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terça-feira, novembro 12, 2019

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709

Ligação direta (clicar) para:  700 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - Infohabitar 705 (36 temas e mais de 100 autores)


Nota prévia importante: 
Caros leitores, na terça-feira da próxima semana a Infohabitar publicará o artigo:
"DEGRADAÇÃO E MODOS DE HABITAR EM EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS ANTIGOS DO PORTO: avaliação da satisfação e perceção dos residentes", de Cilísia OrnelasIsabel Breda-Vázquez e João Miranda Guedes 


Infohabitar, Ano XV, n.º 709

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Nota prévia:
A Série “Habitar e Viver Melhor”, assim como outras temáticas teórico-práticas nas áreas específicas da “arquitectura do habitar”, com destaque para os assuntos associados a uma habitação intergeracional bem integrada  - matérias, como sabemos, “centrais” na edição da Infohabitar - serão retomadas dentro de poucas semanas, salientando-se que, por agora, a nossa revista continuará a dedicar-se a uma edição comentada de esquissos/desenhos, neste caso, urbanos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
Em novembro de 2019,
O editor da Infohabitar


Fig. 01: uma composição, basicamente, a lápis de cor (aguareláveis) aplicados sobre uma "estrutura" orgânica e muito natural de linhas finas de tinta muito esboçadas (esferográfica de ponta fina), serve uma "cascata" livre de pequenos edifícios debruçados sobre uma margem ribeirinha. Claro que é uma pequena paisagem inventada, que "ilustra" um espaço urbano, praticamente, sobrante, entre a quase continuidade edificada.


Fig. 02: traços de tinta finos e esboçados, constroem uma frente edificada ribeirinha, muito à escala humana e expressivamente marcada por acessos e janelas premeditadamente variadas; quase que um grande, mas baixo e orgânico edifício bem ligado à contiguidade com a água. O referido e "fugidio" esboço a tinta é colorido com aguadas de cor, que procuram deixar espaços "brancos", que asseguram mais luz e continuidade com o fundo de enquadramento.


Fig. 03: o mesmo tema e uma "técnica" idênticos aos desenvolvidos na anterior figura (Fig. 02); houve só uma menor presença de "brancos" e o apontamento de um desenho mais do "Norte". Trata-se de uma temática de desenho muito livre, que é feita sem "modelos" específicos, embora, naturalmente, influenciada por muitas imagens; e é uma temática de desenho que, tal como outras, exige um desenvolvimento "rápido" e expressivamente "continuado" do esboço de base.


Fig. 04: esboço feito com base no real e em memórias do real - trata-se de um enquadramento livre de uma vista de Sintra; traçado com tinta (caneta fina de tinta o mais líquida possível, à prova de água e deixada secar) e, depois, rapidamente aguarelado, começando-se com as sombras azuladas (atenção à direção do Sol) e seguindo-se um mínimo de outros tons, de modo a que sejam os volumes brancos e minimamente sombreados, mais as massas verdes igualmente sombreadas (cuidado com o excesso) os protagonistas.


Fig. 05: novamente um pequeno exercício de margens ribeirinhas, estando os planos de edifícios excessivamente planificados e pouco perpspectivados; procurou-se uma composição em tons "terrosos" - provavelmente o traço negro estará demasiado forte ...


Fig. 06: o "velho" tema dos telhados. jogando com as "continuidades" de paredes brancas e com poucas sombras; de certa forma procurou-se criar um "conjunto" formal em que interessa mais a conjugação entre os seus diversos elementos de pequena escala (janelas, telhados, portas, chaminés) do que a articulação entre edifícios; que resultam, assim, mais como se fossem um "grande edifício orgânico" cobrindo um declive - proporcionando um "grão fino" urbano bem distinto daquele que resulta de conjugações de grandes edifícios.


Fig. 07: com base numa fotografia procurou-se "simplificar" tema e "técnica", tentando sublinhar o essencial em termos formais (as sombras do grande edifício, a continuidade entre estas e a edificação; e os montes em fundo) e servindo esta ideia apenas com sépias - num desenho a "tinta permanente", depois passado a água.

Fig. 08: a mesma linha de trabalho referida para a figura anterior (Fig. 07), sublinhando-se, aqui, o interesse que terá - em termos "graficos" mas também em termos urbanísticos - a grande integração formal e cromática entre "castelo/igreja", no alto, rochedo, alguns edifícios envolventes, muralha circundante e novamente a "terra".

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 709

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

sexta-feira, agosto 30, 2019

700 - Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700

Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será retomada  em breve)
E chegámos ao n.º 700 da nossa revista semanal:
Parabéns a todos os leitores!

Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria –ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que o confessar).

Nota específica ao presente artigo: 
Os esboços que se seguem abordam um tema que nos é caro, referido à ligação, desejavelmente íntima e estimulante, entre edifícios e vizinhanças de proximidade, construindo "unidades" cujos projectos raramente foram desenvolvidos como tal, como verdadeiras unidades.
Mas boa parte dos esboços que se seguem focam-se em esquissos muito livres de "amálgamas" de edifícios entre os quais haverá espaço "livre", mas confinado, e desejavelmente tão acolhedor como funcional.
Trata-se, naturalmente, de um tema que iremos aprofundar e desenvolver em outros artigos.  

Fig. 01: mais do que o esboço que apenas se entrevê, é o próprio ambiente que suscita o esboço destas temáticas, num interior tão "urbano", como outros exteriores deverão ser "Íntimos" ou mesmo "domésticos". 

 
Fig. 02: a partir de uma imagem extremamente gráfica e depurada, existente num cartaz (relativo ao 4.º CIHEL), procurou-se libertar um esboço tão focado num exterior público bem caracterizado e à escala humana, como nos interiores domésticos que o confinam e também o caracterizam.

Fig. 03: este esboço estava-me prometido há muito tempo, baseado em muitas, dispersas e extremamente diversificadas observações - desde imagens de zonas clandestinas a pequenas miniaturas em casa de árvore trazidas do Brasil; trata-se de uma espécie de jogo urbano e doméstico de pequena escala (e msmo o esquisso é bem pequeno).

Fig. 04: uma cena urbana, ou paisagística, ou doméstica ou préexistencial ("ruína"), tudo integrado numa cena urbana, paisagística, doméstica e preexistencial; em termos de técnica de desenho usou-se um papel de aguarela bem grosso e razoavelmente texturado; o formato é A4.  

Fig. 05: uma excepção ao desenho no local real ou imaginado; um desenho feito em parte de memória em parte a partir de um postal - Guadalupe, Espanha.

Fig. 06: voltamos a uma espécie de jogo urbano e doméstico de pequena escala, aqui levado um pouco à saturação de uma expressiva densidade e diversidade edificada e até cromática, num "jogo/esquisso", que procura apontar alguma perspectiva (em termos de "ponto de fuga" e de nitidez/difusão entre primeiros e últimos planos). 

Fig. 07: novamente o jogo urbano e doméstico de pequena escala, mas aqui mais equilibrado e pacífico; procurando-se um grafismo bem definido e contrastado entre edifícios e árvores ("imitado" da miniatura de casca de árvore que serviu de modelo/inspiração)

 Fig. 08: um dos apontamentos mais esboçados (até agora) desse jogo urbano e doméstico de pequena escala, aqui muito delimitado ao apontar dos diversos elementos: água/azul; pavimento/terra; edifícios de habitação separados/evidenciados por pequenas travessas urbanas; verde/árvores; céu/novamente em azul.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 700

Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista da GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

sexta-feira, agosto 16, 2019

698 - Esboços recentes de pássaros I – Infohabitar 698

Infohabitar, Ano XV, n.º 698

Esboços recentes de pássaros I – Infohabitar 698

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será retomada  dentro de algumas semanas)
Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria – ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que confessar).
Salienta-se que boa parte dos esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar (de cerca de 1955/1965, considerando o respetivo projeto), e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia a uma excelente qualidade de vida e a uma arquitetura urbana original e extremamente qualificada, uma evidente atualidade nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental  - ex., intervenções multidisciplinares incluindo (à data, lembra-se) arquitetos paisagistas integração expressiva de verde urbano em grande "manchas" mais simples de manter, e orientação dos edifícios segundo o movimento aparente do Sol de modo a "rentabilizar" a respetiva insolação dos espaços das habitações.

Nota específica ao presente artigo: naturalmente que os seguintes esboços de pássaros resultam de momentos de observação real, incluindo alguns apontamentos rápidos no local e/ou até o apontar de uma ideia/observação específica, seguindo-se o respectivo desenvolvimento esboçado, realizado por vezes noutro lugar e em outro horário.
Os esboços de base foram todos realizados muito cedo, entre as 6.50 e as 7.30 da manhã.
Os esboços originais são, sensivelmente, da dimensão das imagens apresentadas, tal como é visível na Fig. 07.

Fig. 01: um apontamento muito livre e gráfico, e assumidamente "pouco nítido", que parece aproximar-se da "ideia" de movimentos, das aves e da árvore; um apontamento que inclui vários meios gráficos.


Fig. 02: pássros e "verde" numa escala de proximidade, um enquadramento quase "macro", uma espreitadela debaixo dos arbustos; e vão-se ensaiando modos gráficos de apontar os melros.

Fig. 03: um desenho talvez mais "sensível", com um traço que vai "falhando" de propósito, mais intenso aqui, mais leve ali; e um contraste entre o esboço do melro, a azul e negro, e do tronco de árvore, castanho e verde, mas unificado pelo traço negro geral. 

 
Fig. 04: um enqudramento quase ensaiado, mas baseado numa visão fugaz e térrea, apontada por escrito e seguidamente desenhada: primeiro a traço negro, depois a cor.

 
Fig. 05: uma tentativa de maior liberdade, com base em vistas momentâneas de melros em movimento; uma procura de captura desse movimento com manchas de cor e traços negros sobrepostos; tons mais fortes e calorosos em primeuro plano acentuando a profundidade.

 
Fig. 06: a expressão da "pequena escala" de um melro pousado sobre ramo com folhagem - folhas acentuadas a negro, reforçam essa ideia.

 
Fig. 07: a tal referência à escala/dimensão real de boa parte dos esboços aqui apresentados; e um esboço muito livre e pouco definido, vendo-se à esquerda uma pequena miniatura prévia e de enquadramento.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 698

Esboços recentes de pássaros I – Infohabitar 698


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, junho 25, 2019

692 - Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692


Infohabitar, Ano XV, n.º 692                     

Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692

por António Baptista Coelho
(imagens e alguns pequenos textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será continuada  dentro de algumas semanas)

Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar editam-se, em seguida, alguns esboços recentes, associando-se, por vezes, sintéticos comentários informais, sempre que é considerado oportuno, seja numa perspectiva de Arquitectura/habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho.


Todos os esboços aguarelados que se seguem foram realizados na zona central e "verde", do bairro de Olivais Norte em Lisboa, um bairro modernista exemplar, e talvez "o bairro" modernista exemplar português, que é urgente requalificar e dar a conhecer pois alia uma excelente qualidade de vida a a uma arquitectura urbana original extremamente qualificada e actual nas suas preocupações de sustentabilidade ambiental.


Fig. 01: As árvores dialogam com os grandes edifícios sobre "pilotis", na zona central do bairro, verdadeiramente "biface" na sua composição edificada e "verde".
No que se refere ao esboço procurou-se acentuar o contraste entre a rigidez dos edifícios e a maleabilidade das árvores. 


Fig. 02: O verde urbano medeia entre edifícios que, na altura, anos 1960, correspondiam a diferentes "categorias" de habitação social.
No esboço procurou-se dinamizar o resultado final através de uma certa liberdade de expressão de traços variados. e há, também, a continuada procura de uma perspectiva motivadora e de um "caminho" central que nos conte algo.



Fig. 03: A Arquitectura Paisagista que em Olivais Norte teve finalmente lugar de expressão protagonista aplicou formas, texturas e cores diferentes.
O desenho em si não tem grande história e o trabalho a mais havido talvez não tenha resultado da melhor forma - mas também se aprende com este tipo de situações.



 Fig. 04: Nesta vista as grandes árvores, hoje em dia já envelhecidas (terão, talvez, mais de 50 anos), assumem afirmado protagonismo relativamente ao edificado.
O esboço procura definir planos de profundidade e, naturalmente, a perspectiva.



Fig. 05: O, já referido, cuidado da Arquitectura Paisagista na mistura e composição com diversas espécies arbóreas.
O esboço procurou alguma fidelidade a essa diversidade.


Fig. 06: Novamente o diálogo sereno, mas afirmado, entre grandes árvores e grandes edifícios de excelente Arquitectura.
O desenho procurou usar com liberdade o traço negro, tanto no início do esboço, como na sua fase final "de acabamento". 


Fig. 07: A cuidada diversidade de espécies arbóreas, o sentido de "cena" e, naturalmente, a escala humana.
O esboço seguiu a liberdade de "traçar".


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 692

Esboços recentes de árvores e edifícios I – Infohabitar 692



Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no LNEC –
Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, março 12, 2019

678 - Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte - Infohabitar 678


Infohabitar, Ano XV, n.º 678
Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte  - Infohabitar 678
por António Baptista Coelho (texto e imagens)

Caros leitores da Infohabitar,

Prolongando-se e reafirmando-se o que pode ser já considerado como uma tradição informal da nossa revista, que é a edição de esboços e desenhos, boa parte deles aguarelados, edita-se esta semana um conjunto de desenhos à mão, ou esboços, ou apontamentos, ou esquissos livres, realizados nos respectivos sítios e coloridos posteriormente.
Casos a caso poder, ou não haver lugar a alguns comentários, sendo, provavelmente, a regra a ausência dos mesmos; mas havendo-os eles poderão referir-se aos modos de fazer do respectivo desenho e/ou aos temas de arquitectura urbana neles ilustrados.
É, talvez, oportuno apontar, aqui, a dádiva de prazer/alegria que estes esquissos pintados nos proporcionam e o interesse que existe no natural acompanhamento dos modos de fazer neles empregues, seja em termos de escolha e enquadramento do tema, seja no que se refere às formas de expressão “gráfica” neles usados; e por aqui fico para não transformar este artigo que se quer “desenhado” em mais um essencialmente escrito.
Fiquem, então, caros leitores com mais alguns “rabiscos” deste vosso editor e tenham coragem para começar ou continuar a brincar e rabiscar, à vontade e por puro prazer (num quadro de urbansketching e de treesketching, ... brinco um pouco).
E se quiserem, então depois, ler um pouco mais sobre os referidos modos de fazer e rabiscar, podem a ceder a uma pequena Sebenta que já editei sobre o tema e que está disponível em (quando possível haverá uma 2.ª edição, reformulada e aumentada, e não se deixem intimidar pelo título, bem longo, e onde o que interessa é a indicação de se irem apontar “100 notas práticas para quem quer aprender a desenhar melhor à mão livre”):

Saudações calorosas e bons “rabiscos” bem “à vontade”, enquanto passeiam,

António Baptista Coelho




Fig. 01 - (sobre o Desenho) a busca da expressão desenhada da profundidade do “cenário”, leva-nos a relembrar tanto do que foi lido sobre o assunto, mas agora sentido bem “na pele”; e aqui também podemos evidenciar o interesse da marcação de sombras afirmadas e  esquematizadas e de um expressivo realce dos elementos protagonistas do desenho (neste caso as árvores).



Fig.02 - (sobre o Desenho) ainda a busca da expressão desenhada da profundidade existente no tema/enquadramento escolhido, leva-nos a forçar, realmente, a altura do desenho que é dedicada “ao chão” – aqui ocupando sensivelmente um pouco mais de metade da altura do desenho (e parece valer a pena, mas quando esboçamos temos de forçar mesmo a dar este “respiro” ao “chão” que se desenha e que tem de ter desafogo para poder conter essa expressão de profundidade).




Fig.03 - (sobre o Desenho) as árvores vão ocupando, naturalmente, “o palco” do tema e do enquadramento escolhidos, não só pela plasticidade invernal global, mas também por serem importantes elementos de referência e de expressão da, acima, referida profundidade; (sobre a Arquitectura Urbana) é sempre interessante atentar no excelente e raro equilíbrio atingido, aqui em Olivais Norte/Encarnação, no diálogo entre Arquitectura dos edifícios e Arquitectura da paisagem (naturalizada) – uma das primeiras intervenções assim desenvolvidas, em Portugal, e ainda hoje uma das mais “perfeitas” e “únicas”, e que por isso deveria merecer um muito especial cuidado em termos de preservação e recuperação da sua paisagem global e pormenorizada.




Fig. 04 - (sobre o Desenho) aqui é mesmo quase só “treesketching” e procurou-se dar um toque de outono já tardio; e lembra-se a vital importância do apontamento das sombras, vitalizadoras do esboço.




Fig. 05 - (sobre o Desenho) um apontamento muito rápido e bastante esquemático (que dá sempre que pensar relativamente ao poder de síntese e de escolha do que se aponta e do que se deixa de lado); (sobre a Arquitectura Urbana) um esboço/símbolo dos edifícios no “verde urbano” e de um “verde urbano” público que (quando bem mantido) pode ser assumido quase como grandes pátios naturais separando e enriquecendo os edifícios contíguos.




Fig. 06 - (sobre o Desenho) e para concluir este artigo voltamos aos pássaros, constantes e fiéis companheiros de quem passeia, calmamente, no verde urbano, designadamente, a horas bem matinais; e que vão sendo observados nas mais variadas situações momentâneas, depois livremente associados num único esboço.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 678
Novos desenhos em março de 2019, 2.ª parte - Infohabitar 678

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.