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terça-feira, dezembro 11, 2018

668 - Esboços aguarelados sobre Olivais Norte, Lisboa (II) Infohabitar 668

Infohabitar, Ano XIV, n.º 668

Mais alguns esboços aguarelados sobre Olivais Norte, em Lisboa (II)

por António Baptista Coelho

Esta semana continuamos a edição simples, quase não comentada, de alguns últimos esboços, mantendo-se uma “tradição” da Infohabitar, onde já foram editados algumas dezenas de artigos com esboços diversos.

E continuamos em Olivais Norte, Lisboa – quem visite o bairro deve sair na estação de Metro da Encarnação.

Tal como já se apontou na semana passada,  regista-se, apenas, que Olivais Norte, em Lisboa, o bairro agora esboçado em algumas vistas, constitui um conjunto habitacional e urbano de pura traça modernista e sendo, nesta perspectiva, muito provavelmente, o melhor exemplo modernista português, que alia a esta valia cultural e arquitectónica única uma extraordinária qualidade de vivência urbana e habitacional; mas, no entanto, Olivais Norte encontra-se, actualmente e já desde há anos, no que se considera ser um sensível e crescente estado de pouco cuidado com os seus espaços exteriores públicos, que é  bem evidente, designadamente, durante os meses mais quentes (devido à ausência de rega), mas também em pavimentos degradados, falta de mobiliário urbano compatível com o carácter dos espaços, novas intervenções de reformulação de estacionamentos desenquadradas das originais, etc.; uma situação que afecta a fruição do espaço público e a sua imagem, e uma situação para a qual também contribui, intensamente, a contínua “destruição” das fachadas dos seus excelentes edifícios - verdadeiros marcos da nossa história habitacional - com marquises, estores e outras intervenções dissonantes.

Será já tempo de se pensar, urgente e decididamente, em parar esta múltipla e triste  “destruição” do nosso bairro modernista por excelência, e talvez através de uma aliança estratégica e bem acordada entre município/estado e moradores, partir para uma gradual, mas bem afirmada, recuperação da imagem urbana pública de Olivais Norte (integrando espaços públicos e fachadas dos edifícios), restituindo a este bairro a sua clara importância histórica e cultural, que poderia ser bem evidenciada, por exemplo, através de um núcleo  interpretativo do Bairro (por exemplo, sediado, estrategicamente num espaço da estação de metro da Encarnação, centrada no Bairro), e, simultaneamente, revalorizando, assim, muito significativamente, os seus espaços públicos, edifícios e habitações - e já há exemplos excepcionais de moradores que, isoladamente, procuram recuperar a imagem original das suas habitações e até a vizinhança contígua dos seus espaços públicos, faltando transformar este processo numa dinâmica bem enquadrada e ampla, que poderá, eventualmente, recorrer a adequadas soluções inovadoras em termos de imagem produzida/recuperada e de custo/benefício - benefício este no qual talvez se possam também incluir melhorias das habitações em termos do respectivo conforto ambiental (pois julga-se que há programas específicos de apoio a este tipo de intervenções).

E não tenhamos qualquer dúvida que todos ganharíamos com o início de um processo deste tipo, pois está bem na hora de alargarmos o sentido patrimonial prático bem para cá das malhas urbanas e citadinas com centenas de anos; a cidade e neste caso Lisboa poderá evidenciar um “menu” de bairros histórica e imageticamente sequenciais. 



Fig. 01 – sem título



Fig. 02 – sem título

Fig. 03 – sem título




Fig. 04 – sem título




Fig. 05 – sem título


Fig. 06 – sem título



Fig. 07 – sem título


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIV, n.º 668

Mais alguns esboços aguarelados sobre Olivais Norte, em Lisboa II

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar,– Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).


Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

quarta-feira, agosto 19, 2015

Verde Urbano Desenhado - III - Infohabitar 546

http://labhab.fau.usp.br/3cihel/ 
Inscreva-se no 3.º CIHEL

Infohabitar, Ano XI, n.º 546


Verde Urbano Desenhado - III

António Baptista Coelho

Apresentam-se, em seguida, alguns apontamentos/desenhos livres realizados sobre a temática do verde urbano.
Todos os desenhos foram realizados, no próprio local, em Olivais Norte - Encarnação, Lisboa.
Fazem-se, em alguns casos, comentários curtos e práticos, abordando o "desenho" e também, por vezes, matérias de urbanismo e habitat humano.

Preexistências num jardim modernista

Desenho 1: as velhas, mas fortes memórias das velhas quintas com olivais permanecem bem vivas em jardins - que infelizmente já estiveram melhor cuidados - e que se integram de forma muito positiva entre altos edifícios sobre "pilotis"; podemos esquecer o edificado e imaginarmos que estamos em plena natureza, mas pontualmente humanizada.


O verde urbano "perdoa" a massa edificada

Desenho 2: já se apontou nesta série editorial que um intenso e qualificado verde urbano, com árvores de arruamento bem estruturadas e com boa escala humana, criam espaço, criam zonas positivas de apropriação pedonal por baixo das suas copas e "brigam" positiva e visualmente com edifícios, eventualmente, menos interessantes, promovendo-se, assim, a um verde verdadeiramente protagonista e qualificador.

O verde urbano apenas "apontado"

Desenho 3: lembra-se o Desenho 1 deste artigo e refere-se que neste esquisso procurou-se fixar o essencial da natureza e da preexistência; um tipo de exercício que é essencial a quem pratica desenho, que não é fácil, mas que progride, lenta mas seguramente, com a prática.


Um verde urbano protagonista e já com "história"


Desenho 4: o verde urbano protagonista e modernista de Olivais Norte, já com mais de 50 anos de idade dá escala, cor, movimento, carácter e interesse à imagem urbana deste excelente pequeno bairro lisboeta, tão bom de viver como de visitar, e agora facilmente a partir da estação de Metro da Encarnação, que abre bem no coração de Olivais Norte. 

O nosso bairro modernista de referência - Olivais Norte


Desenho 5: Olivais Norte/Encarnação, em Lisboa é um bairro a conhecer - facilmente visitável a partir da estação de Metro da Encarnação (situada bem a meio do bairro) - onde arquitetura modernista, verde urbano bem escolhido e, essencialmente, um excelente modelo de "convívio" entre peões e veículos, são matérias bem evidenciadas/visíveis.

Um verde urbano que faz esquecer, positivamente, o espaço urbano


Desenho 6: é também função do verde urbano fazer esquecer o espaço urbano, sempre que assim desejemos, e para tal ele tem de ser estruturado e mantido de forma a proporcionar uma simulação de natureza, mas muito humanizada e "usável"/passeável; a ideia gráfica é tentar dar uma "ideia/mancha desenhada e cromática" de uma "ideia mental" de uma zona verde que vive, por si, independentemente dos edifícios que a contornam, embora de forma descontínua - "modernista".

Infohabitar, Ano XI, n.º 546
Verde Urbano - III
Editor: António Baptista Coelho 
abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.


sábado, agosto 01, 2015

544 - Verde Urbano Desenhado I - n.º 544 Infohabitar


http://labhab.fau.usp.br/3cihel/ 

Infohabitar, Ano XI, n.º 544

Verde Urbano Desenhado - I
António Baptista Coelho

Apresentam-se, em seguida, alguns apontamentos/desenhos livres realizados sobre a temática do verde urbano.
Todos este desenhos foram realizados, no próprio local, em Olivais Norte - Encarnação, Lisboa.
Fazem-se, em alguns casos, comentários curtos e práticos, abordando o "desenho" e também, por vezes, matérias de urbanismo e habitat humano.


Harmonização entre verde urbano e edifícios altos
Desenho 1: em Olivais Norte/Encarnação, Lisboa – o nosso bairro modernista por excelência a conhecer, facilmente, a partir da estação de Metro da Encarnação (situada bem a meio do bairro) – o verde urbano harmoniza os edifícios altos sobre pilares – piso térreo vazado proporcionando continuidade de vistas naturais.

Ruas muito naturais e urbanas
Desenho 2: as ruas assumem fortíssimo conteúdo natural, realizadas nos anos 60 do século XX, pela primeira vez em Portugal com a participação de paisagistas e com uma excelente qualidade urbanística; e não é por terem esse forte conteúdo natural que são menos urbanas: há aqui muito a (re)aprender.


O verde urbano e os edifícios integram-se com naturalidade
Desenho 3: verde urbano e os edifícios integram-se com naturalidade, mas nesta “naturalidade” o principal segredo é a excelente qualidade urbana e paisagística da envolvente e a excelente qualidade de desenho de arquitetura do edificado, que se carateriza por elevada sobriedade e pormenorização (matéria a desenvolver nesta série editorial).


Um exemplo de ligação entre natureza e espaço urbano - Olivais Norte

Desenho 4: - o verde urbano assume expressão fortemente naturalizada e marcada por árvores preexistentes (ex., oliveiras) e pela introdução de espécies rústicas (com manutenção simplificada, embora de crescimento relativamente lento) mas com excelente imagem, como os medronheiros.



Naturalização do espaço urbano incentiva biodiversidade

Desenho 5: a naturalização do espaço urbano incentiva a biodiversidade, que proporciona “espetáculo” natural aos habitantes da cidade e designadamente às crianças.



O verde urbano é espetáculo sempre renovado

Desenho 6: o verde urbano é espetáculo sempre renovado, sempre novo com o passar do ano.
Dos troncos despidos às massas de folhas marcadas por sombras e variadas tonalidades de verde e azul, as árvores são um dos temas de eleição de quem desenha; e aprende-se muito com elas desde a proporção geral, à modelação formal, ao claro/escuro, às misturas cromáticas e, naturalmente, ao equilíbrio entre a síntese formal e a indicação do pormenor.

Infohabitar, Ano XI, n.º 544
Verde Urbano Desenhado - I
Editor: António Baptista Coelho abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.


segunda-feira, janeiro 05, 2015

514 - A Infohabitar faz 11 anos de edições semanais contínuas - Infohabitar 514

Infohabitar, Ano XI, n.º 514

O décimo primeiro ano de edições da Infohabitar: novos desenhos,  a azul, no início de 2015

É sempre interessante uma publicação, com edição semanal,  chegar ao 11.º ano de edições contínuas (já a caminho das 600); tal acaba de acontecer com a nossa Infohabitar, que hoje inicia as suas edições de 2015, e com um número bem interessante de consultas/page-views no primeiro dia do ano: foram 762 os nossos leitores nesse dia, o que julgamos ser uma forma de todos estarmos de parabéns, os leitores e a equipa da nossa revista.

Tal como temos repetido a Infohabitar é vossa, e portanto agradecemos a continuidade de leitura e renovamos o desafio de nos serem enviados novos artigos de "velhos" e novos colaboradores.

Começamos 2015 como acabámos 2014: com alguns esboços feitos, há poucos dias, em Olivais Norte, Lisboa, um belíssimo bairro modernista, abraçado pelo também interessante bairro da Encarnação, e que é um bairro-jardim exemplar.

Bem hajam todos e os renovados desejos de um 2015 com muita saúde, alegria e boas surpresas - e a nova edição do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL) está quase a ser anunciada.

O editor da Infohabitar
António Baptista Coelho



Fig. 1: Urbanismo e natureza



Fig. 2: Edifícios e verde



Fig. 3: Bairro-jardim


Fig. 4: Edifícios e natureza



Fig. 5: Natureza habitada



Fig. 6: Biodiversidade 






Notas editoriais:
·       (i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
·       (ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XI, n.º 514

O décimo primeiro ano de edições da Infohabitar: novos desenhos, a azul, no início de 2015
Editor: António Baptista Coelho – abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

sábado, maio 03, 2014

483 - Imagens e cores urbanas e naturais I - Olivais-Norte/Encarnação, Lisboa - Infohabitar 483

Infohabitar, Ano X, n.º 483

Imagens e cores urbanas e naturais I - Olivais-Norte/Encarnação, Lisboa

António Baptista Coelho

(Nota prévia: lembra-se que a Infohabitar ultrapassou, há poucos dias, a barreira do meio milhão de consultas/Page views)

Continuando a nova série de artigos da Infohabitar inteiramente integrados pela edição de imagens - desenhos e fotografias -, apresentam-se nesta edição algumas imagens associadas à, atualmente, bem importante redescoberta da matéria da Imagem urbana, neste caso, numa perspectiva de associação entre imagens urbanas e naturais/paisagísticas, proporcionadas pelos excelentes exemplos urbanos e residenciais evidentes no modelar bairro modernista dos Olivais-Norte/Encarnação, em Lisboa.



Imagem 01:

Relação entre imagem urbana e paisagem.

É muito interessante e estimulante a relação que se estabelece entre imagem urbana/edificada e envolvente natural/paisagística, resultando dessa relação uma valorização mutua em termos de imagem local e urbana; pois os edifícios, ainda assim, definem continuidades gerais em termos de ruas e vizinhanças.


Imagem 02:


Edifícios protagonistas.

Alguns dos edifícios têm um protagonismo acrescido na definição das referidas continuidades gerais em termos de ruas e vizinhanças; continuidades estas que resultam  tanto de uma grande clareza da estruturação geral do bairro, como de uma afirmada definição de "correntezas" edificadas bem distribuídas .



Imagem 03:

Presença da natureza.

Há verdadeiro lugar para a presença da natureza e da paisagem natural, numa primeira aliança entre arquitectura "civil" e paisagística (cerca de 1960) ; um exemplo que, infelizmente, teve pouca continuidade, entre nós.




Imagem 04:

Percursos pedonais e natureza.

Por vezes, natureza e edifícios "lutam" amigavelmente, caracterizando os diversos percursos pedonais que rodeiam todo o bairro e permitem, assim, uma sua leitura "dupla": seja mais urbana, ao longo das ruas; seja mais natural, ao longo destes caminhos. E esta foi também uma prática urbanística que não teve continuidade assinalável.


Imagem 05:

Relação entre edifícios e natureza.

Na zona central deste pequeno, mas bem agradável, bairro a relação directa e afirmada entre edificação e natureza tem excelente exemplos.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


INFOHABITAR Ano X, nº 483
Editor: António Baptista Coelho - abc@lnec.pt
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Universidade da Beira Interior (UBI), Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura (DECA) 
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT)
Imagens e cores urbanas e naturais I - Olivais-Norte/Encarnação, Lisboa
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.