quarta-feira, outubro 28, 2026

Variações sobre uma vista lisboeta – infohabitar extra-série II de Outubro de 2026

Variações sobre uma vista lisboeta – infohabitar extra-série II de Outubro de 2026

 Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 28 de Outubro de 2026

 


Fig. 00 – variações sobre uma vista lisboeta

 

(Ass: Variações sobre uma vista lisboeta – infohabitar extra-série II de outubro de 2026)

 

Caros leitores da Infohabitar

Lembrando que estamos com picos de leitura que praticamente não baixam dos 1000 acessos diários e, frequentemente, ultrapassam as 2000 page views diárias, sendo que tivemos anteontem um pico acima dos 7000 page views em um único dia; e que muito em breve teremos notícias do 6.º CIHEL – juntamos, em seguida, gráfico ilustrativo dos níveis diários de page-views ao longo de cerca dos últimos 30 dias e que pensamos terem atingido picos para nós “históricos”.



E recordando que estamos já mesmo, mesmo próximos do nosso número mil!

Na edição extra-série de hoje fazemos uma edição de variações gráficas, realizadas com IA(s), a partir de um dos meus desenhos lisboetas.

Apenas a título informativo refere-se que aqui se juntam resultados apurados entre muitos outros.

Com as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Azambuja, Casais de Baixo, Casa das Vinte, 28 de outubro de 26

 

 

Variações sobre uma vista lisboeta – infohabitar extra-série II de Outubro de 2026

 

Edição de variações gráficas, realizadas com IA(s), a partir de um dos meus desenhos lisboetas, realizado em técnica mista.

(imagens de ABCoelho)

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta1

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 2

 

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 3

 

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 4

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 5

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 6

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 7

 

Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 8

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 9

 

 


Fig. – Variações sobre uma vista lisboeta 10

 

 

Pequeno anexo informativo e essencialmente de início de “discussão” informal sobre o fazer do tipo de desenhos, como os das variações apresentadas, e o uso da IA como parceiro de criatividade gráfica.

Como essencial nota prévia a estas palavras quero salientar que sou com muita honra apenas um amador desta nova forma de expressão artística, mas assumidamente um seu verdadeiro AMADOR; e que aqui não irei fazer qualquer tipo de desenvolvimento e discussão em pormenor das práticas que vou usando nesta minha nova atividade diária.

A prática de “desenho” apoiado por IA, tal como uma outra qualquer prática gráfica exige prática, e também o que eu gosto de designar de “mindrawing” (desenho mental) prévio, o que acaba por ser, evidentemente, uma espécie de pleonasmo aplicado à respetiva ideia, pois todo o desenho é mental! No entanto nesta nova prática artística a questão da “geração da respetiva ideia” corresponde MESMO a uma fase específica, cuidadosa e muitas vezes metódica de trabalho, que depois vai dialogar com os respetivos resultados práticos e vai ser razoavelmente “afinada” e/ou reimaginada, portanto detalhada e revista e/ou reforçada em diversos e específicos caminhos criativos.

Quero ainda apontar que as variações aqui apresentadas e uma boa parte dos meus desenhos feitos com IAs, é realizada com base em meus desenhos desenvolvidos, muito gostosamente, com livres técnicas mistas, embora sempre com muito traço e com muita temática de imagem urbana; pois não posso nem quero negar uma já bem longa formação com cerca de 60 anos e iniciada com a marca do meu Pai Arquitecto.

Devo ainda referir que desde que a informática fez o seu aparecimento logo procurei ir “brincando” com as possíveis variações e composições que ela permitia sobre meus desenhos e fotografias, por vezes com simples mas efetivas variações no tratamento de imagem; mas agora e desde há cerca de 1,5 anos e com a descoberta de uma plataforma generativa específica, disponível na WWW, o meu potencial de aproveitamento de desenhos feitos e a fazer atingiu um nível que julgo ser bem interessante e que tem ainda muito a aprofundar.

Em termos de um mínimo de apontamento com mais detalhe sobre a minha prática gráfica apoiada por IA, quero registar que sempre procurei e irei procurar afirmar linhas gráficas e mesmo de conceção “próprias” ou bem caraterizadas, uma condição que é naturalmente servida pelo frequente uso de meus desenhos como base de “trabalho” da IA, mas também por uma natural escolha de temas específicos e, em alguns casos, por influências gráficas e pictóricas baseadas em parte e cuidadosamente em práticas de arte e de artistas com muitas dezenas e mesmo, frequentemente, com centenas de anos de história; evitando assim quaisquer influências marcantes mais recentes (designadamente do sec. XXI e de boa parte do século XX); condição esta que evidentemente nunca exclui a influência cultural e técnica natural e espontânea que muitos artistas e escolas de arte mais recentes sempre exercem sobre quem vai criando e recriando imagens, mas isso é mesmo assim e se não fosse, julgo que algo estaria menos bem.  

Uma matéria à qual quero aqui dar, desde já, um relevo muito especial embora resumido, e à qual provavelmente voltarei em artigos específicos, é o enorme interesse que as plataformas de geração de imagens (fixas e em vídeo) têm para um ENORME  número de pessoas que nunca praticaram graficamente de modo corrente ou mesmo nunca “desenharam” pelas mais diversas e estimáveis razões e que com estes novos meios podem, com facilidade, ter um novo modo de expressão das suas ideias e, querendo, podem avançar até para a sua divulgação; uma possibilidade que julgo ser verdadeiramente incrível e extremamente positiva em termos pessoais e sociais, e que não tenho visto ser devidamente considerada e apreciada; enfim, os chamados “meios de comunicação” querem saber de outras coisas e quem investiga estas matérias é capaz de estar, em muitos casos, ocupado com outros assuntos; embora não considere estar a descobrir algo pois sem dúvida outros e muito melhor “equipados” para esta reflexão terão já sem dúvida nela avançado.   

Quase concluindo e evidentemente apenas como realidade bem constatável é bem sabido que desde sempre quem produz elementos artísticos usa ao máximo todos os apoios possíveis e designadamente os tecnológicos (até se pode dizer que a mão humana nas paredes das cavernas pré-históricas foi um primeiro “escantilhão”); e depois há quem refira que usa tais apoios e quem não o faça, mas isso é outra história e de qualquer modo a IA chegou e há que a aproveitar e tirar o máximo partido da mesma e, evidentemente, e querendo, registando o seu uso ou não-uso.

Em termos do aproveitamento dos respetivos resultados finais e para além deste tipo de aproveitamento “digital”, é extremamente gratificante a impressão com qualidade “arte” que é possível fazer por exemplo em impressoras de jacto de tinta e com papel de “arte” de elevada gramagem; mas estas são também outras histórias.   

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Variações sobre uma vista lisboeta – infohabitar extra-série II de Outubro de 2026

 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 21 de Outubro de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

 

 

 

 

 

quarta-feira, outubro 21, 2026

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte: 

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 21 de Outubro de 2026

 


 
Fig. 00 – Sobre as primeiras aldeias

 

Caros leitores da Infohabitar

Lembrando que estamos com picos de leitura que praticamente não baixam dos 1000 acessos diários e, frequentemente, ultrapassam as 2000 page views diárias; e que em breve teremos notícias do 6.º CIHEL,

E recordando que estamos já mesmo, mesmo próximos do nosso número mil!

Na edição extra-série de hoje retomamos, sem comentários de acompanhamento, uma tradicional “costela” da Infohabitar e mesmo do GHabitar que é a ligação com a história do habitar.

Neste caso uma pequena e imaginada viagem por uma das primeiras aldeias. Viagem este depois complementada por um conjunto de dados sobre a temporalidade da revolução neolítica.

Com as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

 

Link directo: https://infohabitar.blogspot.com/2026/10/sobre-as-primeiras-aldeias-i.html


 

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

 

Uma pequena viagem, essencialmente, imaginada por uma das nossas primeiras aldeias, situada, provavelmente, algures no Crescente Fértil, quem sabe há cerca de 8.000 anos!

Nota importante: apenas as imagens são de ABCoelho com apoio de AI, os textos do anexo foram recolhidos na WWW e aqui apenas sintetizados e agrupados.

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 1

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 2

 

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 3

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 4

 

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 5

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 6

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 7

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 8

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 9

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 10

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 11

 


 Fig. – Sobre as primeiras aldeias 12

 


Como anexo informativo juntam-se algumas notas informais sobre a criação das primeiras aldeias.

Juntam-se, em seguida, algumas breves notas sobre as primeiras aldeias, notas estas muito informais e essencialmente de referência temporal; notas estas que começaram por se delimitar exatamente ao, pouco, que ficou em termos de vestígios, das primeiras aldeias, feitas de barro/terra, e portanto extremamente deterioradas/desaparecidas e soterradas sob inúmeras camadas de construções sucessivas (muitas vezes feitas, as novas, simplesmente, sobre o que restava das antigas e aproveitando-as no que era possível) ; mas notas que acabaram por se dirigir a aspetos fundamentais de por onde passou essa revolução da vida mais sedentária e mais urbana e sempre extremamente ligada à domesticação da vegetação e dos animais e à criação de verdadeiros ambientes “domésticos”, que acabam por transcender e muito a mera função de “abrigo” e de “alojamento” funcional, o que é muito evidente nos espaçosos “T0” de Çatalhöyük, marcados por pinturas e esculturas e até pela “convivência” entre várias gerações vivas e antepassadas.  

Sobre as aldeias neolíticas mais antigas conhecidas, organizadas por região os elementos aqui agregados decorreram de uma simples embora prolongada pesquisa na web, ficando os textos, em seguida marcados a itálico, a deverem-se exclusivamente a variadas fontes bibliográficas dificilmente aqui referidas de forma bem clarificada, pelo que se apresentam as devidas desculpas aos respetivos autores, embora se tenham registado as respetivas fontes; tendo sido a ideia permitir, apenas, um “quadro temporal genérico” relativo ao despontar do mundo “urbanizado” e, simultaneamente ou até em primeiro lugar, “domesticado” e um breve apontamento/indicação dos seus primeiros pólos quase-urbanos e nunca se pretendendo, aqui, avançar em qualquer tipo de estudo ou análise mais técnica; trata-se, apenas, de disponibilizar um quadro temporal muito genérico e apenas minimamente aproximado da “invenção” da primeira domesticidade ou urbanidade.

Crescente Fértil e Levante (as mais antigas do mundo)

- Eynan / Ain Mallaha — Israel/Palestina, 12 000–10 000 a.C. Aldeia Natufiana, habitações circulares semi-subterrâneas.

- Jericó — Cisjordânia, 10 000 a.C. …  viria a tornar-se uma das primeiras cidades muradas da história.

- Çayönü — Turquia (Diyarbakir), c. 10 200 a.C., … transição para a sedentarização. Parametric Architecture

- Göbekli Tepe — Turquia, c. 9 600 a.C. Centro ritual do Neolítico inicial, abandonado por volta de 8 000 a.C. UNESCO

- Wadi Faynan (O75) — Jordânia, c. 9 700 a.C; estrutura oval que sugere … assentamento em torno de actividades comunais e rituais. Facts and Details

- Bestansur — Iraque (Curdistão), c. 7 700–7 100 a.C.; as estruturas rectilíneas aldeãs mais antigas encontradas no Curdistão iraquiano. UNESCO

- Ain Ghazal — Jordânia (arredores de Amã), c. 7 250 a.C.; um dos assentamentos mais avançados das primeiras comunidades agrícolas … uma população de cerca de 3 000 pessoas, era quatro vezes maior que Jericó, sua contemporânea. Parametric Architecture

Anatólia

- Çatalhöyük — Turquia, c. 7 400–6 200 a.C.;  conjunto denso de centenas de casas de tijolo de barro acessíveis pelos telhados, sem ruas, com pinturas nas paredes. Grokipedia – e uma “pequena cidade” cujas fontes muito influenciaram a reconstituição gráfica livre que antecedeu este texto.

Egipto / Norte de África

- Nabta Playa — Deserto Ocidental egípcio, c. 9 000 anos a.C.; … habitantes chegaram provavelmente do Vale do Nilo … habitações circulares e ovais à volta de um antigo lago. The Past

- Sheikh el-Obeiyid e Hidden Valley — Depressão de Farafra, Egipto, c. 7 000–8 000 a.C.; aldeias com 25 cabanas circulares e ovais bem construídas. The Past

 

Transição para o Neolítico aconteceu em momentos e moldes diferentes no Vale do Indo, na China e na América.

China

- c. 8 000–6 000 a.C., …  aldeias de casas semi-subterrâneas circulares ou quadradas, frequentemente com fossos defensivos, situadas perto de rios ou lagos…. nomes mais conhecidos incluem Jiahu, Banpo e Hemudu

Vale do Indo (c. 7000 a.C.) [1]

Transição neolítica no NW  do subcontinente indiano começou por volta de 7000 a.C…. fortemente influenciada pelas rotas de contacto com o Médio Oriente. [1, 2]

- Sítio Arqueológico Principal: Mehrgarh (localizado no atual Paquistão) … [1, 2]  … casas modulares de tijolos de barro secos ao sol e celeiros para armazenar cereais... [1, 2, 3] … Esta base agrícola foi  fundação da avançada Civilização do Vale do Indo (Harapa e Mohenjo-Daro) a partir de 3300 a.C.. [1, 2]

Embora o Vale do Indo seja coração desta “revolução” o Neolítico na Índia desenvolveu-se em outras frentes independentes: Caxemira (Norte) - Sítios como Burzahom e Gufkral com habitações subterrâneas (fossas) e uma economia baseada na caça e agricultura; Vale do Ganges (Nordeste) - Sítios como Chirand; e Sul da Índia - Regiões em Karnataka e Tamil Nadu centradas na pastorícia.

China (c. 7000 a.C. – 5000 a.C.) [1]

Na China, o Neolítico desenvolveu-se em dois grandes vales fluviais ... [1, 2]

- Norte (Vale do Rio Amarelo): …  Destaca-se a Cultura de Peiligang (c. 7000 a.C.) e, mais tarde, a Cultura de Yangshao (c. 5000 a.C.), com aldeias circulares semi-subterrâneas... [1, 2, 3]

- Sul (Vale do Rio Yangtzé): …  A Cultura de Hemudu (c. 5000 a.C.) com habitações de madeira sobre palafitas... [1, 2]

América (c. 7000 a.C. – 2500 a.C.) [1]

Na arqueologia americana … a transição foi muito mais gradual... [1, 2]

- Dois grandes eixos independentes: a Mesoamérica (México e América Central) e a Região Andina (Peru e Bolívia).

- Sedentarismo Tardio: Os povos americanos continuaram a ser nómadas ou seminómadas durante milénios enquanto cultivavam. As primeiras aldeias agrícolas permanentemente estabelecidas …  por volta de 2500 a.C. a 2000 a.C.. [1, 2, 3, 4, 5]

Fontes:

[1] https://www.marcopolo.pro.br

[2] https://www.youtube.com

[3] https://www.facebook.com

[4] https://www.thoughtco.com

[5] https://www.youtube.com

Europa Central e Ocidental

Apenas para se ter uma “ponte temporal” muito genérica com o que terá sido o início de uma sociedade neolítica na Europa, incluindo, portanto, pólos de desenvolvimento baseados na agricultura e na pastorícia:

Referem-se sumariamente os primeiros locais neolíticos na Europa, cerca de 7000 a.C. Na região dos Balcãs e Grécia (c. 7000 a.C.) com agricultores migrantes da Anatólia: Grécia e Sudeste Europeu; Bálcãs e Sérvia (c. 6200 – 5500 a.C.); Europa Central (c. 5500 – 4900 a.C.), Vaihingen (Alemanha) e Verlaine (Bélgica) .. . rápida expansão pelo vale do Danúbio e Europa Central ; Europa Ocidental e Península Ibérica (c. 5500 – 5000 a.C.) - Le Peu (França) …  grandes casas de madeira e estruturas defensivas,  de cerca de 7 mil anos, Vale Pincel (Portugal), e Stentinello (Itália).

Fontes:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiros_agricultores_europeus

https://pt.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico

https://noticias.uc.pt/artigos/estudo-conclui-que-os-primeiros-agricultores-da-europa-central-viveram-em-igualdade/

 

No atual território de Portugal cerca de 6000 a.C., caracterizando-se por forte mobilidade (abrigos temporários e em grutas) antes da criação de aldeias, com primeiros vestígios localizados, designadamente: em  Vale Pincel (Sines); em Grutas do Maciço Calcário Estremenho – como Gruta do Almonda e Gruta do Caldeirão; e no Alentejo Central - recintos megalíticos e menires.

Fontes:

https://citaliarestauro.com/genese-do-neolitico-portugal/

https://museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=3875

https://caminhosdeportugal.com/neolitico-a-idade-do-bronze/

Europa do Leste

A sedentarização agrícola desenvolveu-se na ligação entre migrantes do Sudeste Europeu/Anatólia e populações autóctones das estepes: entre c. 5800 – 5100 a.C. na Ucrânia ocidental, Podillia e Volhynia, maior desenvolvimento entre c. 5000 – 3000 a.C. com a Cultura Cucuteni-Trypillia – atuais Romênia, Moldávia e Ucrânia; declínio c. 3000 – 2750 a.C.,  devido a alterações climáticas, pressões populacionais e chegada de pastores das estepes. 

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=HdgowEyovas

https://whc.unesco.org/en/tentativelists/7016/

África (para além do Egipto e Vale do Nilo)

Fazem-se algumas brevíssimas notas sobre o Neolítico africano caracterizado pela transição de modos de vida nómadas para uma produção de alimentos muito ligada à pastorícia, antes ou paralelamente à agricultura: o Saara Verde c. 7000 a.C. a 2500 a.C., com comunidades de pastores nómadas e ceramistas; o Magreb e Marrocos de 4.000 a.C. a1.000 a.C com grandes complexos agrícolas, por exemplo em Oued Beht em Marrocos, em ligação com as sociedades mediterrânicas; África Subsaariana, região de Cartum e Sudão, a partir de c. 7000 a.C.

Fontes:

https://es.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico_en_%C3%81frica

Sudeste Asiático

Aproximadamente a partir de 2000 a.C. chegaram ao Sudeste Asiático Continental migrantes agricultores do sul e norte da China, que se ligaram aos grupos locais de caçadores-recolectores e se estabeleceram perto de vales férteis e cursos de água e designadamente a  Cultura Phung Nguyen e o sítio de Man Bac (atual Vietname), e o Sítio de Ban Non Wat, Planalto de Khorat (atual Tailândia); e no Sudeste Asiático Insular (atuais Malásia e Indonésia), influenciado por migrantes de Taiwan, marcando pólos agrícolas em ilhas como Sulawesi e Timor-Leste.

Fontes:

https://academic.oup.com/edited-volume/42054/chapter-abstract/355845825?redirectedFrom=fulltext

http://www.art-and-archaeology.com/seasia/seasiatimeline.html

 

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 21 de Outubro de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).