Outros Casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, internacionais correntes e mais genéricos – infohabitar # 971
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte :
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 971
Edição:
quarta-feira 8 de Abril de 2026
Editorial
Caros
amigos e leitores da Infohabitar,
Com
poucas palavras apenas se refere que continuamos a desenvolver a divulgação de
aspetos razoavelmente conclusivos do estudo ligado ao PHAI3C - Programa de
Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, agora
referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável,
intergeracional, equipada e participada”.
Continuamos,
neste artigo, com a divulgação de casos de referência, neste caso
especificamente ligados à matéria da intergeracionalidade, internacionais e
considerados mais genéricos.
Boas leituras e naturalmente seria muito bom poder ter contribuições vossas nesta matéria intergeracional, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação e eventualmente na sequência da leitura dos artigos agora em publicação e que tratam de aspetos bem urgentes e críticos em Portugal.
Saudações
cordiais,
António
Baptista Coelho
Editor
da infohabitar
8
de abril de 2026
Outros Casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, internacionais correntes e mais genéricos – infohabitar # 971
1. Introdução ao perfil de análise e apresentação dos Casos de
Referência ligados a habitação intergeracional, estudados no âmbito do
PHAI3C
Os casos de referência
que são em seguida apresentados estão marcados por um perfil de apresentação muito
prático que desde já se sintetiza:
. Os textos
realizados têm um perfil claramente "de trabalho"; foram,
naturalmente, revisto, mas são assumidos como fases de procura prática de
elementos para informação dos artigos de síntese.
. Os textos
realizados correspondem apenas à opinião do autor e são muito influenciados
pela sua respetiva formação arquitectónica e habitacional.
. Os textos
realizados são, quase sempre, baseados apenas no estudo de documentos
identificados na WWW; quando tenha havido visita essa
condição é devidamente sublinhada no início dos mesmos.
. Os textos
realizados correspondem ao “respigar” de aspetos considerados úteis ou
oportunos no sentido do apoio ao desenvolvimento de soluções a desenvolver no
âmbito do PHAI3C; não constituem, portanto, qualquer
tipo de análise dos respetivos casos relativamente aos seus objetivos
residenciais e/ou de equipamento específicos.
Por razões práticas e
de agilização da apresentação não se usam
imagens originais; podendo ser realizados esquemas ilustrativos e
descrições sintéticas de espaços e equipamentos.
Naturalmente que os
textos entre aspas correspondem a citações retiradas dos documentos usados; mas
como estes não se encontram bem referenciados em termos de títulos e autorias,
por razões ligadas à grande quantidade de informação tratada, reduziram-se ao
máximo as respetivas citações.
E por fim mas
considerando-se que é matéria estruturante, convidam-se os leitores a
procurarem aceder, na WWW e por outros meios, aos diversos e fundamentais
aspetos de cada caso de referência considerado e a daí retirarem as vossas
respetivas conclusões e aspetos de reflexão.
2. Listagem geral ordenada dos mais de 100 Casos de
Referência
ligados a habitação intergeracional e estudados no âmbito do PHAI3C
A estruturação geral
dos casos de referência considerados no estudo seguiu essencialmente o seu
perfil tipológico e de localização, que aqui, novamente, se resume:
. Ibéricos e sul-americanos – correntes 11 casos
. Ibéricos e sul-americanos – Intergeracionais 7 casos
. Internacionais – Correntes 60 casos
. Internacionais – Intergeracionais 13 casos
. Internacionais - Específicos para demências 7 casos
. Internacionais - Envelhecer na sua casa 5 casos
3. identificação dos “Outros Casos de
Referência ligados
a Habitação Intergeracional, internacionais correntes e mais genéricos” – 22
casos – apresentados no presente artigo (ordem alfabética)
A
seguinte apresentação dos títulos dos casos, depois comentados individualmente
de forma sintética, destina-se a podermos ficar com uma ideia geral da matéria,
que não pode deixar bastante diversificada quando pretendemos visar uma nova
categoria de tipificação habitacional e urbana, pois em cada caso/situação
podemos retirar aspetos significativos e cada caso pode ser, aparentemente,
pequeno nos seus aspetos aqui respigados mas até, eventualmente, muito
significativo na sua influência no corpo final de sugestões sobre uma renovada
forma de habitar intergeracional, adaptável, variadamente apoiada, naturalmente
convivial e participada.
- Armed Forces Retirement Home - Gulfport Campus
- Camphill Gent
- Diagonal entry pathway with animated edges
- Elder home for Native American residents. Adapts Green House® model to Native American culture.
- Gilchrist Hospice Care
- (Exemplo de) Habitação compartilhada
- Humanitas Berweg Roterdão: pátio permeável à cidade
- (Exemplo de) Imagem doméstica
- Legacy Place
- Leonard Florence Center for Living (Green House)
- Merritt Crossing
- New Hybrid Homes Ashville, NC
- (Exemplo de) Prémios HAPPI
- (Exemplo de) Résidences Edilys
- Retirement homes come of age in booming market
- Retiros domésticos/residenciais – McCarthy & Stone Independence and peace of mind with Retirement Living
- Retiros domésticos/residenciais temáticos – McCarthy & Stone - Stylish, age-exclusive living solutions with Lifestyle Living
- Richmond Villages - A breath of fresh air for retirement living
- Sun city Kobe exemplo de minifogos
- (De) T0/1 a T2/3
- White Oak
- Winston Salem, North Carolina
Chama-se
ainda e novamente a atenção para o cariz esquemático e “de trabalho” dos
referidos comentários, referidos, portanto, a uma fase preliminar de sugestões
conclusivas para uma “nova” tipologia residencial baseada em espaços privados,
comuns e de uso público.
E
finalmente avisam-se os leitores para a diversidade de extensão das referências
a cada caso de estudo.
Fig. 03: uma simulação arquitectónica apenas “experimental”
e associável aos espaços comuns interiores de uma intervenção residencial e
urbana, adaptável e participada - realizada com base em diversas ferramentas de
IA
4. Apresentação ordenada e sintética de aspetos apurados na análise do conjunto de casos referência intitulado “Outros Casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, internacionais correntes e mais genéricos”
4.1. Armed
Forces Retirement Home - Gulfport
Campus
O
caso de Gulfport Campus (Gulfport Campus, Armed Forces Retirement Home AFRH) é
um de vários existentes nos EUA destinados à disponibilização de excelentes
condições residenciais, de equipamento e conviviais, para idosos veteranos das
forças armadas.
É
muito interessante ter a noção da variedade e riqueza da oferta de serviços e
instalações existentes no campus e em muitos campus deste tipo nos EUA,
citando-se os mesmos, em seguida, para o caso concreto de Gulfport.
General services:
Medical, Dental & Vision
Wellness Programs
Recreational Activities
Resident Daytrips
Full-service Library
Dining Facility
Social Areas & Cantina
Barber Shop
24 / 7 Security
Beauty Salon
Computer Center
Mailboxes
Banking Services
Campus PX / BX
Computer Center
Off-campus Shuttle
Public Transportation
Card Room
Major Amenities:
Emergency 24 / 7 alert system
Private Rooms & Showers
In-room Cable Internet
Television Hookup
Deluxe Fitness Center
Movie Theater
Bowling Center
Hobby Shops
Arts and Crafts
Gulfport, MS (caso específico de Gulfport):
Walking Path to Beach
Outdoor Swimming Pool
Gulf-view Balconies
Art Studio
Modern Media Room
Reflecting Pool
Washington, DC (caso específico de Washington DC):
Scenic Walking Paths
9-hole Golf Course
Driving Range
Recreation Rooms
Stocked Fishponds
Mas tão importante como esta riqueza e diversidade de serviços, espaços
e equipamentos, são os objetivos que marcam este tipo de campus residenciais e
que em seguida se sintetizam, também usando respetivas citações:
- History, culture, and music. Whatever your interest, we will help
you indulge it.
- Your independence is of utmost importance.
- … You are about to enjoy all the privileges, amenities, and
camaraderie that come with living at the AFRH. Here, you will be among your
own: fellow veterans and retired service members. We offer activities,
programs, and amenities to maintain health and wellness. Yet, your adventure
begins right here in your own personal room.
A dimensão das instalações refere-se a cerca de
900 pessoas em cada campus, sendo os seguintes os aspetos talvez mais caraterizadores
das instalações e das condições aí disponibilizadas (citações):
- The Armed Forces
Retirement Home (AFRH) refers to one of two facilities, one in
Gulfport, Mississippi, the other in Washington,
D.C., that house veterans and active duty members of
the United States Armed Forces.
- Both Homes are model retirement centers, where residents can
maintain an independent lifestyle in an environment designed for safety,
comfort and personal enrichment. Military veterans from all service
branches can live at either Home.
- All new Residents are assigned a private, single room that is
air-conditioned. The average room size in Washington, DC, is approximately 280
square feet of living space [26m2], and in Gulfport, 450 square feet of living
space [42 m2, apartamentos], including a bathroom, shower and closet.
- The AFRH will provide you with a bed and armoire. Additional personal
furnishings are allowed (such as a computer, desk, recliner, dresser, lamps,
refrigerator, microwave, or (in Gulfport) - dinette set). You will,
however, need to supply any of these extra furnishings independently.
- Each room is pre-wired for cable TV and telephone service. If you
desire these services, you must order and pay for them on your own.
- Also please be advised that the AFRH is a smoke-free facility. Smoking
is prohibited in all buildings—including Resident rooms. Specific outdoor areas
are designated as “smoking areas”. So please be considerate to your comrades.
- A few less than 900 men and women, with an average age in the
eighties, currently reside at the homes.[2] Residents are free to come and go as they
please.
- Meals are served in the Dining Halls three times daily.
- The Wellness Center offers medical, dental, optometric and podiatry
service on site.
- Extensive on-site recreational facilities (swimming pool, gym, movie
theatre, computer game room, etc,) are available.
- While residents are welcome to park and use private vehicles and RVs at the Homes, in-house transportation is offered to local hospitals, military commissaries, exchanges and shopping.
Relativamente à dimensão das instalações, julga-se que existirão dois
tipos distintos de acomodações privadas: suites com cerca de 26 m2 e
apartamentos do tipo T0/1 com quitchenete e cerca de 42m2.
Consoante residentes envelhecem e precisam estão disponíveis condições
diversas e “crescentes” de apoio residencial: "Independent Living Plus,"
"Assisted Living", "Memory Support" and "Long Term
Custodial Care. Uma matéria que se julga bem interessante no sentido
de se poderem escalonar tais tipos de apoios eventualmente nos mesmos espaços
residenciais mas apenas com alteração dos serviços pessoais e de eventuais
apoios específicos – por exemplo, aplicações específicas que facilitem a
movimentação e/ou a prestação de cuidados, e cujas exigências espaciais e
funcionais devem estar devidamente contempladas de início, mas sem
visibilidades estigmatizantes.
É também interessante atentar no cuidado havido na conceção da respetiva
arquitectura de interiores, destacando-se, aqui, aspetos de apropriação, relação
com o exterior e iluminação:
- Large bedrooms allow each resident to customize their space or
alter the furniture placement to suit their personal preference.
- Resident apartments include a full bathroom, kitchenette and balcony.
A bed, night stand, armoire, small kitchen area, dining table with chairs,
love seat, and lounge chair is provided.
- The balcony is large enough to accommodate chairs and a small table
for eating or socializing.
- A view of the ocean from every apartment and a spacious balcony
with sun ‐shading canted toward the ocean accommodates outdoor
dining and socializing opportunities.
- Private bedrooms with private showers are spacious and include multiple
light sources and types, a custom built headboard, armoire, television and
stand.
No que se refere aos apartamentos estes estruturam-se, basicamente, em
cinco zonas inter-articuladas: entrada e zona de refeições (incluindo
preparação); zona de estar e multifuncional; zona de quarto; zona de estadia
exterior; zona de casa de banho.
Os espaços comuns são estruturados em termos de socialização e de
acessibilidade:
- Residents have access to laundry and a day room for socializing
with friends and family.
- The elevators are conveniently located and less than 160 feet
[cerca de 42 m] from the farthest unit.
Salienta-se que a estruturação dos espaços comuns privilegia poucos
corredores e largos, ou quase grandes átrios alongados de acesso a pequenos
conjuntos de apartamentos (cerca de 6 a 8), rematados com pequenas zonas de
estar multifuncionais e, depois, e em cada piso com importantes zonas de estar
multifuncionais; procura-se, portanto, quebrar monotonias de zonas de acesso
com espaços razoavelmente “vibrados” e diferenciados; no caso das unidades de
“suites” os acessos parecem ser mais regulares e do tipo “hoteleiro”.
A título de informação complementar e julgada oportuna, junta-se, em
seguida, uma síntese das respetivas condições de admissão:
- … Career military personnel have priority. Enlisted, Warrant Officers,
and Limited Duty Officers with a minimum of twenty years of service at age 60,
veterans incapable of earning a livelihood because of a service-connected
disability incurred in the line of duty, veterans who served in a War Zone or
Hostile Fire Zone and are later found to be incapable of earning a livelihood,
and women veterans who served before 12 June 1948, may be eligible…
4.2.
Camphill Gent
Esta solução foi premiada pelo estado de Nova Iorque pelo
desenvolvimento de novos ambientes para a prestação de cuidados.
Houve grande Cuidado na implantação topográfica e nos aspetos de
drenagem natural, associando-se as melhores áreas a uma atividade agrícola
comunitária e natural.
Na intervenção que tem extensa dimensão e que é basicamente naturalizada
e mesmo agrícola existem variados tipos de soluções residenciais, tais como: “small
adult homes, large adult homes, village houses, townhouses” e uma “co-house”.
Existindo igualmente uma grande diversidade de espaços exteriores e de
relação interior/exterior, com variadas caraterizações, mais e menos comuns, e
mais e menos naturais ou construídas.
E existindo, naturalmente, diversos edifícios com serviços e
equipamentos comuns.
Cada “adult house” integra até cerca de 20 a 24 apartamentos do
tipo T0/1, agregados sensivelmente seis a seis em torno de átrios comuns e
conjugados com apartamentos de “residentes” (pessoal de apoio); e na sua
globalidade com espaços comuns mais desenvolvidos “centrais” e ligados a
espaços e serviços de apoio.
Na concepção destes espaços houve sempre grande atenção com aspetos
específicos de conforto ambiental e de apoio ao bem-estar considerados
essenciais na habitação dos mais idosos, tais como:
- a importância da luz natural e da relação com
o exterior: When developing building plans, particularly the Adult Homes: it
was important that there should be no more than two rooms together before light
or a window could be seen.
- environment encourages movement and balance and the activity spaces
are light-filled.
- design enlivens surfaces with different textures and color.
- colors evoke certain emotions and the design integrates color in an
Anthroposophic way: Blue/Violet evokes reverential feelings; Green evokes new
life; Yellow/Orange: light and brightness; Red/Blue: deep
emotions/contemplation.
- Staff and co-workers live among residents in apartments above and
attached to the assisted living houses, which help to reinforce personal
relationships.
Na conceção da co-house
aplicaram-se apartamentos T1 com pátios térreos bem ligados ao exterior
ajardinado e formalmente promovendo a socialização.
Em termos gerais de conceção
arquitectónica salienta-se que: The Steiner principles affected the
overall building geometry, creating many irregular angles in building form and
corridor configuration. As a result, the design
avoided flat ceilings and right angles where possible to create the sense of a
living environment as opposed to a closed box and the roof forms create
movement.
E estes últimos aspetos dão
que pensar, na sua evidente oposição à “arquitectura de equipamentos” que marca
tantas intervenções dedicadas aos mais idosos.
4.3. Diagonal entry pathway
with animated edges
Numa perspetiva similar à da
última sub-temática considerada e relativa ao evitar aspetos de excesso de
regularidade formal nos espaços dedicados à vivência de pessoas mais idosas
e/ou mais sensíveis e usando uma das muitas e pertinentes observações do
arquitecto e gerontólogo Victor Regnier, cujos estudos são realmente
incontornáveis nestas áreas, salienta-se o interesse que terá uma zona de
entrada comum e multifuncional organizada diagonalmente em relação ao respetivo
acesso exterior e marcada por “fronteiras” bem animadas.
4.4. Elder home for Native
American residents. Adapts Green House® model to Native American culture.
Um modelo que
interessa muito ter em conta neste estudo e que pode e deve ser adequadamente
consultado na WWW é designado Green House® model , que, de forma muito sintética e na minha
opinião propõe unidades relativamente pequenas de apoio a idosos, por exemplo
com conjuntos entre 6 e 12 grandes T0, em que cada conjunto de cerca de 6
unidades se “reúnem” em torno de um amplo espaço comum de estar, existindo,
complementarmente, outros espaços comuns com mais valências e igualmente
amplos, bem como variados, com bastantes tipos de espaços e equipamentos de
apoio; e sendo que o conjunto funciona e aparenta ser uma grande “moradia”,
aspeto este também evidenciado pela respetiva decoração exterior e pela imagem
exterior.
As “escalas” de
sustentabilidade em termos de pessoal de apoio são, por vezes, conseguidas pelo
funcionamento articulado de várias unidades deste tipo estrategicamente
localizadas e proporcionando facilidade a serviços comuns de apoio.
Estes últimos aspetos dão que
pensar, na sua evidente oposição à “arquitectura de equipamentos” que marca
tantas intervenções dedicadas aos mais idosos.
Considera-se ser este também
um interessante caminho para a intergeracionalidade residencial, sendo que no
caso que suscitou esta análise, houve uma interessante adaptação do referido
modelo residencial e de apoio pessoal a um modo de vida e a uma tradição e
cultura específica; o que também é um aspeto que nos deve merecer grande
atenção, designadamente, quando há grande proximidade de vivências pessoais
como acontece nestas soluções residenciais.
4.5.
Gilchrist Hospice Care
A solução que aqui de
salienta, a Gilchrist Hospice Care, merece uma atenção específica no sentido de
procurarem encontrá-la na WWW, para poderem observar as excelentes imagens que
ilustram alguns dos seus quartos e onde fica evidente toda a importância que
tem uma cuidadosa arquitectura de interiores, expressivamente “doméstica”, em evidente
oposição à “arquitectura de equipamentos” que aindamarca tantas intervenções
dedicadas aos mais idosos.
É essencial que a
pormenorização espacial e de apropriação por mobiliário nos espaços privados promova
o apoio ao “relief in affliction”, e uma sensível consolação, designadamente,
em termos de arranjo geral e pormenorizado do interior, por adequada luz e
vistas naturais, pavimento naturalizado, mobília e quadros, por exemplo, vários
tipos de lugares sentados, cor geral, sancas e roda-pés atraentes, cortinas,
etc; e isto é fundamental mesmo que coabitando, por exemplo, com uma funcional
cama do tipo hospitalar – mas talvez mesmo estas tenham modelos mais
“domésticos”. E é muito importante que tais condições se estendam a todo o
espaço privado, com “toques” fundamentais na respetiva porta de entrada, no
desejável espaço exterior e no arranjo dacasa de banho que pode ser
simultaneamente funcional e caloroso e apropriável; não sendo em todo este
cenário necessário que os aspetos e elementos de apoio específico à mobilidade
e aos cuidados pessoais sejam evidenciados, mas sim bem integrados e mesmo
camuflados.
E é fundamental que um tal
leque de condições se prolongue, de forma razoável mas evidenciada pelos
espaços comuns do conjunto residencial.
4.6.
(Exemplo de) Habitação compartilhada
O atrás referido exemplo
associado ao Green House® model pode ser articulado com soluções
de “habitação de transição” ou designação similar, onde vários grupos de
quartos bem dimensionados, por exemplo associados dois a dois ou três a três,
se organizem em torno de um espaço comum com alguma amplitude e uma “abertura”
cuidadosa (não excessiva nem muito reduzida) onde sejam desempenhadas
atividades comuns ligadas a refeições, estar e convívio.
Há aspetos importantes no
desenvolvimento deste tipo de solução, entre os quais as questões de
acessibilidade, devendo ser todos os quartos bem acessíveis relativamente a
esse espaço comum e podendo colocar-se a questão da existência de casas de
banho partilhadas por dois utentes de dois quartos contíguos, designadamente,
quando estes exijam apoio de cuidadores para as usarem; e mesmo assim e
pessoalmente não considero que esta solução seja recomendável.
Globalmente, este tipo de
solução “joga” e positivamente na redução da escala destas intervenções,
condição esta que permite a sua fácil integração urbana, devendo ser
delimitados na sua capacidade total que dificilmente deverá ultrapassar os 6 a
8 quartos – opinião minha.
4.7.
Humanitas Berweg Roterdão: pátio permeável à cidade
Novamente se desafiam os
leitores a procurarem imagens da intervenção da Humanitas Berweg em Roterdão e
do seu grande pátio coberto estimulantemente permeável à cidade.
É muito interessante todo o
espaço visível dos três níveis de galerias que rodeiam o pátio amplo e alongado
e que nos spisos superiores dão acesso aos pequenos fogos, estando todo o piso
térreo ocupado por uma animada zona de estar e convívio que se julga ser aberta
à comunidade local; evidentemente que tanto vidro zenital não será a melhor
solução em climas do sul da Europa, mas soluções existem para a respetiva
adequação.
4.8.
(Exemplo de) Imagem “doméstica” ou calorosa
Convidam-se os leitores a
procurarem a solução residencial de apoio a idosos em Hendriks place ,
mas de certa forma ela traduz um caminho de conceção que é felizmente comum no
Reino Unido e que procura caraterizar o exterior arquitectónico de soluções
desse tipo com aspetos marcadamente “domésticos”, apropriáveis e calorosos.
E sintetiza-se uma das
ilustrações de uma fachada de Hendriks
place onde estão apontados, pormenor a pormenor, os seguintes aspetos:
algumas janelas com portadas para variedade; janelas com configuração
vernácula: detalhes tradicionais nas chaminés; aspetos datradição
arquitectónica regional; amigáveis “bay-windows”; variações cromáticas
personalizadoras de partes do conjunto; materiais naturais; zonas comuns
aparentando alpendre exterior; “sancas” exteriores reforçando escala humana.
(tradução minha)
4.9.
Legacy Place
A importância da escala das
intervenções para pessoas idosas e/ou especialmente sensíveis e exigindo
cuidados específicos fica sublinhada neste exemplo de Legacy Place – Allentown
PA -, onde também se evidencia a grande importância que terá, sem dúvida, uma
certa harmonização sociocultural para que estas pequenas comunidades vivam de
forma positiva e estimulante; mas como fazer e de modo mais generalizável, sem
ser no âmbito de comunidades como a que em seguida se refere, é matéria que
fica para posterior desenvolvimento e discussão.
Sem mais comentários
registam-se e citam-se aspetos que caraterizam a solução residencial assistida
em Legacy Place (negrito meu):
- This unique neighborhood is being built exclusively for members of the
Jehovah’s Witness church. The small houses will provide a place for members
of the local Jehovah’s Witness community needing assisted living or memory care
to comfortably remain in the company and care of their brothers and sisters of
the same faith.
- This small house neighborhood will consist of two small houses: one
made up of two 10-bed assisted living houses and the other is a 12-bed assisted
living memory care house.- repare-se que são duas
unidades de 10 studios cada, articuladas por uma ampla zona com diversos
espaços comuns, e tudo térreo.
- Situated on a 2.4-acre site in a residential neighborhood, this
community will embody all that small homes are meant to be: stand-alone
residences that function like a traditional family home with a limited number
of residents.
A vizinhança recria-se a partir de um impasse
de tráfego misto ladeado pelos dois edifícios, sendo o maior prolongado por uma
agradável zona exterior de receção e estadia que estende os amplos e variados
espaços comuns (assisted living houses), e o outro mais compacto e onde se
integram os quartos “memory care”.
Salientam-se, ainda, alguns aspetos
importantes:
- a zona comum do edifício “memory care” é
muito regular e concentrada; enquanto a outra é alongada e diversificada.
- os espaços individuais “memory care” são
menos amplos do que os “assited living”, que são do tipo T0/1.
- julgo que as banheiras ou grandes duches no
“assisted living” têm sítio de sentar; julgo que seria importante continuar a
proporcionar “o banho de imersão” que tem qualidades específicas designadamente
quando tomado “em casa”.
- (e cita-se) Just as in a traditional residential house, the small
house is divided into three distinct zones with the personal residential rooms
separated from the common activity and dining portion of the house, while
services are located behind the scenes. This way, residents do not need to move
through the more public areas going to and from bathing, and the resident room
area can be kept more private and quiet.
Importa ainda referir que a partição
estratégica da zona de “assisted living” em dois núcleos bastante “autónomos”
com 10 studios cada, que é favorável no sentido das relações de apropriação
proporcionadas, também poderá proporcionar um faseamento estratégico da
intervenção.
4.10. Leonard Florence Center
for Living (Green House model)
Esta
intervenção no Leonard Florence Center for Living corresponde de forma muito
direta a um exemplo associado ao Green House® model, neste caso
aplicado a uma comunidade de origem judaica, mas caraterizando bastante bem o
referido modelo, pelo que ficamos, essencialmente com algumas citações que são,
julga-se, bastante claras na descrição dos respetivos e muito interessantes
objetivos vivenciais gerais e de pormenor.
-The prevailing goal of the Leonard Florence Center was to create a
“real” home that provides exceptional care, but also supports those seeking to
redefine the worth and meaning of late life and those living with debilitating
diseases.
- A radical departure
from traditional skilled nursing homes, different in architecture, size, and
organization, it is designed to give the home character and its residents
autonomy.
- Until now, Green Houses
have been developed as free-standing buildings on rural or suburban sites
affiliated with traditional skilled nursing facilities, but LFCL takes the
Green House® concept to a city setting for the first time within a single
93,000-square-foot building.
- There’s also an
electrical hearth, where 10 residents live together in private rooms under the
care of “shahbazim,” as nursing staffers are known. (Shahbaz is from the Persian word for “royal falcon”; shahbazim is the
plural form.) Shahbazim add a very personalized and comforting aspect to the
Center; each home features a central communal space near the kitchen and a
dining table for 10.
- On the first floor of the
Leonard Florence Center — or “Main Street” as it is often called — residents
and families are able to take in the beautiful aesthetic and design of the
facility. Upon entering, you will see a beautiful waterfall in the entryway
and a welcoming reception and lobby area.
- There are only ten
residents in each “home” – enabling both privacy and socialization; Private
room with full bath; Custom bed, nightstand, and side chair, full-length
closets; Flat-screen televisions, computer and wireless access, emergency call
system; Large windows with views of Boston and Admiral’s Hill; Made-to-order
meals; menus are designed collaboratively with residents and staff; Each home
features its own kosher kitchen and open dining space for the ten residents
- All rooms in the
Leonard Florence Center are designed to resemble a one-bedroom hotel suite.
While resident rooms boast thoughtful design and aesthetic, residents and
families are encouraged to personalize their rooms with artwork and décor of
their choosing.
- European day spa, with hairdresser, manicurist and aesthetician; Peace garden, on-site
chapel and family meeting room/library; Bakery, café and kosher
deli, all free of charge to residents, families and visitors; Outdoor patio
seating by cafe
- Skydiving and sailing,
trips to Disneyworld, “Barn Babies,” holiday/birthday celebrations; Barbecues,
movies, talent shows, speakers and concerts; Games, puzzles, music and vocal
entertainment; Theatre trips, day trips to Boston, movie nights, community
art-making; In-Room Accommodations and Amenities.
- Residents rise when
they want, eat when they want and plan their own schedules. It’s just like
living at home except here you are also getting the very best care,
stimulating social and recreational activities and a staff who will quickly
seem like family.
Mais informação em:
https://chelseajewish.org/short-term-rehab/leonard-florence-center-for-living-chelsea/resident-life/
4.11.
Merritt Crossing Senior Apartments
A intervenção em “Merritt
Crossing Senior Apartments”em Oakland, California, integra
um conjunto de aspetos muito interessantes entre os quais se salientam a
respetiva integração em meio urbano densificado, uma sua dimensão social que
podemos considerar já bastante significativa e uma sua caraterização em termos
de pormenorização onde se concilia uma evidente modernidade com aspetos muito
práticos associados a uma elevada durabilidade e facilidade de manutenção.
A intervenção estrutura-se
entre um piso térreo comum de acesso e de estar/convívio, ligado a um agradável
pátio posterior, e um edifício em altura com galeria interior de distribuição,
aberta à paisagem nas suas extremidades, que serve fogos monorientados maioritariamente
T1 com pequenas cozinhas destacadas da zona de sala e balcões exteriores
privativos e conviviais que servem sala e quarto.
O conjunto foi realizado em
2012 com 6 andares e 70 fogos.
Serviços e espaços comuns:
- Laundry Facilities
- Planned Social Activities
- Business Center
- Clubhouse
- Courtyard
- Fitness Center
- Floorplan Amenities
- High Speed Internet Access
- Air Conditioning
- Smoke Free
- Wheelchair Accessible
- Balcony
Salientam-se,
ainda, porque se consideram essenciais neste tipo de intervenções, as suas excelentes
acessibilidades urbanas, em
seguida exemplificadas: aeroporto a 14 min de automóvel; transportes públicos,
estação urbana a 4 min. a pé; universidade, 6 min a pé; parque/jardim, 2 min a
pé
4.12.
New Hybrid Homes Ashville, NC
Quando associamos um conjunto
de fogos tendencialmente pouco “desenvolvidos” em termos tipológicos - ex. do
T0 ao T2, incluindo as essenciais sub tipologias T0/1 e T1/2 – em soluções com
espaços comuns tendencialmente mais amplos e “efetivos” em termos de objetivos
vivenciais do que os simples corredores de acesso comum, há aspetos importantes
a considerar e explorar, designadamente no que se refere aos desenvolvimentos pormenorizados
dos respetivos espaços privados e comuns, que não se podem limitar a seguir as
regras funcionalistas aplicadas a uma habitação multifamiliar, que na prática
apenas corresponde a uma sobreposição de fogos correntes com um mínimo de
espaços de acesso e ainda por cima cada vez mais regulamentarmente definidos.
Evidentemente que a resposta
a esta questão corresponde ao resultado final do estudo do PHAI3C, mas
aproveitamos cada caso de referência para por aqui avançar sempre que tal é
oportuno; e é neste sentido que se integra esta pequena síntese sobre alguns do
aspetos que caraterizam os “New Hybrid Homes Ashville”, pois aqui se procurou
aprofundar conjuntos de caraterísticas que estando sediadas num edifício
multifamiliar podem no entanto suscitar memórias de outros contextos
residenciais mais domésticos e tradicionais, ainda que usados no contexto de
pequenos fogos associados a espaços comuns “complementares”.
E nesse sentido se apontaram
e se citam:
Cottage-Like Features:
Multiple exposures
- Sheltered lower level parking
- Outdoor living space
- Absence of corridors
Apartment-Like Features:
- Indoor access to common and service areas
- Opportunities for social connections
- Multi-story building that requires less site area
Globalmente
e neste caso é muito interessante salientar que os fogos deste conjunto se
caraterizam pela quase ausência de espaços de circulação – o que é excelente
quando gerimos áreas controladas/reduzidas – e pela existência conjugada de:
(i) um espaço amplo em que o estar, as refeições e a cozinha se integram
visualmente; e (ii) de vários sub-espaços em cada zona: quarto tem 4
supespaços; sala, 4; coz., 3; varanda, 2; casa banho, 4; hall 2; e julga-se ser
evidente a riqueza espacial, e em termos de apropriação e de adaptabilidade que
tais condições proporcionam.
4.13.
(Exemplo de) Prémios HAPPI
A Housing our Ageing
Population Panel for Innovation (HAPPI) é uma iniciativa do Reino Unido
lançada em 2009 para reformar o design de habitações para idosos,
garantindo que as novas construções atendam às necessidades e aspirações das
gerações futuras. O projeto é amplamente reconhecido pelos seus 10
Princípios HAPPI, que servem como padrão de qualidade para arquitetos e
promotores imobiliários.
No âmbito da atividade da
HAPPI tem havido inúmeras atividades entre as quais se destacam os prémios
periódicos e diversificados para as intervenções visando habitações para idosos
e consideradas mais interessantes em diversos aspetos.
Sugere-se,
portanto, ao leitor que simplesmente avance na WWW onde a premiação HAPPI está
largamente documentada e é de interesse incontornável.
Associado à
atividade da iniciativa HAPPI temos sempre de sublinhar a incansável e
essencial ação, que nestas áreas desenvolve a Housing Learning and Improvement
Network – Housing LIN – que é uma
comunidade de mais de 15.000 profissionais nas áreas do habitar, saúde e
serviço social na Inglaterra, Gales e Escócia, e que tem patrocinado inúmeras
iniciativas de investigação, divulgação e discussão, sendo excelente o seu
site: https://www.housinglin.org.uk/
4.14.
(Exemplo de) Résidences Edilys
Em frança há também e
naturalmente soluções interessantes para o apoio ao habitar dos mais idosos e
designadamente daqueles mais sensíveis, onde se conjuga o apoio habitacional e
o social, e nesta área as Résidences Edylis apresentam aspetos a
registar e que se citam em seguida:
- Les résidences Edilys accueillent des personnes âgées autonomes ou
semi-autonomes, et les accompagnent quelle que soit l’évolution de la
dépendance. Leur situation idéale, à proximité des services, laisse la
possibilité de conserver une vie active, en toute autonomie.
- À Edilys, tout est conçu pour vous sentir « chez vous ». La résidence
propose des appartements confortables, dotés d’un espace cuisine. Vous
équipez votre nouveau domicile avec votre mobilier et objets personnels.
- L’équipe soignante vous accompagne et s’adapte à vos besoins en
fonction de l’évolution de votre santé, jusqu’au bout de la vie.
- Une unité de vie protégée, qui fonctionne selon le rythme du résident,
permet d’accompagner la dépendance psychique.
- Le secrétariat de la résidence est à votre écoute pour réserver des
services optionnels (restauration, coiffure, taxi...) ou vous aider dans
vos démarches administratives.
- À Edilys, vous avez le choix : il est possible de cuisiner dans votre
appartement ou de prendre les repas au Restaurant. Une cuisine de qualité
est élaborée sur place par le chef et son équipe, en tenant compte des régimes
et des habitudes alimentaires des personnes accueillies. Les plats sont servis
à l’assiette dans un cadre chaleureux.
- Infirmiers, auxiliaires de vie, aides-soignants, agents d’entretien,
cuisiniers, serveurs... L’équipe disponible 24h/24 constitue une
présence rassurante. Elle est attentive au quotidien à vos besoins et attentes
pour un accompagnement le plus personnalisé possible. Un système d’appel
vous assure un contact permanent avec l’équipe.
- Vous conservez le choix de votre médecin traitant et des intervenants
paramédicaux. Votre suivi de santé est assuré par le médecin coordonnateur
et l’infirmier coordinateur de la résidence, en lien avec l’équipe soignante et
les auxiliaires médicaux (psychologue, ergothérapeute, psychomotricien...).
- Un programme d’animations est proposé en concertation avec les
résidents. Échanges intergénérationnels, repas à thème, balades, chorale,
gymnastique, projections de films, sorties en bord de mer… Vous êtes invité à
diverses activités physiques ou culturelles. Les événements festifs sont
l’occasion d’associer proches, familles, amis aux moments forts qui rythment
votre vie à la résidence.
- Les commissions menus et animations, le Conseil de la Vie Sociale sont
des instances de participation à la vie de la résidence. Une opportunité
d’exprimer avis, interrogations et suggestions concernant le fonctionnement de
l’établissement...
- Les résidences Edilys offrent un ensemble de services hôteliers de
qualité (restauration, ménage, entretien du linge...), des services
d'accompagnement de la dépendance et de suivi de la santé.
- Un programme d'activités et de sorties (facultatives) est défini en
concertation avec les résidents. Les évènements festifs sont l'occasion
d'associer proches, familles, amis aux moments forts qui rythment la vie de la
résidence.
- Toutes les résidences Edilys possèdent une « Petite Maison » ou une
unité Kerélys, lieu de vie sécurisé qui fonctionne selon le rythme du
résident, et prend en charge la dépendance psychique.
- Les établissements Edilys peuvent proposer, selon leurs possibilités,
2 dispositifs d'accueil : L'hébergement temporaire : un hébergement limité
à 3 mois par an, bon compromis entre domicile et établissement. Une solution
idéale pour découvrir le projet Edilys ; L'hébergement permanent :
l'occasion de poser ses valises dans un logement personnalisé.
4.15. Retirement homes come of
age in booming market
Considerando que o Japão é uma das sociedades
mais envelhecidas do mundo, com quase um terço da população com mais de 65 anos
e mais de 36 milhões de idosos, havendo uma esperança de vida elevada e a maior
proporção de centenários no mundo, é interessante e oportuno ir acompanhando as
soluções de apoio residencial que integram os idosos no Japão e daí a
interessante abordagem de Philip Brasor e Masako Tsubuku – no blog Cat Foreheads & Rabbit Hutches
em http://www.catforehead.wordpress.com e em The Japan Times Community 6 jan 2014 - sobre
a habitação japonesa e as questões associadas aos habitantes mais idosos,
focando alguns aspetos que bem merecem ser lidos diretamente nas fontes
referidas, e que, em seguida, apenas se sintetizam em algumas citações (negrito
meu):
- The majority of Japanese, however, are expected to opt for public or
semi-public nursing homes, which are increasing in number but not fast enough
to keep up with demand. The government says that some 400,000 seniors are
currently waiting for spaces in public facilities to be vacant so that they can
move in, but non-government organizations tend to report that the
situation is not that desperate, since the majority of these seniors are still
healthy enough to live on their own, so “waiting” is a relative term.
- Public nursing homes can be divided into two general categories:
residence and facilities. Residence homes only provide room and board.
There are no care-giving services, so if the resident eventually does require
some help down the road and remains in the home, he or she will have to have a
caregiver visit from outside. Some homes cater for both care and residence,
like assisted-living facilities in the United States or Europe. The individual
can be moved from the residence part to the facility part, though costs will
undoubtedly go up as a result.
4.16. Retiros
domésticos/residenciais – McCarthy & Stone Independence and peace of mind
with Retirement Living
No Reino Unido
algumas empresas têm já uma consolidada tradição na promoção de soluções
residenciais dirigidas muito especialmente para os mais idosos e numa
perspectiva que se resume e muito bem em “tornar a vida mais fácil” (It's about
making life easier); tão “simples”
como isso, acho eu; evidentemente que não é simples, mas talvez também não seja
assim tão complicado, e há realmente um mercado que parece pujante no Reino
Unido sendo uma das maiores empresas no ramo a McCarthy & Stone com extensa
presença na WWW e cujos objetivos gerais são, em seguida, citados (negrito
nosso).
https://www.mccarthyandstone.co.uk/our-products/retirement-living/
- It's all about creating a safe and secure environment in which you can
be as independent as you like, either socialising in the homeowners’ lounge or
enjoying peace and quiet in your own apartment. It's about making life
easier
- Featuring spacious lounges, extra storage, ensuite facilities and your
own outside space in the form of a balcony or patio at selected developments, our properties are designed to make
day-to-day living easier. Inside each apartment you’ll notice that the ovens
and plug sockets are raised to waist height, so there’s no need to bend or
lift and there's slip resistant flooring in the bathroom, and lever taps for
easier operation.
- If you've got a mobility scooter there's a secure area to charge it*.
- Security comes as standard, giving you added peace of mind with
smoke detectors, intruder alarm, emergency call system, secure lockable doors
and windows as well as a camera entry system linked to your TV. Built to the
Lifetime
- Each of our Retirement Living developments has its own House
Manager - someone to manage the day-to-day running of your development and
to be on hand during office hours.
- To provide excellent customer service we need outstanding people.
We ensure that our staff have the skills to do a first rate job and invest in
training as required, as well as encouraging and supporting skills and career
development. The House Manager is also on hand to help organise social events
and activities that you can choose to be part of. From book clubs and film
nights to day trips and coffee mornings, every development is different.
- Your monthly service charge covers the cost of running the Retirement
Living development. What it covers includes:
. The House Manager – there to manage the day-to-day running of
the development, and is on hand in case of emergencies during office hours
. 24 hour emergency call centre – a round the clock call response
and monitoring service that provides reassurance and supports the role of the
House Manager
. Water and sewerage rates
. Management and maintenance of the building
. Accreditation
Um aspeto que sobressai, naturalmente, nestas matérias em que a
importância da gestão de proximidade e em continuidade fica evidenciada, e que,
mais ainda, também sobressai uma gestão fortemente participada pelos habitantes
e condóminos é a evidente adequação que iniciativas cooperativas têm nestas
soluções; e aqui não se trata de retirar o protagonismo aos privados, mas sim
de juntar, claramente, a força da promoção cooperativa a esta promoção de
habitação apoiada e amiga dos idosos.
4.17.
Retiros domésticos/residenciais temáticos – McCarthy & Stone - Stylish,
age-exclusive living solutions with Lifestyle Living
Mas para além das
necessidades essenciais talvez que a “idade dourada” possa ser uma fase da vida
na qual nos seja possível concretizar alguns sonhos, designadamente, no que se refere a uma forma
de vida mais especial ou pormenorizada -o cada vez mais conhecido “life
styling” - e aqui também evidentemente as empresas privadas estão despertas
e oferecem soluções habitacionais específicas; e voltando a usar o exemplo da McCarthy
& Stone, há aspetos interessantes e que por vezes até nem custam mais
dinheiro, mas exigem com certeza cuidado prévio e qualidade da solução; e aqui
também recorremos, em seguida, a algumas excelentes citações da referida
empresa – e afinal se já inventou, entre tantas outras apostas, a
“biblioterapia”, e o que dizer de uma forma de “habitaterapia” (ideia minha)?
E não estou a ironizar acreditem e vai daí temos, por exemplo, as Luxury
& Age-Exclusive Retirement Solutions - Lifestyle Living.
https://www.mccarthyandstone.co.uk/our-products/lifestyle-living/
- Whether your dream is a home by the coast, a city centre apartment
or living in a vibrant town, our low maintenance properties are intelligently
designed to maximize space and light… Inspiring apartments in enviable
locations.
- The concept is simple. It's not about compromise, it's about
“rightsizing” your living space so you can upsize your active lifestyle. In
essence, it’s the retirement apartment - redefined.
- Every Lifestyle Living apartment enjoys high-specification and is
extremely energy efficient. With the exteriors and impressive grounds
maintained by our Management Services Team, you can forget the burdens of a
large family home and enjoy that increasingly precious luxury - more free time.
- Lifestyle Living apartments are created to inspire, in enviable
locations, affording you the freedom to enjoy your leisure years in an age
exclusive environment. The superior build quality, high specification
and attention to detail mean our properties are not only beautiful to live in,
but also easy to manage and maintain, making them the perfect choice for people
who have an independent, active lifestyle. All our apartments have private
outdoor spaces or balconies and excellent security features, making them the
perfect “lock-up-and-leave” whenever you want to go away for a weekend or even
a cruise.
- As part of the Lifestyle Living Management Service you will benefit
from a range of services, paid for through your Service Charge. These
generally include: buildings insurance; security lighting for the communal
areas internally and externally; water & sewerage for apartments and
communal areas; window cleaning; keeping the landscaped gardens and pathways
looking neat and tidy; maintenance of all communal areas, and equipment such as
the door entry and security system and lift.
- When it’s time to redecorate or replace key equipment in the
communal areas, a Contingency Fund will be available to ease the financial
implication. Our aim is to keep your development looking good and our
homeowners well informed. We will do this through monthly development
visits by your Area Manager who will undertake quality reviews. If you have any
concerns at any time please use our dedicated "Homeowner Helpline"
where you'll find our Management Services Team at the other end of the
telephone to answer your queries. At McCarthy & Stone our aim is to keep
your development secure and well maintained, so you have more time to focus on
the things you enjoy.
4.18. Richmond Villages - A
breath of fresh air for retirement living
A propósito dos empreendimentos intitulados Richmond Care Villages
são sintetizados e citados, em seguida, e a partir de um documento desse
promotor, alguns aspetos que caraterizam opções frequentes numa fase avançada
da vida e em termos de possíveis escolhas habitacionais (negrito nosso):
- Let's be realistic for a moment. How many of us find ourselves
living in houses that are too big for our needs, costly to run and quite
probably with a garden that's too big to maintain without help? What would
happen if an unlucky accident or an unforeseen illness meant we were no longer
able to move around easily or even climb the stairs?
- One option would be to move to a conventional care home, though
for many this seems like a drastic step and loss of independence is not
something that anyone relishes. An alternative would be to stay put and use
the services of an outside care agency. The problem is the sense of
isolation that many feel when they are 'stuck' at home and not able to get out
and about. Housing for the elderly also includes sheltered housing. But is one
warden enough to meet the needs of every resident for the rest of his or her
life?
- The answer for a growing number of people is to move to a Richmond
Care Village… Beautifully appointed one and two bed apartments are available
to purchase, and each village has a Care Centre providing 24 hour care.
Whichever accommodation suits you best, you'll discover that Richmond Villages
are vibrant communities within their own right, yet well integrated within
the wider community. They all offer a wealth of social activities,
superb facilities and care packages that range from a basic maid service to
round the clock nursing. We are also very proud to have been awarded Best
Retirement Development by What House Awards and the Daily Mail Property Awards
and have been recognised as creating the most stimulating and life enhancing of
environments in which to enjoy retirement.
4.19.
Sun City Kobe exemplo de minifogos e ooutros aspetos interessantes
A propósito do grande
conjunto residencial e urbano muito dedicado a pessoas mais idosas designado Sun
City e localizado em Kobe é muito interessante atentar em dois níveis
extremamente bem elaborados deste conjunto:
- O nível da vizinhança de
proximidade, estruturada nas zonas térreas de um amplo quarteirão, incluindo
aqui as zonas edificadas e os espaços exteriores do miolo do quarteirão e da
sua envolvente; existindo nos exteriores um belíssimo jardim extremamente
detalhado em diversas zonas paisagísticas e proporcionando variadas cenas e
sensações e alguns agradáveis e estimulantes percursos e conjugando envolvente
e miolo do quarteirão por algumas zonas estratégicas e de limiar, transição e
passagem; e existindo no interior edificado um verdadeiro anel de “acontecimentos”
e atividades entre os quais se identificaram: entradas interior e exterior,
auditório, club room, tea lounge, capela, bilhares, mahjong, atelier,
biblioteca, serviços de apoio, estacionamento coberto e descoberto, clube de
saúde e bem-estar e átrio de entrada e receção.
- O nível doméstico que foi
igualmente muito bem estruturado e pormenorizado com pequenas tipologias, mas
muito bem distribuídas por variados micro espaços com varias e adaptáveis
atribuições e como exemplo referem-se: as casas de banho amplas e em três zonas
incluindo agradável zonas de banho de imersão com banheira com zona de sentar, recanto
de duche independente; e espaço de wc; entrada com apoio de arrumação; mini
cozinha “isolável” proporcionando realmente a prática do cozinhar; quarto com
quarto de vestir contíguo e com duas camas independentes (situação excelente
para casais de pessoas mais idosas); pequena zona de estar mas com três espaços
– comer, estar e ver tv e trabalhar; e ampla zona de estar privada exterior. E tudo
isto num espaço típico de T1 mas sem zonas de passagem pouco úteis.
4.20. (de) T0/1 a T 2/3
Utilizando-se, ainda, o caso,
que acabou de ser referido, da Sun City em Kobe e generalizando-se para
os diversos tipos de pequenos fogos aí existentes podemos, talvez, concluir que
a riqueza espacial e funcional que deve marcar o conjunto dos espaços comuns de
uma solução residencial intergeracional equipada, deve marcar similar embora
diversamente os seus fogos de tipologia tendencialmente reduzida, mas extremamente
ricos em termos de uma malha/rede de microespaços em parte sobrepostos, em
parte contíguos e em grande parte adaptáveis, cada um deles, a diversos usos e
apropriações.
E sendo que uma tal “complexidade”
espacial e funcional deve ser muito bem integrada na sua globalidade e forma
geral de modo a que a respetiva construção seja económica e a que essa referida
e essencial riqueza de pormenorização seja bem garantida e planeada a nível
arquitectónico e a este mesmo nível bem racionalizada em termos de economias
iniciais e de manutenção e tendo em conta um muito intenso e variado leque de
usos potenciais.
Trata-se provavelmente do “reino”
das escalas aquitectónicas de grande pormenorização, escalas estas atualmente “desarmadas”
através dos processos de projeto do tipo BIM, em que na prática se está constantemente
a trabalhar quase à escala real; e é um processo de elevada exigência mas
claramente muito cumulativo e complementar designadamente pela sequencial
reutilização e melhoria apurada de muitas soluções de pormenor em termos de
microespaços domésticos e respetivos equipamentos e instalações.
Sublinha-se, no entanto, uma
questão julgada essencial que é o “primado” natural, em pequenos fogos capazes
de agradar a muitos perfis e subperfis de moradores, das tipologias “intermédias”
do tipo T0/1 (como mínimo absoluto, talvez), T1/2 e T2/3 (esta talvez como
eventual máximo); e isto porque é realmente extraordinária a liberdade e
adaptabilidade de usos e apropriações proporcionadas por estas grandes “alcovas”
que suplementam os T0, T1 e T2 correntes; são “meias dúzias” de metros
quadrados suplementares muitíssimo ricos e valiosos.
E evidentemente que a riqueza
espacial aqui defendida está bem longe de se cumprir apenas com este último
tipo de solução, sendo essencial que múltiplos microespaços domésticos sejam
realmente embebidos por toda a área de cada um destes pequenos fogos.
4.21.
White Oak, a estruturação da solução e o projeto de iluminação
A propósito de uma
interessante intervenção residencial muito dirigida para pessoas mais idosas em
White Oak salienta-se a grande importância que terá um projeto específico e pormenorizado
que associe:
- a estruturação do conjunto
em diversos níveis físicos e de vizinhança direta - exemplo, vários “cachos” de
pequenos fogos, cada um deles com a sua zona comum “mais” específica, sendo
depois globalmente todos esses “cachos” conjugados em torno de uma zona comum
principal e de grande dimensão e que se articule fortemente com as principais
zonas exteriores da solução;
- com uma adequada e também
sequencial estrutura de acessibilidades pedonais, ligada também a uma gradação
de privacidades e “comunidades”; e aqui é fundamental realmente o acesso a pé e
o primado dos espaços térreos.
- com uma fundamental “estrutura”
de soluções de iluminação essencialmente natural, que vá marcando todas essas
sequências de privacidades e comunidades, desde as entradas e zonas comuns bem
ligadas ao exterior, até zonas comuns mais recatadas e que podem por exemplo
ser marcada por lanternins e/ou pátios com excelente luz essencialmente zenital,
passando por pequenos percursos também bem assinalados pela iluminação nos seus
“pontos” fundamentais; e finalmente por um rico trabalho de pormenorização da
luz natural e das vistas exteriores nos espaços privados (exemplo disto no Reino
Unido são as Bay Windows); e sendo que todo este trabalho de projeto
arquitectónico de iluminação deve também incluir a luz artificial e as
belíssimas soluções em que luz natural e artificial se conjugam,
assegurando-se, por exemplo, locais marcados por um ambiente em que o “tempo
não passa”, enquanto outros são bem marcados pelas horas do dia e pelas
estações do ano.
- e com aspetos simplificados
de inserção posterior, quando necessária, de todo o tipo d equipamentos
e instalações que muito facilitam a deslocação própria e o cuidar de pessoas com
mobilidade reduzida e mesmo acamadas – e a título de exemplo tais aspetos podem
passar por aspetos tão simples como dimensionamentos cuidados, tipos de vãos
adequados e “linearidades” permitindo apoios a percursos bem apoiados entre a
cama e a casa de banho (aplicando-se calha no tecto para apoio do tipo “elevatório”).
4.22.
Winston Salem, North Carolina
Iremos agora concluir a parte
de conteúdo deste já longo artigo com a abordagem de alguns aspetos que
decorreram da análise de uma grande intervenção de “habitação assistida” em Asbury
Place, Winston Salem, North Carolina; novamente nos USA tal como tem
acontecido em muitas outras soluções atrás abordadas, pois é realmente neste País
que encontramos uma grande diversidade deste tipo de soluções e até já algumas
evolução nos conceitos residenciais usados o que é também muito importante; e
aliás os grandes especialistas norte-americanos nestas áreas, como Victor
Regnier, têm tido o cuidado de estudarem o que de melhor e mais inovador se faz
no resto do mundo – por exemplo no Norte da Europa – para daí também retirarem
adequados ensinamentos e ideias exploratórias.
Asbury Place é uma vizinhança de habitação apoiada integrada
no Arbor Acres United Methodist Retirement Community em
Winston-Salem, North Carolin, e que constitui parte de uma grande
Continuing Care Retirement Community (CCRC) com custos mensais bastante
diversificados (entre cerca de 2000 a 7000 $ mensais).
E daqui se retira mesmo um
dos “motivos centrais” de conceção deste conjunto onde se procurou avançar para
uma “nova visão da habitação assistida”, e cita-se (negrito nosso):
- … to design a discreetly supportive residence that embraces both
the arts and technology to create an environment rich in amenities and beauty.
- The resulting gracious and inspiring assisted living residence
includes 60 apartments, an atrium dining room, library/commissary, therapy
center, day spa, Community Life Center and living/activity rooms on each floor.
- The building is heated and cooled using a geothermal system and
includes automatic lighting controls in offices and service areas for
operational efficiency.
- …The vibrant therapy/fitness area accommodates occupational,
physical and speech therapy services for all campus residents. The state-of-the art
Hydroworx Therapy Pool includes an underwater treadmill – esta é uma área
extremamente bem localizada, desenvolvida e equipada.
- … To actively promote an atmosphere of vitality and well-being,
the gracious design aesthetic is supported by an array of technology, social
spaces and support services. Diverse activity, recreation and cultural
programs are available in three, 400 square feet activity rooms on each
floor [ 37 m2],
- … as well as the open library /
commissary on the first floor – esta library/commissary está tratada e funciona também como um
verdadeiro espaço representativo de toda a intervenção.
- … and the beautifully appointed Community
Life Center and promenade on the second floor – muito bem desenvolvido com um amplo e multifunctional
auditório e um amplo foyer convivial e contíguo e com excelentes vistas
interiores.
- no terceiro piso existe um SPA muito bem
desenvolvido e equipado.
- … The art and architecture assure residents that the loss of
physical capacities need not require living in a sterile, clinical setting.
- … To assist residents and visitors in easily navigating the
building, colors vary by floor and the wall facing the elevators
features a distinctive design element unique to each floor.
- … Áreas dos mini-fogos: T0/Studio,
44m2; T1, 53m2; (6) T2, 82 m2 – mas para futura flexibilidade os T2 podem
vir a ser subdivididos.
- … In-room medication management is just one of many built-in
measures that allow services to be rendered discreetly and gracefully.
- É extremamente elaborado o cuidado que foi
investido na arquitectura de interiores dos largos espaços comuns de acesso aos
fogos e nas zonas comuns destes fogos, muito marcadas por grandes bay-windows
e por múltiplos “recantos”funcionais e/ou de apropriação.
- Houve também um muito cuidadoso projecto de
acessibilidades e ligado a aspetos de segurança no uso corrente e mais crítico
no caso de idosos (ex., duches extremamente acessíveis e seguros).
- Como aspetos a salientar nos fogos
referem-se: zonas de acesso bem marcadas; zonas de pequena cozinha encerráveis
(facilita o cozinhar); grandes casas de banho multifuncionais; Bay Windows expansoras
de vistas; janelas nos quartos com peitoris baixos permitindo vistas.
- Os amplos corredores de acesso alargam nas
zonas das portas, dando-lhes devido destaque e quando são mais longos quebram a
regularidade de modo a “partir” e marcar os percursos.
- Os edifícios têm tendencialmente uma ampla
implantação (“gastam muito terreno”), mas tal também é bem aproveitado para
definir interessantes e amplos espaços exteriores que vão sendo relativamente “confinados”
pelas “alas de fogos e outros tipos de espaços.
De forma geral, relativamente a esta solução
em Asbury Place destaca-se a sua grande dimensão própria e como elemento
constituinte de uma muito grande e diversificada intervenção visando
essencialmente pesoas idosas e fragilizadas; uma dimensão que acaba por
propiciar a instalação de um muito importante conjunto de atraentes e
excelentes equipamentos de apoio ao bem-estar e à saúde – acima apontados –,
bem como a grande proximidade da instalação de um centro de saúde.
Há portanto aqui aspetos cruciais a reter:
dimensão equilibrada da intervenção, não excessiva para se integrar bem na
cidade e na vizinhança, mas não tão pequena que não permita a instalação de
equipamentos muito valiosos para todos e designadamente para pessoas mais
envelhecidas e fragilizadas; e quem sabe que a própria natureza intergeracional
e apioada por equipamentos e serviços possa permitir que estes mesmos possam
servir a vizinhança e a cidade local, assegurando-se assim a sua respetiva sustentabilidade;
e de qualquer forma julga-se de grande importância esta aliança entre
habitações razoavelmente dimensionadas e muito bem pormenorizadas, com espaços
e serviços comuns atraentes e úteis e com equipamentos de apoio ao bem-estar e
à saúde cada vez com mais procura e que individualmente são praticamente impossíveis de obter – exemplos, ginásio bem
equipado e apoiado, piscina terapêutica, sauna, spa, zona de massagens, etc.).
Notas finais sobre os casos atrás abordados
Tal como parece
ser interessante em qualquer um dos casos que têm estado a ser aqui
sintetizados é naturalmente muito adequado que o leitor procure na WWW o melhor
esclarecimento sobre cada uma das soluções apresentadas e os seus fundamentais aspetos
de visualização, o que atualmente é felizmente bastante fácil.
Fig. 04:
5. Muito breves reflexões finais sobre a continuidade do estudo sobre Habitação Intergeracional, Adaptável e Participada
Com
o presente artigo aproximámo-nos, ainda mais um pouco, de possíveis
configurações de soluções de arquitectura urbana com forte conteúdo residencial
intergeracional, mas funcionalmente mista e, assim, potencialmente viável.
Lembra-se
que, tal como se tem registado, estamos agora a avançar para uma fase final do
estudo, bipartida entre:
(i)
uma reflexão sistemática sobre um muito amplo leque de casos de referência,
escolhidos, porque podendo conter aspetos significativos a considerar no
PHAI3C; reflexão esta que foi assegurada no presente artigo.
e
(ii) uma identificação de aspetos considerados adequados na conceção de
conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis,
participados e naturalmente conviviais; reflexão esta que foi, já, assegurada
no último artigo desta série que foi editado.
E
acontece que, cada vez mais e muito naturalmente, ao longo desta fase final do
estudo e tal como aconteceu no presente artigo, mesmo quando estamos a tratar
de casos de referência de soluções residenciais com perfis intergeracionais,
não conseguimos evitar apontar o que pensamos serem os melhores caminhos
concretos para o seu projeto; é o “problema” que decorre de um estudo já
bastante longo.
O
próximo artigo desta série editorial será, muito provavelmente, dedicado à
identificação e proposta de aspetos concretos considerados adequados na
conceção de conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais,
adaptáveis, participados e naturalmente conviviais, agora numa perspetiva mais
ligada à estruturação das diversas zonas e microzonas dos respetivos fogos.
Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base teórico-prática, anterior à atual análise de casos específicos
Listagem
linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar,
com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos
documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.
. Infohabitar,
Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo
habitar intergeracional: alguns comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).
. Infohabitar,
Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade,
utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional
Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) - Infohabitar
714 (4 pp.).
Infohabitar, Ano XVI,
n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o
passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas
soluções intergeracionais colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4
figg.).
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o
enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para
idosos e pessoas fragilizadas - versão de trabalho e base bibliográfica # 805
Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16, 2022. (21
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre
qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e
intergeracional - versão de trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, fevereiro 23, 2022. (57 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de
vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de
trabalho e base bibliográfica # 807 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira,
março 09, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 808 – Qualidade na
habitação para idosos e intergeracional “II” - versão de trabalho e base
bibliográfica # 808 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 16, 2022. (61
p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as
necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho
e base bibliográfica – Infohabitar # 810. Lisboa,
quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 – Sobre as
necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “II” - versão de
trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 811. Lisboa,
quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade
residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base
bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e
Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade
residencial e habitantes fragilizados “II” - versão de trabalho e base
bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17
p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade,
identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base
bibliográfica – Infohabitar # 815. Lisboa, quarta-feira, maio 11,
2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816 – Atratividade,
identidade e integração na habitação para idosos II - versão de trabalho e base
bibliográfica – Infohabitar # 816. Lisboa, quarta-feira, maio 18, 2022. (26
p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade
e conforto residencial no envelhecimento - versão de trabalho e base
bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e
convívio em ambientes residenciais adequados para idosos - versão de trabalho e
base bibliográfica # 819 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 15, 2022. (11
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade
e terceira idade - versão de trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, junho 22, 2022. (17 p.) Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte,
aprendizagem e envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 817
Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na
habitação para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 821
Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 822 – Habitação
intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro
arquitetónico I – versão de trabalho e base bibliográfica # 822
infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022;
e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 823 – Habitação
intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro
arquitetónico II – versão de trabalho e base bibliográfica # 823
infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.
(25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e
solidão ou convívio no habitar I – versão de trabalho e base bibliográfica # 825
Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano
XVIII, n.º 826 – Velhice e
solidão ou convívio no habitar II – versão de trabalho e
base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, agosto 10, 2022. (36 p.) (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o
habitar, a velhice e as demências – versão de trabalho e base bibliográfica # 833
Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022. (26 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas
sobre o habitar no final de vida – versão de trabalho e
base bibliográfica # 834 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, outubro 12, 2022. (12 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 836 – Idosos:
desafio crítico e oportunidade I - versão de trabalho e base bibliográfica –
Infohabitar # 836. Lisboa, quarta-feira, outubro 26, 2022;
e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837 – Idosos:
desafio crítico e oportunidade II - versão de trabalho e base bibliográfica –
Infohabitar # 837, Lisboa, quarta-feira, novembro 02,
2022. (22 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa,
foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é
agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 838 – Considerações
sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica
– Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09,
2022. (16 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os
seus espaços residenciais I – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 839, Lisboa, quarta-feira, novembro 16, 2022;
Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os
seus espaços residenciais II – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022;
Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os
seus espaços residenciais III – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 841, Lisboa, quarta-feira, novembro 30,
2022. (31 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi
editada originalmente em três partes e em três artigos semanais, mas é
agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do
habitar quando formos idosos – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 845 , Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de
2023, (14 p.); Artigo XXIV da série editorial da Infohabitar
“PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma
Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 847 – Estudos e
temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento –
versão de trabalho e base documental (I) – Infohabitar # 847, Lisboa,
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV
da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 848 – Estudos e
temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento –
versão de trabalho e base documental (II) – Infohabitar # 848, Lisboa,
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI
da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 849 – Idosos e
espaço urbano – versão de trabalho e base documental – Infohabitar #
849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023 (19 p.); Artigo
XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 851 – Idosos e
espaços urbanos de vizinhança – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9
p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C –
Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a
Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 852 – Importância da
adaptabilidade na habitação para idosos – versão de trabalho e base documental
– Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13
p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa
de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 853 – “Habitação
Senior ?” – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 853, Lisboa,
quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série editorial
da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional
através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 854 – Apoiar
residencialmente um envelhecimento ativo – versão de trabalho e base documental
– Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29
p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa
de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o
futuro de uma habitação bem integrada e participada – versão de trabalho e base
documental – Infohabitar # 855, Lisboa, quarta-feira, 19 de abril de 2023 (23
p.); Artigo XXXII da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 857 – Habitação,
integração etária e intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental
– Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11
p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas,
coohousing e habitação colaborativa ou participada – versão de trabalho e base
documental – Infohabitar # 858, Lisboa, quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10
p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 859 – Fazer da
habitação para idosos uma escolha apetecível – versão de trabalho e base
documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de
2023 (17 p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar –
“Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a
Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação
muito adequada para pessoas idosas – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13
p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as
pessoas idosas – versão
de trabalho e base documental # 868
Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26 p.); Artigo XXXVI
da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html
. Infohabitar, Ano
XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente dirigidas –
versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar, Lisboa,
quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo XXXVII da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um
amplo leque de soluções – versão
de trabalho e base documental # 870 Infohabitar , Lisboa,
quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial
intergeracional – versão de
trabalho e base documental # 871 Infohabitar , Lisboa,
quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo XXXIX da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação
intergeracional – versão de
trabalho e base documental # 872 Infohabitar , Lisboa,
quarta-feira, 16 de agosto de 2023 (23 p.); Artigo XL da série
editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para
idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar,
Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos
para pessoas com demência – versão
de trabalho e base bibliográfica # 874 Infohabitar , Lisboa,
quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série editorial da
Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através
de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação –
versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa,
quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html
Notas
editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições
individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo
portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Outros casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, internacionais correntes e mais genéricos – infohabitar # 971
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 971
Edição:
quarta-feira 8 de Abril de 2026
Editor:
António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL
– Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP –
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal
com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista
do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).




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