmente, para além de outros aspectos entre os quais os que foram atrás referidos, certas possibilidades ligadas à especificidade de cada local, à diversidade social, à boa qualidade urbana local e relacional, à qualidade das vistas paisagísticas longínquas que são possíveis e ao interesse e qualidade dos espaços exteriores contíguos, que podem ser verdadeiros e atraentes protagonistas muito bem revelados a partir das galerias exteriores, serão, talvez, importantes fatores do seu maior êxito.

E não há que contornar a questão de as galerias comuns mais agradáveis serem aquelas mais desafogadas e, para tal, nelas se terá de gastar uma quantidade significativa de metros quadrados de construção; mas aqui também importará a pormenorização das mesmas e a sua estimulante abertura à paisagem de proximidade.

Do que se sabe, através de estudos e da observação direta, algumas reflexões, preliminares, são, no entanto, possíveis:

-     Uma refere-se à solução de galerias largas, quase convertendo-se em ruas elevadas, que produz resultados interessantes, simulando uma povoação vertical em que os apartamentos continuam a ligar-se a “ruas”, embora estas se situem muito acima do solo.

-     Outra aponta que galerias pouco longas podem ter uma apropriação que se aproxima daquela possível em longas varandas, desde que, como se apontou, as galerias não sirvam um número excessivo de vizinhos.

-     Outra refere-se à excelente “convivência” entre soluções alternativas de acesso por elevadores e patins ou por galerias, servindo estas, diretamente, entradas de serviço; uma solução que estará naturalmente mais ligada a habitações com maior dimensão, mas que poderá ser aplicada noutros casos, proporcionando-se uma boa adequação no serviço dos elevadores a um amplo número de habitações.

-     Outra tem a ver com a atraente vibração da fachada, em volumes e contrastes de claro/escuro que são proporcionadas pelas galerias exteriores comuns, em efeitos que podem ser atraentemente reforçados através de uma adequada escolha de materiais, texturas e cores. E aqui é interessante refletir que esta opção tanto pode servir um efeito final de grande purismo, racionalidade e leveza formal, como um efeito bem distinto, rústico ou mesmo vernáculo, e com conotações ligadas ao abrigo primitivo.

-     Outra tem a ver com a diferença ambiental e de caráter que diferencia, de forma tão distinta, as soluções edificadas fortemente interiorizadas, em que de imediato associamos os espaços comuns a sítios quase claustrofóbicos (e para isso contribuem alguns regulamentos), sem luz natural e muitas vezes com problemas de ventilação aparentes nos cheiros que neles se infiltram a partir das habitações, das soluções edificadas onde para lá da porta está, quase, a rua, o sol, o vento, as copas das árvores e os bandos de pássaros. São, realmente situações bem diferentes no respectivo potencial de agradabilidade e de satisfação que possibilitam aos seus habitantes.

-     Outra reflexão põe em relevo que a caracterização dos aspectos de intimidade nos circuitos comuns que levam à porta do fogo pode viabilizar uma boa solução de galerias exteriores, acentuando, por outro lado, uma estimulante aproximação a uma “imagem” de agregação de “moradias”.

-     Ainda outra reflexão aponta que os acessos em galerias exteriores podem ser os mais adequados a soluções que privilegiem a acessibilidade a uma grande diversidade de utentes, tais como crianças, idosos e pessoas carregadas ou empurrando carrinhos; isto desde que não havendo desníveis entre as galerias e as habitações – a privacidade tem de estar solucionada de outra forma. Mas nesta matéria e referindo John Noble e Barbara Adams (1), há pessoas que valorizam a privacidade e a sensação de abrigo que são características dos acessos por escada e patim.

-     Voltando a referir o estudo de John Noble e Barbara Adams (3), importa considerar que galerias de acesso comum muito elevadas podem ser ambientalmente pouco confortáveis, porque muito expostas aos excessos climáticos; uma condição que poderá, no entanto, ser levada em conta no respectivo projeto.

-      E não podemos descurar o potencial de inovação habitacional associado ao desenvolvimento de galerias exteriores comuns ou até quem sabe de uso público; matéria que terá de ficar para desenvolvimentos posteriores.

 

Patins de distribuição das habitações ( habitação acessos )


Os patins de distribuição para habitações podem ser, tal como as entradas comuns dos edifícios, extremamente contidos em termos de reduzido desafogo espacial e de acabamentos muito económicos, ou, pelo contrário, desenvolverem-se em espaços desafogados e caracterizados, por exemplo, por elementos de arte.

Há patins habitacionais mínimos em que, praticamente, não há espaço para mais nada, a não ser as portas, e que são sentidos como adequados, como íntimos e bem agradáveis; e habitualmente esta situação liga-se a patins bem cheios de luz natural e que, assim, ganham uma outra ampla dimensão, mas podem estar associados, apenas, a uma racional, sóbria e muito digna pormenorização, em que fica aparente a intenção de associar o máximo de espaço construído às próprias unidades habitacionais privativas.

Será que a função essencial destes espaços é o apoio à entrada nas habitações, devendo, essencialmente, enquadrar essa entrada em termos de dignidade e equilibrada capacidade de apropriação? Ou será possível atribuir aos patins outras finalidades?



Fig. 03: - um dos agradáveis patins comuns, em Olivais Norte Lisboa, projeto dos arquitetos Artur Pires Martins e Palma de Melo (1959)



É, provavelmente, difícil atribuir aos patins residenciais outras funções que não as do acesso aos fogos, da equilibrada separação entre as vistas que são possíveis entre as portas privadas de cada patim e de identificação e apropriação, equilibradas, de cada porta e dos espaços mais próximos de cada porta.

E será possível exercer estas funções em tristes espaços interiores, sem luz natural? Parece que não, e, assim, acabamos de colocar fora do conjunto de espaços residenciais potencialmente geradores de satisfação um grande grupo de edifícios.

E é interessante refletir que a questão de se tratar de um patim interior, mas com boa luz natural, ou exterior, não é algo que influencia, de forma significativa, a satisfação possível; mas se for interior e não receber luz natural, então o resultado é um espaço, habitualmente, claustrofóbico do qual temos vontade de sair rapidamente, seja para os outros espaços comuns, seja para a “salvação”, que marca a abertura da porta de uma habitação, uma “salvação” que está muito ligada à entrada de luz natural, no patim, quando exista essa luz natural no interior da habitação, o que, infelizmente, nem sempre acontece.



Galerias interiores ( corredores comuns habitacionais )


Aproveitando estarmos a falar de patins interiores, passemos, agora, às galerias interiores, uma espécie de grandes patins interiores muito alongados.

E o que se disse sobre os patins interiores é reforçado para as galerias interiores, cujo “grau de potencial de satisfação” está inteiramente dependente da existência de boas condições de iluminação natural; de certa forma, podemos dizer que a única possibilidade de se viverem galerias interiores é estas serem caracterizadas por excelentes condições de luz e ventilação naturais, que, no caso das galerias que correm no interior dos edifícios, são habitualmente condições de luz e ventilação a partir da cobertura.

E vale a pena reafirmar que a existência de galerias interiores sem luz natural configura uma daquelas soluções residenciais com um maior potencial de influências negativas no uso diário do respectivo edifício. Realmente, aqui, o espaço comum criado é, quase sempre e fortemente, claustrofóbico e se a uma condição como esta associarmos habitações cujos vestíbulos também não recebam luz natural, então, o resultado é fortemente negativo.



Fig. 04: as galerias interiores comuns residenciais podem ser excelentes, tal como é aqui ilustrado com o exemplo da Cooperatiova Caselcoop no bairro de Caselas, lisboa, projeto do aqruiteto Justino de Morais (na imagem á direita).



Evidentemente que condições de espaciosidade desafogadas e um cuidadoso acabamento formal (ex., texturas, cores, sinalética, luz artificial) podem suavizar o resultado vivido de tais galerias interiores, mas se, pelo contrário, não houver tais cuidados e se as restantes condições de conforto não forem eficazes – designadamente, em termos de ventilação e de isolamento sonoro – , então, teremos uma mistura extremamente negativa de claustrofobia, proximidade física excessiva e intrusão obrigatória por parte de ruídos e cheiros originados nas habitações vizinhas. Teremos, assim, de certo modo, um ambiente fechado onde se concentrarão todas as queixas de falta de qualidade dos respectivos vizinhos; queixas estas que, provavelmente, irão também refletir a insatisfação com habitações com uma única fachada exterior, uma solução que está, habitualmente, associada a estas galerias interiores, numa negativa "rentabilização" de edifícios muito espessos.

E esta é uma daquelas exceções à regra da “grande nau, grande a tormenta”, pois, apesar de tudo, a existência de um número mais elevado de habitações implicará dimensões de galerias interiores mais folgadas e respectivas condições ambientais (luz e ventilação),  que resultarão em condições de habitabilidade eventualmente menos críticas; a outra opção será o mínimo desenvolvimento destas galerias interiores comuns, dando acesso a reduzidos números de habitações em cada nível.

O que se visou e visará, aqui, nesta série de artigos, é uma defesa das galerias e dos patins comuns como elementos muito positivos e protagonistas de uma solução residencial que verdadeiramente nos agrade. Basta de soluções, que parecem de recurso, onde as galerias e os patins são mínimos, doentiamente interiorizados e mal pormenorizados.

Afinal, nada disto faz, realmente, sentido numa solução residencial que faça “viver” galerias de acesso e patins comuns como elementos adequadamente protagonistas da solução residencial geral onde se integram; galerias e patins comuns não podem ser elementos negativos que contribuem para o encerramento dos vizinhos nas suas células habitacionais individuais, antes pelo contrário devem ser elementos que apoiem no convívio natural entre quem vive próximo e por isso merecem adequado e pormenorizado projeto.



Notas:

 (1)           John Noble; Barbara Adams, "Housing. Home in its Setting", p. 526.
 (2)           John Noble; Barbara Adams, "Housing. Home in its Setting", p. 526.


        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.



      Editor: António Baptista Coelho - abc@lnec.pt
INFOHABITAR Ano IX, nº461
Artigo XLI da Série habitar e viver melhor

     Galerias exteriores e interiores e patins residenciais

     Grupo Habitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

     e  Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do LNEC

     Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.









[1]     John Noble; Barbara Adams, "Housing. Home in its Setting", p. 526.


[2]     John Noble; Barbara Adams, "Housing. Home in its Setting", p. 526.