quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais (I) – infohabitar # 965

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2026 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXI, n.º 965

Edição: quarta-feira 18 de fevereiro de 2026

 

Fig. 1


Editorial

Caros amigos e leitores da Infohabitar,

Como prometido continuamos o  estudo e a divulgação do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado (PHAI3C), agora referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.

Boas leituras e naturalmente seria muito bom poder ter contribuições vossas nesta matéria intergeracional, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação; e afinal estamos a tratar, basicamente, de como será mais adequado fazer habitação para todos a custos razoáveis e com uma qualidade maximizada.

Iniciamos com este artigo uma sequência de sugestões práticas de projeto residencial que irá do mais pormenorizado até à vizinhança, passando naturalmente por habitações e edifícios, artigos estes, em princípio, alternados por outros artigos dedicados a soluções julgadas total ou parcialmente de referência.

Saudações amigas,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

18 de Fevereiro de 2026


Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais (I) – infohabitar # 965


Introdução prática 

Estamos, agora, a concluir o estudo sobre soluções habitacionais adaptáveis, intergeracionais e participadas (PHAI3C), e iremos do mais pormenorizado até às vizinhanças urbanas, sendo este o primeiro artigo sobre a “pormenorização” – talvez haja um dia outro, e daí a referência a “I” no respetivo título .

Um aspeto que importa evidenciar, embora seja naturalmente consensual, julga-se, é que que todos os aspetos aqui registados se aplicam a excelentes soluções residenciais, sem limitações tipológicas, mas evidentemente serão mais essenciais quando aplicadas reduções de espaciosidade e de tipologia, que será, tendencialmente, a situação mais frequente no âmbito do PHAI3C.

Um outro aspeto a sublinhar é que, tendencialmente, e a partir deste artigo iremos sintetizar o “3C” do PHAI3C, referido como é sabido a (habitação) Cooperativa a Custos Controlados, por habitação “participada”, subentendendo-se que tem de ser económica.

Um outro importante aspeto a sublinhar, nesta fase de sequencial divulgação de conclusões sobre o como fazer excelentes e apenas razoavelmente espaçosas soluções residenciais, é que os textos agora divulgados, seja em termos de apresentação de casos de referência aplicáveis (ainda que parcialmente), seja em termos do apontamento de algumas conclusões (caso do artigo atual) não foram, agora, extensa e demoradamente considerados nesta fase final do estudo, foram-no, sim, antes, sem dúvida, ao longo de um extenso período de reflexão e procura de aspetos essenciais que já foi assegurado, mas agora optou-se por alguma espontaneidade na proposta de ideias, correndo-se alguns riscos, mas podendo-se ser útil mais cedo e mais oportunamente; e de qualquer forma será sempre possível melhorar e complementar alguns destes textos.

A muito reduzida ilustração que se junta tem como principal objetivo marcar visualmente as diversas subtemáticas abordadas ao longo do artigo, não devendo ser tomada, em si própria, como apresentação de exemplos específicos de referência, mas sim, apenas, como possíveis soluções realizadas de forma muito genérica de acordo com as perspetivas globalmente apontadas no texto, concretizando exemplos de soluções entre muitas outras possíveis e provavelmente muito mais adequadas; e por isso não são comentadas em legenda.

 

Fig. 2

1. Sobre uma proposta específica de aspetos de projeto de soluções residenciais intergeracionais e multifuncionais

Uma solução adequada para um conjunto residencial com vocação intergeracional e de aliança entre fogos, tendencialmente, de tipologias mais pequenas, apoiados por um interessante leque de serviços comuns e de apoio domiciliário e por espaços comuns que ofereçam variadas valências, tudo isto numa estrutura de gestão geral tão eficaz como participada, passa por um amplo conjunto de aspetos muito bem integrados pela respetiva solução de arquitectura urbana e de gestão local e, naturalmente, por uma localização “central”, bem integrada em termos urbanos e bem servida por acessibilidades alternativas entre as quais por transportes públicos eficazes e confortáveis. E, naturalmente ,que uma tal mistura tem de se basear nuam excelente conceção arquitectónica pormenorizada dos respetivos espaços de uso privado, comum e público.

No estudo sobre soluções residenciais e urbanas deste tipo, que designámos como referidas a um “Programa Habitacional Adaptável, Intergeracional (PHAI)” Participado e Económico – sendo esta participação e esta economia referidas à designação “Cooperativa a Custos Controlados (3C)”, e que sintetizámos na sigla PHAI3C, chegámos, agora, tal como tem sido apontado, a uma fase de proposta de aspetos conclusivos que possa influenciar ações específicas de projeto e de programação de intervenções deste tipo, julgadas cada vez mais necessárias, tanto por falta direta de soluções residenciais com estas caraterísticas e e que podem ter aspetos de caraterização de pormenor muito diversificados, como pelo efeito de alavanca que tais soluções poderão ter numa natural “libertação” de tipologias residenciais com mais quartos, por famílias já muito reduzidas na sua constituição como é o caso de casais de idosos e idosos sozinhos.

Depois de uma longa fase de apuramento de aspetos teóricos e práticos que podem apoiar este estudo – e que se encontram bem documentados em anexo, com os respetivos links –, temos então começado a apresentar artigos, ligados ao PHAI3C, em duas frentes, que se complementam: (i) quer sobre casos concretos considerados “de referência”, na sua globalidade e/ou em aspetos particulares significativos relativos à sua estruturação arquitectónica e/ou de gestão; (ii) quer sobre sugestões concretas para a concretização de soluções residenciais intergeracionais, multifuncionais e participadas, neste caso com um enfoque particular nas matérias da respetiva estruturação arquitectónica.

Já se desenvolveu um primeiro artigo nesta segunda linha, referida a sugestões concretas para a concretização de soluções no âmbito do PHAI3C, considerando-se uma sequência de níveis físicos residenciais iniciada nos “mundos” mais privados e rematando, depois, naqueles mais públicos; e este artigo dá continuidade a esta série subtemática, numa perspectiva estratégica que iremos usar aqui, sistematicamente, neste conjunto de artigos e que se estrutura, basicamente, em duas partes: um texto mais “livre” e opinativo sobre a temática específica em questão, que no presente caso se refere à abordagem dos aspetos de pormenor dos espaços mais privados; e uma segunda parte do artigo, mais desenvolvida, onde se apontam pontes específicas para desenvolvimentos desses aspetos já assegurados e de forma desenvolvida em anteriores artigos aqui editados na Infohabitar.

Não se farão aqui “repetições” do que foi desenvolvido em outros artigos, mas sim citações a propósito das respetivas matérias e referências simples para quem as queira aprofundar indo diretamente aos artigos em questão; e afinal não faria qualquer sentido repetir reflexões específicas sobre um grande leque de subtemas residenciais, mas sim aproveitar para ir fazendo as sínteses possíveis, partindo-se de matérias já anteriormente desenvolvidas.

Em termos de uma ilustração “mínima” que se procurou assegurar houve recurso a ferramentas de AI, seja isoladamente  – um apontamento visual feito a partir de uma ideia em texto, que foi sendo gradualmente afinada – seja numa combinação de esboços manuais e tratados em AI, sendo os programas de AI mais usados o Nightcafe (que conjuga diversos programas), e o Gemini Nano Banana, entre outros.

 

Fig. 3

2. Importância da pormenorização dos espaços de uso privado de soluções residenciais intergeracionais

A frase de Mies van der Rohe, "Deus está nos pormenores", que podemos livremente traduzir como "o segredo está no pormenor” é um dos aspetos basilares ou fundacionais da arquitectura, sublinhando que a verdadeira qualidade de uma, qualquer, solução arquitectónica decorre, em boa parte ou até, eventualmente, em grande parte, do seu respetivo e meticuloso detalhe; numa reflexão que coloca em questão, por exemplo, a importância relativa dessa pormenorização e do conceito geral ou “partido” que carateriza a respetiva solução.

Referimo-nos aqui ao que julgamos ser a enorme importância que tem, globalmente, uma adequada pormenorização residencial e, evidentemente, nunca poderemos esquecer que estamos a tratar de ambientes residenciais, de mundos domésticos e pessoais e de espaços de vivência comum e pública, e não de um “qualquer produto”, que também tem os seus detalhes de design, por exemplo, um aspeto e uma enorme diferença que é, ele próprio, estruturante, mas que terá de ficar em grande parte para outras reflexões talvez mais teóricas.

Realmente a importância de uma adequada pormenorização residencial é estruturadora de qualquer relação de satisfação de um habitante com o seu espaços residencial, e ganha ainda em importância relativa com outros importantes aspetos da qualidade arquitectónica, como é o caso da espaciosidade e da riqueza e elaboração dos respetivos elementos construtivos e de equipamento, quanto mais delimitada for essa espaciosidade e quanto mais controlados e reduzidos forem os valores atribuídos para a respetiva pormenorização; tal como acontece na habitação de interesse social, ou “habitação para o mair número (tal como foi designado por Nuno Teotónio Pereira)”, que é aquela de que estamos a tratar no âmbito do PHAI3C.

De certa forma há que fazer aqui o melhor possível com meios muito delimitados, aplicando-se áreas que sejam razoáveis e adaptáveis, porque não mínimas e bem dimensionadas e inter-relacionadas e desenvolvendo-se uma família de pormenores que sejam económicos, mas que sejam também funcionais, apropriáveis e duráveis.

E lembramos esta questão “de base” na boa “habitação de interesse social”, porque aqui, nas soluções residenciais intergeracionais, temos ainda que juntar à referida e complexa “fórmula” qualitativa dois/três/quatro outros fatores: o desenvolvimento de pequenos fogos extremamente bem conseguidos e estimulantes; a existência em cada intervenção de um razoável leque de tipos de fogos; a existência em cada intervenção de um adequado conjunto de espaços comuns  naturalmente conviviais e multifuncionais; e o desenvolvimento de uma adequada relação vicinal entre a intervenção e a sua envolvente urbana e natural.

E em qualquer uma destas quatro vertentes a questão de uma adequada e económica pormenorização ganha enorme importância, pois será a este nível que teremos de ganhar uma batalha de satisfação e de adequação que não podemos ganhar, por exemplo, com “simples” soluções de espaciosidade e de impacto visual.

E naturalmente nestas quatro vertentes, uma mais privada, outra mais estrutural, outra mais comum e outra mais pública, é ao nível dos espaços privados que a pormenorização espacial, ambiental, funcional e formal é naturalmente mais importante, pois são espaços que são forte e longamente escrutinados ao longo do dia, por exemplo por pessoas aposentadas e que, portanto, não têm obrigatoriamente de sair de casa, ou por pessoas em teletrabalho.

E chegamos, assim, ao coração do tema deste artigo, sobre a importância da pormenorização dos espaços residenciais de uso privado que integram soluções edificadas intergeracionais e multifuncionais.

Fig. 4

 3. Aspetos gerais de pormenorização dos espaços de uso privado de soluções residenciais intergeracionais

Há, ainda, que enfatizar que não iremos aqui abordar os evidentes aspetos ligados ao que deve ser uma adequada execução, designadamente, na união de materiais, tipos superfícies e de acabamentos e tipos de elementos da construção e do equipamento do fogo, mas sim limitarmo-nos a uma primeira e sintética reflexão (que poderá ser mais tarde retomada, e daí a designação “I” no título do artigo) sobre aqueles aspetos que julgamos deverem ser priorizados no projeto de fogos tendencialmente menos espaçosos e tipologicamente mais reduzidos, mas que deverão ser maximizados em termos da respetiva adaptabilidade e capacidade de apropriação.

Adaptabilidade e capacidade de apropriação estas que têm de ser extremamente fortes e portanto muito suportadas ao nível do detalhe doméstico, porque ligadas a pessoas já com uma longa história de vida e “transportando”, já, um pesado balastro de vivência pessoal, familiar e doméstica (ex., casal de idosos com muitos anos de vida em comum), ou não tendo essa “longa história de vida” possam ter uma “forma de viver” e balastro doméstico muito específicos e/ou “pesados” (ex., um bibliófilo que vive sozinho com a sua biblioteca); e tudo isto no sentido, de haver, sempre, um elevado potencial de apropriação e uso de novos espaços domésticos, embora espacialmente contidos (tratamos de habitação económica).

E aqui, nesta importante reflexão sobre o relevo do detalhe, na conceção dos pequenos fogos do PHAI3C, até nos esquecemos estrategicamente da componente de espaço comum e de eventuais serviços comuns ligados a esta nova solução residencial e que, em outros artigos abordaremos, pois tudo o que se liga aos espaços e serviços comuns DEVE surgir, nas soluções do PHAI3C, como um atraente e motivador “outro pequeno mundo” de verdadeiros “suplementos” residenciais e naturalmente (con)vivenciais e não como algo indispensável: pois de outra forma estaríamos a “cair” numa solução assistencial e de equipamento, que não é mesmo o nosso tema.

Como aspetos que consideramos mais importantes no “bom detalhe” dos fogos, tendencialmente pequenos e de baixa tipologia, que integram as soluções do PHAI3C há que salientar, designadamente, os seguintes:

. todos os aspetos ligados ao conforto ambiental e ao bem-estar e à saúde – higrotérmica, ventilação. luz natural e insolação, isolamento sonoro, iluminação artificial e ausência de contaminantes nos acabamentos; e estes aspetos merecem uma atenção MUITO ESPECIAL se estivermos em presença de fogos mono-orientados, que exigem todo um conjunto de soluções específicas em termos de penetração estratégica de luz natural e de existência de ventilação natural adequada;

. todos os aspetos ligados à conceção global de cada fogo tendencialmente pequeno em termos de tipologia e de espaciosidade deve ser muito bem estruturado em termos de ergonomia volumétrica no sentido do seu melhor aproveitamento e efeitos visuais; há que projetar “em volume”, há que visar a funcionalidade também “em volume”, há que recionalizar e multifuncionalizar tanto mais fortemente quantos maiores forem os condicionalismos de espaciosidade – no limite teremos o bom exemplo da versátil pormenorização das roulottes; e há que fazê-lo tendo em conta o comportamento e a segurança no uso de pessoas eventualmente condicionadas em termos de movimentação e perceção e nunca perdendo e até reforçando os essenciais aspetos de apropriação e dignidade dos espaços e dispositivos criados.

  todos os aspetos ligados aos diversos fatores de segurança – no uso normal, num uso normal por pessoas com condicionamentos vários, contra incêndios e contra “terceiros” (ex., intrusões); e aqui há que ter em conta que vamos ter habitantes com variados condicionamentos em termos de movimentação, risco de queda e perceção de comunicação;

. os aspetos ligados a um uso simplificado e agradável do espaços e dos equipamentos e instalações por pessoas potencialmente com condicionamentos vários e à facilidade de potencial conversão dos espaços a exigências específicas de mobilidade e de prestação de cuidados; tais aspetos devem ser adequadamente previstos e previamente aplicados sempre que não possam produzir maus efeitos pela sua presença (não sendo imediatamente necessários) e previstos espacial e funcionalmente mas não imediatamente aplicados nos restantes casos.

. todos os aspetos ligados à “construção” do ambiente privado do fogo através da luz, natural e artificial, devem ser muito bem considerados, pois eles são protagonistas na recriação dos espaços neste caso domésticos, podendo ajudar a proporcionar condições aparentes e positivas de maior espaciosidade e sendo determinantes na criação de um ambiente agradável, estimulante e calorosamente doméstico; naturalmente que estes cuidados devem ser ainda reforçados e adequados ao seu uso eventual por pessoas com variados condicionalismos:

. os aspetos ligados a uma potencialmente maximizada apropriação de muitos espaços e paredes do fogo por elementos específicos e espacialmente exigentes como é o caso de estantes encostadas, cómodas volumosas e quadros pendurados;

. na adequada pormenorização de fogos tipologicamente reduzidos e não especialmente espaçosos é essencial optar por um “partido” expressivamente atraente e mesmo razoavelmente doméstico, que caraterize os diversos microambientes como muito dignos, muito estimulantes e até positivamente um pouco e aparentemente “luxuososos”; matéria esta que ajuda muito a equilibrar o referido deficit de espaciosidade global no fogo;

. na adequada pormenorização de fogos tipologicamente reduzidos e não especialmente espaçosos é essencial optar por uma muito expressiva, estratégica e extremamente bem detalhada estratégia de arrumação em equipamentos fixos e mais ou menos embutidos/camuflados; uma excelente e funcional capacidade de arrumação é uma qualidade “vital” na boa vivência de pequenos fogos;

. nesta mesma perspectiva é essencial que a adequada pormenorização de fogos tipologicamente reduzidos e não especialmente espaçosos contemple a existência de generosos panos de parede muito, muito adequados ao encosto de mobiliário e sua respetiva decoração parietal (ex., quadros, fotos, espelhos); de outra forma a situação pode ser até muito melindrosa em termos da desejada apropriação do espaço doméstico;

. os aspetos ligados a uma fruição maximizada de um exterior (que tem de ser cuidado) a partir de um interior doméstico e ambientalmente acolhedor, aspetos estes que se refletem, naturalmente, no projeto dos espaços de transição interior/exterior (ex., varandas) e numa muito adequada pormenorização das diversas funções dos vãos exteriores (controlos da luz natural e da insolação, controlo da ventilação natural, vistas exteriores a partir de várias posições interiores, privacidade interior, visualidade interior, relação com elementos naturais por exemplo em floreiras, e outras funções específicas diversas).

. todos os aspetos ligados à maximização da multifuncionalidade e da adaptabilidade de um máximo dos espaços do fogo, e desejavelmente a sua globalidade; afinal há que compensar uma tendencial e provável menor espaciosidade global e uma tendencial ausência de um conjunto significativo de compartimentos: provavelmente o espaço de cozinha deve proporcionar refeições; o espaço de quarto deve poder converter-se facilmente em espaço de trabalho profissional e/ou de passatempos; a zona de estar deve poder integrar um espaço de dormir eventual ou até mais permanente (mas camuflado, por exemplo) caso se opte por outra atribuição funcional para a zona de quarto; a casa de banho deve poder ser também zona de tratamento de roupas; a zona de entrada deve poder integrar pelo menos uma outra importante função (ex., integrar estante multifuncional); a varanda deve poder ser pequeno espaço de convívio com pequena mesa, etc.

. todos os referidos aspetos ligados à maximização da multifuncionalidade e da adaptabilidade de um máximo dos espaços do fogo devem ser adequadamente desenvolvidos e tornados funcionais e atraentes ao nível da respetiva pormenorização e tendo-se bem presente que há que proporcionar um ambiente extremamente agradável, funcional, envolvente e apropriável ainda que em espaços tendencialmente reduzidos.

. no que se refere aos aspetos de pormenorização de acabamentos há que ter em conta, de forma destacada, uma aliança entre as matérias da segurança no uso corrente e os da facilidade de limpeza e de manutenção, estando estes associados a uma adequada durabilidade e sempre numa perspectiva global de economia de aplicação e de manutenção. Naturalmente que todos estes aspetos devem ser bem matizados pelas funcionalidades espacíficas de pessoas com eventuais condicionamentos na mobilidade e na perceção.

. no que se refere ao espaço de cozinha, que, no limite, se poderá reduzir a um micro espaço de apoio a refeições, considera-se que ele depende muito de cada solução e naturalmente da tipologia de fogo respetiva, mas julga-se que ele deverá estar sempre associado ao tomar de refeições, sendo a sua pormenorização bem adequada a este “cenário”, em termos de aliança entre funcionalidade e dignidade/visualidade; as questões ligadas à presença, ainda que quase “simbólica” de luz natural, à segurança no funcionamento de equipamentos para cozinhar, e à existência de uma solução de ventilação extremamente eficaz devem ser muito cuidadas.

. no que se refere ao espaço de casa de banho considera-se que aqui há que aproveitar, provavelmente, para o apoio a tratamento de roupas e há que desenvolver uma pormenorização muito cuidadosa em termos de segurança no uso, funcionalidade e dignidade visual, sendo ainda importante considerar a funcionalidade do duche, mas também a importância do banho de imersão prolongado em termos de bem-estar; condições estas que obrigam a cuidados especiais de espaço, privacidade e funcionalidades;

. rematando este primeiro conjunto de aspetos de pormenorização dos fogos que integram soluções intergeracionais e multifuncionais, interessa salientar que não se consideram adequadas o que podemos designar de tipologias “inteiras”, como por exemplo o T0, o T1 e o T2, mas sempre tipologias que podemos designar de “fraccionadas”, como o T0/1, o T1/2 e o T2/3, porque tais soluções são fundamentais para a multifuncionalidade e um sentido doméstico mais adequado de fogos pequenos e as razões, pensa-se, são evidentes.

Não tenhamos qualquer dúvida de que este conjunto de objetivos obriga a um exigente e muito qualificado projecto de arquitectura bem “prolongado” por um estruturante projecto de arquitectura de interiores, que disponibilize um pequeno conjunto de “cenários” (pavimentos, remates de paredes, tipos de portas e painéis, tipos e variações de tectos, iluminação embutida. equipamento fixo de cozinha e de arrumação, soluções de controlo de luz natural e insolação, etc.), extremamente acolhedores para um maximizado leque de tipos variados de apropriação em termos de mobiliário (mais ou menos escamoteáveis) e de outros elementos de composição dos ambientes interiores (ex., quadros, espelhos, luminárias, cortinas, carpetes, etc.).

 




Figg. 5


4. Objetivos específicos de pormenorização dos espaços de uso privado de soluções residenciais

Tal como acima se apontou e porque nestas matérias da pormenorização doméstica, como noutras, não podemos andar a repetir reflexões, mas sim, preferencialmente, devemos ir acrescentando ideias e comentários, vamos, em seguida, registar, e, por vezes, comentar minimamente, um conjunto de artigos já editados na Infohabitar sobre estes assuntos e que se aplicam, de forma genérica e/ou pontualmente, à presente reflexão e proposta de soluções específicas no âmbito do “bom detalhe” dos fogos, tendencialmente pequenos e de baixa tipologia, que integram as soluções residenciais e multifuncionais do PHAI3C.

As referências são muito simplificadas e sintéticas, mas integram, caso a caso, um link direto para o respetivo artigo – a ordem de apresentação segue a respetiva sequência editorial (iniciando-se com os artigos mais recentes).

Infohabitar, Ano XV, n.º 690, terça-feira, junho 25, 2019, Reflexão geral sobre a relação entre a pormenorização habitacional e a qualidade arquitectónica do interior doméstico – Infohabitar 690.

Infohabitar, Ano XV, n.º 684, terça-feira, abril 30, 2019, Relação geral entre construção/acabamento e qualidade arquitectónica interior - Infohabitar 684 (4 pp., 1 fig.).

Infohabitar, Ano XV, n.º 673, terça-feira, fevereiro 05, 2019, Pequenos espaços exteriores e interiores/exteriores privados - Infohabitar 673 (5 pp., 2 figg.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 638, segunda-feira, abril 23, 2018, Bay Windows e outros "lugares-janela", http://infohabitar.blogspot.pt/2018/04/bay-windows-e-outros-lugares-janela.html, (3 pp., 1 fig.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 635, segunda-feira, março 19, 2018, Pequenos grandes mundos do pormenor doméstico, http://infohabitar.blogspot.pt/2018/03/pequenos-grandes-mundos-do-pormenor.html, (3 pp., 1 fig.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 634, segunda-feira, março 12, 2018, Reflexão geral sobre os subespaços da habitação, http://infohabitar.blogspot.pt/2018/03/reflexao-geral-sobre-os-subespacos-da.html ,(3 pp., 1 figg.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 633, segunda-feira, março 05, 2018, Cantos e recantos domésticos: bases de mundos pessoaishttp://infohabitar.blogspot.pt/2018/03/cantos-e-recantos-domesticos-bases-de.html, (3 pp., 1 fig.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 632, segunda-feira, fevereiro 26, 2018, Microfunções e microespaços domésticos: uma abordagem geral – Infohabitar, http://infohabitar.blogspot.pt/2018/02/microfuncoes-e-microespacos-domesticos.html, (3 pp., 1 fig.).

Infohabitar, Ano XIV, n.º 627, segunda-feira, janeiro 15, 2018, Uma nova funcionalidade domésticahttp://infohabitar.blogspot.pt/2018/01/uma-nova-funcionalidade-domestica.html , (4 pp., 3 figg.).

Infohabitar, Ano XII, n.º 579, segunda-feira, abril 25, 2016, Espaços domésticos privadoshttp://infohabitar.blogspot.pt/2016/04/espacos-comuns-habitacionais-conviviais.html (2 pp.).

 Infohabitar, Ano X, n.º 498, terça-feira, Setembro 02, 2014 - Oferta diversificada de espaços domésticos específicos II -. http://infohabitar.blogspot.pt/2014/09/oferta-diversificada-de-espacos.html (3 pp., 1 fig.)

Infohabitar, Ano X, n.º 497, segunda-feira, Agosto 25, 2014 - Oferta diversificada de espaços domésticos específicos I -,  http://infohabitar.blogspot.pt/2014/08/oferta-diversificada-de-espacos.html (3 pp., 1 fig.)

Infohabitar, Ano X, n.º 496, terça-feira, Agosto 19, 2014 - “Libertar” a habitação das instalações - Artigo LVIII da Série habitar e viver melhor, por António Baptista Coelho.  http://infohabitar.blogspot.pt/2014/08/libertar-habitacao-das-instalacoes.html (3 pp., 1 fig.)

Infohabitar, Ano X, n.º 495, segunda-feira, Agosto 11, 2014 - Opções de compartimentação na habitação -  http://infohabitar.blogspot.pt/2014/08/opcoes-de-compartimentacao-na-habitacao.html (3 pp., 1 fig.)

Infohabitar, Ano X, n.º 494, terça-feira, Agosto 05, 2014 - Equilíbrios dimensionais e de privacidade na habitação,. http://infohabitar.blogspot.pt/2014/08/equilibrios-dimensionais-e-de.html (3 pp., 1 fig.)

Infohabitar, Ano X, n.º 484, domingo, Maio 18, 2014 – Algumas reflexões gerais sobre a adaptabilidade doméstica - http://infohabitar.blogspot.pt/2014/05/algumas-reflexoes-gerais-sobre.html

Infohabitar, Ano X, n.º 473 - Adaptabilidade/flexibilidade e tipologia habitacional - http://infohabitar.blogspot.pt/2014/02/adaptabilidadeflexibilidade-e-tipologia.html

Infohabitar, Ano X, n.º 472 - Adaptabilidade e habitação - http://infohabitar.blogspot.pt/2014/02/adaptabilidade-e-habitacao.html

Infohabitar, Ano X, n.º 471 - Diversidade na organização habitacional -  http://infohabitar.blogspot.pt/2014/02/diversidade-na-organizacao-habitacional.html

 Infohabitar, Ano X, n.º 470 - Novas formas de habitar - http://infohabitar.blogspot.pt/2014/02/novas-formas-de-habitar.html

Infohabitar, Ano X, n.º 469 - Mundos domésticos e pessoais: habitação e espaços da habitação, temas de desenvolvimento - http://infohabitar.blogspot.pt/2014/01/mundos-domesticos-e-pessoais-habitacao.html

 Infohabitar, Ano X, n.º 468 - Os nossos pequenos mundos domésticos e pessoais: introdução -  http://infohabitar.blogspot.pt/2014/01/mundos-domesticos-e-pessoais-introducao.html

O jogo das relações urbanas: através das paredes - i - XX SHVM, António Baptista Coelho (n.º 410, 4 Out. 12, 3 págs., 3 figs.).

A natureza num jogo urbano humanizado (artigo); e notícias do 2.º CIHEL - XVIII SHVM, António Baptista Coelho (n.º 407, 12 Set. 12, 3 págs., 4 figs.).

Vivências e vivendas III - Notas sobre casas e quem as sonha - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 268, Outubro 18, 2009, 5 págs., 3 figs.).

Vivências e vivendas II - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 266, Outubro 05, 2009, 10 págs., 6 figs.).

Vivências e vivendas I - António Baptista Coelho (Infohabitar, Ano V, n.º 264, Setembro 20, 2009, 7 págs., 5 figs.).

Apropriação ou representação na habitação - António Baptista Coelho (n.º 243, 20 Abr. 09, 5 págs., 4 figs.)

 mais espaço ou melhores espaços residenciais - António Baptista Coelho (n.º 241, 6 Abr. 09, 6 págs., 4 figs.)

 

Fig. 6 

Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C

Listagem linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar, com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.

. Infohabitar, Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo habitar intergeracional: alguns comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).

. Infohabitar, Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade, utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) - Infohabitar 714 (4 pp.).

Infohabitar, Ano XVI, n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4 figg.).

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas - versão de trabalho e base bibliográfica # 805 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16, 2022. (21 p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional - versão de trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 23, 2022. (57 p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de trabalho e base bibliográfica # 807 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 09, 2022e  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 808 –  Qualidade na habitação para idosos e intergeracional “II” - versão de trabalho e base bibliográfica # 808 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 16, 2022. (61 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 810. Lisboa, quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 –  Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 811. Lisboa, quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 815.  Lisboa, quarta-feira, maio 11, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816 –  Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 816. Lisboa, quarta-feira, maio 18, 2022. (26 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade e conforto residencial no envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14 p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e convívio em ambientes residenciais adequados para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 819 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 15, 2022. (11  p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade e terceira idade - versão de trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 22, 2022. (17  p.)     Infohabitar, Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 817 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18 p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na habitação para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 821 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15  p.)    

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 822 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico I – versão de trabalho e base bibliográfica # 822 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 823 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico II – versão de trabalho e base bibliográfica # 823 infohabitar .  Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.        (25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e solidão ou convívio no habitar I – versão de trabalho e base bibliográfica # 825 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 826 – Velhice e solidão ou convívio no habitar II – versão de trabalho e base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 10, 2022. (36  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o habitar, a velhice e as demências – versão de trabalho e base bibliográfica  # 833 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022. (26 p.)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas sobre o habitar no final de vida – versão de trabalho e base bibliográfica # 834 Infohabitar.  Lisboa, quarta-feira, outubro 12, 2022. (12  p.) 

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 836 – Idosos: desafio crítico e oportunidade I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 836Lisboa, quarta-feira, outubro 26, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837 –  Idosos: desafio crítico e oportunidade II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 837Lisboa, quarta-feira, novembro 02, 2022. (22  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 838 – Considerações sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09, 2022. (16  p.) 

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os seus espaços residenciais I – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 839, Lisboa, quarta-feira, novembro 16, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os seus espaços residenciais II – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os seus espaços residenciais III – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 841,  Lisboa, quarta-feira, novembro 30, 2022. (31  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em três partes e em três  artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do habitar quando formos idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 845 , Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2023, (14 p.); Artigo XXIV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 847 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental  (I) – Infohabitar # 847, Lisboa, quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 848 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental (II) – Infohabitar # 848, Lisboa, quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 849 – Idosos e espaço urbano – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023 (19 p.); Artigo XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 851 – Idosos e espaços urbanos de vizinhança – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9 p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 852 – Importância da adaptabilidade na habitação para idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13 p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 853 – “Habitação Senior ?” – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 853, Lisboa, quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 854 – Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29 p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o futuro de uma habitação bem integrada e participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 855, Lisboa, quarta-feira, 19 de abril de 2023 (23 p.); Artigo XXXII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 857 – Habitação, integração etária e intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas, coohousing e habitação colaborativa ou participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 858, Lisboa, quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 859 – Fazer da habitação para idosos uma escolha apetecível – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de 2023 (17 p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação muito adequada para pessoas idosas – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13 p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as pessoas idosas – versão de trabalho e base documental # 868 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26 p.); Artigo XXXVI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente dirigidas – versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo XXXVII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um amplo leque de soluções – versão de trabalho e base documental # 870 Infohabitar Lisboa, quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial intergeracional – versão de trabalho e base documental # 871 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo XXXIX da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação intergeracional – versão de trabalho e base documental # 872 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 16 de agosto de 2023 (23 p.); Artigo XL da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos para pessoas com demência – versão de trabalho e base bibliográfica # 874 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação – versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”;  http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais (I) – infohabitar # 965

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2026 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXI, n.º 965

Edição: quarta-feira 18 de fevereiro de 2026

: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).