domingo, outubro 03, 2010

Falar de Arquitectura falando de qualidade - Sobre a Casa de Ralph Erskine - Infohabitar 314


Artigo de Luís Morgado
Infohabitar, Ano VI, n.º 314
Nota inicial: o 1.º Congresso Habitação no Espaço Lusófono, o 1.º CIHEL, decorreu com pleno êxito, nos passados dias 22 e 24 de Setembro, no Grande Auditório do ISCTE-IUL, em Lisboa, nas próximas semanas e logo que tenhamos oportunidade, iremos dedicar alguns artigos a este grande evento, no entanto e desde já gostaríamos de sublinhar que estiveram presentes, praticamente, todos os países de língua portuguesa e que foi já anunciado que o 2.º CIHEL terá lugar, também, em Lisboa, no sentido de se reforçar e alargar a base de enquadramento e estruturação do Congresso, e que decorrerá daqui a dois anos, portanto no final de 2012, no Centro de Congressos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Os organizadores do 1.º CIHEL querem, desde já, fazer e deixar, aqui, um agradecimento público a todos os participantes no 1.º CIHEL, conferencistas, palestrantes, membros de mesas, alunos que apoiaram a organização e todos os inscritos, assim como às entidades que apoiaram o 1.º CIHEL, com um destaque muito especial para o ISCTE-IUL, a Câmara Municipal de Lisboa, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.
As Actas do 1.º CIHEL poderão ser adquiridas em diversas livrarias, estando desde já disponíveis na Livraria A+A junto à Ordem dos Arquitectos em Lisboa www.livrariaamaisa.pt
Segue-se o artigo da semana do Infohabitar.
Nota: as imagens assim como as referências de texto têm todos a mesma proveniência, o artigo de Luis Fernández-Galiano (2008), "La caja, Lissma (Suecia)",in AV Monografias, n.º 132, pp. 56-65.

Falar de Arquitectura falando de qualidade - Sobre a Casa de Ralph Erskine
Artigo de Luís Morgado
Falar de arquitectura
Falar de arquitectura é um exercício de subjectividade. Para o bem e para o mal, é da natureza da arquitectura suscitar um envolvimento pessoal e apaixonado.
Categorias como o "interessante" abundam nas descrições arquitectónicas. É comum ouvir-se autores falarem sobre um tema que lhes "interessa" ou sobre uma obra que é "interessante".
O discurso fácil dos não iniciados e dos próprios profissionais em meios informais recorre a termos que variam dos simpáticos "gosto de" e "é muito bom", até aos violentos "é péssimo" e "é horrível".
Entre alguns arquitectos há jargões e cifras que remetem para códigos acessíveis só àqueles que pertencem a um determinado escol. Recusam-se algumas soluções porque demasiado "óbvias". Outras porque provavelmente são banais ou não publicáveis. Forjam-se conceitos incompreensíveis ao senso comum como a "integração por contraste" que esteve em voga há uns anos atrás...
Em alguns textos pratica-se um discurso filosófico complexo que muitas das vezes resvala para o hermético. A superioridade dos conceitos em jogo é tal que os próprios autores parecem perder a noção de que começaram por querer falar de arquitectura.
O discurso objectivo dos engenheiros aplica-se às partes efectivas da arquitectura. A solução ou está certa ou errada. Há algoritmos, há regras, há regulamentos... "ou cumpre ou não cumpre". Mas esta é uma abordagem que acaba por pecar pela parcialidade, como humilde e sabiamente os próprios não deixam de assumir.
Falar da qualidade
Tudo o que se disse antes não tem por objectivo atacar a linguagem que muitas vezes emerge nas revistas, nas escolas, e na sociedade em geral. Trata-se de reconhecer que a arquitectura é uma disciplina complexa e como tal promove discursos defensivos, emotivos, parciais e muitas vezes evasivos.
Falar claro parece não ser fácil em arquitectura. Norberg Schulz tentou falar claro e defendeu um retorno às "coisas". Ao estudar o "lugar" disse que se utilizavam os substantivos para classificar os lugares, as preposições para designar relações espaciais e os adjectivos para falar do carácter. Este carácter - o "como são as coisas" - teria por base os fenómenos concretos.
Esta linha parece fazer parte da herança cultural que enquadrou a direcção dos trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil em torno do tema da Habitação. A abordagem da qualidade arquitectónica residencial foi para mim uma descoberta tardia. Tardia porque parecia existir um divórcio inexplicável entre o Laboratório e alguns meios do Ensino da Arquitectura. Tardia porque finalmente ouvia alguém tentar "falar claro sobre arquitectura".
Acredito que a Qualidade Arquitectónica residencial é um tema que permite falar de arquitectura com um sentido globalizante. Pelos trabalhos desenvolvidos no LNEC fica provado que a análise e avaliação da qualidade pode ser - em determinadas circunstâncias - objectivada a ponto de podermos classificar com muito rigor edifícios em função de critérios pré-definidos. Mas não querendo chegar tão longe, considero que a abordagem da qualidade pode tão simplesmente ajudar a pensar e a olhar para a arquitectura através de um sistema conceptual que permitirá confirmar as nossas intuições iniciais ou rebater um primeiro olhar apressado.
Fig. 01
A casa de Ralph Erskine
O que se segue é um exercício sumário que visa demonstrar que uma qualquer obra de arquitectura pode ser descrita de forma eficaz através da grelha conceptual dos factores de análise arquitectónica residencial.
Escolheu-se um texto sobre uma obra simples, mas engenhosa, tendo este sido reordenado no sentido de corresponder à grelha definida por António Baptista Coelho na obra "Qualidade arquitectónica residencial, rumos e factores de análise".
O texto e as imagens são retirados da revista AV Monografias 132 (2008). A tradução do texto "La caja, Lissma" é livre e é minha (entre aspas).
A "Caixa Lissma" é a pequena casa desenhada e construída por Ralph Erskine (1914-2005) para si e sua mulher Ruth Francis em 1941 em Lissma na Suécia. Erskine sai de Inglaterra e estabelece-se aí atraído pelo carácter social do funcionalismo sueco. Defendendo uma filosofia de vida assente nos valores da ruralidade, viveu na sua casa-abrigo com a mulher durante quase 4 anos, período durante o qual nasce a filha que com eles coabitará.
Relação e contacto entre espaços e ambientes
Fig. 02
Acessibilidade
"Localizado na periferia de Estocolmo, num lugar solitário e longe da civilização, o terreno foi cedido por um proprietário conhecido de Erskine. Ficava a noventa minutos de Estocolmo em bicicleta e a 2 Km do estabelecimento comercial mais próximo. Devido à sua inacessibilidade os materiais de construção tiveram que transportar-se com um trenó puxado por um cavalo.
A porta principal de acesso situada na fachada norte protegia-se com uma caixa que a delimitava da zona destinada ao armazenamento de troncos." O acesso ao interior fazia-se através de um degrau de cerca de 35cm.
"Num primeiro desenho Erskine propôs uma versão diferente. Nele mantinha-se o perímetro mas o volume era desenvolvido em dois pisos. Uma escada de um lance alojava-se no interior dos armários embutidos e permitia o acesso ao dormitório situado no segundo piso."
Fig. 03
Comunicabilidade
"A casa fechava-se hermeticamente a norte graças a uma área protegida pelo balanço da cobertura onde se armazenava e secava a lenha recolhida no Verão para se poder dispor dela no Inverno.
A cabana abria-se a sul através de um amplo vão envidraçado situado na sala e de dois pequenos vãos na cozinha com a única função de permitir a entrada de luz natural.
O problema do frio resolveu-se mais tarde fechando as janelas a sul com um material isolante pelo exterior, o que impedia o gozar da luz natural e das vistas sobre a paisagem" (o texto não esclarece sobre a reversibilidade ou não desta solução).
"A zona do atelier iluminava-se mediante três janelas de peito recortadas na fachada nascente.
As portas de vidro da sala dispunham de molduras de madeira e permitiam uma abertura total de 180º."
Caracterização e adequação de espaços e ambientes
Fig. 04
Espaciosidade
"Com cerca de 22 m2, a casa concebeu-se como um volume prismático de 6 metros de comprimento por 3,6 metros de largura organizada em dois espaços separados por uma chaminé: a sala de estar que se usava também como atelier e dormitório e a cozinha.
Não parece descabido supor que se tenha suprimido o segundo piso da primeira proposta e se tenha limitado o pé direito a 2,10m com o objectivo de reduzir o volume de ar a aquecer."
A contenção espacial do espaço interior era contrabalançada com o desafogo visual que se desfrutava a partir da sala/atelier.
"Vários mecanismos foram concebidos para ultrapassar o reduzido espaço interior. Por exemplo: O berço da sua filha podia ser erguido até ao tecto para não ocupar espaço quando não estava a uso."
Capacidade
"Com o objectivo de suprir a falta de espaço, as peças de mobiliário assumiriam distintas funções. O desenho da cama e do berço eleváveis, a mesa do atelier desmontável ou os armários embutidos são mais do que "gadgets" porque aspiram a superar a falta de espaço através de engenhosos mecanismos. "
Fig. 05
Funcionalidade
"O volume prismático continha todo o programa: Uma sala de estar, transformável num estudio-dormitório e uma cozinha; ambos separados por uma enorme chaminé de alvenaria de pedra.
A casa carecia de equipamento sanitário e não dispunha de água corrente. Existia apenas um poço que fornecia a água necessária."
Factores de conforto espacial e ambiental
Fig. 06
Agradabilidade
"Erskine concebeu diversas soluções para adaptar a habitação ao duro clima local. Nos Invernos chegava-se aos 25ºC negativos. Os Verões eram curtos, mas nessa altura a vida voltava-se completamente para o exterior.
Os troncos de madeira empilhados em todo o alçado norte sob a protecção da cobertura, aumentavam a inércia térmica da parede e contribuíam para o seu isolamento. O plano da fachada recolhia 50cm proporcionando uma protecção à humidade. Esta parede melhorava ainda mais o seu comportamento graças a uma espessa capa de isolamento térmico e à disposição de um armário interior em toda a extensão da parede.
Todas as janelas tinham vidro duplo ou triplo, mas face à ausência de radiação solar os distintos planos não podiam responder às temperaturas extremas. O problema resolveu-se fechando-as com um material isolante pelo exterior."
Aqui terá havido a correcção de um erro, como já foi referido. Preferiu-se pragmaticamente a agradabilidade à comunicabilidade. Acreditamos que Erskine tenha recorrido neste caso a uma solução engenhosa e não apenas a uma opção de recurso.
"As paredes e os tectos protegiam-se com painéis porosos de "treetex", cartões e aparas de madeira que se introduziram no interior das paredes para reforçar o isolamento térmico.
Sobre a boca da lareira colocaram-se dezasseis tubos de cerâmica que permitiam dirigir para o interior algum do calor consumido na combustão. O arquitecto idealizou também um sistema de circulação de ar que canalizava parte do calor para uma segunda conduta."
Fig. 07
Durabilidade
"Erskine utilizou pedras do próprio terreno, madeira dos bosques, tijolos de um forno abandonado e alguns materiais reciclados de vários edifícios, entre outros comprados com o empréstimo bancário que obteve.
Os materiais usados na construção foram: tijolos refractários, estruturas de madeira, painéis de "masonite" e "treetex" para paredes e tectos, ferragens em ferro, um alçapão de chaminé, verniz e óleo para tratamento de madeira.
O plinto da base construiu-se com pedras encontradas na envolvente do terreno, realizando-se a alvenaria com argamassa que se armou com arames de colchões abandonados. Na chaminé aumentou-se a quantidade de cimento das juntas de pedra para garantir a estanquidade.
O sistema estrutural da casa era uma adaptação do "balloon frame" à tecnologia sueca da época. No pavimento dispuseram-se quatro vigas com 6 metros de comprimento. De meio em meio metros, perpendiculares às anteriores colocaram-se treze vigas que faziam consolas de 1,20m a sul, 70cm a Norte e 50cm a Este e Oeste. A estrutura vertical compunha-se de sete apoios a Sul e Norte e cinco nas restantes. Três elementos horizontais travavam estas últimas e serviam de pré-aro das janelas. Na cobertura repetia-se a estrutura do pavimento.
As fachadas exteriores construíam-se com réguas de madeira sobrepostas adoptando uma solução extraída da tradição construtiva sueca que assegurava um bom comportamento da fachada contra a água.
Toda a frente Sul se protegia sob numa caixa de madeira formada pelo recuo da fachada, formalizando um terraço elevado do solo para protecção contra a humidade e os xilófagos.
A cabana foi depois abandonada por Erskine e família acabando por se deteriorar com o passar dos anos."
Segurança
Não há referências no texto a aspectos de segurança. A construção de uma pequena cabana isolada para viver com a sua pequena família é um manifesto de confiança no mundo e na natureza. A fragilidade da construção em madeira e a transparência dos grandes envidraçados confirmam-no.
Interacção social e expressão individual
Convivialidade
Não há referências à convivialidade no texto. Num abrigo tão pequeno a convivialidade é um factor obrigatório. A família nuclear é concebida como uma só pessoa.
Fig. 08
Privacidade
Também não há referências à privacidade no texto, mas é óbvio que se a convivialidade é um factor intrínseco ao tipo espacial escolhido, na casa de Erskine, não há muito lugar à privacidade. O lugar mais óbvio para a privacidade é neste caso o terreno envolvente da horta e da natureza. Não será difícil imaginar Erskine ou a sua mulher gozando alternadamente momentos de "solidão", tratando das suas colmeias e culturas.
Participação, Identificação e regulação
Fig. 09
Adaptabilidade
"Na sala estava a cama de casal, suspensa por cabos de aço e roldanas que permitiam elevá-la nos dias mais frios de Inverno para aproveitar o ar quente concentrado na parte superior da cabana. A cama podia transformar-se num sofá rebatendo uma das metades que serviria de encosto voltado para a chaminé no Inverno ou para o envidraçado na Primavera. O mecanismo consistia numa roda dentada localizada no interior do armário encastrado na parede norte.
A mesa de desenho do atelier rebatia sobre o tampo de um armário lateral que por sua vez era fechado por uma porta de correr. Quando estava a uso havia um apoio de madeira em V que a mantinha na posição normal ficando o armário aberto com os materiais de desenho à mão."
Fig. 10
Apropriação
"Erskine enveredou pela autoconstrução tendo construído ele próprio a casa com a ajuda da sua mulher. Durante a construção o projecto original de 1941 sofreu várias modificações.
O arquitecto colocou em prática a ideia de auto abastecimento. Para o terreno envolvente foram desenhados além do jardim, também hortas e colmeias com o objectivo de suprir as necessidades alimentares.
Uma das faces exteriores da chaminé - a única rebocada de toda a casa - decorou-se com motivos vegetais."
Aspecto e coerência espacial e ambiental
Fig. 11
Atractividade
"A casa concebeu-se sob os princípios de simplicidade e austeridade herdados da sua formação socialista.
Concebida como um objecto autónomo, a casa apoiava-se num embasamento de cinco metros de comprimento por três de largura
A disposição de uma moldura de cor branca - enquadrando os alçados Norte e Sul, assim como os vãos da fachada Leste - contrastava com o vermelho escuro da madeira e conferia ao projecto um toque de modernidade."
Fig. 12
Domesticidade
"Erskine investiu muito tempo e esforço no desenho da chaminé, concebida como elemento autónomo elevado em relação ao pavimento.
No interior Erskine colocou tabuleiros de madeira não aplainados separados de 30 em 30cm."
A domesticidade da casa é dada pela elementaridade da solução. A ideia de lar coincide aqui com a de abrigo definido pelas reduzidas dimensões do espaço e pela presença do elemento fundador que é a lareira. As características de austeridade e frieza do desenho moderno são contrabalançadas com o conforto que se associa ao material dominante: a madeira.
Integração
Não está presente um conceito de integração mimética entre arquitectura e natureza. Há antes a intenção de moldar um território natural transformando a vizinhança próxima num espaço rural. Haverá depois sem dúvida também o objectivo de tirar partido das condições naturais do terreno para que a casa possa dialogar com o enquadramento natural, transformando-o no seu cenário.
Fig. 13
Conclusão
Através deste exercício - elaborado num curto espaço de tempo e sem oportunidade para ser devidamente reflectido - podemos constatar que haverá um potencial de apoio ao discurso analítico da arquitectura mediante a adopção de uma grelha constituída pelos rumos e factores de análise definidos e desenvolvidos pelo LNEC (Rumos e Factores de Análise da Qualidade Arquitectónica Residencial, ITA 8, Livraria do LNEC).
Não se defende aqui que o discurso de arquitectura tenha que ser sistematizado cientificamente por pontos e temas retirados de uma lista de verificação (os factores de qualidade arquitectónica). Aquilo que defendemos sem reservas é que a tomada de consciência dos factores dessa "lista" pode funcionar como um auxiliar de memória para que possamos falar e pensar com clareza e para que não nos esqueçamos que no centro da arquitectura está o Homem.
Fig. 14
Breves notas do editor:
As imagens assim como as referências de texto têm todos a mesma proveniência: Fernández-Galiano, Luis (2008) La caja, Lissma (Suecia). in AV Monografias, n.º 132, pp. 56-65.
O artigo refere-se a um trabalho em redor do artigo original, que incluía não só as informações escritas como todas as imagens.
O ensaio de Luís Morgado consistiu em construir um argumento (o de que os factores de qualidade permitem clarificar o discurso arquitectónico) com uma demonstração que tem por base um texto existente (o que é assumido, inicialmente, no artigo.
O autor do artigo, Luís Morgado, é Arquitecto e Professor, cooperou em trabalhos de investigação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), frequenta, actualmente, o Programa de Doutoramento em Arquitectura e Desenho Urbano do DECA do IST.
Este programa de doutoramento em Arquitectura é participado pelo LNEC e especificamente pelos doutorados do seu Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU), com participações do seu Núcleo de Ecologia Social (NESO).
Advertência ao leitor
Nota da edição: embora os artigos editados na revista Infohabitar sejam previamente avaliados e editorialmente trabalhados pela edição da revista, eles respeitam, ao máximo, o aspecto formal e o conteúdo que são propostos, inicialmente pelos respectivos autores, sublinhando-se que as matérias editadas se referem, apenas, aos pontos de vista, perspectivas e mesmo opiniões específicas dos respectivos autores sobre essas temáticas, não correspondendo a qualquer tomada de posição da edição da revista sobre esses assuntos.
Infohabitar, Ano VI, n.º 314
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 3 de Outubro de 2010

Sem comentários :