domingo, julho 25, 2010

Olivais Norte: modernismo e natureza (i) - Infohabitar 305

Infohabitar, Ano VI, n.º 305
Sobre a integração da arquitectura modernista: Algumas notas introdutórias a propósito do tema da integração da arquitectura modernista habitacional do bairro de Olivais Norte – Encarnação, em Lisboa António Baptista Coelho

Advertência ao leitor
Faz-se, em primeiro lugar, a seguinte advertência ao leitor: as breves notas que se seguem, e que abordam de uma forma podemos dizer “exploratória” a temática da integração da arquitectura modernista habitacional do bairro de Olivais Norte – Encarnação, em Lisboa, não pretendem ser: nem uma análise histórica e teórica do referido Bairro; nem uma análise arquitectónica, ainda que parcial, do mesmo bairro; nem uma análise minimamente aprofundada das suas características vivenciais.
Aproveita-se para sublinhar que qualquer uma das três análises que acabaram de ser referidas é, hoje em dia, vital e muito pertinente, pois já é tempo de se avançar na clarificação de alguns aspectos da Arquitectura e da satisfação residencial que tanto tocam os aspectos de concepção/projecto, como os rumos dessa satisfação, encontrando-se, afinal, alianças reais, mas, à partida consideradas pouco prováveis, por exemplo, entre linguagens formais despojadas e agrado vivencial; considera-se. no entanto,que estas são matérias a desenvolver noutros textos.
Fiquemos então com algumas breves notas sobre o que se considera ser a excelente integração natural e em termos de imagem urbana, proporcionada pelos exemplos de arquitectura modernista habitacional do bairro de Olivais Norte – Encarnação, em Lisboa.



Fig. 01: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

A perspectiva de leitura/análise adoptada


A perspectiva de leitura, talvez mais até do que de análise, que foi adoptada, foi a do indivíduo que passeia pelos espaços exteriores do bairro de Olivais Norte – Encarnação, em seguida designado apenas por Olivais Norte, ou mesmo, apenas por bairro. Naturalmente que a formação desse deambulador não se pode descartar, mas tenta-se remetê-la para uma segunda linha, o que fica sublinhado até pela opção de não se referirem nomes de projectistas e datas de projectos e de obras, matéria que será referida noutros textos, embora se aponte, desde já, uma bibliografia sumária, sempre útil aos mais interessados.



Fig. 02: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

Tipos de imagens mais frequentes e/ou dominantes


Quem deambula pelo bairro e não se perde, até porque não é fácil “perdermo-nos” em Olivais Norte, tanto pela equilibrada dimensão global do bairro, como devido a ter ele uma estrutura organizativa muito clara, está muito disponível para poder ser impressionado por imagens/enquadramentos que vão surgindo, e que tanto podem ser:

. dominantemente edificados;
. como expressivamente naturais e associados neste caso ao verde urbano;
. como fortemente marcados por fusões de massa edificada e verde urbano;
. como ainda por extensões espaciais e paisagísticas que nos inculcam sentimentos fortes em termos de espaços e ambientes amplos e caracterizados.


Podemos, naturalmente, considerar - e esta ideia aqui escrita exige um conhecimento prévio e directo, ainda que mínimo, do bairro – que nele se oferecem imagens globais – vistas “panorâmicas” (embora delimitadas, e a este tema já voltaremos) – e sequências de imagens, globalmente caracterizadas pela presença do verde e da natureza, que podemos até designar mais desta forma do que de “verde urbano”, na perspectiva em, que este último será, porventura, um verde mais “educado”, confinado e ordenado (por exemplo em filas de árvores de arruamento em caldeiras e ao longo das ruas).

Enquanto que em Olivais Norte o verde está, aparentemente, “livre”, orgânica e aparentemente desordenado e naturalmente dialogante com a massa edificada; e diz-se “aparentemente”, porque bem sabemos que este verde foi global e pormenorizadamente planeado e desenhado, não só nas suas implantações e misturas específicas, mas também nas formas e ambientes prospectivos que iriam assumir ao longo de dezenas de anos – mais um tema para um outro texto, sem dúvida, mas aqui precisa-se de um colega paisagista.

Temos assim, para sintetizar, uma natureza dominante, que poderemos designar de “bairro jardim”, designação, como sabemos, comum, mas que seria interessante substituir por algo do género “bairro parque” ou “bairro verde”; não sei, porque até continuo a gostar mais do termo bairro-jardim, embora neste caso talvez um bairro-jardim orgânico, ou mesmo um jardim romântico, embora sem quaisquer dos aspectos, relativamente, artificiais, habitualmente embebidos na fábrica do “jardim romântico” – de certa forma o romantismo aqui liga-se à afectividade e envolvência dos ambientes criados, uma matéria à qual tentaremos voltar neste artigo.

Mas, caros leitores, quando deambulamos pelos passeios, pelas sendas, pelos caminhos e pelos relvados/prados de Olivais Norte, somos tão impressionados por essa componente natural/verde, como pelos próprios edifícios, numa alternativa de leitura que pode variar, e varia, por vezes, de instante a instante, e que, provavelmente é uma das matérias-chave das ideias apontadas neste pequeno texto.



Fig. 03: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

O "prédio" na natureza, ou o edifício na natureza
O subtítulo que acabei de usar foi escolhido, exactamente, para tentar aproximar-me da sensação que tive, há alguns meses, numa das minhas frequentes deambulações pelo bairro, ou talvez pelo espaço “urbano verde” que o integra (ideia que me ocorreu ao correr das teclas numa não-ocasional inversão da ideia de “verde urbano”).

Estava, portanto, passeando numa vereda perto dos limites, ou melhor dito, do limiar (bem activo), entre Olivais Norte e a malha maior da Encarnação, quando deparei com a imagem-tipo do edifício embebido no verde, ou talvez deva desde já dizer do edifico modernista em total integração com uma natureza reconfigurada; e passou-me pela cabeça a ideia que há uma grande distância entre a ideia, considerada óbvia, de que a arquitectura modernista é, por “natureza” uma arquitectura da relação com a natureza e da “cidade jardim”, uma ideia que, depois, se aponta ter “x” problemas, desde os sociais aos económicos, embora se possa considerar até plasticamente positiva, e uma ideia real, sentida, experimentada e vivida, por exemplo, no nosso “bairro jardim” mais paradigmático e puro que é Olivais Norte, construído há cerca de 50 anos e aparentemente com uma expressiva continuidade de clara adesão de quem lá tem vivido desde então.

Naturalmente que nestas relações há que ir mais fundo do que pela “imagem”, mas fiquemos para já, neste texto, um pouco por aí, pois a imagem e a leitura que ela permite e suscita é algo muito importante para quem passeia e vive na cidade.



Fig. 04: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

Algumas reflexões sobre aspectos formais

Abordam-se, em seguida, sinteticamente quatro aspectos: a questão da escala global e pormenorizada da intervenção; a questão da integração micro-urbanística dos vários elementos em presença; e a questão mais “pura e dura” da linguagem formal edificada que foi usada.
Tentemos abordar, ainda que brevemente e de forma exploratória, estas quatro questões/características na sua aplicação “tipo” em Olivais Norte.



Fig. 05: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

(i) A questão da escala global e pormenorizada da intervenção, realizada no bairro: sobre esta matéria, quem visite Olivais Norte com o tempo necessário para poder passear pelo bairro com calma – e quaisquer duas/três horas permitem um conhecimento mínimo –, terá a noção de uma intervenção baseada numa escala edificada e numa edificação caracterizadas por uma forte relação com a dimensão e o uso humanos, aspectos estes presentes em inúmeras situações de pormenor e de relacionamento entre edifícios, entre edifícios e espaços exteriores e entre espaços exteriores.

Ora uma tal condição é, à partida, veículo privilegiado para poder haver uma atenção especial e focada dos habitantes/utentes relativamente às imagens urbanas e paisagísticas propiciadas no bairro e pelo bairro; atenção esta que é o primeiro passo para se estabelecerem relações imagéticas, funcionais e ambientais entre edifícios e natureza.



Fig. 06: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

(ii) A questão da integração micro-urbanística dos vários elementos em presença, no bairro e de certa forma uma questão central nas intervenções “modernistas”: sobre esta condição o que importa referir, à partida, é que mais do que visar a concepção de edifícios e de espaços exteriores específicos, se visou, em Olivais Norte, a “construção” de vizinhanças coesas de edifícos e de espaços exteriores, coesas, porque complementares e atraentemente contrastantes; e afinal não foi por se terem privilegiado as vizinhanças, ou os conjuntos de micro-urbanismo, que se proporcionou menos atenção às obras de Arquitectura e de Paisagem; não senhor, antes pelo contrário, do reforço da vizinhança e do micro-urbanismo salientaram-se e salientam-se hoje em dia as excelentes obras de Arquitectura de edifícios e de Arquitectura de paisagem.

E assim se entende melhor que se criaram as condições relativa ou potencialmente ideais para se salientar a relação e o interesse da relação entre essas obras de Arquitectura de edifícios e de Arquitectura de paisagem, e então como tais obras foram marcadas, sistematicamente, pela excelência “individualizada”, o conjunto, ou, melhor, os conjuntos multiformes e infinitamente variados em termos de pontos de vista – aspecto este ligado à própria natureza do racionalismo edificado em meio paisagístico – ficam indelével mas afirmadamente marcados por uma qualidade global, que é maior do que a simples soma das partes da qualidade individual das Arquitecturas dos edifícios e da paisagem reconformada.



Fig. 07: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

(iii) A questão mais “pura e dura” da linguagem formal edificada que foi usada, que é também uma questão central em todas as intervenções “modernistas” melhor qualificadas ou mais genuínas, e na matéria aqui em consideração, designadamente, na relação entre formas simples e racionais, pormenores depurados e materiais “verdadeiros”, todas estas adjectivações aplicadas aos edifícios (entre outros adjectivos possíveis), e uma natureza recriada com sensibilidade e também com verdade, em termos das formas e das espécies mais adequadas aos locais específicos e às relações globais e particulares com os elementos edificados e construídos com que se devem integrar.

Há que sublinhar, aqui, ter sido esta matéria específica aquela que despoletou, directamente, esta reflexão e esta nossa primeira incursão nesta temática: ter encontrado um edifício tão “simples” e tão bem desenhado, tão bem integrado num espaço natural bem composto e reconfigurado, uma pequena parcela de jardim ou parque orgânico, marcado pelos fundamentais objectivos de se procurar uma simulação reforçada de ambientes naturais característicos (ex., bosque, orla de bosque, prado, etc.).

E daqui resulta que da possível fusão, numa escala de vizinhança, portanto de grande proximidade, entre uma Arquitectura positiva e afirmadamente sóbria e atraente e uma conseguida simulação de um ambiente natural, resulta um efeito final, simultaneamente, de grande integração formal entre edificado e natureza, e também de uma insuspeita valorização, quer especificamente desse edificado, quer desse “recanto” natural; afinal, o tema de base que suscitou esta reflexão.



Fig. 08: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

(iv) Finalmente, mas nunca em último lugar, importa referir a questão da própria qualidade do desenho das Arquitecturas dos edifícios e da paisagem reconformada, uma matéria que é evidente no bairro de Olivais Norte, sítio onde não há, por regra, lugar a arquitecturas edificadas e paisagísticas que estejam abaixo da excelência.

Sobre esta matéria específica muito haveria e haverá a comentar, mas fica sempre a ideia de que quando tratamos de fazer conjuntos urbanos e pequenos bairros de uma cidade que teve história e que quer continuar a fazer história, não deveríamos aceitar um nível arquitectónico exigencial abaixo da excelência, designadamente, quando se desenvolvem conjuntos com dimensão urbana significativa; afinal há um direito à criatividade, sem dúvida que há, mas tem também de haver um direito cidadão a essa excelência urbana e residencial com sentido amplo e de certa forma comsensual, e por aqui ficamos nesta temática para já.

Algumas notas complementares, mas importantes, que ficam por desenvolver

Várias são as questões que podem ser consideradas como formal e/ou funcionalmente complementares a estes aspectos de integração entre modernismo edificado e natureza reconfigurada, mas que, na prática têm tudo a ver com o êxito que se pensa ter sido atingido, pelo menos, neste bairro de Olivais Norte.

Apontam-se em seguida, sumariamente, algumas dessas questões, por regra associadas a determinados aspectos qualitativos, seja de micro-urbanismo, seja de concepção do edifício e da própria célula habitacional privada.



Fig. 09: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

Um dos aspectos é haver vida de bairro em Olivais Norte, não sendo por não haver ruas e quarteirões e pracetas que deixa de haver no bairro uma estimulante vida diária, uma matéria que terá a ver, seja com a actual centralidade e a excelente acessibilidade urbana gozada pelo bairro, designadamente, em termos de transportes colectivos, seja com a existência de um pequeno “centro cívico”, verdadeiramente multifuncional e estrategicamente concentrado e bem situado/acessível a pé a todos os moradores do bairro. Mais desenvolvimentos do tema terão de ficar para outros textos.

Outro aspecto é ser necessário fazer contas sobre o que custa a manutenção do verde publico em Olivais Norte. Sem dúvida que será/é uma manutenção dispendiosa, designadamente, nas estações mais quentes, mas atentemos à situação de haver grandes extensões de “erva” e terra sob grandes árvores, onde é quase só necessário limpar, e haver grandes relvados e/ou prados cuja mecanização da manutenção será sempre possível e está já em parte desenvolvida, sendo eventualmente a actual opção por mão de obra intensiva uma escolha que eventualmente poderá visar uma perspectiva de criar mais emprego ainda que com base, eventualmente, em ordenados reduzidos.

O que se aponta aqui é, essencialmente, que há contas a fazer nesta matéria e haverá, provavelmente, lições positivas e negativas a retirar sobre formas de actuação paisagística desenvolvidas no bairro - temática a desenvolver desejavelmente em parceria com um colega paisagista noutros artigos desta série.

Ainda nas áreas da manutenção urbanística seria interessante realizar um estudo comparativo entre o que tem custado a manutenção dos troços viários de tráfego misto e das vias "clássicas" (rodoviárias marginadas por passeios) de Olivais Norte, e o que custa a aplicação corrente e isolada dessa mesma solução "clássica"; é que, pelo menos aparentemente, as referidas vias mistas do bairro parecem estar, em boa parte, intocadas e quase sem precisarem de manutenção desde há cerca de 50 anos.

Outro aspecto é considerar o verdadeiro nível de qualidade de vida e de saúde ambiental que é possível em Olivais Norte; matéria esta com enorme importância numa sociedade actual, marcada pelo stress e pela poluição - temática fundamental a desenvolver.

Outro aspecto a desenvolver refere-se a estarmos em presença de uma dos mais "acabados" e positivos exemplos portugueses de aplicação de uma rede pedonal estruturadora, embora bem conjugada com as vias para veículos, num conjunto residencial com grande dimensão.

E ainda um outro aspecto tem a ver com a verdadeira qualidade de desenho edificado e de “desenho de natureza” que foi aplicada em Olivais Norte, e aqui há necessariamente uma pequena história a fazer e ensinamentos a recolher, numa altura em que será cada vez mais vital assegurar essa qualidade.

Naturalmente estas são matérias a desenvolver e que terão grande importância num fundamentado aprofundamento dos processos que regem a satisfação urbana e residencial.



Fig. 10: edifícios e natureza reconfigurada em Olivais Norte

Comentários de remate
A título de remate global sobre a temática da integração da arquitectura modernista habitacional do bairro de Olivais Norte – Encarnação, em Lisboa, sublinha-se o que foi referido no início deste artigo, sobre não se ter pretendido fazer aqui: nem uma análise histórica e teórica do referido Bairro; nem uma sua análise arquitectónica, ainda que parcial; nem uma análise minimamente aprofundada das suas características vivenciais.

Deambulou-se pelo bairro, afinal “um bairro”, embora sem ruas com continuidade, sem quarteirões e sem uma afirmada continuidade física com a cidade central, e pensou-se, um pouco, sobre como a sua arquitectura modernista, predominantemente, habitacional constituiu, durante cinquenta anos, portanto durante meio século, e constituirá, muito provavelmente durante muito mais tempo, um verdadeiro trunfo citadino, de vizinhança e edificado com claro sinal positivo, tanto em termos vivenciais, como em termos culturais.

E um trunfo que em breve ficará ainda mais valorizado com a abertura da estação de Metro da Encarnação - e aqui aproveita-se para sublinhar que deveria ser assegurada uma re-estruturação viária e do estacionamento que, após a abertura da estação, garantisse a manutenção de uma paz residencial mínima aos residentes, enquanto, simultaneamente, proporcionasse condições favoráveis de estacionamento a um número significativo de automóveis - e salienta-se que se julga ser possível este tipo de solução e que é tempo de se acabar com intervenções parecelares e desintegradas em termos das condições funcionais oferecidas; é evidente que a abertura de uma nova estação de Metro irá gerar um movimento intenso de veículos de não-residentes e parece ser possível prever acrescidas condições de estacionamento e salvaguardar a paz residencial que constitui parte integrante do carácter do bairro.

Voltando ao tema centtal do artigo, para o concluir, podemos referir que, afinal, parece ser possível fazer “cidade modernista” coesa, atraente e viva; aprendamos pois, um pouco mais, com o muito que há para aprender em Olivais Norte – Encarnação, tanto nos aspectos globais e pormenorizados de concepção, que aqui não foram abordados, como nestes aspectos de relação entre “partidos”, racionalistas, depurados e muito bem qualificados em termos de desenho e uma natureza igualmente bem “desenhada” e com expressiva presença; uma excelente realidade que está, claramente, a “milhas de distância” dos infelizmente frequentes casos de mau desenho de "arquitectura" cheio de pormenores sem sentido e mal acompanhado por um verde urbano negativamente ausente ou tristemente fingido.

Em outros artigos desta série sobre Olivais Norte, que irá sendo editada sem qualquer ordem previamente definida, e a propósito deste excelente caso de estudo, serão abordados outros temas que caracterizam este bairro-jardim modernista e que têm toda a actualidade na mega-cidade actual.

Alguns documentos de aprofundamento (numa primeira e breve listagem)
ASSOCIAÇÃO DOS ARQUITECTOS PORTUGUESES (AAP), Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa (GUAL). Lisboa: AAP, 1987, 311 p.

COELHO, António Baptista – Qualidade Arquitectónica Residencial – rumos e factores de análise. Lisboa: LNEC, Informação Técnica Arquitectura (ITA) n.º 8, 2000 , 475 p.

COELHO, António Baptista; PEDRO, João Branco – Do Bairro e da Vizinhança à Habitação. Lisboa: LNEC, Informação Técnica Arquitectura (ITA) n.º 2, 1998, 530 p.

GABINETE TÉCNICO DA HABITAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA – Principal Legislação da Habitação Económica interessando à cidade de Lisboa de 1912.07.26 a 1964.12.28, em boletim gth, vol. 1, n.º 3. Lisboa. Câmara Municipal de Lisboa, 1964.

PEREIRA, Nuno Teotónio – As Casas Económicas, 1947 – 1969, em Jornal Arquitectos n.º 16, 17 e 18. Março/Abril. Lisboa, 1983, 4 p.

PEREIRA, Nuno Teotónio – Escritos (1947 – 1996, selecção). Porto: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, FAUP Publicações, 1996.

PEREIRA, Nuno Teotónio – Tempos, Lugares, Pessoas. Matosinhos: Contemporânea Jornal “Público”, Colecção Os Contemporâneos do Público, 1996, 144 p.

PEREIRA, Nuno Teotónio (colaboração de António Baptista Coelho) – Os Olivais – experiência colectiva de uma geração, Palestra proferida nos Encontros da Associação dos Arquitectos Portugueses – Habitação, Construir Cidade com Habitação. Lisboa: AAP, 1998, 8 p.

TOSTÕES, Ana (coord.) – Arquitectura e Cidadania, Atelier Nuno Teotónio Pereira. Lisboa: Quimera Editores, Catálogo, 2004, 331 p.

Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.
Infohabitar, Ano VI, n.º 305
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 25 de Julho de 2010

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