quarta-feira, março 04, 2026

O que se julga essencial para uma ampla intergeracionalidade residencial (I) – infohabitar # 967

 O que se julga essencial para uma ampla intergeracionalidade residencial (I) – infohabitar # 967

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 967

Edição: quarta-feira 4 de Março de 2026 

 

Fig. 01: uma simulação “experimental” de uma microvizinhança  intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

 

Editorial

Caros amigos e leitores da Infohabitar, 

Continuamos a desenvolver a divulgação de aspetos razoavelmente conclusivos do estudo ligado ao PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, agora referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.

Lembrando que nesta fase final do estudo estamos a alternar entre artigos dos dois seguintes tipos :

(i) uma reflexão sistemática sobre um muito amplo leque de casos de referência, escolhidos porque podendo conter aspetos significativos a considerar no PHAI3C; reflexão esta que foi assegurada no último artigo infohabitar (#966) e que será brevemente retomada;

e (ii) uma identificação de aspetos considerados adequados na conceção de conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis, participados e naturalmente conviviais; reflexão esta assegurada no presente artigo.

Esta semana temos, então, um artigo onde se apontam matérias específicas da conceção deste tipo de soluções e na sua primeira parte, que se segue, poderão ter a noção da estrutura prevista para o estudo no âmbito dos aspetos mais concretos e propositivos.

Boas leituras e naturalmente seria muito bom poder ter contribuições vossas nesta matéria intergeracional, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação e eventualmente na sequência da leitura dos artigos agora em publicação e que tratam de aspetos bem urgentes e críticos em Portugal.

 

Saudações calorosas,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Lisboa e Azambuja, em 4 de março de 2026

 

Fig. 02: uma simulação “experimental” de uma microvizinhança  intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

O que se julga essencial para uma ampla intergeracionalidade residencial (I) – infohabitar # 967

 

1. Apresentação da estrutura da fase final e mais propositiva do estudo sobre uma renovada forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada (PHAI3C)

Tal como temos apontado, esta série final de artigos sobre o PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, que nos acompanhará, aqui na Infohabitar, semanalmente,  ao longo de parte de 2026 integra, alternadamente, com a divulgação de casos de referência (realizada no último artigo), o apontamento de aspetos mais conclusivos e práticos sobre o desenvolvimento de soluções de habitar adaptáveis, intergeracionais, equipadas e participadas.

A sequência do referido apontamento de aspetos mais conclusivos e práticos foi iniciada com a abordagem de aspetos mais pormenorizados (e naturalmente a estes poderemos um dia voltar numa outra edição do tema) e iremos aumentando “de escala” o nosso enfoque, e abordando, portanto, de forma razoavelmente sistemática, designadamente, os seguintes subtemas:

- (Perfis de projeto de uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada – já editado, n.º 955)

- (Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais – já editado, n.º 965)

- os diversos espaços privados dos fogos;

- as diversas tipologias de fogos;

- a relação entre os fogos e os restantes elementos do conjunto edificado;

- os espaços comuns essencialmente de circulação;

- os espaços comuns multifuncionais e diversificados;

- a relação entre os principais espaços comuns de circulação e acesso: os fogos; e os espaços comuns multifincionais;

- a relação entre os espaços interiores e exteriores;

- a relação destas intervenções com as suas envolventes.

Considerando os dois artigos realizados sobre: aspetos globais de promoção de soluções deste tipo - Perfis de projeto de uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada – infohabitar # 955 – e sobre os aspetos de pormenor já referidos - Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais (I) – infohabitar # 965 – prevemos, assim o “n.º redondo” de 10 artigos sobre apoio à conceção deste tipo de soluções.

Mas como toda a regra tem exceção, iremos intercalar nesta sequência de abordagens, pontualmente, artigos breves e talvez mais genéricos ou até, quem sabe, mais concretos sobre uma determinada subárea temática que se julgue interessante e oportuna, o que acontece no presente artigo e poderá acontecer, por exemplo, com artigos que nos sejam enviados com idêntico objetivo opinativo e /ou de discussão.

E passamos então a uma reflexão bastante livre sobre que julga essencial para uma ampla intergeracionalidade residencial, tema que também podemos designar como uma primeira reflexão sobre  o “partido” arquitectónico global e tematicamente específico que importará aprofundar e aplicar em soluções concretas que apliquem uma  renovada forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada, tal como temos vindo aqui a defender no âmbito do PHAI3C.

 

Fig. 03: uma simulação “experimental” de uma habitação intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA


2. Sobre o vital perfil de Habitação de Interesse Social, ou “para o maior número”, que tem de marcar as intervenções do PHAI3C

O desenvolvimento de novos conjuntos residenciais bem marcados  por aspetos de adaptabilidade, intergeracionalidade, multifuncionalidade e apoio por variados equipamentos, participação e convivialidade natural, só nos interessa, aqui, realmente, se tais conjuntos forem possíveis e bem sustentáveis no âmbito de um perfil de habitação de interesse social – ou com custos e qualidade controlado, pois, só assim, poderão dirigir-se para a enorme fatia populacional de pessoas mais idosas atualmente e no próximo futuro bem carentes deste tipo de soluções, proporcionando-lhes respostas residenciais e vivenciais bem adequadas e, indiretamente, influenciando a natural rotação de fogos com tipologias mais elevadas, onde atualmente eles habitam; e sempre, evidentemente, no defendido quadro intergeracional, multifuncional e convivial.

Isto evidentemente não invalida que outros perfis de iniciativas, privadas e cooperativas, possam e devam avançar em soluções deste tipo, mas eventualmente com níveis de espaciosidade e/ou equipamentos e/ou acabamentos e/ou localizações mais dispendiosos; claro que não e aliás há muitos casos de referência deste tipo.

Mas o que tivemos em mente desde que iniciámos o estudo do PHAI3C e nunca será de mais repetir, é que o nosso objetivo é ajudar a “configurar” soluções residenciais económicas que possam servir grupos diversificados de pessoas mais e menos idosas, mais e menos isoladas, mais e menos dependentes, proporcionando-lhes uma oferta integrada de habitação que lhes seja muito adequada e com alguns serviços de apoio e com uma renovada perspectiva participativa e convivial tão ausente na nossa atual sociedade.

E evidentemente que para cumprirmos um tal objetivo temos de nos “conter” muito em variados aspetos de espaciosidade privada e comum e temos de ter em conta muitos outros aspetos, que provavelmente são um pouco mais complexos e exigentes do que aqueles que já caraterizam a nada simples promoção de habitação de interesse social corrente; aspetos estes aos quais dedicamos, em seguida, atenção específica.

 

Fig. 04: uma simulação “experimental” de um espaço comum intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA


3. Reflexões gerais sobre os aspetos essencialmente arquitectónicos que parecem dever caraterizar um conjunto residencial adaptável, intergeracional, equipado, participado e naturalmente convivial

Sobre alguns aspetos fundamentais em termos essencialmente arquitectónicos e qualitativos que são muito desejáveis em intervenções do PHAI3C

Voltando a referir que este é um artigo de “reflexão muito livre” e de apontamento de ideias talvez fundamentais, registam-se, em seguida, alguns aspetos julgados essenciais para a viabilidade deste tipo de soluções.

(i) Um destes aspetos é a localização e adequada integração urbana das intervenções do PHAI3C,

que tem de ser sempre razoavelmente central e/ou, no mínimo, muito bem servida por diversas estruturas de acessibilidade com destaque para os transportes coletivos, mas também para redes de pedonalidade muito facilitada e de acessibilidade estratégica e agradável a, pelo menos, um mínimo de animação urbana.

Sabemos que os bons terrenos bem acessíveis em termos de acessibilidade são extremamente caros, mas (i) fazer um núcleo intergeracional “isolado” não faz qualquer sentido, pois será mais um daqueles  “lares” que bem conhecemos, portanto nem valerá a pena iniciar um processo com tais características; e (ii) o apoio público poderá aqui ser fulcral na disponibilização de adequadas localizações; e (iii) como tais bolsas de terrenos têm fim é mais do que a altura para avançar na (re)densificação estratégica de zonas expectantes, “esquecidas” ou com usos que se revelaram inadequados, e muitas existem e poderão ser mobilizadas para objetivos socioresidenciais como os que caraterizam estas soluções, proporcionando, suplementarmente, a possibilidade de mudar de habitação, entre uma maior e outra menor mas bem apoiada, mas na mesma vizinhança ou no mesmo bairro, o que é algo muito valioso e também determinante do êxito destas intervenções. E atente-se que uma tal mobilização será, julga-se, totalmente compatível com intervenções de “habitação de interesse social” e ainda mais quando associadas a pequenos equipamentos em falta nessas localizações.

(ii) Um outro destes aspetos é a dignidade e atratividade “visual” das intervenções do PHAI3C,

e aqui começa a entrar em força a questão da respetiva qualidade arquitectónica, neste caso muito direcionada para um excelente tratamento visual da envolvente dos edifícios e espaços exteriores associados a estas soluções.

E não tenhamos dúvidas que elas têm de atrair e fortemente os seus potenciais habitantes, seduzir os habitantes preexistentes nas respetivas envolventes e dar vontade de “ali habitar” a qualquer um de nós; e têm de assim se caraterizarem e ao mesmo tempo serem realizadas com grande economia de meios iniciais e de manutenção posterior.

A resposta passará, muito provavelmente, pela judiciosa escolha dos respetivos projetistas e por um vital e adequado diálogo com os mesmos; sendo aqui essencial tanto a qualidade intrínseca dos projetistas em termos de conceção de arquitetura, como a sua qualidade específica em termos de diálogo “com”; e por aqui ficamos pois tal diálogo terá de ser feito com quem o possa assegurar com toda a qualidade e naturalmente enquadrado por elementos de conceção oportunamente divulgados.

(iii) Outro destes aspetos, talvez mais difícil e sensível, refere-se aos modos como cada uma destas intervenções do PHAI3C dialoga com o seu meio urbano de vizinhança próxima,

é também matéria e bem “profunda” da essencial qualidade arquitectónica destas intervenções, fazendo-se algo que fará a respetiva vizinhança de proximidade ficar claramente melhor do que quando aí não existia o novo conjunto edificado e de espaços exteriores (do PHAI3C), mas de uma forma marcada pela sobriedade e naturalidade de integração e que sirva tanto a residencialidade digna e agradavelmente “anónima” (atente-se às aspas) dos respetivos habitantes, como sirva e bem a “publicidade” dos equipamentos de uso público aí eventualmente sediados (ex, um “café”, um pequeno centro de saúde, um ginásio, etc.); e fazendo-o sem fazer sobrepor qualquer uma destas vertentes à outra.

De certa forma cada uma desta intervenções residenciais intergeracionais tem de estar marcada por um forte equilíbrio entre um agradável e funcional anonimato urbano, que lhe permita “existir” sem se fazer notada, e aspetos de dignidade global e de atratividade, capazes de mobilizar pessoas que deixaram muitas vezes a sua habitação familiar; um equilíbrio que se pode definir talvez como uma natural, mas positiva, “urbanidade”.

(iv) Um outro aspeto que, de certa forma, se liga com o, já referido, da dignidade e atratividade “visual” das intervenções do PHAI3C, é a ausência de todo e qualquer possível “estigma” ligado a equipamentos coletivos,

tal como se acabou de referir é matéria próxima da referida aos aspetos de “dignidade e atratividade” da solução, mas é, por outro lado matéria distinta – pois é evidente que a dignidade e atratividade também é essencial na visualidade dos equipamentos coletivos – e é matéria essencial em toda esta iniciativa, porque uma intervenção no âmbito do PHAI3C é “habitação”, claramente habitação e não deve ter quaisquer resquícios e/ou perfis ainda que parciais de “equipamento coletivo”; caso contrário a respetiva viabilidade ficará totalmente comprometida, pois a intergeracionalidade dificilmente acontecerá, assim como a respetiva multifuncionalidade.

(v) Outro aspeto que se liga com matérias já apontadas como é o caso da integração local e da dignidade e atratividade da intervenção, mas que tem de ter tratamento próprio é a questão da sua identidade e do seu potencial de apropriação,

numa situação totalmente oposta teríamos novas intervenções residenciais que exterior e interiormente fossem marcadas pelo anonimato e pela frieza dos sentimentos produzidos nos seus habitantes e visitantes; um exercício de reflexão que evidencia a importância vital e a particularidade das preocupações que têm de ser dirigidas para a identidade de cada novo conjunto residencial intergeracional, na sua globalidade, e, dentro deles, para a caraterização de cada um dos seus fogos e de cada um dos seus subespaços comuns; a importância destes aspetos fala por si designadamente quando os potenciais habitantes se irão mudar de habitações onde, frequentemente, passaram boa parte da sua vida e que estão plenas de aspetos de identidade e de apropriação.

Mas a vertente da apropriação também pode e deve ser expressivamente trabalhada e desenvolvida no projeto de arquitectura, seja em aspetos com presença “exterior” a cada fogo (ex., uma simples floreira, uma designação, uma cor, etc.), seja nos fundamentais aspetos de capacidade para se mobilar e decorar “intensamente” cada fogo e cada um dos subespaços comuns desenvolvidos.

(vi) Outro aspeto que será, talvez, excessivo considerar pois integra qualquer bom projeto de Arquitectura é a necessidade de uma sua extensa, cuidadosa e multifuncional pormenorização,

como se acabou de referir esta exigência é um dado adquirido em qualquer bom projeto de Arquitectura, mas quando estamos a lidar com um potencial de enorme diversidade de grupos socioculturais de habitantes, cada um deles frequentemente com uma longa história habitacional, é de grande importância que o seu potencial novo espaço de fogo seja extremamente amigável seja ao seu modo de habitar, seja a exigências pessoais e familiares específicas, até etariamente diversificadas, seja ao suporte de uma apropriação também muito específica; sendo que esta capacidade deve poder suprir eventuais reduções de tipologia de fogo e mesmo de espaço “bruto” de fogo relativamente às suas anteriores condições habitacionais privadas.

Mas também ao nível dos espaços comuns das novas intervenções residenciais intergeracionais é fundamental este desenvolvimento de um muito qualificado e detalhado projeto de “Arquitectura de interiores”, por idênticas razões, mas também porque os espaços assim tratados devem agradar a um leque muito diversificado de habitantes.

(vii) Um outro aspeto de enorme importância e que de certa forma marca a natureza das soluções visadas no PHAI3C é a singela e sensível relação de equilíbrios espaciais entre espaços privados e de uso comum,

esta é uma matéria que irá marcar uma parte significativa do desenvolvimento dos próximos artigos, mas temos desde já de salientar que, visando o referido e essencial carácter de habitação de interesse social, todo e qualquer m2 que se aplique nos espaços de uso comum e nos espaços de apoio a serviços comuns é m2 “retirado” aos fogos que integram a respetiva intervenção, e é com esta realidade que temos de projetar.

Ainda que se considere que as áreas aplicáveis devam ter uma afinação razoável para estes casos e que devem existir aspetos revistos na legislação aplicável (ex., contabilização de espaços para pequenas varandas); terá de haver uma judiciosa repartição de áreas privadas (tendencialmente contidas e tipologicamente reduzidas) e uma apuradíssima conceção de um conjunto de espaços comuns multifuncionais e tudo isto realizado com tecnologias tão duráveis como económicas.

Complementarmente poderão existir “parcerias” com equipamentos de uso público potencialmente rentáveis (ex., café, ginásio, etc) e com equipamentos de apoio a saúde e bem-estar que sejam financiados independentemente, mas que acabem por servir os novos habitantes não sendo necessário fazer uma previsão específica.

Toda esta reflexão sobre aspetos mais de “espaciosidade bruta” ligados às questões de privacidade, essencialmente nos fogos, e de potencial convivialidade natural, essencialmente nos espaços comuns de uma dada iniciativa residencial intergeracional não podem reduzir a importância “magna” que estes aspetos têm na respetiva configuração e caraterização arquitectónica global, parcial e pormenorizada desses espaços.

Uma “coisa” é o espaço “ilíquido” disponível nos espaços de pormenor dos fogos, nos fogos por inteiro, nos espaços comuns por inteiro e nos espaços comuns pormenorizados, outra “coisa” é a qualidade real e arquitectónica de todos estes espaços e, de certa forma, os respetivos espaços “líquidos”, mais valiosos, mais usáveis, mais "ricos”, mais relacionados, mais agradáveis, mais apropriáveis, e mais marcantes em termos de carácter, e tudo isto em termos de arquitectura “global” e de “arquitectura de interiores”; e em tudo isto é fundamental o “jogo” equilibrado entre: privacidade real nos espaços do fogo, potencial de convívio nos espaços do fogo; convívio natural nos espaços comuns, e potencial de relativa privacidade nestes espaços comuns.

(viii) Um outro aspeto importante é o perfil de naturalização da intervenção no âmbito do PHAI3C,

este aspeto, ligado à integração de elementos da natureza na intervenção e/ou à sua integração natural é matéria que apenas aparentemente tem menor importância, pois está cada vez mais provada a multiplicidade de aspetos positivos dos elementos naturais integrados ou muito próximos da habitação, bem como o relevo especial que eles têm em pessoas com variados condicionamentos.

(ix) Ainda um outro aspeto que está ligado a várias matérias já aqui abordadas mas com relevo próprio é a questão da adaptação dos espaços das intervenções do PHAI3C a pessoas com variados condicionamentos,

um aspeto muito importante e que se resume da seguinte forma: os espaços não podem ter qualquer tipo de possível estigma visual ligado a instalações para condicionados na mobilidade, mas devem ser evidentemente totalmente adequados a estas pessoas; os espaços privados devem estar bem projetados nesse sentido e integrarem previsões para uma posterior instalação de equipamentos mais específicos; e os espaços comuns e de uso público devem estar também projetados nesse sentido e os eventuais equipamentos específicos de apoio a saúde e bem-estar devem ter o seu funcionamento totalmente autonomizado do uso dos espaços comuns multifuncionais e de convívio.

(x) Numa outra dimensão de objetivos que tem, também, a ver com aspetos VITAIS de sustentabilidade global de cada intervenção temos a questão das dimensões mínima e máxima mais aconselháveis para uma solução intergeracional,

julgo que teremos de voltar a esta questão de forma muito específica e não tenho, neste momento, contribuições significativas a registar, no entanto e desde já fazem-se algumas anotações: a dimensão de cada intervenção decorre em boa parte das condições de cada sítio de intervenção, tendo-se em conta que, no limite, poderemos repartir uma intervenção em várias sub-intervenções se tal for considerado mais adequado a uma solução com grande dimensão social; a desejável integração de conjuntos residenciais intergeracionais em locais de preenchimento urbano levará a uma sua dimensão tendencialmente reduzida, assim como uma preferência genérica por edifícios pouco altos (com mais escala humana e mais ligados ao espaço exterior), a preferência por galerias ou corredores ou de distribuição pouco extensos (para maior identidade de cada fogo) e a previsão de espaços comuns com dimensões equilibradas para a sua capacidade máxima potencial.

No entanto há que sopesar estes aspetos que favorecem a menor intervenção das intervenções com a sua maior eficácia em termos de número de fogos/habitantes e potenciais serviços comuns, tendo em conta especialmente as exigências funcionais facilmente calculáveis em termos de pessoas empregadas e respetivos tipos de horário no apoio a serviços domésticos e no apoio a serviços de saúde e bem-estar; sendo que quaisquer destes serviços poderão ser sediados na respetiva intervenção mas terem um raio de ação ampliado à respetiva vizinhança e mesmo ao respetivo bairro.

Um outro aspeto importante a ter em conta no dimensionamento da intervenção é a sua racionalidade construtiva em termos de altura e disponibilização de ascensores.

Naturalmente que o PDM respetivo será um aspeto essencial a ter em conta, mas não pode nunca ser tomado de forma isolada, pois este caminho pode tornar inviável a intervenção.

A questão da gestão local é também essencial e é considerada, em seguida, de forma autonomizada.

(xi) Numa outra dimensão de objetivos que tem, também, a ver com aspetos VITAIS de sustentabilidade e vitalidade global de cada intervenção temos a questão da sua gestão global

e por gestão global considera-se o processo maximizado de proposta, projeto, construção e gestão posterior de cada intervenção residencial intergeracional, uma matéria que muito tem a ver com o desejável cariz cooperativista da mesma, pois desta forma usamos o conhecimento adquirido nos processos de participação de futuros moradores na pré-ocupação residencial, que marca a longa tradição de muitas grandes cooperativas de habitação económica portuguesas (ligadas à FENACHE), e que muito nos terão a informar sobre as melhores dimensões de grupos de futuros moradores para que estes sejam bem dinâmicos e razoavelmente bem geríveis, bem como os próprios processos específicos onde se conjugam aspetos essencialmente informativos com outros participativos e numa dinâmica totalmente harmonizada com um adequado processo de obra e depois de vivência comum dos respetivos espaços.

Este é talvez o aspeto que mais “foge” ao perfil de qualidade arquitectónica residencial presente em todas as matérias apontadas, mas também tem pormenores subtis de relacionamento seja na dinâmica da escolha de tipologias de fogos e de espaços comuns, seja na preparação e no apoio ao funcionamento da intervenção na sua pós-ocupação.

 

Para já por aqui ficamos neste elencar dos aspetos fundamentais em termos essencialmente arquitectónicos e qualitativos que são muito desejáveis em intervenções do PHAI3C, mas em futuros artigos com esta índole poderemos vir a anexar outros aspetos e/ou rever e complementar os acima registados (daí a designação “I” que integra o título do presente artigo).

 

Fig. 05: uma simulação “experimental” de um fogo intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA


4. Brevíssimas notas de reflexão intercalar sobre o “partido” arquitectónico das soluções ligadas ao  PHAI3C

As soluções residenciais que apliquem uma renovada forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada podem e devem assegurar um conjunto de aspetos muito diversificados e sensíveis que procurámos abordar acima, neste artigo, de uma forma razoavelmente genérica no sentido de poder dar relevo adequado às matérias de conceção que consideramos vitais nesta problemática.

Não de forma casual definimos, alternativamente, tais preocupações e objetivos num novelo de cuidados que designámos como o mais adequado “partido” arquitectónico para este tipo de soluções residenciais intergeracionais aplicadas potencial e desejavelmente a um número maximizado de situações urbanas e de necessidades residenciais seja de pessoas mais idosas seja do muito grande número de cidadãos que desejariam viver em condições deste tipo: urbanas relativamente “centrais”, habitações bem concebidas mas espacialmente racionalizadas, múltiplos serviços de apoio doméstico potenciais e um pequeno “mundo” de espaços comuns naturalmente conviviais e multifuncionais.

E, naturalmente, e em primeiro lugar em condições de acessibilidade financeira e social amplamente facilitadas, integradas portanto no âmbito da promoção de habitação de interesse social com apoios do Estado e dos Municípios, e consequentemente com as respetivas limitações e aspetos de gestão própria que garantam que tais fogos não integrem o mercado especulativo.

Depois desta síntese de objetivos, que parece tornar-se cada vez mais clara à medida que nos aproximamos da conclusão deste estudo, queremos aqui, apenas, sublinhar que o conjunto de aspetos acima sintetizados no ítem “3” deste artigo (“Reflexões gerais sobre os aspetos essencialmente arquitectónicos que parecem dever caraterizar um conjunto residencial adaptável, intergeracional, equipado, participado e naturalmente convivial”) são evidentemente matérias fundamentais numa boa conceção arquitectónica, e podemos mesmo salientar que o adequado desenvolvimento dos mesmos se liga a uma apurada “subtileza” da respetiva inter-integração dos referios aspetos e sua profunda e “natural” conjugação com as variadas caraterísticas que são BEM ESPECÍFICAS de cada localização e de cada programa específico; sendo que uma tal exigência corresponde/implica uma elevada qualidade arquitectónica residencial, qualidade esta que tem de ser previamente enquadrada (ex., escolha adequada dos projetistas), prolongada por um essencial e construtivo diálogo com os projetistas (que têm de o assegurar previamente) e finalmente averiguada em termos dos objetivos alcançados e daqueles que deverão merecer cuidados específicos em posteriores realizações deste tipo; temos ideias sobre como desenvolver este processo mas elas ficarão para outro artigo.

 

Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base teórico-prática, anterior à atual análise e proposta de casos e aspetos específicos

 

Listagem linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar, com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.

.  Infohabitar, Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo habitar intergeracional: alguns comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).

.  Infohabitar, Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade, utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) - Infohabitar 714 (4 pp.).

Infohabitar, Ano XVI, n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4 figg.).

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas - versão de trabalho e base bibliográfica # 805 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16, 2022. (21 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional - versão de trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 23, 2022. (57 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de trabalho e base bibliográfica # 807 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 09, 2022e  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 808 –  Qualidade na habitação para idosos e intergeracional “II” - versão de trabalho e base bibliográfica # 808 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 16, 2022. (61 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 810. Lisboa, quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 –  Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 811. Lisboa, quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 815.  Lisboa, quarta-feira, maio 11, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816 –  Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 816. Lisboa, quarta-feira, maio 18, 2022. (26 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade e conforto residencial no envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e convívio em ambientes residenciais adequados para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 819 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 15, 2022. (11  p.)

.   Infohabitar, Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade e terceira idade - versão de trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 22, 2022. (17  p.)     Infohabitar, Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 817 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na habitação para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 821 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15  p.)    

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 822 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico I – versão de trabalho e base bibliográfica # 822 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 823 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico II – versão de trabalho e base bibliográfica # 823 infohabitar .  Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.        (25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e solidão ou convívio no habitar I – versão de trabalho e base bibliográfica # 825 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 826 – Velhice e solidão ou convívio no habitar II – versão de trabalho e base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 10, 2022. (36  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o habitar, a velhice e as demências – versão de trabalho e base bibliográfica  # 833 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022. (26 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas sobre o habitar no final de vida – versão de trabalho e base bibliográfica # 834 Infohabitar.  Lisboa, quarta-feira, outubro 12, 2022. (12  p.) 

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 836 – Idosos: desafio crítico e oportunidade I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 836Lisboa, quarta-feira, outubro 26, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837 –  Idosos: desafio crítico e oportunidade II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 837Lisboa, quarta-feira, novembro 02, 2022. (22  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 838 – Considerações sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09, 2022. (16  p.) 

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os seus espaços residenciais I – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 839, Lisboa, quarta-feira, novembro 16, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os seus espaços residenciais II – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os seus espaços residenciais III – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 841,  Lisboa, quarta-feira, novembro 30, 2022. (31  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em três partes e em três  artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do habitar quando formos idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 845 , Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2023, (14 p.); Artigo XXIV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 847 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental  (I) – Infohabitar # 847, Lisboa, quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 848 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental (II) – Infohabitar # 848, Lisboa, quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 849 – Idosos e espaço urbano – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023 (19 p.); Artigo XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 851 – Idosos e espaços urbanos de vizinhança – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9 p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 852 – Importância da adaptabilidade na habitação para idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13 p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 853 – “Habitação Senior ?” – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 853, Lisboa, quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 854 – Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29 p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o futuro de uma habitação bem integrada e participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 855, Lisboa, quarta-feira, 19 de abril de 2023 (23 p.); Artigo XXXII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 857 – Habitação, integração etária e intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas, coohousing e habitação colaborativa ou participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 858, Lisboa, quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 859 – Fazer da habitação para idosos uma escolha apetecível – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de 2023 (17 p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação muito adequada para pessoas idosas – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13 p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as pessoas idosas – versão de trabalho e base documental # 868 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26 p.); Artigo XXXVI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente dirigidas – versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo XXXVII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um amplo leque de soluções – versão de trabalho e base documental # 870 Infohabitar Lisboa, quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial intergeracional – versão de trabalho e base documental # 871 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo XXXIX da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação intergeracional – versão de trabalho e base documental # 872 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 16 de agosto de 2023 (23 p.); Artigo XL da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos para pessoas com demência – versão de trabalho e base bibliográfica # 874 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação – versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”;  http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

O que se julga essencial para uma ampla intergeracionalidade residencial (I) – infohabitar # 967

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 967

Edição: quarta-feira 4 de Março de 2026

: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

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