Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar extra-série de Outubro de 2026
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:
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Infohabitar, ano XXII, extra-série
Edição:
quarta-feira 21 de Outubro de 2026
Fig. 00 – Sobre as primeiras aldeias
Caros leitores da Infohabitar
Lembrando
que estamos com picos de leitura que praticamente não baixam dos 1000 acessos
diários e, frequentemente, ultrapassam as 2000 page views diárias; e que em
breve teremos notícias do 6.º CIHEL,
E
recordando que estamos já mesmo, mesmo próximos do nosso número mil!
Na
edição extra-série de hoje retomamos, sem comentários de acompanhamento, uma tradicional
“costela” da Infohabitar e mesmo do GHabitar que é a ligação com a história do
habitar.
Neste
caso uma pequena e imaginada viagem por uma das primeiras aldeias. Viagem este
depois complementada por um conjunto de dados sobre a temporalidade da
revolução neolítica.
Com
as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho,
António
Baptista Coelho
Editor
da infohabitar
Link directo: https://infohabitar.blogspot.com/2026/10/sobre-as-primeiras-aldeias-i.html
Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar
extra-série de Outubro de 2026
Uma
pequena viagem, essencialmente, imaginada por uma das nossas primeiras aldeias,
situada, provavelmente, algures no Crescente Fértil, quem sabe há cerca de
8.000 anos!
Nota importante: apenas as imagens são de ABCoelho com apoio de AI, os textos do anexo foram recolhidos na WWW e aqui apenas sintetizados e agrupados.
Fig. –
Sobre as primeiras aldeias 1
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 2
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 3
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 4
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 5
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 6
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 7
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 8
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 9
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 10
Fig. – Sobre as primeiras aldeias 11
Como anexo informativo juntam-se algumas notas informais sobre a criação das
primeiras aldeias.
Juntam-se, em seguida, algumas breves
notas sobre as primeiras aldeias, notas estas muito informais e essencialmente de
referência temporal; notas estas que começaram por se delimitar exatamente ao,
pouco, que ficou em termos de vestígios, das primeiras aldeias, feitas de barro/terra, e portanto extremamente deterioradas/desaparecidas
e soterradas sob inúmeras camadas de construções sucessivas (muitas vezes
feitas, as novas, simplesmente, sobre o que restava das antigas e aproveitando-as
no que era possível) ; mas notas que acabaram por se dirigir a aspetos
fundamentais de por onde passou essa revolução da vida mais sedentária e mais
urbana e sempre extremamente ligada à domesticação da vegetação e dos animais e
à criação de verdadeiros ambientes “domésticos”, que acabam por transcender e muito
a mera função de “abrigo” e de “alojamento” funcional, o que é muito evidente nos
espaçosos “T0” de Çatalhöyük, marcados por pinturas e esculturas e até pela “convivência”
entre várias gerações vivas e antepassadas.
Sobre as aldeias neolíticas mais
antigas conhecidas, organizadas por região os
elementos aqui agregados decorreram de uma simples embora prolongada pesquisa
na web, ficando os textos, em seguida marcados a itálico, a deverem-se exclusivamente a variadas fontes bibliográficas dificilmente
aqui referidas de forma bem clarificada, pelo que se apresentam as devidas
desculpas aos respetivos autores, embora se tenham registado as respetivas fontes; tendo sido a
ideia permitir, apenas, um “quadro temporal genérico” relativo ao despontar do
mundo “urbanizado” e, simultaneamente ou até em primeiro lugar, “domesticado” e
um breve apontamento/indicação dos seus primeiros pólos quase-urbanos e nunca
se pretendendo, aqui, avançar em qualquer tipo de estudo ou análise mais
técnica; trata-se, apenas, de disponibilizar um quadro temporal muito genérico e
apenas minimamente aproximado da “invenção” da primeira domesticidade ou
urbanidade.
Crescente Fértil e Levante (as mais antigas do mundo)
- Eynan / Ain Mallaha —
Israel/Palestina, 12 000–10 000 a.C. Aldeia
Natufiana, habitações circulares semi-subterrâneas.
- Jericó — Cisjordânia, 10 000 a.C. … viria a tornar-se uma das
primeiras cidades muradas da história.
- Çayönü — Turquia (Diyarbakir), c.
10 200 a.C., … transição para a sedentarização. Parametric Architecture
- Göbekli Tepe — Turquia, c. 9 600
a.C. Centro ritual do Neolítico inicial, abandonado por volta de 8 000
a.C. UNESCO
- Wadi Faynan (O75) — Jordânia, c. 9
700 a.C; estrutura oval que sugere … assentamento em
torno de actividades comunais e rituais. Facts and Details
- Bestansur — Iraque (Curdistão), c.
7 700–7 100 a.C.; as estruturas rectilíneas aldeãs
mais antigas encontradas no Curdistão iraquiano. UNESCO
- Ain Ghazal — Jordânia (arredores
de Amã), c. 7 250 a.C.; um dos assentamentos mais
avançados das primeiras comunidades agrícolas … uma população de cerca de 3 000
pessoas, era quatro vezes maior que Jericó, sua contemporânea. Parametric
Architecture
Anatólia
- Çatalhöyük — Turquia, c. 7 400–6
200 a.C.; conjunto denso de centenas de casas de tijolo
de barro acessíveis pelos telhados, sem ruas, com pinturas nas paredes. Grokipedia
– e uma “pequena cidade” cujas fontes muito influenciaram a reconstituição
gráfica livre que antecedeu este texto.
Egipto / Norte de África
- Nabta Playa — Deserto Ocidental
egípcio, c. 9 000 anos a.C.; … habitantes
chegaram provavelmente do Vale do Nilo … habitações circulares e ovais à volta
de um antigo lago. The Past
- Sheikh el-Obeiyid e Hidden Valley — Depressão de Farafra, Egipto, c. 7 000–8 000 a.C.;
aldeias com 25 cabanas circulares e ovais bem construídas. The Past
Transição para o Neolítico aconteceu
em momentos e moldes diferentes no Vale do Indo, na China e na América.
China
- c. 8 000–6 000 a.C., … aldeias de casas
semi-subterrâneas circulares ou quadradas, frequentemente com fossos
defensivos, situadas perto de rios ou lagos…. nomes mais conhecidos incluem Jiahu,
Banpo e Hemudu
Vale do Indo (c. 7000 a.C.) [1]
Transição neolítica no NW do subcontinente indiano começou por volta de
7000 a.C…. fortemente influenciada pelas rotas de
contacto com o Médio Oriente. [1,
2]
- Sítio Arqueológico Principal:
Mehrgarh (localizado no atual Paquistão) … [1,
2]
… casas modulares de tijolos de
barro secos ao sol e celeiros para armazenar cereais... [1,
2, 3] … Esta base
agrícola foi fundação da avançada
Civilização do Vale do Indo (Harapa e Mohenjo-Daro) a partir de 3300 a.C.. [1, 2]
Embora o Vale do Indo seja coração
desta “revolução” o Neolítico na Índia desenvolveu-se em outras frentes
independentes: Caxemira (Norte) - Sítios como Burzahom
e Gufkral com habitações subterrâneas (fossas) e uma economia baseada na
caça e agricultura; Vale do Ganges (Nordeste) - Sítios como Chirand; e Sul
da Índia - Regiões em Karnataka e Tamil Nadu centradas na pastorícia.
China
(c. 7000 a.C. – 5000 a.C.) [1]
Na China, o Neolítico desenvolveu-se
em dois grandes vales fluviais ... [1,
2]
- Norte (Vale do Rio Amarelo): … Destaca-se a Cultura de Peiligang (c. 7000
a.C.) e, mais tarde, a Cultura de Yangshao (c. 5000 a.C.), com aldeias circulares semi-subterrâneas... [1, 2,
3]
- Sul (Vale do Rio Yangtzé): … A Cultura de Hemudu (c. 5000 a.C.) com habitações de madeira sobre palafitas... [1,
2]
América (c. 7000 a.C. – 2500 a.C.) [1]
Na arqueologia americana … a transição foi
muito mais gradual... [1,
2]
- Dois grandes eixos independentes: a
Mesoamérica (México e América Central) e a Região Andina (Peru e Bolívia).
- Sedentarismo Tardio: Os povos americanos
continuaram a ser nómadas ou seminómadas durante milénios enquanto cultivavam.
As primeiras aldeias agrícolas permanentemente estabelecidas … por volta de 2500 a.C. a 2000 a.C.. [1,
2, 3,
4,
5]
Fontes:
[1] https://www.marcopolo.pro.br
Europa Central e Ocidental
Apenas para se ter uma “ponte temporal” muito
genérica com o que terá sido o início de uma sociedade neolítica na Europa,
incluindo, portanto, pólos de desenvolvimento baseados na agricultura e na
pastorícia:
Referem-se sumariamente os primeiros locais
neolíticos na Europa, cerca de 7000 a.C. Na região dos Balcãs e Grécia (c.
7000 a.C.) com agricultores migrantes da Anatólia: Grécia e Sudeste Europeu;
Bálcãs e Sérvia (c. 6200 – 5500 a.C.); Europa Central (c. 5500 – 4900
a.C.), Vaihingen (Alemanha) e Verlaine (Bélgica) .. . rápida expansão pelo vale
do Danúbio e Europa Central ; Europa Ocidental e Península Ibérica (c. 5500
– 5000 a.C.) - Le Peu (França) … grandes casas de madeira e estruturas
defensivas, de cerca de 7 mil anos, Vale
Pincel (Portugal), e Stentinello (Itália).
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiros_agricultores_europeus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico
No
atual território de Portugal cerca de 6000 a.C., caracterizando-se por forte mobilidade (abrigos temporários e em
grutas) antes da criação de aldeias, com primeiros vestígios localizados,
designadamente: em Vale Pincel (Sines); em
Grutas do Maciço Calcário Estremenho – como Gruta do Almonda e Gruta do
Caldeirão; e no Alentejo Central - recintos megalíticos e menires.
Fontes:
https://citaliarestauro.com/genese-do-neolitico-portugal/
https://museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=3875
https://caminhosdeportugal.com/neolitico-a-idade-do-bronze/
Europa do Leste
A sedentarização agrícola desenvolveu-se na
ligação entre migrantes do Sudeste Europeu/Anatólia e populações autóctones das
estepes: entre c. 5800 – 5100 a.C. na Ucrânia ocidental, Podillia e
Volhynia, maior desenvolvimento entre c. 5000 – 3000 a.C. com a Cultura
Cucuteni-Trypillia – atuais Romênia, Moldávia e Ucrânia; declínio c. 3000 –
2750 a.C., devido a alterações
climáticas, pressões populacionais e chegada de pastores das estepes.
Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=HdgowEyovas
https://whc.unesco.org/en/tentativelists/7016/
África (para além do Egipto e Vale do Nilo)
Fazem-se algumas brevíssimas notas sobre o
Neolítico africano caracterizado pela transição de modos de vida nómadas para uma
produção de alimentos muito ligada à pastorícia, antes ou paralelamente à
agricultura: o Saara Verde c. 7000 a.C. a 2500 a.C., com comunidades de
pastores nómadas e ceramistas; o Magreb e Marrocos de 4.000 a.C. a1.000 a.C
com grandes complexos agrícolas, por exemplo em Oued Beht em Marrocos, em
ligação com as sociedades mediterrânicas; África Subsaariana, região de Cartum
e Sudão, a partir de c. 7000 a.C.
Fontes:
https://es.wikipedia.org/wiki/Neol%C3%ADtico_en_%C3%81frica
Sudeste Asiático
Aproximadamente a partir de 2000
a.C. chegaram ao Sudeste Asiático Continental migrantes agricultores do
sul e norte da China, que se ligaram aos grupos locais de caçadores-recolectores
e se estabeleceram perto de vales férteis e cursos de água e designadamente a Cultura Phung Nguyen e o sítio de Man Bac
(atual Vietname), e o Sítio de Ban Non Wat, Planalto de Khorat (atual
Tailândia); e no Sudeste Asiático Insular (atuais Malásia e Indonésia), influenciado
por migrantes de Taiwan, marcando pólos agrícolas em ilhas como Sulawesi e
Timor-Leste.
Fontes:
https://academic.oup.com/edited-volume/42054/chapter-abstract/355845825?redirectedFrom=fulltext
http://www.art-and-archaeology.com/seasia/seasiatimeline.html
Notas editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições
individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo
portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Sobre as primeiras aldeias I – infohabitar
extra-série de Outubro de 2026
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
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Infohabitar, ano XXII, extra-série
Edição:
quarta-feira 21 de Outubro de 2026
Editor:
António Baptista Coelho
Liceu
Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de
Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura
e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista
do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).




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