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terça-feira, maio 07, 2019

685 - Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685

Infohabitar, Ano XV, n.º 685                      
Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685
Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”
por António Baptista Coelho (texto e imagens)


Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior

Sequem-se algumas notas sobre a relação entre os vãos de porta, considerados como importantes elementos de construção e de acabamento, e a qualidade de uso e arquitectónica do interior doméstico.


Vãos de porta – aspectos mais gerais

Vamos separar aqui as portas da habitação, que a separam e ligam relativamente aos espaços públicos ou comuns exteriores ou interiores, das outras portas interiores domésticas, e como veremos até acaba por haver alguns pontos comuns entre as duas tipologias.
Há aspectos, aparentemente óbvios, mas que proporcionam mudanças potencialmente muito positivas nos ambientes domésticos, é o caso da concepção das portas domésticas; e aqui a questão estará tanto na altura, como nas características de opacidade e de acabamento destes vãos.
De certa forma poderemos comentar que um vão de porta doméstico deverá cumprir basicamente os seguintes aspectos espaço-funcionais, de conforto, de segurança e de apropriação:
- os seus aspectos funcionais específicos, que são bem diferentes tratando-se, por exemplo, de uma porta exterior de acesso principal, de uma porta interior de uma sala-comum, ou de uma porta interior de um quarto;
- uma adequada relação com o conforto ambiental e a segurança dos espaços contíguos que são por ela directamente servidos;
- e uma adequada relação com a caracterização arquitectónica global e pormenorizada da respectiva intervenção.
Naturalmente que há soluções-tipo para condições espaço-funcionais tipificáveis, mas importa ter sempre presente esse “pequeno” leque exigencial, que, na prática, é, em boa parte, o responsável por muitas das melhores soluções domésticas de arquitectura de interiores: com portas de entrada que nos dão as boas-vindas ao nosso mundo doméstico e que igualmente qualificam os espaços comuns do edifício e com portas interiores que asseguram boa parte do conforto ambiental interior (ex., luz natural, isolamento sonoro), mas também boa parte da caracterização arquitectónica da solução doméstica.

(Fig. 01) As portas de entrada na habitação devem integrar-se muito positivamente na respectica composição global. 

Portas principais da habitação

Idealmente, a principal porta que nos liga e separa relativamente a espaços privados mas exteriores ou relativamente a espaços comuns ou públicos deve  oferecer resistência e isolamento ao ruído e a vistas incómodas, mas também pode/deve facultar alguma transparência e deve caracterizar-se por uma aparência atraente, identificável e apropriável, em si própria, e em eventuais aspectos de pormenor que lhe sejam contíguos.
Este último sentido de identidade e mesmo de representação é de sobremaneira importante na concepção destes vãos de porta, numa perspectiva que pode, naturalmente, variar, entre aspectos de maior sobriedade ou de maior representatividade, uma escolha que estará, naturalmente, condicionada em edifícios multifamiliares, onde se privilegia uma atraente uniformidade de tratamento de todos os vãos de porta que abrem sobre os respectivos espaços comuns; e uma escolha – entre mais sobriedade ou mais representatividade – que deverá ser, sempre, marcada por uma adequada e afirmada boa integração global e pormenorizada, havendo aspectos programados que devem servir a identidade/representatividade de cada porta/fogo, seja pontualmente bem integrados na solução, seja deixados à livre iniciativa dos respectivos habitantes (ex., locais adequados para vasos com plantas).
Importa ainda referir que, nos últimos anos, e designadamente com o cresci emento das preocupações com a segurança doméstica tem sido desenvolvida uma linha de soluções de portas de segurança que parece não ter, ainda, devidamente integrada uma adequada preocupação com as respectivas condições de aspecto e de apropriação.
Parece portanto haver, actualmente, na promoção multifamiliar uma espécie de crise na oferta de soluções verdadeiramente atraentes de portas de entrada, que acabam por se reduzir à sua função de segurança, aliás numa triste continuidade de ausência de pormenorização e de agradáveis condições de conforto ambiental (exemplo, luz e ventilação naturais) que, também por regra, caracteriza os respectivos patins comuns de acesso; e não tenhamos dúvidas de que não se trata aqui de qualquer fatalidade, mas sim de escolhas em termos de concepção e de se encarar o habitar multifamiliar numa completa e renovada perspectiva de qualidade arquitectónica.
Passando, agora, a algumas observações conclusivas e de maior pormenor, que podem abrir linhas para posteriores desenvolvimentos, e segundo Alexander, a marcação do momento de passagem entre dois espaços bem distintos, e, nomeadamente, da entrada em casa, pode ser acentuada, , por um vão de porta baixo (cerca de 1.90m) e largo (porque a largura aumenta a sensação de redução de altura); poderíamos pensar, ainda, em vãos que simulem os tradicionais, parecendo ainda mais baixos, quando nos aproximamos deles. (1)
E é interessante sublinhar que soluções deste tipo, que, de certo modo, querem transformar o simples vão numa espécie de “vão/espaço” bem caracterizado, podem ser criadas nos vãos principais da habitação, mas também em zonas “estratégicas” do interior da casa onde se queira reforçar a reserva no acesso e o grau de intimidade dos espaços e compartimentos a que se tem acesso (ex., recanto da lareira, escritório, quarto de dormir, acesso entre quarto e casa de banho privada); e é possível associar tais aspectos, por exemplo, a bandeiras superiores e/ou laterais que fazem transparecer a luz natural.

(Fig. 02) A porta de entrada deve enquadrar e valorizar o respectivo interior doméstico, direccionando e resguardadndo vistas; e a porta de entrada fechada deveria fazer transparecer um pouco da vida interior, ainda que seja, apenas, um pequeno sinal de vida.

Portas interiores da habitação

As portas interiores domésticas são, também, ilustres esquecidas no corrente pensar da habitação, pois tanto as suas características formais específicas, como a sua solução global podem ser reconsideradas, em termos da sua própria constituição, opaca ou total ou parcialmente transparente ou translúcida, e da existência de bandeiras superiores e/ou laterais; e os respectivos efeitos finais nos respectivos, compartimentos, corredores e vestíbulos contíguos, são bem distintos; e o que dizer da caracterização do respectivo espaço doméstico? Pois não haverá dúvida na grande diferença entre uma estrutura de circulação doméstica marcada, praticamente, pelo mesmo vão de porta opaco e uma outra estrutura de circulação doméstica, que se torna num verdadeiro espaço de estruturação e circulação, pois é bem servido e caracterizado por um leque bem adequado de diversas soluções de portas (mais opacas, mais translúcidas, com ou sem bandeiras, etc.).
Segundo Alexander, as portas interiores envidraçadas têm uma aplicação adequada não só em grandes compartimentos representativos, mas também em pequenos compartimentos que ganham, interiormente, com essa abertura, parecendo maiores, porque mais ligados ao resto do fogo (2); e complementa-se esta reflexão com a ideia de se poder "preencher" os ambientes interiores de características bem distintas, através deste tipo de cuidados, por exemplo criando-se uma zona de trabalho em casa, cuja porta, envidraçada e translúcida, qualifica de forma muito mais adequada, até através de uma gravação sóbria no vidro do respectivo tipo de ocupação.
A questão da programação de bandeiras envidraçadas e proporcionando a circulação do ar num sistema global e permanente, em toda a habitação (através de dispositivos de ventilação específicos), deve ser adequadamente considerada no projecto, matéria que deve levar a uma reflexão sobre a altura livre entre piso e tecto (pé-direito); e não tenhamos dúvida que haverá muito a ganhar em termos de conforto ambiental e de ambiente geral doméstico com este simples cuidados.
Um outro aspecto que deve ser regra é que as portas sejam definidas de modo a que propiciem uma maximização das condições de acessibilidade e de integração de mobiliário nos compartimentos; e, a este propósito, lembra-se que Neufert considera a posição mais correcta para abertura de portas, aquela que proporciona a sua abertura em direcção a uma parede próxima, de modo a que a rotação mínima para se entrar possa ser reduzida a cerca de 45º, contra cerca de 110º na direcção oposta; e quanto às distâncias mínimas entre a porta aberta, ortogonalmente à parede do seu vão, e a parede, Neufert define 0.68m, como espaço adequado para um armário com cerca de 0.60m de profundidade. (3)
Notas:
(1) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 916 e 917.[1]           
(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", p. 959.
(3) Ernest Neufert, "Arte de Projetar em Arquitetura", p. 116.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 685
Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, março 05, 2018

633 - Cantos e recantos domésticos: bases de mundos pessoais - Infohabitar 633

Infohabitar, Ano XIV, n.º 633

Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor” n.º CVI

Cantos e recantos domésticos: bases de mundos pessoais

por António Baptista Coelho


A nossa “casca de caracol”

Um dos aspectos que podem transformar as nossas casas em sítios únicos, onde, tendencialmente, nos poderemos sentir muito bem e verdadeiramente “em nossa casa”, a tal “casca de caracol”, referida uma vez por Amália Rodriques, que é tão identitária e apropriável como agradável e envolvente.
E esta “casca de caracol” bem habitável e que acaba, também, por nos habitar, tem a ver, não só com a capacidade de recheio/povoamento da “casa” pelos mais diversos elementos de mobiliário/arquitectura de interiores e de recheio pessoal e recordação (ex., livros, quadros, memórias de viagens, ofertas de família/amigos, fotografias, etc.), mas também com a constituição e repartição da “casa” em inúmeros pequenos espaços e recantos apetecíveis para desenvolver as mais diversas actividades mais ou menos úteis, mas sempre fundamentais, como é, por exemplo, o sentar ali no canto, junto à janela, ou o tirar um livro da estante e pousá-lo numa pequena mesa para o desfolhar, ou arrumar a colecção no final do corredor naquelas prateleiras que foram feitas à medida, ou sentar, por alguns minutos, para repousar num sofá-cama arrumado num qualquer canto de um compartimento; e, depois, “a casa” vai-se tornando, naturalmente, “a nossa casa”.
Os recantos vários que são responsáveis pela base de identidade e pelos mundos pessoais domésticos constituem naturais sequências ou malhas de agradável e diversificada perambulação pela nossa casa, sentindo que nos podemos ir detendo, ao longo dela, em muitos espaços ou “possibilidades espaciais”, com um mínimo ou, idealmente, com um máximo de condições de conforto e de propostas de actividades e subactividades ou microfunções.
Esta possibilidade de uso prolongado, intenso, “sincopado” e disseminado da nossa casa tem, naturalmente, muito  a ver com as opções de mobiliário e equipamento, mas tem também muito a ver com a capacidade microfuncional e a adaptabilidade de recepção de mobiliário e de outros elementos de Arquitectura de interiores, que é proporcionada pelos diversos espaços domésticos e pelas suas respectivas margens de uso e de adaptabilidade, consideradas muito para além dos respectivos perfis funcionais básicos.
Importa salientar que a condição contrária a uma tal desejável possibilidade doméstica, marcada pela identidade, adaptabilidade e agradabilidade, pode ser sintetizada pelo recurso ao, infelizmente frequente, “mau exemplo” de habitações onde a sequência de circulação/actividades é praticamente “única”, monótona e rigidamente hierarquizada, e onde dificilmente conseguimos arranjar um sítio de permanência agradável, assim como sítios a que possamos chamar “mais nossos”.
E estas, últimas, negativas condições, tal como as positivas, não têm apenas a ver com aspectos de eventual constrangimento por excesso de mobiliário (ele próprio, por vezes, também absurdamente sobredimensionado), e/ou apenas por condições dimensionais muito mínimas, pois há, até, condições mínimas domésticas “habitacionais” com múltiplos espaços para uma agradável permanência como por exemplo acontece em caravanas e iates; tem a ver, portanto, essencialmente com a disponibilização, muito natural, quer de “folgas” dimensionais e de capacidade de apropriação, quer de alternativas de usos e de multiplicidades adaptativas, que são todas elas condições que muito dependem de uma ampla qualidade do projecto geral e pormenorizado de Arquitectura.



Associações e hábitos interessantes sobre recantos domésticos

Os recantos vários, identificadores e apropriáveis/apropriadores, constituem, eles próprios, a principal razão de ser das associações entre diversas funções e entre diversas actividades da habitação.
São, também, os recantos e espaços do pormenor os elementos que caracterizam e dão coesão a uma habitação funcional e ambientalmente consistente.
E, de certa forma, ao proporcionarem a inovação na mistura funcional e de actividades e ao atribuírem afirmada caracterização geral e particularizada, os vários recantos e espaços do pormenor doméstico, acabam por se tornar na própria razão de ser de habitações bem adequadas a determinadas formas de habitar e a determinadas utilizações.
Poderá ficar, assim, naturalmente, um pouco de fora o perfil “médio” ou “tipificado” de uso e apropriação da habitação, mas podemos até continuar a disponibilizá-lo a quem não queira uma casa razoavelmente “à medida”, ou então e melhor, poderemos disponibilizar uma base habitacional adaptável e, simultaneamente, o apoio “especializado” do arquitecto no sentido de a afeiçoar, nos seus microespaços e nas suas sequências de uso aos modos e desejos habitacionais de um dado habitante e/ou família. 
Mas podemos/devemos procurar servir uma enorme diversidade de pequenos hábitos de uso da casa, e são muitos, pois cada família e cada habitante tem os seus, mas há perfis de “microactividades” que podem ser seguidos, como, por exemplo, o espaço para a acumulação de jornais, os sítios mais propícios para os vasos de plantas, os locais das chaves, etc. etc. De certo modo ensaiando-se uma muito ampla e não fechada rede de “microactividades” domésticas, globalmente suportadas pela capacidade de adaptação da solução e, naturalmente, pelos nossos próprios micro-hábitos de vivência doméstica.

Recantos domésticos: aspectos motivadores,  problemas correntes e questões levantadas (dimensionais e outras)

O que nos motiva num uso intenso e prolongado dos espaços e conteúdos domésticos é tudo aquilo que associa o desenvolvimento de hábitos próprios e de uso e aspectos de caracterização positiva dos sítios que habitamos, como se passa, por exemplo, com os espaços nos vãos de janela que é possível ocupar com algumas plantas e/ou elementos de decoração, proporcionando-se, assim, neste caso, para além da respectiva acção de apropriação e de identificação, a criação de uma estimulante sequência de planos de vista marcados pela proximidade e fundo de elementos naturais, ou pela “colagem” dos elementos de decoração a um fundo paisagístico distante – isto, naturalmente, quando as vistas exteriores são interessantes e são bem enquadradas pela própria pormenorização dos vãos exteriores (matéria esta que é de grande importância por si só e pela sua retroacção com esta temática da criação de microzonas domésticas).
Os principais e potenciais problemas, nesta renovada dinâmica de grande diversidade e adequação das micro-soluções domésticas, decorrem, naturalmente, de apropriações excessivas que coloquem em risco, quer a sanidade e a funcionalidade básicas do interior da habitação, quer a dignidade da imagem do respectivo edifício habitacional.
As questões que se levantam, nesta proposta de reflexão e concepção habitacional, referem-se, essencialmente, à muito frequente ausência deste tipo de microespaços em soluções habitacionais globalmente mal desenvolvidas, mal pormenorizadas e submetidas a uma perspectiva de unifuncionalidade global, marcada por uma hierarquia rígida e pouco ou nada adaptável, continuada por espaços/compartimentos, mal dimensionados e monofuncionais, como se em cada compartimento todos actuassem da mesma maneira e desempenhando, apenas, as actividades “primárias”; o que se poderia definir como uma verdadeira “máquina de habitar”, conceito este que parece ser, apenas, aceitável e mesmo assim altamente criticável, nas famosas “boxes” mínimas de alguns hotéis japoneses.



Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIV, n.º 633

Cantos e recantos domésticos: bases de mundos pessoais

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho

Infohabitar, Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.