sábado, julho 02, 2005

Humanização e vitalização do espaço público (Tópicos I e II): vizinhanças de proximidade, sequências, sítios únicos e níveis de privacidade - Infohabitar 29

 - Infohabitar 29

O Infohabitar irá editar X “tópicos” ilustrados sobre a vital e actual temática da humanização e vitalização do espaço público.
A sequência de saída dos “tópicos” será aproximadamente semanal, editando-se, de cada vez, dois “tópicos”.
Anexam-se, assim, de imediato e sequencialmente:
· a listagem completa dos X “tópicos” considerados;
· e os dois primeiros tópicos, a saber: (i) vizinhanças de proximidade protectoras e sequências estimulantes, e (ii) sítios “únicos” e variados e gradações de privacidade.
Lisboa e Encarnação, 1 de Julho de 2005
António Baptista Coelho
HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
X Tópicos
(i) Vizinhanças de proximidade protectoras e sequências estimulantes
(ii) Sítios “únicos” e variados e gradações de privacidade
(iii) Trechos de vida colectiva com desenho urbano de pormenor
(iv) Eixos e pólos urbanos regeneradores dos sistemas de convivência
(v) Vizinhanças de proximidade reforçadas, sóbrias e naturais
(vi) Claro ordenamento urbano com referências directas à escala humana
(vii) Um conjunto integrado de espaços interiores e exteriores bem pormenorizados
(viii) A grande importância do verde urbano e o vital papel da caracterização
(ix) A boa prática da pequena escala e da modelação da paisagem urbana
(x) Espaços públicos urbanos amigos das crianças e dos idosos


HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Tópico I de X:

Vizinhanças de proximidade protectoras e sequências estimulantes

Bolsas de vizinhança de proximidade protectoras, conviviais, com dimensão pequena e claramente configurada e uma imagem urbana humanizada e muito apropriável, configuram espaços públicos extremamente agradáveis e positivamente caracterizados, nos quais a arquitectura dos pequenos edifícios se “apaga” também de uma forma positiva, o que interessa aqui é que estamos em presença de um pequeno pedaço de cidade.
Na imagem uma pequena rua em “impasse” das células sociais do Bairro de Alvalade (Lisboa), com projecto urbano de meados dos anos 40, realizado pelo Arq. Faria da Costa.

As sequências estimulantes de pequenos, demarcados e bem articulados e harmonizados cenários residenciais constituem os elementos fundamentais do urbanismo de pormenor, que é aquele sobre o qual quase tudo se deve fazer na arquitectura urbana.
Na imagem um dos interessantes pequenos conjuntos de habitação de interesse social da Câmara Municipal de Vila do Conde (2004), em Rio Mau, projecto do Arq. Miguel Leal.

António Baptista Coelho, abc@lnec.pt
HUMANIZAÇÃO E VITALIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO
Tópico II de X:

Sítios “únicos” e variados e gradações de privacidade

É essencial desenvolver sítios “únicos” e variados, que promovam a fundamental diferenciação entre lugares e assegurem emoção na percepção do espaço urbano habitado.
Na imagem um conjunto urbano de habitação de interesse social integrador de uma paisagem bem urbana, bem naturalizada, marcada pelo pormenor e por uma equilibrada diversidade, no Bairro da Floresta, um Contrato de Desenvolvimento de Habitação da empresa Edifer – Construções Pires Coelho & Fernandes, em ligação com a Câmara Municipal de Sines (2004), projecto dos arquitectos Rui Guerreiro e Fernando Raimundo.

As soluções urbanas e residenciais que se queiram caracterizar por espaços públicos humanizados e vitalizados devem oferecer condições de grande integração entre espaços mais privados (dos fogos e contíguos a estes), espaços mais urbanos e espaços de transição.
Tais condições exemplificam-se nesta imagem da Av. da Igreja, ao longo das células sociais do Bairro de Alvalade (Lisboa), com projecto urbano (anos 40) do Arq. Faria da Costa; muito se pode resolver e enriquecer com uma boa programação urbana funcional e de imagem.




António Baptista Coelho, abc@lnec.pt


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