quarta-feira, março 25, 2026

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar , ano XXII, n.º 970

Edição: quarta-feira 25 de Março de 2026

Editorial

Caros leitores da Infohabitar, mais uma semana em que não voltamos ao nosso atual processo de conclusão do estudo e divulgação sobre habitação intergeracional.

Continuamos então, esta semana, no que corresponde a uma periódica abordagem à natureza que se julga dever ter a nova habitação de interesse social (HIS) que ainda muito falta em Portugal.

O artigo faz uma supersíntese da nossa história recente de cerca de 100 anos do que foi feito em HIS e do que pode caraterizar o que falta fazer e o que terá, sempre, de ir sendo feito.

Lembrando-se, sempre, a abertura da Infohabitar a propostas de novos artigos,

enviam-se saudações a todos e desejam-se boas leituras.

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

Lisboa 25 de março de 2026

 


Fig. 01: Um exemplo entre muitos possíveis da década de 1960, um dos numerosos edifícios com projeto dos Arquitectos Pedro Cid e Fernando Torres em Olivais Norte, Lisboa, uma solução exemplar de como é possível fazer excelente Arquitectura com uma bem evidente e grande regularidade, simplificação e consequente economia do respectivo edificado, mais uma excelente solução de fortíssima escala humana e de muito adequada relação dos habitantes com um exterior público bem delimitado e naturalizado; a Arquitectura excelente pode ser formale aparentemente “simples”, mas tem que ter uma concepção extremamente apurada – nota-se, ainda, que esta solução habitacional integra a então Categoria II de habitação “Económica”, e existiam nas Habitações Económicas quatro categorias, crescendo em áreas da I para a IV e sendo a II a mais semelhante às atuais áreas recomendadas para a Habitação a Custo Controlado. (fotografia atual do autor do artigo, cópia da planta retirada da Revista Arquitectura n.º 81, “Olivais Norte”, Março de 1964)

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

1. Breve introdução ao artigo sobre compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado

O presente artigo onde se desenvolve uma aproximação às características que se julga dever ter a nova habitação de interesse social (HIS) que ainda muito falta em Portugal está dividido em duas partes que como verão são tão curtas como extremamente ambiciosas.

. Numa primeira parte sintetizo os três períodos temporais que marcaram a “habitação para o maior número” em Portugal – sendo esta uma excelente definição do amigo Nuno Teotónio Pereira; e procuro apontar os respetivos aspetos mais e menos positivos.

. Numa segunda parte caraterizo a .importância que tem a aplicação de uma verdadeira qualidade arquitectónica residencial neste tipo de promoção; e aponto alguns aspetos práticos que considero muito úteis se quisermos avançar nessa qualidade.

2. Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social à luz do passado

Passando desde já à primeira parte, mais histórica, ela justifica-se pois é fundamental anular os ciclos viciosos feitos de más soluções residenciais e tábuas rasas sem sentido que querem fazer esquecer práticas habitacionais que já provaram ser de referência. E aliás ao estar, atualmente, a arquivar a minha biblioteca encontrei nas capas de excelentes monografias do Le Monde/La Vie uma frase bem a propósito: “compreender o presente à luz do passado”. Por isso avanço para uma brevíssima viagem pelos principais três períodos de cerca de 100 anos de habitação de interesse social em Portugal.

1.º Período da habitação de interesse social portuguesa

No primeiro período as primeiras iniciativas de habitação de interesse social construíram algumas centenas de fogos, até à criação, em 25 de abril de 1946, de uma entidade designada por Habitações Económicas muito ligada à atividade de Nuno Teotónio Pereira;  seguiu-se um importante quarto de século e cerca de 35.000 fogos de habitação pública promovidos por esta entidade, pelo Gabinete Técnico de Habitação (GTH) de Lisboa e pela Câmara Municipal do Porto, até cerca de 1969: destacam-se os bairros de Alvalade e Olivais em Lisboa, bem como as vizinhanças do Plano de Salubrização das 'Ilhas' do Porto, e os chamados pequenos Alvalades (por exemplo em Matosinhos e em Évora), bem como  outras pequenas intervenções residenciais disseminadas pelo País, e que são, ainda hoje, referências de integração social e de verdadeira qualidade urbana e arquitectónica, muito diversificadas, humanizadas e atualmente bem valorizadas – e esta sua atual valorização corresponde ao que todos desejamos venha a ser a nova habitação de interesse social no futuro: uma excelente contribuição para a sociedade e para a cidade e nunca a periódica ativação de problemas sociais e urbanos (como infelizmente por vezes acontece).

2.º Período da habitação de interesse social portuguesa

Depois, no nosso segundo período de promoção de habitação de interesse social, tivemos cerca de uma década de forte centralização e uniformização projetual com o Fundo de Fomento da Habitação (FFH), com cerca de 42.000 fogos, muitos com projetos-tipo que são sempre discutíveis, e alguns mesmo de má memória, como em Chelas, Lisboa, um bairro que muito precisava de ser totalmente regenerado e redensificado, evidentemente, de forma faseada e estratégica e que deste modo iria permitir a integração de um número de novos fogos que se julga poderia ser extremamente significativo.

Mas o FFH também teve experiências de projecto importantes como as desenvolvidas pelo Arq Justino de Morais, promoveu estudos incontornáveis, com a parceria dos então excelentes Grupos de Estudo Ministeriais e do saudoso Núcleo de Arquitetura (NA e depois Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), na altura coordenado por Nuno Portas, e lançou bases para as futuras Recomendações Técnicas para Habitação Social (RTHS) associadas à fundação do Instituto Nacional de Habitação (INH) em 1984, para além de ter assegurado a Cooperação Luso-Sueca habitacional que apoiou o início do novo movimento cooperativo habitacional português, naturalmente, já no pós 25 de Abril.

Neste período de promoção e até ao 25 de Abril temos portanto uma promoção habitacional centralizada e uniformizada, que não deixou boas memórias, havendo no entanto interessantes e positivas exceções.

Numa segunda parte deste segundo período promocional e após o 25 de Abril, o país enfrentava um défice habitacional de meio milhão de fogos; surge o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), um programa inovador em muitos aspetos, mas com impacto reduzido no tempo e na quantidade de habitação produzida; e a  seguir, até cerca de 1984, vivemos o chamado “período dourado” das cooperativas de habitação económica, cuja história, tanto qualitativa como quantitativa, muito merece ser aprofundada e ilustrada, estando cheia de excelentes conjuntos arquitetonicamente muito qualificados e inovadores.

3.º Período da habitação de interesse social portuguesa

No terceiro e último período de promoção de habitação de interesse social, temos cerca de 30 anos de intervenções enquadradas pelo INH, criado em 1984 em tempos de Bloco Central, que mudou de nome para IHRU e cuja ação se foi gradualmente reduzindo até antes da crise de 2018.

Este foi, na minha opinião, um excelente período da habitação de interesse social portuguesa, com a participação ativa de cooperativas, municípios e empresas, cada uma delas assegurando, de certo modo, uma parte da estratégica diversificação da promoção.

E neste período, que incluiu o Plano Especial de Realojamento (PER), foram criados mais de 200.000 fogos, que, por regra, souberam conjugar bom desenho, diversidade formal, pequena escala, custos controlados, construção apurada e uma adequada gestão local; num modelo de promoção habitacional que foi determinante para a exemplar desmultiplicação da habitação de baixo custo, garantindo-se a sua qualidade, sustentabilidade e mesmo valor cultural; e destaque-se aqui a ação do INH e a incontornável Escola do seu Prémio anual, que visitou e discutiu, em cada local, ao longo de cerca de 25 anos cerca de 1/3 de toda a promoção financiada pelo Instituto em mais de 700 reuniões locais de discussão e análise dos conjuntos acabados. Nem tudo foi bom, é claro, mas penso que neste período a regra é positiva e as exceções são negativas e ligam-se sempre a situações de excesso de fogos concentrados, repetição excessiva dos respetivos edifícios e casos de inadequação dos edifícios aos moradores. E na ação do INH foi incontornável a atividade dos Engenheiros Hermano Vicente e do saudoso Defensor de Castro.

As cooperativas da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), estiveram no centro de todo este último período de promoção, com um trabalho muito sério e consistente no qual é essencial salientar a ação de vários dirigentes com destaque para Guilherme Vilaverde, para o saudoso Barreiros Mateus e para Orlando Vargas e o atual presidente da FENACHE Manuel Tereso.

E as cooperativas atuaram e atuam em várias frentes, do desenho arquitetónico, à criação de vizinhanças bem equipadas, à satisfação dos moradores e a uma gestão urbana inovadora, visando o objetivo de criar espaços para todos, mas com a qualidade que qualquer um de nós deseja para si próprio; e esta é uma “prova dos nove” ou uma “verificação” que os diversos responsáveis por promoções de habitação de interesse social poderiam e deveriam fazer, sempre e de forma metódica, sempre que chamados a contribuir para o respetivo desenvolvimento: será que eu e a minha família gostaríamos de viver neste sítio, neste edifício e nesta habitação?

 


Fig. 02: Um outro exemplo entre muitos possíveis da década de 1960, também em Olivais Norte, Lisboa, e neste caso uma das pequenas e muito humanizadas “torres” onde se aplicou um projecto dos Arquitectos Nuno Teotónio Pereira, António Pinto Freitas e Nuno Portas (painel em relevo), e do eng Ruy Gomes; uma solução também exemplar em variados aspetos,com destaque para os amplos patins comuns, pavimentados a calçada portuguesa e marcados por obras de arte (feitas de modo económico e diferentes em cada piso), que são “espaços de encontro”, que prolongam o exterior para um interior semi-privado em cada patim que dá acesso a uma grande diversidade tipológica por piso (1 t3, 2 t2, 1 t1); e exteriormente é uma belíssima “peça urbana”, que no seu conjunto mereceu o Prémio Valmor, um Prémio Valmor para Habitação de Interesse Social – e uma solução que também é de Categoria II. (fotografia atual do autor do artigo, cópia da planta retirada da Revista Arquitectura n.º 81, “Olivais Norte”, Março de 1964)

2. Aplicar uma verdadeira qualidade arquitectónica à nova habitação de interesse social

Passo agora de forma extremamente rápida às segunda e última parte deste artigo, defendendo a aplicação de uma verdadeira qualidade arquitectónica residencial neste tipo de promoção e apontando, depois, alguns aspetos práticos julgados importantes para a atingirmos.

A qualidade residencial é uma moeda que numa face tem de assegurar a qualidade do desenho, e na outra preparar e maximizar a satisfação da maioria dos moradores.

O grande Charles Moore escreveu que a complexidade da concepção residencial aumenta muito quando subimos nas escalas humana e urbana, quando passamos de uma habitação para um pequeno conjunto de fogos e aumentando, depois, ainda muito mais quando se projeta um número grande de habitações; e se juntarmos a esta dificuldade básica e natural, mas talvez ainda pouco assumida, as questões de se ter de fazer com pouco dinheiro e se ter de trabalhar visando grupos sociais sensíveis: então entende-se que a boa habitação de interesse social exige mesmo muito dos seus arquitectos e dos seus promotores.

Outro aspeto fundamental é a qualidade da construção aliada à facilidade de manutenção, porque os futuros moradores terão modos de vida diversos, e não podemos aceitar soluções que levem a reabilitações frequentes e dispendiosas; e aqui a  promoção cooperativa habitacional esteve na linha da frente, combinando boas soluções construtivas com uma gestão de proximidade eficaz e humana.

Hoje em dia, a promoção de habitação de interesse social enfrenta também, novamente, grandes desafios quantitativos. E para agravar a situação o processo de promoção habitacional tornou-se complexo, sendo vital simplificar radicalmente a regulamentação, reduzir a burocracia e reforçar uma cuidada responsabilização técnica, que tenha em conta um essencial perfil curricular habitacional. E tanto as Habitações Económicas em 1950 como o INH em 1990 demonstraram, durante muitos anos, ser possível apoiar e certificar eficazmente todo o processo. Sabemos que não é fácil fazer habitação de interesse social em grande quantidade e com qualidade, mas muitas cooperativas fizeram-no, e muitos municípios e algumas empresas também, quando bem enquadradas pelos respetivos municípios.

Termino com aspetos práticos essenciais para a melhor qualidade arquitectónica na habitação para o maior número, conjuguei-os em dois grandes parágrafos: primeiro os que devem ser evitados e, depois, os que devem ser privilegiados; evidentemente que não fui exaustivo e que estes aspetos resultam da análise histórica anterior:

Aspetos considerados negativos e a evitar/anular

Promoção estatal centralizada; excessiva uniformidade projetual; repetição de projectos-tipo; grandes concentrações de realojamento; edifícios com muitas famílias; edifícios inadequados a variados grupos socioculturais e etários – por exemplo sabemos o custo dos ascensores e as suas constantes avarias, podendo ser melhor edifícios mais baixos, ainda que não previstos no PDM –; desenho exterior com estigmas formais associáveis a habitação de baixo custo; reduzida durabilidade; espaços exteriores inacabados; ou sem forma e sem usos; habitações pouco adaptáveis a diversos usos e apropriações; dimensionamentos interiores mínimos; má ventilação natural; maus isolamentos; gestão local ausente ou ineficaz; etc.

Aspetos considerados positivos e a favorecer/apoiar

Passando aos aspetos a favorecer e, naturalmente, tentando não repetir excessivamente os aspetos opostos aos anteriormente referidos, teremos: privilegiar uma qualidade o mais possível garantida pelo projeto, por exemplo através de escolha marcada pelo respetivo currículo e matizada pelo número de fogos a atribuir em cada conjunto; privilegiar a capacidade de diálogo técnico e humano dos projetistas; favorecer promoções descentralizadas e com responsabilidade delegada, por exemplo em municípios, cooperativas e empresas autonomizadas ou associadas a municípios; revisão, atualização, simplificação e unificação do corpo recomendativo aplicável – e aqui há que lembrar a qualidade das RTHS iniciais, magistralmente coordenadas pelo grande amigo Arq.º António Reis Cabrita em 1983 - alguém a quem a investigação teórico-prática em Arquitectura e Habitação muito deve e que foi Chefe do saudoso NAU do LNEC durante 20 anos; assegurar excelentes condições de orientação solar e de iluminação natural; não fazer fogos com menos área mas sim mais fogos com tipologias pequenas (ex. T0 e T1); controlo das dimensões mínimas (pois estas são frequentemente responsáveis pela crítica ausência de adaptabilidade); promover a diversidade tipológica dos fogos (ex. T0/1, T1/2, T2/3); promover a adaptabilidade no uso e apropriação dos fogos; cuidados especiais com a durabilidade e segurança dos espaços comuns; boa integração urbana usando-se os vazios urbanos subaproveitados ou mesmo inúteis e redensificando-se áreas estrategicamente infraestruturadas, novamente à revelia do PDM; boa relação com a natureza; existência de espaços exteriores realmente úteis e estimulantes; adequada preparação e apoio da gestão de proximidade, etc.

 

Conclusões ficam para outros artigos, até, porque estas temáticas podem e devem ter um tratamento diversificado e periódico, ganhando sempre muito com uma sua abordagem baseada em casos concretos e de referência; e especialmente com opiniões de muitos autores que aqui, amigavelmente, se desafiam a editar na Infohabitar,

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Compreender o presente e pensar o futuro da habitação de interesse social portuguesa à luz do passado – Infohabitar # 970

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 970

Edição: quarta-feira 25 de Março de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

quarta-feira, março 18, 2026

Novo livro “Vizinhanças Felizes (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional” – Infohabitar # 969

Novo livro “Vizinhanças Felizes (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional” – Infohabitar # 969

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

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Infohabitar, ano XXII, n.º 969

Edição: quarta-feira 18 de Março de 2026

 

Fig.01: a capa do livro, a cores.

 

Editorial

Caros leitores da Infohabitar, é com uma muito natural satisfação que hoje faço a apresentação do meu novo livro, intitulado “Vizinhanças Felizes – (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional”.

Trata-se de uma temática que para mim foi, desde sempre, essencial desde os livros sobre “espaços exteriores em novas áreas residenciais” com que que iniciei as minhas edições no LNEC já há bastantes anos.

Mas depois passei pela qualificação arquitectónica residencial e pelos sequenciais níveis físicos residenciais (temas de tese de doutoramento em Arquitectura na FAUP) e ainda depois pela ampla reflexão sobre o que pode e deve ser uma “habitação humanizada” (tema da habilitação em Arquitectura e Urbanismo no LNEC), para em seguida me dedicar ao estudo pormenorizado dos quadros habitacionais (ainda apenas editados em “fascículos” aqui na Infohabitar) e atualmente avançar na habitação intergeracional (estudo e edições parciais em conclusão).

Mas de certa forma esta reflexão sobre a importância que tem, sempre, uma excelente vizinhança da nossa habitação, construindo, realmente, um excelente e íntegro “habitar” foi matéria sempre presente nas minhas reflexões e edições ao longo dos anos.

O caminho editorial seguido, e agora aqui presente na edição agora realizada na Amazon, constitui também um objetivo de independência e autonomia que tinha em mente desde há algum tempo e que agora atingi, tendo ganho uma interessante e prática experiência editorial que irei procurar aplicar em futuras edições a realizar, segundo este mesmo modelo, em temas como a habitação intergeracional e os diversos níveis físicos habitacionais, que vão desde esta “vizinhança”, agora editada, até à pormenorização doméstica, passando pelas agregações de fogos e espaços comuns e pelas agregações de espaços privados domésticos; assim Deus me dê vida e saúde para tal e a continuidade dos inestimáveis e vitais apoios que me ajudaram neste caminho.

Segue-se, portanto uma apresentação sintética deste novo livro “Vizinhanças Felizes – (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional”, integralmente editado a preto/branco por razões de economia editorial, com um simples formato A5, 190 páginas e ilustrado com os meus esboços, excetuando-se a capa e folha de rosto em que os meus esboços se fundem com as novas tecnologias de IA.

Quero ainda fazer um essencial destaque para o trabalho editorial do doutor José Romana Baptista Coelho, que foi essencial nesta edição, e também para os “toques” finais da Isabel Romana que penso ajudaram a fazer uma simples e excelente capa.

Uma boa leitura é o que vos desejo, anexando, mais a baixo, o link direto para a respetiva página da Amazon (embora seja muito fácil a pesquisa do mesmo na Amazon) e juntando no final da apresentação cópia do índice para melhor leitura dos respetivos conteúdos.

 

Bem hajam todos,

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Vizinhanças Felizes (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional

 


Fig. 02: a capa do novo livro

 

Conteúdo essencial do novo livro “Vizinhanças Felizes – (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional”

A ideia-base deste livro é procurar os aspectos que nos fazem felizes quando habitamos certas casas, em certos edifícios e, especificamente, em certas vizinhanças. Um objectivo demasiado ambicioso? Julga-se que não, pois é real o efeito de uma excelente vizinhança na felicidade habitacional de uma família e de uma pessoa; e quem o sentiu, numa dada altura da sua vida, pode ser testemunha da verdade desta afirmação.

Outra ideia-base deste livro é não ser apenas um trabalho para arquitectos, mas sim, também, um livro para habitantes, pois, afinal, é mais do que tempo de todos nós, habitantes, exigirmos, de quem nos faz as vizinhanças e os edifício que habitamos, que, pelo mesmo dinheiro e com um mínimo de custos, nos proporcionem o melhor habitat e aquele em que possamos ser o mais felizes que seja possível; chega de “produtos habitacionais” mais ou menos sensíveis aos seus habitantes, é tempo de tratar o habitat humano como algo muito sério, pois, realmente, ele pode ajudar-nos, e significativamente, na nossa importante busca pela felicidade de vida, sendo que esta condição não está directamente associada ao seu custo, sendo possível fazer barato mas muito bem.

É, no entanto, um livro feito dentro da matéria da Arquitectura, embora com a intenção, que se procurará, sempre, manter, de usar ideias e palavras que todos usam, falando-se da Arquitectura residencial como matéria que é de todos, embora se “use” a Arquitectura como ferramenta de interpretação de muitas das matérias aqui tratadas, mas esta é uma situação natural, desde que se trate a Arquitectura com normalidade, como algo que se vive e se habita na nossa casa e na nossa cidade. Poderíamos tratar dela de outra forma, como arte e como técnicas, por exemplo, mas também a podemos chamar de ciência humana e social e assim lhe chamaremos, e assim a usaremos, ao longo das páginas que se seguem.

A ideia é irmos pensando sobre os espaços entre a cidade e a casa e entre a casa e a cidade, em abordagens mais específicas sobre determinados níveis e cenários mais urbanos, mais de vizinhança, mais familiares ou mais íntimos, numa sequência de artigos que terá frequentes mudanças de sentido e de ritmo, assim como visará diferentes perspectivas, por exemplo, mais teóricas, mais práticas, mais ambientais, mais simbólicas, etc., etc.

Falarmos dos ciclos ou do jogo da glória entre cidade e casa, ou melhor entre cidade, bairro, vizinhança e casa e depois na sequência inversa, dos interiores domésticos aos “interiores” urbanos, não significa esquecermos a natureza, seja numa perspectiva de paisagem global, na qual uma boa cidade se deverá integrar positivamente melhorando, pela cultura, a ordem natural, seja numa perspectiva pormenorizada da natureza no urbano, das mil formas que tem de assumir a natureza na cidade, humanizando-a, é um facto e aproximando-a da sua matriz natural, ainda que pela quase-ausência de elementos naturais, por vezes, possamos centrarmo-nos num pequeno jardim urbano estratégico, que pode ser até uma única árvore rodeada da cidade do pormenor.

E iremos sempre acreditando que a qualidade residencial é fundamental para uma vida melhor e mais estimulante e que uma tal importância decorre de muitos, muitos mais aspectos para além dos funcionais, e será mesmo possível afirmar, desde já, que alguns dos principais problemas de inadequação e de rejeição de determinadas soluções de habitar têm a ver, exactamente, com ter-se dado, durante dezenas de anos uma inusitada importância à funcionalidade doméstica e residencial, num sentido estrito de funcionalidade “mecânica”,  e de se ter considerado que a funcionalidade, por si só, seria capaz de qualificar uma dada solução residencial e urbana, o que foi e é, sem dúvida, um gravíssimo erro.

E, finalmente, e a título de objectivo, fica referido que se pretende retomar esta temática do “habitar feliz” em próximos livros, sendo um deles sobre o edifício habitacional e suas inovações, outro sobre os novos e renovados espaços domésticos e outro ainda sobre os principais aspetos de um habitar intergeracional e participado,  assim haja a dinâmica necessária para a revisão e o acabamento dos textos já realizados sobre essas matérias.

 


Fig. 03: a contracapa do novo livro

 

Link para a página na Amazon do novo livro “Vizinhanças Felizes – (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional”:

https://www.amazon.es/-/pt/dp/B0GS7FQMLJ/ref=sr_1_1?crid=8WYBLVXQO2KS&dib=eyJ2IjoiMSJ9.6zxcBU2EkOR6lqRLd7K327NTzo8-v0iEEnmwA42eEIzGjHj071QN20LucGBJIEps.mJHzf1fjaf3dmMX08nzg-kBL1uzCMgr2wnOta1XqPbE&dib_tag=se&keywords=vizinhan%C3%A7as+felizes&qid=1773851460&sprefix=vizinhan%C3%A7as+felizes%2Caps%2C292&sr=8-1

 

O livro vende-se, apenas, na Amazon .


Índice de:

Vizinhanças Felizes (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional


Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Novo livro “Vizinhanças Felizes (re)fazer uma boa arquitectura urbana e habitacional” – Infohabitar # 969

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 969

Edição: quarta-feira 18 de Março de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).



quinta-feira, março 12, 2026

Convocatória da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH e outras atividades – Infohabitar # 968

Convocatória da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH e outras atividades – Infohabitar # 968

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 968

Edição: quinta-feira 12 de Março de 2026


Editorial

Caros leitores da Infohabitar, hoje, excecionalmente à quinta-feira, a nossa revista faz a divulgação da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH (8.ª AGGH), que decorrerá pelas 11,30h do sábado dia 28 de março de 2026, na Cooperativa Lordelo do Ouro no Porto, e da respetiva Ordem de Trabalhos.

Aproveitando-se a oportunidade e, agora, ultrapassando o conjunto dos associados do GHabitar, faz-se também a divulgação geral, para todos os interessados, de uma sessão sobre habitação que decorrerá na tarde desse mesmo dia 28, mas na Casa da Arquitectura em Matosinhos, e onde irão intervir membros do GHabitar.

Resumindo:

- 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH (8.ª AGGH), pelas 11,30h do sábado dia 28 de março de 2026, na Cooperativa Lordelo do Ouro no Porto; para os membros do GHabitar e eventuais interessados em aderirem à Associação.

- Mesa-redonda “Habitar a Cidade”, na Casa da Arquitectura em Matosinhos, pelas 16,00h do mesmo sábado dia 28 de março de 2026; uma iniciativa da Casa da Arquitectura no âmbito do programa paralelo da exposição “Arquitetura Política Desenhada. A propósito de Manuel Correia Fernandes” – um dos fundadores do GHabitar APPQH; evento para todos os interessados.

Lisboa, em 12 de março de 2026

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar, Presidente da MAG da GHabitar, investigador principal com habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC), doutor em Arquitetura (FAUP), Arquiteto (ESBAL)

 

 

Rua Armandinho, nº3 – Loja A, 1950-446, Freguesia de Marvila, Lisboa, NIPC 513040625

 

Importante: solicita-se que seja enviado recibo de leitura desta convocatória ao remetente

 

Convocatória da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH

Em cumprimento do disposto nos artigos 18º e 23º a 30º do Estatuto do GHabitar APPQH (GHabitar), e designadamente o nº3 do Artigo 26º do Estatuto do Ghabitar, convoco a 8.ª Assembleia Geral do GHabitar, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Ponto de situação das actividades da Direção do GHabitar.

2 – Sínteses das tarefas realizadas pelo GHabitar no último ano e das atividades previstas para o próximo ano – com relevo para as sessões do Ciclo Cidade Aberta e para a preparação do 6.º CIHEL.

3 – Assuntos diversos.

A 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH será realizada pelas 11h.30 do sábado dia 28 de março de 2026, numa sala da Cooperativa Lordelo do Ouro, na Rua Professor Augusto Nobre, n.º 193.

Se à hora marcada não estiverem presentes metade dos associados, a Assembleia reunirá meia hora depois, às 12h.00, com os membros presentes, de acordo com o disposto no n.º 2 art. 30.º dos Estatutos.

 

Lisboa, Sede da GHabitar, 12 de março de 2026  

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

António Júlio Marques Baptista Coelho

 

Notas Importantes sobre a divulgação da Assembleia Geral :

Tal como é disposto no Artigo 29º dos Estatutos, esta convocatória é enviada por mail, com solicitação de envio de recibo, a todos os associados da GHabitar APPQH e é editada no Blog/Revista Infohabitar, Ano XXII, N.º 968, revista semanal – E-zine magazine, de 12 de março de 2026: http://infohabitar.blogspot.pt/; em qualquer dos casos com antecedência superior a 15 dias relativamente à realização da respetiva Assembleia Geral.

 

Convocatória da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH e outras atividades – Infohabitar # 968

 

Breves notas complementares:

- associada à 8.ª Assembleia Geral do GHabitar iremos tentar assegurar uma pequena visita ao Edifício da Cooperativa de Lordelo do Ouro, projetado por Álvaro Siza Vieira e concluído em 1963.

- Relativamente à Mesa-redonda “Habitar a Cidade”, na Casa da Arquitectura em Matosinhos, pelas 16,00h do sábado dia 28 de março de 2026, uma iniciativa da mesma Casa da Arquitectura, no âmbito do programa paralelo da exposição “Arquitetura Política Desenhada. A propósito de Manuel Correia Fernandes”; esta dirige-se a todos os interessados, apontando-se, em seguida, excertops retirados da respetiva divulgação:

Arquitetura Política Desenhada. A propósito de Manuel Correia Fernandes

Programa paralelo da exposição Arquitetura Política Desenhada
Arquitetura em Debate: Cidade, Território e Cidadania

28 MAR 2026, 16h
Mesa-redonda “Habitar a Cidade”
A presente crise da habitação é um problema urgente que afeta grande parte da população portuguesa. Se o diagnóstico é por muitos partilhado, as soluções apontadas para a sua resolução estão longe de ser convergentes. A própria Comissão Europeia apresenta medidas e propostas mais ousadas do que as que Portugal foi capaz de implementar nos últimos anos, entre a inércia e a burocracia. Esta mesa-redonda procura discutir possíveis estratégias para enfrentar a crise habitacional, entre o regresso do associativismo e dos modelos cooperativos, tão importantes na construção do parque habitacional nas primeiras décadas da democracia, e a mobilização dos fogos vagos ou devolutos no mercado de arrendamento.
Evento gratuito, sujeito à lotação do espaço.”

 

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Convocatória da 8.ª Assembleia Geral do GHabitar APPQH e outras atividades – Infohabitar # 968

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 968

Edição: quinta-feira 12 de Março de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).