quarta-feira, julho 27, 2005

INTEGRAÇÃO ENTRE INTERIOR E EXTERIOR, PORMENORIZAÇÃO, PROTAGONISMO DO VERDE URBANO E CARACTERIZAÇÃO HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO - Infohabitar 32

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Humanização e vitalização do espaço público (Tópicos VII e VIII): INTEGRAÇÃO ENTRE INTERIOR E EXTERIOR, PORMENORIZAÇÃO, PROTAGONISMO DO VERDE URBANO E CARACTERIZAÇÃO HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO

X Tópicos
  
(vizinhanças de proximidade, sequências, sítios únicos e níveis de privacidade)
(i) Vizinhanças de proximidade protectoras e sequências estimulantes
(ii) Sítios “únicos” e variados e gradações de privacidade
 
(eixos urbanos habitados, pormenorizados, estimulantes e conviviais)
(iii) Trechos de vida colectiva com desenho urbano de pormenor
(iv) Eixos e pólos urbanos regeneradores dos sistemas de convivência
 
(vizinhanças reforçadas, claro ordenamento e escala humana)
(v) Vizinhanças de proximidade reforçadas, sóbrias e naturais
(vi) Claro ordenamento urbano com referências directas à escala humana
 
(integração entre interior e exterior, pormenorização, protagonismo do verde urbano
 e caracterização)
 (vii) Um conjunto integrado de espaços interiores e exteriores bem 
pormenorizados
(viii) A grande importância do verde urbano e o vital papel da 
caracterização
 
(...)
(ix) A boa prática da pequena escala e da modelação da paisagem urbana
(x) Espaços públicos urbanos amigos das crianças e dos idosos
 
HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Tópico VII de X:
Um conjunto integrado de espaços interiores e exteriores bem pormenorizados
Tal como tão bem disse, Ken Kern, o espaço urbano é um conjunto integrado de espaços interiores e exteriores, um espaço construído e tornado legível por hierarquias e estruturado por transições e continuidades, que vão lembrando o que fica para trás e antecipando agradavelmente o que está para a frente, numa sequência ramificada que se quer sempre bem presente e clara.
Na imagem a excelente vizinhança urbana e residencial de habitação de interesse social do Monte de São João, promovida pela Câmara Municipal do Porto (2003), com projecto dos arquitectos Rui Almeida e Filipe Oliveira Dias.
Nas vizinhanças próximas urbanas e residenciais, que são os principais e “primeiros” elementos de uma cidade coesa, humanizada e vitalizada, é fundamental a importância da boa forma geral e da boa pormenorização pois aqui estamos no mundo da proximidade, sítio de olhares muito frequentes e muito chegados, sítio com muitas e exigentes funcionalidades, sítio vital de transição entre o mundo privado de cada um e o mundo público e citadino que é de todos, sítio que quando falta ou quando defeituoso acarreta inúmeros problemas.
Na imagem a primorosa vizinhança de proximidade do Contrato de Desenvolvimento de Habitação de interesse social da empresa Sedengil em Milheirós, Maia (2001), projecto do Arq. João Carlos Santos.
António Baptista Coelho, abc@lnec.pt
HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Tópico VIII de X:
A grande importância do verde urbano e o vital papel da caracterização
A variedade, a riqueza, a atractividade e a agradabilidade do jardim residencial de vizinhança, um modelo de espaço público cujo interesse funcional e de imagem ao nível vicinal e urbano e cuja importância estão ainda longe de serem justamente reconhecidos, seja para o recreio e lazer, seja para a formação dos mais novos e para o dia-a-dia dos mais velhos, seja para o convívio entre todos, seja para o equilíbrio microclimático local, seja para a própria saúde psicológica dos residentes.
Na imagem um jardim residencial de vizinhança do conjunto da Cooperativa Coociclo, em Telheiras, Lisboa (1989), projecto coordenado pelo Arq. Duarte Nuno Simões.
Tal como diz Christian Norberg-Schulz o carácter e a caracterização é mesmo o verdadeiro assunto da arquitectura, um assunto que marca o edificado e transborda sobre os exteriores contíguos de uma forma que tem de ser natural para ser efectiva e culturalmente válida. Não podemos fazer espaços urbanos e residenciais sem forma própria e sem identidade, afinal estamos a construir, melhor ou pior, uma cidade que vai durar.
Na imagem o conjunto de habitação de interesse social promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim em Rates (2000), projecto do Arq. J.J. Silva Garcia.
António Baptista Coelho, abc@lnec.pt

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