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quinta-feira, outubro 25, 2007

164 - O habitar, da proto-história aos romanos – Paços de Ferreira 12 e 13 de Outubro - Infohabitar 164

  - Infohabitar 164


Viagem por 50.000 anos de história do habitar em Portugal

O Habitar e a História I

 Paços de Ferreira, 12 de Outubro de 2007:
relato de António Baptista Coelho


O Grupo Habitar é uma associação técnica e científica multidisciplinar e sem fins lucrativos, sediada actualmente no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. O Grupo foi criado, em 2001, por pessoas com muito variadas formações e práticas profissionais, todas ligadas aos amplos temas do habitar a casa, a cidade e a paisagem, discutindo e divulgando os aspectos qualitativos das novas intervenções e das urgentes acções de regeneração urbana.

O GH aborda estas matérias em encontros temáticos e em visitas, tentando estabelecer pontes efectivas com saberes que também muito têm a dizer sobre a qualidade do habitar, mas que muitas vezes têm sido dela afastados, como é o caso da História. Sublinha-se, desde já, que, tal como aconteceu em paços de Ferreira, boa parte dos encontros e visitas do GH têm participação livre e, portanto, não limitada aos respectivos associados.

A propósito da 1ª Visita Alargada do Grupo Habitar (GH), realizada com a fundamental cooperação da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, em 12 e 13 de Outubro de 2007, intitulada “O Habitar e História I”, faz-se, primeiro, o relato informal da extraordinária sessão em que se teve a oportunidade de acompanhar 50.000 anos de história do nosso habitar, em Portugal, através das intervenções dos historiadores e investigadores, Armando Coelho, Lino Tavares Dias e Mário Varela Gomes e de uma visita pormenorizada e comentada à Citânia de Sanfins de que se faz aqui um registo fotográfico. Termina-se este artigo com os respectivos e devidos agradecimentos públicos por esta inesquecível jornada que, felizmente, colocou bem alta a fasquia de próximas Visitas Alargadas do GH.


Fig. 01: divulgação da Citânia de Sanfins


O Habitar e a História I teve a sua primeira e fundamental sessão no salão nobre do edifício da Câmara Municipal de Paços de Ferreira. Em seguida faz-se um relato “informal” e de trabalho que é apenas isso e que se deseja não contenha muitas imperfeições ou mesmo erros científicos. Mas entre correr este risco e não fazer o testemunho e o registo de uma manhã verdadeiramente única, onde se teve a oportunidade de ter uma vista geral e ricamente sequencial da história do habitar, em Portugal, desde cerca de 50.000 anos a.C. até ao Império Romano, optou-se pelo risco certo de se editarem imperfeições e incorrecções, que se espera não sejam muito graves e que são, desde já, assumidas pelo relator desta sessão e deste texto, apresentando-se desde já as devidas desculpas aos autores das intervenções.



Fig.02: mesa de abertura dos trabalhos, com o Senhor Vereador Dr. António Coelho, e com o Arq. Paulo Bettencourt, um dos organizadores deste encontro


E desde já se endereça aqui um muito sincero agradecimento aos professores Mário Varela Gomes, Armando Coelho e Lino Tavares Dias pelo privilégio de uma tão apixonante lição conjunta sobre tantos anos de habitar, um privilégio que se estendeu depois pela visita à Citânia de Sanfins.

Transcrevem-se, assim, de seguida, segundo a ordem das intervenções temáticas, e com grande informalidade (e “carácter telegráfico”), algumas notas do muito que foi apresentado na Câmara Municipal de Paços de Ferreira na manhã do dia 12 de Outubro de 2007.



Fig. 03: Mário Varela Gomes


Mário Varela Gomes: a proto-história de Portugal


O homem viveu esporadicamente em grutas, mas apenas esporadicamente e à entrada das grutas em pequenos abrigos sob rochas.

O homem é um construtor de “habitares”.

Desenvolveu sempre uma ligação com o fogo, numa perspectiva de “lar” e num binómio marcado : pela construção/edificação da protecção; e pelo “fogo” estruturador da família e agregador de grupos humanos.

Os vestígios apontam como um dos primeiros “habitares” construídos as cabanas (feitas com ramagens) em Terra Amata que datam de cerca de 350.000 anos a.C.; cabanas com cerca de 8/10 m de comprimento.

Em Portugal os primeiros vestígios encontrados datam de cerca de 55.000 a.C., já referidos a Neandertais, localizados em Vilas Ruivas, na zona de Vila Velha de rodão, são dois abrigos do tipo pára-ventos, com marcas de ramagens e estruturas de combustão, e que se encontram referidos no Museu de Castelo Branco.

Posteriormente, cerca de 15.000 a 12.000 a.C., já no Paleolítico Superior encontramos vestígios de cabanas ovóides com a menor dimensão horizontal com cerca de 3m e com vestígios de estruturas de combustão junto do único acesso numa das extremidades.

No Mesolítico cerca de 7.000/8.000 a.C. nos Concheiros de Muje há vestígios dos primórdios do planeamento urbano, numa zona ampla – com um diãmetro de cerca de 40/50m – em que há vestígios de uma sequência de: necrópole de adultos; zona de habitação; necrópole de crianças. Havendo ainda vestígios de áreas económicas específicas (era já a altura da domesticação de animais).

As cabanas teriam diâmetro de cerca de 5m e poderiam ser desenvolvidas apenas em semi-círculo com sítios de dormir organizados radialmente em torno de uma lareira central e interior, interiormente havia ainda zonas de armazenamento; haveria depois uma lareira exterior maior (ex., para tratar o sílex).

Foram realizados “paralelos etnográficos” com cabanas de esquimós que são ainda hoje usadas – e não resisto a fazer aqui um comentário sobre o interesse de poder vir a utilizar este tipo de ferramenta de análise noutros contextos de estudo do habitar e da cidade.

Outros modelos ovóides chegavam a ter 6m na sua zona horizontal mais estreita e nesse caso, com uma única abertura, sendo que na extremidade fechada (oposta) era a zona de armazenagem, foram encontrados potes.

Do Neolítico tardio foi encontrada uma cabana longa, com “duas águas”, com cerca de 3m de largo por 18m de comprido e também com aberturas laterais na zona de Sines.

De cerca de 5.000 a.C. num sítio com vestígios islâmicos foi descoberta a “primeira aldeia portuguesa”, composta por cabanas alongadas e rectangulares, moduladas nas respectivas estruturas de suporte; percebendo-se que as casas alongadas substituíram com sucesso as ovais. As casas longas distribuem-se no espaço definindo e de certa forma delimitando o espaço do povoado, um espaço aproximadamente rectangular, sendo que no respectivo miolo e no seu “tecido conjuntivo” se encontram silos, um depósito de água (“estrutura negativa”) e sepulturas. As coberturas são em duas águas ou numa única água.

Cerca de 4.000 a.C. terá havido stress social, provavelmente ligado ao desenvolvimento da pastorícia e passamos para a idade do cobre marcada pelo desenvolvimento de cidadelas centrais e casas envolventes defendidas por muralhas, bastiões, torres e barbacâs, em dispositivos defensivos por vezes muito complexos – a complexidade seria também um facor de melhoria das condições de defesa.

A construção passa então a ser feita em pequenas pedras transportáveis e também em taipa e adobe; isto por exemplo no Zambujal e em Torres Vedras. As casas são circulares com bancos envolventes e um sítio de fogo central.

No final do Calcolítico os povoados são abandonados, desenvolvendo-se quintas e casais com casas com uma parte central oval envolvida por pátios ou outros espaços complementares aproximadamente concêntricos, com dimensões maiores de cerca de 12m; tais espaços complementares e envolventes podem não ter um uso como pátio mas sim, por exemplo, como espaços fechados por pórtico para arrumações (vestígios na Beira Baixa).

Desta altura, cerca de 2.000 a.C., data o vestígio da casa no Pessegueiro, arredondada e feita de madeira com pórtico em pedra.

A par desta evolução desenvolvem-se os grandes opida fortificados, por ex. com entrada sob uma grande torre, e há o desenvolvimento de feitorias com construção do tipo mediterrânico, provavelmente com influência fenícia e colonial, por ex., em Abul, ilha no Rio Sado, Alcácer do Sal, num conjunto de torre e grande edifício quadrangular (lado com cerca de 45m) com dois pisos e pátio central, sendo que neste pátio haveria uma ara votiva; os alicerces eram em pedra e a construção restante em taipa.

Desenvolveram-se bandas de edifícios quadrangulares com espaços murados privados ou semi-privados e por vezes com pátios pequenos multiformes, também em taipa; a organização do espaço doméstico era feita em torno do fogo num grande compartimento, havendo em anexos outros espaços de arrumação (escuros e frescos) e para usos específicos; exteriormente há por vezes bancos corridos que fazem também contraforte. Isto do 8º ao 5º milénio a.C.



Fig. 04: Armando Coelho


Armando Coelho: da aldeia à cidade no 1º milénio a.C. (Proto História de Portugal)


O povoado está ligado á família alargada (ex., família cigana actual), que integra cerca de 60 a 80 pessoas e ocupa uma área elevada com cerca de 500 a 600m2.
No Norte de Portugal haveria provavelmente uma população de cerca de 500.000 habitantes em cerca de 6.000 sítios. Organizam-se em “lugares centrais” que quase coincidem com as freguesias.

Cerca de 1.000 a.C. Cartago é fundada.

No que se refere á casa desenvolve-se o interesse em perdurar e na sedentarização; as fundações passam a ser de pedra, em algumas casas, e desenvolvem-se muralhas de pedra.

Nesta altura o Porto era o “porto” e o castelo de Gaia o castro.

Há contacto com invenções como a roda de oleiro. As casas crescem. Os povoados crescem, o Porto tem 2 Ha. O litoral é muito aproveitado. As muralhas antes frustes são reforçadas por causa dos vizinhos, e surgem os romanos por vezes através de pactos.

Aperece então Sanfins, assim como outros grandes povoados; Sanfins é um lugar central, que nasceu grande. A presença romana na zona é muito concentrada em Braga e Chaves.

Sanfins nasce grande e sob influência romana transforma-se numa cidadela, com uma estrutura urbana regular de vias ortogonais e com pequenos bairros formados por casas-pátio em bandas contínuas laterais e costas com costas. É um “lugar central” com equipamentos públicos, como será o caso de uma praça e de dois edifícios para banhos públicos do tipo sauna e provavelmente associados a aspectos esprituais e religiosos.

Cada casa com cerca de 250m2 tinha diversas zonas funcionais – do forno à necrópole – e abrigaria entre 20 a 25 pessoas da mesma família ...



Fig. 05: Lino Tavares Dias


Lino Tavares Dias – a Arquitectura e a construção romana na periferia do império


Na sua intervenção o investigador abordou os aspectos do urbanismo romano e designadamente as matérias ligadas ao espaço público, aos equipamentps colectivos e ao espaço doméstico que marcaram a vida romana mesmo nesta extremidade ocidental do império.

A civitas é uma noção política de estruturação do território e não apenas uma estrutura física.

No século I as casas circulares foram desmontadas e instaladas casas com plantas rectangulares; e é interessante que o modelo da casa de Pompeia, com implúvio central, perdurou cerca de 300 anos e expandiu-se pelo império.




Fig. 06: Lino Tavares Dias


Assim como é muito interessante perceber-se que por exemplo em Tongóbriga, perto do Marco de Canavezes, os banhos públicos funcionaram e actualizaram-se, por exemplo com uma piscina exterior, continuamente ao longo de cerca de 300 anos.
Durante o império foi aplicado uma especie de projecto-tipo de habitação, marcado pelo clima mediterrânico, um clima que na altura no N de Portugal era mais estável e com temperaturas mais elevadas, havendo grandes florestas de carcalhos e castanheiros e água abundante. A casa-tipo era quadrangular em 2 pisos com forma de anel aberto num dos lados.


Fig. 07: alguns dos membros fundadores do Grupo Habitar durante o almoço: (esq. para a dir.)Baptista Coelho, Defensor de Castro, José Clemente Ricon, Dâmaso Silva e Guilherme Vilaverde.


Visita à Citânia de Sanfins: um breve relato e mais algumas palavras

Foi depois visitada a Citânia de Sanfins – que tem merecido escavações sistemáticas desde 1944 – , com um riquíssimo acompanhamento por parte do Prof. Armando Coelho, num constante comentar e explicar do que foi sendo visto e onde se sublinha um núcleo familiar reconstituído.

Datada de cerca do século I, a. C., mas com vestígios habitados que remontam a 500 anos antes de Cristo, a Citânia de Sanfins ocupa cerca de 15 hectares, oferece mais de 150 construções circulares e quadrangulares, associadas em cerca de 40 unidades domésticas, num espaço de habitar e urbano regularmente organizado e protegido por várias cinturas de muralhas.

Salienta-se, ainda, a existência no local de um núcleo habitacional reconstituído, uma unidade familiar, que acolhia uma família alargada com cerca de 20 a 25 pessoas numa área murada rectangular com cerca de 250m2 e onde estavam bem definidas diversas zonas funcionais interiores, exteriores e de transição interior/exterior.

A Citânia de Sanfins seria assim um dos “Lugares Centrais” a que se refere o Prof. Armando Coelho, “Lugares” esses que se tinham de proteger muito bem de vizinhos menos amigáveis e provavelmente cobiçosos dos bens e das artes que o início de um povoamento organizado iam proporcionando.

Em Sanfins houve cidade para além de ter havido toda uma estrutura funcional doméstica e, de certa forma, associada a uma determinada tipologia de organização do lar, como envolvente física, como sítio do fogo, como sítio da família em entre-ajuda e em companhia, e também, muito provavelmente, como base da perspectiva espiritual e religiosa muito relacionada com a natureza.

A cidade surgia de forma bem marcada, além do muro da casa-grande, e a cidade tinha estruturação racional que integrava geometricamente a unidade-fogo e tinha estruturação pública, que ainda hoje é bem perceptível, por exemplo em Sanfins, nos enfiamentos das ruas principais e das passagens mais estreitas e ortogonais, assim como nos vestígios de espaços públicos amplos e regulares e na introdução de equipamentos colectivos – “Banhos Públicos” – onde provavelmente as matérias da higiene e da saúde se ligavam às da espiritualidade e da religião.

Nesta matéria destaca-se a exposição que está patente no Museu Nacional de Arqueologia (MNA), intitulada Pedra Formosa - Arqueologia Experimental em Vila Nova de Famalicão que tal como é referido no site do Museu se refere a “um conjunto arquitectónico pré-romano de banhos, construído no período castrejo. E no MNA está patente até 3 de Fevereiro de 2008, uma excelente reconstituição desses banhos, onde é possível e recomendável entrar, e uma reconstituição associada à apresentação da forma de viver dos povos de então, nuam exposição, a não perder, organizada pelo MNA e pela Câmara Municpal de Vila Nova de Famalicão, com comissariado científico do Prof. Armando Coelho Ferreira da Silva.

Visita à Citânia de Sanfins: sequência fotográfica


Fig. 08


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Fig. 10


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Fig. 19


Fig. 20

Regista-se que a Citânia de Sanfins é Monumento Nacional desde 20 de Agosto de 1946, e decorre, actualmente, o processo de candidatura dos castros a Património Mundial da Unesco.

Para quem não tenha estado com o GH nesta jornada “única” de 12 de Outubro de 2007 em Paços de Ferreira, sugere-se uma extraordinária visita dupla à Citânia de Sanfins e ao seu Museu, trata-se de uma rara oportunidade de viver a história, de sentir como habitavam e viviam os nossos antepassados. E deixa-se aqui expressa a vontade e a urgência de tirar o devido partido de um património único, que muito pode enriquecer a caracterização da região e do País; acreditem que é uma sequência única a visita a Sanfins, com a sua reconstituição de uma casa com quase 2.500 anos e depois entrar também na reconstituição dos “banhos” que também eram habitados por essa altura, trata-se de uma história viva e é fundamental que ela tenha o devido relevo e a devida divulgação em Portugal e fora de Portugal.

Desde já se recomendam os sites:

da Câmara Municipal de Paços de Ferreira:
http://www.cm-pacosdeferreira.pt/VSD/pacosferreira/vPT/Publica

e da Citânia de Sanfins:http://www.citaniadesanfins.com/in00/


Visita ao Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins

Sequencialmente e ainda na companhia esclarecedora dos Professores Armando Coelho e Lino Tavares Dias foi visitado o Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins, situado num edifício barroco designado por Casa da Igreja ou Solar dos Brandões, um local onde está devidamente apresentado o acervo encontrado na Citânia e que corresponde também a uma excelente intervenção arquitectónica (funcional, atraente, sóbria e caracterizada) do Arq. Manuel Furtado de Mendonça, uma pessoa muito ligada a Sanfins e a outras citânias do noroeste e um projectista que fez excelentes obras de reabilitação urbana e habitacional com uma carreira longa e marcante na equipa do CRUARB no Porto.

Fig. 21


Fig. 22


Fig. 23: maqueta do núcleo habitacional reconstituído da Citânia de Sanfins


Fig. 24: maqueta do núcleo habitacional reconstituído da Citânia de Sanfins


Fig. 25


Fig. 26



Debate no Centro de Arqueologia Castreja e Estudos Célticos

Para terminar a 1ª edição da 1ª Visita Alargada do Grupo Habitar, que foi subordinada ao tema “o Habitar e a História”, decorreu uma Sessão de debate no Centro de Arqueologia Castreja e Estudos Célticos, que está instalado num edifício contíguo ao Museu e que também “casa” de forma muito agradável o novo desenho de arquitectura com as velhas casas. O Centro de Arqueologia Castreja e Estudos Célticos é uma unidade de investigação e divulgação científica coordenada pelo Prof. Armando Coelho.

Fig. 27: no Centro de Arqueologia Castreja e Estudos Célticos



Agradecimentos

Agradecece-se à Câmara Municipal de Paços de Ferreira ao seu Presidente Dr. Pedro Pinto e ao Senhor Vereador Dr. António Coelho, pela vital cooperação nesta acção conjunta; um público e sentido agradecimento que também abarca a boa vontade pessoal para com esta iniciativa e a importância das intervenções dos historiadores e investigadores, Doutoras Albertina Marinho e Rosário Machado, doutores Armando Coelho, Lino Tavares Dias e Mário Varela Gomes, mas também de todos os restantes estudiosos e técnicos ligados à CM de Paços de Ferreira, à Citânia de Sanfins e à Rota do Românico, sem os quais estas excelentes jornadas não teriam sido possíveis.

E com um sentimento muito especial pois o Grupo Habitar está a ser, cada vez mais, um Grupo dinamizado por todos os seus membros, há que referir o precioso enquadramento dos associados do GH arquitectos Paulo Bettencourt, Maria João Pimentel, Bruno Marques e José Clemente Ricon. Esta iniciativa marcou um patamar organizativo excelente que será, em breve, continuado por outras viagens e sessões temáticas que irão reunir pessoas com distintas formações mas unidas na vontade de saber mais um pouco da nossa identidade; e a nossa identidade está, como bem sabemos, impressa nos modos e nas formas como marcámos e como marcamos os sítios que habitamos, da casa, à cidade e à paisagem.

Notas finaisNo sábado dia 13 de Outubro de 2007, o Grupo Habitar teve o privilégio de seguir uma extraordinária Rota do Românico, à qual voltaremos em futuro artigo essencialmente fotográfico.

Em próximos artigos serão editados os seguites temas:
. Sobre a importância da relação entre o Habitar e a História
. Sobre a Rota do Românico uma reportagem fotográfica

Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 25 de Outubro de 2007.
António Baptista Coelho
Edição por José Baptista Coelho, na mesma data

quinta-feira, setembro 27, 2007

159 - Quinzena da Habitação e o Habitar e a História, de 11 a 17 Outubro 2007 - Infohabitar 159

Faz-se, em seguida, a divulgação de dois encontros técnicos participados pelo Grupo Habitar, em temáticas que vão da qualidade do habitar, abordada numa perspectiva multidisciplinar, às fundamentais pontes entre o habitar e a história

A – Dia 11 de Outubro de 2007, quinta-feira, sobre “a promoção da qualidade do habitar”, em Coimbra, com o Gabinete para o Centro Histórico da Câmara Municipal de Coimbra e integrado na Quinzena da Habitação – Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia; aproveitando-se para divulgar todas as iniciativas da “Quinzena da Habitação”.

B – Dias 12 e 13 de Outubro de 2007, sexta-feira e sábado, sobre “o Habitar e a História” e a “Rota do Românico”, com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, numa primeira “Visita Alargada” do Grupo Habitar.

Os respectivos programas e contactos para inscrição encontram-se apontados, em seguida, salientando-se que a participação em qualquer uma destas actividades é livre, sendo no entanto necessária a respectiva inscrição, que se sugere que seja rápida, pois há já inscritos (associados do Grupo Habitar) e o número de inscrições é limitado; no caso de Paços de Ferreira chama-se a atenção para os custos apontados no programa e para a eventual necessidade de reservar estadia.

A
Dia 11 de Outubro de 2007, quinta-feira, sobre “a promoção da qualidade do habitar”, em Coimbra, com o Gabinete para o Centro Histórico da Câmara Municipal de Coimbra, uma iniciativa integrada na Quinzena da Habitação e no Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia

Os textos que se seguem e designadamente o texto inicial do Senhor Professor João Ferrão, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, foram disponibilizados pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e encontram-se disponíveis no site do IHRU, divulgando os diversos eventos previstos: http://www.inh.pt/WebInh/index.jsp?iddes=69&lg=1



Fig1, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)

  - Infohabitar 159

Quinzena da Habitação e Dia Mundial do Habitat no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia




Fig2, Presidência Portuguesa da União Europeia
A Presidência Portuguesa da União Europeia promove a Quinzena da Habitação a partir do Dia Mundial do Habitat (2 de Outubro), este ano dedicado pela ONU ao tema “Uma cidade segura é uma cidade justa”.

A vida na cidade sempre esteve associada à ideia de oportunidade: oportunidade de segurança e paz, oportunidade de recurso a serviços qualificados, oportunidade de acesso a informação, conhecimento e cultura, oportunidade de valorizar as competências e o espírito de iniciativa e de empreendedorismo de cada um, oportunidade de criar riqueza e valor, oportunidade de ser feliz.
Mas nem sempre é assim. Todas as cidades têm o seu lado errado. É o caso de áreas urbanas encravados na malha mais vasta da cidade, por vezes com uma população da ordem das dezenas de milhares de habitantes, onde a expectativa de uma vida urbana de oportunidades contrasta com a dura realidade quotidiana de muitos dos que aí vivem: pobreza, desemprego, exclusão, insegurança, violência e, de modo muito marcante, um edificado degradado e muitas vezes sobreocupado.
Uma sociedade moderna, desenvolvida e democrática não pode tolerar a persistência de situações urbanas onde a insegurança e a violência são práticas quotidianas nas ruas, nas escolas, nos bairros. Ignorar essa violência urbana não será, por certo, a melhor maneira de a resolver. Ora a habitação acessível, adequada e integrada na malha urbana constitui, justamente, uma das componentes da resposta que as sociedades contemporâneas devem garantir para que este lado errado das cidades seja definitivamente erradicado.
É essa cidade mais justa, e por isso mais segura, que querermos ajudar a construir. Uma cidade onde seja possível responder às necessidades vitais das populações em termos de qualidade de vida e, ao mesmo tempo, criar novas oportunidades para todos: a partir da escola, a partir da família, a partir do emprego, a partir do bairro, a partir da casa.
Precisamos, por isso, de intervir nas nossas cidades com mais coordenação institucional, mais participação cívica, mais inteligência colectiva, mais decisões partilhadas, mais parcerias, mais capital social.
Apenas assim será possível produzir respostas eficientes no âmbito de políticas de habitação e de cidades. E essa será, sem dúvida, a melhor maneira de prestarmos o nosso tributo a todos os que lutam por cidades mais justas e, por isso, mais seguras, mais criativas e mais atractivas.
João Ferrão,
Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades
Por iniciativa das Nações Unidas em todo o mundo se comemora, na 1º segunda-feira do mês de Outubro o Dia Mundial do Habitat. O tema do habitat recobre uma pluralidade de preocupações. A crescente urbanização das populações (com cerca de mil milhões de pessoas, em todo o mundo, a viverem em bairros degradados), o agravamento das rupturas sócio-urbanísticas, as questões da habitação, do ambiente urbano, da segurança e da sustentabilidade dos territórios são temáticas presentes, e prementes, quer na agenda nacional quer na agenda internacional, nomeadamente, ao nível Europeu com a adopção da Estratégia Temática sobre Ambiente Urbano, apresentada pela Comissão Europeia, e com a forte dimensão urbana assumida no novo período de programação dos fundos europeus (2007-2013).
No ano passado, o Governo Português não quis deixar de assinalar o Dia Mundial do Habitat com a apresentação pública da Iniciativa “Operações de Qualificação e Reinserção Urbana de Bairros Críticos”. Dando continuidade à celebração desta efeméride, o INH juntamente com a Secretaria de Estado do Ordenamenteo do Território e Cidades considerou oportuna, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, a promoção de uma Conferência Internacional subordinada às temáticas Políticas Sociais de Habitação: desafios da actualidade, inserida no âmbito da Quinzena da Habitação.
O objectivo desta iniciativa é fazer integrar no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, a discussão e reflexão sobre a problemática da Habitação e do desenvolvimento de Políticas Sociais de Habitação em Portugal e na Europa. A abordagem diz respeito às novas problemáticas de governação, de partenariado, de financiamento e de sustentabilidade nas políticas sociais de habitação, estimulando um percurso e uma acção concertados.
Este tema inscreve-se nas orientações estratégicas da política de cidades assumida pelo actual Governo: por um lado, o enfoque na reabilitação urbana e requalificação dos centros históricos como um vector de competitividade e re-equilíbrio da estrutura funcional do tecido urbano, por outro lado, a recuperação de áreas críticas e a sua inserção sócio-urbanística numa perspectiva de desenvolvimento sustentável (relembrando o facto da Iniciativa Bairros Críticos ter sido apresentada, no final do ano passado, em Leeds, Reino Unido, num simpósio europeu em matéria de competências para as comunidades sustentáveis).
Face ao carácter emergente destes assuntos, em Portugal e em vários países europeus, a realização desta conferência a realizar no Parlamento e que dará início à Quinzena da Habitação no âmbito da Presidência PT, irá de encontro a uma preocupação partilhada pelos Estados Membros, constituindo, para os organismos nacionais responsáveis pela implementação das políticas urbanas, nomeadamente, uma oportunidade maior de aprendizagem e partilha de experiências.
Relativamente ao primeiro evento a ter lugar no âmbito da Quinzena da Habitação, a comemoração do Dia Mundial do Habitat na Assembleia da República (na manhã do próximo dia 2 de Outubro), contará com a presença do Eurodeputado Dr. Hasse Ferreira, devendo o mesmo expôr alguma informação sobre o impacto das políticas comunitárias nas Políticas de habitação dos Estados Membros e ainda sobre os últimos desenvolvimentos no âmbito da habitação no seio do Parlamento Europeu.
Neste sentido contará ainda com a presença do Dr. Ricardo Martins, Vice Presidente da Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território da Assembleia da República, que apresentará algumas notas sobre a importância do Programa Habitat em Portugal, abordando ainda questões inerentes à implementação da Agenda Habitat em Portugal e o processo Istambul + 5.
Mr. Lars Reusterward, Director do Departamento de Shelter and Sustainable Human Settlements, da UN-Habitat, irá abordar questões subjacentes ao tema escolhido este ano para a comemoração do dia Mundial do Habitat, ou seja, “A safe city is a better city”.
O Senhor Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, João Ferrão, abordará a problemática da habitação e do desenvolvimento de políticas sociais de habitação em Portugal, enquadrando o evento no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da UE.
A Quinzena da Habitação culminará, no dia 17 de Outubro, na Torre do Tombo, em Lisboa, com a realização de uma Conferência Internacional, organizada, pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades e pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), com a colaboração do CECODHAS.P/ Comité Português de Coordenação da Habitação Social e seus associados.



Fig3, CECODHAS.P/ Comité Português de Coordenação da Habitação Social

Para o efeito foram convidados os seguintes oradores nacionais e internacionais:
Mr. Wolfgang Forster, com uma larga experiência na envolvente habitacional do Município de Viena, Áustria;
Arq.ª Ana Pinho, Investigadora do LNEC, especialista nas questões inerentes à reabilitação Urbana;
Mrs. Ulrik Hagred, do National Board of Housing and Planning, BOVERKET, Suécia, perita em questões relacionadas com a reabilitação no sector da habitação;
Pedro Calado, do Programa Escolhas, abordará questões inerentes à promoção da inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos sócio-económicos mais vulneráveis, tendo em consideração o maior risco de exclusão social, nomeadamente dos descendentes de imigrantes e minorias étnicas, procurando a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social;
José Justo Tinaut Elorza, Director do Ministério de Vivienda, Espanha, com uma larga experiência adquirida no desempenho de funções de Housing Focal Point, durante a última década, abordará a implementação recente de novos programas sobre a habitação para jovens em Espanha;
Eugénio Leanza, Director da Task Force “Jessica” do BEI, que abordará as novas possibilidades que o referido Programa poderá aportar ao sector da habitação nos Estados Membros;
Mr. Alfonso Andria, Eurodeputado e Vice Presidente do Grupo de Relatores sobre Habitação no seio do Parlamento Europeu.

Em paralelo, irão organizar-se os seguintes Workshops:
Dia 3 de OutubroWorkshop dinamizado pela Associação Portuguesa de Habitação Municipal (APHM), sobre o Tema: “Acesso à Habitação: construção de percursos residenciais: O acesso social à priopriedade”
Local: Casa do Infante, Porto; Início dos trabalhos – 11.00 h
Oradores:
Dr. Paulo Conceição - Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) – Universidade do Porto. Tema: A propriedade da habitação em Portugal – a ponte entre a Habitação Social e a Habitação de Mercado (título para enquadrar);
Dr. Paulo Atouguia - IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira. Tema: Fundamentos e exemplos de acesso social à propriedade;
João Carvalhosa - GEBALIS, EM – Gestão de Bairros Municipais de Lisboa. Tema: Alienação de fogos sociais: Verdades e consequências.
As intervenções serão seguidas de debate
Dia 9 de Outubro, workshop dinamizado pela Equipa Científica Plano Estratégico Habitação 2007/2013, sobre o Tema: Um Olhar sobre a Habitação: apontamentos estratégicos.
Local: Faro

E esta sequência de encontros remata, no dia 11 de Outubro, com o encontro dinamizado pelo Grupo Habitar (GH) e pelo Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra, sobre o tema: "Promoção da qualidade no habitar" (segue-se programa pormenorizado e contactos para inscrição).







Fig4/5, Fig4, Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra

O Grupo Habitar (GH) e o Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra têm o prazer de convidar V. Exa. para o Workshop “promoção da qualidade do habitar”, que se realiza na tarde do dia 11 de Outubro de 2007, na Sala Polivalente da Casa Municipal da Cultura.
A “Quinzena Portuguesa da Habitação” integra vários eventos. Coube ao Grupo Habitar (GH) – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional (http://www.infohabitar.blogspot.com/), associação técnica e científica sem fins lucrativos com sede no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e ao Gabinete para o Centro Histórico (GCH) da Câmara Municipal de Coimbra http://www.cm-coimbra.pt/550.htm organizarem o encontro sobre a “promoção da qualidade do habitar”.
Local: Coimbra, Sala Polivalente da Casa Municipal da Cultura, Rua Pedro Monteiro, 3000-329 Coimbra (com acesso junto à Praça da República, situada na parte de cima do Jardim da Sereia, e com acesso pedonal através do mesmo jardim )
A ideia foi concentrar numa sala, e em curtas intervenções de cerca de 15 minutos, testemunhos de protagonistas reais na matéria da "qualidade do habitar", seja do lado do ensino, da investigação e do projecto, seja do lado das entidades municipais, privadas e cooperativas, que têm de ser os verdadeiros dinamizadores, no terreno, de uma tal qualidade; e haverá, naturalmente, um amplo espaço para debate.
Programa:
13.30: Registo dos participantes.
14.00: Sessão de Abertura, por representantes da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e Cidades, Câmara Municipal de Coimbra e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. Está confirmada a participação do Dr. Carlos Encarnação, Presidente da C. M de Coimbra.
14.20: Introdução à “promoção da qualidade do habitar”; Arq. António Baptista Coelho, chefe do NAU do LNEC, Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Presidente da Direcção do Grupo Habitar.
14.30: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da investigação e do projecto; Arq. Manuel Correia Fernandes, professor da FAUP, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) e Grupo Habitar.
14.45: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da investigação e da construção; Eng. José Teixeira Trigo, especialista do LNEC e membro de honra do Grupo Habitar.
15.00: Debate.
15.30: Intervalo para café.
16.00: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva do projecto de arquitectura e da investigação; Arq. Paulo Tormenta Pinto, Presidente do DAU do ISCTE, Departamento de Arquitectura e Urbanismo do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e Grupo Habitar.
16.15: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva municipal de vitalização dos centros urbanos; Eng. Sidónio Simões, Director do Gabinete para o Centro Histórico da C.M. de Coimbra.
16.30: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da iniciativa empresarial; Dr. Luís Ferreira da Silva, membro da Direcção da AECOPS, Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Grupo Habitar.
16.45: A promoção da qualidade do habitar, na perspectiva da iniciativa cooperativa; intervenção de Guilherme Vilaverde, Presidente da FENACHE, Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica e Grupo Habitar.
17.00: Debate.
17.30: Encerramento dos trabalhos pelo Dr. Paulo Atouguia Aveiro, Presidente do CECODHAS P , Comité Português de Coordenação da Habitação Social e Presidente dos Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).
INSCRIÇÃO:
A participação no workshop é livre, mas considerando a lotação da sala e a proximidade do evento é necessário que os interessados, façam a respectiva inscrição, até 4 de Outubro, com a seguinte referência e para o seguinte contacto:
Nome/formação ou cargo, entidade, email, para inscrição no Workshop “Promoção da Qualidade do Habitar”, Coimbra, 11 de Outubro de 2007, A/C Dra. Maria do Céu Ferreira, E-mail: mfmaria@ihru.pt ou fax: 217231570

B
Dias 12 e 13 de Outubro de 2007, sexta-feira e sábado, sobre “o Habitar e a História” e a “Rota do Românico”, com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, numa primeira “Visita Alargada” do Grupo Habitar.




Fig 6, C. M. de Paços de Ferreira

Inscrição (n.º limitado de inscrições, após recepção de mail será enviado mail de confirmação):
a.c: António Baptista Coelho, abc.infohabitar@gmail.com (gmail.com)
a.c: Albertina Marinho, tina@cm-pacosdeferreira.pt (cm-pacosdeferreira.pt)

“O Habitar e a História: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar”
e “Na rota do Românico”, 12 e 13 de Outubro de 2007
Câmara Municipal de Paços de Ferreira e Grupo Habitar



Fig7, a Citânia de Sanfins

Datada de cerca do século I, a. C., mas com vestígios habitados que remontam a 500 anos antes de Cristo, a Citânia de Sanfins ocupa cerca de 15 hectares, oferece mais de 150 construções circulares e quadrangulares, associadas em cerca de 40 unidades domésticas, num espaço de habitar e urbano regularmente organizado e protegido por várias cinturas de muralhas. Salienta-se, ainda, a existência no local de um núcleo habitacional reconstituído. Monumento Nacional desde 20 de Agosto de 1946, decorre, actualmente, o processo de candidatura dos castros a Património Mundial da Unesco...



Fig8, um núcleo habitacional reconstituído na Citânia de Sanfins

Nota importante: imagens retiradas do site da C.M. de Paços de Ferreira e textos de apresentação da autoria dos participantes ou também retirados do referido site.

12 de Outubro:
O Habitar e a História: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar
10h30m – Recepção dos convidados (secretariado)

10h50m – Abertura
Pedro Oliveira Pinto – Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira
António Baptista Coelho – Pres. Direcção do Grupo Habitar
Paulo Bettencourt – C.M. de Paços de Ferreira e Grupo Habitar

11h00m – Início dos Trabalhos – Do Neolitico à Romanização
Armando Coelho
Mário Varela Gomes
Lino Tavares Dias
Lúcia Rosas

13h00m – Almoço volante – Câmara Municipal

15h30m – Visita à Citânia e Museu Arqueológico de Sanfins
Apresentação da obra de Armando Coelho “Cultura Castreja no Noroeste de Portugal” 2ª Edição, Revista e Actualizada, Câmara Municipal
18h00m – Encontro debate - Mosteiro de S. Pedro de Ferreira
Fazendo parte de um importante mosteiro medieval, o templo deverá ter sido começado ainda no século XII, por iniciativa do sobrinho de D. Afonso Henriques, Soeiro Viegas ou, mais provavelmente, por iniciativa directa dos Templários...
19h30m – Concerto pelo Coro Gregoriano – Mosteiro de Ferreira
20h30m – Jantar de Capão Casa Rosende (CRP)

13 de Outubro
Rota do Românico
09h30m - Mosteiro de S. Pedro de Cête – Paredes
A sua história é das mais complexas de monumentos românicos portugueses, começando por uma doação aos beneditinos por parte de dois mouros convertidos ao cristianismo, confirmada por documento de 882...
10h15m - Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa – Penafiel
Um primeiro Mosteiro foi fundado neste local, onde antes existira uma villa romana, por D. Troicosendo Galendiz em 956...
11h15m – Igreja de S. Mamede de Vila Verde – Felgueiras
11h30m – Almoço na Casa de Juste – Lousada (CRP)
CRP – Custos da Responsabilidade do Participante

Mais informação sobre a Citânia de Sanfins em:

Fig9, o Grupo Habitar
O Grupo Habitar (GH) foi criado, em 2001, por um grupo de técnicos com diversas formações e práticas profissionais – entre arquitectos, engenheiros, antropólogos, gestores, sociólogos e promotores –, todas ligadas, directa ou indirectamente à temática da habitação, do urbanismo e da qualidade de vida.
O GH é uma associação técnica e científica sem fins lucrativos, sediada actualmente no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que tem um fundamental carácter multidisciplinar, que visa a melhoria da qualidade da habitação e do espaço urbano que todos habitamos, através de variadas actividades, entre as quais a visita e a análise de conjuntos habitacionais e o estudo, a discussão e a divulgação dos principais problemas e dos aspectos qualitativos que caracterizam as nossas habitações, os nossos bairros e as nossas cidades. O Grupo Habitar (GH) aborda assim muitos aspectos da qualidade de vida, desde a integração paisagística e ambiental, à qualidade da arquitectura e da construção, desde os aspectos que enquadram as novas intervenções às urgentes matérias da reabilitação e regeneração urbana.
E o GH aborda estas matérias em encontros temáticos e em visitas, tentando estabelecer pontes efectivas com saberes que também muito têm a dizer sobre a qualidade do habitar, mas que muitas vezes têm sido dela afastados, como foi, por exemplo, o caso da Medicina, num dos últimos encontros do GH, e é, agora, aqui em Paços de Ferreira, o caso da História.
No cumprimento destas intenções é com grande entusiasmo que, o Grupo Habitar realiza o próximo encontro, “O habitar e a história: entre o habitar de hoje e as primeiras soluções de habitar”, nos próximos dias 12 e 13 de Outubro, em Paços de Ferreira, com o precioso enquadramento dos associados Paulo Bettencourt, Bruno Marques e Maria João Pimentel, com a imprescindível cooperação dos professores e técnicos que asseguram um programa único e aliciante, e, finalmente, com o fundamental apoio da respectiva Câmara Municipal e do seu Presidente Dr. Pedro Pinto, aos qual a Direcção do GH, desde já, expressa publicamente os seus sinceros agradecimentos.
António Baptista Coelho, Defensor de Castro, José Clemente Ricon, Dora Lampreia, António Reis Cabrita, Jorge Quintela e Teresa Machado Silveira

Anexo: Informações úteis sobre alojamento (Paços de Ferreira)
Nossa Pensão
Rua 1º de Dezembro nº 437
4590 -505 Paços de Ferreira
Telf. 255 962 548
Fax 255 962 548
E-Mail: Geral@anossapensão.com
Hotel Rural Quinta do Pinheiro – Eco Resort
Rua do Miraldo – Lugar de Figueiró
4590 Freamunde
Telf. 255 870097
Fax 255 878524
Site: www.quinta-do-pinheiro-ecoresort.com
Hotel Rural Quinta da Vista Alegre
4590 – 408 Freamunde
Telf. 255 880 150
Fax 255 880 159
Site: www.quintavistalegre.com
Casa de Rosende
R. de Rosende
4590 Raimonda
Telf: 255 879 082 / 22 60 91 844
e-mail: rcv@fe.up.pt
Texto geral organizado a 26 de Setembro de 2007, Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, por António Baptista Coelho
Editado a 27 de Setembro de 2007 por José Baptista Coelho