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segunda-feira, janeiro 27, 2025

Muita saudade e um abraço forte para o Defensor – Infohabitar # 925

Muita saudade e um abraço forte para o Defensor – Infohabitar # 925

Infohabitar, ano XXI, n.º 925

Editado segunda-feira dia 27 de janeiro de 2025


Imagem do Júri/”Escola” do Prémio INH em 2005, no Vidago; o Defensor é o segundo da primeira linha a contar da esquerda.

 

Caros leitores da Infohabitar,

O nosso companheiro e grande amigo Defensor Castro faleceu.

Recebemos ontem do seu irmão Elói a seguinte mensagem:

“Caros amigos.

É com enorme tristeza que vos comunico o falecimento do meu irmão Defensor Castro.

O velório decorrerá a partir de amanhã [hoje, 27 de janeiro] na capela mortuária de Gondomar e o funeral será na terça-feira [28 de janeiro] ás 10horas no cemitério de S.Cosme em Gondomar.”

Quando um grande amigo parte, ficamos tristes e sem palavras.

Mas quando é um velho amigo que parte, como o Defensor, há que ter algumas palavras, pois foram “só” 35 anos de convívio, sendo que entre 1990 e talvez 2010 tive o privilégio de estar com o Defensor durante muitos dias, em cada ano, quando o INH era INH, e a grande Escola do Prémio INH existia de facto.

Foi fantástica, acreditem, a Escola do Prémio: aprender a fazer habitação, aprender a visitar tecnicamente habitação e fazê-lo em convívio entre variadíssimas formações profissionais e pessoais, e quem participou nos cerca de 20 únicos anos desta Escola sabe que depois das análises aos conjuntos residenciais visitados, por vezes difíceis mas sempre riquíssimas, na camioneta continuávamos a discutir e a “resolver” o “problema da habitação” durante muito tempo.

Nada disto teria sido possível sem o Eng.º Defensor de Castro e o INH do Norte, que também julgo uma outra sua Escola. E o Grupo Habitar, hoje GHabitar, que desde início apoiou totalmente também dificilmente teria existido sem o Defensor; assim como este Infohabitar e o CIHEL que também sempre apoiou.

E, tal como vários amigos registaram no WhatsApp GHabitar+:

“… Partiu um grande colega que muito fez pela habitação em Portugal e que ajudou a montar esse colosso chamado INH …”

“… Com ele coisas, hoje, impossíveis na habitação foram feitas.”

“… Fica, para todos nós o seu exemplo de Homem Bom, com uma dedicação à Causa Pública de realçar …”

“… pessoa irrepreensível, profissionalmente competente, socialmente empenhado e duma honestidade a toda a prova…”

“… lembrarei sempre a competência, defesa do serviço público sem cedências mas dirigido às necessidades dos carentes de habitação de custos controlados,  como pessoa recordo o homem bom e afetuoso. Será sempre daqueles que cá fazem falta e que sempre recordamos.”

E, realmente, antes de tudo está a pessoa única do Defensor, a sua força, o seu conhecimento profissional profundo e natural, a sua simpatia constante e a sua gentileza.

Em meu nome e no do GHabitar (e GHabitar+), Infohabitar e CIHEL, os sentimentos profundos à Gabriela, ao Elói e a toda a grande Família do Defensor.

E em meu nome apenas, a esperança de nos revermos um dia, em companhia de outros grandes amigos,

 

Lisboa, em 27 de janeiro de 2025

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Muita saudade e um abraço forte para o Defensor – Infohabitar # 925

Infohabitar, ano XXI, n.º 925

Editado segunda-feira dia 27 de janeiro de 2025


domingo, maio 30, 2010

300 - Nuno Teotónio, Correia Fernandes e a 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar em Junho de 2010, entre outras matérias, no n.º 300 - I do Infohabitar - Infohabitar 300 I



Infohabitar, Ano VI, n.º 300 - Iartigo de António Baptista Coelho e Defensor de Castro

Pequena introdução


Caros leitores do Infohabitar, caros amigos,

A edição do Infohabitar e o Grupo Habitar saúdam todos os leitores desta revista, esperam que nos continuem a ler e a consultar quando procurando elementos sobre determinados temas habitacionais e urbanos, e que nos continuem a enviar os vossos comentários e, sempre que possível, artigos para eventual edição na nossa revista.

Porque o n.º 300 de uma revista é sempre uma ocasião muito especial - a próxima será o nº 500 mas para esse haveremos de fazer algo ainda mais substancial - solicitámos aos leitores o envio de colaborações para constituir um n.º 300 especial; e estamos muito satisfeitos pois foram-nos enviados três excelentes textos/artigos que iremos editar na sequência do respectivo envio e em "três edições 300" consecutivas, a saber: a 300 - I (esta mesma edição); a 300 - II, em 6 de Junho de 2010; e a 300 - III, em 13 de Junho de 2010.

E desde já se referem os títulos e os autores destes textos e artigos, que muito se agradecem:


  • "Simples e breves palavras para Nuno Teotónio Pereira"
por Maria Tavares, editado no presente n.º 300 - I do Infohabitar.


  • "Habitação em Lisboa: Memória do GTH – 50 ANOS", seguido de "O GTH e o papel do engenheiro Jorge Carvalho de Mesquita"

  • por Jorge Mangorrinha; a editar no n.º 300 - II do Infohabitar, 6 de Junho de 2010.


    • "Infra-estruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações e conjuntos de edifícios (ITUR), Projecto"

    • por Eduardo Simões Ganilho; a editar no n.º 300 - III do Infohabitar, 13 de Junho 2010.

      Considerando-se a temática do primeiro texto enviado, sobre o Nuno Teotónio Pereira, ficou, desde logo, resolvida a ordem de apresentação das diversas partes que integram esta edição do Infohabitar 300 - I, pois nem seriam precisas palavras para se perceber toda a lógica e toda a oportunidade científica, técnica e humana de se marcar esta "fronteira" editorial do Infohabitar com um texto sobre um Homem único na história da cidade, da habitação e da habitação de interesse social feita em Portugal no Século XX, e, ainda, um amigo e um companheiro do Grupo Habitar (GH) desde a sua fundação.

      Mas este número foi sendo quase auto-composto à medida que foi sendo pensado, parecendo haver nele uma subtil e agradável naturalidade, pois aconteceu ainda, na semana que passou, a última aula "oficial" na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), do nosso companheiro da direcção do Grupo Habitar, Manuel Correia Fernandes, outro Arquitecto que não precisa de apresentações, mas o GH tinha de sublinhar esta data e assim e com a devida referência à origem, junta-se uma imagem e um texto com que a FAUP divulgou esta aula.

      Depois a ideia foi divulgar as acções próximas do Grupo Habitar, bem ao nosso jeito de estarmos sempre, ou o mais possível, em actividade, e assim faz-se a primeira divulgação da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar, que decorrerá na quarta-feira dia 16 de Junho, no Cais de Gaia, com a cooperação da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e da CidadeGaia SRU, e onde haverá a oportunidade de debater matérias de reabilitação da cidade e do habitar, editando-se, desde já, o respectivo programa, que se julga excelente - e sublinhando-se ser a entrada livre, mas sujeita a inscrição.

      E assim e naturalmente ficou para o final da edição, para a sua 4.ª Parte, um pequeno texto sobre o que foi e é esta "aventura" editorial do Infohabitar que chegou à edição n.º 300, e sobre os muitos que lhe deram vida.

      A presente edição 300 - I do Infohabitar será, assim, dividida em quatro partes distintas:

      1.ª Parte: um texto sobre Nuno Teotónio Pereira, escrito por Maria Tavares.

      2.ª Parte: um texto sobre a jubilação e a "última" aula de Manuel Correia Fernandes na FAUP - texto e imagem retirados da divulgação do evento feito pela FAUP.

      3.ª Parte: divulgação do programa da 19ª Sessão Técnica do Grupo Habitar, em 16 de Junho de 2010, no Cais de Gaia sobre o tema "Reabilitação Urbana e Habitacional".

      4.ª Parte: um pequeno texto sobre as primeiras 300 edições do Infohabitar.

      E assim se deseja aos leitores uma excelente viagem por estas matérias e se lembra que o n.º 300 do Infohabitar terá continuidade nas duas próximas semanas com os dois excelentes artigos que foram acima referidos,

      Com as melhores saudações,

      António Baptista Coelho - Pres. Dir. do GH
      Defensor de Castro - Vice Pres. Dir. do GH



      Fig. 00: Nuno Teotónio numa acção do Grupo Habitar no então Instituto Nacional de Habitação, com Vasco Folha, Raúl Hestnes Ferreira e Teixeira Trigo, em Março de 2006.

      1.ª Parte:
      simples e breves palavras para Nuno Teotónio Pereira

      Este é um testemunho meramente pessoal, embora admita que seja facilmente reconhecido por outros. Faço-o, aqui nesta ocasião, na perspectiva de que o habitar pode ser a causa de uma vida. E faço-o com um discurso aberto e descomprometido, tal como Nuno Teotónio me ensinou e sempre me recebeu.

      Cedo lhe conheci a obra da cidade, fruto de circunstâncias de quem a percorria diariamente, e de quem teve a sorte de conviver directamente com a obra através de amigos: nos degraus das galerias do Bloco das Águas fiz pulseiras; subi várias vezes ao último piso do Franjinhas, este, já sem as curiosas palas de sombreamento, mas com uma vista surpreendente... até a Igreja do Sagrado Coração de Jesus servia para cortar caminho. Obras que visitei, habitei e explorei ainda com a curiosidade de adolescente.



      No percurso académico, confrontei-me com outras. Essas, distantes da minha jornada diária... e que se tornou inevitável ir ao seu encontro. Umas conhecendo na totalidade, outras, espreitando apenas entre grades, na esperança de um convite para entrar.

      Um projecto de mestrado, foi a razão para um primeiro contacto.

      Assim, conheci-o pessoalmente há cerca de 12 anos, quando depois de uma tímida chamada telefónica para o atelier da Rua da Alegria, me convidou a aparecer e a partilhar com ele as minhas dúvidas e incertezas sobre o caminho da minha investigação, ainda literalmente no início.

      Guardo na memória a primeira imagem da sua sala, “e digo que para além de livros expostos, consigo montar uma rede de relação entre objectos.
      Mesas, cadeiras, livros, muitos livros, um velho telefone que toca, a luz difusa que entra por duas janelas a Norte, o barulho dos carros que apitam lá fora, 3 pisos abaixo, na inclinada Rua da Alegria,... coisas encostadas às paredes, coisas por baixo das mesas, coisas em cima das mesas. Um cheiro frio a tempo, e uma experiência partilhada por relações com outros que se revela nesta imagem.” (i)

      Falou-me serenamente do que eu pensava que conhecia, na perspectiva de quem usa a obra, de quem a habita, do utente... e sempre no plural, sempre associando outros, importantes para o seu percurso, indispensáveis na sua obra.

      Mostrou-me os seus projectos, apresentou-me escritos seus e de outros, a sua viagem a Itália com Nuno Portas (para ver arquitectura), as suas experiências, os Congressos, o Inquérito à Arquitectura, os preciosos recortes de jornal, a experiência da Casa Protótipo, outras realidades, outros arquitectos. Mas mais do que tudo, confrontou-me não com a história da arquitectura, mas com o real sentido de um país em mudança... com a força de uma geração, que aos poucos fui conhecendo.

      Acreditou no meu projecto, que acabou por se realizar graças ao empenho e dedicação de muitos da sua geração, mas essencialmente às portas que me abriu.

      E assim fomos mantendo contacto. Eu, sempre solicitando, ele, sempre oferecendo a sua perspectiva pessoal, a sua motivação, a experiência de uma vida.

      Agora que me encontro noutra fase do meu percurso académico, vou escrevendo textos, ensaios, papers onde as suas obras têm especial relevo, que volto a visitar, a percorrer e a reconhecer cantos e recantos... sempre à procura desta responsabilidade social e deste serviço público que as invade... e que diariamente partilho com os meus alunos.

      Há bem pouco tempo, numa conversa ainda no seu atelier, num espaço perfeitamente acumulado de diversas experiências ordenadas, fala-me de uma prática, remetendo-a para os anos 50: ... estávamos numa época muito experimental, sobretudo nestes programas económicos através da Previdência como espaço de discussão... as viagens, os congressos, outras experiências,... e o valor da representação social da casa.

      E é através do estudo da Previdência que tenho conhecido, mais do que uma obra, um Homem. Um Homem, cuja generosidade é constante.

      Em Março de 2009, assisti na plateia à cedência do seu acervo documental sobre habitação e urbanismo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil ... um precioso mundo de informação, disponível para todos e que tenho curiosamente visitado... sempre cruzando com as suas palavras e orientações.

      Agora que percebo que afinal os degraus da galeria do Bloco das Águas tinham a função de proporcionar privacidade às casas, e que a Igreja do Sagrado Coração com o seu percurso entre quarteirões, serviu para construir cidade e para abrir a igreja à sociedade... agradeço-lhe o constante encorajamento e a sua generosidade para com a vida, para com todos nós que procuramos entender o seu experimentalismo, o seu contextualismo, o seu discurso moderno.

      Obrigada Nuno Teotónio Pereira.

      Maria Tavares, arquitecta

      (i) Excerto de um ensaio elaborado para a Unidade Curricular “Domínio das Imagens”, intitulado “Proposta de Viagem ao Atelier da Rua da Alegria ... a partir de uma Imagem”, no âmbito do Programa de Doutoramento em Arquitectura, FAUP, Março, 2009.




      Fig.01: a sala onde está organizada a colecção documental sobre habitação e urbanismo que Nuno Teotónio cedeu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil - a sala integra a biblioteca do LNEC .




      Fig. 02: cartaz da FAUP que anunciou a Aula de Manuel Correia Fernandes


      2.ª Parte: sobre a jubilação e a "última" aula de Manuel Correia Fernandes na FAUP em 27 de Maio - texto e imagem retirados do documento do Conselho Directivo da FAUP que divulgou o evento.
      Manuel Correia Fernandes Última Aula. "Viagem"
      27 de Maio, 17h30, Auditório Fernando Távora, FAUP

      O Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto convida V.Ex.ª para a Última Aula do Prof. Manuel Correia Fernandes, que terá lugar no dia 27 de Maio de 2010, às 17h30, no Auditório Fernando Távora, FAUP.

      Manuel Correia Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto proferirá a sua Última Aula, intitulada "Viagem", no dia 27 de Maio de 2010, pelas 17h30, no Auditório Fernando Távora.

      Manuel Correia Fernandes, nascido em 1941, diploma-se em Arquitectura pela Escola Superior Belas Artes do Porto (ESBAP) em 1966, e inicia, em 1972, na mesma escola, a carreira docente que exerce ininterruptamente até 2009.

      Foi membro e presidente eleito dos Conselhos Directivo, Científico e Pedagógico e da Assembleia de Representantes da ESBAP e da FAUP, assim como da Assembleia e do Senado da Universidade do Porto. Foi Director do Curso de Mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitectónico da FAUP, Professor de Cursos de Mestrado nas Faculdades de Engenharia e de Economia da UP e Coordenador dos Cursos de Verão da Associação das Universidades da Região Norte (AURN).Participa em exposições, conferências, colóquios e debates em Portugal e no estrangeiro.

      Consultor e perito em organismos e instituições públicas e privadas, participa activamente na vida cívica, social e política da cidade e do país.

      Foi Presidente do Conselho Nacional de Disciplina da Ordem do Arquitectos, tendo sido dirigente da Associação e da Ordem dos Arquitectos Portugueses em diferentes ocasiões. Membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração da Sociedade Porto 2001 até Novembro/99, foi responsável pelo Programa de Revitalização e Requalificação Urbana da Baixa do Porto.

      Nomeado para o Prémio de Arquitectura na III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian de 1986 e para o prémio Secil da Arquitectura em 1992, foram-lhe atribuídos o Prémio Nacional de Arquitectura da Associação dos Arquitectos Portugueses (1987),Prémio Nacional do Instituto Nacional de Habitação (1993 e 2003), Prémio Extraordinário Fernando Belaunde Terry - IV Bienal Ibero-Americana de Arquitectura - Lima - Peru, (2004) entre outros.

      Autor de trabalhos publicados em livros, revistas e jornais da especialidade e colaborador regular da imprensa diária. Exerce, no Porto e ininterruptamente desde 1966, a profissão de arquitecto, em regime livre.

      Manuel Correia Fernandes foi agraciado, em 2005, com o Grau de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.



      Fig. 03: Manuel Correia Fernandes numa Conferência do Grupo Habitar no Porto em Maio de 2004.

      (nota: o texto que se segue foi elaborado pelos autores deste artigo)

      E no jornal Público de 28 de Maio, juntava-se a uma grande fotografia de Manuel Correia Fernandes em plena aula, no dia anterior, a referência a ter acontecido uma sala cheia de "amigos, colegas e alunos" e que na sua aula o arquitecto recordou a preocupação de "trabalhar com as pessoas", como aconteceu no conjunto habitacional cooperativo do Aldoar e não para o "exercício da sua própria auto-estima".

      "E porque, segundo o professor jubilado, «a viagem tem um papel decisivo na formação do arquitecto», Correia Fernandes apresentou muitos dos lugares que visitou. Através de pequenos esboços e do seu «caderninho de viagens», deu a conhecer memórias «muito pessoais» que nunca tinha partilhado. No «fim formal de um ciclo de vida», o professor disse guardar «recordações muito boas» da FAUP, a que chamou «casa»..." - citação do artigo do Público de Idalina Silva, em 28 de Maio de 2010.



      Fig. 04: uma vista de Vila Nova de Gaia - fonte CM de Vila Nova de Gaia

      3.ª Parte: divulgação da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar (GH), sobre o Tema: REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL, 16 de Junho de 2010 no Cais de gaia, Vila Nova de Gaia


      Fig. 05: Grupo Habitar, C. M de Vila Nova de Gaia e CidadeGaia SRU


      Grupo Habitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
      Habitacional, Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e CidadeGaia - SRU

      19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar (GH)
      Tema:
      REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL
      16 de Junho de 2010, entre as 10h 00 e as 18h 00,
      no auditório das CAVES CÁLEM no Cais de Gaia


      A 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar irá decorrer em Vila Nova de Gaia, numa parceria com a respectiva Câmara Municipal e a CidadeGaia-SRU, sobre a temática da reabilitação urbana e habitacional, no dia 16 de Junho de 2010.

      Programa da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar
      • 10h 00: Recepção dos Participantes.
      • 10h 30: Abertura da 19.ª Sessão Técnica do GH, com as seguintes intervenções: Dr. Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia; Arq.º António Baptista Coelho, Presidente da Direcção do GH.
      • 11h 00: Sessão da manhã
        Dr.ª Arq.ª Ana Pinho, Bolseira de Pós-doutoramento do LNEC (GH): "Reabilitação de Edifícios vs Reabilitação Urbana: As contradições persistentes em Portugal".
        Eng.º António Vilhena, Assistente de Investigação do LNEC: “Avaliação do estado da conservação de edifícios considerando prioridades de actuação”.
      • 12h 00: Debate
      • 12h 30: intervalo para almoço (livre)
      • 14h 30: Sessão da tarde
        Arq.º João Nascimento: “Projecto de Recuperação e Valorização do Castelo de Paderne”.
        Prof. Dr. Gonçalves Guimarães, Arqueólogo, Director do Solar Condes de Resende : “Aspectos de enquadramento da arqueologia em meio urbano”.
      • 16h 00: Intervalo para café
      • 16h 30: Sessão da tarde (continuação)
        Prof. Dr.ª Fernanda Paula Oliveira, Assistente da FDUC: “O regime transitório do novo RJRU”.
        Prof. Arq.º Manuel Correia Fernandes (Direcção do GH): “Comentários sobre os actuais processos de reabilitação urbana”.
      • 18h 00: Debate final e encerramento dos trabalhos
      Inscrição livre, mas com inscrição prévia e limitada à lotação da sala – até 14 de junho, realizada por contacto via e-mail para: geral@cidadegaia-sru.pt


      Fig. 06: um dia de pontos de leitura do Infohabitar no mundo (lusófono), no final de Maio de 2010 - fonte: http://www.sitemeter.com

      4.ª Parte: Sobre 300 edições do Infohabitar
      Chegar às 300 edições de uma revista, que equivalem a 300 artigos de cerca de 50 autores e a cerca de 3.000 páginas ilustradas e sempre disponíveis na internet, sobre 28 temas parece ser obra!
      Tal só foi possível com a boa vontade e o apoio de muitas pessoas e designadamente dos autores referidos e de quem, semanalmente, foi proporcionando a resolução dos inúmeros pequenos e maiores problemas que vão sempre surgindo e que, na prática, colocam em risco a regularidade deste projecto, sendo de elementar justiça referir aqui a paciência e a constante presença do José Baptista Coelho que resolveu todos os problemas informáticos.
      E, assim, o Infohabitar manteve-se vivo e de saúde ao longo destas 300 semanas, não falhando, julga-se, uma única edição semanal, desde que a edição foi iniciada há pouco mais de cinco anos .
      A revista/blog do Grupo Habitar, o Infohabitar ( http://infohabitar.blogspot.com/ ) foi criada no início de Fevereiro de 2005, tem portanto pouco mais de 5 anos de edição, mas passou já de:
      • de um total de 4000 acessos (page views) no final de 2005;
      • para um total actual já acima dos 206.000 acessos (page views) , com uma média diária actual acima de 200 acessos e um "pico" de leituras em Maio de 2010 que se aproxima dos 6.000 acessos (em 30 de Maio de 2010 estava acima de 5.500 acessos).
      E refere-se que o contador usado é bastante fiável e quando muito "pecará por defeito" na respectiva contagem.


      Fig. 07: o "pico" de leituras do Infohabitar em Maio de 2010 que se aproxima dos 6.000 acessos - fonte: http://www.sitemeter.com/

      O catálogo temático interactivo dos 300 artigos e das respectivas 3.000 páginas ilustradas foi actualizado à data de elaboração deste artigo e está sempre disponível ma margem direita da página de rosto da revista.
      Seguem-se os 28 temas em que subdivide o referido catálogo temático interactivo:
      . Regeneração Urbana e Realojamento
      . Melhor habitação com melhor arquitectura (NOVO)
      . Arte e Arquitectura (NOVO)
      . Projectar o habitar (NOVO)
      . O (re)fazer a cidade e as novas cidades (NOVO)
      . Série habitar e viver (NOVO)
      . Políticas, acções e medidas habitacionais (NOVO)
      . Avaliação pós-ocupação (APO) ou análises retrospectivas (NOVO)
      . Memória
      . Qualidade no habitar (NOVO)
      . Construir o habitar (NOVO)
      . Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação)
      . Investigação habitacional e urbana
      . Grupo Habitar e Infohabitar
      . Sustentabilidade no habitar
      . Habitar de interesse social e habitar cooperativo
      . Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar
      . Gestão da cidade habitada
      . Escalas e tempos do habitar
      . Humanidades e habitar
      . Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras
      . História(s) e tipologias do habitar
      . Desenho e a humanização do habitar
      . Integrar o habitar
      . Natureza, tempo, cidade e lugar
      . (Novas) formas/soluções de habitação (NOVO)
      . Viagens
      . Actualidades, comentários, notícias, informações

      Junta-se, agora, a listagem dos autores de artigos do Infohabitar numa ordem que respeita a sequência temporal das respectivas edições:
      Duarte Nuno Simões; Celeste d’Oliveira Ramos; Marilice Costi; Sheila Walbe Ornstein; José Walter Galvão; Maria João Eloy; António Reis Cabrita; Nuno Teotónio Pereira; Sara Eloy; António Baptista Coelho; Paulo Machado; João Carvalhosa; Guilherme Vilaverde; Maria Luiza Forneck; Khaled Ghoubar; José Coimbra; Pedro Baptista Coelho; Sidónio Simões; José L. M. Dias; Manuel Tereso; António Novais; Rita Abreu; Teresa Heitor; Ana Tomé; Fausto Simões; Carlos Pina dos Santos; Pedro Taborda; João Cantero; Maria Tavares; Milton Botler; António Pedro Dores; Joana Mourão; Bruno Marques; Hélio Costa Lima; Teresa Marat-Mendes; Sara Ribeiro; João da Veiga Gomes; João Manuel Mimoso; Lúcia Leitão; Samuel Gonçalves; Maria Tavares; Defenor de Castro; Décio Gonçalves; Isabel Plácido; Ana Pinho; António Leça Coelho; Joana Mourão; João Branco Pedro; ... (e em breve outros companheiros se juntarão a esta lista).
      E termina-se com uma pequena síntese caracterizadora da natureza e dos objectivos do Grupo habitar e da sua actividade até esta data.
      O Grupo Habitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional nasceu em 2001, a partir do interesse de pessoas com diversas formações e práticas profissionais, ligadas às temáticas da habitação, do urbanismo e da qualidade de vida.
      Trata-se de uma associação técnica e científica sem fins lucrativos e multidisciplinar que visa a melhoria da qualidade da habitação e do espaço urbano que todos habitamos, através de variadas actividades, entre as quais a visita e a análise de conjuntos habitacionais e o estudo, a discussão e a divulgação dos principais problemas e dos aspectos qualitativos que caracterizam as nossas habitações, os nossos bairros e as nossas cidades.
      O Grupo Habitar (GH) aborda assim muitos aspectos da qualidade de vida, desde a integração paisagística e ambiental, à qualidade de desenho de arquitectura, desde a qualidade construtiva, a durabilidade e o equilíbrio de custos, à satisfação dos moradores e à preparação dos aspectos de gestão.
      A sede do GH é no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

      Em cerca de 7 anos de actividade desenvolveram-se 6 Reuniões de trabalho, 9 Assembleias-gerais, 18 Sessões Técnicas, 13 Visitas Técnicas, 2 Conferências Alargadas, 1 Visita Alargada e 1 Congresso, num total de 50 eventos, distribuídos entre Santo Tirso, Vila Nova de Gaia, Lisboa, Porto, Matosinhos, Évora, Faro, Coimbra, Paços de Ferreira, Sacavém e Aveiro, com apoios fundamentais do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), do Instituto Nacional de Habitação (INH), hoje Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), e outros apoios de um número significativo de outras entidades.

      Infohabitar, Ano VI, n.º 300 - I
      Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
      Editor: António Baptista Coelho
      Edição de José Baptista Coelho
      Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 30 de Maio de 2010



      domingo, setembro 14, 2008

      214 - Dois amigos: Defensor e Vicente - Infohabitar 214

       - Infohabitar 214


      Algumas palavras sobre a HCC, sobre o INH, sobre o Prémio INH e sobre dois amigos: o Defensor de Castro e o Hermano Vicente

      Um texto de muitos, e muito ilustrado, cujo relator foi o António Baptista Coelho






      (1)

      Há cerca de vinte anos atrás conheci duas pessoas, que, ao longo do tempo, se foram tornando verdadeiros amigos. Conheci estas pessoas na sequência de ter entrado para o Núcleo de Arquitectura do LNEC, quase recém-saído das Belas Artes, embora sabendo já bastante bem o que era um projecto e uma obra, pois desde os 18 anos um pai arquitecto, e um grande amigo, me formou nestas matérias.



      (2)

      Mas falemos dessas duas pessoas, estava-se, então numa altura marcada, de certa forma, pelo início de uma aplicação sedimentada e continuada das Recomendações Técnicas para Habitação Social (RTHS), um documento que enquadrou a nova “habitação social” portuguesa, bem chamada e com adequada novidade, de “habitação a custos controlados”, e diria eu significando, verdadeiramente, habitação com qualidade e custos controlados.
      AS pessoas a que me refiro são os engenheiros Defensor de Castro e Hermano Vicente, dois técnicos e especialistas nas áreas da habitação e do fazer cidade com habitação, aos quais muito se deve e que, recentemente, passaram a uma outra etapa das suas vidas profissionais.



      (3)

      Mas voltemos, novamente, cerca de vinte anos atrás:
      Por essa altura assistia-se a um alento renovado na dinamização da promoção de habitação de interesse social, um alento conjugado com preocupações específicas no sentido, como se referiu, de uma qualidade ampla e, designadamente, de cuidados exigentes relativos a aspectos de conforto ambiental no interior das habitações e ao combate à tendência, ainda persistente, de se achar que o habitar era da soleira para dentro e pouco teria a ver com espaços exteriores residenciais devidamente cuidados; estávamos, assim, em pleno combate contra a patologia das humidades, das pontes térmicas, das fissurações e dos espaços públicos com acabamento e equipamento sem data prevista.



      (4)

      Eu tinha entrado, na altura, para o LNEC e uma das primeiras tarefas para as quais solicitaram a minha contribuição foi exactamente ajudar a montar o conteúdo técnico dessas RTHS.

      E sublinhe-se “ajudar a montar”, pois quem as criou foi uma parceria de, já na altura, bons amigos e excelentes técnicos, repartidos entre o LNEC e o então recém-criado Instituto Nacional de Habitação (INH), e os nomes que aqui importa referir, com um antecipado pedido de desculpas por algum esquecimento, e sem qualquer ordem específica, são, pelo INH e IGAPHE, o Eng. Hermano Vicente e Arq. Vasco Folha, mais a Arq.ª Conceição Redol e o Arq. Elias Gonçalves, enquanto que pelo LNEC, o Arq. António Reis Cabrita e os engenheiros Vasconcelos Paiva, Teixeira Trigo, João Appleton e Cavaleiro e Silva.



      (5)

      Não é a altura nem o local para se fazer uma qualquer síntese da excelente acção do INH, mas regista-se, a título de super-síntese, que a decisão da sua criação foi tomada em 1984, no âmbito do governo de coligação do Bloco Central (coligação entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata) e a respectiva Comissão Instaladora, sob a presidência do Dr. Raúl da Silva Pereira, um especialista desde há muito ligado à temática da habitação de interesse social, tomou posse no dia 28 de Junho de 1984.



      (6)

      E o INH, logo nos primeiros dois anos de actividade, contratou financiamentos para um número muito significativo de fogos a realizar por todo o país e promovidos por municípios, cooperativas de habitação e empresas privadas (em Contratos de Desenvolvimento de Habitação), numa perspectiva de actividade que contribuiu para a redução das graves carências habitacionais, então sentidas, e, consequentemente, para a melhoria das condições sociais e políticas no Portugal do período subsequente à Revolução de 25 de Abril de 1974.



      (7)

      Ao INH coube, entre outros objectivos normativos, técnicos e de apoio ao estudo e à divulgação das temáticas habitacionais, o importante papel de financiamento e enquadramento técnico da habitação, antes, frequentemente, designada como “habitação económica” e “habitação social” e que hoje se designa por Habitação de Custos Controlados (HCC). E, desde já, se sublinha que no desenvolvimento de todos estes objectivos, muitos dos quais visados em cooperação com colegas do LNEC, sempre se destacou a acção dos engenheiros Defensor de Castro e Hermano Vicente, um a partir da Delegação no Porto do INH e outro a partir da sede em Lisboa.



      (8)
      O INH transformou-se e metamorfoseou-se em Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) em meados de 2007, teve, portanto, uma excelente vida de 23 anos – não ultrapassou os 25 anos de outra excelente instituição incontornável da habitação de interesse social portuguesa, as Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência – e deseja-se ao, ainda, novo IHRU um futuro pleno de êxitos.



      (9)

      Mas é em alturas de passagem de testemunhos, que convém ir fazendo esses mesmos testemunhos, pois um verdadeiro conhecimento decorre da sequencial e constante acumulação, estruturação e ponderação de ideias e experiências com sinal positivo, só assim se pode ir construindo um sólido corpo disciplinar sobre o habitar, através da gradual interiorização de bons exemplos de actuação e de boas práticas concretas, pois, afinal, pouco ou nada se faz com tábuas rasas e ausência de registos e análises.



      (10)

      E é por isto que hoje se faz aqui um registo mínimo da importância da acção que teve o INH e, bem no âmago de tal acção, se faz aqui também um registo mínimo do que foi a excelente actividade dos bons amigos Defensor de Castro e Hermano Vicente.



      (11)

      E não seria possível concluir este registo sintético sem uma menção específica à importância que o Vicente e o Defensor tiveram no lançamento, na sedimentação e na dinamização do Prémio INH ao longo das suas 18 edições.



      (12)

      O Prémio do Instituto Nacional de Habitação (Prémio INH), que teve uma primeira edição, que se pode considerar experimental, em 1989, proporcionou, depois, ao longo das 18 edições já decorridas, até Julho de 2006, uma aproximação anual sistemática entre promotores, projectistas e construtores de cerca de 600 conjuntos habitacionais, disseminados por todo o País, e os membros dos respectivos e amplos júris de avaliação, que integraram representantes de diversas associações e entidades (AAP/OA, OE, APAP, ANMP, FENACHE; AECOPS, ANEOP, AICCOPN e LNEC), além de especialistas do próprio INH.



      (13)

      Tal aproximação, entre promotores, projectistas e construtores, concretizada em inúmeras sessões de debate realizadas em cada local e na sequência da visita aos espaços exteriores e domésticos de cada conjunto, numa opção que se considera de enorme interesse por assegurar um verdadeiro conhecimento de cada intervenção, fez parte da metodologia do Prémio, que desde sempre quis ser uma ferramenta de melhoria da qualidade habitacional, até porque as acções de debate local tanto produziam análises positivas como análises negativas, fundamentadas e multidisciplinares das diversas intervenções visitadas.



      (14)

      Assegurou-se, assim, um objectivo central de análise local e participada em que sempre se abordou, de forma integrada, os aspectos de qualidade da promoção, da qualidade arquitectónica e da qualidade construtiva dos conjuntos residenciais, tentando, também, considerar a satisfação dos respectivos moradores.



      (15)

      E sendo assim há que sublinhar que a actividade desenvolvida no âmbito do Prémio configurou, na prática, um verdadeiro observatório da habitação de interesse social realizada em Portugal, pois assegurou uma oportunidade única e anualmente renovada, ao longo de 18 anos, de conhecer a mais recente fase da habitação apoiada pelo Estado em Portugal, por visita directa e discutida a cerca de um terço de toda a promoção realizada.



      (16)

      Esta breve referência ao Prémio INH justifica-se neste texto, porque, tal como se referiu acima, o Vicente e o Defensor, juntamente com o Vasco Folha e o Rogério Pampulha, e com mais meia dúzia de jurados mais frequentes, foram elementos fundamentais da vida e do sentido formativo e informativo que o Prémio foi assumindo.



      (17)

      Este texto não será muito mais longo, mas importa salientar que tudo o que se disse relativamente à acção do Vicente e do Defensor pouco é considerando a importância fundamental que eles tiveram na dinamização de tantos conjuntos residenciais em todo o País e num constante apoio, sem horas marcadas, sem vacilação e cheio de dinamismo a tantas e tantas ideias e iniciativas cooperativas, municipais e empresariais. Uma presença, sempre pautada pelo estrito rigor técnico, mas que foi fundamental, designadamente, naquelas alturas em que se percebe bem quem são os verdadeiros amigos.



      (18)
      E, portanto, e tal como escreveu outro grande amigo e protagonista de todas estas excelentes aventuras, o Guilherme Vilaverde: há que sublinhar que “defensores e vicentes não há muitos”, e por isso muitos amigos estiveram com eles no passado dia 27 de Junho de 2008, na Fábrica Leonesa, em Leça do Balio, Matosinhos, para os homenagear e, essencialmente, para lhes dar um grande, forte e fraterno abraço de amizade e de presença activa numa altura em que ambos se aposentaram do IHRU – antes INH, e em que iniciam outras actividades, que se deseja sejam igualmente plenas de êxito e de presenças fraternas.



      (19)

      E por isso também se escreveu este pequeno texto, ilustrado por algumas das muitas imagens que foram possíveis nessa noite de 27 de Junho, e que iremos, sempre, renovar com amizade e vontade firme de todos continuarmos a cooperar com o objectivo de mais e melhor habitar.




      (20)

      Aos amigos Hermano Vicente e Defensor de Castro, também pilares fundamentais da actividade do Grupo Habitar, o GH e o seu Presidente querem aqui deixar registado um enorme abraço,

      Lisboa 12 de Julho de 2008, editado no Infohabitar em 14 de Setembro de 2008
      António Baptista Coelho