Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais – infohabitar # 989
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 989
Edição:
quarta-feira 5 de Agosto de 2026
Editorial
Depois
de uma semana (a passada) em que se concluiu, praticamente, um extenso estudo intitulado
Programa Habitacional Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos
Controlados PHAI3C, agora aqui referido, frequentemente, como “uma nova forma
de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”, tive natural
vontade de parar um pouco, até porque a altura do ano assim o pode sugerir, mas
no entanto irei nesta edição fazer uma espécie de pequeno ponto de situação
sobre os temas que marcaram a minha vida de estudos habitacionais no LNEC, no GHabitar e aqui na Infohabitar; tema ao
qual voltarei de modo mais circunstanciado em futuros artigos.
Sublinho
não se tratar de qualquer “artigo curricular” que pouco sentido agora faria,
mas essencialmente de uma tentativa de equacionar um amplo conjunto de estudos,
apoiando-se, assim, a eventual identificação de trabalhos e estudos que poderei
vir a realizar, sequencialmente, num futuro próximo.
Boa
leituras é o que se deseja e naturalmente será muito bom poder ter
contribuições vossas em todas estas matérias, seja a título de sugestões, seja
mesmo como artigos propostos para publicação.
E não posso deixar de registar aqui o nascimento, há menos de uma hora, em Lisboa, do meu neto Artur ...
Com
as minhas saudações cordiais e desejos de boas férias, se for o caso,
António
Baptista Coelho
Editor
da infohabitar
Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais – infohabitar # 989
1. Muitos anos de estudos habitacionais e uma referência essencial a quem me ajudou neste caminho
Entre o
início da década de 1980 e os dias de hoje, decorreram cerca de 45 anos (“anos
redondos”), e para um outro artigo mais ponderado e referenciado ficarão importantes
aspetos que foram marcando este caminho.
Mas desde
já e em primeiro lugar uma referência ao meu primeiro mentor profissional o meu
Pai, Arq.º António Baptista Coelho, que me ajudou em muitos variados aspetos ao
longo do curso e no início da profissão e que me indicou a possibilidade – que
lhe foi referida pelo seu amigo Paz Branco – de, ainda a terminar o 5.º ano de
Arquitectura na excelente ESBAL, me poder inscrever no Instituto Superior
Técnico para a possibilidade de vir a fazer um “Estágio Escolar” no bem
conhecido e excelente Núcleo de Arquitectura (NA) do Laboratório Nacional de
Engenharia Civil (LNEC), o primeiro grupo de investigação em Arquitectura e
Habitação que existiu e trabalhou em Portugal, e do qual já conhecia
variados trabalhos que usei ao longo do curso, e designadamente de Nuno Portas
e Reis Cabrita.
Uma outra
pessoa a quem muito devo encontrei-a, logo de seguida, a chefiar o então NA
(depois Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU) do LNEC, quando iniciei o
referido Estágio Escolar – então explicitamente referido como “não remunerado” –
e esta foi e é o António Reis Cabrita, hoje um Grande Amigo, e que foi o meu
segundo mentor profissional, coautor de muitos trabalhos e sempre bem presente
ao longo das décadas no LNEC e, agora já, fora do Laboratório.
Mais
tarde e na sequência de extensos trabalhos teórico-práticos tive o privilégio
da amizade e do apoio, sempre presente, por parte dos amigos engenheiros
Defensor de Castro e Hermano Vicente, do então muito grande Instituto Nacional
de Habitação, INH (hoje IHRU), e dos
cinco amigos e grandes líderes da incontornável Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica, Dr. Barreiros Mateus, Carlos Coradinho,
Orlando Vargas, Guilherme Vilaverde e, atualmente, o Manuel Tereso.
E devo
ainda destacar a querida Anabela Manteigas, que tanto me ajudou a secretariar o
NAU no decénio em que o chefiei, mas também os amigos e colegas Duarte Nuno
Simões, Vasco Folha, Clemente Ricon, Carlos Ameida Marques, Paulo Tormenta
Pinto, Carlos Nuno Lacerda Lopes, Rogério Galante e Inês Daniel de Campos, e o
grande e sempre presente Manuel Correia Fernandes; mais os amigos engenheiros
Fernando Pinho, Teixeira Trigo, Grandão Lopes e João Lanzinha; e ainda, mas
nunca por último, os colegas e investigadores lusófonos (do Brasil, Angola e
Moçambique) Sheila Walbe Ornstein, Khaled Ghoubar, Jaime Comiche, António
Gameiro, Geraldo Gomes Serra, Camila D’Ottaviano, Denise Antonucci, Lúcia
Shimbo, Angelica Benatti Alvim e Sílvia Mikami.
Referência
também devida aos muitos e bons amigos do Grupo Habitar, hoje GHabitar, e do
Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL, cuja 6.ª edição
está em gestação), mais uma antepenúltima referência aos arquitectos Nuno
Teotónio Pereira e ao Raúl Hestnes Ferreira que tive a honra de conhecer e com
eles ainda cooperar um pouco; seguida de uma penúltima mas bem sentida
referência à minha família e muito especificamente ao filho e colega Pedro
Baptista Coelho, meu coautor e que me substituiu, parcialmente, na organização
do 2.º CIHEL; e finalmente de uma última referência e essenciais desculpas a quem, aqui, me “esqueci” nesta pequena
viagem de agradecimentos sentidos, porque nada somos sem os outros e
designadamente sem os amigos: Bem hajam todos!
2. Notas breves sobre o vital carácter teórico-prático dos estudos habitacionais desenvolvidos
Apenas quase
“en passant”, mas porque se julga essencial, há que sublinhar que,
evidentemente, os estudos apontados, e cujos resultados em livros e relatórios
serão discriminados num outro artigo mais pormenorizado e referenciado, se
basearam, numa primeira linha, na existência de uma rica bibliografia existente
no NA/NAU do LNEC, na riquíssima Biblioteca do Laboratório, que é incontornável
em qualquer estudo sobre habitação em Portugal, e na minha crescente biblioteca
pessoal, iniciada anteriormente pelo meu Pai, e que fui desenvolvendo ao longo
dos anos, preferindo ir gastando alguns escudos/euros nesse sentido, em vez de
requisitar livros através do LNEC – mas isto é uma linha muito pessoal de amor
aos livros e que muito ultrapassa as matérias do habitar.
No
entanto e desde os primeiros estudos sobre habitação de interesse social,
apoiados diretamente também em casos práticos de referência, e mesmo no âmbito
de um extenso e inicial trabalho sobre “espaços exteriores em novas áreas
residenciais”, sempre acompanhados por visitas a bairros considerados de
referência, por natural indicação de Reis Cabrita, procurei ir desenvolvendo os
“paralelismos” possíveis entre a informação bibliográfica e a informação
retirada da prática; condição esta que julgo ser essencial.
Nos
estudos sobre qualidade arquitectónica residencial e sobre humanização do
habitar foram determinantes outras facetas de informação prática: por um lado,
(i) as viagens anuais de integração no Júri do Prémio INH/IHRU, ao logo de
cerca de um quarto de século, e nas quais eram feitas análises rápidas mas
bastante completas aos conjuntos habitacionais de interesse social que
concorriam ao Prémio ( e foram várias centenas de visitas técnicas bem
discutidas ao londo desse extenso período temporal); (ii) por outro lado as
três campanhas de estudos de avaliação pós-ocupação multidisciplinar de várias
dezenas de conjuntos de habitação de interesse social que coordenei e ajudei a
desenvolver no NAU do LNEC; e (iii) ainda por outro lado o riquíssimo contacto
com a realidade múltipla da promoção habitacional cooperativa das Cooperativas
da FENACHE, com as quais cooperei e coopero ativamente, e através das quais
pude e posso acompanhar todo um meritório processo de promoção habitacional
participada; e suplementarmente a FENACHE ainda me proporcionou algumas vitais
saídas do País com conhecimento de outras realidades da promoção habitacional
de interesse social.
Ainda nos
estudos sobre qualidade arquitectónica residencial e sobre humanização do
habitar, com extensão para as atualmente vitais matérias do habitar informal,
foram muito importantes os significativos períodos em que os colegas de São
Paulo, Campinas e São Carlos me convidaram para realizar seminários no Brasil,
e as incursões que o LNEC me proporcionou a Cabo Verde, Guiné, Angola e
Moçambique – não muitas nem muito extensas mas muito ricas.
No âmbito
do estudo sobre intergeracionalidade residencial recém-concluído, ainda que a
título relativamente provisório, destaco as importantes possibilidades de
visitas proporcionadas por algumas cooperativas e por alguns municípios e ainda
a própria atividade do Grupo Habitar – hoje GHabitar – que ajudei a criar; mas
não tenho quaisquer dúvidas que este estudo merece agora um seu desenvolvimento
prático e de análise local de casos de referência; veremos se tal será possível
pois há uma série de casos identificados em Portugal e designadamente em
Espanha (ex., Galiza, Valladolid, Madrid, Barcelona e Toledo) que muito
importaria poder visitar no âmbito da proposta intergeracionalidade residencial
equipada.
3. Breves notas sobre os vários temas a que me dediquei entre 1980/81 e 2026
Desde já
se salienta que são apenas umas notas muito breves sobre cada um dos vários
temas a que dediquei uma parte significativa de cerca de 45 anos da minha vida,
ficando para outra oportunidade o respetivo desenvolvimento temático, incluindo
as referências bibliográficas e eventuais pequenos resumos dos livros e
relatórios produzidos, bem como, desejavelmente, algumas linhas prospectivas
sobre os seus respectivos, desejáveis e possíveis desenvolvimentos.
3.1. Espaços exteriores em novas áreas residenciais
Ao entrar
como Estagiário Escolar no NAU/LNEC – estágio de um ano a tempo parcial – e
depois oficialmente – após concurso público bastante concorrido –, fui recebido
por Reis Cabrita e ainda por Nuno Portas e foi-me possibilitado escolher uma
determinada área de estudo, tendo escolhido as matérias ligadas à Arquitectura
Urbana e respectivos espaços exteriores residenciais.
Considerando-se
que na altura – há cerca de 45 anos atrás – não existiam, em português,
indicações recomendativas e indicativas significativas e atualizadas, sobre os
diversos aspetos qualitativos e tipológicos que poderiam e deveriam ser
seguidos na conceção de novos espaços exteriores de áreas residenciais, foi
realizado um extenso estudo bibliográfico com algum apoio prático
local/nacional, sobre tais aspetos, sendo estes depois reordenados e
clarificados num conjunto de livros/relatórios do LNEC que foram divulgados.
Foram
desenvolvidas quatro linhas subtemáticas: exigencial, tipológica,
comportamental e de apoio mais prático.
Estes estudos tiveram coautoria de António Reis
Cabrita.
3.2. Recomendações para habitação de interesse social
Tive a
oportunidade de participar na elaboração das Recomendações Técnicas para
Habitação Social (RTHS, editadas em 1984), tendo desenvolvido, essencialmente,
uma busca de elementos e dados numéricos relativos a áreas e dimensões mínimas
e recomendáveis das habitações, aplicadas anteriormente em Portugal e
existentes na altura em diversos países europeus ou preconizadas por entidades
internacionais.
Este estudo
também abarcou as questões ligadas aos diversos tipos e respetivas definições
de áreas, sendo o seu objetivo final apoiar diretamente a indicação das áreas
máximas registadas nas RTHS para a nova habitação de interesse social
portuguesa, iniciada então cerca de 1984 com apoio direto do INH.
O estudo
geral foi multidisciplinar e multiinstitucional e foi coordenado, em boa parte,
por António Reis Cabrita
3.3. Habitação evolutiva e adaptável
Assegurei
boa parte dos estudos ligados ao apoio direto à designada “Habitação Popular
Evolutiva para Cabo Verde”, estudo este organizado em diversas subtemáticas,
umas mais recomendativas e outras de sugestão de “esquemas” gerais para projetos práticos e que tiveram alguns reflexos
concretos em Cabo Verde, no apoio à regularização de assentamentos
informais/espontâneos.
Estes estudos tiveram coautoria e coordenação de
António Reis Cabrita.
Conjugadamente
realizei estudos de caso de habitação
evolutiva em Portugal e sequencialmente avancei para um estudo geral sobre
“Habitação Evolutiva e Adaptável”, concretizado num livro editado pelo LNEC e
onde se foca a adaptabilidade habitacional como uma qualidade vital na promoção
de habitação económica; mais tarde considerei que esta matéria poderia ter
sido, em grande parte, aproveitada para
a minha tese de doutoramento em Arquitectura.
Estes últimos estudos tiveram, ainda, coautoria de
António Reis Cabrita.
Prova pública para Assistente
de Investigação do LNEC
Todos os
temas atrás apontados foram apresentados e discutidos em prova pública
realizada no CDIT do LNEC, com sequencial passagem de Estagiário de
Investigação a Assistente de Investigação.
3.4. Qualidade Arquitectónica Residencial
Posteriormente
avancei para o estudo dos diversos “Rumos e Factores que integram a Qualidade
Arquitectónica Residencial”.
Temas
desenvolvidos: acessibilidade e comunicabilidade; espaciosidade, funcionalidade
e capacidade; agradabilidade, segurança e durabilidade; convivialidade e
privacidade; apropriação e adaptabilidade; atratividade, domesticidade e
integração.
Este
estudo integrou o desenvolvimento do que foi a minha tese de doutoramento em
Arquitectura (Vol 2 de 3), composta ainda: por um volume de introdução e
enquadramento (vol 1 de 3, nunca editado) e por um último volume (vol 3 de 3) de
desenvolvimento detalhado dos diversos níveis físicos residenciais na
perspectiva de muitos autores – praticamente numa perspectiva de “verbetes” em
que por vezes um mesmo aspeto específico é apresentado com diversas opções de
abordagem: o que se considera ser muito rico em termos de desenvolvimento da
respetiva investigação. Este estudo deu origem a dois livros editados pelo
LNEC.
Mais
tarde e talvez já com uma experiência mais sedimentada voltei a esta temática e
desenvolvi um novo livro, também editado pelo LNEC, em que revejo e talvez clarifique as referidas
15 qualidades acima apontadas.
Ainda no
âmbito deste leque de qualidades foram desenvolvidos estudos específicos sobre
Arquitectura Residencial e Saúde e sobre Segurança pública.
Prova
pública na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP)
O tema apontado
em “3.4.” foi apresentado e discutido na FAUP para obtenção do doutoramento em
Arquitectura.
3.5. Avaliação pós-ocupação da habitação
Retirando-se
e tratando-se – trabalho cuidadoso de escolha
e síntese – muitos dos aspetos identificados, organizados e estruturados no
estudo que acabou de ser referido, foi possível avançar para um conjunto de
instrumentos de análise prática (i) dos projectos e (ii) dos conjuntos
residenciais já ocupados, há mais de 5 anos, tendo sido, posteriormente,
realizadas, ao longo de um extenso período temporal, três campanhas deste tipo,
por mim organizadas e coordenadas, e integrando análises multidisciplinares
residenciais que incluíram a avaliação pelos próprios moradores; análises estas
cujos resultados foram entregues ao INH no sentido da melhoria da promoção da
habitação de interesse social.
Estes estudos tiveram colaboração de uma ampla
equipa do LNEC e apoio de António Reis Cabrita.
3.6. Habitação Humanizada
Considerando
que desde há algum tempo tinha vontade de tentar desenvolver algumas matérias
que talvez possam ser consideradas menos objetivas, mas que julgava que muito influenciavam
a qualidade e a satisfação residencial e de forma muito expressiva, avancei e
concluí um estudo sobre o que designei “Habitação Humanizada”, que deu origem a
algumas publicações, uma delas exterior ao LNEC e disponível na WWW (Dafne
Editora).
O estudo
– aquilo a que por graça chamei “a molécula” – sobre habitação humanizada organiza-se
de forma genérica nas seguintes grandes temáticas: escalas e tempos do habitar,
as humanidades e o habitar, habitar cidades amigas, história(s) e tipologia(s)
do habitar, o desenho e a humanização do habitar, um habitar integrado,
natureza cidade e lugar.
O estudo
integrou, ainda, um conjunto de propostas de investigação nesta bem apetecível
área de uma tão desejável humanização do habitar e foi, depois, utilizado e um
pouco mais comentado numa série de artigos editados aqui na Infohabitar:
Pensa-se
ainda em voltar, pelo menos, a algumas desta linhas temáticas, tentando
aprofundá-las e dar-lhes mais conteúdos em termos práticos e exemplificativos.
Prova
pública para Habilitado em Arquitectura e Urbanismo
O tema apontado em “3.6.” foi
apresentado e discutido na Biblioteca do LNEC para obtenção do grau de
Habilitado em Arquitectura e Urbanismo.
3.7. História da habitação de interesse social portuguesa desde o 25 de Abril
Aproveitando-se
o material muito rico que foi sendo recolhido ao longo de cerca de 25 anos como
representante do LNEC nas visitas pormenorizadas e discutidas (reuniões locais
com os respetivos promotores e projectistas) a mais de 600 conjuntos de
habitação de interesse social, realizadas, anualmente, no âmbito do Prémio
INH/IHRU, foram realizados dois livros (um editado pelo INH e outro pela Livros
Horizonte) e capítulos de livros de apresentação destes conjuntos,
desenvolvidos entre cerca de 1984 e 2014, e também e complementarmente, do excelente
decénio entre 1975 e 1985 que foi muito positivamente marcado pela iniciativa
cooperativa habitacional da FENACHE.
3.8. Qualidade dos diversos níveis físicos habitacionais
As
questões ligadas a uma abordagem qualitativa dos diversos níveis físicos
residenciais, desde a vizinhança próxima, ao edifício e às habitações
pormenorizadas, passando pelos seus estratégicos interníveis de relação e de
passagem, foram abordados, primeiro, quando do estudo ligado à prova de
doutoramento (item 3.4.), mas foram depois retomadas, de uma forma talvez mais
prática, propositiva e estruturada num estudo que deu origem a uma longa
sequência de artigos na Infohabitar intitulada “Série habitar e viver melhor” –
Tema 6 da Infohabitar – que se irá procurar retomar e sintetizar proximamente.
No
entanto os muitos artigos sobre o grande leque de níveis físicos residenciais
estão disponíveis no Tema 6 do catálogo interactivo, em:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
3.9. Habitação informal
A matéria
da designada “habitação informal” tinha sido já abordada no âmbito do apoio
direto à designada “Habitação Popular Evolutiva para Cabo Verde” (item 3.3 do
presente artigo), foi periodicamente abordada em artigos e palestras em vários
países da Lusofonia e nas visitas que aí foram sendo possíveis e num livro
editado em coautoria (Escolar Editora).
Sequencialmente
esta matéria foi especificamente abordada no apoio á melhoria das condições
habitacionais do Bairro do Alto da Cova da Moura, na Amadora perto de Lisboa,
estudo teórico-prático este que coordenei durante um ano e no qual desenvolvi
uma metodologia de pré-análise do bairro, que permitiu avançar, depois e
sequencialmente para a respetiva análise detalhada, unidade a unidade, que foi
por mim coordenada e participada tendo sido a respetiva metodologia de análise
realizada por outros colegas do LNEC.
3.10. Habitação intergeracional equipada
O último
tema estudado referiu-se ao desenvolvimento do estudo teórico-prático do PHAI3C
- Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos
Controlado, agora aqui referido, frequentemente, como “uma nova forma de
habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.
De certa
forma considerou-se que toda a informação recolhida e todas as reflexões
desenvolvidas sobre habitação e especificamente sobre habitação de interesse
social poderiam agilizar a abordagem deste tema, que foi considerado oportuno e
urgente na sociedade atual e em Portugal especificamente.
No último
artigo aqui editado – “Uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional,
equipada e participada: Catálogo Geral Interativo do Estudo PHAI3C (77 artigos)
– infohabitar # 988” – apresenta-se o catálogo
de síntese e de “entrada” ao referido estudo PHAI3C com a sua apresentação
geral e o registo estruturado dos respetivos conjuntos/listagens de artigos já
editados e que integram, para já, a totalidade do respetivo trabalho de
investigação.
(3.11.) Desenho e Arquitectura (numa prática didática)
Esta
temática da relação entre o Desenho “livre” e a Arquitectura (numa perspectiva
didática) é bastante distinta das anteriores, e foi por mim desenvolvida,
durante três anos, e aplicada ao ensino do 1.º ano de Desenho no Mestrado
Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior, curso que tinha
ajudado a criar e a estruturar bastantes anos antes, e onde fui convidado a
ensinar há poucos anos, como Professor Catedrático Convidado.
Trata-se
de uma matéria que me é muito “cara” e que pretendo continuar a desenvolver
também a nível editorial e na sequência de uma “Sebenta” que nessa altura
divulguei, oportunamente, quando professor e no sentido do respetivo
enquadramento didático.
(3.12)…
Que tema
virá a seguir? Já tenho algumas ideias, para além da atrás apontada e referida
a uma clarificação e simplificação da matéria tratada no âmbito da abordagem
sistemática dos diversos níveis físicos residenciais (item 3.8, do presente
artigo)
Brevíssima nota bibliográfica
Volto a
referir que este pequeno relato nada tem de “curricular”, pois esse tempo
passou, mas foi realizado com o prazer muito especial de quem estudou e estuda
estes temas com muito gosto e considerando, até, o interesse que esta exposição
possa ter para quem se queira dedicar a estas excelentes e bem importantes
matérias do habitar e do bem habitar, que, aliás, reganharam, atualmente uma
nova e sempre perigosa urgência (entenda-se este termo “perigosa” como referido
aos bem conhecidos riscos de fazer rapidamente e menos bem). E tal como já apontei
também estou a usar este texto como dinâmica prospetiva de apoio à eventual
identificação e escolha de próximos temas de aprofundamento.
Falta reafirmar
que em futuro ou futuros artigos serão referenciados os livros e relatórios
realizados em cada um dos títulos acima apontados; mas para quem quiser
desde já aprofundar tais áreas sugere-se uma consulta ao catálogo interactivo
da Infohabitar, em seguida disponibilizado, e onde tais temas estão razoavelmente
organizados:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Notas editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais
dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da
exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Pequena reflexão sobre muitos anos de
estudos habitacionais – infohabitar # 989
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
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Infohabitar, ano XXII, n.º 989
Edição:
quarta-feira 5 de Agosto de 2026
Editor:
António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL
– Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP –
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal
com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).








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