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quarta-feira, agosto 14, 2024

O 5.º CIHEL na sequência dos primeiros quatro congressos: temas e atividades e novidades do Congresso

Ligação direta a documento pdf com links para 888 artigos e 39 temas do Infohabitar :

https://drive.google.com/file/d/1zUJ1nEuWwaaA6KEXQ9XXdWMwFE3C8cJY/view?usp=sharing

 


Fig. 00: Cartaz do 5.º CIHEL

O 5.º CIHEL na sequência dos primeiros quatro congressos: temas e atividades – Infohabitar # 911

Making Housing in the Lusophone Space, 5th CIHEL Congress, Lisbon 2 to 4 October 24

Faire du Logement dans l’Éspace Lusophone, 5ème Congrès du CIHEL, Lisbonne 2 au 4 octobre, 24

Haciendo Vivienda en el Espacio Lusófono, 5º Congreso CIHEL, Lisboa 2 al 4 de octubre 24


NOVIDADES:

Inscrições abertas e ainda a preços reduzidos:

https://www.5cihel2024.org/pt/

Caros leitores, alguns habituais atrasos nesta fase final de revisão de comunicações ao 5CIHEL - APROVEITANDO -SE PARA SALIENTAR QUE NÃO HAVERÁ MAIS FASES DE REVISÃO, QUE SE CONSIDERAM FEITAS NESTA ENTREGA -, e alguns atrasos em respostas a dúvidas nas inscrições levarão MUITO PROVAVELMENTE à extensão do prazo das inscrições a preços reduzidos, a anunciar oportunamente no site do 5CIHEL.



Infohabitar, Ano XX, n.º 911

Edição: quarta-feira, 14 de agosto de 2024


Em Lisboa, entre 2 e 4 de outubro de 2024, de quarta a sexta-feira, no 5CIHEL vamos divulgar e discutir o tema: “Fazer Habitação” https://www.5cihel2024.org/pt/

O 5.º CIHEL na sequência dos primeiros quatro congressos: temas e atividades – Infohabitar # 911

António Baptista Coelho

Coordenador do CIHEL, Editor da Infohabitar

Salienta-se como uma das ideias fundadoras do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL -  a importância de se considerar que a qualidade e o bem-estar de quem "habita" (da habitação à cidade), não é servida por um qualquer alojamento mínimo, concretizado, por exemplo, num apartamento de um edifício sem qualidade arquitectónica e construtiva  e situado numa zona sem espaços públicos e afastada da vida urbana; isto porque o "bem habitar" uma "boa cidade”, depende de aspetos quantitativos e qualitativos, vive-se tanto no espaço doméstico, como na vizinhança, no espaço público, na cidade e no próprio território onde esta se insere, uma reflexão importante quando as carências habitacionais e urbanísticas continuam críticas no mundo lusófono.

Embora seja complexo conjugar as problemáticas de um habitar que no mundo da lusofonia tem inúmeras realidades específicas, já por quatro vezes, nos quatro congressos CIHEL já  realizados, entre 2010 e 2017, em Portugal e no Brasil, chegámos à conclusão que, muito mais do que possível, é extremamente útil e muito estimulante fazê-lo, quer porque a reflexão sobre o habitat humano que podemos realizar em português, a quinta língua mais falada no mundo, é extremamente rica e útil, quer porque as questões associadas à diferenciação das problemáticas e meios disponíveis, é real entre os diversos países da lusofonia, mas é real, também, dentro de cada um desses países, seja nos países com grande dimensão e diversidade regional, seja em países pequenos, mas caracterizados por zonas, problemas e meios locais muito distintos.

Vamos então aproveitar esta importante base linguística e cultural e divulgar, discutir e trocar experiências e casos de referência residenciais e urbanos, com destaque para a sempre urgente e sensível promoção de habitação de interesse social.

Sintetizando em alguns números os quatro congressos CIHEL já  realizados teremos, em 6 cidades lusófonas em Portugal e no Brasil: cerca de 1300 participantes; 476 comunicações; 40 conferências; numerosas visitas técnicas, exposições e sessões temáticas; cinco livros de atas; e a ação de um amplo e eficaz Secretariado do Congresso.

Ainda nesta perspectiva de caracterização dos quatro congressos CIHEL importa registar que eles foram sempre iniciados no âmbito do GHabitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional e que neles se debateram os seguintes quatro grandes temas: (i) Desenho e realização de bairros para populações com baixos rendimentos; (ii) Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento; (iii) Habitação: Urbanismo, Cultura e Ecologia dos Lugares; e (iv) A Cidade Habitada.

Passando agora à aproximação ao tema geral escolhido para este nosso novo 5.º CIHEL, importa lembrar os problemas críticos criados: por condições de habitabilidade do espaço doméstico bem abaixo de quaisquer níveis e condições razoáveis; por escolhas tipológicas habitacionais sem qualquer sentido e sem continuidade urbana; pela doentia repetição de projectos-tipo que não servem nem populações específicas nem locais específicos; pelo esquecimento do papel fundamental de um exterior residencial agradável; pela opção por soluções construtivas mal fundamentadas e sem qualidade; e pela ausência de cuidados sociais prévios e de gestão posterior.

Importa, também, lembrar o muito que aprendemos no desenvolvimento de habitação de interesse social ao longo de cerca de um século de promoção, marcada por bons e maus exemplos, e, mais recentemente, em Portugal, durante cerca de 30 anos de dinâmica habitacional municipal, cooperativa e privada que nos deixou um excelente e recente conjunto de casos de referência habitacional e urbana.

E se juntarmos a estas matérias a questão, atualmente urgente, do desenvolvimento de soluções dinamizadas de promoção, projeto e construção habitacional com qualidade e custos controlados, então estamos exatamente focados no tema do nosso novo 5.º CIHEL, que é: Fazer Habitação.


1.    Sobre o Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL


2. Sobre os quatro CIHEL havidos

Em seguida faz-se uma síntese dos conteúdos e eventos havidos e previstos no âmbito dos Congressos CIHEL – quatro havidos e um previsto para breve.


Fig. 01: logótipo do 1.º CIHEL , autoria: Alunos da ES Eduardo Gageiro e Isabel Romana

1.º CIHEL 2010 – ISCTE-IUL e GHabitar – setembro, Lisboa, Portugal: (tema geral) Qualidade do habitat residencial para populações com baixos rendimentos e mobilizando recursos modestos

https://cihel01.wordpress.com/

1.º CIHEL foi organizado pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), com apoio da FA-UL, do GHabitar e de outras entidades, em Lisboa (Portugal) em setembro de 2010, e visou a qualidade do habitat residencial para populações com baixos rendimentos e mobilizando recursos modestos. Um objectivo ligado que às pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, que lutam com problemas de isolamento e escassez de recursos, quer a todas as comunidades urbanas dos países em desenvolvimento; pois, afinal, as exigências de sustentabilidade ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de populações.

Estes desafios têm diversas vertentes disciplinares, científicas, sociais, políticas, económicas, mas todos eles visam a concretização de um habitar tão adequado aos cada vez mais variados modos de vida, como consistente na concretização de vizinhanças e bairros.

No âmbito do 1.º CIHEL foi criado o Secretariado Permanente do CIHEL para manter minimamente operacionais os objetivos do congresso entre-congressos e para apoiar na respetiva organização.

O 1.º CIHEL integrou uma interessante exposição sobre uma proposta habitacional para Angola e contou com cerca de 200 participantes, 5 conferências e 60 comunicações, mais um workshop de projeto, que antecedeu o Congresso.

Foi editado um Livro de Atas com CD anexo.

 

Fig. 02: capa das atas do 1.º CIHEL - Ed. Argumentum


2.º CIHEL 2013 – LNEC, FC-UNL e GHabitar – março, Lisboa, Portugal (tema geral) Habitação, cidade, território e desenvolvimento

Fig. 03: logótipo do 2.º CIHEL, autoria: Alunos da ES Eduardo Gageiro e Isabel Romana


2.º CIHEL foi organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT-UNL), com apoios de várias entidades com destaque para a CPLP, e, naturalmente, para o GHabitar e o Secretariado Permanente do CIHEL, também em Lisboa (Portugal) em março de 2013 e desenvolveu uma abordagem ampla e multifacetada da temática “habitação, cidade, território e desenvolvimento”.

Esta temática foi considerada muito oportuna numa altura em que se desenvolviam planos para elevados números de habitações e para a reurbanização de extensas áreas em vários dos países da lusofonia caraterizados por críticas carências habitacionais e de ordenamento urbanístico, privilegiando-se uma abordagem do habitat humano que considera as suas facetas quantitativas, qualitativas, urbanas, territoriais e ambientais, e o seu papel como meio vital de um desenvolvimento socioeconómico dos respetivos países, tão dinâmico como associado a caminhos social e culturalmente válidos e adequados a cada contexto regional e local.

O 2.º CIHEL integrou uma Feira do Livro Técnico, diversas exposições e Visitas Técnicas; e contou com cerca de 350 participantes, 16 conferências, 140 comunicações, dois workshops e lançamento de livros.

Foi editado um Livro de Atas com CD anexo.

Fig. 04: capa das atas do 2.º CIHEL - Ed. LNEC


3.º CIHEL 2015 – FAU-USP, FAU-UPMackenzie, IAU/USP e GHabitar – setembro, São Paulo, Brasil: (tema geral) Habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares

Fig. 05: logótipo do 3.º CIHEL, autoria: iniciativa das FAUUSP, FAUMack, IAUUSP; projeto gráfico, apontado nas Atas, Paula Custódio de Oliveira e Belisa de Quadros Correa Godoy.


3.º CIHEL foi organizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenkie (FAU-Mack) e pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), em São Paulo (Brasil), e com apoio do GHabitar e do Secretariado Permanente do CIHEL em setembro de 2015, e proporcionou o aprofundamento do tema geral “habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares”.

Este tema geral foi estruturado e aprofundado em comunicações distribuídas por cinco matérias específicas: programas e políticas públicas em habitação; projetos habitacionais; informalidade e precariedade do habitat; tecnologia e custos no habitat; e habitat, paisagem e ambiente.

O 3.º CIHEL integrou e com um inovador Concurso de Trabalhos Finais de Graduação para Habitação de Interesse Social; iniciativa esta muito interessante e que se pretende vir a replicar em futuros eventos ligados ao CIHEL.

O 3.º CIHEL contou, também, com um conjunto de mesas redondas sobre as referidas temáticas, com uma Feira do Livro Técnico e com um excelente e diversificado conjunto de Visitas Técnicas; o 3.º CIHEL contou com cerca de 300 participantes, 12 conferências, 100 comunicações, visitas técnicas e lançamento de livros.

Foi editado um Livro de Atas/resumos com acesso à WWW para se obterem os textos completos.

 

Fig. 06: capa das atas do 3.º CIHEL - FAUUSP, FAUMack, IAUUSP (foto L. Marino sobre conjunto residencial do atelier do Arq. Boldarini)


4.º CIHEL, 1as Conferências CIHEL e Semana CIHEL2017 – CMPorto e Domus e Social, UBI, CMFundão e GHabitar – março, Porto, Viseu, Covilhã e Fundão, Portugal: (tema geral) A Cidade Habitada

Fig. 07: logótipo do 4.º CIHEL (Semana CIHEL2027), autoria: Isabel Romana.

https://www.ciamh.up.pt/4cihel/Memoria.html

O 4.º CIHEL  e a semana CIHEL2017, que integrou as 1as Conferências CIHEL, no Porto – Auditório Almeida Garrett – foram organizados pela Câmara Municipal do Porto e sua Domus Social e pela Universidade da Beira Interior, com apoio e iniciativa da GHabitar-APPQH e do Secretariado Permanente do CIHEL e com apoios estratégicos da Câmara Municipal do Fundão, das Aldeias Históricas de Portugal, das Aldeias do Xisto e da Câmara Municipal de Viseu.

O 4.º CIHEL construiu-se, de forma inovadora e que se pretende vir a reaplicar, sobre a ideia de base de um evento científico “clássico” integrado e polarizador de um conjunto articulado de outros eventos e visitas, estrategicamente organizados com autonomia e abrangendo um amplo e diversificado território mais central e mais interior;  e o 4.º CIHEL também inovou na introdução de uma nova tipologia de encontros CIHEL: as Conferências, neste caso as 1as Conferências CIHEL, realizadas no Porto e onde a metodologia corresponde a uma sequência de palestras e mesas-redondas por convidados; uma tipologia de encontro técnico e científico que irá permitir, espera-se, concretizar eventos CIHEL de uma forma mais agilizada e disseminada no âmbito do mundo da lusofonia.

A Semana CIHEL2017 abordou nas 1as Conferências CIHEL, no Porto, os temas "A Cidade Habitada na América do Sul (Brasil)" e "A Cidade Habitada na Europa do Sul (Portugal)"; na Universidade da Beira Inerior (UBI) o tema central  foi “A Cidade Habitada”, estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana e  resiliência na construção.

O 4ª CIHEL integrou o 4º CIHEL - Prémio Universidades, para trabalhos de projecto realizados no âmbito académico subordinados ao tema “A Cidade Habitada” - regeneração das cidades tendo como base as problemáticas da habitação e do habitar.

A Semana CIHEL2017 foi iniciada no domingo (5 de março), no Porto, com visitas técnicas a conjuntos de habitação de interesse social de iniciativa municipal e cooperativa. A Semana CIHEL2017 prolongou-se, depois, na segunda-feira (6 de março), com as 1.as Conferências CIHEL. Seguiu-se, na terça-feira, a viagem Porto - Covilhã, com uma paragem para receção na Câmara Municipal de Viseu e visita acompanhada ao Centro Histórico de Viseu. Seguiu-se o 4.º CIHEL na quarta e quinta feiras na UBI. Finalmente, na sexta-feira  (dia 10 de março), no Fundão, iniciámos as visitas às Aldeias Históricas de Portugal e às Aldeias do Xisto. Faz-se, ainda, uma referência especial à excelente “linha gráfica” da Semana CIHEL2027, assegurada pelo Atelier de um dos membros fundadores do GHabitar.

Números das 1.as Conferências CIHEL (Semana Cihel 2017): cerca de 200 participantes, 14 intervenções no âmbito de sessões temáticas, 2 conferências, visitas técnicas, feira do livro técnico. Números do 4.º CIHEL: cerca de 250 participantes, 6 conferências no âmbito de duas Mesas Redondas com moderação, 176 comunicações, visitas técnicas, 2 exposições, feira do livro técnico e lançamento de 1 livro.

Foi editado um Livro de Atas com CD anexo.

Fig. 08: capa das atas do 4.º CIHEL: Atelier CNLL, ilust. Maria Abreu.


3. Pessoas e entidades essenciais para os quatro CIHEL já havidos

No desenvolvimento dos quatro CIHEL já realizados algumas pessoas, entre muitas outras, foram vitais (e numa ordem cronológica aproximada teremos): Ana Vaz Milheiro (criou a excelente designação “CIHEL”); Paulo Tormenta Pinto (fundamental no 1.º CIHEL); Teresa Madeira; Margarida Louro, Francisco Oliveira, José Romana Baptista Coelho (sem o qual a Infohabitar não existiria); António Reis Cabrita,  Sheila Walbe Ornstein, Defensor de Castro, Guilherme Vilaverde e Khaled Ghoubar (sempre essenciais); Fernando Pinho; Helena Roseta; Anabela Manteigas; Pedro Romana Baptista Coelho (que me substituiu voluntariamente quando estive ausente em serviço nas vésperas do 2.º CIHEL); António Gameiro; Hélder David; Teresa Fonseca; José Anacleto; Jaime Comiche; Camila D’Ottaviano, Denise Antonucci, Lúcia Shimbo e Carlos Almeida Marques (fundamentais no 3.º CIHEL); e Carlos Nuno Lacerda Lopes, José António Ferreira, Manuel Correia Fernandes, Inês Daniel de Campos e Rogério Galante (fundamentais no 4.º CIHEL); muitos outros colegas também foram fundamentais, mas sem estes, especificamente, muito pouco se teria feito; e dos também vitais apoios pessoais ao 5.º CIHEL em tempo “falaremos” ; e apresentam-se as devidas desculpas por algum, possível mas sempre imperdoável, esquecimento.

Complementarmente regista-se que nos apoios ao quatro primeiros CIHEL destacaram-se, para além das principais agências e fundações de apoio à investigação e à pesquisa em Portugal e no Brasil – FCT de Portugal e CAPES, CNPq e FAPESP do Brasil –, e das respetivas entidades organizadoras (já referidas), a Câmara Municipal de Lisboa, o CIAUD da FAUL, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Mack Pesquisa, a FCT-UNL, a FENACHE, a Câmara Municipal do Porto e a sua Domus Social, a Câmara Municipal de Viseu, a Universidade da Beira Interior, a Câmara Municipal do Fundão, as Aldeias Históricas de Portugal e as Aldeias do Xisto e a TAP Air Portugal, e naturalmente as firmas editoras das respetivas atas e o “exército” de colegas que tudo tornaram possível, e entre estes um fundamental leque de “oficiais” sem os quais nada teria sido possível e que registados estão nos respetivos sites (alguns ainda acessíveis), artigos publicados (ex., na Infohabitar) e Atas, em tempo, editadas; e apresentam-se as devidas desculpas por algum, possível mas sempre imperdoável, esquecimento.


4. Sobre o 5.º CIHEL - "Fazer Habitação" , já bem próximo - 2 a 4  de outubro de 24 

5.º CIHEL 2024 – OE, OA, CML, LNEC e GHabitar – outubro, Lisboa, Portugal: (tema geral) Fazer Habitação

Fig. 09: logótipo do 5.º CIHEL, autoria: “Puretugal Traditions”.


5.º CIHEL está a ser organizado pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Ordem dos Arquitectos, e, respetivamente, pelo Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Civil da OE e pela Secção Regional LVT da AO, conta com a participação na organização por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), tem, ainda, o apoio institucional da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP)  e o apoio estratégico do “Turismo de Lisboa”, e, naturalmente, o apoio promocional e organizativo do GHabitar, da Infohabitar e do Secretariado Permanente do CIHEL, mais um conjunto de apoios específicos de outras entidades referidas no site do congresso.

O 5CIHEL inicia-se no Campus do LNEC no início da tarde de 2 de outubro de 2024, daí, e de seguida,  e tendo eventualmente realizado inscrições de “última hora” os congressistas sairão em autocarros para as três Visitas Técnicas programadas – Visita ao Bairro Cooperativo do Vale Formoso de Cima (FENACHE), já habitado e com última fase em conclusão; Visita a promoção municipal da Câmara Municipal de Lisboa (CML) na área da nova habitação de interesse social para arrendamento; Visita a operação de reabilitação e promoção habitacional da Câmara Municipal de Lisboa (CML); no final da tarde do dia 2 de outubro de 24 decorrerá a Sessão de Abertura do 5CIHEL na Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros (OE)  - em princípio, os autocarros deixarão os congressistas na OE a tempo da referida sessão de abertura. Dias 3 e 4 de outubro de 2024 o 5CIHEL será realizado no Campus do LNEC, concluindo-se com a Sessão de Encerramento no final da tarde de sexta-feira dia 4 de outubro de 2024.

No sábado dia 5 de outubro de 2024 poderá existir indicação de um programa complementar (a definir).

Números atuais do 5.º CIHEL (agosto 24): cerca de 170 resumos com propostas de comunicações entregues; cerca de 120 comunicações completas entregues; duas conferências (sessões de abertura e encerramento), uma exposição e uma Feira do Livro Técnica previstas .

Está prevista a edição de um Livro de Atas/resumos.


Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 


Ligação direta a documento pdf com links para 888 artigos e 39 temas do Infohabitar :

https://drive.google.com/file/d/1zUJ1nEuWwaaA6KEXQ9XXdWMwFE3C8cJY/view?usp=sharing

O 5.º CIHEL na sequência dos primeiros quatro congressos: temas e atividades – Infohabitar # 911

Making Housing in the Lusophone Space, 5th CIHEL Congress, Lisbon 2 to 4 October 24

Faire du Logement dans l’Éspace Lusophone, 5ème Congrès du CIHEL, Lisbonne 2 au 4 octobre, 24

Haciendo Vivienda en el Espacio Lusófono, 5º Congreso CIHEL, Lisboa 2 al 4 de octubre 24


Infohabitar, Ano XX, n.º 911

Edição: quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Infohabitar

Editor:

António Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP), Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC)

abc.infohabitar@gmail.com

Edição:

Olivais Norte,  Encarnação, Lisboa;  e Casa das Vinte, Casais de Baixo, Azambuja.

A Infohabitar é uma Revista da GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho – Lisboa

quarta-feira, junho 26, 2024

Atenção aos prazos para entrega de artigos para o 5.º CIHEL – Infohabitar # 906

 Ligação direta a documento pdf com links para 888 artigos e 39 temas do Infohabitar :

https://drive.google.com/file/d/1zUJ1nEuWwaaA6KEXQ9XXdWMwFE3C8cJY/view?usp=sharing




Atenção aos prazos para entrega de artigos para o 5.º CIHEL – Infohabitar # 906

Editorial

Caros leitores da Infohabitar,

O presente artigo é dedicado ao desenvolvimento do 5.º Congresso Internacional da Habitaçao no Espaço Lusófono – 5.º CIHEL – que decorrerá em Lisboa entre 2 e 4 de outubro de 2024; e que também irá focar aspetos ligados à atual reativação das atividades da GHabitar-APPQH.

Em termos de matérias editoriais continua em primeira linha o artigo da passada semana intitulado:

Conjunto de 23 artigos sobre Habitação de Interesse Social em Portugal – Infohabitar # 905


Nota: o cartaz do 5.º CIHEL será em breve atualizado com o conjunto das entidades que apoiam o Congresso.


Atenção aos prazos para entrega de artigos para o 5.º CIHEL – Infohabitar # 906

Caros congressistas:

Estamos, agora, numa fase de recepção dos artigos completos, agradecendo-se, desde já a chegada de um número significativo e esperando-se que muitos outros chegarão até à manhã da próxima segunda-feira dia 1 de julho; o prazo respetivo termina no final de junho.

Chama-se a atenção dos autores e potenciais inscritos para a recente e sensível redução dos custos de inscrição no 5.º CIHEL, possibilitada por apoios obtidos para o congresso e que está já divulgada no site do congresso.

Caro/a autor/a, a Comissão Científica e a Comissão Organizadora do 5.º CIHEL estão cientes da situação, que é, afinal, como sabemos, habitual na realização de Congressos deste tipo, e tivemos há poucos dias uma reunião onde essa matéria foi debatida, tendo-se optado por deixar para o final de junho uma decisão final, que será na altura devidamente divulgada aos autores e no site do 5.º CIHEL

Gostaríamos no entanto de referir, desde já, que consideramos que no caso do 5.º CIHEL os respectivos prazos de entrega das comunicações estão já perto do limite do aceitável, para se proporcionar uma adequada análise dos trabalhos antes de um período (agosto) que em Portugal é tradicionalmente um mês marcado por férias, e neste sentido e reservando a decisão final para 1 de julho próximo, podemos desde já referir que, havendo prolongamento do prazo de entrega das comunicações este nunca será mais do que uma semana; o que dará, em princípio o domingo dia 7 de julho - e neste caso esperando-se que os textos enviados estejam o mais possível adequados às respetivas regras de apresentação; mas repete-se que tal adiamento depende da sua respetiva confirmação no próximo dia 1 de julho .

Aproveita-se para salientar, mais uma vez, aos autores que nesta fase de elaboração das comunicações deverão ser cumpridas com rigor as indicações relativas ao respetivo template – disponível no site do 5CIHEL – sendo que o próprio resumo deverá ser adequadamente revisto tendo-se em conta o cumprimento rigoroso do respetivo template em termos formais/de apresentação, de legibilidade da temática abordada e de representatividade do texto do resumo relativamente à respetiva comunicação, tendo-se em conta que será apenas este texto do resumo, mais as notas biográficas e as fotografias dos autores que integrarão a prevista edição em papel das atas prevendo-se que os respetivos textos completos serão disponibilizados em outro suporte, a considerar (ex., drive ou na WWW); será, portanto o resumo revisto e complementado na fase de entrega da comunicação que irá sintetizar e representar o trabalho de cada autor e portanto deverá ser adequadamente elaborado.


Com os nossos melhores cumprimentos e desejos de bom trabalho,


A Comissão Científica do 5CIHEL

Fernando Pinho

António Baptista Coelho


Atenção aos prazos para entrega de artigos para o 5.º CIHEL – Infohabitar # 906

Infohabitar, Ano XX, n.º 906

Edição: quarta-feira, 26 de junho de 2024

Infohabitar

Editor:

António Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP), Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC)

abc.infohabitar@gmail.com

Edição:

Olivais Norte,  Encarnação, Lisboa;  e Casa das Vinte, Casais de Baixo, Azambuja.

A Infohabitar é uma Revista da GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho – Lisboa





 


quarta-feira, março 20, 2024

Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil; Portugal: desigualdades e morfologia urbana – Infohabitar # 894

Ligação direta a documento pdf com links para 888 artigos e 39 temas do Infohabitar :

https://drive.google.com/file/d/1zUJ1nEuWwaaA6KEXQ9XXdWMwFE3C8cJY/view?usp=sharing


Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil; Portugal: desigualdades e morfologia urbana – Infohabitar # 894

Infohabitar, Ano XX, n.º 894

Edição: quarta-feira, 20 de março de 2024

Artigo XIV da série editorial da Infohabitar “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”. A presente série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar.


Atualidades: Notícias do 5.º CIHEL

 

Editorial

Caros leitores da Infohabitar,

Com o presente artigo iniciamos uma pequena secção de “atualidades”, que nos irá acompanhar semanalmente e que, com frequência, divulgará matérias ligadas ao desenvolvimento do 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 5.º CIHEL – que decorrerá em Lisboa entre 2 e 4 de outubro de 2024; e que também irá focar aspetos ligados à atual reativação das atividades da GHabitar-APPQH.

No que se refere ao 5.º CIHEL chama-se a atenção para o alargamento do prazo para envio de resumos com propostas de comunicações, essencialmente, devido a solicitações que nos foram chegando por parte de muitos colegas; e chama-se, ainda, a atenção para a eventual redução dos custos de inscrição no Congresso, associada a apoios que vão sendo obtidos.



Também com o presente artigo retomamos a série editorial dedicada à temática geral da “Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil e que agora, e nas próximas semanas, abordará mais especificamente,um conjunto de subtemas ligados ao tema da Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil.

Informa-se que a matéria editorial ligada ao estudo da habitação intergeracional participada está agora suspensa, em princípio, até ao início de 2024, altura em que a retomaremos numa fase que se julga muito interessante e de divulgação de bases editoriais e de referência de soluções e casos habitacionais intergeracionais.

O presente conjunto de artigos sobre Segregação sócio-espacial em contexto urbano”, que agora continuamos a editar, abordando especificamente a temática da morfologia urbana, foi desenvolvido pelo Professor Anselmo Belém Machado um dos mais assíduos articulistas da nossa Infohabitar, e que, assim, e com base na adaptação da sua tese de doutoramento a uma sequência de artigos, nos tem já acompanhado, ao longo de algumas semanas.

Saudamos, então, o colega Anselmo Belém Machado, por esta excelente e substancial contribuição editorial para a Infohabitar.

Recorda-se que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar, ao meu cuidado, para abc.infohabitar@gmail.com).

Com as melhores saudações a todos os caros leitores,     

Lisboa, Encarnação, Olivais Norte, em 20 de março de 2024

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil; Portugal: desigualdades e morfologia urbana – Infohabitar # 894

Anselmo Belém Machado

 

Resumo curricular de Anselmo Belém Machado

Doutor em geografia Humana pela Universidade do Minho (Portugal). Com mestrado em Organização do Espaço Rural no Mundo Subdesenvolvido, licenciado e bacharel em geografia na Universidade Federal de Sergipe (Brasil). O autor tem experiência profissional em ensino, pesquisa e extensão nas seguintes Universidades: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é professor associado no Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O autor tem as seguintes áreas de interesse: Geografia Humana, Geografia Urbana e em Estudos de Segregação Sócio Espacial (Portugal e Brasil). 

 

Série Editorial sobre Segregação Sócio-espacial em Contexto Urbano: Texto de apresentação

Face ao contexto actual de urbanização acelerada, são vários os desafios que se colocam ao desenvolvimento das cidades contemporâneas, de entre os quais aqueles que se relacionam com a urgência de novas políticas de gestão urbana, capazes de promover um urbanismo inclusivo que contribua para o surgimento de cidades socialmente mais coesas, integradas e justas. Assim, importa reforçar o conhecimento existente em torno das dinâmicas urbanas de segregação sócio- espacial. Este trabalho contribui para esta reflexão a partir de uma investigação que se singulariza por uma abordagem comparativa desenvolvida a dois níveis. Por um lado, trata-se de um estudo de geografia urbana que privilegia a comparação entre duas cidades (Braga em Portugal e Aracaju no Brasil), que embora se enquadrem em países diferentes e com culturas e realidades sócio- econômicas específicas, enfrentam ambas processos de segregação sócio-espacial no interior das suas malhas urbanas. Por outro lado, trata-se de um estudo que confronta simultaneamente a análise de dinâmicas espaciais distintas, quer a concentração de cidadãos de baixo nível sócio- económico (segregação imposta), quer a realidade oposta onde a homogeneidade sócio- económica de algumas bolsas territoriais se faz sentir pela presença exclusiva de cidadãos de altos rendimentos (auto-segregação).

 

Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil; Portugal: desigualdades e morfologia urbana – Infohabitar # 894

Anselmo Belém Machado


Nota editorial: a presente temática da Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil é aqui apresentada em cinco partes/artigos, editados em semanas subsequentes na Infohabitar, e correspondentes aos cinco subtemas em seguida apontados, estando marcada a negrito/bold a subtemática desenvolvida no artigo atual:

(i) Portugal: desigualdades e morfologia urbana

(ii) Braga: morfologia urbana e integração no sistema urbano português

(iii) Brasil: desigualdades e morfologia urbana

(iv) Aracaju: morfologia urbana e integração no sistema urbano brasileiro

(v) Breve análise comparada de Braga e Aracaju e dos espaços de segregação sócio- espacial analisados no estudo empírico

 

Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil – Portugal: desigualdades e morfologia urbana

A morfologia urbana é um domínio de análise relevante neste estudo, pelo modo como a compreensão da evolução do processo de configuração geográfica das cidades nos ajuda a compreender a existência de bolsas de pobreza, assim como de concentração de cidadãos de mais elevado nível sócio-económico. 

No âmbito dos estudos de morfologia urbana tem sido sublinhada a importância de abordagens multidisciplinares para a compreensão do modo como se organizam e estruturam as cidades. A este respeito Geddes (1994) apud Miyazaki (2013, p. 27) refere quão importante é:

“contemplar a visão interdisciplinar para se compreender as diferentes dinâmicas da cidade e do urbano. Uma análise da morfologia urbana, limitada apenas à contribuição da biologia, não pode trazer grandes avanços, uma vez que restringiria a análise às formas, sem um aprofundamento dos processos. Além disso, preocupar-se demasiadamente com a análise da forma a partir de fenômenos biológicos pode reduzir a ideia de morfologia apenas à forma em si, excluindo-se os processos históricos, sociais, políticos e económicos.”

Assim, Miyazaki (2013) salienta que no âmbito da morfologia urbana, além de uma abordagem centrada na paisagem urbana é necessário realizar análises das questões económicas e sociais que estão subjacentes às dinâmicas e processos que nos ajudam a compreender a configuração da forma urbana.

“O estudo das formas na Geografia parece ter suas bases na análise da paisagem que, mesmo se restringindo apenas à descrição do visível num primeiro momento, mostrou ser necessário buscar compreender, posteriormente, as dinâmicas e processos que levaram à configuração da forma em questão. (Miyazaki, 2013, p.29)

Por sua vez Bettencourt (2010), citando Lamas (2004), salienta que a análise da forma urbana não só depende da sociedade que a produz e das condições históricas, sociais, económicas e políticas em que a sociedade gera o seu espaço e o habitat. Este autor defende que a morfologia urbana resulta “também de teorias e posições culturais e estéticas de quem as idealiza e constrói” (Bettencourt, 2010, p.26).

A morfologia urbana surge assim como ciência que estuda as formas e as interliga com os fenómenos que lhes deram origem, assim como estuda os aspectos exteriores do meio urbano e o modo como as suas relações recíprocas, ajudam a definir e a explicar a paisagem urbana e a sua estrutura.

“um estudo morfológico não se ocupa do processo de urbanização, quer dizer, do conjunto de fenómenos sociais, económicos e outros motores da urbanização. Estes convergem na morfologia como explicação da produção da forma, mas não como objecto de estudo”. Esse estudo deve no entanto ocupar-se dos elementos morfológicos da cidade e da sua articulação entre si e com os lugares que constituem o espaço urbano” (Bettencourt, 2010, p.28)

Como vimos anteriormente as manifestações diferenciadas de segregação sócio-espacial têm uma expressão visível também diferenciada na cidade, pelas tipologias construtivas distintas a que estão associadas, o que afecta de modo directo a sua morfologia. Até porque, segundo Rossi Op cit Amorim e Tangari (2006), a paisagem da cidade está em muito dependente dos formatos da sua construção, onde a:

“tipologia construtiva e morfologia urbana têm uma relação dialética, onde a forma urbana é interdependente da forma construtiva e trabalhar a forma urbana é determinar tipologias. A cidade portando é o princípio ordenador no qual se desenvolvem e estruturam os tipos construtivos que integrarão a forma urbana. Fazendo-se necessário, portanto, o estudo dos tipos construtivos e da morfologia urbana para o entendimento da paisagem urbana.” (Amorim e Tangari 2006, p.62

Metodologicamente nas análises de morfologia urbana a cartografia assume uma importância decisiva mas deve ser complementada com uma análise de maior envolvimento e proximidade. A este respeito e ainda citando Bettencourt (2010), existem duas importantes maneiras de “olhar” a cidade, uma por terra e outra de cima, visto que:

“Só quando olhamos a cidade “de cima” é que temos uma noção do todo, e por conseguinte da continuidade do espaço, daí a utilidade da cartografia urbana no estudo da cidade. O urbanista ao intervir na cidade tem necessariamente que ter estas duas perspectivas – a do cidadão que percorre a cidade a pé ou de carro e a do especialista que observa a cidade através da cartografia ou dos planos. A cidade é o resultado de um conjunto de fragmentos os quais só têm coerência se forem pensados e integrados num espaço maior que é a própria cidade.” (Bettencourt, 2010, p.36).

Enquadrando a importância dos estudos de morfologia urbana nas reflexões acerca das dinâmicas urbanas, é importante destacar o contributo de Oliveira (2016) que apresenta as origens, características e desenvolvimentos fundamentais de quatro abordagens dominantes no debate internacional em morfologia urbana: a abordagem histórico geográfica promovida pela Escola Conzeniana (Cozen, 1960); a abordagem tipológica projetual promovida pela Escola Muratoriana (Muratori, 1959; Caniggia e Maffei 1979); a sintaxe espacial (Hillier e Hanson, 1984; Hillier,1996; e Hanson, 1998); e as várias formas de análise espacial (Tobler,1979; Batty e Longley 1994; Batty, 2005). Oliveira (2016) destaca as principais forças e fragilidades de cada uma dessas abordagens, sintetiza os seus elementos fundamentais, evidenciando o modo como cada abordagem lida com os elementos de forma urbana, os níveis de resolução e o tempo; e ilustra o potencial de cada abordagem com aplicações na prática profissional do planeamento urbano.

Transversalmente a essas diferentes abordagens está o reconhecimento do modo como a cidade historicamente foi tomando inúmeras formas como modo de ampliar seu poder de influência na organização da sociedade. Sendo que recentemente grande parte das alterações na morfologia urbana são sobretudo condicionadas pelo facto da cidade ter passado a ser utilizada como mercadoria e produto de consumo pelos “agentes produtores do espaço urbano” (Corrêa, 1995). Isso pode ser exemplificado com as reformas urbanas ocorridas mais recentemente, nos últimos 15 anos, em áreas antigas da cidade, que têm vindo a assumir os reflexos de uma urbanização banalizada por efeito de novas facetas de consumo.

“Nas cidades do século XXI, a banalização do espaço urbano tem se tornado cada vez mais efetiva. Referimo-nos a uma forma específica e terrível de banalização, materializada em uma urbanização banalizada, pois a produção do espaço urbano tem-se realizado ultimamente, em grande parte das cidades, centrada em “modelos de sucesso internacional”, que visam a “revitalizar” as áreas centrais e portuárias, transformando-as em residências e negócios para as classes média e alta, e, além disso, que investem em políticas de atração da atividade turística. Para tanto, são idealizadas feiras, exposições, shows; cria-se toda uma infraestrutura voltada para o turismo, com bares, restaurantes lojas etc. Uma total reprodução do mesmo, formas que se repetem independentemente de cada cidade.” (Kropotkin op. cit. Ferreira, 2011p.29).

A materialização desta urbanização banalizada, que em muitos casos é promotora de segregação sócio-espacial, é resultado de toda uma gama de articulações, planos e opções feitas anteriormente. A cidade está sempre sendo transformada, tanto na sua aparência, quanto na sua “essência”, ou seja, por trás da paisagem urbana, da sua morfologia e das contradições dos seus espaços construídos, existe todo um complexo de ações coordenadas por quem domina a cidade e a determina. Seguindo esse raciocínio iremos realizar, a seguir, uma análise geral e breve, sobre a evolução da morfologia urbana em Portugal e na cidade de Braga, assim como uma mesma análise geral e resumida sobre a morfologia urbana do Brasil e de Aracaju. Para tal recorreu-se ao contributo de vários autores que estudaram a problemática da morfologia urbana nestes contextos territoriais, valorizando abordagens com uma análise crítica em relação à hipervalorização do espaço urbano, que hoje é mais um produto de consumo que um contexto promotor da diversidade, encontro e interacção.

 

(i) Portugal: desigualdades e morfologia urbana

Embora Portugal tenha nas últimas décadas vindo a resolver vários problemas, de ordem económica e social, sobretudo após a sua integração na União Europeia, o país ainda enfrenta vários problemas resultantes da manifestação de preocupantes desigualdades económicas e sociais. Segundo Santos (2011, p. 60 ) “uma política da igualdade passa pela diminuição dos exagerados hiatos salariais existentes em Portugal e diminuição das diferenças materiais, remuneratórias e simbólicas entre os vários lugares do campo profissional em Portugal”.

São várias as estatísticas que demonstram como as desigualdades social e económica se assumem como um grave problema em Portugal. 

“dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) referentes a 2009 revelam que Portugal se encontra entre os países com índices mais altos de desigualdade social da União Europeia (Eurostat, 2011; INE,2010). A Letônia é o país com mais desigualdade na distribuição de rendimentos, seguido da Romênia e da Lituânia. Logo a seguir vêm, ex-aequo, Espanha, Portugal e Bulgária.” (Santos 2011, p.58).

Para além dos problemas na distribuição de rendimentos, vários outros indicadores sinalizam o risco do carácter estrutural desta desigualdade social e económica, nomeadamente a baixa escolaridade, o desemprego, a monoparentalidade, o número elevado de filhos e os idosos a viver só (Renato Miguel do Carmo et al., 2010). Contudo são visíveis avanços em alguns domínios. Segundo o Censo de 2011 realizado pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), a qualificação da população de Portugal progrediu entre os anos de 2001 e 2011. “Na educação, Portugal progrediu muito nas últimas décadas. A proporção da população com ensino superior é de 15% e pela 1ª vez atingimos os 50% na proporção da população com pelo menos o 9º ano de escolaridade”. (INE, 2011).

 A questão da morfologia urbana está intrinsecamente ligada com a das desigualdades socais e económicas, em grande medida pelo modo como essa se reflecte em manifestações de segregação sócio-espacial nas cidades. Pois a estrutura urbana e a paisagem da cidade são não apenas os resultados dos projetos arquitetónicos e de engenharia, mas também da estrutura de classes sociais inerente ao sistema económico dominante.

No âmbito desta relação entre morfologia urbana e desigualdades socio-económicas, em Portugal, segundo Martins (2017) é sobretudo a partir dos anos 1960 que as carências habitacionais nas grandes cidades, sobretudo Lisboa e Porto, se começaram a fazer sentir de um modo mais expressivo, acompanhadas pela ausência de infra-estruturas e equipamentos adequados. Tal deveu-se a um processo tardio de industrialização e ao consequente deslocamento da população rural para os espaços urbanos, que foi depois acompanhado por uma forte migração das ex- colónias para as áreas urbanas a partir da metade de 1970, mais precisamente para as cidades de maior dimensão. Estes processos associados às carências na oferta habitacional agravaram em muito a situação, assistindo-se como resposta práticas de coabitação e a promoção da construção clandestina e de bairros de barracas. Foi assim sobretudo pós Revolução de 1974, também de acordo com Martins (2017), que em Portugal passou a ser mais expressivo o investimento na habitação social. Todavia esses investimentos nem sempre foram eficazes no combate à exclusão social das populações que residiam nessas áreas de génese ilegal, pois em muitos desses novos bairros sociais reside cidadãos que “ficam dependentes dos mecanismos da proteção social, que são muitas vezes insuficientes para responder às necessidades básicas”. Santos (2015), Op. cit. Martins (2017, p.05).

Assim, nesse processo de desenvolvimento urbano, a quantidade de habitação social cresceu e o problema da segregação urbana acompanhou esse crescimento. Em Portugal a bicefalia populacional em torno das regiões de Lisboa e de Porto (Salgueiro, 1999, Op. cit. Rodrigues, 2009) determina também a concentração das populações com maiores carências económicas nessas regiões metropolitanas, assim a maior quantidade de bairros sociais foi promovida nessas metrópoles portuguesas, muitos dos quais criados com apoio de fundos provenientes da União Europeia (pós-1986, data da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia), os quais se revelaram determinantes na concretização da política de habitação social desenvolvida em Portugal. Sendo que a maioria desses investimentos foram canalizados para a região metropolitana de Lisboa e implementados em áreas periféricas e menos valorizadas. Segundo Carreiras (2018) existiam 237 bairros de habitação social identificados na Área Metropolitana de

Lisboa. Alguns deles considerados áreas problemáticas onde se concentra população em situação de forte exclusão social, por vezes alvo de programas integrados de regeneração urbana embora com resultados nem sempre tão positivos como esperado. Pois ainda hoje em Portugal muitos bairros sociais “aparecem como espaços excluídos e estigmatizados, áreas de concentração de situações sociais desfavoráveis e de grupos étnicos minoritários, potencialmente geradoras de elevado risco social” (Carreiras, 2018, p.69). Muitos deles, especialmente na região de Lisboa, são vistos como áreas segregadas, tanto do ponto de vista social quanto económico, uma vez que são áreas onde se encontra uma considerável quantidade de pessoas que na grande maioria não tiveram condições de escolher onde residir, e portanto alvo de uma segregação imposta.

Quanto à presença de processos de auto-segregação em Portugal com soluções habitacionais que promovem a concentração física de famílias de nível sócio-económico mais elevado, estas são pontuais e menos expressivas na morfologia urbana portuguesa que os processos de segregação imposta, devendo referir-se que no caso concreto dos condomínios fechados estes têm maior expressão na cidade de Lisboa. Sendo que em Lisboa os condomínios fechados se localizam tanto em áreas tradicionais da cidade “recém-nobilitadas”, quanto em áreas mais novas sem tradição residencial, que foram objecto de reconversão funcional e social (como o Parque das Nações em Lisboa). 

“Seguindo a mesma lógica, em Lisboa os CFs localizam-se preferencialmente em: áreas antigas da cidade tradicionalmente prestigiadas ou recém-nobilitadas; em velhas áreas industriais, entretanto objecto de reconversão funcional e social (o caso da zona da Expo); em áreas novas e em expansão, cuja imagem social se encontra ainda em construção. Fica claro que, quer na AML, quer em Lisboa, os CFs se situam preferencialmente em zonas mais afluentes, caras e prestigiadas, o que é consistente com o objectivo de atrair elementos dos segmentos de mercado médio, médio-alto e alto.” (Raposo, 2008, p.125).

A uma outra escala de análise e numa leitura mais global do sistema urbano português, importa destacar que as populações em Portugal se concentram mais fortemente nas áreas litorâneas. “Com efeito, os fenómenos da litoralização e da metropolização têm contribuído para a formação de uma rede de cidades mais densa e pujante na faixa litoral, e mais rarefeita e débil no território interior.” (Mendes, 2014, p.107). Por outro lado, existe uma discrepância também em Portugal em relação às maiores e menores cidades, uma vez que em 2014, o autor citado descreve que o quantitativo populacional de Portugal é reduzido e existe muitas cidades pequenas, com até dois mil habitantes. 

“Existem, à data de 2011, 158 cidades, onde habitavam um pouco mais de quatro milhões e meio de pessoas, o que correspondia a uma média de quase trinta mil habitantes por cidades. Este valor, para além de modesto, esconde ainda uma grande heterogeneidade. A cidade capital, a maior, ultrapassava ligeiramente o meio milhão, enquanto a cidade menor ficava, imagine-se, pelos dois mil habitantes! […] Os números mostram que, logo após Lisboa, vem o Porto com cerca de 240 mil habitantes, seguido de apenas nove cidades com mais de 100 mil e de oito cidades com mais de 50 mil. As restantes 139 cidades têm menos de 50 mil pessoas” (Mendes, 2014, p.107-108)

Se em termos europeus se considera que uma cidade média tem entre 50 e 500 mil habitantes, no caso específico de Portugal Mendes (2014) considera que as cidades acima de 100 mil habitantes possuem já alguma massa crítica para aspirar a alguma influência e relevância nacional, sendo que para conjugar “uma forte relevância nacional e a alguma relevância internacional, serão necessários pelo menos 200 mil habitantes, a que acresce uma base económica com expressão e uma universidade de investigação de qualidade.” (Mendes, 2014, p.109).

Como já foi exposto, em Portugal existe uma grande concentração populacional nas suas áreas mais litorais e especialmente em torno das áreas metropolitanas de Lisboa e de Porto. O processo de urbanização de Portugal, após a década de 60 do século XX, reforçou a continuidade da sua bipolarização económica e social, em que segundo Moreira et al. (2009), a partir desse período, até o final do século passado, foi sendo confirmada a bicefalia do sistema urbano português, em torno dos seus dois grandes centros urbanos (Lisboa e Porto). Por outro lado, em uma situação contrária, o interior de Portugal, segundo Moreira et all (2009), vem enfrentando a não existência de centros urbanos de média e grande dimensão. Outro aspecto a ser considerado é que historicamente as cidades do interior de Portugal vêm perdendo população ao longo das décadas.

Só como registo, pode ser destacado que “entre 1950 e 1970, alguns concelhos perderam mais de 50% da população, tendo-se registado, por outro lado, um aumento nas principais áreas urbanas, com destaque para a cidade de Lisboa”. (Rodrigues, 2009, p.34).

Uma leitura mais detalhada do sistema urbano de Portugal permite verificar que este se encontra organizado com o confronto de modelos distintos: mais monocêntrico em torno da região urbana de Lisboa onde a capital domina claramente a rede urbana regional como o centro económico, social e cultural; e mais polinucleado em torno da região urbana do Porto onde a urbanização é mais dispersa e o sistema urbano mais policêntrico, sendo que para além do Porto a rede urbana regional é complementada por outras cidades de tamanho médio mas de grande importância na estruturação do tecido económico, social e cultural do Norte Litoral. Sendo esta uma conurbação urbana composta por várias cidades que são interligadas por uma malha urbana que a torna policêntrica e com alta concentração populacional. Sendo a cidade de Braga um desses principais núcleos estruturadores do desenvolvimento urbano policêntrico do Norte Litoral. Uma cidade que tem uma população superior a 180 mil habitantes (12), com um setor industrial muito dinâmico e que continua crescendo e onde se localiza o campus de Gualtar da Universidade do Minho, um pólo de inovação que qualifica milhares de profissionais anualmente e que tem uma grande influência de dinamização regional, para além de gerar muitos empregos de grande qualificação. Havendo ainda a acrescentar o Centro Regional de Braga da Universidade Católica e o Pólo do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.

 

Notas:

(12) A população de Braga é de 181,2 mil habitantes, com base na estimativa de 2016, realizado pelo INE.

 

 

BIBLIOGRAFIA GERAL DA TESE DE DOUTORADO DE ANSELMO BELÉM MACHADO

Nota: a base bibliográfica deste conjunto de artigos, por ser muito extensa, é repartida em quatro partes, sequencialmente editadas, ao longo dos diversos artigos que integram a série editorial .

 

(A a C)

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Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

Morfologia urbana em Braga-Portugal e em Aracaju-Brasil; Portugal: desigualdades e morfologia urbana – Infohabitar # 894

Infohabitar, Ano XX, n.º 894

Edição: quarta-feira, 20 de março de 2024

Infohabitar

Editor:

António Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP), Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC)

abc.infohabitar@gmail.com

Edição:

Olivais Norte,  Encarnação, Lisboa;  e Casa das Vinte, Casais de Baixo, Azambuja.

A Infohabitar é uma Revista da GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa.