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Um primeiro desenvolvimento dos quatro temas propostos para o 5.º CIHEL – Fazer Habitação – em Lisboa de 2 a 4 de outubro de 2024 – Infohabitar # 893
Infohabitar, Ano XX, n.º 893
Edição: quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
https://infohabitar.blogspot.com/2024/02/um-primeiro-desenvolvimento-dos-quatro.html
Logótipo do 5.º CIHEL
Caros leitores da Infohabitar,
Estamos já a cerca de duas semanas do final do prazo para envio de resumos com propostas de comunicações ao 5.º CIHEL (17 de março de 2024) a realizar no LNEC em Lisboa entre 2 e 4 de outubro de 2024 - 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, sobre o bem oportuno e urgente tema “Fazer Habitação”.
Salienta-se caros colegas a recente parceria entre o 5.º CIHEL e a revista “Buildings”,
tal como podem verificar em seguida:
The Special Issue website of the 5CIHEL2024 Conference
has been announced:
https://www.mdpi.com/journal/buildings/special_issues/29JQA555GA
Com os melhores cumprimentos e aguardando os vossos resumos,
António Baptista Coelho
Editor da Infohabitar, Coordenador do CIHEL
Informações práticas:
Site do 5.º CIHEL, onde podem encontrar as instruções e os templates para o resumo e a comunicação: https://www.5cihel2024.org/pt/
E-mail: secretariado@5cihel2024.org
Notar que as instruções se encontram no próprio corpo dos templates; no final deste artigo registam-se as instruções para envio dos resumos; o respetivo template está no site do Congresso
Datas do 5.º CIHEL:
. 17 de março de 2024 (domingo): data limite para submissão dos resumos
. 30 de junho
de 2024 (domingo): limite para entrega das comunicações completas
. 18 de agosto
(domingo): limite para entrega da versão final das comunicações revistas e
limite para inscrições a preço reduzido.
. 2 a 4 de
outubro de 2024 (quarta-feira a sexta-feira) 5CIHEL
Um primeiro desenvolvimento dos quatro temas propostos para o 5.º CIHEL – Fazer Habitação – em Lisboa de 2 a 4 de outubro de 2024 – Infohabitar # 893
António Baptista Coelho (texto e imagens)
1. Introdução
Tal como se tem referido aqui na Infohabitar as quatro edições do Congresso
Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL foram realizadas, entre
2010 e 2017: em Lisboa/ISCTE-IUL; Lisboa/LNEC, FCTUNL, CML; São Paulo/FAUUSP,
FAUMACK e IAU-USP; e Porto, Covilhã, Fundão/CMP, UBI, CMF.
Nestes quatro CIHEL sempre se defendeu que a qualidade e o bem-estar
habitacionais dependem de aspetos quantitativos e qualitativos, aplicados ao
espaço doméstico, à vizinhança, ao espaço público, à cidade e ao território,
numa reflexão importante quando as carências habitacionais e urbanísticas
continuam críticas no conjunto de países que partilham uma das línguas mais
faladas no mundo.
Vamos então aproveitar esta importante base cultural e divulgar, discutir e
trocar experiências e casos de referência residenciais e urbanos, com destaque
para a sempre urgente e sensível promoção de habitação de interesse social.
Importa, também, lembrar o que aprendemos no desenvolvimento de habitação de
interesse social ao longo de cerca de um século de promoção, marcada por bons e
maus exemplos, e, mais recentemente, em Portugal, durante cerca de 30 anos de
dinâmica habitacional municipal, cooperativa e privada que nos deixou um
excelente e recente conjunto de casos de referência habitacional e urbana.
E se juntarmos a estas matérias a questão, atualmente urgente, do
desenvolvimento de soluções dinamizadas de promoção, projeto e construção
habitacional com qualidade e custos controlados, então estamos exatamente
focados no tema do nosso novo 5.º CIHEL, que é: Fazer Habitação.
2. Sobre a escolha das quatro (sub)temáticas propostas para abordagem do tema geral do 5.º CIHEL: “fazer habitação”
Numa fase de preparação do 5.º CIHEL procurou-se realizar uma revisão das
matérias abordadas nos congressos anteriores e apostar numa sistematização
temática harmonizada, seja de acordo com o sequencial que se consegue
identificar nessas matérias, seja com uma perspetiva em que se pretende dar uma
importância maximizada à ideia de se “fazer habitação” e, dentro dela, à ideia
de se fazer melhor a habitação de interesse social, ou, como bem dizia Nuno
Teotónio Pereira, “a habitação para o maior número”; e, naturalmente, no quadro
lusófono e especificamente considerando-se a experiência portuguesa na promoção
de ”Habitação a Custos Controlados” (HCC), bem delimitada no tempo, entre cerca
de 1978 e 2008 (início da crise imobiliária), e felizmente abundante em
diversificados casos de referência, para procurar definir e divulgar os trinta
anos “mais redondos” que marcaram muito claramente a recente promoção, em
quantidade e julga-se - em boa parte – em qualidade de HCC, centralizada e
apoiada financeira e tecnicamente pelo Instituto Nacional de Habitação (INH) e
depois pelo IHRU, e diretamente promovida por Cooperativas, Empresas e
Municípios.
Desta forma avançou-se para o que se julga ser uma “clássica” organização
temática que vai do mais geral para o mais particular, e portanto, globalmente,
das políticas (tema A) para a construção (tema C), passando pela conceção
arquitetónica (tema B), mas, talvez, inovando-se, um pouco, seja nos conteúdos
específicos de cada uma dessas três temáticas, a que voltaremos,
sistematicamente, em seguida, seja, essencialmente, na proposta de um quarto
tema, de remate do congresso, centrado na promoção de habitação (tema D), e
portanto focando a atenção na importância do “fazer” o habitar, no sentido de
uma sua promoção eficaz e resiliente, e também dissecando esta matéria numa
perspetiva bem centrada no habitante (“na pessoa”).
Um outro aspeto que esteve sempre presente quando se desenvolveram os
quatro (sub)temas do 5.º CIHEL, acima sintetizados e em seguida comentados, é a
importância que damos a eles poderem vir a ser tratados, pelos colegas e
autores de comunicações ao congresso, numa vital perspetiva de se poder
facilitar e apoiar ativamente uma produção habitacional efetiva, com um perfil
físico completo e portanto protagonista desde a habitação/fogo de cada um e de
cada família até às respetivas vizinhanças urbanas, que devem ser tão bem
resolvidas e tão eficazes como esses fogos, mas naturalmente realizadas e
presentes a uma escala urbana ainda que também arquitectónica, capazes de
apoiarem essenciais aspetos de convivialidade espontânea e até de adequado
associativismo e passando por soluções construtivas e edificadas que, com o
tempo, não se degradem, mas sim ganhem em termos de caráter e testemunho
histórico; sendo que, e evidentemente, toda esta dimensão urbana, humana, convivial,
associativa e de adequada relação com aspetos de manutenção e de uso, depende
de um gestão bem presente, efetiva e também afetiva e bem participada.
Importa, portanto, sugerir especificamente a todos aqueles que queiram enviar resumos com propostas de comunicações ao 5.º CIHEL, em cada um dos (sub) Temas deste congresso, que se lembram aqui apenas em palavras isoladas como “políticas e programas”, “conceção e soluções”, “construção e reabilitação” e “promoção e satisfação residencial”, que o façam “ao abrigo” ou tendo como objetivo geral o tema do 5.º CIHEL que é “FAZER HABITAÇÃO”, fazendo-a em quantidade e com qualidade, sendo esta qualidade verdadeiramente ampla, compreensiva, humana e integradora e sendo aquela quantidade considerada até como um processo ou uma vantagem no sentido de se apurarem os melhores processos e aproveitarem as melhores economias de escala, mas nunca em desfavor desses aspetos qualitativos – e podemos comentar que, atualmente, os meios informáticos de projecto, processuais e de comunicação constituem excelentes ferramentas para esta harmonização entre quantidade e qualidade de promoção habitacional e urbana, consubstanciada em soluções realmente bem diversificadas, bem integradas e bem adequadas a muitas necessidades e gostos residenciais.
3. Sobre os quatro (sub)temas (A a D) do 5.º CIHEL, algumas reflexões
gerais
Temas do 5.º CIHEL:
Tema A: Políticas, Programas e Medidas Habitacionais – da urgência da
oferta à qualidade global
Tema B: Novos Modos de Habitar e Habitação de Interesse Social – da
conceção aos casos de referência
Tema C: Construção, Reabilitação e Manutenção Habitacional – da
investigação às novas práticas
Tema D: Promoção, Qualidade Habitacional e Sustentabilidade – das análises de satisfação aos novos desafios
Em seguida e de modo bastante informal apontam-se algumas reflexões sobre
os quatro (sub)temas associados ao tema geral “fazer habitação” e que serão
abordados e discutidos no 5.º CIHEL.
Como poderão constatar os conteúdos são e têm de ser, basicamente, os
mesmos que constam do site do congresso e que têm sido já bastante divulgados,
juntando-se, no entanto, algumas reflexões, que são evidentemente sempre
pessoais, mas em que se procura dirigir, um pouco, o potencial de discussão do
5.º CIHEL, seja no sentido “prático” do “fazer habitação” em quantidade, com
qualidade e mesmo com urgência, seja no sentido, que se quer sempre presente,
de se aproveitarem continuidades relativamente às melhores experiências de
Habitação a Custos Controlados (HCC) realizadas em Portugal durante os últimos
trinta anos em que a HCC foi aqui realmente desenvolvida – entre cerca de 1998
e 2008.
Relativamente à questão, sempre presente, de existirem diversas realidades urbanas e habitacionais na comunidade lusófona, ela é evidente, fala por si e não pode ter discussão; no entanto e tal como muitas vezes foi referido ao longo dos anos do CIHEL (e já lá vão quatro congressos) muitos dos ensinamentos e experiências na promoção de habitação e de vizinhanças/cidade de interesse social têm validade em múltiplas realidades sociais específicas e diversificadas – não é só o “racionalismo” residencial que marca praticamente todo o mundo humano; e lembremo-nos que, infelizmente, os maus exemplos residenciais não parecem ter fronteiras, e designadamente o uso “automático” e casual de soluções domésticas totalmente estranhas a determinados modos de vida e necessidades residenciais, a repetição absurda e “até à náusea” de tipos fogos e de tipos de edifícios , a falta de qualidade construtiva, a ausência de apoio à criação de vizinhanças e comunidades, a ausência de espaços exteriores cuidados e úteis e de equipamentos urbanos associados aos espaços residenciais, a segregação dos conjuntos de habitação económica relativamente aos espaços urbanos mais vivos e a contínua ausência de tentativas de integração sociocultural entre diversos grupos populacionais, são todos eles sim, aspetos infelizmente comuns e frequentes em muito países da lusofonia, incluindo ainda casos em Portugal; portanto talvez que os bons exemplos também possam ser disseminados ainda que com toda uma natural reserva, estratégica, ligada à necessidade de uma sua específica integração e adequação humana, regional e local.
4. Algumas reflexões sobre cada um dos quatro (sub)temas (A a D) do 5.º CIHEL
Tema A: Políticas, Programas e Medidas Habitacionais – da urgência da
oferta à qualidade global
Tendo-se em conta o adequado desenvolvimento da sociedade e considerando-se
uma realidade marcada, frequentemente, por necessidades críticas, por reduzidos
meios de ação e por quadros regulamentares específicos, visa-se a discussão do
direito, do acesso e do apoio à habitação e dos modelos e práticas mais
adequadas aos diversos atores sociais, institucionais e económicos,
privilegiando-se uma promoção habitacional a custos controlados em que se compatibilizem
objetivos de urgência na disponibilização de um número elevado de fogos e da
sua qualidade global em termos arquitetónicos, construtivos e vivenciais.
Na perspetiva qualitativa acima referida importa
aprofundar, especificamente, por um lado os aspetos participativos e de gestão
dos conjuntos habitacionais e as perspetivas de humanização do mundo urbano,
como espaço bem habitado e equipado, e as potencialidades do seu espaço público
e de um conjunto bem integrado de diversos serviços urbanos e sociais.
A perspetiva que se propõe a quem queira avançar neste (sub) tema do tema
maior “fazer habitação” é que se privilegiem os aspetos associados às medidas mais
práticas responsáveis pela concretização de determinados programas e políticas habitacionais,
seja na sua apresentação sintética clara, seja no apontar dos seus eventuais
resultados, seja, até, por exemplo, na sua respetiva avaliação e revisão para
maior eficácia futura.
A questão da harmonização entre a urgência na oferta habitacional a sua
respetiva qualidade global em termos de satisfação residencial, qualidade de
desenho e qualidade construtiva e de facilidade de manutenção é também uma
excelente matéria a desenvolver.
E naturalmente serão aqui também muito bem-vindos os relatos sintéticos de experiências
de concretização de determinados programas residenciais considerados críticos,
por exemplo à escala municipal (“da prefeitura”) ou a outra escala territorial
considerada oportuna.
Há portanto aqui um privilegiar da apresentação de (aspetos de) políticas e
medidas habitacionais concretas já aplicadas e com resultados palpáveis ou em
aplicação e que visem a harmonização entre a urgência da oferta residencial e urbana
e a sua qualidade global, tal como se entenderá considerando o tema geral do
congresso que é “fazer habitação”.
Apresentam-se, em seguida (em ordem alfabética) e apenas a título de
exemplos, alguns subtemas possíveis no âmbito do Tema A, “Políticas, Programas
e Medidas Habitacionais – da urgência da oferta à qualidade global”:
. Agendas do habitat
humano, inovação e urbanidade;
. Desenvolvimento social
e urbano e iniciativas habitacionais;
. Emergência e qualidade
nas intervenções habitacionais;
. Planeamento estratégico
e habitat humano;
. Política habitacional,
social e de saúde;
. Regulamentação e
enquadramento das políticas habitacionais.
. Regularização urbana e habitacional em zonas informais e precárias;
Tema B: Novos Modos de Habitar e Habitação de Interesse Social – da
conceção aos casos de referência
Visando-se uma diversificação tipológica adequada a novos modos de habitar
e a propostas adequadas de habitação de interesse social, perspetivar uma
diversificação e adequação estratégica das soluções habitacionais (da habitação
à vizinhança), respeitar a relação entre soluções habitacionais, modos de vida
e exigências funcionais e de conforto, considerar, objetivamente, as novas,
urgentes e exigentes necessidades habitacionais e urbanas do grande e crescente
número de pessoas idosas e ter em conta o papel e a integração das novas
tecnologias na cidade e no espaço doméstico.
Na perspetiva de diversificação e flexibilidade das soluções de habitar
importa ter em conta as diversas fases de reflexão e desenvolvimento projetual,
os seus aspetos regulamentares e recomendativos, assim como os aspetos de
relação entre conceção, execução e de influência/retroação das melhores
práticas e dos casos de referência nos novos processos de projeto.
A perspetiva que se propõe a quem queira avançar neste (sub) tema do tema
maior “fazer habitação” é uma perspetiva basicamente “de conceção” e
arquitetónica com perfil muito amplo, seja no sentido de uma abordagem mais
física dos diversos e essenciais níveis residenciais – do fogo, aos espaços
comuns e à vizinhança urbana ou peri-urbana, e considerando-se os vitais interníveis
de relação e transição –, seja no sentido de uma abordagem mais sociocultural
da relação entre tais soluções e determinados modos de vida, seja considerando
aspetos de coorganização que influam na arquitectura desses diversos níveis físicos
em termos gerais e de pormenor, seja numa perspetiva sempre muito importante e
que visa aspetos de adaptabilidade das soluções domésticas e de espaços comuns
a variadas necessidades e desejos habitacionais, seja, finalmente, numa perspetiva
de inovação residencial que sempre foi muito cara aos arquitectos e que,
frequentemente, produziu fortes influências na concretização arquitectónica
residencial e urbana.
Um outro aspeto que se julga ter grande importância nesta (sub)temática do “fazer
habitação” é a questão de se privilegiar uma habitação que faça espaço urbano,
uma habitação que contribua ativamente para o “fazer cidade” e, no limite, uma
renovada habitação de interesse social que ajude a fazer cidade de interesse
social; e esta reflexão leva-nos longe em termos de aspetos sociais, onde a
convivialidade bem harmonizada com a privacidade têm de ter lugar cativo, e em
termos de aspetos de verdadeira conceção em termos de “arquitetura urbana”, onde
terão de marcar aspetos como a amigabilidade e a dignidade dos espaços de uso
público e comum, por exemplo, e onde os aspetos de adequada e positiva
integração com a envolvente urbana e com a natureza são também essenciais.
Como os outros este (sub)tema do “fazer habitação” é extremamente rico e
aqui nos reteria longamente, mas a liberdade é vossa, sendo, no entanto,
importante sublinhar aqui o interesse e a urgência que tem uma adequada
abordagem do habitar dos habitantes mais idosos e mais condicionados, mas
sempre numa perspetiva de se tratar do habitar em geral, socialmente integrado
e valorizador de cada vizinhança, intergeracional e tendencialmente
colaborativo, seja no sentido global do valorizar de uma adequada participação cívica,
seja mesmo num sentido, mais específico e opcional de uma bem premeditada
criação de comunidades residenciais marcadas pelo convívio e pela companhia e
ajuda mútuas.
Nestas matérias importa, sempre, sublinhar a importância que tem uma
adequada e clarificada apresentação de exemplos e de casos de estudo e de referência;
pois de “tábuas rasas” está infelizmente cheia a nossa história da habitação de
interesse social; repetindo-se frequente e ciclicamente erros idênticos.
Apresentam-se, em seguida (em ordem alfabética) e apenas a título de
exemplos, alguns subtemas possíveis no âmbito do Tema B, “Novos Modos de
Habitar e Habitação de Interesse Social – da conceção aos casos de referência”:
. Casos de referência em
soluções urbanas e habitacionais;
. Cooperação habitacional
e coohousing;
. Custos controlados,
habitação de interesse social e adequação aos habitantes;
. Densificação ou baixa densidade: respetivas relações
arquitetónicas e habitacionais;
. História, teoria e crítica
do habitat humano com expressiva aplicação na atualidade;
. Inovação
habitacional e adequação a novos grupos sociais/etários;
. Intergeracionalidade
residencial;
. Regulamentação e quadro
recomendativo na conceção habitacional;
Tema C: Construção, Reabilitação e Manutenção Habitacional – da
investigação às novas práticas
Apresentar e discutir sistemas, processos, tecnologias e materiais
direcionados para a construção nova e para a reabilitação habitacional e
urbana, considerando aspetos ligados à relação custo-benefício e,
designadamente, às técnicas e meios localmente disponíveis, ao perfil mais
industrializado ou mais tradicional das tecnologias utilizadas, ao respetivo enquadramento regulamentar
e à adequação em termos de conforto
ambiental; considerar a ligação destas matérias específicas com as diversas
facetas da sustentabilidade – ambiental, económica e sociocultural.
Visar a relação entre habitar e reabilitar, considerando a múltipla
importância do construir no construído e do preenchimento e da densificação no
incremento de uma ampla sustentabilidade urbana, abrangendo ainda a questão dos
vazios urbanos.
Considerar especificamente os aspetos de tecnologia e de custos numa
promoção de habitação de interesse social marcada por graves carências de
recursos em termos da sua construção e dirigida para moradores muito
carenciados e/ou caraterizados por modos de vida específicos.
A perspetiva que se propõe a quem queira avançar neste (sub) tema do tema
maior “fazer habitação” é uma perspetiva basicamente “de conceção” e construtiva,
integrando-se nesta referência à construção as subfacetas da construção nova e
da reabilitação.
Entre outros aspetos uma matéria que é urgente aprofundar refere-se à
relação entre as novas ferramentas informatizadas de projeto e o seu resultado
final em obra, tendo-se em conta, seja aspetos de qualidade final, seja de
operacionalidade no desenvolvimento do projeto global e de especialidades, seja
ainda a respetiva influência que essas novas ferramentas possam ter no desenvolvimento
de projetos que, estrategicamente, possam produzir soluções residenciais mais
diversificadas, mais adaptáveis, mais apropriáveis, com melhor potencial de
gestão e mais duráveis; e tudo isto não sobrecarregando significativamente o
respetivo processo de projeto.
Muitos outros aspetos específicos poderão aqui ser devidamente considerados
apontando-se, por exemplo: a sempre revisitada relação entre a velocidade da
construção, os seus custos e a respetiva qualidade e resiliência; a relação
entre determinados regulamentos ligados à melhor habitabilidade e adaptabilidade
na reabilitação e os custos da mesma; as sempre críticas questões ligadas à
segurança no uso corrente das habitações e à respetiva segurança contra riscos
de incêndio e tendo-se, por exemplo, em conta situações cada vez mais significativas
de habitantes com condicionamentos em termos de mobilidade e de perceção; e,
por exemplo, s questões ligadas ao embeber das novas tecnologias de comunicação
e de acompanhamento nos espaços residenciais.
Uma outra matéria muito específica e vital refere-se à apresentação e
explicitação de soluções construtivas e de equipamento residencial que sejam
consideradas como muito adequadas para um seu uso significativamente intenso,
diversificado e pouco antecipável, numa perspetiva que procura evitar que se
labore cíclica e frequentemente em idênticos erros, produzindo-se soluções
residenciais rapidamente degradáveis em termos de usos e de aspeto.
Nestas matérias importa, sempre, sublinhar a importância que tem uma
adequada e clarificada apresentação de exemplos e de casos de estudo e de referência.
Apresentam-se, em seguida (em ordem alfabética) e apenas a título de
exemplos, alguns subtemas possíveis no âmbito do Tema C, “Construção,
Reabilitação e Manutenção Habitacional – da investigação às novas práticas”:
. Casos de estudo de
construção e reabilitação habitacional;
. Construção e
reabilitação habitacional: reflexos socioeconómicos;
. Durabilidade, custo e
qualidade na construção e reabilitação habitacional;
. Economia social no
setor da construção e reabilitação habitacional;
. Escassez,
especificidade de recursos e autoconstrução habitacional;
. Novos processos e
ferramentas de projeto e racionalização da obra (ex., modulação, BIM);
. Regulamentação e enquadramento da construção e da
reabilitação;
. Relação entre projeto,
tecnologia e custos na construção;
. Saúde e conforto
ambiental na construção do habitat humano;
. Sustentabilidade na
construção e reabilitação habitacional;
Tema D: Promoção, Qualidade Habitacional e Sustentabilidade – das análises
de satisfação aos novos desafios
Visar a satisfação residencial como objetivo
básico na promoção habitacional, desde a conceção a uma gestão posterior
sensível e participada, e privilegiar a multidisciplinaridade na intervenção
urbana e habitacional. Conjugar a promoção habitacional com um desenvolvimento
sustentável, amigo da integração social, coerente e integrado nas
preexistências e na paisagem natural, considerando áreas de alta e baixa
densidade. Desenvolver um leque adequado de modelos promocionais e de medidas
de harmonização entre a oferta e a procura de soluções residenciais; e visar a
relação com os futuros moradores e a respetiva participação, designadamente,
pela aplicação de processos de análise
da satisfação residencial, com destaque para Avaliação Pós-Ocupação (APO).
A perspetiva que se propõe a quem queira avançar neste (sub) tema do tema
maior “fazer habitação” é uma perspetiva basicamente operacional e promocional,
mas aliando a faceta da produção e oferta residencial e urbana, desejavelmente
de pequena escala em termos de vizinhanças socializadoras, a uma também vital
faceta de gestão adequada e resiliente e ainda uma outra essencial faceta
ligada a uma adequada, ampla e diversificada satisfação dos respetivos
habitantes; sendo que os diversificados aspetos de uma essencial
sustentabilidade ambiental, social e económica influem em todas estas facetas.
As Análises Retrospectivas Residenciais ou Avaliações Pós-Ocupação (APO)
urbanas e habitacionais têm uma inegável importância no âmbito de uma adequada
e sequencial aproximação aos sensíveis aspetos qualitativos que mais influenciam
a satisfação dos habitantes e, especificamente, de diversos grupos socioculturais
e etários; e por isso poderão constituir uma muito interessante matéria a
apresentar no Congresso, assumindo-se como elementos de aproximação estratégica
a uma verdadeira satisfação residencial quando devidamente aplicadas na
avaliação de determinadas soluções e na sua gradual e subsequente melhoria.
De forma geral importa salientar aqui e seria bem interessante que no
Congresso houvesse testemunho de um leque de soluções promocionais “completas” de
habitação de interesse social (HCC) desenvolvidas no passado recente por
cooperativas, municípios e empresas privadas e que passados alguns anos de
estarem habitadas resultaram em excelentes vizinhanças residenciais;
julgando-se que uma tal retroação em termos de apresentação destas experiências
poderia ter grande utilidade quando hoje em dia há muita urgência na resolução
de graves e disseminadas carências habitacionais.
Apresentam-se, em seguida (em ordem alfabética) e apenas a título de
exemplos, alguns subtemas possíveis no âmbito do Tema D, “Promoção, Qualidade
Habitacional e Sustentabilidade – das análises de satisfação aos novos desafios”:
. Autopromoção
residencial: limitações e potencialidades;
. Avaliação Pós-Ocupação
(APO) urbana e habitacional;
. Estado e mercado
imobiliário – oportunidades e ameaças;
. Gestão local e modelos
de promoção habitacional;
. Integração da habitação
de interesse social;
. Modelos de promoção
habitacional específicos;
. Sustentabilidade e
promoção residencial;
. Casos de referência na
promoção habitacional;
Instruções para envio de resumos ao 5.º CIHEL
Seguem-se as instruções para os resumos com template divulgado
no site do congresso, https://www.5cihel2024.org/pt/
TEMA: X (colocar a designação do tema A a D)
TÍTULO DO ARTIGO (C/ subtítulo se for o caso)
Título e subtítulo da comunicação em inglês
Primeiro
Autor (nome) 1, Segundo Autor (nome) 2 e Terceiro Autor
(nome) 3
1 Afiliação do 1º autor e
autor correspondente (formação, Instituição e/ou morada, endereço de
correio eletrónico)
2 Afiliação do 2º autor
(formação, Instituição e/ou morada, endereço de correio eletrónico)
3 Afiliação do 3º autor
(formação, Instituição e/ou morada, endereço de correio eletrónico)
Palavras-chave:
(máximo de 5 e mínimo de 3, exemplo neste caso: instruções, regras, formatação,
…)
Resumo
O presente
documento constitui o modelo a adoptar para apresentação do resumo da
comunicação a apresentar ao 5.º
Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 5.º CIHEL –
subordinado ao tema “Fazer Habitação”,
que terá lugar de 02 a 04 de outubro de 2024 em Lisboa, com apoios principais assegurados pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Ordem dos Arquitectos (OA); esta iniciativa
é também apoiada, como é habitual, pelo GHabitar – Associação Portuguesa para a
Promoção da Qualidade Habitacional e por outras importantes entidades, que
serão, em breve divulgadas.
Este documento
pode ser utilizado diretamente para a escrita do respetivo resumo de
comunicação. O texto deve ser elaborado em português –
aceitando-se, no entanto, textos em espanhol, francês e inglês, embora não seja
disponibilizada tradução simultânea no 5.º CIHEL. O texto do corpo deste resumo não deve ter menos de 200 palavras e não
ultrapassar as 600 palavras, com o tipo de letra e o afastamento das linhas
aqui apresentado. Todas as eventuais referências no texto do resumo devem ser
indicadas por: apelidos dos autores, data (entre parêntesis); as referências
devem ser listadas no final do resumo, tal como indicado no exemplo. Não
deverão ser inseridos quadros ou figuras no resumo
O resumo deve ser
enviado em formato word e e formato pdf,
até ao dia 17 de março de 2024
(domingo), para o seguinte mail do Congresso secretariado@5cihel2024.org
Nota: a partir da
receção, pelos autores, das aprovações dos resumos das respetivas
comunicações – que irá acontecer, gradualmente, a partir da receção
dos mesmos resumos e na sequência da respetiva análise pela Comissão
Científica – os autores poderão fazer a submissão da comunicação completa
– respeitando o template divulgado no site do congresso – cuja aceitação só
será definitiva, depois de nova análise pela Comissão Científica e depois da
respetiva inscrição no 5.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores de cada
comunicação.
O assunto do mail a enviar acompanhando
os documentos com o resumo deverá ser elaborado como se segue: Proposta
resumo 5.ºCIHEL nome próprio e apelido do 1.º autor Tema (A a D). No caso do
1.º autor apresentar mais do que uma comunicação, a designação dos assuntos
deve ser numerada sequencialmente (exemplo: Proposta resumo 5.ºCIHEL Carlos
Silva 1 Tema (A a D), Proposta resumo 5.ºCIHEL Carlos Silva 2 Tema (A a D). A designação dos ficheiros a enviar
deverá conter o primeiro nome e o último nome (apelido) do 1.º autor,
antecedido de R_ (exemplo: R_Carlos_Silva_Tema_(A a D).pdf e
R_Carlos_Silva_Tema_(A a C).doc). No caso do 1.º autor apresentar mais do
que uma comunicação, os ficheiros devem ser numerados sequencialmente (R_Carlos_Silva_1_Tema_(A a D).pdf, R_Carlos_Silva_2_Tema_(A a D).pdf).
Outras informações
estão disponíveis no site/página do 5.º CIHEL, mas salienta-se que os resumos
serão apreciados pela Comissão Científica do 5.º CIHEL e cada resumo poderá
ser; “aceite”; ou “não aceite”, com justificação incluída
nos comentários enviados ao autor remetente da proposta.
Cada 1.º autor/autor correspondente será informado
sobre a aceitação ou não aceitação do respetivo resumo; a partir da
receção das aprovações dos resumos das comunicações, na sequência da respetiva
análise pela Comissão Científica – os autores poderão preparar a comunicação
completa - a enviar até 30 de junho de 2024 (domingo).
No caso em que a Comissão Científica solicite
alterações a uma dada comunicação, esta deverá ser entregue com tais alterações
até 18 de agosto de 2024 (domingo), que é também a data limite para inscrições
a preço reduzido, salientando-se que é obrigatória a inscrição no 5.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores
de cada comunicação.
(apenas
a título de exemplo o presente corpo de texto de resumo explicativo tem 677
palavras)
Notas
editoriais gerais:
(i) Embora a
edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo
corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada
por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos
artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais
dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da
exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo
sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de
quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo,
fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas
fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se
tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
Um primeiro desenvolvimento dos quatro
temas propostos para o 5.º CIHEL – Fazer Habitação – em Lisboa de 2 a 4 de outubro
de 2024 – Infohabitar # 893
Infohabitar, Ano XX, n.º 893
Edição: quarta-feira, 28 de fevereiro de
2024
Infohabitar a revista do GHabitar
Editor:
António
Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP),
Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC)
Edição:
Olivais
Norte, Encarnação, Lisboa;
e Casa das Vinte, Casais de Baixo, Azambuja.
A Infohabitar é uma Revista da GHabitar
Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar –
Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de
Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de
Arquitectura e Urbanismo do LNEC.
Apoio à Edição: José Baptista Coelho -
Lisboa.
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