segunda-feira, setembro 04, 2017

Habitar a Vizinhança Urbana – Infohabitar 608

Infohabitar, Ano XIII, n.º 608
Habitar a Vizinhança Urbana
por António Baptista Coelho

Tal como foi anteriormente divulgado, a Infohabitar está a retomar as suas edições regulares, procurando disponibilizar um novo artigo em cada semana e preferencialmente à segunda-feira, aproveitando-se para, mais uma vez, enviar um amigável desafio aos leitores no sentido de poderem enviar para o editor (mail referido no final do artigo) propostas de artigos para edição.

Considerando que, durante já um número muito significativo de semanas a Infohabitar tem editado artigos integrados no âmbito da série designada “Habitar e Viver Melhor”.
Tendo em conta o elevado número de artigos editados e porque estamos numa altura de reinício das atividades regulares da nossa revista, lembrámo-nos de proporcionar uma “revisão da matéria dada”, antes de prosseguirmos na edição desta série.

Neste sentido apresentam-se, em seguida, os títulos interativos dos primeiros artigos da série, que abordam temáticas da natureza do habitar e da relação do sítio que habitamos e das suas caraterísticas com a qualidade habitacional atingida, sob o título geral: “Habitar a Vizinhança Urbana” e aproveitando-se para acrescentar ao texto que se segue uma muito pequena e informal nota de reflexão sobres estas apaixonantes e tão atuais matérias.

Em próximos artigos iremos disponibilizar uma base de estruturação de um edifício habitacional e dos seus espaços comuns e, sequencialmente, entraremos nos diversos espaços habitacionais privados.

Lembra-se que bastará ao leitor “clicar” no título do artigo que lhe interessa para o poder consultar.
Salienta-se que a ordem de apresentação dos artigos que é em seguida adotada não cumpre, integralmente, a ordem em que foram editados, porque se entendeu ser preferível introduzir algumas, poucas, alterações na respetiva sequência.

Lembra-se, ainda, que por motivos alheios à Infohabitar, que muito lamentamos e que já apontámos, na Infohabitar, a maior parte dos artigos desta série editorial não conta, neste momento, com as respetivas ilustrações; estando, no entanto, disponíveis todos os seus textos, que se caraterizam por expressiva autonomia relativamente às referidas imagens.

Finalmente regista-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, sediado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.




São os seguintes os cerca de 20 artigos disponibilizados sobre o tema: “Habitar a Vizinhança Urbana”


Habitar pode e deve caraterizar-se por muito mais do que o “simples” habitar de uma dada habitação, qualificada como espaço essencialmente privado, pois um verdadeiro “habitar” pode e deve poder exercer-se no próprio eventual edifício comum/coletivo/multifamiliar onde se integra essa habitação e, também, na respetiva vizinhança urbana e paisagística; para além de que o próprio habitar mais privado, que se exerce dentro dos limites de uma dada unidade/célula habitacional, também pode e deve ter contornos socializadores (menos privados) e harmonizar vários espaços habitacionais privados e diversas atividades, que podem ser mais ou menos domésticas.

Esta ideia, que se pretende possa ser expressivamente prática, para lá do seu natural sentido teórico, relaciona-se diretamente com uma urgente diversificação e invenção tipológica, expressivamente direcionada para novas tipologias de habitações, de edifícios com conteúdos habitacionais e funcionais diversificados e de vizinhanças urbanas igualmente com conteúdos habitacionais e funcionais diversificados; uma reinvenção tipológica cuja urgência decorre da necessidade de resposta a novas formas de habitar casa, cidade e paisagem, a renovadas e novas necessidades humanas e funcionais, ligadas a um expressivamente novo perfil de habitantes e também a renovadas e novas necessidades urbanas e até paisagísticas.

Os artigos “arrumados” e direcionados neste texto não pretendem, evidentemente, dar resposta sistemática a estas questões, mas apenas contribuir para a sua discussão de uma maneira agradavelmente informal, recolocando o habitar urbano numa perspetiva talvez mais humana e natural, que procura investigar e discutir novas e velhas relações, imaginando um habitar mais integrado, estimulantemente sequenciado e até positivamente lúdico.

Há a certeza que se foi pouco longe nos textos dos diversos artigos que se apontam neste texto e nos textos editados nas próximas semanas, no entanto há que começar por algum lado e aproveitaram-se as “estruturas” razoavelmente “clássicas” da vizinhança, do edifício multifamiliar e da habitação para se refletir sobre “habitar e viver melhor” com melhor Arquitectura habitacional e urbana.

Considerando, agora, específica e muito brevemente as questões levantadas e o riquíssimo potencial arquitetónico e habitacional da vizinhança urbana, o que apenas e desde já queremos apontar é que a conceção de um “melhor habitar” deve considerar proximidades e relações urbanas vizinhas, deve incorporar espaços públicos e de uso público na sua génese, tanto em termos de “simples” relações visuais como em tudo o que tem a ver com matérias tão distintas e importantes como o conforto ambiental e social, e deve ousar inovar no sentido de se aproveitarem e maximizarem as caraterísticas locais, tanto ao serviço dessas matérias como da construção da sóbria identidade de cada intervenção; uma corajosa e vital inovação que deve ter em conta como se fez essa integração entre habitação e cidade densa, ao longo dos séculos, assim como as necessidades e potencialidades actuais de uma adequada vivência urbana tão local e doméstica como “central” e muito dinamizada.

De certa forma parece ser, hoje em dia, bem oportuno retomar – agora, naturalmente, de forma bem premeditada – a consideração do habitar a uma verdadeira escala de vizinhança de proximidade, estabelecendo-se sequências, alianças, compensações e misturas funcionais e imagéticas ricas e estimulantes, pois sendo mais complexa uma tal opção ela é expressivamente muito mais completa e gratificante quando habitada e assume-se, muito mais, como elemento dinamizador de todo o espaço urbano;

e a estas matérias voltaremos …

Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIII, n.º 608
“Habitar a Vizinhança Urbana” – mais de 20 artigos sobre o tema

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

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