quarta-feira, outubro 21, 2026

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte: 

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 21 de Outubro de 2026

 


 
Fig. 00 – Sobre as primeiras aldeias

 

Caros leitores da Infohabitar

Lembrando que estamos com picos de leitura que praticamente não baixam dos 1000 acessos diários e, frequentemente, ultrapassam as 2000 page views diárias; e que em breve teremos notícias do 6.º CIHEL,

E recordando que estamos já mesmo, mesmo próximos do nosso número mil!

Na edição extra-série de hoje retomamos, sem comentários de acompanhamento, uma tradicional “costela” da Infohabitar e mesmo do GHabitar que é a ligação com a história do habitar.

Neste caso uma pequena e imaginada viagem por uma das primeiras aldeias. Viagem este depois complementada por um conjunto de dados sobre a temporalidade da revolução neolítica.

Com as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

 

Link directo: https://infohabitar.blogspot.com/2026/10/sobre-as-primeiras-aldeias-i.html


 

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

 

Uma pequena viagem, essencialmente, imaginada por uma das nossas primeiras aldeias, situada, provavelmente, algures no Crescente Fértil, quem sabe há cerca de 8.000 anos!

Nota importante: apenas as imagens são de ABCoelho com apoio de AI, os textos do anexo foram recolhidos na WWW e aqui apenas sintetizados e agrupados.

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 1

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 2

 

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 3

  


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 4

 

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 5

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 6

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 7

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 8

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 9

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 10

 


Fig. – Sobre as primeiras aldeias 11

 


 Fig. – Sobre as primeiras aldeias 12

 


Como anexo informativo juntam-se algumas notas informais sobre a criação das primeiras aldeias.

Juntam-se, em seguida, algumas breves notas sobre as primeiras aldeias, notas estas muito informais e essencialmente de referência temporal; notas estas que começaram por se delimitar exatamente ao, pouco, que ficou em termos de vestígios, das primeiras aldeias, feitas de barro/terra, e portanto extremamente deterioradas/desaparecidas e soterradas sob inúmeras camadas de construções sucessivas (muitas vezes feitas, as novas, simplesmente, sobre o que restava das antigas e aproveitando-as no que era possível) ; mas notas que acabaram por se dirigir a aspetos fundamentais de por onde passou essa revolução da vida mais sedentária e mais urbana e sempre extremamente ligada à domesticação da vegetação e dos animais e à criação de verdadeiros ambientes “domésticos”, que acabam por transcender e muito a mera função de “abrigo” e de “alojamento” funcional, o que é muito evidente nos espaçosos “T0” de Çatalhöyük, marcados por pinturas e esculturas e até pela “convivência” entre várias gerações vivas e antepassadas.  

Sobre as aldeias neolíticas mais antigas conhecidas, organizadas por região os elementos aqui agregados decorreram de uma simples embora prolongada pesquisa na web, ficando os textos, em seguida marcados a itálico, a deverem-se exclusivamente a variadas fontes bibliográficas dificilmente aqui referidas de forma bem clarificada, pelo que se apresentam as devidas desculpas aos respetivos autores, embora se tenham registado as respetivas fontes; tendo sido a ideia permitir, apenas, um “quadro temporal genérico” relativo ao despontar do mundo “urbanizado” e, simultaneamente ou até em primeiro lugar, “domesticado” e um breve apontamento/indicação dos seus primeiros pólos quase-urbanos e nunca se pretendendo, aqui, avançar em qualquer tipo de estudo ou análise mais técnica; trata-se, apenas, de disponibilizar um quadro temporal muito genérico e apenas minimamente aproximado da “invenção” da primeira domesticidade ou urbanidade.

Crescente Fértil e Levante (as mais antigas do mundo)

- Eynan / Ain Mallaha — Israel/Palestina, 12 000–10 000 a.C. Aldeia Natufiana, habitações circulares semi-subterrâneas.

- Jericó — Cisjordânia, 10 000 a.C. …  viria a tornar-se uma das primeiras cidades muradas da história.

- Çayönü — Turquia (Diyarbakir), c. 10 200 a.C., … transição para a sedentarização. Parametric Architecture

- Göbekli Tepe — Turquia, c. 9 600 a.C. Centro ritual do Neolítico inicial, abandonado por volta de 8 000 a.C. UNESCO

- Wadi Faynan (O75) — Jordânia, c. 9 700 a.C; estrutura oval que sugere … assentamento em torno de actividades comunais e rituais. Facts and Details

- Bestansur — Iraque (Curdistão), c. 7 700–7 100 a.C.; as estruturas rectilíneas aldeãs mais antigas encontradas no Curdistão iraquiano. UNESCO

- Ain Ghazal — Jordânia (arredores de Amã), c. 7 250 a.C.; um dos assentamentos mais avançados das primeiras comunidades agrícolas … uma população de cerca de 3 000 pessoas, era quatro vezes maior que Jericó, sua contemporânea. Parametric Architecture

Anatólia

- Çatalhöyük — Turquia, c. 7 400–6 200 a.C.;  conjunto denso de centenas de casas de tijolo de barro acessíveis pelos telhados, sem ruas, com pinturas nas paredes. Grokipedia – e uma “pequena cidade” cujas fontes muito influenciaram a reconstituição gráfica livre que antecedeu este texto.

Egipto / Norte de África

- Nabta Playa — Deserto Ocidental egípcio, c. 9 000 anos a.C.; … habitantes chegaram provavelmente do Vale do Nilo … habitações circulares e ovais à volta de um antigo lago. The Past

- Sheikh el-Obeiyid e Hidden Valley — Depressão de Farafra, Egipto, c. 7 000–8 000 a.C.; aldeias com 25 cabanas circulares e ovais bem construídas. The Past

 

Transição para o Neolítico aconteceu em momentos e moldes diferentes no Vale do Indo, na China e na América.

China

- c. 8 000–6 000 a.C., …  aldeias de casas semi-subterrâneas circulares ou quadradas, frequentemente com fossos defensivos, situadas perto de rios ou lagos…. nomes mais conhecidos incluem Jiahu, Banpo e Hemudu

Vale do Indo (c. 7000 a.C.) [1]

Transição neolítica no NW  do subcontinente indiano começou por volta de 7000 a.C…. fortemente influenciada pelas rotas de contacto com o Médio Oriente. [1, 2]

- Sítio Arqueológico Principal: Mehrgarh (localizado no atual Paquistão) … [1, 2]  … casas modulares de tijolos de barro secos ao sol e celeiros para armazenar cereais... [1, 2, 3] … Esta base agrícola foi  fundação da avançada Civilização do Vale do Indo (Harapa e Mohenjo-Daro) a partir de 3300 a.C.. [1, 2]

Embora o Vale do Indo seja coração desta “revolução” o Neolítico na Índia desenvolveu-se em outras frentes independentes: Caxemira (Norte) - Sítios como Burzahom e Gufkral com habitações subterrâneas (fossas) e uma economia baseada na caça e agricultura; Vale do Ganges (Nordeste) - Sítios como Chirand; e Sul da Índia - Regiões em Karnataka e Tamil Nadu centradas na pastorícia.

China (c. 7000 a.C. – 5000 a.C.) [1]

Na China, o Neolítico desenvolveu-se em dois grandes vales fluviais ... [1, 2]

- Norte (Vale do Rio Amarelo): …  Destaca-se a Cultura de Peiligang (c. 7000 a.C.) e, mais tarde, a Cultura de Yangshao (c. 5000 a.C.), com aldeias circulares semi-subterrâneas... [1, 2, 3]

- Sul (Vale do Rio Yangtzé): …  A Cultura de Hemudu (c. 5000 a.C.) com habitações de madeira sobre palafitas... [1, 2]

América (c. 7000 a.C. – 2500 a.C.) [1]

Na arqueologia americana … a transição foi muito mais gradual... [1, 2]

- Dois grandes eixos independentes: a Mesoamérica (México e América Central) e a Região Andina (Peru e Bolívia).

- Sedentarismo Tardio: Os povos americanos continuaram a ser nómadas ou seminómadas durante milénios enquanto cultivavam. As primeiras aldeias agrícolas permanentemente estabelecidas …  por volta de 2500 a.C. a 2000 a.C.. [1, 2, 3, 4, 5]

Fontes:

[1] https://www.marcopolo.pro.br

[2] https://www.youtube.com

[3] https://www.facebook.com

[4] https://www.thoughtco.com

[5] https://www.youtube.com

Europa Central e Ocidental

Apenas para se ter uma “ponte temporal” muito genérica com o que terá sido o início de uma sociedade neolítica na Europa, incluindo, portanto, pólos de desenvolvimento baseados na agricultura e na pastorícia:

Referem-se sumariamente os primeiros locais neolíticos na Europa, cerca de 7000 a.C. Na região dos Balcãs e Grécia (c. 7000 a.C.) com agricultores migrantes da Anatólia: Grécia e Sudeste Europeu; Bálcãs e Sérvia (c. 6200 – 5500 a.C.); Europa Central (c. 5500 – 4900 a.C.), Vaihingen (Alemanha) e Verlaine (Bélgica) .. . rápida expansão pelo vale do Danúbio e Europa Central ; Europa Ocidental e Península Ibérica (c. 5500 – 5000 a.C.) - Le Peu (França) …  grandes casas de madeira e estruturas defensivas,  de cerca de 7 mil anos, Vale Pincel (Portugal), e Stentinello (Itália).

Fontes:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiros_agricultores_europeus

https://pt.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico

https://noticias.uc.pt/artigos/estudo-conclui-que-os-primeiros-agricultores-da-europa-central-viveram-em-igualdade/

 

No atual território de Portugal cerca de 6000 a.C., caracterizando-se por forte mobilidade (abrigos temporários e em grutas) antes da criação de aldeias, com primeiros vestígios localizados, designadamente: em  Vale Pincel (Sines); em Grutas do Maciço Calcário Estremenho – como Gruta do Almonda e Gruta do Caldeirão; e no Alentejo Central - recintos megalíticos e menires.

Fontes:

https://citaliarestauro.com/genese-do-neolitico-portugal/

https://museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=3875

https://caminhosdeportugal.com/neolitico-a-idade-do-bronze/

Europa do Leste

A sedentarização agrícola desenvolveu-se na ligação entre migrantes do Sudeste Europeu/Anatólia e populações autóctones das estepes: entre c. 5800 – 5100 a.C. na Ucrânia ocidental, Podillia e Volhynia, maior desenvolvimento entre c. 5000 – 3000 a.C. com a Cultura Cucuteni-Trypillia – atuais Romênia, Moldávia e Ucrânia; declínio c. 3000 – 2750 a.C.,  devido a alterações climáticas, pressões populacionais e chegada de pastores das estepes. 

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=HdgowEyovas

https://whc.unesco.org/en/tentativelists/7016/

África (para além do Egipto e Vale do Nilo)

Fazem-se algumas brevíssimas notas sobre o Neolítico africano caracterizado pela transição de modos de vida nómadas para uma produção de alimentos muito ligada à pastorícia, antes ou paralelamente à agricultura: o Saara Verde c. 7000 a.C. a 2500 a.C., com comunidades de pastores nómadas e ceramistas; o Magreb e Marrocos de 4.000 a.C. a1.000 a.C com grandes complexos agrícolas, por exemplo em Oued Beht em Marrocos, em ligação com as sociedades mediterrânicas; África Subsaariana, região de Cartum e Sudão, a partir de c. 7000 a.C.

Fontes:

https://es.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico_en_%C3%81frica

Sudeste Asiático

Aproximadamente a partir de 2000 a.C. chegaram ao Sudeste Asiático Continental migrantes agricultores do sul e norte da China, que se ligaram aos grupos locais de caçadores-recolectores e se estabeleceram perto de vales férteis e cursos de água e designadamente a  Cultura Phung Nguyen e o sítio de Man Bac (atual Vietname), e o Sítio de Ban Non Wat, Planalto de Khorat (atual Tailândia); e no Sudeste Asiático Insular (atuais Malásia e Indonésia), influenciado por migrantes de Taiwan, marcando pólos agrícolas em ilhas como Sulawesi e Timor-Leste.

Fontes:

https://academic.oup.com/edited-volume/42054/chapter-abstract/355845825?redirectedFrom=fulltext

http://www.art-and-archaeology.com/seasia/seasiatimeline.html

 

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026

 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, extra-série

Edição: quarta-feira 21 de Outubro de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

 

 

 

 

 

quarta-feira, outubro 14, 2026

 Novo Livro: “Casa Resiliente: promoção da resiliência em habitação social” – infohabitar # 998

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte: 

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 998

Edição: quarta-feira 14 de Outubro de 2026

 


Fig. 00: o novo livro “Casa Resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação” 


Editorial

(Apresentação do novo livro “Casa Resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação”– Infohabitar # 998”) 


Caros leitores,

Lembrando que estamos a 2 edições do nosso número mil!

Na edição de hoje temos o prazer sempre muito especial de apoiar o lançamento de um novo livro, neste caso o "Casa Resiliente – reflexões para a promoção da resiliência em Habitação Social a partir de métodos de Avaliação Pós-Ocupação", uma obra que reúne resultados de aproximadamente uma década de pesquisas do grupo [MORA] Pesquisa em Habitação, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia (FAUeD/UFU), e realizada por Simone Barbosa Villa, Karen Carrer Ruman de Bortoli, Lamonise Vasconcelos Oliveira, Melina Nunes Oliveira, Bruna Cristina Martins e Thaís Souza dos Passos.

Boa leituras desta nova e excelente obra é o que se deseja.

E lembra-se aqui, novamente, o grande interesse editorial que estará sem dúvida associado, por exemplo, à divulgação parcial, na Infohabitar, de estudos associados a teses de doutoramento e mesmo de mestrado (bem qualificadas) ou a uma divulgação parcial e cuidadosa de partes de estudos em curso, por exemplo de doutoramento; mas também e com forte relevo os estudos individuais, técnicos e teórico-práticos que colegas leitores tenham desenvolvido ou estejam a desenvolver; pois afinal o GHabitar e o seu Infohabitar sempre foram e quiseram ser plataformas de ativo diálogo entre a boa academia e a boa técnica.

Com os meus cumprimentos cordiais, desejos de bom trabalho e, naturalmente, uma saudação muito especial à amiga Simone Villa,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Azambuja Casais de Baixo, Casa das Vinte, 14 de Outubro de 2026



Novo Livro: “Casa Resiliente:  promoção da resiliência em habitação social” – infohabitar # 998

 


Fig. 01: Capa do novo livro “Casa Resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação”

 

Introdução ao lançamento do livro “Casa Resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação”

Temos a satisfação de anunciar o lançamento do livro "Casa Resiliente – reflexões para a promoção da resiliência em Habitação Social a partir de métodos de Avaliação Pós-Ocupação", uma obra que reúne resultados de aproximadamente uma década de pesquisas do grupo [MORA] Pesquisa em Habitação, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia (FAUeD/UFU), Brasil.

A publicação aborda um tema de crescente relevância para a arquitetura, o urbanismo, a habitação social e as políticas públicas: como tornar as habitações de interesse social brasileiras mais resilientes, seguras, sustentáveis e capazes de se adaptar às mudanças nas necessidades das famílias e aos desafios climáticos e socioambientais contemporâneos.

A obra articula fundamentação teórica, investigação empírica e aplicação prática, reunindo metodologias de Avaliação Pós-Ocupação (APO), instrumentos de avaliação da resiliência, resultados de estudos realizados em conjuntos habitacionais de Uberlândia (MG) e produtos destinados à aplicação profissional.

Entre os principais resultados apresentados estão:

. a Matriz de Avaliação da Casa Resiliente (MACR); 

. o Questionário de Impacto (QI); 

. a Régua de Resiliência (RR); 

. fichas orientativas para reformas e intervenções em habitações de interesse social; 

. o WebApp “Reforma na Palma da Mão”, desenvolvido para aproximar o conhecimento técnico das famílias e apoiar o planejamento de melhorias habitacionais. 

A publicação também dialoga diretamente com a Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS), prevista pela Lei nº 11.888/2008, buscando contribuir para a qualificação das intervenções em moradias de famílias de baixa renda e para o desenvolvimento de políticas públicas mais sensíveis às dimensões sociais, ambientais e climáticas da habitação.

O e-book está disponível gratuitamente para acesso público (clicando em seguida no título):

ACESSAR O LIVRO – CASA RESILIENTE

Considerando a relevância do tema para programas de pós-graduação, grupos e redes de pesquisa, instituições de ensino, entidades profissionais, órgãos públicos, pesquisadores e profissionais das áreas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, Habitação, Planejamento Urbano e ATHIS, gostaríamos de solicitar, gentilmente, a ampla divulgação do lançamento em seus canais institucionais, como sites, newsletters, redes sociais, listas de e-mail e demais meios de comunicação disponíveis.

Acreditamos que a circulação da obra poderá contribuir para ampliar o debate sobre resiliência habitacional, qualidade da habitação social, adaptação climática, Avaliação Pós-Ocupação e Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social, aproximando a produção acadêmica das demandas concretas da sociedade.

Agradecemos desde já pela atenção e, especialmente, pelo apoio na disseminação desta produção científica e de seus instrumentos de aplicação prática.

 

Simone Barbosa Villa

Karen Carrer Ruman de Bortoli

Lamonise Vasconcelos Oliveira

Melina Nunes Oliveira

Bruna Cristina Martins

Thaís Souza dos Passos




Fig. 02: Mosaico Casa Resiliente

 

Resumo do livro “Casa Resiliente:”

VILLA, Simone Barbosa; BORTOLI, Karen Carrer Ruman de; OLIVEIRA, Lamonise Vasconcelos; OLIVEIRA, Melina Nunes; MARTINS, Bruna Cristina; PASSOS, Thaís Souza dos. Casa resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação. Uberlândia: MORA Pesquisa em Habitação/PPGAU/UFU, 2026. 382 p. Livro digital (e-book). ISBN 978-65-6172-006-9. DOI: http://doi.org/10.14393/UFU-978-65-6172-006-9.

O livro reúne resultados de pesquisas desenvolvidas pelo grupo [MORA] Pesquisa em Habitação, da Universidade Federal de Uberlândia, dedicadas à compreensão e à promoção da resiliência no ambiente construído, com foco nas Habitações de Interesse Social (HIS) brasileiras. A obra compreende a resiliência habitacional como a capacidade da moradia de absorver impactos, adaptar-se e transformar-se ao longo do tempo, preservando sua funcionalidade e qualidade. Nesse contexto, investiga desafios associados às mudanças nas necessidades dos moradores, vulnerabilidades socioeconômicas, eventos climáticos, limitações construtivas e demandas de conforto, acessibilidade, saúde e eficiência energética. A pesquisa empírica, realizada em dois empreendimentos de HIS em Uberlândia (MG), permitiu identificar impactos, vulnerabilidades, capacidades adaptativas e oportunidades de intervenção.

A principal contribuição da obra reside na integração entre pesquisa científica, avaliação de desempenho, Avaliação Pós-Ocupação (APO), inovação tecnológica e aplicação prática. Entre os principais resultados estão a Matriz de Avaliação da Casa Resiliente (MACR), o Questionário de Impacto e a Régua de Resiliência, instrumentos destinados à avaliação da resiliência habitacional. Os conhecimentos produzidos também foram transformados em estratégias projetuais, fichas orientativas e ferramentas digitais, como o site Casa Resiliente e o WebApp Reforma na Palma da Mão, ampliando o acesso à informação técnica por profissionais, gestores e moradores.

A obra pretende contribuir para o desenvolvimento, integração e difusão do conhecimento científico e tecnológico relacionado ao ambiente construído, aproximando pesquisa, prática profissional e demandas sociais. Sua abordagem dialoga diretamente com diferentes áreas do conhecimento a saber:

- Desenvolvimento Sustentável, pela promoção de moradias mais sustentáveis, adaptáveis e socialmente inclusivas;

- Conforto Ambiental e Eficiência Energética, pelos estudos de conforto térmico e eficiência energética;

- Qualidade do Projeto, pela avaliação da qualidade e adequação das soluções habitacionais;

- Tecnologias de Sistemas e Processos Construtivos, pela abordagem de desempenho e aprimoramento das soluções construtivas; e

- Tecnologia da Informação e Comunicação, pelo desenvolvimento de plataformas e ferramentas digitais para avaliação e orientação.

Ao integrar conhecimento acadêmico, inovação tecnológica, participação dos usuários e aplicação prática, Casa Resiliente fortalece a Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) e oferece subsídios para profissionais, gestores e moradores na tomada de decisões sobre reformas e intervenções. A obra contribui, assim, para a qualificação do ambiente construído, para a produção de habitações mais resilientes, sustentáveis, acessíveis e dignas e para a transferência do conhecimento científico à sociedade.






Fig. 03: Flyer do novo livro “Casa Resiliente: reflexões para a promoção da resiliência em habitação social a partir de métodos de avaliação pós-ocupação”

 

Notas curriculares das autoras

Simone Barbosa Villa é Arquiteta e Urbanista, Professora Titular da FAUED/UFU e pesquisadora PQ2/CNPq. Pós-doutora e Visiting Scholar em Cambridge, é coordenadora do [MORA] Pesquisa em Habitação. Atua em habitação, APO, resiliência e desempenho do ambiente construído.

Karen Carrer Ruman de Bortoli é Doutora em Geografia e Arquiteta e Urbanista pela UFU. Pesquisadora do [MORA] desde 2016, é professora efetiva do IFSP. Atua em conforto e desempenho térmico, resiliência, avaliação pós-ocupação, simulação e habitação de interesse social.

Lamonise Vasconcelos Oliveira (in memoriam) foi Arquiteta e Urbanista e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFU. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo, integrou o [MORA] desde 2021. Pesquisou habitação, clima, resiliência, conforto térmico, flexibilidade e Avaliação Pós-Ocupação.

Melina Nunes Oliveira é Arquiteta e Urbanista, Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFU e pesquisadora do [MORA]. Atua em eficiência energética, comportamento e resiliência na habitação social. É fundadora da Elementos Projetos e atua com gestão e projetos em BIM.

Bruna Cristina Martins é Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFU, pesquisadora do [MORA] e 1ª colocada no Prêmio ANTAC 2024 de Teses e Dissertações. Arquiteta, engenheira civil e designer de interiores, atua com habitação, reformas e projetos autorais.

Thaís Souza dos Passos é Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UFU e Arquiteta e Urbanista. Pesquisadora do [MORA] desde 2022, atua em conforto ambiental, desempenho, avaliação pós-ocupação e habitação de interesse social. É fundadora do STUDIO nomad® Arquitetura.

 


Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Novo Livro: “Casa Resiliente: promoção da resiliência em Habitação Social” – infohabitar # 998

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 998

Edição: quarta-feira 14 de Outubro de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).