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terça-feira, outubro 29, 2019

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707


Ligação direta (clicar) para: 700 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - Infohabitar 705 (36 temas e mais de 100 autores)


Infohabitar, Ano XV, n.º 707

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Nota prévia:
A Série “Habitar e Viver Melhor”, assim como outras temáticas teórico-práticas nas áreas específicas da “arquitectura do habitar”, com destaque para os assuntos associados a uma habitação intergeracional bem integrada  - matérias, como sabemos, “centrais” na edição da Infohabitar - serão retomadas dentro de poucas semanas, salientando-se que, por agora, a nossa revista continuará a dedicar-se a uma edição comentada de "esquissos"/desenhos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
O editor da Infohabitar

Fig. 01: árvores e edifícios harmonizando-se e contrastando formalmente, num esboço bem marcado pelo traço negro e pela perspectiva; a temática refere-se à zona central do excelente e "único" bairro modernista de Olivais Norte em Lisboa, uma zona urbana e "verde" que é urgente reabilitar e divulgar - facilmente acessível pelos acessos à estação de Metro da Encarnação que abrem em pleno Bairro.


Fig. 02: árvores densas e protagonistas num primeiro plano "reforçado", proporcionando-se a fruição directa e intensa da natureza como duas faces de uma mesma moeda - espaço urbano edificado/espaço urbano natural; no esboço procurou-se jogar com o interessante sentido de pormenor e de constante mutação proporcionados pelo "verde" urbano, que pode e deve ser cenograficamente desenvolvido. 



Fig. 03: Olivais Norte, novamente, num apontamento simples a azul e branco, que procura aproximar formalmente as formas naturais e construídas, afinal, ambas bem marcadas e bem desenhadas pela Arquitectura urbana e paisagista - e Olivais Norte foi um dos primeiros casos de intervenção profunda da Arquitectura Paisagista em Portugal.



Fig. 04: um jogo formal, seja, especificamente, em termos de "desenho", seja em termos de desenho urbano (arquitectónico), que aqui acontece, numa zona verde, entre duas grande bandas edificadas, e que se joga entre as formas, quase dançarainas, de um pequeno bosque (bem estruturado), da preexistência do que restou da arcaria de um aqueduto (ao fundo) e dos planos edificados laterais, que se pressentem, e que de certa forma delimitam este excelente espaço naturalizado de vizinhança - em Olivais Norte, naturalmente.




Fig. 05: neste esboço aguarelado e no próximo, que é idêntico, procurou-se avançar com liberdade na relação entre espaçose e elementos naturais e construídos (de grande escala: portanto grandes superfícies verdes, árvores e edifícios); há evidentes equilíbrios entre verde e construção, que foram bem projectados, e as formas e cores da construção contrastam agradavelmente com o fundo geral verde e azul, que se prolonga entre céu e terra - o tema continua a ser Olivais Norte. 



Fig. 06: os comentários foram feitos acima, na Fig. 05, no entanto e em termos de prática de esboço anota-se que em qualquer um dos dois desenhos se procurou equilibrar manchas de cor e aplicação do traço negro - este fazendo "viver" volumes e pormenores construídos e naturais.


Fig. 07: uma "casa árvore" talvez mais do que uma casa entre as árvores; um apontamento esboçado a partir de uma imagem fotográfica, em que não se conseguiram fazer "viver", adequadamente, os volumes e as sombras.


Fig. 08: um bem recente apontamento (em Olivais Norte) de dois choupos que acabaram por ficar quase sozinhos no esboço, sentindo-se, apenas, ligeiramente, a existência de um edifício ao fundo; e na prática é esta uma estratégia bem positiva pois permite-nos viver uma natureza "construída", mas expressiva e cenográfica, eventualmente, bem próximo de troços de cidade densa.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 707

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, agosto 06, 2019

697 - Esboços recentes de árvores – Infohabitar 697

Infohabitar, Ano XV, n.º 697

Esboços recentes de árvores – Infohabitar 697

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será retomada  dentro de algumas semanas)
Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria –ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que confessar).
Salienta-se que boa parte dos esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar (de cerca de 1955/1965, considerando o respetivo projeto), e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia a uma excelente qualidade de vida e a uma arquitetura urbana original e extremamente qualificada, uma evidente atualidade nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental  - ex., intervenções multidisciplinares incluindo (à data, lembra-se) arquitetos paisagistas integração expressiva de verde urbano em grande "manchas" mais simples de manter, e orientação dos edifícios segundo o movimento aparente do Sol de modo a "rentabilizar" a respetiva insolação dos espaços das habitações.

Nota específica ao presente artigo:
Todas as árvores que são, em seguida, apresentadas em esboço foram apontadas na referida zona central e "verde" de Olivais Norte, em Lisboa, um bairro fácil e utilmente visitável, saindo-se na estação de Metro da Encarnação (Metro de Lisboa), que abre em pleno coração de Olivais Norte.
Ao contrário do que tem acontecido em últimos artigos desta "série esboçada", não há grandes comentários urbanísticos, e mesmo os comentários aos esboços são muito contidos.


Fig. 01: árvore muito esboçada e acentuada no seu eixo central.


Fig. 02: um esboço que tenta fazer salientar a ligação entre natureza e urbanidade, ou a presença global de uma natureza "humanizada", pela referência desenhada do murete de tijolos; em termos do próprio esboço procurou-se marcar, equilibradamente, a presença dos variados volumes da copa da árvore.

 
Fig. 03: em termos do esboço salienta-se a esquematização da árvore/modelo e o reforço da sua presença a traços negros no seu contorno e na sua sombra projectada; noutra perspectiva de esboço ensaiou-se uma marcação de enquadramento a traço livre, que pode sublinhar a presença do elemento desenhado e os espaços restantes "vazios" (ideia esta que se usou em outros esboços deste artigo). 


Fig. 04: em termos do esboço houve uma procura de transparências e de múltipla presença, ou presença simultânea, do tronco principal e dos volumes de pequenos troncos e folhagem, reforçando-se, ainda, alguns contornos e sombras, ainda que "intermitentemente".

 
Fig. 05: pouco mais a dizer, a não ser a tentativa mais evidente de se jogar com as transparências entre troncos e volumes de folhagem; ideia que ajuda claramente à noção de profundidade/perspectiva.


Fig. 06: em vez de uma, duas árvores e uma "brincadeira" com os tons de verde e azul. 

 
Fig. 07: um apontamento muito esquemático aliado ao tal "jogo" de "encaixe" numa espécie de moldura apenas apontada.


Fig. 08: e uma grande árvore que acaba por se prolongar e, quase, continuar na própria moldura esquemática do esboço.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
Infohabitar, Ano XV, n.º 697

Esboços recentes de árvores – Infohabitar 697


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, julho 30, 2019

696 - Esboços recentes de edifícios e árvores II – Infohabitar 696

Infohabitar, Ano XV, n.º 696

Esboços recentes de edifícios e árvores II – Infohabitar 696

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será continuada  dentro de algumas semanas)
Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria –ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que confessar).
Salienta-se que boa parte dos esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar (de cerca de 1955/1965, considerando o respetivo projeto), e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia a uma excelente qualidade de vida e a uma arquitetura urbana original e extremamente qualificada, uma evidente atualidade nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental  - ex., intervenções multidisciplinares incluindo (à data, lembra-se) arquitetos paisagistas integração expressiva de verde urbano em grande "manchas" mais simples de manter, e orientação dos edifícios segundo o movimento aparente do Sol de modo a "rentabilizar" a respetiva insolação dos espaços das habitações.


Fig. 01: Edifíco, verde, edifício, verde, edifício; numa quase colagem de realidades construídas e naturais (embora humanizadas) e uma expressiva qualidade de vida urbana e natural. O esboço, que se julga ser ativamente esboçado/livre procura servir essa intenção de ilustração urbanística e jogar em diversos planos gráficos; e os tons quentes "aproximam" visualmente o edificado.

Fig. 02: Em Olivais Norte também se inovou e bem (nos anos de 1960) na manutenção de expressivas memórias do passado, como neste caso de um troço de aqueduto ligado à memória de um grande poço também visível; e é extremamente cénica e misteriosamente estimulante esta presença, matéria também do bom urbanismo e paisagismo que aqui se fez e que é urgente divulgar e recuperar. O esboço procurou apostar numa aguada livre, fazendo sentir a liberdade da água desde os tons do céu aos do aqueduto.

Fig. 03: Na envolvente do grande "quarteirão central" de Olivais Norte, cujo miolo é preenchido pela principal zona verde do bairro (visível nas figuras seguintes), a importante funcionalidade rodoviária, baseada num grande anel distribuidor - para uma série de pequenos cul de sac de vizinhança, extremammente interessantes devido à sua escala humana e pavimentos mistos para peões e veículos - é estrategicamente amenizada por uma intensa arborização urbana; ao fundo o esboço da presença de uma das torres Prémio Valmor. O esboço procurou e não conseguiu apontar minimamente os veículos (entre outras deficiências); mas vamos tentando.

Fig. 04: A Arquitetura Paisagista ainda pioneira, nos anos de 1960 e em Portugal, nas suas intervenções urbanas e residenciais (neste caso dedicadas a um "Bairro de interesse social"), marca com a introdução de tonalidades cromáticas e texturas distintas, acentuando a atractividade e o sentido cénico da grande zona central ajardinada. O esboço joga com a perspetiva, procurando acentuar profundidades e "caminhos", seja com a distribuição dos "elementos árvores", seja com o jogo da cor (vermelho visualmente mais próximo, verde visualmente mais afastado). 

Fig. 05: Nova imagem do mesmo esboço (editado na Fig. 04), mas mostrando-se um dedo para se ter a noção da respetiva dimensão - o tal pequeno caderno que nos segue para todo o lado.

Fig. 06: Também na envolvente do grande "quarteirão central" de Olivais Norte, cujo miolo é preenchido pela principal zona verde do bairro (visível nas figuras anteriores), os interessantes blocos duplex, lembram correntezas densas de pequenas moradias sobrepostas e são expressivamente "envolvidas", ou agradavelmente subjugadas, por grandes e conturbadas árvores; não se trata de um tema fácil para um "esboço de descontração", pois é sempre difícil sintetizar formas naturais tão protagonistas e tão orgânicas e dinâmicas como estas são.

Fig. 07: Regista-se neste desenho, com alguma clareza, a solução dos edifícios sobre pilares, com um embasamento de acesso geral, praticamente em terraço, com vistas bem enquadradas sobre as zonas ajardinadas envolventes, sendo um espaço vazado amplo que assegura continuidade visual às referidas zonas naturalizadas e percurso bastante livre aos ventos. No desenho optou-se por uma primeira fase contidamente esquemática e a traço fino, seguindo-se a aplicação de aguadas de cor (com alguma liberdade) e, finalmente, aplicando-se uma última "camada" de traços negros finos e espessos, para acentuar profundidades; e as árvores criam aqui a cena para os edifícios protagonistas. 

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 696

Esboços recentes de edifícios e árvores II. – Infohabitar 696


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE)

terça-feira, julho 23, 2019

695 - Esboços recentes de edifícios e árvores I – Infohabitar 695

Infohabitar, Ano XV, n.º 695   

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será continuada  dentro de algumas semanas)
Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria –ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que confessar).
Salienta-se que boa parte dos esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar (de cerca de 1955/1965, considerando o respetivo projeto), e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia a uma excelente qualidade de vida e a uma arquitetura urbana original e extremamente qualificada, uma evidente atualidade nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental  - ex., intervenções multidisciplinares incluindo (à data, lembra-se) arquitetos paisagistas integração expressiva de verde urbano em grande "manchas" mais simples de manter, e orientação dos edifícios segundo o movimento aparente do Sol de modo a "rentabilizar" a respetiva insolação dos espaços das habitações.


Fig. 01: Os edifícios, com tamanho significativo (4 grandes habitações por piso e cerca de 10 pisos) ganham continuidade urbana com as árvores que os vão alternando. o desenho procurou ser sintético, com tinta preta à prova de água, preparando a aguada posterior, feita sobre um papel com grão fino.


Fig. 02: Verdadeiros edifícios modernistas, sobre "pilotis", ou talvez melhor dito sobre grandes pilares quadrangulares, sobre os quais "repousam" grandes vigas a todo o comprimento do edifício, que ganha uma evocativa imagem de "ponte" ou até de viagem; mas para a ter é preciso e vale bem a pena ir lá, e é bem fácil, basta sair na estação do Metro da Encarnação, em Lisboa, e estão mesmo lá; e já agora atentem em como foi possível aos projectistas - Arq.os Artur Pires Martins e Cândido Palma de Melo e Eng.º Jaime Periera Gomes - realizarem toda a organização interior da habitações com base numa estrutura perfeitamente regular.  O esboço procurou o jogo de perspectiva com um forte primeiro plano.


Fig. 03: As árvores urbanas em dois papéis distintos e, neste caso, bem complementares, como elementos protagonistas em primeiro plano, ao longo da zona verde central de Olivais Norte, e como elementos "de acompanhamento" ou contraponto, neste caso em segundo plano, entremeando os blocos habitacionais. No esboço os primeiros planos foram reforçados com traços negros o mais possível "soltos". 


Fig. 04: Os grandes choupos, plantados provavelmente nos anos de 1960, estarão pretes, talvez, a cumprir a sua esperança de vida, sendo importante pensar a sua substituição também por árvores assumidamente "verticais", que jogam com os blocos altos. No esboço as árvores e as extremidades dos blocos (à esquerda) registam a verticalidade que a própria folha de papel cumpre (ao alto) e, globalmente, há uma tentativa de alguma uniformização de tonalidades, que surgem razoavelmente misturadas.


Fig. 05: Neste esboço, um pouco exagerado na exuberância e proximidade entre a vegetação e o edificado, procura-se dar a noção do papel cénico que a vegetação desenvolvida entre os edifícios, assume em termos de vistas das habitações sobre tais espaços naturalizados; vistas esta talvez mais efectivas entre o 1.º e o 4.º andares, e naturalmente na zona "térrea" (embora elevada) vazada.


Fig. 06: Um esboço de um dos cul de sac que partem da rodovia anelar de distribuição, proporcionando pequenas vizinhanças com escalas bem humanizadas (pela altura dos edifícios e pela cobertura arbórea) e ambientes de sossego (agora em boa parte reconquistado depois da EMEL chegar ao bairro), proporcionando soluções "únicas" de total abertura dos espaços comuns dos edifícios sobre a sua envolvente pública; a ver no local. No esboço apostou-se no contraste entre a linearidade dos edifícios e a organicidade das árvores e procurou-se apontar rapidamente as formas dos automóveis (uma procura que continua).


Fig. 07: Nesta fotografia deixaram-se os dedos para se dar a noção do tamanho real deste e de alguns dos esboços acima apresentados; um pequeno livro de esboços como este vai connosco para todo o lado e está, assim, sempre à mão.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 695

Esboços recentes de edifícios e árvores II – Infohabitar 695


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, junho 25, 2019

692 - Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692


Infohabitar, Ano XV, n.º 692                     

Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692

por António Baptista Coelho
(imagens e alguns pequenos textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será continuada  dentro de algumas semanas)

Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar editam-se, em seguida, alguns esboços recentes, associando-se, por vezes, sintéticos comentários informais, sempre que é considerado oportuno, seja numa perspectiva de Arquitectura/habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho.


Todos os esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar, e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia uma excelente qualidade de vida a a uma arquitectura urbana original extremamente qualificada e actual nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental.


Fig. 01: As árvores dialogam com os grandes edifícios sobre "pilotis", na zona central do bairro, verdadeiramente "biface" na sua composição edificada e "verde".
No que se refere ao esboço procurou-se acentuar o contraste entre a rigidez dos edifícios e a maleabilidade das árvores. 


Fig. 02: O verde urbano medeia entre edifícios que, na altura, anos 1960, correspondiam a diferentes "categorias" de habitação social.
No esboço procurou-se dinamizar o resultado final através de uma certa liberdade de expressão de traços variados. e há, também, a continuada procura de uma perspectiva motivadora e de um "caminho" central que nos conte algo.



Fig. 03: A Arquitectura Paisagista que em Olivais Norte teve finalmente lugar de expressão protagonista aplicou formas, texturas e cores diferentes.
O desenho em si não tem grande história e o trabalho a mais havido talvez não tenha resultado da melhor forma - mas também se aprende com este tipo de situações.



 Fig. 04: Nesta vista as grandes árvores, hoje em dia já envelhecidas (terão, talvez, mais de 50 anos), assumem afirmado protagonismo relativamente ao edificado.
O esboço procura definir planos de profundidade e, naturalmente, a perspectiva.



Fig. 05: O, já referido, cuidado da Arquitectura Paisagista na mistura e composição com diversas espécies arbóreas.
O esboço procurou alguma fidelidade a essa diversidade.


Fig. 06: Novamente o diálogo sereno, mas afirmado, entre grandes árvores e grandes edifícios de excelente Arquitectura.
O desenho procurou usar com liberdade o traço negro, tanto no início do esboço, como na sua fase final "de acabamento". 


Fig. 07: A cuidada diversidade de espécies arbóreas, o sentido de "cena" e, naturalmente, a escala humana.
O esboço seguiu a liberdade de "traçar".


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 692

Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692



Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no LNEC –
Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).