quarta-feira, maio 06, 2026

Bases e objetivos de uma adequada intergeracionalidade residencial – infohabitar # 975

Bases e objetivos de uma adequada intergeracionalidade residencial – infohabitar # 975

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 975

Edição: quarta-feira 6 de Maio de 2026 

 

Fig. 01: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: vizinhança próxima da intervenção

 

Editorial

Caros leitores da Infohabitar,

Com este artigo que procurou ser sintético e estruturador do que foi feito e do que queremos ainda fazer nestas temática, continuamos a desenvolver a divulgação de aspetos razoavelmente conclusivos do estudo ligado ao PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, agora referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.

Lembramos que, nesta fase final do estudo, estamos a alternar entre artigos dos dois seguintes tipos:

(i) uma reflexão sistemática sobre um muito amplo leque de casos de referência, escolhidos porque podendo conter aspetos significativos a considerar no PHAI3C; reflexão esta que foi assegurada no último artigo infohabitar (#966) e que será brevemente retomada;

e (ii) uma identificação de aspetos considerados adequados na conceção de conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis, participados e naturalmente conviviais.

Mas entre estes dois tipos de artigos vamos também incluindo outras reflexões “paralelas” ou complementares como é o caso do presente artigo intitulado “Bases e objetivos de uma adequada intergeracionalidade residencial”.

Registamos, ainda, ter chegado ao n.º 975 da nossa Infohabitar: portanto a 25 edições do sempre “mítico” n.º 1000.

 

Saudações calorosas e boas leituras,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Lisboa, em 6  de Abril de 2026

 

Bases e objetivos de uma adequada intergeracionalidade residencial – infohabitar # 975

1. Breve enquadramento do estudo sobre intergeracionalidade residencial adaptável, participada e económica (custo controlado)

A base do presente estudo decorreu, em boa parte, de um conjunto de ações que o então Grupo Habitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, atualmente designado GHabitar, promoveu em diversos pontos do País, há mais de 20 anos, sobre a problemática já então urgente da habitação para os mais idosos, e, depois, de um estudo por mim realizado no LNEC, na mesma área temática e integrado no planeamento de ações de investigação do Labortório, há cerca de 4 anos, que antecedeu a minha aposentação e que, então, já era designado de PHAI3C.

E explicando-se esta designação apresenta-se, sistematicamente, o âmbito do estudo intitulado “Programa de Habitação Adaptável Intergeracional – Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C)”:

. “Programa”, porque se trata de uma proposta/ideia adequadamente planeada, estruturada, organizada;

. “Habitacional”, porque é este o principal conteúdo funcional que é proposto e programado, mas considerando uma definição de habitação com sentido adequado e, portanto, privada, mas também vicinal e urbana;

.“Adaptável”, porque adequado a uma grande diversidade de necessidades e desejos habitacionais e humanos e à sua evolução no tempo, seja no que se refere ao espaço privado, seja no que se liga ao espaço condominial e respectivos serviços e equipamentos com usos mistos, diversificados e potencialmente alargados à respetiva vizinhança urbana (que deles pode até carecer);

.“Intergeracional”, porque dirigido para habitantes de diversos grupos etários, visando-se um grupo de condóminos socialmente diversificado e estimulante e a inexistência das actualmente habituais condições de segregação etária; mas privilegiando-se os pequenos agregados familiares e pessoas que vivam sozinhas;

.“Cooperativa”, porque se considera que esta solução social e organizativa tem todas as possibilidades de responder, muito positivamente, seja às condições de estruturação e participação continuadas que têm de caracterizar o arranque, a concretização e a vida diária de um programa deste tipo, tendo muitas provas dadas na programação e gestão habitacional de grupos sociais diversificados, seja porque a opção cooperativa é, sem dúvida, aquela que tenderá a proporcionar um adequado e muito desejável potencial em termos de condições naturais de convívio e entreajuda nestas vizinhanças;

.“Custo (e qualidade) Controlado(s), porque se considera que esta solução deve poder proporcionar uma resposta habitacional integrada a pessoas com um amplo leque de recursos financeiros, e visando-se com especial atenção os pequenos agregados familiares e as pessoas que vivam sozinhas que, actualmente, têm reduzidas e pouco adequadas ofertas habitacionais.


Fig. 02: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: entrada do conjunto residencial

2. Antecedentes do estudo sobre intergeracionalidade residencial adaptável, participada e económica

Entre outros estudos que foram já referidos em artigos anteriores e que basearam o PHAI3C salientam-se os dois que são, em seguida, registados:

. “Qualidade Arquitectónica Residencial”, editado no LNEC (2000), cuja temática foi complementada no estudo, do mesmo autor, intitulado “Habitação e Arquitetura: Contributos para uma habitação e um espaço urbano com mais qualidade” também editado no LNEC (2011); e sobre esta matéria importa referir que todas as qualidades consideradas nesses estudos (ex., privacidade, convivialidade, segurança, acessibilidade, apropriação, domesticidade, agradabilidade, etc.) se relacionam íntima e expressivamente com o desenvolvimento de espaços residenciais para pessoas mais isoladas e/ou mais sensíveis.

. “Habitação Humanizada” (2007, sintetizado na Memória 836 do LNEC e em livro disponível online): seja por relações naturais com todos os sete grandes aspectos teórico-práticos desenvolvidos neste trabalho (ex., escalas e tempos do habitar, humanidades e habitar, habitar cidades amigas, etc.); seja por assegurar/integrar uma proposta de investigação sobre “Habitação cooperativa com qualidade/custo controlado, um serviço e um espaço humanizados”.

Realmente, passado algum tempo de termos avançado neste estudo de uma renovada forma de habitar intergeracional, equipada e participada, cada vez mais há a certeza que o caminho de uma intergeracionalidade, estruturada pela diversidade de adequações a variadas necessidades e gostos habitacionais  e por uma ligação firme entre habitação e diversos outros tipos de atividades mutuamente estimulantes, passa, obrigatoriamente, por uma apurada qualidade arquitectónica, assegurada no seu amplo leque de aspetos, e também por uma muito expressiva e global humanização das soluções aplicadas nos diversos níveis físicos residenciais; e daí esta espécie de retorno às variadas qualidades residenciais estudadas no final do século passado, mas que, aqui e agora, no âmbito de uma nova intergeracionalidade e muitifuncionalidade residencial exigem uma muito elevada e pormenorizada garantia de capacidade de concretização.

Falta, talvez, fazer um avanço firme nas formas de como garantir essa mesma capacidade de desenvolvimento de uma adequada qualidade residencial e vivencial inicial e mantê-la depois através de uma adequada dinâmica de gestão e participativa.

3. Sobre a essencial razão de ser desta defesa de uma intergeracionalidade residencial adaptável, participada e económica

São mais do que evidentes a necessidade e a oportunidade para uma aplicação corrente dessa nova tipologia habitacional, associada ao PHAI3C, pois na UE há mais de 128 milhões de pessoas com mais de 55 anos (que serão 230 milhões em 2030) e não existe, a uma grande escala, adequada ao problema, uma abordagem específica desta nova realidade; ao contrário do que acontece desde há bastante tempo nos USA e desde algumas dezenas de anos em alguns países do Norte da Europa, mas essencialmente em intervenções de pequena escala.

E passando da UE para Portugal, usando-se os resultados do INE, relativos aos Censos de 2011, alguns excertos falam por si: “A população idosa, com 65 ou mais anos, residente em Portugal é de 2,023 milhões de pessoas, representando cerca de 19% da população total [...] Cerca de 400 mil idosos vivem sós e 804 mil em companhia exclusiva de pessoas também idosas. Na última década, o número de pessoas idosas a viver sozinhas (400 964) ou a residir exclusivamente com outras pessoas com 65 ou mais anos (804 577) aumentou cerca de 28% [...] O número de idosos a viver sós aumentou 29% na última década[...]Um quinto dos alojamentos é habitado por pessoas idosas. Em Portugal, há 797 851 alojamentos familiares habitados exclusivamente por pessoas idosas, representando cerca de 20% do total de alojamentos ocupados, o que representa um acréscimo de 28,3% nos últimos dez anos.”

E se juntarmos a estas evidentes carências as que se ligam à existência de muitos adultos e jovens adultos que vivem sós e que sem dúvida muito gostariam de ter uma solução residencial apoiada por serviços e equipamentos de proximidade, desde os apoios às lides da casa a variados equipamentos e serviços de vizinhança, como por exemplo, um pequeno ginásio, uma lavandaria, um espaço de coworkings etc., então teremos um número aindamais significativo de potenciais interessados.

Ainda nos podemos e devemos lembrar da possibilidade de existência de soluções de disponibilização de habitação em troca de de apoios específicos e/ou de simples “companhia”, por exemplo, por parte de jovens estudantes relativamente a idosos.

Lembramos que, tal como se referiu em outro artigo desta série editorial, foram desaparecendo, gradualmente, nos últimos decénios, as “antigas fórmulas” urbanas e habitacionais concretizadas na família alargada e no bairro de vizinhança que, de certa forma, resolviam estes problemas de isolamento e mesmo de solidão, graves porque que chegam ao risco de vida, e porque são responsáveis pela atual grande doença da nossa sociedade, que é a solidão não opcional.

E podemos até sintetizar que o aqui se defende e procura “formalizar” é uma dada e renovada solução de habitar, em que habitação, serviços e equipamentos se conjugam e que pode ser habitada por variados níveis etários e grupos socioculturais, com um natural privilegiar para pessoas sozinhas e pequenos agregados familiares, em pequenas tipologias domésticas e com um adequado desenvolvimento de espaços comuns e/ou de uso público; sendo que as modalidades “pessoais” de como se vão habitar tais fogos poderão até ser tratadas de forma razoavelmente independente e diversificada, sendo até excelente essa mesma diversificação, por exemplo: pessoas idosas; adultos com vida profissional muito ativa; estudantes apoiando ou não idosos; etc.


Fig. 03: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: zona de estar multifuncional e comum do conjunto residencial

4. Habitação intergeracional equipada como nova tipologia de habitação de interesse social e com funções urbanas redensificadoras

No âmbito da problemática do bem fazer a HIS que falta, há que acudir às necessidades relativamente correntes que conhecemos e com as quais estamos razoavelmente habituados a dialogar em termos de oferta de soluções de habitar, mas também estamos obrigados a pensar nas novas necessidades residenciais e urbanas hoje bem vivas e críticas entre as quais é de enorme e urgente importância um habitar com apoios de serviços, e  mais dedicado quer às pessoas mais fragilizadas, quer a uma nova maneira de viver a família e cidade, mais focada em pessoas que vivem sós, mas com um bom potencial de vivência em grupos de vizinhança condominial e numa forte ligação com a vida da cidade; e sempre, sempre em integração natural com outros agregados familiares.

Importa ainda sublinhar dois aspetos: que se deve tratar de uma nova modalidade de HIS Portuguesa, em que se associam intimamente e sinergeticamente os apoios habitacionais, de bem-estar saúde e sociais com evidentes ganhos mútuos e com um essencial resultado reforçado no bem-estar e mesmo numa esperança de vida realmente mais vitalizada e socializada, num combate sem tréguas ao atual flagelo da solidão e do desinteresse que contagiam tantos idosos encurtando-lhes uma vida verdadeira; e que esta nova modalidade de HIS Portuguesa poderá proporcionar a natural "libertação" de muitas habitações com tipologias elevadas, a partir do downsizing ou rightsizing que os respetivos moradores poderão fazer, quando confrontados com a nova e adequada oferta de habitação de interesse social.

Tal como muito bem tem sido defendido pelo Arquitecto António Reis Cabrita, importa sublinhar que no enquadramento global da promoção habitacional, por parte do Estado, têm de ser ciclicamente redefinidos objetivos reais de qualidade habitacional, urbana e humana, sendo alguns deles mais práticos outros mais amplos e disciplinarmente múltiplos. Nesta periódica (re)definição de objectivos tem de haver sensibilidade relativamente às atuais carências e às novas e iminentes carências habitacionais.

Nestas carências habitacionais hoje sentidas mas que serão verdadeiramente críticas dentro de poucos anos há que incluir urgentemente a necessidade de se promoverem diversas formas de apoio ao habitar dos mais idosos, com destaque quer para apoios ao domicílio, quer no desenvolvimento de uma nova tranche/grupo de tipologias habitacionais e urbanas intergeracionais e participadas/conviviais, capazes de oferecer verdadeiramente um “serviço” integrado e mutuamente dinamizado em termos habitacionais, sociais e de apoio à saúde e ao bem-estar, em conjuntos residenciais associados a diversos serviços de apoio pessoal e doméstico.

Soluções estas que terão, ainda, efeitos diretos na dinamização de um adequado e estratégico downsizing ou rightszing habitacional que servirá quem mude de uma casa maior para uma tendencialmente mais pequena, mas funcionalmente apoiada e bem integrada em termos urbanos, enquanto também irá “libertar” os fogos de maior tipologia que são assim desocupados.

Um outro aspeto, associado à introdução urbana estratégica desta renovada forma de habitar, que na prática pode e deve constituir um objetivo de qualidade habitacional, mas que se julga ter importância própria e operacional, refere-se ao que podemos designar o privilegiar das ações de densificação ou redensificação urbana de pequena escala com introdução de novos e pequenos conjuntos habitacionais e funcionalmente  mistos.

Assim se avança na melhoria da continuidade urbana, no rematar e preencher de descontinuidades funcionais e de imagem nas vizinhanças e entre estas e as principais ligações urbanas, reduzindo-se os efeitos de “gueto”, podendo diversificar-se socialmente zonas hoje em dia negativamente integradas por grupos sociais com semelhanças em termos de reduzida disponibilidade financeira e poderá e deverá avançar-se numa clara melhoria das condições urbanas preexistentes nesses “pontos” de intervenção, de modo a que a população preexistente possa acolher positivamente as novas intervenções.

E afinal a referida redensificação urbana e habitacional com diversidade de grupos sociais e equipamentos localmente em falta são aspetos vitais na atenuação desses excessos de concentração socialmente homogéneos e preexistentes – e fica bem evidente a oportunidade urbana da introdução de intervenções no âmbito do PHAI3C

5. Notas práticas sobre a bibliografia de base e os casos de referência existentes e inexistentes na área da intergeracionalidade residencial

Apontam-se em seguida os estudos e documentos que nos apoiaram nesta tarefa, sublinhando-se os 51 artigos já divulgados aqui na Infohabitar e referidos em anexo, e salientando-se o facto de estarmos a avançar numa área temática em que dificilemente encontramos “casos de referência” diretamente aplicáveis, mas sim muitas soluções de habitar onde, variadamente, encontramos múltiplos aspetos muito úteis para o nosso trabalho.

(Bibliografia geral aplicável) Compilação de uma seleção de estudos habitacionais gerais aplicáveis - 19 documentos , datados entre 1987 e 2012, portugueses e em grande parte desenvolvidos no antigo Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do LNEC. 

(Bibliografia específica que baseia os 51 artigos editados na Infohabitar e disponíveis na www, apontados em anexo a este artigo) Compilação das bibliografias específicas dos 51 artigos editados.

(Bibliografia de base e enquadramento na área temática do estudo) Guias gerais de projeto habitacional, mas com enfoques específicos e/ou desenvolvidos nos aspetos de intergeracionalidade, habitação participada e habitação para idosos (por vezes ligados a soluções para pessoas com demências) – 47 documentos, datados entre 1994 e 2023, quase todos eles estrangeiros, internacionais e com variadas origens, quase todos eles desenvolvidos por entidades oficiais ou por especialistas reconhecidos.

(Bibliografia específica nas subáreas temáticas do estudo) Documentos, publicações, artigos e livros com temáticas inseridas nas subáreas temáticas do estudo e designadamente com a intergeracionalidade, a habitação para idosos e a habitação participada – 62 documentos, datados entre 1991 e 2023, quase todos eles estrangeiros, internacionais e com variadas origens, com destaque para entidades oficiais e para especialistas reconhecidos.

(Bibliografia mais teórica específica nas subáreas temáticas do estudo) Documentos, publicações, artigos e livros com temáticas inseridas, globalmente, na área da conceção habitacional e com enfoques caraterizadamente mais teóricos e de reflexão integrada, mas cujas matérias e/ou perspetivas de abordagem têm relações sensíveis e/ou significativas e potenciais com a intergeracionalidade, a habitação para idosos e a habitação participada – 84 documentos, datados entre 1977 e 2023, quase todos eles estrangeiros, internacionais e com variadas origens, quase todos eles desenvolvidos por especialistas e projectistas reconhecidos.

(Casos de referência) Documentos, publicações e artigos de apresentação e/ou análise de realizações concretas e casos práticos de referência de enquadramento nas áreas específicas da intergeracionalidade, habitação participada e habitação para idosos (por vezes ligados a soluções para pessoas com demências) – 119 casos/documentos, datados entre 1890 (desde 1890) e 2023 (a grande maioria entre 2008 e 2023), nacionais e estrangeiros, com uma atenção especial aos casos portugueses e espanhóis recentes.

(Casos de referência) Coletânea de casos e respetivos links integrando análises pormenorizadas e ilustradas a intervenções arquitetónicas e residenciais concretas, atualmente selecionadas pela “Plataforma” na WWW Archdaily (https://www.archdaily.com/) sob o título “coohousing” - 16 casos recentes em todo o mundo.

(Casos de referência) Coletânea de casos e respetivos links integrando análises pormenorizadas e ilustradas a intervenções arquitetónicas e residenciais concretas, atualmente selecionadas pela “Plataforma” na WWW Archdaily (https://www.archdaily.com/) sob o título “retirement”/aposentação (por vezes ligadas a soluções para pessoas com demências) - 25 casos recentes em todo o mundo.

(Casos de referência) Coletânea de casos atuais de Cohousing em Espanha (em diversas fases de desenvolvimento) – 57 casos em Espanha.

(Casos de referência) Coletânea de casos atuais de intergeracionalidade residencial ou de habitação para idosos realizada com cuidados específicos em Espanha -  16 casos em Espanha.

(Casos de referência) Coletânea de casos atuais de referência em habitação para idosos realizados com cuidados específicos no Reino Unido – designados como “inspirational achievments” pela The Housing Learning and Improvement Network (Housing LIN - https://www.housinglin.org.uk/ ) - 25 casos no Reino Unido; mais um conjunto de cerca de 75 casos de referência também identificados pela Housing LIN.


Fig. 04: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: galeria comum de acesso aos fogos do conjunto residencial.

6. Notas sobre os objetivos gerais e práticos a privilegiar no desenvolvimento de uma intergeracionalidade residencial adaptável, participada e económica

O objetivo básico do PHAI3C é contribuir para uma resposta habitacional e urbana integrada aos crescentes grupos populacionais de idosos e outras pessoas que vivem sós ou em pequenos agregados, atualmente com evidentes carências a este nível.

(i) Um dos dois principais objetivos específicos do PHAI3C centra-se no enquadramento do desenvolvimento arquitectónico de micro-intervenções urbanas e residenciais direcionadas para pequenos agregados familiares e pessoas isoladas com variadas características etárias e culturais, caracterizadas por tipologias híbridas em termos de conjuntos de edifícios e espaços urbanos, marcadas por expressivas e harmonizadas condições de funcionalidade e de domesticidade, pela disponibilização de variados leques de apoios habitacionais e urbanos e pelo desenvolvimento de processos participativos e cooperativos na sua concepção, gestão e vida diária.

(ii) Como segundo principal objetivo específico do PHAI3C refere-se a vitalização estrategicamente “pontual” da cidade com novos habitantes e, especialmente, com habitantes muito disponíveis para participar nessa vitalização; e proporcionar o habitar a cidade viva a pessoas e pequenos agregados familiares para os quais tal possibilidade será um elemento fundamental na manutenção ou na redescoberta do interesse, da riqueza e da vitalidade e funcionalidade na vida diária; no caso dos seniores o resultado será a contribuição para a manutenção da vitalidade individual.

Três outros objetivos complementares estão, ainda, associados à ideia que baseia o PHAI: (iii) um deles é a muito elevada qualidade arquitectónica que é essencial nesta nova tipologia de intervenções habitacionais e urbanas; (iv) outro refere-se à viabilidade económica que tem de estar associada a uma alta qualidade construtiva e ambiental e a uma alta qualidade de equipamentos e serviços comuns; (v) e o outro é a perspectiva tendencialmente associativa, cooperativa e naturalmente convivial que parece ser exigida pelo conceito, que dificilmente se harmoniza com iniciativas especialmente direccionadas para o lucro, seja pelos cuidados participativos necessários para o seu desenvolvimento inicial, seja pelos cuidados necessários à sua gestão de proximidade sensível, dinâmica e continuada.


Fig. 05: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: vista de uma das habitações do conjunto residencial.

7. PHAI3C: temas estudados e a estudar

Regista-se, em primeiro lugar, que a Infohabitar – https://infohabitar.blogspot.com/ – é uma revista semanal na www – E-zine magazine – sobre o habitat humano ligada à associação GHabitar – Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional; a Infohabitar está no seu 21.º ano editorial ininterrupto tendo já passado as faquias dos 900 artigos e100 autores, estando prestes a atingir os dois milhões de consultas.

A totalidade dos artigos já editados na Infohabitar, relativos ao Programa de Habitação Adaptável Intergeracional (PHAI3C) abordam a caraterização ampla da sensível temática que lhes está associada, naturalmente, numa fase de trabalho e essencialmente marcada pela busca documental e bibliográfica e respetivo e sistemático comentário, em duas grandes partes temáticas e em cerca de 14 capítulos, que foram sendo divulgados ao longo de dois anos editoriais na Infohabitar (listagem com links na parte final do presente artigo) e que, a seguir se apontam:

Salienta-se, ainda, que, tal como é evidenciado nos respetivos títulos, todos os artigos até agora associados ao PHAI3C:

. apontados tematicamente na listagem que se segue e onde entre aspas se encontra o respetivo número do artigo da Infohabitar em que foi editada,

. e depois mais no final do presente artigo disponibilizados através dos respetivos links, embebidos nos títulos ou especificamente inseridos nos seus links,  

correspondem a uma “fase de trabalho” e de “base documental” ou bibliográfica  do referido  estudofase esta que, tal como é registado nos títulos dos referidos artigos, muito deve aos numerosos autores devidamente citados ao longo dos referidos artigos em notas de pé de página e nas respetivas bibliografias, salientando-se ainda que boa parte do corpo dos respetivos artigos tem base direta, devidamente referenciada, nos textos, ideias e opiniões dos autores sistematicamente referidos no corpo do artigos e nas respetivas listagens bibliográficas.

Concluindo-se o estudo tentaremos avançar para um documento de síntese cuidadoso, estrategicamente prático e informal e “aberto” sobre a referida temática da habitação intergeracional participada; documento este onde procuraremos comentar as últimas novidades que vão felizmente surgindo.

.Pensar um novo habitar intergeracional: alguns comentários iniciais (706) 

.Oportunidade, utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) (714)

.Sobre o passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais colaborativas (716)

.Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas (805)

.Notas sobre qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional (806)

.Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional (807 e 808)

.Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica (810 e 811)

.Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica (813 e 814

.Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica (815 e 816)

.Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento (817)

.Espacialidade e conforto residencial no envelhecimento (818)

.Privacidade e convívio em ambientes residenciais adequados para idosos (819)

.Domesticidade e terceira idade (820)

.Segurança na habitação para idosos (821)

.Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico (822e 823)

.Velhice e solidão ou convívio no habitar (825 e 826)

.Notas sobre o habitar, a velhice e as demências (833)

.Breves notas sobre o habitar no final de vida (834)

.Idosos: desafio crítico e oportunidade (836 e 837)

.Considerações sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica (838)

.Os idosos e os seus espaços residenciais (839, 840 e 841)

.Caminhos do habitar quando formos idosos (845)

.Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento (847 e 848)

.Idosos e espaço urbano (849)

.Idosos e espaços urbanos de vizinhança (851)

.Importância da adaptabilidade na habitação para idosos (852)

“.Habitação Senior ?” (853)

.Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo (854)

.Os idosos e o futuro de uma habitação bem integrada e participada (855)

.Habitação, integração etária e intergeracionalidade (857)

.Cooperativas, coohousing e habitação colaborativa ou participada (858)

.Fazer da habitação para idosos uma escolha apetecível (859)

.Uma habitação muito adequada para pessoas idosas (860)

.Renovadas soluções residenciais para as pessoas idosas (868)

.Tipologias residenciais etariamente dirigidas (869)

.Tipologias residenciais para pessoas idosas: um amplo leque de soluções (870

.Aspetos estruturantes da tipologia residencial intergeracional (871)

.Facetas tipológicas específicas da habitação intergeracional – .versão de trabalho e base documental # 872 Infohabitar (872)  

Aspetos específicos da conceção residencial para idosos e fragilizados (873)

.Agrupamentos e tipos habitacionais específicos para pessoas com demência (874)

.Intergeracionalidade e convívio na habitação (875)

Temas ainda a aprofundar mais um pouco:

. Sobre as tipologias mais adequada

. Mudar ou ficar na nossa “velha” habitação, quando somos muito idosos?

. Relação entre habitação para idosos e HISP numa nova e correcta perspetiva

. E naturalmente os essenciais ensinamentos extraíveis dos casos de referência


Fig. 06: uma simulação/”reconstituição” “exploratória” e criativa de uma solução intergeraciona realizada com base em diversas ferramentas de IA: vistas de uma das habitações do conjunto residencial.

8. Notas de síntese sobre a intergeracionalidade residencial

Considerando-se o atual quadro demográfico e habitacional muito crítico, no que se refere ao crescimento do número das pessoas idosas e muito idosas, a viverem sozinhas e com frequentes necessidades de apoio, a atual diversificação dos modos de vida e dos desejos habitacionais, e a quase-ausência de oferta habitacional e urbana adequada a tais necessidades e desejos, foi ponderada o que se julga ser a oportunidade do estudo e da caracterização de um adequado a tais necessidades e a uma proposta residencial naturalmente convivial, eficazmente gerida e participada e financeiramente sustentável, resultando daqui a proposta de uma Cooperativa a Custos Controlados (3C) – o que remete evidentemente para uma promoção de Habitação a Custos Controlados (HCC), que corresponde à atual habitação de interesse social portuguesa.

O PHAI3C visa o estudo e a proposta de soluções urbanas e residenciais vocacionadas para a convivência intergeracional, adaptáveis a diversos modos de vida, adequadas para pessoas com eventuais fragilidade físicas e mentais, mas sem qualquer tipo de estigma institucional e de idadismo, funcionalmente mistas e com presença urbana estimulante. O PHAI3C irá procurar identificar e caracterizar tipos de soluções adequadas e sensíveis a uma integração habitacional e intergeracional dos mais frágeis num quadro urbano claramente positivo e em soluções edificadas que possam dar resposta, também, a outras novas e urgentes necessidades  habitacionais (ex., jovens e pessoas sós), num quadro residencial marcado por uma gestão participada e eficaz, pela convivialidade espontânea e social e financeiramente sustentável.

No âmbito do PHAI3C iremos procurar desenvolver (primeiro através de um conjunto de artigos e talvez depois através de um documento de síntese) uma proposta de promoção residencial económica, naturalmente intergeracional e convivial e livremente participada, que se possa assumir, simultânea e verdadeiramente, quer como uma promoção geral de HCC onde todos nós possamos encontrar um espaço residencial mais estimulante, porque globalmente qualificado e naturalmente intergeracional e promotor do convívio, quer como uma promoção de HCC especificamente amiga dos mais idosos e dos mais sensíveis, adequada ao salutar acompanhamento do envelhecimento humano, num ambiente caloroso, vitalizado e mesmo solidário, produzindo-se assim, quer vitais benefícios para a saúde e a longevidade dos seus habitantes, quer sensíveis poupanças e sinergias nos respetivos cuidados de apoio de saúde, bem-estar e sociais, tal como está a ser provado nos países em que se tem já avançado para esta natural aliança entre cuidados residenciais, de saúde e sociais.

Em termos regulamentares ou recomendativos o que se julga essencial é que seja feito, urgentemente,  um adequado e sintético desenvolvimento do corpo recomendativo aplicável no que se refere a um maior enfoque nas soluções integradas por pequenas tipologias (até ao T2 no máximo) e com espaços comuns mais significativos, ainda que, eventualmente, estes últimos espaços possa ser em boa parte reservados ao desenvolvimento de espaços e equipamentos de uso geral pela vizinhança e até em falta na zona, havendo consequentemente apoios específicos à sua concretização; medida esta que pode apoiar fortemente a viabilidades das soluções.

No que se refere à essencial disponibilização de terrenos bem localizados e a custos adequados, julga-se que ela é vital e que deverá ser, naturalmente, circunscrita às soluções intergeracionais de “habitação de interesse social” e, portanto, claramente “blindadas” a eventuais manobras especulativas.

De forma mais genérica e visando-se medidas mais estruturantes e, portanto, naturalmente, mais demoradas,  lembra-se o que já aqui foi apontado num outro artigo desta série onde se defende a urgente, profunda e simplificadora revisão da regulamentação aplicável às matérias do habitar, e isto para não se dizer que o que seria desejável seria uma total renovação da mesma, atualizando-a às diversas necessidades atuais e compatibilizando-a com o atual amplo corpo técnico adequado e existente e respetiva responsabilização técnica; e isto porque o funcionalismo “especialista” que marcou desde há mais de um século, as regras habitacionais e de planeamento, teve na altura as suas razões, que levaram às bem conhecidas respostas “racionais” e “higienistas”, separadoras de funções, criadoras de zonas quase “monofuncionais”, na altura bem justificadas, mas hoje em dia, julgo, muito desatualizadas e geradoras de críticos bloqueios urbanos e habitacionais.

 

Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base teórico-prática, anterior à atual análise e proposta de casos e aspetos específicos

Listagem linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar, com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.

.  Infohabitar, Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo habitar intergeracional: alguns comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).

.  Infohabitar, Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade, utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) - Infohabitar 714 (4 pp.).

Infohabitar, Ano XVI, n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4 figg.).

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas - versão de trabalho e base bibliográfica # 805 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16, 2022. (21 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional - versão de trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 23, 2022. (57 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de trabalho e base bibliográfica # 807 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 09, 2022e  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 808 –  Qualidade na habitação para idosos e intergeracional “II” - versão de trabalho e base bibliográfica # 808 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 16, 2022. (61 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 810. Lisboa, quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 –  Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 811. Lisboa, quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 815.  Lisboa, quarta-feira, maio 11, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816 –  Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 816. Lisboa, quarta-feira, maio 18, 2022. (26 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade e conforto residencial no envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e convívio em ambientes residenciais adequados para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 819 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 15, 2022. (11  p.)

.   Infohabitar, Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade e terceira idade - versão de trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 22, 2022. (17  p.)     Infohabitar, Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 817 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na habitação para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 821 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15  p.)    

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 822 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico I – versão de trabalho e base bibliográfica # 822 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 823 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico II – versão de trabalho e base bibliográfica # 823 infohabitar .  Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.        (25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e solidão ou convívio no habitar I – versão de trabalho e base bibliográfica # 825 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 826 – Velhice e solidão ou convívio no habitar II – versão de trabalho e base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 10, 2022. (36  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o habitar, a velhice e as demências – versão de trabalho e base bibliográfica  # 833 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022. (26 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas sobre o habitar no final de vida – versão de trabalho e base bibliográfica # 834 Infohabitar.  Lisboa, quarta-feira, outubro 12, 2022. (12  p.) 

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 836 – Idosos: desafio crítico e oportunidade I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 836Lisboa, quarta-feira, outubro 26, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837 –  Idosos: desafio crítico e oportunidade II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 837Lisboa, quarta-feira, novembro 02, 2022. (22  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 838 – Considerações sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09, 2022. (16  p.) 

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os seus espaços residenciais I – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 839, Lisboa, quarta-feira, novembro 16, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os seus espaços residenciais II – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os seus espaços residenciais III – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 841,  Lisboa, quarta-feira, novembro 30, 2022. (31  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em três partes e em três  artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do habitar quando formos idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 845 , Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2023, (14 p.); Artigo XXIV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 847 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental  (I) – Infohabitar # 847, Lisboa, quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 848 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental (II) – Infohabitar # 848, Lisboa, quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 849 – Idosos e espaço urbano – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023 (19 p.); Artigo XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 851 – Idosos e espaços urbanos de vizinhança – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9 p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 852 – Importância da adaptabilidade na habitação para idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13 p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 853 – “Habitação Senior ?” – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 853, Lisboa, quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 854 – Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29 p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o futuro de uma habitação bem integrada e participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 855, Lisboa, quarta-feira, 19 de abril de 2023 (23 p.); Artigo XXXII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 857 – Habitação, integração etária e intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas, coohousing e habitação colaborativa ou participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 858, Lisboa, quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 859 – Fazer da habitação para idosos uma escolha apetecível – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de 2023 (17 p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação muito adequada para pessoas idosas – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13 p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as pessoas idosas – versão de trabalho e base documental # 868 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26 p.); Artigo XXXVI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente dirigidas – versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo XXXVII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um amplo leque de soluções – versão de trabalho e base documental # 870 Infohabitar Lisboa, quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial intergeracional – versão de trabalho e base documental # 871 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo XXXIX da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação intergeracional – versão de trabalho e base documental # 872 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 16 de agosto de 2023 (23 p.); Artigo XL da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos para pessoas com demência – versão de trabalho e base bibliográfica # 874 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação – versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”;  http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Bases e objetivos de uma adequada intergeracionalidade residencial – infohabitar # 975

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 975

Edição: quarta-feira 6 de Maio de 2026

António Baptista Coelho (Editor)

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).