segunda-feira, setembro 14, 2009

Mestrado sobre risco e acções sobre segurança infantil - Infohabitar 263

Infohabitar, Ano V, n.º 263
Caros leitores do Infohabitar, voltamos a lembrar os últimos quatro artigos da nossa revista, disponíveis muito facilmente aqui, ao “correr da imagem no ecrã, no seu computador, e que trataram os temas de uma cidade mais humanizada e vitalizada pela habitação:

. n.º 259, 14 de Agosto de 2009: Cidade melhor, desígnios fundamentais numa cidade positivamente renovada: o habitante peão – parte I

. n.º 260, 24 de Agosto de 2009: Cidade melhor, harmonizada e humanizada, e o protagonismo de um espaço público bem desenhado – parte II

. n.º 261, 31 de Agosto de 2009: E ainda o problema da habitação, em Portugal no início do século XXI – parte I, oferta e procura

. n.º 262, 7 de Setembro de 2009: E ainda o problema da habitação, em Portugal, e não só, no início do século XXI – parte II, ainda sobre a oferta e a procura habitacional

Neste número do Infohabitar faz-se um pequeno intervalo na edição de artigos para se divulgar, com algum pormenor, pois considera-se serem temáticas de grande interesse:

- a 2ª fase de candidatura para inscrição no Mestrado Interdisciplinar sobre Risco, Trauma e Sociedade, no ISCTE-IUL – uma acção cujo interesse e importância se sublinham; e atenção ao respectivo prazo de inscrição, que está mesmo a terminar (ou terá até já terminado);

- e duas acções que serão em breve promovidas pela APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil: o Seminário Arquitectura, Construção e Segurança Infantil e o Workshop Segurança nos Espaços de Jogo e Recreio.

Fig. 01: Mestrado Interdisciplinar sobre Risco, Trauma e Sociedade
Encontra-se aberta a 2ª fase de candidatura para inscrição no Mestrado Interdisciplinar sobre Risco, Trauma e Sociedade, no ISCTE-IUL, este Mestrado oferece também um Diploma de Pós-Graduação para quem optar por fazer apenas o primeiro ano do Curso.Salienta-se que o respectivo prazo de inscrição está praticamente a terminar Para mais informações, consultar: http://mrts.da.iscte.pt/, onde poderá encontrar e descarregar Boletim de candidatura o ou contactar o secretariado do Departamento de Antropologia do ISCTE:ISCTE, Av. Forças Armadas, 1649-026 Lisboatel: (+351)217903011fax: (+351)217903012email: secretariado.da@iscte.pto Curso de Mestrado Interdisciplinar em Risco, Trauma e Sociedade oferece conhecimentos especializados sobre diversos riscos e suas consequências traumáticas nas sociedades humanas, e possibilita o estudo aprofundado em novos dominios de investigação transdisciplinar universitária.

Reúne docentes e estudantes de diversas formações, com o objectivo de desenvolver o cruzamento dos saberes promovidos pelas ciências sociais e pelas ciências de saúde, e potenciar respostas eficazes aos riscos e traumas que afectam as sociedades actuais.

O curso promove não apenas o estudo de problemas teóricos em várias especialidades, e a problematização das fronteiras entre áreas disciplinares, mas também o fortalecimento de laços entre a investigação fundamental e os imperativos da resposta profissionalizada nos domínios do risco e do trauma.

Coordenação CientíficaProfessor Doutor António Pedro Dores
Professor Doutor Manuel João Ramos

Comissão de MestradoProfessor Doutor António Pedro Dores
Professor Doutor Manuel João Ramos
Dra. Filomena Araújo
Dr. Pedro Moniz Pereira

Condições de acesso
As condições de acesso ao curso exigem a titularidade de uma licenciatura ou equivalente legal, ou a titularidade de um grau académico superior estrangeiro reconhecido e satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo Conselho Cientifico do ISCTE. Será dada preferencia aos titulares de licenciaturas em ciências sociais e em ciências da saúde, sendo recomendável um conhecimento adequado de inglês e francês.

Corpo DocenteReúne docentes e estudantes de diversas formações, com o objectivo de desenvolver o cruzamento dos saberes promovidos pelas ciências sociais e pelas ciências de saúde, e potenciar respostas eficazes aos riscos e traumas que afectam as sociedades actuais.

As candidaturas serão apresentadas no Secretariado do Departamento de Antropologia do ISCTE, através de processo constando de: boletim de candidatura preenchido e assinado pelo próprio, certidão de licenciatura, incluindo a média final, curriculum vitae, incluindo cópias de dois trabalhos da licenciatura ou, alternativamente, cópia de dissertação de licenciatura ou de trabalhos publicados, uma carta de intenção ate 3 páginas explicitando as motivações para frequentar o curso, e uma fotografia.

Calendário
Candidaturas:
1ª fase - de 4 de Maio a 14 de Julho de 2009
2ª fase - de 17 de Agosto a 4 de Setembro de 2009.

Matriculas: 14 a 18 de Setembro de 2009 (na secção de Mestrados)Inicio das aulas: 21 de Setembro de 2009

1º Ano

1º Semestre
Antropologia da violência
Trauma e comportamento social: stress, memória e identidade
Métodos e técnicas em ciências sociais

2.° Semestre
Antropologia da saúde
Gestão social do risco e do trauma
Risco e trauma: vertentes epidemiológicas e médicas

2º Ano
1º Semestre
Seminário de investigação
Produção de dissertação em Risco, Trauma e Sociedade - fase 1
1ª Optativa
2ª Optativa

2º Semestre
Produção de dissertação em Risco, Trauma e Sociedade - fase 2

Duas acções da APSIDivulgam-se, em seguida, duas acções que serão, em breve, promovidas pela APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil: o Seminário Arquitectura, Construção e Segurança Infantil e o Workshop Segurança nos Espaços de Jogo e Recreio.





fig. 02: a APSI é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1992, que promove a união de esforços para a redução do número e da gravidade dos acidentes nas crianças em Portugal


SEMINÁRIO ARQUITECTURA, CONSTRUÇÃO E SEGURANÇA INFANTIL – 3h
15 de Outubro
10 de Novembro
A qualidade da arquitectura e da construção tem uma influência determinante no risco de acidentes relacionados com os espaços construídos. Muitos destes acidentes podem ser fatais ou criar níveis elevados de incapacidade temporária ou permanente nas crianças.

Cabe aos profissionais do sector da construção, às autarquias e às entidades fiscalizadoras a responsabilidade de assegurar que na concepção do projecto, na construção do mesmo, e após a sua conclusão, a redução dos riscos ligados aos elementos construídos e aos espaços habitáveis é contemplada de acordo com processos sistematizados de gestão do risco. Ao apostar na qualidade dos espaços construídos, será possível aumentar a probabilidade de sucesso das tarefas que cabem aos pais e demais prestadores de cuidados a crianças na prevenção de acidentes e minorar as consequências da natural e previsível falha humana.





Fig. 03: SEMINÁRIO ARQUITECTURA, CONSTRUÇÃO E SEGURANÇA INFANTIL

CONTEÚDOS:

1. Acidentes relacionados com o elemento construído
2. Enquadramento legal e normativo:
- Edifícios de habitação, edifícios escolares e outros edifícios públicos;
- Espaços exteriores (espaços de jogo e recreio e outros equipamentos recreativos, piscinas, jardins públicos, via pública,...)
3. Avaliação de risco na fase de projecto e após a ocupação
4. Principais riscos e recomendações técnicas para a sua mitigação

DESTINATÁRIOS:
Projectistas, Arquitectos, Arquitectos paisagistas, Engenheiros, Promotores imobiliários, Técnicos de empresas de construção, Técnicos autárquicos envolvidos na requalificação escolar e habitacional, profissionais de Saúde Pública, membros das Unidades de Saúde Familiar e/ou Unidades de Cuidados na Comunidade; Inspectores de Educação ou da Segurança Social, Responsáveis pelas creches familiares, entre outros.


INSCRIÇÕES:
APSI - Rita Ferreira - rferreira@apsi.org.pt
Tel: 21 884 41 00
http://www.apsi.org.pt/


WORKSHOP ESPAÇOS DE JOGO E RECREIO – AS NOVAS NORMAS DE SEGURANÇA
13 de Outubro
12 de Novembro

Os Espaços de Jogo e Recreio são espaços onde as crianças devem dar largas à imaginação, sem ameaças ou armadilhas. Cabe aos adultos – políticos, autoridades, profissionais, técnicos – assegurar que estes são bem distribuídos, projectados, construídos e mantidos.

Neste workshop, para além da partilha de experiências, dificuldades e soluções na gestão de EJR, serão divulgadas as principais alterações nas normas e o seu impacto na qualidade dos EJR. Serão igualmente debatidas boas práticas de projecto e de gestão, independentes da lei, de forma a assegurar um bom equilíbrio entre os investimentos necessários de acordo com as normas técnicas e o resultado em termos de segurança e bem estar das crianças.

Fig. 04: WORKSHOP ESPAÇOS DE JOGO E RECREIO – AS NOVAS NORMAS DE SEGURANÇA

Três razões para fazer o Workshop da APSI:

1. Líder
A APSI é a única entidade portuguesa que acompanha o desenvolvimento das normas europeias, nestas áreas temáticas, desde 1994.

2. Experiência única em formação
1ª entidade a promover formação nesta área em Portugal. A APSI já formou os técnicos do Instituto do Desporto de Portugal, membros das comissões de vistorias e técnicos de diversas autarquias, entre outros.

3. Actuação no Terreno
A APSI efectua consultorias técnicas e avaliação de risco a inúmeros EJR.

Conteúdos:
A Criança e o Espaço de Jogo e Recreio (EJR)
EJR inclusivos e seguros – conceitos
Acidentes e lesões em EJR – quais os maiores riscos?
Enquadramento legal e normativo
O papel das normas: uma abordagem pelo risco
As normas e as principais alterações introduzidas em 2008
- Equipamentos, áreas de queda e superfícies de impacto
- Outros equipamentos utilizados em EJR
Gestão de EJR – do projecto à manutenção, inspecção e fiscalização

Destinatários:

Projectistas e construtores; gestores de estabelecimentos de ensino; fabricantes e representantes de equipamento e superfícies de impacto para espaços de jogo e recreio; técnicos de autarquias, das Direcções Regionais de Educação e de Segurança Social; delegados de saúde e médicos de saúde pública, técnicos de saúde ambiental, delegados de desporto, membros das equipas de saúde escolar e das comissões de fiscalização.

INSCRIÇÕES:
APSI - Rita Ferreira - rferreira@apsi.org.pt
Tel: 21 884 41 00
http://www.apsi.org.pt/

Nota editorial: embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.

Infohabitar, Ano V, n.º 263
Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 13 de Setembro de 2009

Edição de José Baptista Coelho

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