terça-feira, setembro 13, 2016

Novidades do 4.º CIHEL, lembrando o 1º, o 2.º e o 3.º CIHEL - Infohabitar n.º 595

Infohabitar, Ano XII, n.º 595

Breves notas editoriais: 

Saúdam-se os leitores da nossa Infohabitar, apresentando-se as desculpas por algumas "quebras" editoriais associadas, quer a um pequeno período de férias da redação, quer à necessidade de se dirigir o potencial de comunicação da Infohabitar para a divulgação do 4.º CIHEL; uma situação que marcou as edições de julho e agosto, mas que se pretende, agora, conjugar com o retomar da atividade editorial corrente da revista, embora mantendo-se, sempre uma ligação privilegiada à dinamização do 4.º CIHEL, uma organização dinamizada pela GHabitar e consequentemente pela Infohabitar.


Continuidade  da edição da Infohabitar

Nos próximos meses a edição semanal da Infohabitar poderá realizar-se, prioritariamente, à terça-feira.
Uma das próximas edições da Infohabitar será dedicada ao ensino/aprendizagem do desenho livre à mão livre, prevendo-se a divulgação, a partir da nossa revista, de um documento, em português, de enquadramento desta prática. 


Novidades sobre o 4.º CIHEL

E neste sentido de apoio à promoção do 4.º CIHEL, convidam-se os leitores para a consulta do site do Congresso onde estão divulgadas a nova data de entrega de propostas de resumos - a próxima segunda-feira dia 19 de setembro de 2016; e justifica-se que este período suplementar de entrega não seja mais alargado devido ao êxito que marcou a primeira entrega, na qual recebemos cerca de 250 propostas de resumos, uma situação que nos foi extremamente grata, mas que obriga a organização a gerir a capacidade física de apresentação das comunicações na UBI em março de 2017.

Agradecemos, assim, calorosamente, aos leitores e colegas que enviaram e estão a enviar propostas de resumos ao 4.º CIHEL e pedimos-lhe uma paciência suplementar no período de recepção das respetivas apreciações (anónimas), cada uma delas assegurada, pelo menos, por dois membros da Comissão Científica.

CIHEL - CONGRESSO INTERNACIONAL DA HABITAÇÃO NO ESPAÇO LUSÓFONO - www.4cihel2017.ubi.pt

4.º CIHEL e SEMANA CIHEL 2017

4.º CIHEL  e semana CIHEL 2017 – 2017: Organização da Câmara Municipal do Porto e da Universidade da Beira Interior - do Porto à Covilhã, passando por Viseu e Fundão - Portugal.
O 4.º CIHEL - no âmbito das 1as Conferências CIHEL, a realizar no Porto, e do 4.º CIHEL, a realizar na UBI/Covilhã - irá proporcionar a discussão do tema/título geral “A CIDADE HABITADA, e será estruturado nas seguintes seis matérias principais: assentamentos humanos, modos de habitar, modelos de urbanização nos espaços da lusofonia, novas territorialidades e áreas de alta e baixa densidade reabilitação urbana, resiliência na construção.
Há cerca de oito anos, quando começámos a pensar no CIHEL, achou-se difícil falar, em português, das matérias de um habitar que no mundo da lusofonia tem inúmeras realidades específicas, mas já por três vezes, nos anteriores congressos, se concluiu que sim, que é muito útil fazê-lo, quer porque a reflexão sobre o habitat humano que podemos realizar em português, a quinta língua mais falada no mundo, é extremamente rica e útil, quer porque as questões associadas à diferenciação das problemáticas e meios disponíveis, é real entre os diversos países da lusofonia, mas é real, também, dentro de cada um desses países, seja nos países com grande dimensão e diversidade regional, seja em países pequenos, mas caracterizados por zonas, problemas e meios locais muito distintos.
Salienta-se, assim, a importância de se considerar que a qualidade e o bem-estar de quem "habita" (da habitação à cidade), não é servida por um qualquer alojamento mínimo, concretizado, por exemplo, num apartamento de um edifício sem qualidade arquitectónica e situado numa zona sem espaços públicos e afastada da vida urbana; isto porque o "bem habitar" uma “boa cidade”, depende de aspetos quantitativos e qualitativos, vive-se tanto no espaço doméstico, como na vizinhança, no espaço público, na cidade e no próprio território onde esta se insere, uma reflexão importante quando as carências habitacionais e urbanísticas continuam críticas no mundo lusófono.
E importa sempre lembrar os problemas críticos criados: por condições de habitabilidade do espaço doméstico bem abaixo de quaisquer níveis e condições razoáveis; por escolhas tipológicas habitacionais sem qualquer sentido e sem continuidade urbana; pela doentia repetição de projectos-tipo que não servem nem populações específicas nem locais específicos; pelo esquecimento do papel fundamental de um exterior residencial agradável; pela opção por soluções construtivas mal fundamentadas e sem qualidade; e pela ausência de cuidados sociais prévios e de gestão posterior. 


3.º CIHEL

3.º CIHEL – 2015, USP, UPMackenzie e IAU/São Paulo _ Brasil
O 3.º CIHEL foi organizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenkie (FAU-Mack) e pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP), em São Paulo (Brasil), em setembro de 2015, e proporcionou o aprofundamento do tema geral “habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares”, estruturado em cinco matérias específicas: programas e políticas públicas em habitação; projetos habitacionais; informalidade e precariedade do habitat; tecnologia e custos no habitat; e habitat, paisagem e ambiente. O 3.º CIHEL contou, também, com um conjunto de mesas redondas sobre as referidas temáticas. O 3.º CIHEL contou com cerca de 300 participantes, 12 conferências, 100 comunicações, visitas técnicas e lançamento de livros.


2.º CIHEL

2.º CIHEL – 2013, LNEC/Lisboa – Portugal
O 2.º CIHEL foi organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT-UNL), com apoio do Grupo Habitar, também em Lisboa (Portugal) em março de 2013 e desenvolveu uma abordagem ampla e multifacetada da temática “habitação, cidade, território e desenvolvimento”. Esta temática foi considerada muito oportuna numa altura em que se desenvolviam planos para elevados números de habitações e para a reurbanização de extensas áreas em vários dos países da lusofonia caraterizados por críticas carências habitacionais e de ordenamento urbanístico, privilegiando-se uma abordagem do habitat humano que considera as suas facetas quantitativas, qualitativas, urbanas, territoriais e ambientais, e o seu papel como meio vital de um desenvolvimento socioeconómico dos respetivos países, tão dinâmico como associado a caminhos social e culturalmente válidos e adequados a cada contexto regional e local. O 2.º CIHEL contou com cerca de 350 participantes, 16 conferências, 140 comunicações, dois workshops, visitas técnicas e lançamento de livros.




1.º CIHEL

1.º CIHEL – 2010, ISCTE/Lisboa – Portugal
O 1.º CIHEL foi organizado pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), com apoio do Grupo Habitar, em Lisboa (Portugal) em setembro de 2010, e visou a qualidade do habitat residencial para populações com baixos rendimentos e mobilizando recursos modestos. Um objectivo ligado que às pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, que lutam com problemas de isolamento e escassez de recursos, quer a todas as comunidades urbanas dos países em desenvolvimento; pois, afinal, as exigências de sustentabilidade ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de populações. Estes desafios têm diversas vertentes disciplinares, científicas, sociais, políticas, económicas, mas todos eles visam a concretização de um habitar tão adequado aos cada vez mais variados modos de vida, como consistente na concretização de vizinhanças e bairros. O 1.º CIHEL contou com cerca de 200 participantes, 5 conferências e 60 comunicações, mais um workshop de projeto, que antecedeu o Congresso.

Os Congressos CIHEL e o 4.º CIHEL

Salienta-se que os congressos CIHEL integraram, todos eles, outras iniciativas de relevante interesse com destaque para workshops de projeto, conferências de especialistas, fóruns lusófonos, visitas técnicas, exposições, lançamentos de livros e um concurso de ideias/projetos para estudantes de arquitetura.
Nos apoios ao três primeiros CIHEL destacaram-se, para além das principais agências e fundações de apoio à investigação e à pesquisa em Portugal e no Brasil – FCT de Portugal e CAPES, CNPq e FAPESP do Brasil –, das respetivas entidades organizadoras (já referidas), a Câmara Municipal de Lisboa, o CIAUD da FAUL, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Mack Pesquisa.


Como principais entidades que apoiam o 4.º CIHEL destacam-se, desde já, a Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, e o seu Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura - na imagem parte da UBI -, a Câmara Municipal do Porto e a sua Domus Social e o o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana; aguardando-se naturalmente novos apoios.

Notas finais: em próximos artigos da Infohabitar iremos continuar a disponibilizar informações sobre o 4.º CIHEL e da sua Semana CIHEL 2017, nos seus variados aspetos organizativos, temáticos e de divulgação das cidades onde irá decorrer.


·         Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.
(iii) Para proporcionar a edição de imagens na Infohabitar, elas são obrigatoriamente depositadas num programa de imagens, sendo usado o Photobucket; onde devido ao grande número de imagens se torna muito difícil registar as respectivas autorias. Desta forma refere-se que, caso haja interesse no uso dessas imagens se consultem os artigos da Infohabitar onde, sistematicamente, as autorias das imagens são devidamente registadas e salientadas. Sublinha-se, portanto, que os vários albuns do Photobucket que são geridos pelo editor da Infohabitar constituem bancos de dados da Infohabitar, sendo essas imagens de diversas autorias, apontadas nos artigos da Infohabitar, pelo que deve haver todo o cuidado no seu uso; havendo dúvidas um contacto com o editor será sempre esclarecedor.

Infohabitar, Ano XII, n.º 595
Novidades do 4.º CIHEL, lembrando o 1º, o 2.º e o 3.º CIHEL - Infohabitar n.º 595

Editor: António Baptista Coelho –
abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte; e António Baptista Coelho - Centro de Documentação e Informação do DECA da UBI - Covilhã.



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