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quarta-feira, agosto 26, 2026

Comentários sobre próximos estudos habitacionais I – infohabitar # 992

Comentários sobre próximos estudos habitacionais I –  infohabitar # 992 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte: 

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 992 

Edição: quarta-feira 26 de Agosto de 2026 

 

(Fig. 01) imagem genericamente ilustrativa sobre a essencial e ainda tão pouco considerada temática da importância da qualificação residencial

 

Editorial

(“Comentários sobre próximos estudos habitacionais I – Infohabitar # 992”) Na edição de hoje começamos a desenvolver, com informalidade, alguns comentários exploratórios e genéricos sobre os temas e as naturezas específicas que marcaram e poderão ir marcando o aprofundamento de alguns estudos/ensaios e reflexões sobre habitação e habitar, que foram aqui divulgadas ao longo de mais de 20 anos, e que poderão ir pontuando, proximamente, na nossa revista semanal.

Na prática será provável que tais reflexões venham a ser intercaladas por uma adequada divulgação do que poderá ser o 6.º CIHEL, cuja preparação está a dar os primeiros passos, mas numa altura em que se concluiu, há poucas semanas, e para já, uma boa parte do estudo sobre habitação intergeracional equipada, adaptável e participada, e em que se avizinha o milésimo número da Infohabitar parece ser importante manter a dinâmica de tais estudos e reflexões e da sua respetiva divulgação na nossa revista.

Tendo-se em conta a extensão da matéria ela será repartida por diversos números da Infohabitar.

Boa leituras é o que se deseja e naturalmente será ESSENCIAL poder ter contribuições vossas em NESTA MATÉRIA ESPECÍFICA, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação E EVENTUALMENTE SOBRE ESTE MESMO TEMA DO QUE FOI E PODE AINDA VIR A SER A INFOHABITAR.

E lembra-se aqui a relativa facilidade e o grande interesse editorial que estará sem dúvida associado, por exemplo, à divulgação, aqui na Infohabitar, de estudos associados a teses de doutoramento e mesmo de mestrado (bem qualificadas) ou a uma divulgação parcial e cuidadosa de partes de estudos em curso, por exemplo de doutoramento; mas também e com forte relevo os estudos individuais, técnicos e teórico-práticos que colegas leitores tenham desenvolvido ou estejam a desenvolver; pois afinal o GHabitar e o seu Infohabitar sempre foram e quiseram ser plataformas de ativo diálogo entre a boa academia e a boa técnica.

Com as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho ou boas férias, conforme seja o caso,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Azambuja Casais de Baixo, Casa das Vinte, 26 de Agosto de 2026

 

Comentários sobre próximos estudos habitacionais I –  infohabitar # 992

1. Notas de introdução sobre os estudos e as reflexões desenvolvidos desde há cerca de 40 anos e divulgados na Infohabitar desde há mais de 20 anos

Num dos últimos artigos apresentámos, aqui, as listagens de temas que têm sido desenvolvidos e divulgados, aqui, na Infohabitar, e naturalmente para lá dos mais de 100 autores que neles participaram, coube-me a responsabilidade editorial de manter a nossa revista sempre ativa semanalmente.

Isto levou a um número significativo de artigos por mim realizados, sendo boa parte deles “aproveitados” a partir dos estudos que desenvolvi e em que participei ativamente e com frequência com o grande amigo e mentor Reis Cabrita, no âmbito da atividade do saudoso e único Núcleo de Arquitectura, NA, do LNEC (depois designado Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU), o primeiro grupo de investigação português no âmbito do habitat humano, e cuja história está para ser feita, com a iniciativa dos seus coordenadores vivos.

Mas voltando aos temas que desenvolvi com relativa profundidade na Infohabitar, eles traduziram, portanto, em artigos, e um pouco sob a forma dos velhos conhecidos “fascículos”, a sequência de estudos a que me dediquei a 100% no NA/NAU durante cerca de 40 anos de atividade.

Foram eles, muito sinteticamente: (i) os espaços exteriores em novas áreas residenciais; (ii) a habitação de interesse social e a habitação cooperativa; (ii) a habitação evolutiva e adaptável; (iv) a qualificação arquitectónica residencial; (v) a habitação informal; (vi) a habitação “humanizada”; (vii) a habitação intergeracional equipada; e como essencial suplemento de alma (viii) o desenho esboçado do habitat humano. E naturalmente embora a ordem dos estudos seja, aproximadamente, a referida, houve e haverá revisitas, revisões e enriquecimentos dessas “matérias dadas” – por exemplo a qualificação arquitectónica teve uma fundamental revisita alguns anos depois do seu desenvolvimento em sede de tese de doutoramento.

E aqui chegado quero apontar que esta “revisita” e melhoria temática dos diversos temas de reflexão que desenvolvi até hoje, é essencial em qualquer percurso de investigação minimamente sério e naturalmente dinâmico; e que mesmo este super-resumo, aqui feito, corresponde essencialmente a uma espécie de preparação para a melhor identificação e preparação dos meus próximos temas e subtemas de reflexão e edição nestas áreas do habitat humano.

2. Breve apontamento sobre a natureza e o futuro dos últimos temas abordados e editados na Infohabitar

Voltando aqui a fazer o destaque dos últimos temas mais abordados na Infohabitar, salienta-se, em primeiro lugar, que desde 2021 e mesmo já em 2024 houve uma dedicação editorial muito especial às matérias da habitação de interesse social (a conhecida “habitação social”), à sua história portuguesa, ao seu desejável futuro próximo e à importância que nele deve ter a promoção cooperativa de habitação económica ou a custos controlados, isto no sentido de em, relativamente, pouco tempo podermos dispor dos números significativos de habitações ainda em falta e com uma adequada e essencial qualidade vivencial, arquitectónica e de gestão diária/próxima – e neste sentido editaram-se mais de 15 artigos sobre essas temáticas, sendo alguns deles de grande dimensão, integrados muitos deles no tema editorial n.º 16, intitulado “Habitar de interesse social e habitar cooperativo”. E faz-se esta referência específica devido à importância política e mediática que a habitação de interesse social tem tido nos últimos tempos, entre nós; dá vontade de dizer que andaram esquecidos durante muitos anos.

Relativamente a esta temática e embora ela tenha sido bastante desenvolvida, aqui na Infohabitar, nos últimos anos, julga-se ser essencial a sua continuidade em termos de reflexão e de edição, talvez agora numa perspectiva que privilegie os denominados “CASOS DE REFERÊNCIA”, até por ser possível revisitar, atualmente, um significativo número de conjuntos residenciais de habitação de interesse social que foram destacados e bem estudados quando recém-concluídos, podendo-se, assim, ter uma perspectiva da sua qualidade efectiva ao fim de, por exemplo, 20, 30 e mesmo 40 (ou até cerca de 50) anos de estarem habitados; o que se julga ser uma oportunidade única, no sentido de uma adequada informação à presente e futura promoção habitacional deste tipo.

Em segundo lugar como estudo/reflexão desenvolvido e editado aqui na Infohabitar nos últimos anos, temos logo em 2022, ao longo de 2023 e especificamente durante o final de 2025 e já em 2026, a matéria da Habitação Intergeracional Equipada, que corresponde ao “Programa de Habitação Adaptável Intergeracional – Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C)”; tema este recentemente aqui e para já concluído.

E sobre este tema a abordagem próxima que bem seria muito adequada e urgente, devido à urgência efetiva da problemática do habitar para um grupo extremamente significativo e crescente de pessoas mais idosas, refere-se também a uma constatação mais prática de soluções existentes, em Portugal (bem poucas), e, pelo menos, aqui ao lado, em Espanha, onde já há um número interessante de casos.

3. Breve apontamento sobre a natureza e o futuro dos temas que foram mais intensamente abordados e editados na Infohabitar

Em um dos últimos artigos da Infohabitar listaram-se os seus 41 temas editoriais (até agora sublinha-se, pois a respetiva linha temática é naturalmente dinâmica), indicando-se, a seguir a cada título, entre parêntesis o respetivo número de artigos editados e salientando-se, a negrito, os temas que mereceram, até agora, mais artigos.

Em seguida revisita-se essa lista, mas agora resumida, exatamente, a esses temas mais desenvolvidos e onde assumi maior responsabilidade (entre parêntesis: a abrir, o respetivo número entre os 41 temas editoriais; e a fechar, o número de artigos editados), juntando-se, a seguir a cada um dos respetivos títulos, um pequeno comentário específico sobre a natureza e o eventual futuro do tema; e sendo que o conjunto dos títulos dos 7 temas associados ao tema “maior” designado “Habitação Humanizada” estão assinalados com uma cor específica e foram “arrumados” no final da listagem, apenas devido a esse seu agrupamento básico.

 

(Fig. 02) os três livros editados sobre o tema “melhor habitação com melhor arquitectura”.

3.1. (Tema 2 Infoh) Melhor habitação com melhor arquitectura (23)

Referiu o Arq.º Charles Moore, num texto que inicia um livro sobre parte da sua obra habitacional, que "devemos aprender a desenvolver limites (para promover segurança), centros (para promover sociabilidade), organização (para promover uma ordem claramente perceptível, racionalidade e privacidade) e ícones e ornamento (para induzir ligações à nossa cultura)"; defende, depois, no mesmo texto, que é fundamental desenvolver a energia e o conhecimento necessários para aplicar em grandes conjuntos urbanos e habitacionais a qualidade que se consegue assegurar isoladamente, ou em pequenos grupos. O que Moore aponta aqui, de forma clara, é um caminho de aprofundamento qualitativo diversificado à matéria da concepção arquitectónica residencial, tendo em conta o objectivo de procurar garantir essa qualidade a uma escala urbana; e foi esse o caminho seguido nos estudos e nas reflexões que são abordadas nos artigos desta série editorial.

A perspectiva que aqui desenvolve e em todos os outros desta série, abrange o meio urbano residencial na sua globalidade, atribui idêntica importância de base, para suporte da análise, a aspectos tão distintos como a acessibilidade e a apropriação, não aprofunda áreas de especialização, como os aspectos de conforto, considerando essencialmente a necessidade de se lançarem pontes ou ferramentas de uso prático pela concepção arquitectónica desses saberes e não considera áreas muito ligadas à concepção arquitectónica, mas autonomizáveis, como a economia.

É desenvolvida uma aproximação sistemática a uma série de subtemáticas dessa qualificação, numa perspectiva que não esquece as essenciais ligações entre edifícios e espaços públicos envolventes.

Para se fazer uma pequena receção a esta temática consideremos algumas frases magistrais de Norberg-Schulz: “O homem precisa de um ambiente urbano que lhe facilite referências de imagens” - o que destaca a importância da imagem urbana -, “precisa de recintos ou zonas que tenham um carácter particular” - o que evidencia a importância da definição de níveis físicos urbanos, desde os espaços mais dinamizados até às vizinhanças próximas e íntimas - “e precisa de percursos que levem a sítios específicos e de pólos urbanos que sejam lugares distintos e inesquecíveis" - o que revela a importância do ordenamento e da coesão urbana, bem como de uma cuidada qualificação do nosso habitat, que é, afinal a temática cuja divulgação hoje se inicia no Infohabitar.

Esta matéria da qualificação arquitetónica residencial refere-se ao meu tema de doutoramento na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, que procurou esquematizar os rumos e fatores que poderão identificar e caraterizar os aspetos comuns à disciplina Arquitectónica e à satisfação de quem habita. Um tema que apontou 15 grandes qualidades (abaixo apontadas) e que foi extensamente abordado primeiro em dois livros publicados no LNEC e que praticamente transcrevem duas das três partes da tese, tendo sido, depois de alguns anos revisitado e mais sintetizado e marcado por aspetos de constatação prática num terceiro livro também editado no LNEC e intitulado “Habitação e Arquitectura: Contributos para um habitar e um espaço urbano com mais qualidade” – livros estes cujas capas são abaixo ilustradas e onde procurei desenvolver e sintetiza 15 qualidades na perspectiva de uma estreita relação entre a Arquitectura e o Habitar.

 

(Fig. 03) “Habitação e Arquitectura: Contributos para um habitar e um espaço urbano com mais qualidade”.


Este estudo, no seu conjunto, pretende constituir-se, não num qualquer "manual" da qualidade arquitectónica residencial, mas apenas numa base para o seu estudo e sistematização e, também, num documento, que nas suas partes mais práticas sirva para tirar algumas dúvidas e propor algumas reflexões e ideias sobre soluções habitacionais e urbanas.

Lembra-se que a variedade estética e ambiental tem um campo muito largo e específico, que não se deve confundir com o direito básico à qualidade residencial, baseada no respeito para com os habitantes e concretizada na identificação de factores elementares ou básicos para essa qualidade, capazes de fundamentarem análises com conteúdos clarificados, realizadas com base em conjuntos de indicadores facilmente detectáveis

As relações e os elementos arquitectónicos da qualidade residencial que todos nós, habitantes, desejamos e merecemos não são objectos abstractos, são coisas concretas, com presença real, que pode ser perfeitamente ilustrada e descrita em termos de imagens e de "relatos técnicos" no campo da matéria da arquitectura; se o não forem, serão entidades subjectivas pertença ou de cada habitante ou da mente mais ou menos genial e criativa do projectista.

Apontam-se, em seguida os grandes conjuntos de qualidades arquitecónicas residenciais consideradas.

1. RELAÇÃO E CONTACTO ENTRE ESPAÇOS E AMBIENTES
ACESSIBILIDADE:
Refere-se à facilidade na aproximação ou no trato, ao desenvolvimento de continuidades naturais por prolongamentos e múltiplas ligações. Essa facilidade está basicamente estruturada por objectivos de adequação a ambientes residenciais predominantemente pedonais.
COMUNICABILIDADE:
É a qualidade daquilo que está ligado ou que tem correspondência ou contacto físico ou visual.

2. CARACTERIZAÇÃO ADEQUAÇÃO DE ESPAÇOS E AMBIENTES
ESPACIOSIDADE:
Refere-se tanto aos espaços que são extensos e amplos como aos que apresentam desafogo nas suas envolventes. No primeiro caso caracterizam-se condições dimensionais, habitualmente acima da média ou ultrapassando claramente os mínimos regulamentares, e no segundo caso refere-se à existência de intervalos apropriados entre elementos do habitat contíguos ou próximos.
CAPACIDADE:
Designa e qualifica o âmbito interior (dentro dos limites) ou a aptidão geral, espacial e ambiental, de qualquer elemento residencial (ex., "a casa tem muita arrumação" = despensa + arrumação geral + bons armários de cozinha + numerosos e funcionais roupeiros de quarto de dormir e gerais + grande e generalizada aptidão para "encostar" mobiliário muito variado).
FUNCIONALIDADE:
Refere-se ao adequado desempenho das várias funções e actividades residenciais, organizadas num conjunto coerente e eficiente, que deve ser estruturado por preocupações que visem o rápido desenvolvimento e o posterior e gradual enriquecimento de um meio ambiente predominantemente residencial.

3. CONFORTO ESPACIAL E AMBIENTAL
AGRADABILIDADE:
A agradabilidade, aprazibilidade ou confortabilidade é uma qualidade residencial que se refere, essencialmente, ao desenvolvimento de condições de conforto, bem-estar material, consolação (ou consolo), comodidade, e prazer ou agrado nos diversos espaços e ambientes residenciais.
DURABILIDADE:
É a qualidade do que dura muito ou, melhor, do que pode durar muito e em excelentes condições de manutenção do uso e do aspecto.
SEGURANÇA:
É a qualidade que se refere ao acto ou efeito de tornar seguro, prevenir perigos, (tranquilizar).

4. INTERACÇÃO SOCIAL E EXPRESSÃO INDIVIDUAL
CONVIVIALIDADE:
Qualidade relativa ao viver em comum, ao ter familiaridade e camaradagem, à entreajuda natural ou sociabilidade entre vizinhos, e ao trato diário espontâneo e fácil em unidades de convizinhança.
PRIVACIDADE:
A privacidade é a qualidade da intimidade, a capacidade de privança oferecida por um dado espaço num dado ambiente.

5. PARTICIPAÇÃO, IDENTIFICAÇÃO E REGULAÇÃO
ADAPTABILIDADE:
A adaptabilidade ou versatilidade é a qualidade do que se pode acomodar e consequentemente apropriar.
APROPRIAÇÃO:
Refere-se capacidade de identificação, à acção de "tomar de propriedade", tornando próprio e a si adaptado.

6. ASPECTO E COERÊNCIA ESPACIAL E AMBIENTAL
ATRACTIVIDADE:
É a capacidade de dinamizar e polarizar a atenção, a qualidade proporcionada por aquilo que atrai, pelo que é atraente, porque satisfaz e encanta.
DOMESTICIDADE:
A domesticidade ou a residencialidade é a expressão mais pública ou doméstica do carácter residencial, significa que estão presentes características habitualmente associadas a espaços domésticos que são sedes de aprazível viver diário, relativas à casa e à família, inerentes ao domicílio que é a casa de residência permanente e o lugar onde o cidadão exerce os seus direitos e funções.
INTEGRAÇÃO:
A integração ou integridade de um contexto, de uma totalidade onde não falta nem um elemento de conteúdo e de relação.

Grandes níveis físicos do habitat
Este estudo da qualidade arquitectónica residencial foi realizado através de uma estratégica repartição por rumos qualitativos com diversas naturezas e foi prolongado na análise do habitat residencial, pela caracterização dos principais níveis físicos onde essas qualidades têm de ser aplicadas, tendo-se destacado entre realidades físicas indiscutíveis, como o bairro (ou vizinhança alargada) e os edifícios, uma série ou “caracol” de níveis e sub-níveis físicos do habitat humano fortemente encadeados .
Estes níveis físicos são em seguida apontados (de i a xii):


(i) Envolventes de Áreas Residenciais (EAR).
(ii) Relações entre a Envolvente da Área Residencial e o seu sistema de Vizinhança Alargada (EAR/VA).
(iii) Áreas residenciais com pequena e média dimensão, desde que constituindo bairros ou outros sistemas de Vizinhança Alargada (VA).
(iv) Tipologias exteriores e edificadas/construídas de relacionamento entre sistemas de Vizinhança Alargada e de Vizinhança Próxima (VA/VP).
(v) Quarteirões e outros agrupamentos e conjugações de edifícios e de espaços exteriores que constituem sistemas de Vizinhança Próxima (VP).
(vi) Relações do Edifício com a sua Vizinhança Próxima - frequentemente o quarteirão - e com os espaços exteriores contíguos (VP/Ed).
(vii) Edifícios habitacionais (Ed).
(viii) Relações da Habitação com o Edifício habitacional (Ed/Ha).
(ix) Habitações (Ha).
(x) Relações dos Compartimentos e outros Espaços habitacionais com a Habitação (Ha/EC).
(xi) Compartimentos e outros Espaços da habitação (EC).
(xii) Aspectos de pormenorização, essencialmente arquitectónica, dos Espaços e Compartimentos habitacionais (EC/Po).

 


(Fig. 04) Esquema/esboço dos “grandes níveis físicos do habitat”: o "jogo da glória" do habitar urbano.

 

No estudo destes 12 níveis e inter-níveis retirou-se que os espaços de relação e os microespaços urbanos acabaram por se revelar protagonistas, quer de conteúdos funcionais próprios, quer de uma capacidade de vitalização e de dinamização de pequenos mundos residenciais que são verdadeiras ilhas de qualidade vivencial múltipla, aprofundada e rica, em cidades, frequentemente tão desumanizadas e infuncionais. A importância destes níveis físicos urbanos e residenciais e da sua fundamental articulação com a qualificação arquitectónica fica bem patente nas seguintes palavras de John Ruble: “O mais importante valor de uma casa é a sua qualidade de casa, que se reflecte na importância de se usar plenamente o sítio e as suas adjacências para criar um ambiente de vida; cada aspecto do planeamento de pormenor do sítio - vistas, jardins, a localização do jogo e do recreio, a sequência de chegada - acrescenta uma dimensão vital à vivência e contribui para o sucesso ou fracasso da criação de um sítio de comunidade”.

Há ainda que destacar que todo este estudo e dde modo reforçado o seu terceiro e mais recente livro, se apoiou no conhecimento directo e na análise de centenas de conjuntos residenciais em grande parte desenvolvidos em Portugal e com uma perspectiva de controlo de custos, facto este que acaba por destacar que a relação entre habitat humano e qualidade não se pode, de forma alguma, limitar a uma mera questão de maior ou menor investimento financeiro.

Salienta-se que as citações de Charles Moore e de John Ruble  são do livro: "Designing the Act of Dwelling", e integra a pg. 12 do início do livro "Moore Ruble Yudell Houses & Housing", edição e coordenação de Oscar Riera Ojeda e Lucas H. Guerra, Rockport Publishers, Rockport , Massachusetts, 1994.

Toda esta abordagem foi vertida para o conjunto de artigos/fascículos, em seguida relembrados e devidamente REORDENADOS para melhor consulta direta (através dos respetivos links embebidos).

 

COELHO, António Baptista – Infohabitar, Ano XIV, n.º 651, segunda -feira, julho 30, 2018, MELHOR HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA Conjunto de 22 artigos (5 pp., 2 figg.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura I: Introdução - António Baptista Coelho (n.º 290, 21 Mar. 10, 7 págs., 2 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura II: a Acessibilidade - António Baptista Coelho (n.º 291, 28 Mar. 10, 10 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura III: a Comunicabilidade - António Baptista Coelho (n.º 295, 25 Abr. 10, 10 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura IV: a Espaciosidade - António Baptista Coelho (n.º 297, 9 Mai. 10, 9 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura V: a Capacidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 316, 18 Out. 10, 13 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VI: a Funcionalidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 318, 1 Nov. 10, 12 págs., 6 figs.).

Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VII: a Agradabilidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 319, 7 Nov. 10, 16 págs., 6 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VIII: a Durabilidade Arquitectónica Residencial - António Baptista Coelho (n.º 323, 6 Dez. 10, 11 págs., 6 figs.).

Habitação e Arquitectura IX: a segurança arquitectónica residencial e urbana - Parte I - António Baptista Coelho (n.º 332, 6 Fev. 11, 11 págs., 6 figs.).

Habitação e Arquitectura IX: a segurança arquitectónica residencial e urbana - Parte II - António Baptista Coelho (n.º 333, 13 Fev. 11, 9 págs., 3 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura X: O convívio no habitar e no espaço urbano - Parte I - António Baptista Coelho (n.º 337, 12 Mar. 11, 10 págs., 7 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura X: O convívio no habitar e no espaço urbano - Parte II - António Baptista Coelho (n.º 338, 20 Mar. 11, 9 págs., 5 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XI: A privacidade arquitectónica no habitar - I - António Baptista Coelho (n.º 341, 9 Abr. 11, 11 págs., 7 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XI: A privacidade arquitectónica no habitar - II- António Baptista Coelho (n.º 342, 17 Abr. 11, 8 págs., 7 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial - Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XII: A adaptabilidade arquitectónica no habitar - I - António Baptista Coelho (n.º 348,  29 Mai. 11, 10 págs., 7 figs.).

Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica residencial - Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XII: A adaptabilidade arquitectónica no habitar - II- António Baptista Coelho (n.º 349,  5 Jun. 11, 9 págs., 7 figs.).

Habitação e Arquitectura XIII: A apropriação e a arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 364, 9 Out. 11, 18 págs., 10 figs.). 

Habitação e Arquitectura XIV: A atractividade na arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 365, 16 Out. 11, 17 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XV: A caracterização doméstica do habitar - António Baptista Coelho (n.º 366, 23 Out. 11, 19 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XVI: A integração e a arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 367, 31 Out. 11, 21 págs., 9 figs.).

Habitação e Arquitectura XVII: Sobre a aproximação à qualidade arquitectónica do habitar – Parte I António Baptista Coelho (n.º 368, 3 Nov. 11, 13 págs., 3 figs.).

Habitação e Arquitectura XVII: Sobre a aproximação à qualidade arquitectónica do habitar – Parte II - António Baptista Coelho (n.º 369, 13 Nov. 11, 16 págs., 8 figs.).

 

E para já, esta semana, ficamos por aqui; semana que vem continuaremos esta reflexão geral, abordando alguns dos temas seguintes:

 

3.2. (Tema 6 Infoh) Série habitar e viver melhor (184)

3.3. (Tema 7 Infoh) Políticas, acções e medidas habitacionais, urbanas e territoriais (12)

3.4. (Tema 11 Infoh) Qualidade no habitar (14)

3.5.  (Tema 12 Infoh) Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação) (33)

3.6. (Tema 14 Infoh) Investigação habitacional e urbana

3.7. (Tema 16 Infoh) Habitar de interesse social e habitar cooperativo (45)

3.8. (Tema 17 Infoh) Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar (27)

3.9. (Tema 26 Infoh) (Novas) formas/soluções de habitação (10)

3.10. (Tema 38 Infoh) Um novo habitar participativo/colaborativo,

(temas agrupados no âmbito do estudo “Habitação Humanizada”)

3.11. (Tema 19 Infoh) Escalas e tempos do habitar (17)

3.12. (Tema 20 Infoh) Humanidades e habitar (18)

3.13. (Tema 21 Infoh) Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras (30)

3.14. (Tema 22 Infoh) História(s) e tipologias do habitar (27)

3.15. (Tema 23 Infoh) Desenho e humanização do habitar (17)

3.16. (Tema 24 Infoh) Integrar o habitar (12)

3.17. (Tema 25 Infoh) Natureza, tempo, cidade e lugar (26)

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Comentários sobre próximos estudos habitacionais I –  infohabitar # 992

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 992

Edição: quarta-feira 26 de Agosto de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

quarta-feira, agosto 05, 2026

Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais –  infohabitar # 989

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 989

Edição: quarta-feira 5 de Agosto de 2026

 

 

Fig. 01: apenas globalmente ilustrativa, realizada com apoio de IA

 

Editorial

Depois de uma semana (a passada) em que se concluiu, praticamente, um extenso estudo intitulado Programa Habitacional Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados PHAI3C, agora aqui referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”, tive natural vontade de parar um pouco, até porque a altura do ano assim o pode sugerir, mas no entanto irei nesta edição fazer uma espécie de pequeno ponto de situação sobre os temas que marcaram a minha vida de estudos habitacionais no LNEC,  no GHabitar e aqui na Infohabitar; tema ao qual voltarei de modo mais circunstanciado em futuros artigos.

Sublinho não se tratar de qualquer “artigo curricular” que pouco sentido agora faria, mas essencialmente de uma tentativa de equacionar um amplo conjunto de estudos, apoiando-se, assim, a eventual identificação de trabalhos e estudos que poderei vir a realizar, sequencialmente, num futuro próximo.

Boa leituras é o que se deseja e naturalmente será muito bom poder ter contribuições vossas em todas estas matérias, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação.

E não posso deixar de registar aqui o nascimento, há menos de uma hora, em Lisboa, do meu neto Artur ...

Com as minhas saudações cordiais e desejos de boas férias, se for o caso,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Azambuja Casais de Baixo, Casa das Vinte, 5 de Agosto de 2026

 

 

Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais –  infohabitar # 989

1. Muitos anos de estudos habitacionais e uma referência essencial a quem me ajudou neste caminho

Entre o início da década de 1980 e os dias de hoje, decorreram cerca de 45 anos (“anos redondos”), e para um outro artigo mais ponderado e referenciado ficarão importantes aspetos que foram marcando este caminho.

Mas desde já e em primeiro lugar uma referência ao meu primeiro mentor profissional o meu Pai, Arq.º António Baptista Coelho, que me ajudou em muitos variados aspetos ao longo do curso e no início da profissão e que me indicou a possibilidade – que lhe foi referida pelo seu amigo Paz Branco – de, ainda a terminar o 5.º ano de Arquitectura na excelente ESBAL, me poder inscrever no Instituto Superior Técnico para a possibilidade de vir a fazer um “Estágio Escolar” no bem conhecido e excelente Núcleo de Arquitectura (NA) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), o primeiro grupo de investigação em Arquitectura e Habitação que existiu e trabalhou em Portugal, e do qual já conhecia variados trabalhos que usei ao longo do curso, e designadamente de Nuno Portas e Reis Cabrita.

Uma outra pessoa a quem muito devo encontrei-a, logo de seguida, a chefiar o então NA (depois Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU) do LNEC, quando iniciei o referido Estágio Escolar – então explicitamente referido como “não remunerado” – e esta foi e é o António Reis Cabrita, hoje um Grande Amigo, e que foi o meu segundo mentor profissional, coautor de muitos trabalhos e sempre bem presente ao longo das décadas no LNEC e, agora já, fora do Laboratório.

Mais tarde e na sequência de extensos trabalhos teórico-práticos tive o privilégio da amizade e do apoio, sempre presente, por parte dos amigos engenheiros Defensor de Castro e Hermano Vicente, do então muito grande Instituto Nacional de Habitação, INH  (hoje IHRU), e dos cinco amigos e grandes líderes da incontornável Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica, Dr. Barreiros Mateus, Carlos Coradinho, Orlando Vargas, Guilherme Vilaverde e, atualmente, o Manuel Tereso.

E devo ainda destacar a querida Anabela Manteigas, que tanto me ajudou a secretariar o NAU no decénio em que o chefiei, mas também os amigos e colegas Duarte Nuno Simões, Vasco Folha, Clemente Ricon, Carlos Ameida Marques, Paulo Tormenta Pinto, Carlos Nuno Lacerda Lopes, Rogério Galante e Inês Daniel de Campos, e o grande e sempre presente Manuel Correia Fernandes; mais os amigos engenheiros Fernando Pinho, Teixeira Trigo, Grandão Lopes e João Lanzinha; e ainda, mas nunca por último, os colegas e investigadores lusófonos (do Brasil, Angola e Moçambique) Sheila Walbe Ornstein, Khaled Ghoubar, Jaime Comiche, António Gameiro, Geraldo Gomes Serra, Camila D’Ottaviano, Denise Antonucci, Lúcia Shimbo, Angelica Benatti Alvim e Sílvia Mikami.

Referência também devida aos muitos e bons amigos do Grupo Habitar, hoje GHabitar, e do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL, cuja 6.ª edição está em gestação), mais uma antepenúltima referência aos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e ao Raúl Hestnes Ferreira que tive a honra de conhecer e com eles ainda cooperar um pouco; seguida de uma penúltima mas bem sentida referência à minha família e muito especificamente ao filho e colega Pedro Baptista Coelho, meu coautor e que me substituiu, parcialmente, na organização do 2.º CIHEL; e finalmente de uma última referência e essenciais desculpas  a quem, aqui, me “esqueci” nesta pequena viagem de agradecimentos sentidos, porque nada somos sem os outros e designadamente sem os amigos: Bem hajam todos!   

2. Notas breves sobre o vital carácter teórico-prático dos estudos habitacionais desenvolvidos

Apenas quase “en passant”, mas porque se julga essencial, há que sublinhar que, evidentemente, os estudos apontados, e cujos resultados em livros e relatórios serão discriminados num outro artigo mais pormenorizado e referenciado, se basearam, numa primeira linha, na existência de uma rica bibliografia existente no NA/NAU do LNEC, na riquíssima Biblioteca do Laboratório, que é incontornável em qualquer estudo sobre habitação em Portugal, e na minha crescente biblioteca pessoal, iniciada anteriormente pelo meu Pai, e que fui desenvolvendo ao longo dos anos, preferindo ir gastando alguns escudos/euros nesse sentido, em vez de requisitar livros através do LNEC – mas isto é uma linha muito pessoal de amor aos livros e que muito ultrapassa as matérias do habitar.

No entanto e desde os primeiros estudos sobre habitação de interesse social, apoiados diretamente também em casos práticos de referência, e mesmo no âmbito de um extenso e inicial trabalho sobre “espaços exteriores em novas áreas residenciais”, sempre acompanhados por visitas a bairros considerados de referência, por natural indicação de Reis Cabrita, procurei ir desenvolvendo os “paralelismos” possíveis entre a informação bibliográfica e a informação retirada da prática; condição esta que julgo ser essencial.

Nos estudos sobre qualidade arquitectónica residencial e sobre humanização do habitar foram determinantes outras facetas de informação prática: por um lado, (i) as viagens anuais de integração no Júri do Prémio INH/IHRU, ao logo de cerca de um quarto de século, e nas quais eram feitas análises rápidas mas bastante completas aos conjuntos habitacionais de interesse social que concorriam ao Prémio ( e foram várias centenas de visitas técnicas bem discutidas ao londo desse extenso período temporal); (ii) por outro lado as três campanhas de estudos de avaliação pós-ocupação multidisciplinar de várias dezenas de conjuntos de habitação de interesse social que coordenei e ajudei a desenvolver no NAU do LNEC; e (iii) ainda por outro lado o riquíssimo contacto com a realidade múltipla da promoção habitacional cooperativa das Cooperativas da FENACHE, com as quais cooperei e coopero ativamente, e através das quais pude e posso acompanhar todo um meritório processo de promoção habitacional participada; e suplementarmente a FENACHE ainda me proporcionou algumas vitais saídas do País com conhecimento de outras realidades da promoção habitacional de interesse social.

Ainda nos estudos sobre qualidade arquitectónica residencial e sobre humanização do habitar, com extensão para as atualmente vitais matérias do habitar informal, foram muito importantes os significativos períodos em que os colegas de São Paulo, Campinas e São Carlos me convidaram para realizar seminários no Brasil, e as incursões que o LNEC me proporcionou a Cabo Verde, Guiné, Angola e Moçambique – não muitas nem muito extensas mas muito ricas.

No âmbito do estudo sobre intergeracionalidade residencial recém-concluído, ainda que a título relativamente provisório, destaco as importantes possibilidades de visitas proporcionadas por algumas cooperativas e por alguns municípios e ainda a própria atividade do Grupo Habitar – hoje GHabitar – que ajudei a criar; mas não tenho quaisquer dúvidas que este estudo merece agora um seu desenvolvimento prático e de análise local de casos de referência; veremos se tal será possível pois há uma série de casos identificados em Portugal e designadamente em Espanha (ex., Galiza, Valladolid, Madrid, Barcelona e Toledo) que muito importaria poder visitar no âmbito da proposta intergeracionalidade residencial equipada.

3. Breves notas sobre os vários temas a que me dediquei entre 1980/81 e 2026

Desde já se salienta que são apenas umas notas muito breves sobre cada um dos vários temas a que dediquei uma parte significativa de cerca de 45 anos da minha vida, ficando para outra oportunidade o respetivo desenvolvimento temático, incluindo as referências bibliográficas e eventuais pequenos resumos dos livros e relatórios produzidos, bem como, desejavelmente, algumas linhas prospectivas sobre os seus respectivos, desejáveis e possíveis desenvolvimentos.

3.1. Espaços exteriores em novas áreas residenciais

Ao entrar como Estagiário Escolar no NAU/LNEC – estágio de um ano a tempo parcial – e depois oficialmente – após concurso público bastante concorrido –, fui recebido por Reis Cabrita e ainda por Nuno Portas e foi-me possibilitado escolher uma determinada área de estudo, tendo escolhido as matérias ligadas à Arquitectura Urbana e respectivos espaços exteriores residenciais.

Considerando-se que na altura – há cerca de 45 anos atrás – não existiam, em português, indicações recomendativas e indicativas significativas e atualizadas, sobre os diversos aspetos qualitativos e tipológicos que poderiam e deveriam ser seguidos na conceção de novos espaços exteriores de áreas residenciais, foi realizado um extenso estudo bibliográfico com algum apoio prático local/nacional, sobre tais aspetos, sendo estes depois reordenados e clarificados num conjunto de livros/relatórios do LNEC que foram divulgados.

Foram desenvolvidas quatro linhas subtemáticas: exigencial, tipológica, comportamental e de apoio mais prático.

Estes  estudos tiveram coautoria de António Reis Cabrita.

3.2. Recomendações para habitação de interesse social

Tive a oportunidade de participar na elaboração das Recomendações Técnicas para Habitação Social (RTHS, editadas em 1984), tendo desenvolvido, essencialmente, uma busca de elementos e dados numéricos relativos a áreas e dimensões mínimas e recomendáveis das habitações, aplicadas anteriormente em Portugal e existentes na altura em diversos países europeus ou preconizadas por entidades internacionais.

Este estudo também abarcou as questões ligadas aos diversos tipos e respetivas definições de áreas, sendo o seu objetivo final apoiar diretamente a indicação das áreas máximas registadas nas RTHS para a nova habitação de interesse social portuguesa, iniciada então cerca de 1984 com apoio direto do INH.

O estudo geral foi multidisciplinar e multiinstitucional e foi coordenado, em boa parte, por António Reis Cabrita

3.3. Habitação evolutiva e adaptável

Assegurei boa parte dos estudos ligados ao apoio direto à designada “Habitação Popular Evolutiva para Cabo Verde”, estudo este organizado em diversas subtemáticas, umas mais recomendativas e outras de sugestão de “esquemas” gerais para  projetos práticos e que tiveram alguns reflexos concretos em Cabo Verde, no apoio à regularização de assentamentos informais/espontâneos.

Estes  estudos tiveram coautoria e coordenação de António Reis Cabrita.

Conjugadamente realizei estudos de caso de  habitação evolutiva em Portugal e sequencialmente avancei para um estudo geral sobre “Habitação Evolutiva e Adaptável”, concretizado num livro editado pelo LNEC e onde se foca a adaptabilidade habitacional como uma qualidade vital na promoção de habitação económica; mais tarde considerei que esta matéria poderia ter sido, em grande parte,   aproveitada para a minha tese de doutoramento em Arquitectura.

Estes  últimos estudos tiveram, ainda, coautoria de António Reis Cabrita.

Prova pública para Assistente de Investigação do LNEC

Todos os temas atrás apontados foram apresentados e discutidos em prova pública realizada no CDIT do LNEC, com sequencial passagem de Estagiário de Investigação a Assistente de Investigação.   

3.4. Qualidade Arquitectónica Residencial

Posteriormente avancei para o estudo dos diversos “Rumos e Factores que integram a Qualidade Arquitectónica Residencial”.

Temas desenvolvidos: acessibilidade e comunicabilidade; espaciosidade, funcionalidade e capacidade; agradabilidade, segurança e durabilidade; convivialidade e privacidade; apropriação e adaptabilidade; atratividade, domesticidade e integração.

Este estudo integrou o desenvolvimento do que foi a minha tese de doutoramento em Arquitectura (Vol 2 de 3), composta ainda: por um volume de introdução e enquadramento (vol 1 de 3, nunca editado) e por um último volume (vol 3 de 3) de desenvolvimento detalhado dos diversos níveis físicos residenciais na perspectiva de muitos autores – praticamente numa perspectiva de “verbetes” em que por vezes um mesmo aspeto específico é apresentado com diversas opções de abordagem: o que se considera ser muito rico em termos de desenvolvimento da respetiva investigação. Este estudo deu origem a dois livros editados pelo LNEC.

Mais tarde e talvez já com uma experiência mais sedimentada voltei a esta temática e desenvolvi um novo livro, também editado pelo LNEC,  em que revejo e talvez clarifique as referidas 15 qualidades acima apontadas.

Ainda no âmbito deste leque de qualidades foram desenvolvidos estudos específicos sobre Arquitectura Residencial e Saúde e sobre Segurança pública.

Prova pública na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP)

O tema apontado em “3.4.” foi apresentado e discutido na FAUP para obtenção do doutoramento em Arquitectura.

3.5. Avaliação pós-ocupação da habitação

Retirando-se e tratando-se – trabalho cuidadoso de  escolha e síntese – muitos dos aspetos identificados, organizados e estruturados no estudo que acabou de ser referido, foi possível avançar para um conjunto de instrumentos de análise prática (i) dos projectos e (ii) dos conjuntos residenciais já ocupados, há mais de 5 anos, tendo sido, posteriormente, realizadas, ao longo de um extenso período temporal, três campanhas deste tipo, por mim organizadas e coordenadas, e integrando análises multidisciplinares residenciais que incluíram a avaliação pelos próprios moradores; análises estas cujos resultados foram entregues ao INH no sentido da melhoria da promoção da habitação de interesse social.

Estes  estudos tiveram colaboração de uma ampla equipa do LNEC e apoio de António Reis Cabrita.

3.6. Habitação Humanizada

Considerando que desde há algum tempo tinha vontade de tentar desenvolver algumas matérias que talvez possam ser consideradas menos objetivas, mas que julgava que muito influenciavam a qualidade e a satisfação residencial e de forma muito expressiva, avancei e concluí um estudo sobre o que designei “Habitação Humanizada”, que deu origem a algumas publicações, uma delas exterior ao LNEC e disponível na WWW (Dafne Editora).

O estudo – aquilo a que por graça chamei “a molécula” – sobre habitação humanizada organiza-se de forma genérica nas seguintes grandes temáticas: escalas e tempos do habitar, as humanidades e o habitar, habitar cidades amigas, história(s) e tipologia(s) do habitar, o desenho e a humanização do habitar, um habitar integrado, natureza cidade e lugar.

O estudo integrou, ainda, um conjunto de propostas de investigação nesta bem apetecível área de uma tão desejável humanização do habitar e foi, depois, utilizado e um pouco mais comentado numa série de artigos editados aqui na Infohabitar:

Pensa-se ainda em voltar, pelo menos, a algumas desta linhas temáticas, tentando aprofundá-las e dar-lhes mais conteúdos em termos práticos e exemplificativos.

Prova pública para Habilitado em Arquitectura e Urbanismo

O tema apontado em “3.6.” foi apresentado e discutido na Biblioteca do LNEC para obtenção do grau de Habilitado em Arquitectura e Urbanismo.

3.7. História da habitação de interesse social portuguesa desde o 25 de Abril

Aproveitando-se o material muito rico que foi sendo recolhido ao longo de cerca de 25 anos como representante do LNEC nas visitas pormenorizadas e discutidas (reuniões locais com os respetivos promotores e projectistas) a mais de 600 conjuntos de habitação de interesse social, realizadas, anualmente, no âmbito do Prémio INH/IHRU, foram realizados dois livros (um editado pelo INH e outro pela Livros Horizonte) e capítulos de livros de apresentação destes conjuntos, desenvolvidos entre cerca de 1984 e 2014, e também e complementarmente, do excelente decénio entre 1975 e 1985 que foi muito positivamente marcado pela iniciativa cooperativa habitacional da FENACHE.

3.8. Qualidade dos diversos níveis físicos habitacionais

As questões ligadas a uma abordagem qualitativa dos diversos níveis físicos residenciais, desde a vizinhança próxima, ao edifício e às habitações pormenorizadas, passando pelos seus estratégicos interníveis de relação e de passagem, foram abordados, primeiro, quando do estudo ligado à prova de doutoramento (item 3.4.), mas foram depois retomadas, de uma forma talvez mais prática, propositiva e estruturada num estudo que deu origem a uma longa sequência de artigos na Infohabitar intitulada “Série habitar e viver melhor” – Tema 6 da Infohabitar – que se irá procurar retomar e sintetizar proximamente.

No entanto os muitos artigos sobre o grande leque de níveis físicos residenciais estão disponíveis no Tema 6 do catálogo interactivo, em:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

3.9. Habitação informal

A matéria da designada “habitação informal” tinha sido já abordada no âmbito do apoio direto à designada “Habitação Popular Evolutiva para Cabo Verde” (item 3.3 do presente artigo), foi periodicamente abordada em artigos e palestras em vários países da Lusofonia e nas visitas que aí foram sendo possíveis e num livro editado em coautoria (Escolar Editora).

Sequencialmente esta matéria foi especificamente abordada no apoio á melhoria das condições habitacionais do Bairro do Alto da Cova da Moura, na Amadora perto de Lisboa, estudo teórico-prático este que coordenei durante um ano e no qual desenvolvi uma metodologia de pré-análise do bairro, que permitiu avançar, depois e sequencialmente para a respetiva análise detalhada, unidade a unidade, que foi por mim coordenada e participada tendo sido a respetiva metodologia de análise realizada por outros colegas do LNEC.

3.10. Habitação intergeracional equipada

O último tema estudado referiu-se ao desenvolvimento do estudo teórico-prático do PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, agora aqui referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.

De certa forma considerou-se que toda a informação recolhida e todas as reflexões desenvolvidas sobre habitação e especificamente sobre habitação de interesse social poderiam agilizar a abordagem deste tema, que foi considerado oportuno e urgente na sociedade atual e em Portugal especificamente.

No último artigo aqui editado – “Uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada: Catálogo Geral Interativo do Estudo PHAI3C (77 artigos) –  infohabitar # 988” – apresenta-se o catálogo de síntese e de “entrada” ao referido estudo PHAI3C com a sua apresentação geral e o registo estruturado dos respetivos conjuntos/listagens de artigos já editados e que integram, para já, a totalidade do respetivo trabalho de investigação.

(3.11.) Desenho e Arquitectura (numa prática didática)

Esta temática da relação entre o Desenho “livre” e a Arquitectura (numa perspectiva didática) é bastante distinta das anteriores, e foi por mim desenvolvida, durante três anos, e aplicada ao ensino do 1.º ano de Desenho no Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior, curso que tinha ajudado a criar e a estruturar bastantes anos antes, e onde fui convidado a ensinar há poucos anos, como Professor Catedrático Convidado.

Trata-se de uma matéria que me é muito “cara” e que pretendo continuar a desenvolver também a nível editorial e na sequência de uma “Sebenta” que nessa altura divulguei, oportunamente, quando professor e no sentido do respetivo enquadramento didático.

(3.12)…

Que tema virá a seguir? Já tenho algumas ideias, para além da atrás apontada e referida a uma clarificação e simplificação da matéria tratada no âmbito da abordagem sistemática dos diversos níveis físicos residenciais (item 3.8, do presente artigo)

Brevíssima nota bibliográfica

Volto a referir que este pequeno relato nada tem de “curricular”, pois esse tempo passou, mas foi realizado com o prazer muito especial de quem estudou e estuda estes temas com muito gosto e considerando, até, o interesse que esta exposição possa ter para quem se queira dedicar a estas excelentes e bem importantes matérias do habitar e do bem habitar, que, aliás, reganharam, atualmente uma nova e sempre perigosa urgência (entenda-se este termo “perigosa” como referido aos bem conhecidos riscos de fazer rapidamente e menos bem). E tal como já apontei também estou a usar este texto como dinâmica prospetiva de apoio à eventual identificação e escolha de próximos temas de aprofundamento.

Falta reafirmar que em futuro ou futuros artigos serão referenciados os livros e relatórios realizados em cada um dos títulos acima apontados; mas para quem quiser desde já aprofundar tais áreas sugere-se uma consulta ao catálogo interactivo da Infohabitar, em seguida disponibilizado, e  onde tais temas estão razoavelmente organizados:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais –  infohabitar # 989

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 989

Edição: quarta-feira 5 de Agosto de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).