quinta-feira, janeiro 11, 2007

121 - Sobre a humanização do habitar e o cooperativismo – uma primeira “conversa escrita” entre António Novais e António Baptista Coelho - Infohabitar 121

 - Infohabitar 121


Fig. 1: Beja, Cooperativa de Habitação Económica Lar Para Todos, 1986, projecto coordenado pelo Arq. Raúl Hestnes Ferreira.

Nota explicativa:

Nesta edição apresenta-se mais uma iniciativa do Grupo Habitar e do Infohabitar, que passa pela edição periódica, mas sem intervalos predefinidos, de “pares” e outros conjuntos de sequências de cartas com o título que melhor reflicta o conteúdo da respectiva troca e discussão de ideias; e até pode ser que por exemplo este importante primeiro tema da relação existente e potencial entre um habitar de forma mais humana e a cooperação habitacional nos leve longe: quem sabe!

Edita-se, assim, em seguida uma “conversa escrita”, que se inicia com uma carta, que decorreu naturalmente de uma conversa anterior, da qual a carta tenta fazer o possível relato, e uma carta que informalmente aborda, neste caso, variados temas na área da humanização do habitar e do cooperativismo, e uma carta que levanta ideias e propõe caminhos de discussão; e naturalmente a esta primeira carta segue-se a carta de resposta, que igualmente avança ideias e coloca questões para uma outra terceira carta que está para chegar.

O tema escolhido para esta primeira troca de “palavras escritas” foi o do novelo de aspectos que integram as matérias da humanização do habitar e da sua já existente e potencial relação com o cooperativismo habitacional, um tema que foi tema real de uma última conversa entre nós e que assim agora se abre a todos os leitores do Infohabitar, registando-se que se trata de uma “conversa escrita” entre duas pessoas que têm vivido de forma intensa as questões do habitar e designadamente o que o habitar pode dar para além do tecto e de um fundamental, mas não suficiente, conjunto de funções domésticas.

Apenas mais duas notas importantes:

A primeira é acentuar a natureza inteiramente informal e ao “correr da pena” ou do “bater do teclado” que têm e querem sempre vir a ter estas “conversas escritas”; considera-se ser esta uma opção fundamental nesta pequena aventura, que tem, naturalmente, reflexos numa discorrer de opiniões e de ideias apresentadas de forma um pouco fragmentada, pois essa é a essência de uma conversa, mas uma essência que pode eventualmente traduzir-se numa motivadora e natural agregação de ideias e, deseja-se, numa motivadora dinamização de outras pessoas para esta e para outras “conversas escritas”.

E a segunda nota, que já acabou de ser apontada, é, portanto, a vontade real de poder chamar outras pessoas para esta e para outras “conversas”, com os efeitos enriquecedores que essas pessoas trarão, sem qualquer dúvida, à discussão dos assuntos em consideração; e bastará o respectivo envio à edição do Infohabitar (para
abc@lnec.pt ou abc.infohabitar@gmail.com ).

Uma iniciativa deste tipo implica, naturalmente, uma sintética identificação dos perfis dos autores, e assim regista-se que António Baptista Coelho é investigador do LNEC e Vice-presidente da Nova Habitação Cooperativa (NHC) e António Novais é fundador e Vice-presidente da cooperativa As Sete Bicas. Há, no entanto, que sublinhar que os temas em desenvolvimento o serão, mais em resultado das nossas observações e vivências das realidades do habitar de hoje e menos em consequência das nossas actividades específicas e funções enquanto cooperativistas habitacionais.

Os autores, em 8 de Janeiro de 2007

(as imagens são apenas globalmente ilustrativas e seguem uma ordem cronológica)


Fig. 2: conjunto da Nova Habitação Cooperativa (NHC), na Estrada da Circunvalação, Lisboa, 1995, projecto coordenado pelos arquitectos Rui Pedro Cabrita e Miguel Ângelo Silva.

Caro Baptista Coelho,

Como que continuando a nossa conversa de há dias, agora sob a forma escrita (o que é um tanto mais complicado e demorado), os nossos temas andaram à volta dos meios que tornassem, por um lado, a relação entre os cooperadores com as cooperativas (sejam elas de que ramo forem) mais confiáveis, e das cooperativas em relação aos cooperadores com a oferta, tanto quanto possível, de condições favoráveis e atractivas e dentro das expectativas concretizáveis no que toca aos produtos que colocam ao dispor dos seus associados.

Falando do nosso universo (as cooperativas de habitação) a pergunta que se imporia seria a seguinte: Correspondem as cooperativas, com os produtos que colocam à disposição dos seus cooperadores, ao modelo de utilização e de vivência (proximidade e interacção com a sua vizinhança), que permitam aos cooperadores a desejada integração em ambientes, que sendo novos, não façam àqueles sentirem-se deslocados ou “encasulados”, mas que, antes, facilitem o contacto e o são relacionamento inter-vizinhos?

É sabido que as habitações que hoje se produzem, seja no mercado livre, seja no do mundo cooperativo, obedecem, mais ou menos, a um mesmo padrão construtivo: cozinha mais ou menos minúscula, quartos, sala comum e arrumos. É sabido também que, particularmente nos casais com vida profissional activa, as refeições normais são, tendencialmente, tomadas na cozinha, por questões de mobilidade, de economia de tempo, de tradição, etc.. E será que as habitações (neste caso as cozinhas) dão resposta, pela sua configuração e área, a estas necessidades?

As classes mais débeis economicamente encontravam, até um passado recente, solução para os seus problemas de habitação naquilo a que no Porto se designa por “ilhas”; aglomerados de minúsculas casas construídas em superfície. Nesses aglomerados, havia, muitas vezes, espaço para os canteiros, ou vasos, onde proliferavam mil tipos de plantas e flores, ou para a miudagem conviver em ambiente de brincadeira e de jogos colectivos, hábitos que hoje se vão perdendo, com grande pesar por parte de todos quantos neles então participaram e deles muitos ensinamentos tiraram. Sobrava também o tempo para que os vizinhos, ao se cruzarem nos espaços comuns, parassem para dois dedos de conversa;

Mas a que se devem então os protestos de muitos dos moradores dessas “ilhas”, ou mais recentemente dos moradores de alguns bairros em demolição quando são confrontados com a imposição de se realojarem em novas habitações com índices de conforto e de habitabilidade bem melhores que as de onde provêm? Não será, também porque se confrontam com a consciência de que vão perder, para sempre, aquele ambiente intimista e de solidariedade que viviam nos antigos espaços das suas habitações, ou recantos onde crianças e adultos pudessem ter contacto com a terra, como o faziam naqueles anteriores espaços? Lembremo-nos, de novo, dos jogos que a criançada fazia desenhando-os ou construindo-os com terra, ou do efeito retemperador e de prazer com que muitos adultos se sentiriam se tivessem, por perto, um canteiro onde pudessem amanhar a terra e contemplar o crescimento das suas plantas. Lembremo-nos ainda dos pátios alfacinhas e do efeito intimista e solidário que os mesmos provocavam nos “vizinhos” (haveria que recuperar também este termo, no sentido que o mesmo significava então).

Felizmente que o tipo de habitação que a esmagadora maioria das Cooperativas produz para o alojamento dos seus cooperadores, vai no sentido de responder positivamente a algumas das realidades e constrangimentos acima apontados, através da inclusão, nos seus edificados, de equipamentos sociais e espaços lúdicos e de convívio para todos os grupos etários. Felizmente que muitas das Cooperativas alimentam ainda actividades lúdicas ou desportivas, para benefício dos seus membros.

Com estas acções desenvolvidas pelas Cooperativas de Habitação (construção de habitações dentro de critérios cada vez mais rigorosos e onde se incluem os equipamentos sociais) a interrogação que se põe é se estará tudo feito no que seja o âmbito desta área do cooperativismo e no que sejam as aspirações e determinações dos seus dirigentes. Avanço a resposta: Não!
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Suspendo aqui a minha parte da “conversa”, que nos comprometemos passar a ter com regularidade sobre estes temas, ligados à nossa “costela” do cooperativismo.

Com os assuntos acima abordados, mais não pretendi que não fosse tentar encontrar um fio para o arranque desta “missão”.

Saúdo-o com cordialidade.

António Novais
06.12.30


Fig. 3: MCH Algarve, Faro, CUPH – Urbanização Janelas de Faro I, projecto coordenado pelos arquitectos Jennifer Silva Pereira e Rogério Paulo Inácio, 2005.

Caro António Novais,

Continuando a nossa conversa, e com algum método seguindo o correr das suas palavras e das ideias que discutimos há pouco mais de um mês – um método que espero poder e podermos baralhar, positivamente, em próximas destas conversas, apetece sublinhar que a habitação não é ou não deveria ser apenas uma “caixa” onde se exercem diversas “funções” habitacionais, funções estas actualmente já muito escalpelizadas.

E a habitação não é uma “caixa” – ou a “gaveta” onde se arrumam pessoas, numa bem adequada ideia da Doutora Isabel Guerra – não só porque a habitação é muito mais do que uma “caixa” definidora de um dado mundo doméstico, sempre o foi, pois nela sempre muito mais se passou do que apenas funções – basta lembrarmo-nos das emoções –, mas também porque a habitação, que esteve na base da aglomeração de casas e da cidade, não pode de forma alguma esquecer-se das razões de coesão e de vivência comum, que estiveram na base da construção citadina. E, se o esquecer, provavelmente inicia aí o princípio do fim da sua razão de existir em termos de unidade específica; e aqui há também funções, mas também emoções.

Explorando um pouco mais esta matéria dá vontade de comentar que, provavelmente, há cerca de 10.000 anos se começou a passar da casa isolada para a “cidade” por razões de protecção mútua, de desenvolvimento económico e cultural e muito provavelmente também por razões de desenvolvimento gregário e associativo, e também de convívio em grupo, enquanto hoje em dia parece ser a reclusão doméstica e talvez mesmo o aprofundar do individualismo, por um lado, e a estratégica reclusão consumista, por outro, que ameaça a vitalidade do espaço público, que constitui afinal a própria matéria-base da cidade.

E voltando, outra vez, um pouco atrás, também uma caixa apenas “habitável” não corresponde ao sentido de protecção, de envolvência e de identidade e de relação com o corpo e o espírito que pode estar presente até no mais pobre abrigo.

Sobre o problema das habitações-tipo feitas para famílias-tipo, dá vontade de dizer que, em boa parte elas só serão as mais adequadas absolutamente por acaso, pois como se sabe não há pessoas-tipo, nunca houve e cada vez menos há, seja considerando a grande diversidade de culturas que cada vez em maior número integram a nossa grande casa europeia, seja porque o viver de forma específica é, cada vez mais e ainda bem, a vontade de muitos.

Naturalmente que um edifício multifamiliar ou um agregado de edifícios unifamiliares só poderá responder com fidelidade a cada conjunto de necessidades e de desejos familiares a muito custo, mas há diversos aspectos em que se pode actuar numa contínua aproximação à satisfação de quem habita: um dos aspectos é o diálogo construtivo e funcional com quem vai habitar e com quem vai projectar, sempre que tal diálogo seja possível; outro aspecto é conhecer o melhor possível o maior número possível de soluções residenciais e urbanas, pois não vale a pena repetir erros e há inúmeras soluções que podem responder a inúmeras solicitações; outro aspecto liga-se à aplicação de cuidados de projecto especificamente dirigidos para se aumentar a adaptabilidade de uma dada solução doméstica genérica, e esta é uma matéria que nem é especialmente complexa e permite uma riquíssima reinterpretação da casa por um razoável leque de formas e desejos de habitar, trata-se sim de uma matéria em que tudo isto é apenas possível com um bom projecto de arquitectura.

Portanto a resposta que dá vontade de dar à questão levantada sobre se as habitações actuais tendem a dar resposta às necessidades actuais, a resposta que se julga mais acertada é que, por regra, não! E pensa-se apenas nas necessidades funcionais, sobre as outras então só excepcionalmente as novas habitações lhes dão resposta; e aqui fica uma pergunta: será que é desejável e possível seguir, como regra, por este caminho de tentar dar resposta também a outras necessidades domésticas que não as apenas funcionais?

Ao entrar-se nesta matéria de outras necessidades habitacionais para além das funcionais, tendo presente, naturalmente, que há ainda necessidades funcionais por cumprir, mas não é por isso que se deve parar a reflexão sobre estas matérias, portanto neste aprofundamento dos rumos e das dimensões da satisfação residencial, há que fazer duas coisas fundamentais: olhar a rua e a cidade e sair de casa, e poder ter vontade de sair de casa; e poder depois olhar e lembrar a nossa casa de fora e ter vontade de a ela voltar e de nela receber os amigos que devem poder vir pela rua com agrado.

E aqui parece centrar-se a matéria que se levanta quando se pensa na insatisfação de certas pessoas quando confrontadas com ter de sair de um sítio de habitar com pouco conforto, mas com elevado potencial de apropriação, convivialidade e relações directas que são aquelas que em boa parte dinamizam a ajuda mútua, para irem habitar novas habitações, por vezes, com elevados níveis de conforto e de habitabilidade, portanto com elevados parâmetros qualitativos funcionais, mas, frequentemente, com reduzidos parâmetros qualitativos ligados a aspectos de identidade, apropriação, convivialidade e mesmo sentido de afinidade e de amigabilidade.

Fazer casas “amigas” de quem nelas mora, para além de serem “amigas” do ambiente, e fazer cidades “amigas” dos seus habitantes. Nestas matérias há muito que fazer pois sabe-se que muito aqui terá a ver com a escala e, tal como refere no seu texto, com a relação com o solo e com a possibilidade de usar a rua e os espaços de transição entre casa e rua com alguma liberdade e mesmo com alguma alegria – e nada disto trata de aspectos subjectivos ou inexistentes, são aspectos difíceis de medir, pois claro, mas que eles existem não haja dúvida. E talvez sobre esta matéria valha a pena prolongarmos um pouco o nosso diálogo em futuros textos, se assim considerar oportuno.

Mas seria importante ter também a sua opinião como habitante e como dirigente de uma grande cooperativa de habitação sobre uma outra faceta desta última temática, é que parece que, por vezes, o principal problema nem é uma pouco eficaz interpretação ou reinterpretação de tais “valores” pouco mensuráveis, mas que enriquecem o sentido do habitar a casa e a cidade, o pior parecem ser aqueles inúmeros casos em que fica evidente no projecto a quase total ausência de preocupações com tal natureza.

Com certeza que é difícil projectar ambientes residenciais intimistas e potenciadores de solidariedade, ou pelo menos de convívio, mas as cooperativas têm conseguido fazer alguns, não é verdade? E não será que vale a pena um tal cuidado e um tal trabalho aprofundado? E não será que muita desta matéria tem suporte directo numa cuidadosa aplicação de determinadas soluções tipológicas, feitas de edifícios e de espaços entre edifícios, ambos criteriosa e fundamentadamente desenhados? Mais um tema que fica em aberto.

E não será que nos últimos anos tem havido algum abrandamento neste tipo de preocupações práticas, designadamente, também nas próprias cooperativas? E não será que é cada vez mais urgente retomar uma tal linha de habitar humanizado e solidário, ainda que naturalmente apoiando os habitantes de hoje, e portanto sensível aos novos hábitos domésticos e urbanos? E que linhas deverão ser privilegiadas para se ir cumprindo um tal sentido de evolução da promoção habitacional e designadamente da promoção habitacional cooperativa?

A resposta que dá no seu texto a esta matéria é que acha que não, que acha que nem tudo está feito na área do cooperativismo habitacional no que se liga a estas matérias de uma ponderada, mas afirmada humanização e dinamização social e convivial da nossa promoção habitacional. Mas como avançar? E como avançar de forma eficaz numa sociedade que cada vez mais está, como diz, encasulada?

E não será também vital para as cidades deste nosso novo século das cidades que na pequena escala das suas vizinhanças algo se comece a passar de forma diferente, isto é, de forma mais humana e convivial?

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Termino então por aqui, para já, esta minha parte da “conversa” que nos comprometemos passar a ter com regularidade sobre estes temas, ligados à nossa “costela” do cooperativismo, por sua vez bem ligada à nossa outra costela de habitantes deste século das cidades que estamos a viver pela primeira vez.

Reconheço que fui um pouco longo, o que tentarei corrigir na próxima “conversa escrita”, na sequência da recepção das suas e, eventualmente, de outras ideias que aguardo com expectativa.

Saúdo-o com cordialidade.

António Baptista Coelho
2007.01.05


Fig. 4: Conjunto Habitacional da Bouça, Porto, Cooperativa Águas Férreas – cooperativas Ceta e As Sete Bicas e Associação de Moradores da Bouça –, 2006, projecto coordenado pelo Arq. Siza Vieira, uma acção de reabilitação e de completação (72 novos fogos) da obra que tinha sido parcialmente concluída em 1979; fotografia disponibilizada pelos promotores.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

120 - Cidades humanizadas e sustentáveis: alguns caminhos de aprofundamento - artigo de António Baptista Coelho - Infohabitar 120

 - Infohabitar 120

(palavras chave: sustentabilidade, cidade, habitar, habitação, cidades sustentáveis, cidades humanizadas, integração, peão, verde urbano, vitalização, humanização, construir no construído, exemplos, valor cultural)

Nota inicial: As figuras, numeradas de 1 a 8, que são usadas numa ilustração genérica e “paralela” deste artigo referem-se, cronologicamente, a três conjuntos residenciais de Habitação a Custo Controlado (habitação apoiada pelo Estado, financiada pelo Instituto Nacional de Habitação, futuramente Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana/IHRU), onde se aplicaram soluções de projecto e tecnológicas de aproveitamento passivo da energia solar, e a um recente conjunto residencial promovido no âmbito do Estatuto Fiscal Cooperativo (habitação também apoiada pelo Estado, financiada pelo INH), conjunto este que se caracteriza por ser uma solução pioneira em Portugal no âmbito da aplicação conjugada de diversos aspectos de sustentabilidade ambiental e urbana. Desta ilustração, caracterizadamente genérica e “paralela”, fica a ideia que fazer habitação ambientalmente mais sustentável é algo compatível com a promoção de habitação de interesse social.

A sustentabilidade no habitar da cidade não é apenas ambiental e económica, é também fundamentalmente social, urbana e cultural, pois:

  • também se joga no que sinteticamente se pode definir como o aprofundar do conhecimento e da aplicação dos aspectos ligados à humanização do habitar;
  • também se joga na substituição de espaços degradados por renovadas partes de cidade bem habitadas e vivas;
  • também se joga no privilegiar funcional do peão, um privilegiar que pode e deve ser feito de tantas maneiras cruciais, desde o fazer ou refazer de uma praceta pedonal vitalizada e vitalizadora ao cuidadoso programar das passagens de peões, que, infelizmente, tantas vezes parecem ter sido marcadas sem qualquer lógica (pedonal), e à adequada e clarificada programação de redes de transportes públicos confortáveis – que são a outra face do assegurar uma positiva “revolução” pedonal, ela própria essencial no redescobrir de maneiras mais sustentáveis de ver e viver a cidade;
  • também se joga numa adequada e bem evidenciada integração paisagística geral, bem como numa afirmada e adequada integração do verde urbano, utilizando-se todas as suas potenciais dimensões formais e funcionais, mas naturalmente atendendo-se com especial cuidado à presença das árvores;
  • e também se joga no aplicar e no evidenciar de uma afirmada qualidade de um desenho de arquitectura, urbanisticamente coeso, atraente e depurado, pontuado por equipamentos úteis e, por exemplo, evidenciado e elevado pela integração da arte.

Fig. 0: pequena praça urbana na Ericeira

Apontam-se, assim, em seguida, o que se pode definir, em poucas palavras, como linhas humanas e urbanas da sustentabilidade, pretendendo-se, ainda, contribuir para um certo “arrumar da casa” nas muitas matérias actualmente associadas à temática da sustentabilidade urbana e residencial, matérias que não serão aqui tratadas de forma muito objectiva, mas sim, essencialmente na sua natureza geral, tal como compete a um primeiro artigo no Infohabitar sobre o quadro gerar desta matéria, apontando-se, assim, as seguintes oito grandes linhas de aprofundamento:

(i) Procurar dar um razoável rumo de resposta que vá, desde já informando a faceta urbana da sustentabilidade, isto para ajudar a construir um sentido unitário na sua fundamental abordagem, evitando-se avançar isolada e deficientemente, apenas, na sustentabilidade do edificado.

(ii) Na sequência desta reflexão, mais prática, e antes de passar ao prometido e fundamental enquadramento genérico, ter a coragem de começar a levantar dúvidas e ir propondo ideias práticas, que sejam consideradas válidas e provadas e, portanto, desejavelmente aplicáveis sempre que possível; pois assim “perde-se” menos tempo.

(iii) Reflectir sobre o fazer novo e sobre a opção de requalificação e preenchimento; o fundamental conceito do “construir no construído,” como é abordado no excelente livro de Francisco de Gracia, com o mesmo título; e este é um aspecto que, como se verá, tem implicações fortes no próprio conteúdo global do conceito de sustentabilidade.

(iv) Procurar considerar e divulgar a ideia de sustentabilidade de uma forma completa, nos seus conteúdos fundamentais e designadamente também naqueles aspectos que podem ser, até, menos evidentes, mas que são também estruturadores.

(v) Ter a coragem de começar a estabilizar ideias fortes e integradoras, começar a passar das listas gerais para as hierarquias estruturadas e para os “novelos” de objectivos que, caso a caso, e conforme as características das situações concretas, possam e devam ser privilegiados.

(vi) Assumir a vital importância dos exemplos e divulgá-los, comentá-los, visitá-los, reflectir sobre eles, “copiá-los”, completá-los, discuti-los e utilizá-los.

(vii) Aprender com os especialistas e procurar integrar o melhor possível os seus ensinamentos.

(viii) E finalmente e de forma urgente e crucial começar a favorecer, sob todas as formas possíveis, cidades amigas/humanizadas, culturalmente valiosas e vivas.
E assim, em seguida, fazem-se alguns comentários genéricos relativamente a cada uma destas oito linhas do que pode ser uma abordagem razoavelmente completa e cuidadosa da tão actual e vital preocupação de sustentabilidade urbana e habitacional.




Figuras 1 e 2: Vila do Conde, Alto da Pega, C. M. de Vila do Conde, 16 fogos, promovidos pela Câmara Municipal de Vila do Conde em 1995, com projecto coordenado pelos arquitectos Alexandre Tombazis, Chaves de Almeida e Fernando Neves; este projecto obteve o 1.º Prémio no Concurso Internacional “PLEA 88 – Passive and Low Energy Architecture – Bloco de Habitação Social,” patrocinado, entre outras instituições, pelo INH e que decorreu em Julho de 1988. A esta intervenção específica foi atribuída uma Menção do Júri do Prémio INH em 1996.

(i) Sobre a urgente faceta urbana da sustentabilidade


Como julgo ter referido o Prof. Oliveira Fernandes num muito recente encontro no LNEC (Encontro Nacional sobre Qualidade e Inovação na Construção, QIC2006), as cidades não são, por natureza, sustentáveis, designadamente, em termos ambientais. Mas se quisermos avançar nesta matéria há que tentar tudo fazer para se reduzirem as influências ambientalmente negativas das cidades e para o fazer há que começar a fazer “diferente” em todas as intervenções, designadamente, nos seguintes aspectos (listagem “dinâmica”): estruturar o novo espaço urbano tendo em conta a geometria da insolação em edifícios e espaços públicos; ter em conta o conforto acústico e a protecção acústica; maximizar a permeabilidade dos espaços exteriores relativamente à água das chuvas; desenvolver o aproveitamento local maximizado do ciclo da água; considerar um verdadeiro e positivo verde urbano; fomentar os usos pedonais funcionais e recreativos; apoiar o uso de bicicletas; dinamizar o convívio vicinal; estimular o uso de transportes públicos; considerar as características de composição e de reutilização dos materiais usados nos espaços exteriores, favorecendo aqueles que sejam mais amigos do ambiente.

E é fundamental que nesta linha de desenvolvimento se privilegie o espaço urbano, até porque há matérias que fazem muito mais sentido, ou apenas fazem sentido, quando trabalhadas conjuntamente (em edifícios e exteriores), o caso do ciclo da água e o caso dos resíduos sólidos são exemplos desta situação.

E quando se coloca, como é fundamental, o espaço urbano numa primeira linha há que privilegiar um verdadeiro protagonismo formal e funcional do espaço público e da imagem urbana, e um protagonismo também direccionado para a dinamização do recreio, do lazer e do desporto no exterior público e para o indefectível favorecimento do convívio vicinal e urbano; convívios estes cada vez mais cruciais numa sociedade que tende a viver entre um autista isolamento doméstico e individual e um massificado e estereotipado consumo de espaços colectivos, ditos com uso “público”, como é o caso dos “centros comerciais”.




Figura 2

(ii) Sobre algumas dúvidas e ideias práticas cruciais e oportunas


Esta temática tem toda a ligação com a primeira e terá com certeza outros aprofundamentos por especialistas nas diversas matérias. No entanto, e desde já, há aspectos que fazem ou não fazem sentido e conforme tal suceda se deverá actuar e com urgência.

Um destes aspectos, provavelmente um aspecto determinante, tem a ver com a importância do desenvolvimento do verde urbano e designadamente da plantação de árvores como factor de redução do CO2 , para além de constituírem elementos benéficos na fixação de poeiras e outros elementos ambientalmente negativos em suspensão na atmosfera, para além de serem elementos atenuadores da propagação do ruído e para além de serem elementos humanizadores e caracterizadores em ternos de uma relação íntima entre cidade e natureza. Não é aqui que se irá desenvolver esta matéria específica, porque é tema sensível e vital e porque vários autores já o fizeram – por exemplo, Al Gore, no âmbito do seu filme, recentemente exibido, “An Inconvenient Truth”, refere que uma árvore consome, em média, ao longo da sua vida, uma tonelada de CO2.

O que aqui se aponta é que se está provado o grande interesse da arborização urbana não se entende a razão de uma tal medida não avançar e com carácter de urgência. E, provavelmente, a melhor resposta nesta matéria estará na aplicação de espécies arbóreas muito duradouras, pouco exigentes em manutenção e que suportem bem a poluição urbana, e plantá-las, nas nossas cidades, rapidamente e em força, tal como está a ser feito, hoje em dia, e com certeza não por acaso, em grandes cidades americanas e japonesas intensamente poluídas (ex., favorecendo-se, neste caso, as árvores da espécie Ginkgo Biloba – Nogueira-do-Japão, espécie com grande longevidade e tolerância à poluição).

Mas muitos outros aspectos carecem de esclarecimento e de acção consequente, tais como, por exemplo, a eficácia real, no que se refere à permeabilidade pluvial, de diversas soluções de revestimento do espaço exterior público e os respectivos custos de execução, e, ao nível do edificado, a viabilidade da aplicação dos painéis fotovoltaicos – ainda há muito pouco tempo foi divulgada uma imagem de habitação de interesse social em Itália com grandes painéis deste tipo. Importa nestas e noutras matérias esclarecer cabalmente sobre o custo-benefício de um amplo leque de soluções, para que se possa daí partir para uma sua aplicação bem fundamentada, acabando-se de vez com um excesso de opiniões tantas vezes contraditórias.

Precisamos, urgentemente, que nos transmitam ideias concretas sobre estas e outras matérias nesta área, que nos digam se é viável, em termos de custo-benefício, aplicar certas tecnologias. De certa forma há que disponibilizar dados sobre o interesse ambiental e a sustentabilidade económica da aplicação de um leque, que até nem é muito amplo, de soluções urbanísticas, paisagísticas e tecnológicas/construtivas.



Figuras 3 e 4: Vila Nova de Famalicão, Gondifelos, 32 fogos promovidos em 1996 pela C.M. de V. N. de Famalicão, com projecto coordenado pelos arquitectos José Gigante e João Álvaro Rocha. Trata-se de uma solução que se caracteriza, em termos tecnológicos e construtivos, e na organização e distribuição de cada habitação, por aspectos de aproveitamento passivo da energia solar, e que corresponde à solução que obteve o 3.º Prémio no Concurso Internacional “PLEA 88 – Passive and Low Energy Architecture – Bloco de Habitação Social,” patrocinado, entre outras instituições, pelo INH e que decorreu em Julho de 1988. A esta intervenção específica foi atribuído o Prémio INH municipal de 1997.


(iii) Sobre a grande importância do conceito de “construir no construído”



Esta ideia de “construir no construído” constitui, em si mesma, uma base fundamental de sustentabilidade urbana, física e social, pois trata de se privilegiar a intervenção seja na reabilitação de determinadas parcelas da cidade, tornando-as novamente úteis e atenuando-se a expansão da cidade sobre o meio natural, mas também se refere ao importante aspecto de se privilegiar o preenchimento, a colmatação e o cerzir do espaço urbano preexistente.

O “construir no construído” tende a anular os espaços residuais e marginais, a rentabilizar as infraestruras já instaladas, a avançar na anulação de zonas social e por vezes ambientalmente problemáticas, e, associa-se, naturalmente, devido à sua própria natureza, que favorece intervenções com escala relativamente reduzida, ao privilegiar das intervenções pequenas e expressivamente humanizadas, aspectos estes que se consideram, hoje em dia, estruturantes das urgentes intervenções citadinas caracterizadamente humanizadas e humanizadoras.

O “construir no construído” tende a favorecer as pequenas intervenções, bem integradas nas suas envolventes, bem estruturadas, que acolhem, frequentemente e de forma positiva, afirmadas referências à escala humana; uma faceta da integração que tende assim a aliar aspectos físicos de pequena escala e/ou de uma escala bem confinada e tratada a aspectos sociais também de pequena escala, eles próprios com prolongamentos naturais para condições de dinamização do carácter local e de uma potencial convivialidade vicinal.

E, afinal, o “construir no construído” tem a ver com a atenção que importa dirigir para com a pequena escala, para com uma pormenorização cuidada da imagem urbana, uma pormenorização que responda positivamente àquilo que os nossos olhos querem encontrar nas sequências de vizinhanças de proximidade que constituem a cidade.


Figura 4.


(iv) Sobre uma ideia verdadeiramente mais completa de sustentabilidade


Este item, como os anteriores, pode levar-nos longe, não neste artigo: noutros. No entanto este mesmo item será eventualmente daqueles que mais longe e mais fundo nos poderão levar na discussão das matérias da sustentabilidade urbana e residencial. E aqui usa-se novamente a recente conferência de Oliveira Fernandes no QUIC 2006, quando ele define as seguintes facetas da sustentabilidade: ambiental, económica e social. E embora aqui apenas se pretenda levantar a questão deste leque de preocupações a exigir numa sustentabilidade mais completa e eficaz, apetece dizer que a sustentabilidade na área ambiental tem sido aprofundada em termos de aspectos a desenvolver, enquanto a sustentabilidade económica da cidade e das suas diversas partes tem ainda muito a aprofundar, situação que se repete com a sustentabilidade social e funcional urbana – sabe-se que é fundamental haver miscibilidade social e funcional em cada bairro e em cada unidade citadina, mas do saber ao fazer, como regra, há ainda uma grande distância.

E não seria possível concluir esta primeira pequena viagem sobre esta sustentabilidade multifacetada sem lembrar a importância de uma verdadeira sustentabilidade cultural numa cidade viva e humanizada, uma matéria que tem muitos reflexos em todas as outras facetas, atrás referidas, designadamente, na nossa “velha”, mas tão atraente e estimulante Europa.

E sublinha-se que o arquitecto e urbanista Carlos Coelho, numa recente intervenção no colóquio Sustentabilidade e Território, que teve lugar na Câmara Municipal de Matosinhos, por ocasião da inauguração do primeiro conjunto residencial cooperativo sustentável na Ponte da Pedra – Matosinhos, referiu, especificamente, no “seu” leque de objectivos de sustentabilidade urbana e residencial esta faceta cultural, que, na prática, se revelará, rapidamente, com importância idêntica às das outras facetas ambientais, económicas e sociais; e é importante que, desde já, se assuma a sustentabilidade com este leque amplo e completo de desenvolvimento, até também porque o património cultural é já hoje e será, cada vez mais, um dos principais recursos da Europa.



Figuras 5 e 6: Vila Nova de Famalicão, Covelo, 16 fogos promovidos em 2004 pela C.M. de V. N. de Famalicão, com projecto coordenado pelo arquitecto José Maria Ferreira Dias. Trata-se de uma solução que obteve o 2.º Prémio no Concurso Internacional “PLEA 88 – Passive and Low Energy Architecture – Bloco de Habitação Social,” patrocinado, entre outras instituições, pelo INH e que decorreu em Julho de 1988.

(v) Sobre a fundamental estabilização de ideias fortes e integradoras


Ainda no QIC2006, o Prof. Oliveira Fernandes sublinhou, que a sustentabilidade implica uma visão integrada. A ideia que fica é que a própria sustentabilidade corresponderá a uma tendência fundamental em termos de integração: ambiental, funcional, paisagística, social e cultural. Hoje em dia ainda estamos numa fase de proliferação de grandes listagens de aspectos a considerar para a melhoria da sustentabilidade urbana e residencial e provavelmente assim continuaremos mais algum tempo.

No entanto começa a ser urgente definir prioridades, objectivos e opções fundamentais numa linha que favoreça o desenvolvimento de projectos assim direccionados, e em tudo isto é crucial ter em conta que cada sítio é um sítio e que, muito provavelmente, a sua respectiva e adequada capacidade de caracterização específica (ex., funcional e visual) constitui um elemento muito importante da sua sustentabilidade económica, ambiental, social e cultural, numa perspectiva de grande integração de soluções urbanas e residenciais e numa outra importante perspectiva de crucial identificação de cada sítio na sua cidade; as partes de cidade “placebo” ou “franchising”, ou anónimas e uniformes, também não são nem serão sustentáveis neste século das cidades.



Figura 6.

(vi) Sobre a vital importância dos exemplos


Nesta nossa velha sociedade humana e nesta nova sociedade mega-urbana, cada vez mais globalizada, pouco se inventa realmente “de novo”, e estão disponíveis os meios de partilha global da informação, é apenas preciso, por exemplo, não ter problemas em seguir linhas já iniciadas, desde que consideradas adequadas para o principal fim em vista, que é contribuir para se fazer cidade mais sustentável com habitação mais sustentável.

Nada resulta melhor em termos de apoio à concepção e à promoção do que a visita a obras feitas e do que o diálogo com os seus responsáveis e com quem lá vive para se poderem entender vantagens e desvantagens das soluções aí desenvolvidas – e esta é uma faceta de abordagem da temática que deverá ter um enfoque específico, mas que deverá, igualmente, acompanhar e ilustrar as anteriores facetas, mais substanciais em termos temáticos.

E sublinhe-se que o trabalhar com exemplos é também uma forma sustentada de avançar no conhecimento das matérias, pois ir pelos exemplos é mergulhar na prática, é aprofundar tudo aquilo que estabelece pontes entre o projecto e a satisfação de utentes e moradores; pontes estas que podem ser inesperadas ou até incómodas, mas que são sempre pertinentes e muito úteis em intervenções subsequentes.



Figuras 7 e 8: conjunto cooperativo promovido pela Norbiceta (cooperativas Nortecoope, As Sete Bicas e Ceta), na Ponte da Pedra, Matosinhos, em 2006, projectado pelo Arq. António Carlos Coelho, financiado pelo INH no âmbito do Estatuto Fiscal Cooperativo, e integrado no Programa Europeu Sustainable Housing in Europe (SHE) – inclui diversos aspectos de sustentabilidade ambiental e urbana.

(vii) Sobre a sabedoria de saber aprender com os especialistas e de procurar integrar os seus ensinamentos


Importa ter a noção que se fizeram aqui “considerações”, que, portanto, aqui se desenvolveram, com cuidado, algumas reflexões comentadas, de certa forma preliminares ou um pouco globais, embora sempre faceadas com o conhecimento da experiência, numa abordagem que mesmo aqui, no Infohabitar, poderá ser prolongada por outros números desta revista/blog, reflectindo-se então, depois, de uma forma mais pormenorizada, e num essencial respeito para com as respectivas especializações técnicas, sobre muitos dos aspectos aqui e agora apenas aflorados.

E o que aqui, assim, se perspectiva é o potencial e sequencial tratamento destes aspectos em outros artigos do Infohabitar, que eventualmente possam vir a integrar esta série temática sobre a sustentabilidade urbana e residencial, bem como poder abrir esta revista/blog a intervenções mais especializadas, sobre as quais, naturalmente, serão depois exercidos os fundamentais esforços integradores e clarificadores.



Figura 8.

(viii) Sobre as cidades amigas, habitadas, humanizadas e vitalizadas, as únicas potencialmente redentoras deste século das cidades

E, finalmente, considera-se este como um pequeno e “informal” parágrafo que quer apenas abrir a atenção para um grande e crucial tema, pois ao falar-se das grandes linhas da sustentabilidade urbana e residencial não faria qualquer sentido deixar de referir ser fundamental que tudo o que se faça, nas nossas cidades “centrais” desabitadas e nos nossos subúrbios descaracterizados, se integre numa linha obrigatória e exigente de contribuição para a respectiva vitalização e humanização, considerando-se que neste último aspecto tem lugar cativo uma verdadeira qualidade cultural que possa ir devolvendo a cidade a uma estima pública activa e convivial – uma ideia em boa parte defendida, em publicações do LNEC, já há alguns anos, pela Arqª Maria da Luz Valente Pereira. Afinal, pouco ganharemos em ter novas partes da cidade, por exemplo, energeticamente eficientes se elas forem culturalmente empobrecedoras e socialmente desvitalizadas; e não esqueçamos que vivemos, cada vez mais, o século das grandes cidades e nas grandes cidades tais problemas assumem uma importância determinante.

Relativamente ao problema muito específico e muito sensível e complexo da insegurança urbana ele fica para uma outra abordagem, mas desde já se defende que ele só poderá vir a ser relativamente solucionado com cidades e partes de cidade amigáveis, porque bem habitadas, humanizadas e socialmente diversificadas e vitalizadas, as únicas potencialmente redentoras deste século das cidades; actuar directamente sobre a insegurança urbana ajuda, naturalmente, mas não tem eficácia adequada numa perspectiva de futuro; há sim que actuar sobre a coesão física e social da cidade, sobre a respectiva gestão local de proximidade e, paralelamente, sobre uma segurança pública de comunidade.

Naturalmente, todos estes oito grandes rumos de aspectos se integram uns com os outros, mas são aqui apontados caso a caso, porque se considera fundamental que numa altura em que, finalmente, começam a ser considerados objectivos de sustentabilidade ambiental, estes não sejam considerados “avulso”, ou de maneira desintegrada e pouco coerente, esquecendo-nos que a sustentabilidade verdadeira tem de ter uma perspectiva urbana geral o mais possível completa e bem radicada culturalmente e em cada “sítio” específico.

Para concluir importa sublinhar que este amplo leque de aspectos está associado seja à urgente produção de ideias fortes sobre a sustentabilidade ao nível urbano (itens i e ii), seja a um caminho essencial no aprofundar do que se deve entender por sustentabilidade urbana e residencial (itens iii a v), seja, finalmente, à consideração dos aspectos de eficácia técnica em todo este processo (itens vi e vii) e de caracterização e afectividade na construção das novas e renovadas soluções habitacionais, que terão de ser, em grande parte, responsáveis pelas cidades humanizadas e vitalizadas do século XXI, o tal das cidades (item viii).

Lisboa e Encarnação/Olivais-Norte, 4 de Janeiro de 2007

António Baptista Coelho
arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP), investigador do LNEC, Presidente do Grupo Habitar, Vice-presidente da Nova Habitação Cooperativa

quinta-feira, dezembro 28, 2006

119 - Catálogo TEMÁTICO do INFOHABITAR em HIPERTEXTO - Infohabitar 119

 - Infohabitar 119
Edição interactiva n.º 07, Setembro de 2007
Actualizada a 6 Setembro de 2007
Catálogo temático interactivo de mais de 140 artigos e cerca de 1000 páginas de Infohabitar
Seguem-se os temas em que subdivide o índice, seguidos dos respectivos artigos ordenados numa sequência temporal de edição.
15 Temas:
  • Memória
  • Construir o habitar NOVO
  • Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação) NOVO
  • Investigação habitacional e urbana
  • Grupo Habitar e Infohabitar
  • Sustentabilidade no habitar
  • Habitar de interesse social e habitar cooperativo
  • Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar
  • Gestão da cidade habitada
  • Escalas e tempos do habitar
  • Humanidades e habitar
  • Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras
  • História(s) e tipologias do habitar
  • Desenho e a humanização do habitar
  • Integrar o habitar
  • Natureza, tempo, cidade e lugar
  • (Novas) formas/soluções de habitação NOVO
  • Actualidades, comentários, notícias, informações


Nota: consoante a dinâmica editorial serão anexados mais temas

Artigos e textos de (ordem referida à ordem de edição): Duarte Nuno Simões; Celeste d'Oliveira Ramos; Marilice Costi; Sheila Walbe Ornstein; José Walter Galvão; Maria João Eloy; António Reis Cabrita; Nuno Teotónio Pereira; Sara Eloy; António Baptista Coelho; Paulo Machado; João Carvalhosa; Guilherme Vilaverde; Maria Luiza Forneck; Khaled Ghoubar; José Coimbra; Pedro Baptista Coelho; Sidónio Simões; José L. M. Dias; Manuel Tereso; António Novais; Rita Abreu; Teresa Heitor; Ana Tomé; Fausto Simões; Carlos Pina dos Santos; Pedro Taborda; …

Tema: MEMÓRIA
José Barreiros Mateus - Um ano de profunda saudade – texto de Manuel Tereso (7 Dez, 06).
José Barreiros Mateus - Um sentido para a vida, uma vida em comunidade – texto de António Baptista Coelho (7 Dez, 06).
Tema: CONSTRUIR O HABITAR
Palestra de Teixeira Trigo no LNEC - António Baptista Coelho (14 Jun. 07, 10 p., 10 fig.).
Tema: CASOS HABITACIONAIS E URBANOS (estudo, análise e divulgação)

Um prémio residencial formativo – texto de António Baptista Coelho (6 Set. 07)

Humanização e densificação urbana – texto de António Baptista Coelho (30 Ago. 07)
Notas sobre a integração urbana e paisagística – artigo de António Baptista Coelho (23 Ago. 07)

Cooperativas de habitação e adequação de espaços de vizinhança e domésticos – artigo de António Baptista Coelho (17 Ago. 07)
Cooperativas de habitação, reabilitação e sustentabilidade – artigo de António Baptista Coelho (9 Ago. 07)

Sobre Alvalade, um comentário - Pedro Taborda (20 Abr. 07, 2 p., 1 fig.).

Análise arquitectónica residencial do Bairro de Alvalade e designadamente das suas “células sociais” – António Baptista Coelho (06 Abr. 07, 15 p., 16 fig.)

Sobre o Bairro de Alvalade de Faria da Costa: um exemplo bem actual de sustentabilidade urbana e residencial – António Baptista Coelho (30 Mar. 07)

O conjunto de habitações sociais do Monte de São João – Duarte Nuno Simões, com ilutração de António Baptista Coelho (08 Mar. 07).


Tema: GRUPO HABITAR E INFOHABITAR

Sobre o Grupo Habitar, um pouco de passado e de futuro – António Baptista Coelho (22 Mar. 07)

Preparar a 3ª Assembleia Geral do GH e dinamizar a Associação - António Baptista Coelho (22 Fev. 05, 2 p.).
Inauguração do INFOHABITAR - uma "linha" inicial por António baptista Coelho (21 Fev. 05).

Tema: INVESTIGAÇÃO HABITACIONAL E URBANA
A investigação em arquitectura e urbanismo e em ecologia social no LNEC, parte I – António Baptista Coelho e Marluci Menezes (9 Nov. 06, 18p. 10 fig.).


Tema: APROFUNDAR A SUSTENTABILIDADE NO HABITAR

O livro “Criar Cidades Sustentáveis”, de Herbert Girardet – apresentação de António Baptista Coelho - (5 Jul 07, 8 p., 3 fig.).

Acessibilidades, Mobilidades e (in)Sustentabilidades Urbanas: A Cidadania em Causa - João Lutas Craveiro (26 Abr. 07, 8 p., 5 fig.).

Humanização do habitar: algumas reflexões – António Baptista Coelho (15 Mar. 07)

Regulamentação térmica e sustentabilidade na habitação – António Baptista Coelho, Fausto Simões e Pina dos Santos (01 Mar, 07).
A propósito da iniciativa “Por um Território Sustentável” – António Baptista Coelho (29 Nov., 06, 9p., 15 fig.).
O Prémio INH, algumas notas, António Baptista Coelho (28, Mai. 06,).
Qualidade na habitação: arquitectura, cidade e gestão - António Baptista Coelho (4 Out. 05, 4 p., 3 fig.).
Ordenamento, revitalização da memória e Prémio INH - Maria Celeste Ramos (27 Set. 05, 6p., 6 fig., 2 com.).

Tema: O HABITAR DE INTERESSE SOCIAL E O HABITAR COOPERATIVO
Finalmente a conclusão da Bouça, de Siza Vieira, pela iniciativa cooperativa – António Baptista Coelho (17 Abr. 06, 3 p. 5 fig.).


Tema: INTERVIR E CONSTRUIR NO CONSTRUÍDO (reabilitar, preencher e regenerar)
A PENSAR EM LEIRIA – artigo de Fausto Simões (2 Ago 07)
Reabilitação do parque habitacional público: O papel das cooperativas - crónica de Nuno Teotónio Pereira (26 Jul. 07)
Um dia por Lisboa – Fazer e não fazer - Texto de Nuno Teotónio Pereira (28 Jun. 07, 7 p., 3fig.)
Mobilidade no centro histórico: o caso de Coimbra – Sidónio Simões (Out. 12, 14 p. 16 fig.).
Lisboa, cidade que quer ser UNESCO – Celeste Ramos, ilustração de Maria João Eloy e de Dias dos Reis (8 Set. 06, 8p., 9 fig.).
Um novo PER – Programa Especial de Regeneração habitacional e urbana - António Baptista Coelho (27 Out. 05., 5 p., 4 fig.).


Tema: GESTÃO DA CIDADE HABITADA
A Administração do Parque Publico de Arrendamento Habitacional – Guilherme Vilaverde (30 Jan. 06, 4p. ).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação IV– João Carvalhosa (25 Jan. 06, 5p.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação III – João Carvalhosa (19 Jan. 06, 9p. 3 fig.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação II – João Carvalhosa (15 Jan. 06, 9p., 8fig.).
Por um Novo Modelo de Gestão da Habitação I – João Carvalhosa (10 Jan. 06, 10p., 1fig.).


Tema: ESCALAS E TEMPOS DO HABITAR
A cidade que sou e tenho em mim; Regra de ouro: habitar – Maria Celeste Ramos e Maria João Eloy (14 Jul. 06, 5p. 4 fig.).
O meu bairro é uma cidade dentro da cidade – Maria Celeste Ramos e António Baptista Coelho com fotografias de Maria João Eloy (19 Out. 05, 4 p.14 fig.).
Entre o lugar da casa e os lugares da cidade , António Baptista Coelho (10 Ago. 05, 4 p., 2 fig., 2 com.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – III - artigo de António Baptista Coelho (24 Mai. 05, 2 p., 1 fig.).
Casas como bosques – I - António Baptista Coelho (16 Jun. 05, 2 p., 1 fig.).
Cidade e sedução I - António Baptista Coelho (9 Jun., 2 p., 1 fig., 1 com.).
A CIDADE: UM LUGAR DE ESTÍMULO E SURPRESA – Marilice Costi (1 Jun. 05, 3 p., 1 fig., 3 com.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – II - artigo de António Baptista Coelho (12 Abr. 05, 1 p.).
Mundos citadinos que é urgente conhecer/fazer melhor – II - António Baptista Coelho (12 Abr. 05, 1 p.).
Da minha janela vejo o mundo e reconheço o meu olhar - um texto da Arq.ª Maria Celeste Ramos (21 Mar. 05, 4 p., 2 com.).


Tema: AS HUMANIDADES E O HABITAR
Seis cantos contra a guerra – Khaled Ghoubar, ilustração de António Baptista Coelho (21 Jul. 06, 5p., 1 fig.).
As sociedades envelhecem, mas somos humanos – Maria Celeste Ramos e António Baptista Coelho (2 Mar. 06, 5p. 2 fig.).
Retrospectiva – Maria Luiza Forneck (5 Fev. 06, 3p.).
Quem sabe começamos por nós? – Marilice Costi (12 Dez. 05, 3p. 2fig.).
Os idosos na cidade e a cidade envelhecida – Paulo Machado (5 Dez. 05, 6p., 3fig.).
Interpelações Virtuais ao Cidadão Comum - Maria João Eloy , (Nov. 05, 2 p., 10 fig.).
As cidades também se abatem – “They kill horses - don't they ?” - Maria Celeste Ramos (16 Nov. 05, 4 p., 3 fig.).
O habitar é técnica e poesia I – inclui poema de António Ramos Rosa - António Baptista Coelho (4 Out. 05, 2p., 1 fig.).
O Preconceito na apreensão da Cultura da Cidade e do Território - Maria João Eloy (2 Ago. 05, 6 p., 10 fig., 3 com.).


Tema:
HABITAR CIDADES AMIGAS – CONVIVIAIS, ACESSÍVEIS, PARA TODOS, E SEGURAS

À volta da cidade: sobre cidades verdadeiramente habitadas e amigáveis - António Baptista Coelho (12 Jul. 07, 12 p., 8 fig.).

Cidades desejadas e seguras (I): o problema da habitação tornou-se o problema da cidadeAntónio Baptista Coelho (13 Abr., 2007, 8 p., 10 fig.)

Os velhos na cidade velha – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (21 Set. 06, 12p., 7 fig.).
A cidade e o recreio, o espaço e o tempo – espaço de alegria e de formação do cidadão – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (17 Ago. 06, 6p., 5 fig.).
5.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar - Évora: Os idosos e a cidade envelhecida, com o Grupo Habitar e a Câmara de Évora, relato de António Baptista Coelho (14 Mar. 06, 4p. 9fig.).
Os idosos na cidade e a cidade envelhecida – Sessão Técnica do Grupo Habitar – António Baptista Coelho,(28 Nov. 05, 7 p., 7 fig.).
Os Velhos – a Cidade e a Sociedade – Maria Celeste Ramos (2 Nov. 05, 4 p., 3 fig.).
As cidades são os locais mais desejáveis para viver e trabalhar II – objectivos/desafios e alguns comentários - textos de Adrian M. Joyce, comentados por António Baptista Coelho, 17 Mai. 05, 6 p., 1 fig.).
As cidades são os locais mais desejáveis para viver e trabalhar I - textos de Adrian M. Joyce comentados por António Baptista Coelho(29 Abr. 05, 3 p.).
Por uma cidade habitada - António Baptista Coelho (16 Mar. 05, 2 p., 1 fig.).
Habitação sem cidade algumas notas de António Baptista Coelho sobre um texto do Arq. Luis Fernández-Galiano (13Mar. 05,1p.).
Dos bairros do crime ao verdadeiro problema da habitação - António Baptista Coelho (09 Mar. 05, 2 p., 1 com.).
Sobre as cidades e os idosos - comentário de António Baptista Coelho (28 Fev. 05, 1 p.).

Tema:
HISTÓRIA(S) E TIPOLOGIAS DO HABITAR
PRÉMIO INH/IHRU 2007 – 19ª EDIÇÃO - Júri do Prémio INH/IHRU 2007 (19 Jul. 07, 11 p., 12 fig.)
20 Anos de habitação social portuguesa - António Baptista Coelho (7 Jun. 07, 16 p., 10 fig.).
Arquitectura da habitação social portuguesa recente – resenha de Sheila Walbe Ornstein (31 Mai. 07, p., 4 fig.).
Cidades à beira-rio e o rio como paisagem: a civilização que nasceu da água - Celeste Ramos com a colaboração e ilustração de António Baptista Coelho (24 Ago. 06, 10p., 9 fig.).
O Espaço Como Dominação e Consciência – artigo de Maria Luiza Forneck, ilustração de Susana Abreu, sobre as Missões Jesuítas no Sul do Brasil (4 Ago. 06, 6p., 7 fig.).
Outros destaques no Prémio INH 2006 – António Baptista Coelho (9 Jul., 9p., 19 fig.).
Premiados e mencionados no Prémio INH 2006 – António Baptista Coelho e Maria Celeste Ramos (3 Jul 06, 10p., 18 fig.).
Prémio INH 2006: candidaturas da promoção privada, parte II – reportagem de António Baptista Coelho (23 Jun. 06, 5p., 16 fig.).
Prémio Instituto Nacional de Habitação 2006: as candidaturas da promoção privada, parte I – reportagem de António Baptista Coelho (17 Jun. 06, 7p., 17 fig.).
Prémio Instituto Nacional de Habitação 2006: candidaturas cooperativas – reportagem de António Baptista Coelho (4 Jun. 06).
Arquitectura no feminino – texto de Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho do conjunto residencial projectado pela Arqª Ana Valente e promovido pela CM de Esposende (4 Abr. 06, 6p. 6fig.).
As grandes cidades e a origem das cidades – António Baptista Coelho (ABC, 22 Set. 05, 4 p., 2 fig.).
EDIFÍCIO COPAN: MARCO DE REVITALIZAÇÃO HABITACIONAL EM SÃO PAULO – Parte II – um artigo do Arq.º Walter Galvão e da Prof.ª Sheila Ornstein (27 Jun. 05, 5 p., 4 fig.).


Tema: O DESENHO E A HUMANIZAÇÃO DO HABITAR
Opiniões de Nuno Portas sobre o espaço público – relato de António Baptista Coelho (15 Set. 06, 15p., 5 fig.).
Uma viagem pela nova arquitectura na Universidade de Aveiro: reportagem fotográfica informal – Pedro Romana Baptista Coelho e António Baptista Coelho (1 Set., 7p. 16 fig.).
Sobre a humanização do espaço público – António Baptista Coelho (10 Ago 06, 8p. 7 fig.).
Humanização e vitalização do espaço público: Cadernos Edifícios (N.º 4 ) – artigo de António Baptista Coelho (27 Jun. 06, 3p. 2 fig.).
Notas ribeirinhas de Lisboa – António Baptista Coelho (22 Mar. 06, 7p. 9fig.).
Infohabitar/reportagem: com Gonçalo Ribeiro Telles no Jardim da Gulbenkian – António e Pedro Baptista Coelho (26 Fev. 06, 4p.).
ACERCA DE LA CASA – Curso em Sevilha, Relato – António Reis Cabrita (13 Out. 05, 9 p., 3 fig.).


Tema: HABITAR INTEGRADO
Ainda sobre o espírito do lugar – Maria João Eloy (8 Jan. 06, 1p.).
Casas envolventes e vivas (I) António Baptista Coelho (11 Set. 05, 3 p., 1 fig.).
Sentido do lugar – I, em memória de Fernando Távora , texto de António Baptista Coelho (4 Set. 05, 3 p., 4 fig., 3 com.).
Sentidos lugares II – algumas notas gerais sobre a integração , António Baptista Coelho (24 Ago. 05, 4 p., 3 fig.).
Sentidos lugares I – algumas notas sobre o verde urbano , António Baptista Coelho (21 Ago. 05, 4 p., 5 fig.).
Onde acaba a identidade e começa o turismo? - António Baptista Coelho (4 Mar. 05, 1 p.).


Tema:
NATUREZA, TEMPO, CIDADE E LUGAR

LIBERDADE IDENTIDADE: História de vida confundida com a história do país - Celeste Ramos (17 Mai. 07, p., fig.).

DIA DA MÃE – texto de Celeste Ramos (10 Mai. 07, p., fig.).

O Céu de Lisboa (e mais um texto complementar) - Celeste Ramos ( 20 Abr. 07, 8 p., 6 fig.).

A Cidade e o Solstício de Inverno - Maria Celeste Ramos (21 Dez. 06).
Cidade relógio de horas – Maria Celeste Ramos, ilustração de ABCoelho (16 Nov. 06, 9p., 7 fig.).
A Cidade e o Equinócio de Outono II, desenhar com a natureza – Celeste Ramos (5 Out. 06, 11p. 6fig.).
A Cidade e o Equinócio de Outono I, o esplendor da luz – Celeste Ramos, ilustração de António Baptista Coelho (28 Set. 06, 9p. 8 fig.).
Qualidade do ambiente urbano II – o jardim e acidade ontem e hoje – Maria Celeste Ramos com colaboração e imagens de António Baptista Coelho (7 Mai. 06, 7 p., 7fig.).
Qualidade do ambiente urbano I – a natureza às portas da cidade – Maria Celeste Ramos com colaboração e imagens de António Baptista Coelho (1 Mai. 06, 7 p., 7fig.).
A cidade e o equinócio da Primavera – Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho (28 Mar. 06, 6p. 5fig.).
A Cidade e o Carnaval, festa de antecipação do Equinócio da Primavera – Maria Celeste Ramos com imagens de António Baptista Coelho (10 Mar. 06, 3p. 2 fig.).
O Natal, o Solstício de Inverno e a Cidade – Maria Celeste Ramos (16 Dez. 05, 4p. 3fig.).

Tema: (NOVAS) FORMAS/SOLUÇÕES DE HABITAÇÃO NOVO

Cidade e habitação apoiadas (II) - António Baptista Coelho (25 Mai. 07, p., fig.).

Cidade e Habitação Apoiadas (I): Alguns aspectos de enquadramentoAntónio Baptista Coelho (3 Mai. 07, 6 p., 6 fig.).



Tema: ACTUALIDADES, COMENTÁRIOS, NOTÍCIAS, INFORMAÇÕES
Infohabitar- Actualidades: lançamento de um DVD sobre o edifício Copan – Sheila Walbe Ornstein (17 Abr. 06, 2p. 1 fig.).
Editorial e Índice do Infohabitar em 2005 – António Baptista Coelho e Edição do Infohabitar (31 Dez. 05, 3p.).
Infohabitar/actualidades – Um comentário de Nuno Teotónio Pereira aos últimos textos do Infohabitar - Nuno Teotónio Pereira (2 Nov. 05, 1 p.)
Infohabitar/actualidades – Património mundial, Macau - texto de António Baptista Coelho (9 Out. 05, 1 p.1 fig.)
Quercus apela ao fim do abate das florestas de carvalho - ABC (21 Mar. 05, 1 p.).

Sobre os fundamentais concursos de arquitectura urbana – um desabafo – ABC (19 Mar. 05, 1p.).
Sobre as novas ferrovias - JM (10 Mar. 05, 2 p.)
5 passos simples para juntar um comentário - ABC (28 Fev. 05, 1 p.).
HABITARTE 1 - ABC (24 Fev. 05, 1 p.).

Notas complementares:O Infohabitar é uma revista/blog do Grupo Habitar (GH), é editado com o fundamental e continuado apoio informático do editor José Romana Baptista Coelho, é divulgado a partir do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde tem a sede o Grupo Habitar, e tem contado com importantes apoios, em termos de divulgação, por parte do Instituto Nacional de Habitação (INH) e da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

No caso de um associado do GH ou de um leitor do Infohabitar ter interesse em editar um texto ou artigo na nossa revista/blog, naturalmente, dentro de um quadro de temáticas como as que estão acima apontadas, mas com um muito desejável potencial de diversificação (ex., nas matérias mais tecnológicas e em análises de casos) deverá entrar em contacto com António Baptista Coelho, para o e-mail abc@lnec.pt ou para o telem. 914631004.