segunda-feira, novembro 13, 2017

Casas de banho domésticas - Infohabitar 618

Infohabitar, Ano XIII, n.º 618

Casas de banho domésticas – 2 artigos sobre o tema e um novo texto

por António Baptista Coelho

No início de setembro de 2017 a Infohabitar retomou as suas edições regulares, através da edição de um novo artigo em cada semana, logo à segunda-feira, aproveitando-se para, mais uma vez, enviar um amigável desafio aos leitores no sentido de poderem enviar para o editor (mail referido no final do artigo) propostas de artigos para edição (a enviar para abc@lnec.pt).
Considerando que, durante um número muito significativo de semanas a Infohabitar editou artigos integrados no âmbito da série designada “Habitar e Viver Melhor”, lembrámo-nos de proporcionar uma desenvolvida e comentada revisão desta matéria, antes de prosseguirmos na edição desta série; uma revisão que inclui, sublinha-se, sistematicamente, novos textos de síntese de comentário sobre cada uma das matérias específicas tratadas em cada edição.

Neste sentido e neste artigo apresentam-se, em seguida, os títulos interactivos dos artigos da série “Habitar e Viver Melhor”, que abordam as temáticas do interior da habitação e, designadamente, de uma adequada inovação nos espaços de arrumação e instalação de máquinas domésticas, aproveitando-se para acrescentar, no final do artigo, uma nova nota de reflexão sobres estas matérias; e salienta-se que todos os artigos qui editados, desde início de Setembro de 2017, integram, logo a seguir à listagem interactiva dos artigos, novos textos de reflexão sobre a envolvente habitacional, as novas tipologias residenciais, a estrututação dos respectivos edifícios e a organização e estruturação habitacional.

Em próximos artigos iremos continuar a disponibilizar reflexões sobre os diversos tipos de espaços habitacionais e domésticos, mais comuns, ou mais privados e personalizados, que integram e caracterizam cada fogo/habitação, através de compilações de artigos antes editados e agora complementados com novos textos e de artigos nunca editados.
Lembra-se que bastará ao leitor “clicar” no título do artigo que lhe interessa para o poder consultar.

Lembra-se, ainda, que por motivos totalmente alheios à Infohabitar, que muito lamentamos e que já apontámos, na Infohabitar, a maior parte dos artigos desta série editorial não conta, neste momento, com as respectivas ilustrações; estando, no entanto, disponíveis todos os seus textos, que se caracterizam por expressiva autonomia relativamente às referidas imagens; em tempo procuraremos ir repondo as referidas ilustrações, agora através de uma ferramenta integrada no próprio processo editorial do nosso blog/revista.

Finalmente regista-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, sedeado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.

São os seguintes os dois (2) artigos disponibilizados sobre o tema ““casas de banho domésticas” (basta clicar sobre cada um para aceder ao respectivo texto):


Sobre as temáticas associadas e associáveis à matéria geral do interior da habitação e, designadamente, sobre a matéria específica associada às “casas de banho domésticas” importa, desde logo, salientar que estamos a visar e a pensar sobre espaços domésticos e não sobre “instalações sanitárias” disponibilizadas num qualquer equipamento colectivo – e mesmo aqui será de reconsiderar uma abordagem excessivamente funcionalista do assunto, isto se o objectivo for a (re)dinamização de um uso intenso e frequente do mesmo equipamento (ex., um dado espaço público equipado).

Esta é uma questão básica quando se abordam as, julga-se mal designadas, “instalações sanitárias” domésticas, uma designação que remete directamente para o conteúdo funcional de lavatórios, sanitas e duches – pois, no limite, e em termos funcionais, mesmo a banheira pode ser considerada funcionalmente supérflua; uma questão básica pois tratamos de espaços que têm de estar bem integrados e que têm de valorizar e participar na capacidade de atracção e de apropriação que deve caracterizar cada habitação e, ainda, porque tratamos de espaços com expressiva e longínqua carga cultural associada, é certo, à higiene pessoal, mas também aos cuidados de beleza e, evidentemente, à própria história do “banho”, que é fundamental numa renovada humanização das nossas habitações e que associa, quer aspectos de saúde específicos (ausentes no duche), quer aspectos de lazer e de agradabilidade pelo menos tão importantes como os de higiene pessoal e de saúde.

Um outro aspecto interessante e que determina a importância que importa atribuir às casas de banho domésticas é o seu potencial para um arranjo específico e agradavelmente contrastante com os dos restantes espaços da habitação, uma condição que depende, no entanto, da atribuição às casas de banho de espaços e posicionamentos adequados e condignos, designadamente, no que se refere à existência de janelas exteriores, disponibilizando abundante luz natural e ventilação e proporcionando o destacar dos arranjos desenvolvidos e especificamente a boa integração de plantas e outros elementos naturais.


Esta última matéria liga-se, assim, à consideração dos espaços de casa de banho domésticos com um efectivo sentido de importância e representatividade, um sentido bem distinto daquela ideia, tantas vezes aplicada, da integração de tais espaços quase em espaços domésticos sobrantes/residuais e caracterizados por dimensões quase mínimas ou mesmo mínimas – habitualmente marcadas pela dimensão maior de uma banheira média ou pequena.

E assim se chega à questão dimensional que é crucial na concepção das casas de banho domésticas, actualmente marcadas pelas exigências dimensionais para a manobra de utentes em cadeiras de rodas, mas que deveriam, igualmente, considerar a integração de uma bancada de lavatório espacialmente folgada e atraente, assim como de algum mobiliário de apoio e representativo, de uma zona de banhos adequadamente dimensionada e bem colocada e de uma zona de sanita que, sendo possível, poderá ser estrategicamente destacada da referida zona de banhos.

Quanto à pormenorização das casas de banho domésticas refere-se, apenas, que já é tempo de, aproveitando-se tantos novos e excelentes materiais, visar a harmonização entre as questões de boa durabilidade e manutenção, a presença frequente de humidade e água em estado líquido e um ambiente caracterizadamente agradável, acolhedor e atraente. Ainda nesta matérias será sempre importante, sendo possível, ter em conta os traçados de canalizações, através de adequados registos e/ou de soluções de integração específicas que possam depois facilitar eventuais acções de intervenção.

Naturalmente que tais exigências de domesticidade e atractividade das casas de banho se poderão centrar estrategicamente na principal casa de banho da habitação, sendo possível realizar soluções muito variadas e alternativas nos casos em que existam casas de banho privativas de quartos e podendo avançar-se para uma “super-caracterização” doméstica dos pequenos lavabos, quando estes existam, desenvolvendo-os em grande ligação com os espaços mais sociais da habitação.

Importa, finalmente, referir a importância de uma adequada capacidade das casas de banho domésticas para integrarem mobiliário complementar e/ou mesmo alguma maquinaria doméstica associada, designadamente, ao tratamento de roupas, situação esta última que, sendo possível, poderá proporcionar uma estratégica libertação da zona de cozinha relativamente a estas funções.

A título complementar importa, ainda, referir a grande importância que tem a possibilidade de capacidade de evolução nos vários equipamentos da casa de banho doméstica, seja no sentido de se proporcionarem apropriações episódicas específicas, seja com o importante objectivo de se proporcionar a gradual adequação das casas de banho aos respectivos utentes que envelheçam na mesma habitação; uma condição muito importante para se proporcionar esta adequação no tempo, visto que a adequação para habitantes idosos se deve desenvolver em boa parte em ligação com os espaços e equipamentos das casas de banho e com as suas condições de segurança no uso normal.

e a estas matérias relativas às “casas de banho domésticas”, voltaremos (mas nos artigos acima disponibilizados encontrarão, desde já, um conjunto interessante de reflexões).


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIII, n.º 618
Casas de banho domésticas: 2 artigos sobre o tema e um novo texto
Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC; Infohabitar, Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

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