Casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, Ibéricos e Sul Americanos e especificamente intergeracionais – infohabitar # 963
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 963
Edição:
quarta-feira 28 de Janeiro de 2026
Editorial
Caros
amigos e leitores da Infohabitar,
Como
prometido continuamos o estudo e a
divulgação do PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional
Cooperativa a Custos Controlado, agora referido, frequentemente, como “uma
nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.
Continuamos
com a divulgação de casos de referência, neste caso especificamente ligados à
matéria da intergeracionalidade e localizados na Península Ibérica e na América
do Sul.
Boas
leituras e naturalmente seria muito bom poder ter contribuições vossas nesta
matéria intergeracional, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos
propostos para publicação.
Saudações
amigas
António
Baptista Coelho
Editor
da infohabitar
28
de janeiro de 2026
Casos de Referência ligados a Habitação Intergeracional, Ibéricos e Sul Americanos e especificamente intergeracionais – infohabitar # 963
1. Introdução ao perfil de análise e apresentação dos Casos de
Referência intergeracionais estudados no âmbito do PHAI3C
Os casos de
referência que são em seguida apresentados estão marcados por um perfil de
apresentação prático que desde já se sintetiza:
. Os textos realizados têm um perfil
claramente "de trabalho"; foram, naturalmente, revisto, mas são
assumidos como fases de procura prática de elementos para informação dos
artigos de síntese.
. Os textos realizados correspondem apenas à
opinião do autor e são muito influenciados pela sua respetiva formação
arquitectónica e habitacional.
. Os textos realizados são, quase sempre,
baseados apenas no estudo de documentos identificados na WWW; quando tenha havido visita essa condição é devidamente sublinhada
no início dos mesmos.
. Os textos realizados correspondem ao “respigar” de aspetos considerados úteis ou oportunos no sentido do apoio ao desenvolvimento de soluções a desenvolver no âmbito do PHAI3C; não constituem, portanto, qualquer tipo de análise dos respetivos casos relativamente aos seus objetivos residenciais e/ou de equipamento específicos.
. Por razões práticas e de agilização da apresentação não se usam imagens originais; podendo ser realizados esquemas ilustrativos e descrições sintéticas de espaços e equipamentos.
. Naturalmente que os textos entre aspas correspondem a citações
retiradas dos documentos usados; mas como estes não se encontram bem
referenciados em termos de títulos e autorias, por razões ligadas à grande
quantidade de informação tratada, reduziram-se ao máximo as respetivas
citações.
. E por fim mas considerando-se que é matéria
estruturante, convidam-se os leitores a procurarem aceder, na WWW e por outros
meios, aos diversos e fundamentais aspetos de cada caso de referência
considerado e a daí retirarem as vossas respetivas conclusões e aspetos de
reflexão .
2. Listagem ordenada dos mais de 100 Casos de
Referência com aspectos de intergeracionalidade estudados no âmbito do PHAI3C
A estruturação geral
dos casos de referência considerados no estudo seguiu essencialmente o seu
perfil tipológico e de localização, que aqui, novamente, se resume:
. Ibéricos e sul-americanos – correntes 11 casos
. Ibéricos e sul-americanos – Intergeracionais 7 casos
. Internacionais – Correntes 60
. Internacionais – Intergeracionais 13
. Internacionais - Específicos para demências 7
. Internacionais - Envelhecer na sua casa (adaptações, ver no
arquivo) 5
3.
identificação dos Casos de Referência
Ibéricos e
Sul-Americanos estudados no âmbito do PHAI3C e considerados especificamente ”intergeracionais”–
7/8 casos (ordens
alfabética e cronológica)
Casos mais
genéricos
§ Edifícios
e programas amigos idosos - Hotéis atractivos para hóspedes seniores: A
experiência da Região do Algarve
§ Um
caso cooperativo no Parque das Nações
Casos mais
específicos
§ 2019
Vitápolis Toledo
§ 2018
Novo paradigma de habitação para seniores Quinta Alegre
§
2017 Las viviendas "intergeneracionales" de la
EMVS, Vallecas
§ 2010
Intergeracionalidade - 72 habitação intergeracional, centro de saúde e centro
de dia na Plaza America, Alicante 2010
4.
Apresentação dos aspetos retirados do estudo dos Casos de
Referência Ibéricos e Sul-Americanos,
estudados no âmbito do PHAI3C e considerados especificamente ”intergeracionais”
Casos mais genéricos
Ligados a … ou a uma “simples” ligação entre
habitação … e
4.1. Edifícios e programas amigos idosos tendo por base um estudo sobre “Hotéis atractivos para hóspedes seniores” com especial enfoque na Região do Algarve
Os apontamentos que se seguem resultam
da consulta do estudo com o título referido no título deste item e devidamente
registado no final do ítem e são considerados de grande interesse pois, de
certa forma, fazem retratos da realidade diária de pessoas mais idosas em
contextos que podemos considerar tão residenciais como lúdicos, transportando
assim para o quadro residencial aspetos de “prazer de viver” e de satisfação
com um ambiente que embora sendo estranho é, tendencialmente, especialmente
cuidado e qualificado em termos residenciais e arquitectónicos, matéria esta
que, consequentemente, muito nos interessa neste estudo sobre
intergeracionalidade residencial; e sobre esta matéria podemos mesmo ter
presente que muitos idosos poderão encontrar em quadros hoteleiros ambientes de
estadia qualificadamente muito superiores aos de que dispõem nas suas
habitações, o que permite considerar esses quadros hoteleiros como referências
muito interessantes para o desenvolvimento de novas soluções residenciais cujas
qualidades possam despicar, de forma positiva, com as habitações correntes e m
uso por esses idosos; sendo que o quadro intergeracional é também um facto no
âmbito hoteleiro.
Fazem- se, em seguida, apontamentos subtemáticos sintéticos e
comentados a propósito de variados aspetos abordados, sendo os
comentários/reflexões “a propósito”, naturalmente, da exclusiva
responsabilidade do autor do artigo.
A estadia média dos hóspedes
seniores considerada no estudo oscila entre 7
e 15 dias, o que julgamos ser importante por refletir já um período
significativo no sentido de as pessoas se poderem sentir, ou não, satisfeitas
num ambiente “para-residencial”.
Tendo em conta a questão de refeições potencialmente realizadas em
espaços comuns ou de uso público e os aspetos
abordados no estudo e fazendo relação com a matéria da intergeracionalidade
residencial, julga-se que ela pode ser encarada de forma agilizada no sentido
em que um eventual estabelecimento de restauração existente, autonomamente, na
intervenção poderá servir, por exemplo, prioritariamente ou até exclusivamente,
almoços, que acabam por ser a refeição talvez mais importante para os idosos,
que à noite tenderão a fazer refeições ligeiras.
Ainda nesta temática, julga-se que o dimensionamento das zonas de
refeições deve ter em conta uma razoável espaciosisidade no sentido de se
permitirem condições de privacidade maximizada.
Julga-se que nas soluções residenciais intergeracionais serão de
favorecer aspetos de multifuncionalidade nos espaços comuns, evitando-se especializações “perdulárias” ou até ineficazes; a
exemplo, por exemplo, do que por vezes acontece em espaços comuns hoteleiros
que são essencialmente “para vista” e enquadramento e muito pouco acolhedores.
Utilizando-se, aqui, quase que citações do estudo em consulta,
julga-se que salas de jogo e de leitura e/ou de convívio recatado são áreas potencialmente
muito utilizadas; devendo estruturar-se como verdadeiras zonas de “refugio” por
exemplo em situações de maior animação. Talvez que o uso de zonas comuns por
pessoas com alguma sensibilidade em termos de convívio dependa de aí poderem
gozar, claramente, condições opcionais de convívio ou de relativo sossego e discrição.
Em termos de atividades exteriores e considerando o que se passa
nas atividades que os hotéis por vezes proporcionam, as actividades preferidas por
seniores poderão ser, quase citando-se, por vezes, os elementos existentes no
estudo em consulta:
- realizar passeios na natureza e/ou em locais históricos;
- visitar eventos ocasionais e/ou específicos;
- visitar instituições;
- assistir a espectáculos;
- participar em excursões;
- passear de bicicleta;
- praticar desportos pouco desgastantes:
Os seniores e as pessoas com variados condicionamentos são
particularmente sensíveis às condições de conforto e bem-estar ambiental acústico
e higrotérmico e de saúde ambiental geral (ventilação e ausência de poluição
atmosférica ou associada a componentes construtivos)
Os seniores e as pessoas com variados condicionamentos são
particularmente sensíveis à existência de adequadas
condições de acolhimento e apoio correntes (funcional e agradável) e às
condições de regularidade de horários e de adequada e bem divulgada programação
das actividades.
Em termos de caraterísticas espaciais e funcionais e neste caso focando-nos,
especialmente, em condições de estada mais “hoteleira”, portanto, com maior
enfoque em aspetos muito específicos dos espaços de uso privado ou comum
destacam-se os seguintes aspetos:
- percursos comuns curtos, amplos e sem desníveis ou obstáculos
significativos.
- espaços de uso privado do tipo suite T0+ ou mesmo apartamentos T1
por terem zona de quarto e zona de sala de estar, recriando-se, assim, um
ambiente mais doméstico e protegido, designadamente, na zona de dormir
(relativamente à entrada) e proporcionando-se um uso mais diversificado e
confortável.
- existência de camas separadas – aspeto este que no entanto deve
ser claramente opcional relativamente à habitual cama de casal.
- existência de equipamentos que assegurem o controlo da
temperatura de Verão e de Inverno e com controlos bem visíveis e fáceis de
usar.
- existência de janelas amplas, agradáveis, bem equipadas em termos
de regulação da luz natural e seguras no uso.
- existência de varandas amplas, com excelente exposição solar,
boas vistas e condições de uso em segurança.
Um outro aspeto de grande interesse na conformação e pormenorização
de conjuntos residenciais intergeracionais e com reflexos diretos nos
respetivos espaços privados e comuns é a existência de adequadas e estimulantes
condições para a prática e o exercício de atividades especializadas, habitualmente ligadas aos tempos livres, mas que nos seniores
podem e devem ocupar muito mais tempo e portanto devem também apoio espacial e
de equipamento específicos (ex., sala de artes, zona de biblioteca,
sala/oficina, ginásio, horta, etc), embora aqui também de deva avançar no
sentido da multifuncionalidade espacial; e é interessante ter presente que no
ramo hoteleiro há também um caminho idêntico, por exemplo com hotéis muito
direcionados para “amantes da literatura”.
Em termos de segurança contra intrusões e maus usos a existência de condições gerais de controlo de acesso, adequadamente
concentradas e equipadas serão, provavelmente, muito bem acolhidas, mas desde que realizadas de
forma cuidadosa e discreta e bem participadas pelos habitantes; e salienta-se a
necessidade de certas destas condições serem adequadamente aceites por quem
habita e por quem visita as instalações – exemplo vídeo vigilância.
Salienta-se, ainda, que uma das mais importantes condições de
segurança contra intrusões, que é a concentração estratégica dos acessos, pode
ter de ser adequadamente harmonizada com aspetos de segurança contra incêndios
e, designadamente, no que se refere à facilitação da evacuação em situações de
emergência.
O sentimento geral de segurança pública deve marcar a envolvente
das intervenções residenciais intergeracionais e designadamente os respetivos
percursos a paragens de transportes públicos.
Tendo-se em conta a existência potencial de um número significativo
de habitantes seniores e/ou com condicionamentos vários as condições de
segurança contra incêndio e de evacuação de emergência devem estar
especificamente garantidas, quer a nível de condições
arquitectónicas, quer ao nível da preparação dos serviços de apoio e dos
próprios habitantes; quer a nível de equipamentos específicos e da gestão do
seu uso.
Em termos de segurança no uso normal (ex., guardas, vãos, pavimentos) devem existir também condições de
segurança na utilização devidamente adequadas à existência de pessoas mais
idosas, crianças brincando e pessoas com diversos condicionamentos.
Todas as intervenções devem poder dispor de uma capacidade
agilizada de recurso rápido a serviço médicos e de enfermagem tendencialmente durante as 24 horas por dia e
tendo-se em conta questões essenciais de acessibilidade de emergência; nestas
matérias como em outras, mas estas são essenciais, os serviços que se
disponibilizam têm custos específicos, mas a previsão de adequada
acessibilidade e de boas condições de contacto são básicas.
Condições específicas de intergeracionalidade
A referida (no estudo) inexistência de condições e situações
marcadas por algum estigma de ageísmo, que parece marcar o remo hoteleiro no
que concerne os seniores entre 55 e 65 anos, que em regra e cada vez
mais se mantêm activos e saudáveis, poderá, eventualmente, não se aplicar
diretamente aos “grandes idosos”, e entre os quais a pessoas acima de cerca dos
80 anos e até nonagenárias, muitas das quais, felizmente e cada vez mais,
continuam também a querer fazer e a fazer uma vida próxima da normalidade, mas
que, naturalmente exigem mais cuidado, mais atenção e mais tempo de atendimento
e acompanhamento.
Nesta problemática julga-se que haverá a ganhar, no aprofundamento,
com o contacto com a experiência hoteleira
no contacto intenso com hóspedes idosos e “muito idosos”, sendo que no estudo que está a ser abordado “os directores
dos hotéis não diferenciam os hóspedes seniores como um grupo específico e
nenhum dos hotéis se manifestou especialmente vocacionado para atrair ou
receber este tipo de hóspedes”.
E no estudo conclui-se, de certa maneira, “que os estabelecimentos
turísticos procuram um ponto de equilíbrio. Por um lado, os hóspedes seniores
são um segmento de mercado em crescimento e que interessa explorar. Por outro
lado, é importante ter uma clientela heterogénea em termos de idades, evitando
transformar o estabelecimento num «lar de idosos em férias»”; e de certo modo
pensa-se que as intervenções residenciais intergeracionais devem também tentar
seguir o mais possível um caminho semelhante na sua constituição etária, o que
evidentemente não é um processo simples.
Nota importante: os apontamentos
acima registados resultam da consulta sistemática do estudo seguinte:
ZACARIAS, Wilson; PEDRO, João Branco; REBELO, Margarida;
CACHADINHA, Carla - Edifícios e
programas amigos idosos - Hotéis atractivos para hóspedes seniores: A
experiência da Região do Algarve, Relatório 360 – 2010, NAU, LNEC.
Com dois artigos detalhados editados na Infohabitar, Ano VI, nº321
e n.º322
§ 4.2. Um quarteirão intergeracional cooperativo
no Parque das Nações
Em primeiro lugar há que referir que este
conjunto foi visitado já há alguns anos e que as impressões muito sintéticas,
que são em seguida registadas, resultam muito diretamente dessa visita,
realizada por gentileza do então presidente da cooperativa habitacional que
promoveu o conjunto.
Refere-se, ainda, que a junção deste caso neste
item ligado a aspetos mais gerais da intergeracionalidade residencial, se
justifica por se considerar que, numa perspetiva de apicação tendencialmente
generalizada de intervenções residenciais intergeracionais, a relativa
simplicidade e o julgado êxito da “fórmula” de integração dos habitantes mais
idosos e/ou com condicionalismos diversos que foi aqui aplicada corresponde,
julga-seI, a um modelo processual bastante generalizável e de um modo bastante
prático, seja nesta opção de equipamentos para crianças e idosos residencial e
mutuamente bem integrados e mesmo mutuamente estimulante, seja numa versão mais
limitada de habitação corrente e conjunto de suites para idosos.
Na prática o conjunto em questão conjuga um
quarteirão corrente e formalmente muito regular, essencialmente residencial e
localizado no Parque das Nações em Lisboa, com o respetivo piso térreo
dedicado, julga-se de forma integral ou quase integral, a um equipamento para
crianças pequenas e a um outro equipamento para apoio residencial e
multifuncional a idosos; rematando-se esta, julgada, excelente fórmula
residencial e intergeracional, temos uma zona essencialmente exterior,
espaçosa, segura e multifuncional, que ocupa todo o regular e respetivo
interior do quarteirão e que é usada, essencialmente, pelos utentes e
habitantes do piso térreo, estando bem equipada e complementada por variados
equipamentos de recreio e zonas de transição e convívio entre interior e
exterior.
Articulando-se todo este multifuncional e
intergeracional piso térreo tínhamos, à altura da visita, uma zona onde se
localizava o acesso principal comum, os serviços vários de apoio e os serviços de
gestão única e centralizada dos equipamentos para crianças e para idosos,
desenvolvendo-se, depois estes, naturalmente de forma perfeitamente
autonomizada e separada e de acordo com as respetivas exigências aplicáveis,
mas racionalizando-se e muito bem variados aspetos, designadamente, de controlo
de acessos e segurança, serviços de saúde e apoio diversos e serviços
administrativos.
Está, assim, à partida, garantida uma forte e
basilar condição de intergeracionalidade, tendo sido a mesma cooperativa o
promotor de todo o complexo.
Evidentemente que aqui não nos “libertamos” de
algum sentido de “equipamento” no apoio residencial e multifuncional aos idosos
residentes, mas no entanto, quer o cuidado que foi muito bem investido no
dimensionamento e no arranjo de pormenor dos respetivos espaços de uso privado
e comum, quer a já referida relação estreita entre estes espaços, todo o
quarteirão residencial que existe em contiguidade, o equipamento de apoio a
crianças, o interior do quarteirão com usos exteriores diversos e conviviais e,
igualmente bem importante, a posição central e bem urbana que carateriza todo o
complexo, são inegáveis e excelente fatores de intergeracionalidade residencial
e aliás, tal como apontado acima, desenvolvidos segundo um processo que pode e
deve ser claramente reaplicado em muitas outros locais.
Para quem queira melhor informação registam-se,
em seguida, os sites do equipamento para crianças referido, a “Casa das
Abelhinhas” e do apoio residencial a idosos, a Casa dos Mestres:
s resente que os hábitos dos turistas se
alteram progressivamente, mas as características dos hotéis tendem a
https://casadasabelhinhas.pt/wp/
Casos residenciais intergeracionais mais específicos
4.3. Vitapolis, Toledo (“cohousing senior”) - 2019
Da memória arquitectónica do projetista Arq.º Romero Vallejo,
cita-se um excelente texto que apresenta sinteticamente esta intervenção:
(negrito é nosso)
“Vitápolis es un complejo residencial con servicios
socio-asistenciales a la carta, para seniors y personas mayores,
formado por 35 apartamentos independientes completamente accesibles, y más de
1.500 metros cuadrados de espacios comunes, [em outra
referência são indicados 750 m2 de espaços comuns] que comprenden, entre
otros espacios, gimnasios, talleres, cafetería, zonas de reunión, salas
de estar, jardines, piscinas, zonas deportivas y huertos urbanos.
Las personas mayores tienen cada vez una mayor
esperanza de vida y unas mejores condiciones físicas y mentales. No quieren renunciar a su calidad de vida.
Son muy activos, precisan de nuevos servicios y las viviendas deben adaptarse a
ellos.
Vitápolis es un proyecto que trasciende lo
arquitectónico y que busca dar respuesta a las nuevas necesidades, tanto
físicas como emocionales, de este sector de la población.
Más allá de proyectar un grupo de viviendas
accesibles, se trata de construir un entorno que recoja las aspiraciones
vitales de sus usuarios: lugares agradables para relacionarse,
con espacios para aprender, cuidarse, compartir y estar atendidos, manteniendo
al mismo tiempo su privacidad e independencia.
Para ello hemos diseñado un programa
específico de espacios comunes que recoge sus necesidades al mismo tiempo que
se ha definido una relación de servicios y actividades estimulantes
relacionadas con sus inquietudes personales.”
É muito interessante esta definição de objetivos aos quais se junta
um estratégico cuidado de:
“disfrutar de ventajas que serían imposibles
en un hogar tradicional y cuya finalidad es ofrecer soluciones a los problemas
derivados de salud o de cualquier índole, derivada de la dependencia que pueda
surgir con el paso de los años.”
E os próprios cooperantes referem “frases chave” como as seguintes:
“Un proyecto de vida, un lugar para seguir
viviendo. Un renacer en esta nueva etapa. Una segunda juventud en un mundo
individualista.”
“Tú vas
a estar como si estuvieses en tu propia casa. Lo tienes todo junto al centro… “
“Vitápolis, un centro asistencial en tu propia casa”.
No que se refere aos espaços e serviços comuns temos os seguintes:
- Gestão e portaria
- Sala de atenção sanitaria
- Ginásio
- Sala de refeições com cozinha de
apoio
- Aulas e oficinas
- Biblioteca
- Espaço polivalente (jogos, tv,
reuniões da cooperativa)
- Bar cafeteria com terraço
- Lavandaria
- Arrumos
- Zona verde com horta
- Parking
- Uma sala comum por piso
- Uma pequena piscina na cobertura
Nota: a negrito e apenas por iniciativa
do autor deste artigo salientaram-se os espaços que se julga integrarem o
“Centro de Dia” que é referido em alguns dos documentos consultados.
Temos portanto um objetivo global de projeto dirigido para oferecer soluções aos
problemas domésticos, de saúde ou de outra índole e derivados de dependências
pessoais, que possam surgir com o passar dos anos – numa perspetiva de “atenção
gradual” - e ao mesmo tempo criar um espaço global de intercâmbio, relação e
desenvolvimento, aberto também à cidade, e onde relacionar-se, fazer exercício,
aprender e divertir-se.
O projeto foi optimizado em termos de
conforto ambiental, cuidados de manutenção posteriores e custos energéticos e
de rentabilidade da construção, tendo-se aplicado uma malha estrutural
extremamente regular, que foi depois desenvolvida com um sistema de
prefabricação pesado, que seria muito interessante avaliar em termos de
eficácia (custo e qualidade).
Em termos de pormenorização e equipamentos desenvolveram-se
soluções práticas e inovadoras como, por exemplo, o aquecimento central com
contador individual e procurou-se tornar a vida doméstica mais fácil e segura: zonas de banhos e portas adaptadas, avisadores de urgência, ligações
à altura da cadeira, persianas motorizadas, portas de correr embutidas,
sistemas de obscurecimento bem controláveis, etc.
Em termos da solução global parece ter sido usada uma distribuição
por galeria exterior e fogos dispondo de grandes balcões exteriores; sendo os
próprios fogos do tipo T1 e T2 – neste caso
com uma suite e com um outro quarto muito mais pequeno – e sempre com a sala
funcionando também como zona de distribuição interior e com bancada de cozinha
integrada em zona específica mas não compartimentada; o T2 tem uma zona de
entrada específica, enquanto no T1 a sala comum serve também de entrada..
Em termos de processo global esta promoção cooperativa teve apoio
direto municipal através da disponibilização do respetivo terreno.
A Cooperativa Vitapolis dirigiu-se a maiores de 50 anos e a pessoas
com grau de incapacidade maior que 33%, num quadro social, assistencial e
residencial onde a oferta de “residências” para idosos custava há já alguns
anos em Espanha uma média de 1500 €/pessoa e não alcançando os objetivos da
Cooperativa: “devolver el prestigio social que precisa la gente mayor»
E assim na Cooperativa Vitapolis:
“Los mayores podrán
disfrutar el tiempo que deseen de los apartamentos por unos 650 euros mensuales
las personas que viven solas y en torno a 500 por individuo las parejas…
Los futuros
residentes tendrán que desembolsar un capital de 30.000 euros como
entrada antes para optar a residir en el edificio de apartamentos y una cuota
mensual, que estaría sujeta al tamaño de la vivienda, con los correspondientes
gastos de comunidad, que incluirían el mantenimiento, la limpieza y los
servicios sociosanitarios básicos.
Si bien, lo
que más llama la atención es que las aportaciones de los residentes se
recuperan una vez que se deja de ocupar la vivienda por la causa que sea, una
buena opción que no suele ofrecer el alquiler.”
Há que comentar não existir aquí uma intergeracionalidade como a
que se preconiza para o PHAI3Cm mas apenas uma intergeracionalidade limitada a
pessoas seniores a partir dos 50 anos; mas o proceso global e alguns pormenores
específicos são bem interessantes e mereceriam uma visita técnica até para
termos a noção do que melhor e pior funcionou nas diversas frentes: social,
construtiva, arquitectónica e financeira.
Contactos:
Toledo, Calle Río Alberche 27, 45007. Toledo. España
contacto@vitapolis.es
4.4. Quinta Alegre, Lisboa - 2018
A Quinta Alegre é aqui abordada de forma extremamente sintética e
apenas em aspetos gerais de metodologia de intervenção, remetendo-se os
interessados em mais e melhores informações para a Santa Casa da Misericórdia
de Lisboa, que foi o promotor; para os projetistas Arq.ºs Sofia Aleixo e Vítor Mestre edesignadamente,
para uma excelente publicação que lhe é dedicada e que em seguida se regista.
AAVV, Coleção Património Volume 2 - Quinta Alegre, Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa, 2018.
Salienta-se, essencialmente, o sentido de extrema dignidade e
atratividade da intervenção, que visa associar diversos tipos de estruturas
residenciais dedicadas aos mais idosos e, simultaneamente, realizar uma
importante intervenção de reabilitação e restauro de um edifício histórico.
Destacam-se, assim, aqui na Quinta Alegre, e desde logo, dois
aspetos julgados essenciais nas intervenções dirigidas a uma adequada
integração residencial dos mais idosos: a diversidade de “estruturas” e
soluções desenvolvidas numa mesma zona, proporcionando-se as naturais melhores
condições de concentração e multiplicidade de serviços de apoio; e a referida
grande dignidade e atratividade deste tipo de intervenções, bem distintas dos
seus velhos estigmas ligados, designadamente, a uma excessiva e, julgada,
despropositada evidenciação dos aspetos de funcionalidade e assistenciais, a
uma ausência de aspetos de agradável caraterização residencial e mesmo, há que
dizê-lo, a uma frequente reduzida qualidade arquitectónica de muitos dos
“velhos equipamentos residenciais para idosos”.
Agora mais em termos de pormenorização arquitectónica espacial e
funcional destaca-se, entre outros aspetos, a interessante modularidade das
unidades “residenciais”, desde o grande quarto com casa de banho privativa ao
módulo que integra sala comum e balcão com apoio de cozinha.
Chama-se ainda a atenção para a designação dada a esta intervenção
por Eduarda Napoleão, que na altura esteve ligada a esta intervenção como “Coordenadora
do Programa especial de acompanhamento e avaliação das estruturas residenciais
instaladas em edifícios de interesse patrimonial/histórico”, e que a ela se
referiu como um “novo paradigma de habitação para seniores”.
Espera-se, muito sinceramente, que esta
pioneira intervenção bem ligada a uma urgente e desejável intergeracionalidade
residencial possa ter expressiva continuidade entre nós.
§
4.5. Las viviendas "intergeneracionales" de la
EMVS, Vallecas, Madrid - 2017
Desde já se salienta que na abordagem deste caso de
intergeracionalidade residencial foi de grande importância a consulta de um
estudo do mesmo realizado pela doutora arquitecta Zulma das Graças Lucena
Schussel, Professora do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana - PPGTU e no
Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-PR.
A Empresa
Municipal de la Vivienda y Suelo de Madrid (EMVS) desenvolveu a iniciativa de
habitações intergeracionais em Nuestra Señora de los Ángeles, Puente de
Vallecas.
Nesta promoção residencial o objetivo é facilitar a resolução
integrada do problema habitacional de jovens e idosos, visando-se que os
primeiros se comprometam a ajudar a cuidar dos vizinhos mais idosos e em troca
disporem de habitação em condições para eles vantajosas.
“Para ello, se establece un sistema de
intercambio de servicios y cuidados que se tendrá en cuenta a la hora de fijar
el alquiler de los jóvenes. Los jóvenes seleccionados para acompañar a las
personas mayores, vivirán independientes de ellas pero habrán de adoptar un
compromiso a través de lo que ya se conoce como "banco de tiempo". Se
trata de un sistema de "intercambio de servicios, conocimientos y cuidados
por tiempo ...
“La unidad de valor es la hora,
independientemente del servicio que se ofrezca se reciba. La tarifa de alquiler
por la vivienda de los jóvenes variará en función de las horas dedicadas a los
mayores, que serán gestionadas y auditadas por profesionales de servicios
sociales.
“En el «catálogo del banco de tiempo» se
incluye, entre otras cosas, ayudar a resolver gestiones administrativas y otros
recados, conversación, acompañamiento al médico o paseos, hacer la compra,
pequeñas reparaciones del hogar o el cuidado de animales y plantas, entre
otros.
“Esta propuesta de viviendas
intergeneracionales «huye del concepto clásico, tan arraigado en España, de
residencias geriátricas, y es una alternativa para aquellas personas
autónomas que, por razones de salud, soledad o seguridad, no pueden o no
quieren seguir viviendo solos en su domicilio habitual", han señalado
desde el Ayuntamiento.
A localização da intervenção é “central” , no “ecobarrio de Puente
de Vallecas”, o que se considera essencial para a boa integração dos respetivos
habitantes.
As habitações são T1 e T2 e existem zonas comuns em cada piso e
outras zonas comuns térreas interiores e exteriores - biblioteca, ginásio, espaços multiusos, cafetería, lavandaria, jardim
e seviço de assistência médica também aberto aos vizinhos do bairro. Na
totalidade são 2500 m2 de áreas comuns, para xx fogos.
Esta é uma inciativa interessante e realmente intergeracional,
embora muito marcada por aspetos institucionais, o que não corresponde à
ideia-base do PHAI3C, referida a intervenções totalmente marcadas por uma
grande liberdade de pertença e de cooperação mútua; no entanto corresponde a
uma eventual franja de intergeracionalidade também com muito interesse e
potencial de êxito, designadamente, no âmbito das intervenções municipais e
considerando a sua capacidade de apoiarem a resolução de duas frentes de carências
habitacionais, de jovens e idosos, mais um “suplemento” importantíssimo em
termos de apoio humano, social e convivial, que é real embora seja
institucionalizado e contratualizado.
4.6. Habitações intergeracionais num grande edifício funcionalmente misto na Plaza America, Alicante - 2010
Esta intervenção foi iniciada em 2000 e corresponde a uma solução
considerada de grande interesse social e urbano pois alia o desenvolvimento de
um conjunto muito significativo de habitações intergeracionalmente dedicadas
(são 72), à criação de um verdadeiro edifício funcionalmente misto e
centralmente localizado (Plaza America), conjugando, portanto: habitação
intergeracional para idosos e jovens contratualmente cuidadores; com um Centro
de Saúde e um Centro de Dia; e com um grande estacionamento subterrâneo (256
lugares), que é urbanisticamente bem importante.
Traça-se aqui, assim, um caminho pioneiro e julgado de extremo
interesse, que visa a criação, tendencialmente, em zonas de preenchimento
urbano, de conjuntos edificados com usos mistos e valências socioculturais
importantes e diversificadas, avançando-se, assim, simultaneamente, na
resolução de variadas carências humanas, sociais e urbanas e de uma forma que,
sendo concentrada, terá também a virtude de poder apoiar na dinamização mútua
das diversas valências residentes e consequentemente da respectiva vizinhança;
uma perspetiva que esteve, aliás, desde sempre presente na base da criação de
conjuntos do PHAI3C.
Também muito interesante é que esta intervenção constituiu o primeiro edifício do Programa Municipal de Habitação e Intergeracional
Cidadão Serviços de Proximidade da cidade de Alicante e no âmbito do
objetivo específico de "viver e envelhecer com dignidade em casa”.
O promotor foi a Oficina Técnica del Patronato Municipal de la
Vivienda de Alicante no âmbito do Patronato Municipal de la Vivienda de
Alicante (PMVA).
A intervenção foi já amplamente divulgada e premiada em termos de
arquitectura urbana - PREMIOS AVS 2010.
E esta questão leva-nos a um aspeto que se considera essencial para
o êxito de intervenções aquitectonicamente tão ricas como complexas e que é a
sua obrigatória qualidade arquitectónica muito ampla, desde as questões de
“desenho” e de integração às matérias da satisfação residencial e às de uma
gestão eficaz e participada.
O edifício misto funciona globalmente em “camadas” de conteúdos:
sendo 4 pisos habitacionais (espaços privados e comuns); 1/2 pisos praticamente
térreos e integrano os equipamentos - Centro de Sáude e Centro de Dia, mais
acessos e outros apoios; e outros 3 pisos subterrâneos com o grande
estacionamento de uso público.
No que se refere às habitações elas parecem corresponder a uma
tipologia que podemos considerar como T0+ ou T1 aberto, portanto incluindo:
entrada com zona de cozinha contígua; casa de banho; e pequena sala comum; com
grande “alcova” contígua (zona de quarto que pode ser facilmente privatizada).
E há aspetos de pormenorização arquitectónica do fogo com grande interesse e
que merecem a consulta do leitor nas referências documentais apontadas no final
deste ítem.
Na prática no fogo há zonas bem estimulantes e graduais de: entrada
e apoio a preparação de refeições; refeições; estar; dormir/descansar; relação
com o exterior.
Temos, portanto, 72 T1 com Área Útil
de 40m2 cada um,
Os fogos são monorientados com acesso, de um e outro lado, a partir
de uma ampla galeria comum interiorizada, mas que parece ser bem iluminada
naturalmente através de diversas aberturas entre pisos.
Citando os projetistas:
“Los diferentes espacios con los que se
resuelve el programa heterogéneo del proyecto se encuentran vinculados
funcionalmente entre sí , … de forma que los usuarios del centro de día
pueden ocupar zonas comunes del área de las viviendas, como el gimnasio, el
solarium y la piscina geriátrica instalada en la cubierta superior. Igualmente,
los inquilinos de las viviendas pueden utilizar los servicios del centro de día
como el comedor, la sala de baile o la peluquería.
Tanto las viviendas como los espacios comunes
han sido diseñados pensando en usuarios no dependientes, pero que pueden presentar, en un momento
dado, algún grado de limitación, por lo que se debía garantizar la asistencia
necesaria ya sea de personal propio o externo.
No que se refere à mistura etária e social entre idosos e jovens que
têm condições específicas de “arrendamento social” dos fogos é necessário:
- ter mais de 65 anos, ser habitante no município há pelo menos 5
anos e preferivelmente do bairro, ser capaz de viver independentemente, não ter
um fogo habitável e ter rendimentos inferiores a 21 mil € anuais.
- ter menos de 35 anos, ser habitante no município há pelo menos 5
anos e preferivelmente do bairro, ser capaz de viver independentemente, não ter
um fogo habitável e ter rendimentos aproximados entre 5 mil e 21 mil € anuais.
Em termos gerais procurou-se uma “mistura” de 20% de idosos e 80%
de idosos: 1 fogo para jovens em cada 4 para idosos.
Uma “mistura” que, evidentemente, é discutível e merecerá ser
estudada nos seus resultados, sendo por vezes defendida, em outros documentos,
uma “mistura” tendencialmente de metade + metade de mais jovens e mais idosos.
Dados gerais da intervenção:
Edifício “Plaza America”
Situação: Plaza de América, C/Devesa, C/Hermanos Soto Chápuli y C/Francisco
Verdú, Alicante.
Superficie construída: 16.285 m2. Orçamento: €11.811.719,40. Projecto:
2005. Obra: 2005- 2008. Promoção pública do Patronato Municipal de la Vivienda
de Alicante.
72 T1 com 40m2 de AU e espaços e equipamentos comuns, um Centro de
Saúde Pública com 3.074 m2, um Centro de Dia para idosos com 95 m2; e um
estacionamento público com 256 lugares.
Autores: Carmen Pérez Molpeceres, arquitecto director y Consuelo
Argüelles Álvarez, arquitecto colaborador. Empresa construtora: Dragados S.A.
Em termos de comentários de síntese e finais, ou melhor
intercalares, sobre esta intervenção, podemos
referir que ela é “objetivamente” intergeracional, embora etária e socialmente
bem delimitada; condições estas distintas das visadas para o PHAI3C, mas
levantando questões muito pertinentes e diversificadas (ex., qual a melhor
mistura etária e como a conseguir), e sendo, portanto,um conjunto que muito
merecia ser visitado.
Ainda em termos de comentários
intercalares que decorrem desta intervenção, mas que se julgam muito úteis para
a aproximação às melhores “fórmulas” arquitectónicas a aplicar no PHAI3C vamos
usar uma citação, que infelizmente não conseguimos aqui referir adequadamente
em termos de autoria, mas que sem dúvida tem origem em promotores e/ou
projetistas deste excelente conjunto na “Plaza
America” – e desde já se apresentam as devidas desculpas aos autores:
“El criterio de todos estos proyectos no es realizar servicios generales,
ni suplir a la familia o a la ayuda profesional, sino de recuperar actividades
que eran habituales en las comunidades vecinales de antaño, pero que la
sociedad urbana contemporánea se han ido perdiendo paulatinamente.
Los proyectos de arquitectura
intergeneracional deben contemplar como un elemento clave el diseño cualitativo
del edificio para mejorar el sentido de pertenencia y la imagen urbana.
Igualmente, deben formar parte indisoluble del espacio público del entorno,
interviniendo en el mismo cuando resulte necesario para garantizar la
coherencia urbana.”
5. Muito breves reflexões finais sobre os aspetos abordados no artigo sobre Casos de Referência Ibéricos e Sul-Americanos, estudados no âmbito do PHAI3C e considerados ”intergeracionais”
Com
o presente artigo aproximámo-nos, mais um pouco, de possíveis configurações de
soluções de arquitectura urbana com forte conteúdo residencial intergeracional,
mas funcionalmente mista e, assim, potencialmente viável.
Lembra-se
que, tal como se tem registado, estamos agora a avançar para uma fase final do
estudo, bipartida entre:
(i)
uma reflexão sistemática sobre um muito amplo leque de casos de referência,
escolhidos, porque podendo conter aspetos significativos a considerar no
PHAI3C; reflexão esta que foi assegurada no presente artigo.
e
(ii) uma identificação de aspetos considerados adequados na conceção de
conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis,
participados e naturalmente conviviais; reflexão esta que foi, já, assegurada
no artigo editado na passada semana.
É
chegada, portanto, a altura, de passar para uma proposta de aspetos práticos na
conceção de soluções residenciais no âmbito do PHAI3C, baseando-nos numa base
de trabalho e documental devidamente divulgada e muito extensa sobre os amplos
aspetos de enquadramento associados às necessidades, aos gostos e às enormes
potencialidades sociais e urbanas de uma reflexão prática sobre os espaços
residenciais dedicados a pessoas idosas e fragilizadas, mas sempre
desejavelmente integrados em quadros intergeracionais, ativamente urbanos e
dinamizados e convivializados por cooperativas dedicadas à promoção de
“habitação económica”.
Tendo-se
em conta o extenso desenvolvimento temático e temporal que já teve o estudo
relativo ao PHAI3C, se opta, agora, na sua fase final, por uma solução “mista”
em que artigos mais propositivos e projetuais são alternados por artigos mais
diretamente baseados em casos de referência concretos; como foi o presente
artigo.
E
naturalmente esta fase do estudo também consegue identificar intervenções onde
será possível realizar essenciais visitas técnicas.
Em
termos um pouco gerais, mas lembrando matérias que foram sendo visadas no
presente artigo e naturalmente considerandos como aspetos a a desenvolver potencial
e posteriormente, teremos, designadamente e sem qualquer menorização de outros
aspetos de projeto e gestão, os aspetos globais de: escala da intervenção,
imagem da intervenção, acessibilidade específica às unidades residenciais e/ou
quartos/suites ...
O
próximo artigo desta série editorial será muito provavelmente dedicado à identificação
e proposta de aspetos concretos considerados adequados na conceção de conjuntos
residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis, participados e
naturalmente conviviais
E
assim se deu continuidade à fase final de reflexão sobre o Programa de
Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C),
depois da conclusão do respetivo ciclo inicial de estudos de base
essencialmente documentai – sob a forma de 51 artigos editados na Infohabitar
em 2022 e 2024 (listados e linkados em Anexo).
Anexo: listagem linkada dos artigos já
editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base
teórico-prática, anterior à atual análise de casos específicos
Listagem
linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar,
com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos
documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.
. Infohabitar,
Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo habitar intergeracional: alguns
comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).
. Infohabitar,
Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade, utilidade e exigências do Programa
de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados
(PHAI3C) - Infohabitar 714 (4 pp.).
Infohabitar,
Ano XVI, n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o passado e o futuro da habitação
cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais
colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4 figg.).
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida
e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas -
versão de trabalho e base bibliográfica # 805 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16,
2022. (21 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre qualidade de vida e qualidade
arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional - versão de
trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 23,
2022. (57 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na
habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de trabalho e base bibliográfica
# 807 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, março 09, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º
808 – Qualidade na habitação para idosos e
intergeracional “II” - versão de trabalho e base bibliográfica # 808
Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, março 16, 2022. (61 p.) . (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as necessidades habitacionais mais
específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica –
Infohabitar # 810. Lisboa,
quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 – Sobre as necessidades habitacionais mais
específicas dos idosos “II” - versão de trabalho e base bibliográfica –
Infohabitar # 811. Lisboa,
quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade residencial e habitantes
fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e
Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade residencial e habitantes
fragilizados “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17
p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade, identidade e integração na
habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar
# 815. Lisboa,
quarta-feira, maio 11, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816
– Atratividade, identidade e integração na
habitação para idosos II - versão de trabalho e base bibliográfica –
Infohabitar # 816. Lisboa,
quarta-feira, maio 18, 2022. (26 p.) . (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade e conforto residencial no
envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e convívio em ambientes residenciais
adequados para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 819
Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, junho 15, 2022. (11 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade e terceira idade - versão de
trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 22, 2022. (17
p.) Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento -
versão de trabalho e base bibliográfica # 817 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na habitação para idosos - versão de
trabalho e base bibliográfica # 821 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 822 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à
participação num adequado quadro arquitetónico I – versão de trabalho e base
bibliográfica # 822 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII,
n.º 823 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à
participação num adequado quadro arquitetónico II – versão de trabalho e base
bibliográfica # 823 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.
(25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e solidão ou convívio no habitar I –
versão de trabalho e base bibliográfica # 825 Infohabitar. Lisboa,
quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 826 – Velhice e solidão ou convívio no habitar II –
versão de trabalho e base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 10, 2022. (36
p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada
originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no
DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o habitar, a velhice e as
demências – versão de trabalho e base bibliográfica # 833 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022.
(26 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas sobre o habitar no final de vida –
versão de trabalho e base bibliográfica # 834 Infohabitar.
Lisboa, quarta-feira, outubro 12, 2022. (12 p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 836 – Idosos: desafio crítico e oportunidade I -
versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 836. Lisboa,
quarta-feira, outubro 26, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837
– Idosos: desafio crítico e oportunidade II -
versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 837, Lisboa,
quarta-feira, novembro 02, 2022. (22 p.) (Notar que esta
temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois
artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 838 – Considerações sobre direitos e problemas dos
idosos – versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09, 2022. (16
p.)
. Infohabitar,
Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os seus espaços
residenciais I – versão de trabalho e base documental – Infohabitar #
839, Lisboa, quarta-feira,
novembro 16, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os seus espaços residenciais
II – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022;
Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os seus espaços residenciais
III – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 841,
Lisboa, quarta-feira, novembro 30, 2022. (31 p.) (Notar que
esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em três partes e em
três artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do habitar quando formos idosos –
versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 845 ,
Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2023, (14 p.); Artigo XXIV da
série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 847 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação
entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental
(I) – Infohabitar # 847, Lisboa,
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV
da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 848 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação
entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental (II) –
Infohabitar # 848, Lisboa,
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI
da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 849 – Idosos e espaço urbano – versão de trabalho
e base documental – Infohabitar # 849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
(19 p.); Artigo XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C –
Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a
Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 851 – Idosos e espaços urbanos de vizinhança – versão
de trabalho e base documental – Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9
p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C –
Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a
Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 852 – Importância da adaptabilidade na habitação para
idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13
p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa
de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 853 – “Habitação Senior ?” – versão de trabalho e base
documental – Infohabitar # 853,
Lisboa, quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série
editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 854 – Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo
– versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29
p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa
de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o futuro de uma habitação bem
integrada e participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar #
855, Lisboa, quarta-feira, 19 de
abril de 2023 (23 p.); Artigo XXXII da série editorial da
Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através
de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 857 – Habitação, integração etária e
intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11
p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas, coohousing e habitação
colaborativa ou participada – versão de trabalho e base documental –
Infohabitar # 858, Lisboa,
quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10 p.); Artigo XXXIII da série
editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 859 – Fazer da habitação para idosos uma escolha
apetecível – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de 2023 (17
p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação muito adequada para pessoas idosas
– versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13
p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as
pessoas idosas – versão de trabalho e base documental # 868 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26
p.); Artigo XXXVI da série editorial da Infohabitar – “Programa de
Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html
.
Infohabitar, Ano XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente
dirigidas – versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar,
Lisboa, quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo
XXXVII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação
Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um
amplo leque de soluções – versão de trabalho e
base documental # 870 Infohabitar , Lisboa,
quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial
intergeracional – versão de trabalho e
base documental # 871 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo
XXXIX da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável
e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação
intergeracional – versão de trabalho e
base documental # 872 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 16 de agosto de
2023 (23 p.); Artigo XL da série editorial da Infohabitar –
“Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a
Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para
idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar,
Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos
para pessoas com demência – versão de trabalho e
base bibliográfica # 874 Infohabitar ,
Lisboa, quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série
editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html
. Infohabitar,
Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação –
versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa,
quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da
série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e
Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo
Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html
Notas
editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais
dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da
exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Casos de Referência ligados a Habitação
Intergeracional, Ibéricos e Sul Americanos e especificamente intergeracionais –
infohabitar # 959
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 963
Edição:
quarta-feira 28 de Janeiro de 2026
:
António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL
– Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP –
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal
com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista
do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).