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domingo, janeiro 24, 2016

Em memória viva de Nuno Teotónio Pereira

Em memória viva de Nuno Teotónio Pereira

Na morte de um amigo e de alguém que marcou a sociedade e a arquitetura portuguesas a vontade que há é, em primeiro lugar, a de um silêncio benéfico e de sentida homenagem, aliado aos sentimentos dirigidos à família enlutada e aos amigos diretos.
Nuno Teotónio foi e é um grande homem, que marcou, marca e marcará a sociedade e a arquitetura portuguesas; e na nossa memória e na nossa vida diária ele está e estará vivo, em obras, textos e numa presença que nunca passará.
Uma vida cheia, uma vida que julgo ter sido plena e feliz, uma vida de serviço, de criação e de gosto pela própria vida, sempre olhando em frente e sempre considerando a sua e nossa Arquitetura como algo tão sentido e próprio, como partilhado, comum e útil para todos e para a cultura.
E talvez que a forma como o Nuno Teotónio pensou e marcou tudo isto, com perfeita naturalidade e familiaridade, “entre amigos”, ou entre pessoas naturalmente movidas por intenções positivas e evidentemente solidárias, seja um dos seus legados: considerando a Arquitetura e a Arquitetura do habitat humano como algo muito próximo de todos nós habitantes, algo extremamente natural, sensível, “descomplicado” e “simples”, mas marcado por uma riqueza tão grande e sentida, que só quem sente tudo isto bem perto e naturalmente pode ir entendendo a paixão que estes temas nos despertam.
Esta atitude do Nuno, como me obrigou a tratá-lo depois de alguns poucos encontros, parece-me ser a base de muito do que fez, sempre em companhia, sempre em diálogo, sempre olhando um outro dia que se queria melhor e que ajudou a fazer melhor.
Obrigado Nuno e por tudo bem hajas!
António Baptista Coelho
Depois deste pequeno texto, e ainda num registo muito pessoal, gostaria de lembrar aqui, em primeiro lugar, uma outra grande e saudosa amiga comum, minha e do Nuno, a Arquitecta Isabel Plácido, alguém que sempre esteve com o Nuno Teotónio, desde sempre!
E lembro outro amigo comum, o Arquitecto Hélder Oliveira, atual colega professor na Arquitetura da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, pois sei que ele partilha comigo estas sentidas palavras e muitas outras que só ele poderá dizer.  
Quero, ainda, e de modo informal, em nome do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), uma “escola” que integrei e que continua a ser uma “minha casa”, honrar a memória bem viva do Nuno Teotónio e voltar a agradecer-lhe a cedência ao LNEC, em 2009, da sua coleção documental sobre habitação e urbanismo, uma coleção única, que está disponibilizada numa sala que integra a biblioteca do LNEC e devidamente integrada na respetiva base documental.

(Coleção documental sobre habitação e urbanismo de Nuno Teotónio Pereira, no LNEC, em Lisboa)


Finalmente e numa homenagem natural ao Nuno Teotónio, por parte da sua Infohabitar, revista que honrou por variadas vezes com artigos e textos, é reeditado, em seguida, um dos seus artigos; e entre as várias possibilidades sobressaiu um texto por ele escrito e editado no nº 216 da Infohabitar, intitulado “Que fazer com estes 50 anos?” – referido ao problema da habitação e ao I Congresso Nacional de Arquitectura (realizado em 1948), um texto editado pela Ordem dos Arquitectos, na louvável iniciativa de comemorar os 60 anos do 1º Congresso, e que aborda, entre outras matérias, temas tão interessantes e atuais como: “O contexto mundial: construir um mundo novo”; e “tornar efectivo para todos o direito à Arquitectura.” 
O Editor da Infohabitar


(Nuno Teotónio com Vasco Folha, Raúl Hestnes Ferreira e Teixeira Trigo numa ação do GH no INH, Lisboa)

Fiquemos, então, com as palavras de Nuno Teotónio Pereira:

QUE FAZER COM ESTES 50 ANOS?

Falar do Congresso de 48 é voltar atrás meio século e evocar o tempo em que não havia mais do que 150 arquitectos em Portugal — quase todos concentrados em Lisboa e Porto — e que acorreram com entusiasmo à magna reunião, ficando a conhecer-se todos uns aos outros. O contraste com a realidade de hoje, quando caminhamos para os 10 mil, estamos espalhados pelo País, e cada um de nós não conhece mais do que um por cento do corpo profissional, não deixa de ser impressionante.

Mas o mundo também já é bem outro, dominado pelas realidades virtuais e a caminho acelerado da globalização. Nas notas que se seguem procurar-se-á dar uma ideia do que foi esse tempo distante e arriscar-se-ão algumas pistas no sentido de buscar, perante situações e contextos tão diferentes, uma linha de continuidade nos rumos da profissão.

O contexto mundial: construir um mundo novo

Nas cidades devastadas por arrasadores bombardeamentos aéreos, os governos e os povos empenhavam-se arduamente na reconstrução. Mas, tanto ou mais que a reconstrução material, todo o clima que se vivia clamava por uma reconstrução social e moral que apagasse os ódios passados, com base na solidariedade e na fraternidade. Da rica América, através do Plano Marshall, chegavam biliões para os ciclópicos trabalhos de reconstrução, não distinguindo vencedores e vencidos. Em S. Francisco era fundada a ONU, destinada a acabar com as guerras no mundo. E até antes, em 1942, ainda no auge dos combates, o governo de coligação inglês publicava o Plano Beveridge, da autoria de um conceituado economista liberal (!), o qual viria a ser o modelo do Estado-Providência nas democracias ocidentais, assegurando a todos o direito à educação, à saúde e à segurança social. Ao mesmo tempo a reconstrução das cidades arrasadas era integrada num quadro abrangente de dinamização económico-social, inspirado tanto no New-Deal rooseveltiano, de que o paradigma era a Tenessee Valley Anthority, como nos planos quinquenais soviéticos.

Foi neste contexto que os arquitectos foram naturalmente chamados a um papel de primeiro plano. E estavam bem preparados para isso, com a doutrina messiânica da Carta de Atenas e as propostas redentoras de Le Corbusier, fazendo apelo a um “Espírito Novo”. O Movimento Moderno conhecia a sua grande oportunidade histórica: era preciso rejeitar tudo o que se considerava caduco, convencional ou simplesmente académico.

Enquanto o Estado Novo procurava sobreviver, os arquitectos organizavam-se em torno dos novos ideais.
Com a derrota do nazi-fascismo em 1945, as ditaduras ibéricas viram-se seriamente ameaçadas — interna e externamente — e Salazar foi obrigado a operações de cosmética com a adopção, meramente formal, de alguns figurinos democráticos. Fortes movimentos de contestação, como as greves operárias de 1944 e o Movimento de Unidade Democrática, lutavam pelos direitos dos trabalhadores e por eleições livres e sérias, a ponto de o ditador ter pela primeira vez admitido, nas eleições para deputados em 1945, a participação da oposição e o abrandamento temporário da censura à imprensa.
No campo profissional, as revistas de arquitectura europeias, que tornavam a publicar-se após um longo interregno, eram lidas com avidez e o livro “Brazil Buils”, editado em 1943 pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, mostrava a realidade pujante de uma arquitectura moderna fora do espaço centro-europeu. Enquanto a revista “Técnica” do IST publicava a tradução do articulado principal da Carta de Atenas, era constituída em Lisboa uma associação de arquitectos designada “Iniciativas Culturais Arte e Técnica, ICAT”, liderada por Keil Amaral. Quase ao mesmo tempo, um grupo de arquitectos do Porto criava a “ODAM, Organização dos Arquitectos Modernos”.

Fortemente politizados, pugnando pela Arquitectura Moderna, os dois grupos iriam juntar esforços para dar cabo do chamado “português suave”, a arquitectura dita nacional que a ditadura de Salazar, a exemplo de outros regimes totalitários, utilizava como instrumento de inculcação ideológica para fortalecer o seu poder. Uma arquitectura marcadamente cenográfica que, por ter sido desejada, programada, promovida e, quando necessário, imposta pelo regime, merece bem a designação de “arquitectura do Estado Novo” — porque as outras, desde o Modernismo dos anos 30 até ao Moderno dos 50 e 60, desenvolveram-se livremente, perante a indiferença e sem interferências do poder, ao longo do quase meio século que durou a ditadura.

Em 1947 o ICAT compra a decadente revista “Arquitectura”, fazendo dela porta-voz para a divulgação das ideias e das realizações do Movimento Moderno. E pouco depois, já nas vésperas do Congresso, Keil Amaral é eleito Presidente do Sindicato, cargo de que só viria a tomar posse após a sua realização, mercê da demora na homologação governamental. Esta homologação, obrigatória para todos os cargos associativos de qualquer natureza — pois vivia-se em ditadura — acabou por ser concedida, mas foi retirada mais tarde, demitindo Keil Amaral do cargo para que fôra eleito pelos seus colegas.


O Congresso foi palco do combate pela Arquitectura Moderna, o qual se inscrevia na luta mais geral contra a ditadura.

Iam assim já longe os tempos em que os arquitectos se sentiam agradecidos ao governo pelo facto de o regime lhes ter dado, pela mão de Duarte Pacheco e das suas Obras Públicas, oportunidades de trabalho inusitadas, ao mesmo tempo que o reconhecimento da importância social da sua profissão. Isto mesmo não se esqueceu de lembrar o então ministro José Frederico Ulrich (que sucedera a Pacheco após a morte deste em 1943) na sessão de encerramento do Congresso: “a classe dos arquitectos ainda deve mais a este período de ressurgimento nacional do que a classe dos engenheiros”. E até era verdade. Mas tudo tinha mudado.

Efectivamente, tinham passado escassos oito anos após a grandiosa exposição de 1940, mas um enorme cataclismo mundial tinha virado uma página da História. E se os tempos eram assim bem outros, os arquitectos portugueses também, impulsionados por uma nova geração plena de convicções e de combatividade.

Duas circunstâncias decisivas estiveram na base do terramoto que o Congresso 48 provocou ao nível da profissão: por um lado, a garantia dada pelo governo ao presidente do Congresso Cottinelli Telmo, de que as comunicações não seriam censuradas; por outro, o facto de se ter admitido a participação plena de estudantes finalistas, então chamados tirocinantes.

Foi assim, num país onde existia um apertadíssimo contrôlo de tudo o que era publicado, que a liberdade de expressar ideias que iam contra a retórica oficial foi aproveitada ao máximo, nos dois temas propostos para discussão: “A Arquitectura no plano nacional” e “O problema português da Habitação”.

Promovidos pelo governo a propósito da exposição “Quinze Anos de Obras Públicas”, destinada a glorificar o regime, os dois Congressos de Engenharia e de Arquitectura conheceram desenvolvimentos bem diferentes. Enquanto o primeiro decorreu bemcomportadamente sem surpresas, o de Arquitectura transformou-se num clamor de contestação que surpreendeu o poder. A vaga foi irresistível: a velha-guarda modernista que se tinha tão docilmente rendido ao “portuguesismo” apenas dez anos antes, na onda dos fascismos que assolaram a Europa, via-se de repente obrigada a alinhar com as posições de vanguarda que se impunham em todo o mundo (com a muito escondida então excepção da União Soviética) com reflexos nos ambientes de trabalho e de ensino — administração pública, gabinetes de arquitectura e escolas — em que os Mestres eram contestados por jovens diplomados e estudantes.

Assim, no Congresso, a construção em altura e a Carta de Atenas foram erigidas como modelos a adoptar, mas não só: falou-se também de reajustamento social (pois seria temerário falar em revolução), em habitação proletária, em unidades de vizinhança, num Novo Humanismo e nas catedrais dos Tempos Modernos, citando Le Corbusier.

E rejeitou-se “a imposição, ou sequer a sugestão, de qualquer subordinação a estilos arquitectónicos”, proclamando-se que “o portuguesismo da obra de arquitectura não pode continuar a impôr-se através de imitação de elementos do Passado”.

Neste quadro, em que foram apresentadas mas rejeitadas conclusões mais moderadas ao tema “A Arquitectura no Plano Nacional”, até os arquitectos mais ligados ao regime fizeram a sua auto-crítica, como Cottinelli, reconhecendo que “temos lançado cá para fora frutos raquíticos e dessorados de uma conciliação impossível entre juízes sem idoneidade e o nosso desejo anemizado pela transigência connosco próprios e com os outros.” Ou, como Jorge Segurado, que desenterrou uma expressão arcaica para justificar a aceitação da solução vertical na habitação colectiva sem renegar o seu portuguesismo: o “aposentamento”, como alternativa ao internacionalista “apartamento”.

Foi assim que os arquitectos reunidos em Congresso trocaram as voltas ao Poder e reconquistaram a sua liberdade de expressão. Obrigado a envergar uma máscara democrática, o Estado Novo de Oliveira Salazar desembaraçava-se do que considerava secundário para a sua sobrevivência, conservando porém ciosamente o essencial: a censura à imprensa, a polícia política, as restrições ao direito de associação, as eleições fraudulentas. E, entre o secundário, encontrava-se o contrôlo da expressão arquitectónica, cujas normas apertadas começaram a ser suavizadas.

Com o impulso do Congresso e os novos ventos que sopravam no mundo, os arquitectos portugueses forjaram uma consciência profissional que inspirou a prática associativa e a sua própria intervenção cívica e cultural ao longo dos anos que se seguiram. Durante este meio século, primeiro o Sindicato corporativo imposto em 1933 e a seguir a AAP, criada após o 25 de Abril, enquadraram todo o processo de expansão da actividade profissional e de afirmação plena dos arquitectos na sociedade portuguesa que se verificou durante este período.

Um desafio a assumir: tornar efectivo para todos o direito à Arquitectura, mandando os amadores fazer outra coisa, apurando o desempenho profissional e dando trabalho a todos os arquitectos

Todos estaremos de acordo em que as comemorações do passado só ganham sentido se ajudarem a melhorar o presente e a construir o futuro. Caso contrário só servem para alimentar saudosismos estéreis. Agora que a AAP passou a Ordem, com competências acrescidas, agora que já somos tantos e em breve seremos muitos mais, agora que já há arquitectos em todo o território e nos quadros superiores da Administração e das empresas, agora que a Arquitectur
a portuguesa é enaltecida pela crítica internacional, o que é que faz falta?

Se olharmos para o interior da profissão é uma evidência que muitos arquitectos têm dificuldade em arranjar trabalho ou são obrigados a desempenhar tarefas fóra do quadro profissional; e que estas dificuldades vão acentuar-se com a proliferação desmesurada de cursos de Arquitectura a que se vem assistindo. E se olharmos para a produção do espaço edificado entre nós, não só persiste uma elevada percentagem de projectos feitos por curiosos ou técnicos não qualificados, como até alguns dos que levam porventura a assinatura de arquitecto não ultrapassam uma triste mediocridade: a qualidade continua a ser uma excepção e o nível da produção corrente é claramente insatisfatório — o que significa que o direito à (boa) Arquitectura não está ao alcance de todos. Colmatar este défice — eis aqui um desafio bem digno de ser assumido pela profissão nesta celebração dos 50 anos do Congresso de 48, em prol do interesse público e da qualidade de vida dos portugueses. E este desiderato, que implica obrigatoriamente, sem porém nesta se esgotar, a revogação do tristemente célebre 73/73, poderá fazer com que tantos jovens arquitectos à procura de trabalho possam encontrar oportunidade de se devotarem à profissão que com tanto entusiasmo escolheram, constituindo um estímulo para o aperfeiçoamento da prática de todos nós.
Nuno Teotónio Pereira
24.8.98


Apenas no sentido de participar na continuidade da divulgação da riquíssima obra social, arquitetónica e escrita de Nuno Teotónio Pereira, registam-se, em seguida diversos artigos editados, por ele ou sobre ele, na Infohabitar:



INTERVENÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS numa obra de Nuno Teotónio Pereira e António Pinto de Freitas - Maria Tavares (Infohabitar, Ano V, n.º 265, Setembro 27, 2009, 11 págs., 18 figs.).
O problema da habitação e o I Congresso Nacional de Arquitectura, Nuno Teotónio Pereira, et al, com organização de António Baptista Coelho (n.º 216, 6 Out. 2008, 16 págs..).
Nuno Teotónio, Correia Fernandes e a 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar em Junho de 2010, entre outras matérias, no n.º 300 - I do Infohabitar António Baptista Coelho, Defensor de Castro e Maria Tavares (n.º 300 -I, 30 Mai. 10, 12 págs., 8 figs.).
Reabilitação do parque habitacional público: O papel das cooperativas - crónica de Nuno Teotónio Pereira (n.º 150, 26 Jul. 07).
Um dia por Lisboa – Fazer e não fazer - Texto de Nuno Teotónio Pereira (n.º 146, 28 Jun. 07, 7 p., 3fig.).
Baixa-Chiado. Um plano ambicioso, uma equipa competente, um processo enclausurado – Nuno Teotónio Pereira (n.º 109, 20 Out., 4p., 4 fig.).
Nos 60 anos do 1.º Congresso Nacional de Arquitectura , textos de, e organizados por, Nuno Teotónio Pereira (n.º 206, 20 Jul. 2008, 9 págs., 7 fig.).

domingo, maio 30, 2010

300 - Nuno Teotónio, Correia Fernandes e a 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar em Junho de 2010, entre outras matérias, no n.º 300 - I do Infohabitar - Infohabitar 300 I



Infohabitar, Ano VI, n.º 300 - Iartigo de António Baptista Coelho e Defensor de Castro

Pequena introdução


Caros leitores do Infohabitar, caros amigos,

A edição do Infohabitar e o Grupo Habitar saúdam todos os leitores desta revista, esperam que nos continuem a ler e a consultar quando procurando elementos sobre determinados temas habitacionais e urbanos, e que nos continuem a enviar os vossos comentários e, sempre que possível, artigos para eventual edição na nossa revista.

Porque o n.º 300 de uma revista é sempre uma ocasião muito especial - a próxima será o nº 500 mas para esse haveremos de fazer algo ainda mais substancial - solicitámos aos leitores o envio de colaborações para constituir um n.º 300 especial; e estamos muito satisfeitos pois foram-nos enviados três excelentes textos/artigos que iremos editar na sequência do respectivo envio e em "três edições 300" consecutivas, a saber: a 300 - I (esta mesma edição); a 300 - II, em 6 de Junho de 2010; e a 300 - III, em 13 de Junho de 2010.

E desde já se referem os títulos e os autores destes textos e artigos, que muito se agradecem:


  • "Simples e breves palavras para Nuno Teotónio Pereira"
por Maria Tavares, editado no presente n.º 300 - I do Infohabitar.


  • "Habitação em Lisboa: Memória do GTH – 50 ANOS", seguido de "O GTH e o papel do engenheiro Jorge Carvalho de Mesquita"

  • por Jorge Mangorrinha; a editar no n.º 300 - II do Infohabitar, 6 de Junho de 2010.


    • "Infra-estruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações e conjuntos de edifícios (ITUR), Projecto"

    • por Eduardo Simões Ganilho; a editar no n.º 300 - III do Infohabitar, 13 de Junho 2010.

      Considerando-se a temática do primeiro texto enviado, sobre o Nuno Teotónio Pereira, ficou, desde logo, resolvida a ordem de apresentação das diversas partes que integram esta edição do Infohabitar 300 - I, pois nem seriam precisas palavras para se perceber toda a lógica e toda a oportunidade científica, técnica e humana de se marcar esta "fronteira" editorial do Infohabitar com um texto sobre um Homem único na história da cidade, da habitação e da habitação de interesse social feita em Portugal no Século XX, e, ainda, um amigo e um companheiro do Grupo Habitar (GH) desde a sua fundação.

      Mas este número foi sendo quase auto-composto à medida que foi sendo pensado, parecendo haver nele uma subtil e agradável naturalidade, pois aconteceu ainda, na semana que passou, a última aula "oficial" na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), do nosso companheiro da direcção do Grupo Habitar, Manuel Correia Fernandes, outro Arquitecto que não precisa de apresentações, mas o GH tinha de sublinhar esta data e assim e com a devida referência à origem, junta-se uma imagem e um texto com que a FAUP divulgou esta aula.

      Depois a ideia foi divulgar as acções próximas do Grupo Habitar, bem ao nosso jeito de estarmos sempre, ou o mais possível, em actividade, e assim faz-se a primeira divulgação da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar, que decorrerá na quarta-feira dia 16 de Junho, no Cais de Gaia, com a cooperação da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e da CidadeGaia SRU, e onde haverá a oportunidade de debater matérias de reabilitação da cidade e do habitar, editando-se, desde já, o respectivo programa, que se julga excelente - e sublinhando-se ser a entrada livre, mas sujeita a inscrição.

      E assim e naturalmente ficou para o final da edição, para a sua 4.ª Parte, um pequeno texto sobre o que foi e é esta "aventura" editorial do Infohabitar que chegou à edição n.º 300, e sobre os muitos que lhe deram vida.

      A presente edição 300 - I do Infohabitar será, assim, dividida em quatro partes distintas:

      1.ª Parte: um texto sobre Nuno Teotónio Pereira, escrito por Maria Tavares.

      2.ª Parte: um texto sobre a jubilação e a "última" aula de Manuel Correia Fernandes na FAUP - texto e imagem retirados da divulgação do evento feito pela FAUP.

      3.ª Parte: divulgação do programa da 19ª Sessão Técnica do Grupo Habitar, em 16 de Junho de 2010, no Cais de Gaia sobre o tema "Reabilitação Urbana e Habitacional".

      4.ª Parte: um pequeno texto sobre as primeiras 300 edições do Infohabitar.

      E assim se deseja aos leitores uma excelente viagem por estas matérias e se lembra que o n.º 300 do Infohabitar terá continuidade nas duas próximas semanas com os dois excelentes artigos que foram acima referidos,

      Com as melhores saudações,

      António Baptista Coelho - Pres. Dir. do GH
      Defensor de Castro - Vice Pres. Dir. do GH



      Fig. 00: Nuno Teotónio numa acção do Grupo Habitar no então Instituto Nacional de Habitação, com Vasco Folha, Raúl Hestnes Ferreira e Teixeira Trigo, em Março de 2006.

      1.ª Parte:
      simples e breves palavras para Nuno Teotónio Pereira

      Este é um testemunho meramente pessoal, embora admita que seja facilmente reconhecido por outros. Faço-o, aqui nesta ocasião, na perspectiva de que o habitar pode ser a causa de uma vida. E faço-o com um discurso aberto e descomprometido, tal como Nuno Teotónio me ensinou e sempre me recebeu.

      Cedo lhe conheci a obra da cidade, fruto de circunstâncias de quem a percorria diariamente, e de quem teve a sorte de conviver directamente com a obra através de amigos: nos degraus das galerias do Bloco das Águas fiz pulseiras; subi várias vezes ao último piso do Franjinhas, este, já sem as curiosas palas de sombreamento, mas com uma vista surpreendente... até a Igreja do Sagrado Coração de Jesus servia para cortar caminho. Obras que visitei, habitei e explorei ainda com a curiosidade de adolescente.



      No percurso académico, confrontei-me com outras. Essas, distantes da minha jornada diária... e que se tornou inevitável ir ao seu encontro. Umas conhecendo na totalidade, outras, espreitando apenas entre grades, na esperança de um convite para entrar.

      Um projecto de mestrado, foi a razão para um primeiro contacto.

      Assim, conheci-o pessoalmente há cerca de 12 anos, quando depois de uma tímida chamada telefónica para o atelier da Rua da Alegria, me convidou a aparecer e a partilhar com ele as minhas dúvidas e incertezas sobre o caminho da minha investigação, ainda literalmente no início.

      Guardo na memória a primeira imagem da sua sala, “e digo que para além de livros expostos, consigo montar uma rede de relação entre objectos.
      Mesas, cadeiras, livros, muitos livros, um velho telefone que toca, a luz difusa que entra por duas janelas a Norte, o barulho dos carros que apitam lá fora, 3 pisos abaixo, na inclinada Rua da Alegria,... coisas encostadas às paredes, coisas por baixo das mesas, coisas em cima das mesas. Um cheiro frio a tempo, e uma experiência partilhada por relações com outros que se revela nesta imagem.” (i)

      Falou-me serenamente do que eu pensava que conhecia, na perspectiva de quem usa a obra, de quem a habita, do utente... e sempre no plural, sempre associando outros, importantes para o seu percurso, indispensáveis na sua obra.

      Mostrou-me os seus projectos, apresentou-me escritos seus e de outros, a sua viagem a Itália com Nuno Portas (para ver arquitectura), as suas experiências, os Congressos, o Inquérito à Arquitectura, os preciosos recortes de jornal, a experiência da Casa Protótipo, outras realidades, outros arquitectos. Mas mais do que tudo, confrontou-me não com a história da arquitectura, mas com o real sentido de um país em mudança... com a força de uma geração, que aos poucos fui conhecendo.

      Acreditou no meu projecto, que acabou por se realizar graças ao empenho e dedicação de muitos da sua geração, mas essencialmente às portas que me abriu.

      E assim fomos mantendo contacto. Eu, sempre solicitando, ele, sempre oferecendo a sua perspectiva pessoal, a sua motivação, a experiência de uma vida.

      Agora que me encontro noutra fase do meu percurso académico, vou escrevendo textos, ensaios, papers onde as suas obras têm especial relevo, que volto a visitar, a percorrer e a reconhecer cantos e recantos... sempre à procura desta responsabilidade social e deste serviço público que as invade... e que diariamente partilho com os meus alunos.

      Há bem pouco tempo, numa conversa ainda no seu atelier, num espaço perfeitamente acumulado de diversas experiências ordenadas, fala-me de uma prática, remetendo-a para os anos 50: ... estávamos numa época muito experimental, sobretudo nestes programas económicos através da Previdência como espaço de discussão... as viagens, os congressos, outras experiências,... e o valor da representação social da casa.

      E é através do estudo da Previdência que tenho conhecido, mais do que uma obra, um Homem. Um Homem, cuja generosidade é constante.

      Em Março de 2009, assisti na plateia à cedência do seu acervo documental sobre habitação e urbanismo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil ... um precioso mundo de informação, disponível para todos e que tenho curiosamente visitado... sempre cruzando com as suas palavras e orientações.

      Agora que percebo que afinal os degraus da galeria do Bloco das Águas tinham a função de proporcionar privacidade às casas, e que a Igreja do Sagrado Coração com o seu percurso entre quarteirões, serviu para construir cidade e para abrir a igreja à sociedade... agradeço-lhe o constante encorajamento e a sua generosidade para com a vida, para com todos nós que procuramos entender o seu experimentalismo, o seu contextualismo, o seu discurso moderno.

      Obrigada Nuno Teotónio Pereira.

      Maria Tavares, arquitecta

      (i) Excerto de um ensaio elaborado para a Unidade Curricular “Domínio das Imagens”, intitulado “Proposta de Viagem ao Atelier da Rua da Alegria ... a partir de uma Imagem”, no âmbito do Programa de Doutoramento em Arquitectura, FAUP, Março, 2009.




      Fig.01: a sala onde está organizada a colecção documental sobre habitação e urbanismo que Nuno Teotónio cedeu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil - a sala integra a biblioteca do LNEC .




      Fig. 02: cartaz da FAUP que anunciou a Aula de Manuel Correia Fernandes


      2.ª Parte: sobre a jubilação e a "última" aula de Manuel Correia Fernandes na FAUP em 27 de Maio - texto e imagem retirados do documento do Conselho Directivo da FAUP que divulgou o evento.
      Manuel Correia Fernandes Última Aula. "Viagem"
      27 de Maio, 17h30, Auditório Fernando Távora, FAUP

      O Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto convida V.Ex.ª para a Última Aula do Prof. Manuel Correia Fernandes, que terá lugar no dia 27 de Maio de 2010, às 17h30, no Auditório Fernando Távora, FAUP.

      Manuel Correia Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto proferirá a sua Última Aula, intitulada "Viagem", no dia 27 de Maio de 2010, pelas 17h30, no Auditório Fernando Távora.

      Manuel Correia Fernandes, nascido em 1941, diploma-se em Arquitectura pela Escola Superior Belas Artes do Porto (ESBAP) em 1966, e inicia, em 1972, na mesma escola, a carreira docente que exerce ininterruptamente até 2009.

      Foi membro e presidente eleito dos Conselhos Directivo, Científico e Pedagógico e da Assembleia de Representantes da ESBAP e da FAUP, assim como da Assembleia e do Senado da Universidade do Porto. Foi Director do Curso de Mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitectónico da FAUP, Professor de Cursos de Mestrado nas Faculdades de Engenharia e de Economia da UP e Coordenador dos Cursos de Verão da Associação das Universidades da Região Norte (AURN).Participa em exposições, conferências, colóquios e debates em Portugal e no estrangeiro.

      Consultor e perito em organismos e instituições públicas e privadas, participa activamente na vida cívica, social e política da cidade e do país.

      Foi Presidente do Conselho Nacional de Disciplina da Ordem do Arquitectos, tendo sido dirigente da Associação e da Ordem dos Arquitectos Portugueses em diferentes ocasiões. Membro da Comissão Executiva do Conselho de Administração da Sociedade Porto 2001 até Novembro/99, foi responsável pelo Programa de Revitalização e Requalificação Urbana da Baixa do Porto.

      Nomeado para o Prémio de Arquitectura na III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian de 1986 e para o prémio Secil da Arquitectura em 1992, foram-lhe atribuídos o Prémio Nacional de Arquitectura da Associação dos Arquitectos Portugueses (1987),Prémio Nacional do Instituto Nacional de Habitação (1993 e 2003), Prémio Extraordinário Fernando Belaunde Terry - IV Bienal Ibero-Americana de Arquitectura - Lima - Peru, (2004) entre outros.

      Autor de trabalhos publicados em livros, revistas e jornais da especialidade e colaborador regular da imprensa diária. Exerce, no Porto e ininterruptamente desde 1966, a profissão de arquitecto, em regime livre.

      Manuel Correia Fernandes foi agraciado, em 2005, com o Grau de Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.



      Fig. 03: Manuel Correia Fernandes numa Conferência do Grupo Habitar no Porto em Maio de 2004.

      (nota: o texto que se segue foi elaborado pelos autores deste artigo)

      E no jornal Público de 28 de Maio, juntava-se a uma grande fotografia de Manuel Correia Fernandes em plena aula, no dia anterior, a referência a ter acontecido uma sala cheia de "amigos, colegas e alunos" e que na sua aula o arquitecto recordou a preocupação de "trabalhar com as pessoas", como aconteceu no conjunto habitacional cooperativo do Aldoar e não para o "exercício da sua própria auto-estima".

      "E porque, segundo o professor jubilado, «a viagem tem um papel decisivo na formação do arquitecto», Correia Fernandes apresentou muitos dos lugares que visitou. Através de pequenos esboços e do seu «caderninho de viagens», deu a conhecer memórias «muito pessoais» que nunca tinha partilhado. No «fim formal de um ciclo de vida», o professor disse guardar «recordações muito boas» da FAUP, a que chamou «casa»..." - citação do artigo do Público de Idalina Silva, em 28 de Maio de 2010.



      Fig. 04: uma vista de Vila Nova de Gaia - fonte CM de Vila Nova de Gaia

      3.ª Parte: divulgação da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar (GH), sobre o Tema: REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL, 16 de Junho de 2010 no Cais de gaia, Vila Nova de Gaia


      Fig. 05: Grupo Habitar, C. M de Vila Nova de Gaia e CidadeGaia SRU


      Grupo Habitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
      Habitacional, Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e CidadeGaia - SRU

      19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar (GH)
      Tema:
      REABILITAÇÃO URBANA E HABITACIONAL
      16 de Junho de 2010, entre as 10h 00 e as 18h 00,
      no auditório das CAVES CÁLEM no Cais de Gaia


      A 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar irá decorrer em Vila Nova de Gaia, numa parceria com a respectiva Câmara Municipal e a CidadeGaia-SRU, sobre a temática da reabilitação urbana e habitacional, no dia 16 de Junho de 2010.

      Programa da 19.ª Sessão Técnica do Grupo Habitar
      • 10h 00: Recepção dos Participantes.
      • 10h 30: Abertura da 19.ª Sessão Técnica do GH, com as seguintes intervenções: Dr. Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia; Arq.º António Baptista Coelho, Presidente da Direcção do GH.
      • 11h 00: Sessão da manhã
        Dr.ª Arq.ª Ana Pinho, Bolseira de Pós-doutoramento do LNEC (GH): "Reabilitação de Edifícios vs Reabilitação Urbana: As contradições persistentes em Portugal".
        Eng.º António Vilhena, Assistente de Investigação do LNEC: “Avaliação do estado da conservação de edifícios considerando prioridades de actuação”.
      • 12h 00: Debate
      • 12h 30: intervalo para almoço (livre)
      • 14h 30: Sessão da tarde
        Arq.º João Nascimento: “Projecto de Recuperação e Valorização do Castelo de Paderne”.
        Prof. Dr. Gonçalves Guimarães, Arqueólogo, Director do Solar Condes de Resende : “Aspectos de enquadramento da arqueologia em meio urbano”.
      • 16h 00: Intervalo para café
      • 16h 30: Sessão da tarde (continuação)
        Prof. Dr.ª Fernanda Paula Oliveira, Assistente da FDUC: “O regime transitório do novo RJRU”.
        Prof. Arq.º Manuel Correia Fernandes (Direcção do GH): “Comentários sobre os actuais processos de reabilitação urbana”.
      • 18h 00: Debate final e encerramento dos trabalhos
      Inscrição livre, mas com inscrição prévia e limitada à lotação da sala – até 14 de junho, realizada por contacto via e-mail para: geral@cidadegaia-sru.pt


      Fig. 06: um dia de pontos de leitura do Infohabitar no mundo (lusófono), no final de Maio de 2010 - fonte: http://www.sitemeter.com

      4.ª Parte: Sobre 300 edições do Infohabitar
      Chegar às 300 edições de uma revista, que equivalem a 300 artigos de cerca de 50 autores e a cerca de 3.000 páginas ilustradas e sempre disponíveis na internet, sobre 28 temas parece ser obra!
      Tal só foi possível com a boa vontade e o apoio de muitas pessoas e designadamente dos autores referidos e de quem, semanalmente, foi proporcionando a resolução dos inúmeros pequenos e maiores problemas que vão sempre surgindo e que, na prática, colocam em risco a regularidade deste projecto, sendo de elementar justiça referir aqui a paciência e a constante presença do José Baptista Coelho que resolveu todos os problemas informáticos.
      E, assim, o Infohabitar manteve-se vivo e de saúde ao longo destas 300 semanas, não falhando, julga-se, uma única edição semanal, desde que a edição foi iniciada há pouco mais de cinco anos .
      A revista/blog do Grupo Habitar, o Infohabitar ( http://infohabitar.blogspot.com/ ) foi criada no início de Fevereiro de 2005, tem portanto pouco mais de 5 anos de edição, mas passou já de:
      • de um total de 4000 acessos (page views) no final de 2005;
      • para um total actual já acima dos 206.000 acessos (page views) , com uma média diária actual acima de 200 acessos e um "pico" de leituras em Maio de 2010 que se aproxima dos 6.000 acessos (em 30 de Maio de 2010 estava acima de 5.500 acessos).
      E refere-se que o contador usado é bastante fiável e quando muito "pecará por defeito" na respectiva contagem.


      Fig. 07: o "pico" de leituras do Infohabitar em Maio de 2010 que se aproxima dos 6.000 acessos - fonte: http://www.sitemeter.com/

      O catálogo temático interactivo dos 300 artigos e das respectivas 3.000 páginas ilustradas foi actualizado à data de elaboração deste artigo e está sempre disponível ma margem direita da página de rosto da revista.
      Seguem-se os 28 temas em que subdivide o referido catálogo temático interactivo:
      . Regeneração Urbana e Realojamento
      . Melhor habitação com melhor arquitectura (NOVO)
      . Arte e Arquitectura (NOVO)
      . Projectar o habitar (NOVO)
      . O (re)fazer a cidade e as novas cidades (NOVO)
      . Série habitar e viver (NOVO)
      . Políticas, acções e medidas habitacionais (NOVO)
      . Avaliação pós-ocupação (APO) ou análises retrospectivas (NOVO)
      . Memória
      . Qualidade no habitar (NOVO)
      . Construir o habitar (NOVO)
      . Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação)
      . Investigação habitacional e urbana
      . Grupo Habitar e Infohabitar
      . Sustentabilidade no habitar
      . Habitar de interesse social e habitar cooperativo
      . Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar
      . Gestão da cidade habitada
      . Escalas e tempos do habitar
      . Humanidades e habitar
      . Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras
      . História(s) e tipologias do habitar
      . Desenho e a humanização do habitar
      . Integrar o habitar
      . Natureza, tempo, cidade e lugar
      . (Novas) formas/soluções de habitação (NOVO)
      . Viagens
      . Actualidades, comentários, notícias, informações

      Junta-se, agora, a listagem dos autores de artigos do Infohabitar numa ordem que respeita a sequência temporal das respectivas edições:
      Duarte Nuno Simões; Celeste d’Oliveira Ramos; Marilice Costi; Sheila Walbe Ornstein; José Walter Galvão; Maria João Eloy; António Reis Cabrita; Nuno Teotónio Pereira; Sara Eloy; António Baptista Coelho; Paulo Machado; João Carvalhosa; Guilherme Vilaverde; Maria Luiza Forneck; Khaled Ghoubar; José Coimbra; Pedro Baptista Coelho; Sidónio Simões; José L. M. Dias; Manuel Tereso; António Novais; Rita Abreu; Teresa Heitor; Ana Tomé; Fausto Simões; Carlos Pina dos Santos; Pedro Taborda; João Cantero; Maria Tavares; Milton Botler; António Pedro Dores; Joana Mourão; Bruno Marques; Hélio Costa Lima; Teresa Marat-Mendes; Sara Ribeiro; João da Veiga Gomes; João Manuel Mimoso; Lúcia Leitão; Samuel Gonçalves; Maria Tavares; Defenor de Castro; Décio Gonçalves; Isabel Plácido; Ana Pinho; António Leça Coelho; Joana Mourão; João Branco Pedro; ... (e em breve outros companheiros se juntarão a esta lista).
      E termina-se com uma pequena síntese caracterizadora da natureza e dos objectivos do Grupo habitar e da sua actividade até esta data.
      O Grupo Habitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional nasceu em 2001, a partir do interesse de pessoas com diversas formações e práticas profissionais, ligadas às temáticas da habitação, do urbanismo e da qualidade de vida.
      Trata-se de uma associação técnica e científica sem fins lucrativos e multidisciplinar que visa a melhoria da qualidade da habitação e do espaço urbano que todos habitamos, através de variadas actividades, entre as quais a visita e a análise de conjuntos habitacionais e o estudo, a discussão e a divulgação dos principais problemas e dos aspectos qualitativos que caracterizam as nossas habitações, os nossos bairros e as nossas cidades.
      O Grupo Habitar (GH) aborda assim muitos aspectos da qualidade de vida, desde a integração paisagística e ambiental, à qualidade de desenho de arquitectura, desde a qualidade construtiva, a durabilidade e o equilíbrio de custos, à satisfação dos moradores e à preparação dos aspectos de gestão.
      A sede do GH é no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa.

      Em cerca de 7 anos de actividade desenvolveram-se 6 Reuniões de trabalho, 9 Assembleias-gerais, 18 Sessões Técnicas, 13 Visitas Técnicas, 2 Conferências Alargadas, 1 Visita Alargada e 1 Congresso, num total de 50 eventos, distribuídos entre Santo Tirso, Vila Nova de Gaia, Lisboa, Porto, Matosinhos, Évora, Faro, Coimbra, Paços de Ferreira, Sacavém e Aveiro, com apoios fundamentais do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), do Instituto Nacional de Habitação (INH), hoje Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), e outros apoios de um número significativo de outras entidades.

      Infohabitar, Ano VI, n.º 300 - I
      Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
      Editor: António Baptista Coelho
      Edição de José Baptista Coelho
      Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 30 de Maio de 2010



      segunda-feira, março 23, 2009

      240 - Nuno Teotónio Pereira, 31 de Março de 2009, no LNEC - Infohabitar 240

      Infohabitar, Ano V, n.º 240
      Algumas, poucas, palavras sobre o arquitecto Nuno Teotónio Pereira e convite para as 1as Jornadas Técnicas do NAU e do GH e o acto de cedência ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo de Nuno Teotónio
      António Baptista Coelho



      Fig. 00: LNEC – NAU e GH

      Na tarde da terça-feira, dia 31 de Março, na Sala 2 do Centro de Congressos do LNEC, entre as 14h 30 e as 17h 30, decorrerá, com entrada livre e sem necessidade de confirmação de presença, o acto de cedência ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo do Arq.º Nuno Teotónio Pereira, integrado no âmbito das 1.as Jornadas Técnicas do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC e do Grupo Habitar.
      (chama-se a atenção para a capacidade da sala, de cerca de 40 lugares)

      Faz-se, em seguida, um breve e sempre incompleto resumo da actividade do arquitecto Nuno Teotónio Pereira, ilustra-se o texto com imagens de algumas das excelentes soluções de habitação e cidade, por ele desenvolvidas, inicia-se e termina-se o texto com palavras do próprio Nuno Teotónio e anexa-se, finalmente o programa da tarde de 31 de Março de 2009.


      Fig. 01

      “Se olharmos para o interior da profissão é uma evidência que muitos arquitectos têm dificuldade em arranjar trabalho ou são obrigados a desempenhar tarefas fora do quadro profissional; e que estas dificuldades vão acentuar-se com a proliferação desmesurada de cursos de Arquitectura a que se vem assistindo.

      E se olharmos para a produção do espaço edificado entre nós, não só persiste uma elevada percentagem de projectos feitos por curiosos ou técnicos não qualificados, como até alguns dos que levam porventura a assinatura de arquitecto não ultrapassam uma triste mediocridade: a qualidade continua a ser uma excepção e o nível da produção corrente é claramente insatisfatório — o que significa que o direito à (boa) Arquitectura não está ao alcance de todos.

      Colmatar este défice — eis aqui um desafio bem digno de ser assumido pela profissão nesta celebração dos 50 anos do Congresso de 48, em prol do interesse público e da qualidade de vida dos portugueses. E este desiderato, que implica obrigatoriamente, sem porém nesta se esgotar, a revogação do tristemente célebre 73/73, poderá fazer com que tantos jovens arquitectos à procura de trabalho possam encontrar oportunidade de se devotarem à profissão que com tanto entusiasmo escolheram, constituindo um estímulo para o aperfeiçoamento da prática de todos nós.”

      Nuno Teotónio Pereira, sobre “o problema da habitação e o I Congresso Nacional de Arquitectura”, em 24.8.98



      Fig. 02: os arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Vasco Folha e Raúl Hestnes Ferreira e o engenheiro José Teixeira Trigo, no INH, numa acção do Grupo Habitar

      Breve nota curricular

      Nuno Teotónio Pereira nasceu em Lisboa, em1922. Arquitecto pela Escola de Belas Artes de Lisboa, é Doutorado “honoris causa” pelas Universidades do Porto e Técnica de Lisboa, é autor e co-autor de numerosos edifícios, conjuntos urbanos, projectos, estudos, livros, artigos e comunicações sobre Arquitectura, Habitação, Património, Urbanismo e Território.

      Sócio Correspondente da Academia Nacional de Belas Artes, foi Presidente do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, da Cooperativa Cultural PRAGMA, do Centro Nacional de Cultura, da Associação dos Arquitectos Portugueses e do Conselho de Arquitectos da Europa; é Membro de Honra do Grupo Habitar (GH), em cujas actividades tem participado intensamente.

      Resistente contra a ditadura, foi membro da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, foi coordenador do jornal clandestino Direito à Informação, participou nas vigílias contra a guerra colonial da Igreja de S. Domingos e da Capela do Rato e no Boletim Anti-Colonial; foi libertado da prisão política de Caxias a seguir ao 25 de Abril, tendo sido depois dirigente do Movimento de Esquerda Socialista. Em 1995 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, e em 2004 foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, aquando da exposição no Centro Cultural de Belém, sobre os 60 anos de actividade do seu atelier, denominada «Arquitectura e Cidadania».

      2º Prémio Nacional de Arquitectura da Fundação Gulbenkian em 1961, Prémios Valmor de 1968, 1971 e 1975, com menções honrosas em 1987 e 1988 (com Nuno Portas), Prémio Aica em 1985, Prémio Instituto Nacional de Habitação em 1992 (com Pedro Botelho) e Menção do Júri do mesmo Prémio INH em 1994 (com Pedro Botelho), Prémio Espiga de Ouro da Câmara Municipal de Beja em 1993, Prémio Municipal de Lisboa Eugénio dos Santos em 1995, com menção honrosa em 1997 (os dois com Bartolomeu Costa Cabral), Prémio Aquisição-Arquitectura da Academia Nacional de Belas Artes, em 2007, pelo conjunto da obra.

      Conciliou uma intensa actividade de projecto e obra de arquitectura e urbanismo em regime de profissão liberal, no quadro de um atelier profissional e formativo, com uma constante participação cívica, o desenvolvimento da investigação aplicada e uma importante actividade como técnico consultor das Habitações Económicas – Federação das Caixas de Previdência; instituição que marcou um quarto de século com inúmeros casos de referência na promoção de habitação de interesse social em Portugal.

      Participou no Inquérito à Arquitectura Regional em Portugal, foi delegado português no Comité do Habitat da União Internacional dos Arquitectos e realizou e publicou livros, artigos e diversos estudos entre os quais se destacam: a "Evolução das Formas de Habitação Pluri-Familiar em Lisboa"; “Prédios e Vilas de Lisboa” (Livros Horizonte, 1995); “Escritos” (edições FAUP, 1996); “Tempos, Lugares, Pessoas” (Público/Contemporânea, 1996); e “Património Arquitectónico da Segurança Social (Secretaria de Estado da Segurança Social, 1997); ensaios sobre a arquitectura do Estado Novo; entradas em diversos dicionários; e numerosos artigos e comunicações.




      Fig. 03: o bloco das Águas Livres, construído em Lisboa entre 1953 e 1956, em co-autoria com Bartolomeu Costa Cabral, um edifício que marcou a nossa arquitectura do habitar, pela inovação na promoção privada de edifícios de habitação.


      Autor e co-autor: de conjuntos de habitação de interesse social, moradias e outros edifícios em vários pontos do País (Vila do Conde, Barcelos, Lisboa, Universidade de Aveiro); das igrejas das Águas (1949/1953), de Almada, de Boidobra e do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa (1961), em co-autoria com Nuno Portas, que foi Prémio Valmor 1975; de vizinhanças e torres habitacionais muito humanas em Olivais Norte-Lisboa, em co-autoria com António Pinto de Freitas e Nuno Portas, às quais (torres) foi atribuído o Prémio Valmor 1967, o único dedicado à habitação social; do bloco das Águas Livres, em co-autoria com Bartolomeu Costa Cabral, um edifício que, também, marcou a nossa arquitectura do habitar; do edifício de escritórios na Rua Braancamp em Lisboa conhecido por Franjinhas (1965/1968), em co-autoria com João Braula Reis, que foi Prémio Valmor 1971; da sede da Companhia de Seguros Fidelidade; da Caixa Geral de Depósitos na Horta; do conjunto da EPUL no Alto do Restelo, em Lisboa (1972/1973), em co-autoria com vários colegas; dos grandes e excelentes conjuntos de habitação municipal de Oeiras em Laveiras (Caxias) e no Alto da Loba, realizados em co-autoria com Pedro Botelho, dos quais o primeiro foi Prémio INH Municipal em 1991; e dos Planos de Urbanização do Crato, Fronteira e Castelo de Vide.



      Fig. 04: uma das torres habitacionais muito humanas em Olivais Norte-Lisboa, em co-autoria com António Pinto de Freitas e Nuno Portas, e com projecto estrutural do Eng.º Ruy Gomes, às quais foi atribuído o Prémio Valmor 1967, o único até agora dedicado a à habitação de interesse social.

      É um dos autores da reconstrução dos Paços do Concelho de Lisboa e co-autor do Estudo de Recuperação e Revitalização do Palácio Nacional de Mafra, do Auditório Municipal de Linda-a-Velha, do Plano de Pormenor 5 do Parques das Nações e do Programa Polis na Covilhã – ordenamento da Praça do Município e requalificação ambiental e urbana das zonas das ribeiras da Goldra e Carpinteira. No início de 2009 Nuno Teotónio Pereira aderiu a uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa que visa ajudar a resolver os problemas dos bairros da cidade com o apoio de um arquitecto de renome; e, assim, em cooperação com outros colegas, está a procurar solucionar “os pequenos grandes problemas” de Alvalade.



      Fig. 05: imagens do grande e excelente conjunto urbano de habitação municipal de Oeiras em Laveiras (Caxias), em co-autoria com Pedro Botelho e com projecto estrutural do Eng.º José Teixeira Trigo, que foi Prémio INH Municipal em 1991.

      De 1957 a 1974 trabalhou em associação com Nuno Portas e a partir de 1984 com Pedro Botelho, no Concurso para o Centro Cultural de Belém (menção honrosa), no Elevador de Santa Justa, também com Irene Buarque (1º prémio), Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2º prémio), Reconversão de Cacilhas (2º prémio) e nos projectos do interface do Cais do Sodré (estações do Metropolitano, REFER e Transtejo) e dois edifícios integrados na reconstrução do Chiado.



      Esta foi uma síntese, certamente imperfeita e incompleta, da extensa e multifacetada obra de uma pessoa, que sempre a associou a uma notável acção cívica e formativa, e que marcou várias gerações de arquitectos e de todos aqueles ligados às matérias do habitar, da cidade e de uma activa participação cidadã.
      Falta agradecer, em nome do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do/e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Grupo Habitar, associação técnica e científica com sede no NAU do LNEC, a honra desta cedência do acervo documental de habitação e urbanismo do Arq.º Nuno Teotónio Pereira, um acervo muito rico, quer pelo seu conteúdo, quer pela sua organização prévia, quer pelo perfil temático que reflecte; e sublinhar que este acervo acervo ficará disponível para consulta na Biblioteca do LNEC, será no Laboratório cuidado e divulgado da melhor maneira que soubermos e pudermos e terá, assim, uma utilidade que desejamos será sempre crescente.

      Aproveita-se a oportunidade para saudar os anteriores Chefes do NAU do LNEC, arquitectos Nuno Portas e António Reis Cabrita, que participaram, plenamente, nesta iniciativa, assim como a direcção do Departamento de Edifícios do LNEC, na pessoa do seu Director Eng. Vasconcelos Paiva e o Conselho Directivo do LNEC, na pessoa do seu Presidente Eng. Carlos Matias Ramos pelo total apoio a esta ideia.

      Finalmente regista-se aqui um agradecimento ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) pela matéria que possibilitará a exposição relativa ao Prémio IHRU Construção 2008; e, naturalmente, um muito especial agradecimento à colega Arq.ª Cláudia Weigert e à Direcção Geral de Saúde, a que pertence, pela excelente oportunidade de se poder associar a cedência do acervo do Arq.º Nuno Teotónio a uma sessão prática de divulgação e discussão sobre o habitar, numa perspectiva que, todos sabemos, estar totalmente ligada ao modo de viver e actuar do Nuno Teotónio.


      António Baptista Coelho

      Chefe do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC, Presidente da Direcção do Grupo Habitar



      Fig. 06: imagem do grande e excelente conjunto urbano e de habitação municipal no Alto da Loba, Paço de Arcos - Oeiras, em co-autoria com Pedro Botelho, que foi Menção do Júri do Prémio INH em 1994.

      Antes de se anexar o convite para as Jornadas de 31 de Março, conclui-se este breve registo com uma frase de Nuno Teotónio Pereira (“Tempos, Lugares, Pessoas”, p. 103):

      “É chegada a hora de reconhecer o interesse público da arquitectura, enquanto organiza, qualifica e humaniza o espaço; disciplinar a ocupação do território; exigir produções de qualidade através da atribuição das respectivas responsabilidades... É preciso que o direito à Arquitectura chegue a todos, dentro de um quadro de competitividade que tenha por critério a qualidade técnica e cultural.”




      Fig. 07: imagens da 1.ª Assembleia Geral Eleitoral do Grupo Habitar, no LNEC, em 3 de Dezembro de 2003.




      Convite para as 1as Jornadas Técnicas do NAU e do GH e o acto de cedência ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo de Nuno Teotónio Pereira na Sala 2 do Centro de Congressos do LNEC, entre as 14h 30 e as 17h 30 da terça-feira 31 de Março de 2009

      Serão realizadas no LNEC, com uma periodicidade flexível, as Jornadas Técnicas do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo – NAU e do Grupo Habitar – GH, um evento com dimensão igualmente flexível, destinado à apresentação e discussão informal de diversos temas técnicos da qualidade do habitar, e estruturado, por regra, com uma parte de apresentação de casos concretos e uma outra parte reservada a uma conferência ou diversas intervenções teórico-práticas sobre um dado tema.

      As 1ªs Jornadas Técnicas do NAU e do GH serão dedicadas ao tema:
      Saúde e Habitação (I)
      Estas Jornadas estão associadas ao acto de cedência ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo do Arq.º Nuno Teotónio Pereira, uma decisão que muito honra o Laboratório, onde desde há cerca de 40 anos se desenvolvem estudos sobre o habitar, e que constitui motivo de fundadas esperanças na sua dinamização e aprofundamento.

      A entrada é livre, mas limitada à capacidade da sala (cerca de 40 lugares).

      Programa:

      . 14h 30: abertura dos trabalhos.

      . 14h 35: apresentação comentada dos conjuntos residenciais que se destacaram no Prémio IHRU Construção 2008, pelo Arq.º António Baptista Coelho (NAU e GH).

      . 15h 00: palestra sobre o tema “Saúde e Habitação”, pela Arq.ª Cláudia Weigert, Assessora da Divisão de Saúde Ambiental da Direcção Geral de Saúde.

      . 15h 40: intervenção sobre o mesmo tema pelo Arq.º António Reis Cabrita (NAU ap., e GH).

      . 16h 00: outras intervenções curtas sobre o mesmo tema.

      . 16h 15: intervenção do Conselho Directivo do LNEC e outras intervenções no âmbito do acto de cedência ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo do Arq.º Nuno Teotónio Pereira.

      . 17h. 00: encerramento dos trabalhos.




      Fig. 08: imagem tratada de Laveiras/Caxias


      Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, Av. do Brasil 101, 1700 – 066 Lisboa.
      Grupo Habitar - APPQH, Av. do Brasil 101, 1700 – 066 Lisboa.
      Contactos: António Baptista Coelho, abc@lnec.pt Tel. 218443679/Fax. 218443028
      telem: 914 631 004
      Edição de José Baptista Coelho, em 23 de Março de 2009
      Lisboa, Encarnação - Olivais Norte