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terça-feira, janeiro 28, 2020

Do geral para o particular, continuando a reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos – Infohabitar 717

Ligação direta (clicar) para:  700 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - Infohabitar 705 (36 temas e mais de 100 autores)


Infohabitar, Ano XVI, n.º 717

Do ambiente geral para o ambiente particular e próximo, continuando uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos  – Infohabitar n.º 717

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Nota prévia:
A Série “Habitar e Viver Melhor”, assim como outras temáticas teórico-práticas nas áreas específicas da “arquitectura do habitar”, com destaque para os assuntos associados a uma habitação intergeracional bem integrada  - matérias, como sabemos, “centrais” na edição da Infohabitar - serão retomadas em breve, salientando-se que, por agora, a nossa revista continuará a dedicar-se a uma edição comentada de esquissos/desenhos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando, especificamente, os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
O editor da Infohabitar
António Baptista Coelho

Do ambiente geral para o ambiente particular e próximo, continuando uma reflexão ilustrada sobre os velhos/novos espaços urbanos  – Infohabitar 717

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Introdução explicativa
Como referência prática de apoio à leitura, lembra-se que no referido artigo Infohabitar n.º 711, intitulado “Uma primeira reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos”, se procurou desenvolver, esquematicamente, a ideia de que, nos tempos de hoje, quando se pretende imprimir ao espaço urbano uma renovada marca pedonal e de meios “suaves” de deslocação, facilitados, designadamente, pelas novas tecnologias de informação e comunicação e pelo crescimento do uso dos veículos pouco poluentes, será talvez altura de podermos reavaliar e reintroduzir soluções de Arquitetura urbana, que integrem, e profundamente – portanto, no “pleno uso” dos respetivos e muito amplos leques de tipologias de espaços e aspetos de pormenor – morfologias de edifícios e de espaços públicos, sendo ambas, expressivamente, marcadas pela escala humana, e pela diversidade e mutação de agradáveis e atraentes sequências de imagens, verdadeiramente catalizadoras do movimento e da permanência.
No referido artigo Infohabitar n.º 711, intitulado “Uma primeira reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos”, realizou-se uma abordagem de Enquadramento da temática dos velhos/novos espaços urbanos, seguindo-se o apontamento de  alguns desenvolvimentos recentes e de referência, que apoiam estas ideias, desenvolvendo-se, em seguida a matéria do que se considera poder ser uma estratégica variabilidade urbana, que se julga poder ser até facilitada pelas novas ferramentas de projeto.
Alguns desenhos comentados
Em seguida e tendo-se por base a apresentação de alguns desenhos à mão livre (6 desenhos coloridos), comentam-se as matérias da Arquitetura do habitar, associáveis às temáticas que acabaram de ser referidas, mas não se descurando alguns brevíssimos comentários relativos ao desenvolvimento dos respetivos desenhos.



Fig. 01: Uma vista do velho Porto ribeirinho procurando-se realizar um apontamento mais “ambiental” do que particularizado; um sentido ambiental muito ligado ao “agregado” de edifícios, de certa forma unificados pelas sombras azuladas e pelo avermelhado dos telhados, mas também pela sua relativa unidade como “colina edificada” e bem virada a Sul, que contrasta ou contrapontua com o verde da natureza e o azul do céu; e podemos ter em conta que este sentido de agregação edificada e que acaba por integrar os espaços de rua, é a base da natureza das cidades, designadamente, em termos de defesa mútua e de vida “em comum”, com os sues aspetos de trocas comerciais e de convívio.
Quanto ao próprio desenho, procurou-se esse sentido unitário entre azuis, verdes e vermelhos aguarelados.



Fig. 02: uma vista de Coimbra, igualmente uma colina edificada e um agregado de edifícios e de estreitas ruas entre eles entremeadas, virado a Sul e igualmente sobre um rio – sítios estratégicos e quase sempre bem aproveitados pelo engenho urbano; no entanto neste apontamento, mais detalhado nos seus traços, o partido é a procura de uma unidade visual que não se baseia tanto num sentido mais “ambiental”, mas numa relativa caraterização de cada elemento unificado – naturalmente sintética -, que é “depois” multiplicada por muitas vezes, proporcionando-se um efeito geral que valerá, talvez, duplamente, como se fosse um gigantesco “edifício colina” com inúmeros elementos constituintes, ou um grande agregado de inúmeros pequenos edifícios graficamente sintetizados no seu essencial.
E rematam-se estes comentários considerando-os tão adequados a uma reflexão sobre arquitectura urbana, como a notas sobre a técnica de desenho de observação que aqui foi seguida.



Fig. 03: sendo o tema geral desta artigo, para além da reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos, a matéria referida como “ do ambiente geral para o ambiente particular e próximo”, esta vista esboçada a partir de um miradouro sobre Lisboa ribeirinha – outra colina edificada e virada a sul e sobre um rio –  proporciona uma estratégica aproximação a uma escala térrea “de passeio” (mais à esquerda no esboço, mas mantendo uma vista paisagística sobre uma globalidade edificada e urbana, tal como nas figuras precedentes: uma estratégia de arquitetura urbana e de desenho que amplia expressivamente as vistas de perspetiva, oferecendo estadia, pormenor e sentido de proximidade no espaço do miradouro, enquanto a cena urbana continua ali mesmo a ser oferecida e com um maximizado sentido de unidade cénica, ela própria em diversos planos.
Propriamente em termos de desenho trata-se de um trabalho já com algum desenvolvimento (tal como o da figura anterior), que se desenvolve a esboço fino, depois aguarelado e, finalmente, salientado – “sublinhado” – a traços negros de tinta da china, aplicados com a possível coragem.



Fig. 04: um esquisso colorido inspirado na alentejana e extremamente cenográfica vila de Serpa; um apontamento que nos aproxima já, mais significativamente, do nível térreo, que é o nível de observação natural de quem passeia pelos espaço urbano; e, desta forma, o agregado de edifícios, construções marcantes e algum verde urbano “contrastante”, é, já, mais percebível, mais impactante, designadamente, em termos de volumetrias e de sombras, seguindo-se um sentido de observação que privilegia a forte agregação do edificado/construção, quase aparentando a anulação dos espaços de rua intersticiais, num partido que se afasta fortemente das regulamentações higienistas e, depois, modernistas, que afastam expressivamente os edifícios uns dos outros, por razões muitas vezes positivas, mas que sendo servidas, como o são, frequentemente, por má arquitectura, acabam por resultar em espaço urbanos muito pobres em termos de visualidade e vivência.
Em termos de desenho, propriamente dito, foi aplicada uma mistura de cores a aguarela e a lápis de cor aguareláveis – muito manejáveis na sequência final de realces cromáticos.



Fig. 05: esta pequena vista de um largo parisiense, continua a servir o tema geral desta artigo, tanto na reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos, aqui se realçando a tão frequente expressiva atratividade e mesmo funcionalidade urbana de certos espaços urbanos “ que se podem considerar “tradicionais” – e tão poucas vezes “recriados” –, como o sentido que o artigo segue e procura ilustrar de uma amostra de desenhos urbanos que vão indo “do ambiente geral para o ambiente particular e próximo”, e que, neste caso, chega mesmo a esse expressivo nível de uma proximidade em que muitos dos pormenores urbanos assumem relevância talvez tão importante, como a da própria e respetiva estrutura urbana; aqui o observador está já “bem térreo” e o perfil urbano superior começa a ser sentido como elemento definidor da paisagem de proximidade.
Em termos de desenho apenas se aponta uma realização, primeiro, a traço fino e contínuo, seguindo-se a aplicação das aguadas, de uma forma o mais livre possível.



Fig. 06: termina-se esta pequena viagem sobre espaços e desenhos urbanos, ligados ao tema e à sequência “do ambiente geral para o ambiente particular e próximo”, com uma vista da Lisboa ribeirinha, marcada já por um “céu urbano” que, de certa forma, fecha a parte superior da cena aqui ilustrada, transformando um pouco o exterior urbano numa espécie de “interior” urbano, que tem de ser expressiva e positivamente pormenorizado e vitalizado; o desenho, em si, baseia-se no acentuar do sentido da perspetiva (efeito global, pessoas e eléctrico; em formas e em cores) e na aplicação de vários tipos de marcadores razoavelmente aguareláveis.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 717

Do ambiente geral para o ambiente particular e próximo, continuando uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos  – Infohabitar 717

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, novembro 12, 2019

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709

Ligação direta (clicar) para:  700 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - Infohabitar 705 (36 temas e mais de 100 autores)


Nota prévia importante: 
Caros leitores, na terça-feira da próxima semana a Infohabitar publicará o artigo:
"DEGRADAÇÃO E MODOS DE HABITAR EM EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS ANTIGOS DO PORTO: avaliação da satisfação e perceção dos residentes", de Cilísia OrnelasIsabel Breda-Vázquez e João Miranda Guedes 


Infohabitar, Ano XV, n.º 709

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Nota prévia:
A Série “Habitar e Viver Melhor”, assim como outras temáticas teórico-práticas nas áreas específicas da “arquitectura do habitar”, com destaque para os assuntos associados a uma habitação intergeracional bem integrada  - matérias, como sabemos, “centrais” na edição da Infohabitar - serão retomadas dentro de poucas semanas, salientando-se que, por agora, a nossa revista continuará a dedicar-se a uma edição comentada de esquissos/desenhos, neste caso, urbanos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
Em novembro de 2019,
O editor da Infohabitar


Fig. 01: uma composição, basicamente, a lápis de cor (aguareláveis) aplicados sobre uma "estrutura" orgânica e muito natural de linhas finas de tinta muito esboçadas (esferográfica de ponta fina), serve uma "cascata" livre de pequenos edifícios debruçados sobre uma margem ribeirinha. Claro que é uma pequena paisagem inventada, que "ilustra" um espaço urbano, praticamente, sobrante, entre a quase continuidade edificada.


Fig. 02: traços de tinta finos e esboçados, constroem uma frente edificada ribeirinha, muito à escala humana e expressivamente marcada por acessos e janelas premeditadamente variadas; quase que um grande, mas baixo e orgânico edifício bem ligado à contiguidade com a água. O referido e "fugidio" esboço a tinta é colorido com aguadas de cor, que procuram deixar espaços "brancos", que asseguram mais luz e continuidade com o fundo de enquadramento.


Fig. 03: o mesmo tema e uma "técnica" idênticos aos desenvolvidos na anterior figura (Fig. 02); houve só uma menor presença de "brancos" e o apontamento de um desenho mais do "Norte". Trata-se de uma temática de desenho muito livre, que é feita sem "modelos" específicos, embora, naturalmente, influenciada por muitas imagens; e é uma temática de desenho que, tal como outras, exige um desenvolvimento "rápido" e expressivamente "continuado" do esboço de base.


Fig. 04: esboço feito com base no real e em memórias do real - trata-se de um enquadramento livre de uma vista de Sintra; traçado com tinta (caneta fina de tinta o mais líquida possível, à prova de água e deixada secar) e, depois, rapidamente aguarelado, começando-se com as sombras azuladas (atenção à direção do Sol) e seguindo-se um mínimo de outros tons, de modo a que sejam os volumes brancos e minimamente sombreados, mais as massas verdes igualmente sombreadas (cuidado com o excesso) os protagonistas.


Fig. 05: novamente um pequeno exercício de margens ribeirinhas, estando os planos de edifícios excessivamente planificados e pouco perpspectivados; procurou-se uma composição em tons "terrosos" - provavelmente o traço negro estará demasiado forte ...


Fig. 06: o "velho" tema dos telhados. jogando com as "continuidades" de paredes brancas e com poucas sombras; de certa forma procurou-se criar um "conjunto" formal em que interessa mais a conjugação entre os seus diversos elementos de pequena escala (janelas, telhados, portas, chaminés) do que a articulação entre edifícios; que resultam, assim, mais como se fossem um "grande edifício orgânico" cobrindo um declive - proporcionando um "grão fino" urbano bem distinto daquele que resulta de conjugações de grandes edifícios.


Fig. 07: com base numa fotografia procurou-se "simplificar" tema e "técnica", tentando sublinhar o essencial em termos formais (as sombras do grande edifício, a continuidade entre estas e a edificação; e os montes em fundo) e servindo esta ideia apenas com sépias - num desenho a "tinta permanente", depois passado a água.

Fig. 08: a mesma linha de trabalho referida para a figura anterior (Fig. 07), sublinhando-se, aqui, o interesse que terá - em termos "graficos" mas também em termos urbanísticos - a grande integração formal e cromática entre "castelo/igreja", no alto, rochedo, alguns edifícios envolventes, muralha circundante e novamente a "terra".

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 709

Novos esboços urbanos comentados I – Infohabitar 709


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, outubro 29, 2019

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707


Ligação direta (clicar) para: 700 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - Infohabitar 705 (36 temas e mais de 100 autores)


Infohabitar, Ano XV, n.º 707

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Nota prévia:
A Série “Habitar e Viver Melhor”, assim como outras temáticas teórico-práticas nas áreas específicas da “arquitectura do habitar”, com destaque para os assuntos associados a uma habitação intergeracional bem integrada  - matérias, como sabemos, “centrais” na edição da Infohabitar - serão retomadas dentro de poucas semanas, salientando-se que, por agora, a nossa revista continuará a dedicar-se a uma edição comentada de "esquissos"/desenhos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
O editor da Infohabitar

Fig. 01: árvores e edifícios harmonizando-se e contrastando formalmente, num esboço bem marcado pelo traço negro e pela perspectiva; a temática refere-se à zona central do excelente e "único" bairro modernista de Olivais Norte em Lisboa, uma zona urbana e "verde" que é urgente reabilitar e divulgar - facilmente acessível pelos acessos à estação de Metro da Encarnação que abrem em pleno Bairro.


Fig. 02: árvores densas e protagonistas num primeiro plano "reforçado", proporcionando-se a fruição directa e intensa da natureza como duas faces de uma mesma moeda - espaço urbano edificado/espaço urbano natural; no esboço procurou-se jogar com o interessante sentido de pormenor e de constante mutação proporcionados pelo "verde" urbano, que pode e deve ser cenograficamente desenvolvido. 



Fig. 03: Olivais Norte, novamente, num apontamento simples a azul e branco, que procura aproximar formalmente as formas naturais e construídas, afinal, ambas bem marcadas e bem desenhadas pela Arquitectura urbana e paisagista - e Olivais Norte foi um dos primeiros casos de intervenção profunda da Arquitectura Paisagista em Portugal.



Fig. 04: um jogo formal, seja, especificamente, em termos de "desenho", seja em termos de desenho urbano (arquitectónico), que aqui acontece, numa zona verde, entre duas grande bandas edificadas, e que se joga entre as formas, quase dançarainas, de um pequeno bosque (bem estruturado), da preexistência do que restou da arcaria de um aqueduto (ao fundo) e dos planos edificados laterais, que se pressentem, e que de certa forma delimitam este excelente espaço naturalizado de vizinhança - em Olivais Norte, naturalmente.




Fig. 05: neste esboço aguarelado e no próximo, que é idêntico, procurou-se avançar com liberdade na relação entre espaçose e elementos naturais e construídos (de grande escala: portanto grandes superfícies verdes, árvores e edifícios); há evidentes equilíbrios entre verde e construção, que foram bem projectados, e as formas e cores da construção contrastam agradavelmente com o fundo geral verde e azul, que se prolonga entre céu e terra - o tema continua a ser Olivais Norte. 



Fig. 06: os comentários foram feitos acima, na Fig. 05, no entanto e em termos de prática de esboço anota-se que em qualquer um dos dois desenhos se procurou equilibrar manchas de cor e aplicação do traço negro - este fazendo "viver" volumes e pormenores construídos e naturais.


Fig. 07: uma "casa árvore" talvez mais do que uma casa entre as árvores; um apontamento esboçado a partir de uma imagem fotográfica, em que não se conseguiram fazer "viver", adequadamente, os volumes e as sombras.


Fig. 08: um bem recente apontamento (em Olivais Norte) de dois choupos que acabaram por ficar quase sozinhos no esboço, sentindo-se, apenas, ligeiramente, a existência de um edifício ao fundo; e na prática é esta uma estratégia bem positiva pois permite-nos viver uma natureza "construída", mas expressiva e cenográfica, eventualmente, bem próximo de troços de cidade densa.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 707

Alguns esboços de árvores e edifícios comentados – Infohabitar 707


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

sexta-feira, agosto 30, 2019

700 - Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700

Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

(nota prévia: a Série “Habitar e Viver Melhor” será retomada  em breve)
E chegámos ao n.º 700 da nossa revista semanal:
Parabéns a todos os leitores!

Retomando-se o que é já uma tradição da Infohabitar continua-se a edição de alguns esboços recentes, associando-se, por regra, sintéticos comentários informais, julgados oportunos, seja numa perspetiva de Arquitectura/Habitar (quando adequado), seja considerando notas informais no sentido do próprio fazer do esboço/desenho, aqui, sublinha-se, numa perspetiva de clara informalidade e sentido prático - eventualmente útil a quem, como o autor, continua a desenhar numa base diária, procurando, sempre, alguma melhoria –ainda que esta, sendo sempre relativa, discutível e sensível, exigisse bastante mais paciência, calmo sentido de observação prévia e de “projeto” do próprio esboço, e isto tudo, naturalmente, obrigasse a muitas mais horas de prática (sempre agradável, há que o confessar).

Nota específica ao presente artigo: 
Os esboços que se seguem abordam um tema que nos é caro, referido à ligação, desejavelmente íntima e estimulante, entre edifícios e vizinhanças de proximidade, construindo "unidades" cujos projectos raramente foram desenvolvidos como tal, como verdadeiras unidades.
Mas boa parte dos esboços que se seguem focam-se em esquissos muito livres de "amálgamas" de edifícios entre os quais haverá espaço "livre", mas confinado, e desejavelmente tão acolhedor como funcional.
Trata-se, naturalmente, de um tema que iremos aprofundar e desenvolver em outros artigos.  

Fig. 01: mais do que o esboço que apenas se entrevê, é o próprio ambiente que suscita o esboço destas temáticas, num interior tão "urbano", como outros exteriores deverão ser "Íntimos" ou mesmo "domésticos". 

 
Fig. 02: a partir de uma imagem extremamente gráfica e depurada, existente num cartaz (relativo ao 4.º CIHEL), procurou-se libertar um esboço tão focado num exterior público bem caracterizado e à escala humana, como nos interiores domésticos que o confinam e também o caracterizam.

Fig. 03: este esboço estava-me prometido há muito tempo, baseado em muitas, dispersas e extremamente diversificadas observações - desde imagens de zonas clandestinas a pequenas miniaturas em casa de árvore trazidas do Brasil; trata-se de uma espécie de jogo urbano e doméstico de pequena escala (e msmo o esquisso é bem pequeno).

Fig. 04: uma cena urbana, ou paisagística, ou doméstica ou préexistencial ("ruína"), tudo integrado numa cena urbana, paisagística, doméstica e preexistencial; em termos de técnica de desenho usou-se um papel de aguarela bem grosso e razoavelmente texturado; o formato é A4.  

Fig. 05: uma excepção ao desenho no local real ou imaginado; um desenho feito em parte de memória em parte a partir de um postal - Guadalupe, Espanha.

Fig. 06: voltamos a uma espécie de jogo urbano e doméstico de pequena escala, aqui levado um pouco à saturação de uma expressiva densidade e diversidade edificada e até cromática, num "jogo/esquisso", que procura apontar alguma perspectiva (em termos de "ponto de fuga" e de nitidez/difusão entre primeiros e últimos planos). 

Fig. 07: novamente o jogo urbano e doméstico de pequena escala, mas aqui mais equilibrado e pacífico; procurando-se um grafismo bem definido e contrastado entre edifícios e árvores ("imitado" da miniatura de casca de árvore que serviu de modelo/inspiração)

 Fig. 08: um dos apontamentos mais esboçados (até agora) desse jogo urbano e doméstico de pequena escala, aqui muito delimitado ao apontar dos diversos elementos: água/azul; pavimento/terra; edifícios de habitação separados/evidenciados por pequenas travessas urbanas; verde/árvores; céu/novamente em azul.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 700

Esboços urbanos livres e recentes – Infohabitar 700


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista da GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).