Comentários sobre próximos estudos habitacionais I – infohabitar # 992
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 992
Edição:
quarta-feira 26 de Agosto de 2026
(Fig. 01) imagem genericamente ilustrativa sobre a essencial
e ainda tão pouco considerada temática da importância da qualificação
residencial
Editorial
(“Comentários
sobre próximos estudos habitacionais I – Infohabitar # 992”) Na edição de hoje começamos
a desenvolver, com informalidade, alguns comentários exploratórios e genéricos sobre
os temas e as naturezas específicas que marcaram e poderão ir marcando o aprofundamento
de alguns estudos/ensaios e reflexões sobre habitação e habitar, que foram aqui
divulgadas ao longo de mais de 20 anos, e que poderão ir pontuando, proximamente,
na nossa revista semanal.
Na
prática será provável que tais reflexões venham a ser intercaladas por uma
adequada divulgação do que poderá ser o 6.º CIHEL, cuja preparação está a dar
os primeiros passos, mas numa altura em que se concluiu, há poucas semanas, e
para já, uma boa parte do estudo sobre habitação intergeracional equipada,
adaptável e participada, e em que se avizinha o milésimo número da Infohabitar
parece ser importante manter a dinâmica de tais estudos e reflexões e da sua
respetiva divulgação na nossa revista.
Tendo-se
em conta a extensão da matéria ela será repartida por diversos números da
Infohabitar.
Boa
leituras é o que se deseja e naturalmente será ESSENCIAL poder ter
contribuições vossas em NESTA MATÉRIA ESPECÍFICA, seja a título de sugestões,
seja mesmo como artigos propostos para publicação E EVENTUALMENTE SOBRE ESTE
MESMO TEMA DO QUE FOI E PODE AINDA VIR A SER A INFOHABITAR.
E
lembra-se aqui a relativa facilidade e o grande interesse editorial que estará
sem dúvida associado, por exemplo, à divulgação, aqui na Infohabitar,
de estudos associados a teses de doutoramento e mesmo de mestrado (bem
qualificadas) ou a uma divulgação parcial e cuidadosa de partes de estudos em
curso, por exemplo de doutoramento; mas também e com forte relevo os estudos
individuais, técnicos e teórico-práticos que colegas leitores tenham
desenvolvido ou estejam a desenvolver; pois afinal o GHabitar e o seu
Infohabitar sempre foram e quiseram ser plataformas de ativo diálogo entre a
boa academia e a boa técnica.
Com
as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho ou boas férias, conforme
seja o caso,
António
Baptista Coelho
Editor
da infohabitar
Comentários sobre próximos estudos
habitacionais I – infohabitar # 992
1. Notas de introdução sobre os
estudos e as reflexões desenvolvidos desde há cerca de 40 anos e divulgados na Infohabitar
desde há mais de 20 anos
Num dos
últimos artigos apresentámos, aqui, as listagens de temas que têm sido
desenvolvidos e divulgados, aqui, na Infohabitar, e naturalmente para lá dos
mais de 100 autores que neles participaram, coube-me a responsabilidade
editorial de manter a nossa revista sempre ativa semanalmente.
Isto
levou a um número significativo de artigos por mim realizados, sendo boa parte
deles “aproveitados” a partir dos estudos que desenvolvi e em que participei
ativamente e com frequência com o grande amigo e mentor Reis Cabrita, no âmbito
da atividade do saudoso e único Núcleo de Arquitectura, NA, do LNEC (depois
designado Núcleo de Arquitectura e Urbanismo, NAU), o primeiro grupo de
investigação português no âmbito do habitat humano, e cuja história está para
ser feita, com a iniciativa dos seus coordenadores vivos.
Mas
voltando aos temas que desenvolvi com relativa profundidade na Infohabitar,
eles traduziram, portanto, em artigos, e um pouco sob a forma dos velhos
conhecidos “fascículos”, a sequência de estudos a que me dediquei a 100% no
NA/NAU durante cerca de 40 anos de atividade.
Foram
eles, muito sinteticamente: (i) os espaços exteriores em novas áreas
residenciais; (ii) a habitação de interesse social e a habitação cooperativa;
(ii) a habitação evolutiva e adaptável; (iv) a qualificação arquitectónica
residencial; (v) a habitação informal; (vi) a habitação “humanizada”; (vii) a
habitação intergeracional equipada; e como essencial suplemento de alma (viii)
o desenho esboçado do habitat humano. E naturalmente embora a ordem dos estudos
seja, aproximadamente, a referida, houve e haverá revisitas, revisões e
enriquecimentos dessas “matérias dadas” – por exemplo a qualificação
arquitectónica teve uma fundamental revisita alguns anos depois do seu
desenvolvimento em sede de tese de doutoramento.
E aqui
chegado quero apontar que esta “revisita” e melhoria temática dos diversos
temas de reflexão que desenvolvi até hoje, é essencial em qualquer percurso de
investigação minimamente sério e naturalmente dinâmico; e que mesmo este
super-resumo, aqui feito, corresponde essencialmente a uma espécie de
preparação para a melhor identificação e preparação dos meus próximos temas e
subtemas de reflexão e edição nestas áreas do habitat humano.
2.
Breve apontamento sobre a natureza e o futuro dos últimos temas abordados e
editados na Infohabitar
Voltando
aqui a fazer o destaque dos últimos temas mais abordados na Infohabitar, salienta-se, em primeiro lugar, que desde 2021 e
mesmo já em 2024 houve uma dedicação editorial muito especial às matérias da
habitação de interesse social (a conhecida “habitação social”), à sua história
portuguesa, ao seu desejável futuro próximo e à importância que nele deve ter a
promoção cooperativa de habitação económica ou a custos controlados, isto no sentido de em, relativamente, pouco
tempo podermos dispor dos números significativos de habitações ainda em falta e
com uma adequada e essencial qualidade vivencial, arquitectónica e de gestão
diária/próxima – e neste sentido editaram-se mais de 15 artigos sobre essas
temáticas, sendo alguns deles de grande dimensão, integrados muitos deles no
tema editorial n.º 16, intitulado “Habitar de interesse social e habitar
cooperativo”. E faz-se esta referência específica devido à importância política
e mediática que a habitação de interesse social tem tido nos últimos tempos,
entre nós; dá vontade de dizer que andaram esquecidos durante muitos anos.
Relativamente a esta temática
e embora ela tenha sido bastante desenvolvida, aqui na Infohabitar, nos últimos
anos, julga-se ser essencial a sua continuidade em termos de reflexão e de
edição, talvez agora numa perspectiva que privilegie os denominados “CASOS DE
REFERÊNCIA”, até por ser possível revisitar, atualmente, um significativo
número de conjuntos residenciais de habitação de interesse social que foram
destacados e bem estudados quando recém-concluídos, podendo-se, assim, ter uma
perspectiva da sua qualidade efectiva ao fim de, por exemplo, 20, 30 e mesmo 40
(ou até cerca de 50) anos de estarem habitados; o que se julga ser uma
oportunidade única, no sentido de uma adequada informação à presente e futura
promoção habitacional deste tipo.
Em segundo lugar
como estudo/reflexão desenvolvido e editado aqui na Infohabitar nos últimos
anos, temos logo em 2022, ao longo de 2023 e especificamente durante o final de
2025 e já em 2026, a matéria da Habitação Intergeracional Equipada, que
corresponde ao “Programa de Habitação Adaptável Intergeracional – Cooperativa a
Custos Controlados (PHAI3C)”; tema
este recentemente aqui e para já concluído.
E sobre este tema a abordagem próxima
que bem seria muito adequada e urgente, devido à urgência efetiva da
problemática do habitar para um grupo extremamente significativo e crescente de
pessoas mais idosas, refere-se também a uma constatação mais prática de
soluções existentes, em Portugal (bem poucas), e, pelo menos, aqui ao lado, em
Espanha, onde já há um número interessante de casos.
3.
Breve apontamento sobre a natureza e o futuro dos temas que foram mais
intensamente abordados e editados na Infohabitar
Em um dos
últimos artigos da Infohabitar listaram-se os seus 41 temas editoriais (até
agora sublinha-se, pois a respetiva linha temática é naturalmente dinâmica), indicando-se,
a seguir a cada título, entre parêntesis o respetivo número de artigos editados
e salientando-se, a negrito, os temas que mereceram, até agora, mais artigos.
Em
seguida revisita-se essa lista, mas agora resumida, exatamente, a esses temas
mais desenvolvidos e onde assumi maior responsabilidade (entre parêntesis: a
abrir, o respetivo número entre os 41 temas editoriais; e a fechar, o número de
artigos editados), juntando-se, a seguir a cada um dos respetivos títulos, um
pequeno comentário específico sobre a natureza e o eventual futuro do tema; e
sendo que o conjunto dos títulos dos 7 temas associados ao tema “maior”
designado “Habitação Humanizada” estão assinalados com uma cor específica e
foram “arrumados” no final da listagem, apenas devido a esse seu agrupamento
básico.
(Fig. 02) os três livros editados sobre o tema “melhor
habitação com melhor arquitectura”.
3.1. (Tema 2 Infoh) Melhor habitação com melhor arquitectura
(23)
Referiu o Arq.º Charles Moore,
num texto que inicia um livro sobre parte da sua obra habitacional, que
"devemos aprender a desenvolver limites (para promover segurança), centros
(para promover sociabilidade), organização (para promover uma ordem claramente
perceptível, racionalidade e privacidade) e ícones e ornamento (para induzir
ligações à nossa cultura)"; defende, depois, no mesmo texto, que é
fundamental desenvolver a energia e o conhecimento necessários para aplicar em
grandes conjuntos urbanos e habitacionais a qualidade que se consegue assegurar
isoladamente, ou em pequenos grupos. O que Moore aponta aqui, de forma clara, é
um caminho de aprofundamento qualitativo diversificado à matéria da
concepção arquitectónica residencial, tendo em conta o objectivo de procurar
garantir essa qualidade a uma escala urbana; e foi esse o caminho seguido
nos estudos e nas reflexões que são abordadas nos artigos desta série
editorial.
A perspectiva que aqui desenvolve e em todos os outros desta série, abrange o
meio urbano residencial na sua globalidade, atribui idêntica importância de
base, para suporte da análise, a aspectos tão distintos como a acessibilidade e
a apropriação, não aprofunda áreas de especialização, como os aspectos de
conforto, considerando essencialmente a necessidade de se lançarem pontes ou
ferramentas de uso prático pela concepção arquitectónica desses saberes e não
considera áreas muito ligadas à concepção arquitectónica, mas autonomizáveis, como
a economia.
É desenvolvida uma aproximação sistemática a uma série de subtemáticas
dessa qualificação, numa perspectiva que não esquece as essenciais ligações
entre edifícios e espaços públicos envolventes.
Para se fazer uma pequena receção a esta temática consideremos algumas
frases magistrais de Norberg-Schulz: “O homem precisa de um ambiente urbano que
lhe facilite referências de imagens” - o que destaca a importância da imagem
urbana -, “precisa de recintos ou zonas que tenham um carácter particular” - o
que evidencia a importância da definição de níveis físicos urbanos, desde os
espaços mais dinamizados até às vizinhanças próximas e íntimas - “e precisa de
percursos que levem a sítios específicos e de pólos urbanos que sejam lugares
distintos e inesquecíveis" - o que revela a importância do ordenamento e
da coesão urbana, bem como de uma cuidada qualificação do nosso habitat, que é,
afinal a temática cuja divulgação hoje se inicia no Infohabitar.
Esta matéria da qualificação
arquitetónica residencial refere-se ao meu tema de doutoramento na Faculdade de
Arquitectura da Universidade do Porto, que procurou esquematizar os rumos e
fatores que poderão identificar e caraterizar os aspetos comuns à disciplina
Arquitectónica e à satisfação de quem habita. Um tema que apontou 15 grandes
qualidades (abaixo apontadas) e que foi extensamente abordado primeiro em
dois livros publicados no LNEC e que praticamente transcrevem duas das três
partes da tese, tendo sido, depois de alguns anos revisitado e mais sintetizado
e marcado por aspetos de constatação prática num terceiro livro também editado
no LNEC e intitulado “Habitação e Arquitectura: Contributos para um habitar e
um espaço urbano com mais qualidade” – livros estes cujas capas são
abaixo ilustradas e onde procurei desenvolver e sintetiza 15 qualidades na
perspectiva de uma estreita relação entre a Arquitectura e o Habitar.
(Fig. 03) “Habitação e Arquitectura: Contributos para um habitar e um espaço urbano com mais qualidade”.
Este estudo, no seu conjunto, pretende constituir-se, não num qualquer
"manual" da qualidade arquitectónica residencial, mas apenas numa
base para o seu estudo e sistematização e, também, num documento, que nas suas
partes mais práticas sirva para tirar algumas dúvidas e propor algumas
reflexões e ideias sobre soluções habitacionais e urbanas.
Lembra-se que a variedade estética e ambiental tem um campo muito largo e
específico, que não se deve confundir com o direito básico à qualidade
residencial, baseada no respeito para com os habitantes e concretizada na
identificação de factores elementares ou básicos para essa qualidade, capazes
de fundamentarem análises com conteúdos clarificados, realizadas com base em
conjuntos de indicadores facilmente detectáveis
As relações e os elementos arquitectónicos da qualidade residencial que
todos nós, habitantes, desejamos e merecemos não são objectos abstractos, são
coisas concretas, com presença real, que pode ser perfeitamente ilustrada e
descrita em termos de imagens e de "relatos técnicos" no campo da
matéria da arquitectura; se o não forem, serão entidades subjectivas pertença
ou de cada habitante ou da mente mais ou menos genial e criativa do
projectista.
Apontam-se, em seguida os
grandes conjuntos de qualidades arquitecónicas residenciais consideradas.
1. RELAÇÃO E CONTACTO ENTRE
ESPAÇOS E AMBIENTES
ACESSIBILIDADE:
Refere-se à facilidade na aproximação ou no trato, ao desenvolvimento de
continuidades naturais por prolongamentos e múltiplas ligações. Essa facilidade
está basicamente estruturada por objectivos de adequação a ambientes
residenciais predominantemente pedonais.
COMUNICABILIDADE:
É a qualidade daquilo que está ligado ou que tem correspondência ou contacto
físico ou visual.
2. CARACTERIZAÇÃO ADEQUAÇÃO DE ESPAÇOS E AMBIENTES
ESPACIOSIDADE:
Refere-se tanto aos espaços que são extensos e amplos como aos que apresentam
desafogo nas suas envolventes. No primeiro caso caracterizam-se condições
dimensionais, habitualmente acima da média ou ultrapassando claramente os
mínimos regulamentares, e no segundo caso refere-se à existência de intervalos
apropriados entre elementos do habitat contíguos ou próximos.
CAPACIDADE:
Designa e qualifica o âmbito interior (dentro dos limites) ou a aptidão geral,
espacial e ambiental, de qualquer elemento residencial (ex., "a casa tem
muita arrumação" = despensa + arrumação geral + bons armários de cozinha +
numerosos e funcionais roupeiros de quarto de dormir e gerais + grande e
generalizada aptidão para "encostar" mobiliário muito variado).
FUNCIONALIDADE:
Refere-se ao adequado desempenho das várias funções e actividades residenciais,
organizadas num conjunto coerente e eficiente, que deve ser estruturado por
preocupações que visem o rápido desenvolvimento e o posterior e gradual
enriquecimento de um meio ambiente predominantemente residencial.
3. CONFORTO ESPACIAL E AMBIENTAL
AGRADABILIDADE:
A agradabilidade, aprazibilidade ou confortabilidade é uma qualidade
residencial que se refere, essencialmente, ao desenvolvimento de condições de
conforto, bem-estar material, consolação (ou consolo), comodidade, e prazer ou
agrado nos diversos espaços e ambientes residenciais.
DURABILIDADE:
É a qualidade do que dura muito ou, melhor, do que pode durar muito e em
excelentes condições de manutenção do uso e do aspecto.
SEGURANÇA:
É a qualidade que se refere ao acto ou efeito de tornar seguro, prevenir
perigos, (tranquilizar).
4. INTERACÇÃO SOCIAL E EXPRESSÃO INDIVIDUAL
CONVIVIALIDADE:
Qualidade relativa ao viver em comum, ao ter familiaridade e camaradagem, à
entreajuda natural ou sociabilidade entre vizinhos, e ao trato diário
espontâneo e fácil em unidades de convizinhança.
PRIVACIDADE:
A privacidade é a qualidade da intimidade, a capacidade de privança oferecida
por um dado espaço num dado ambiente.
5. PARTICIPAÇÃO, IDENTIFICAÇÃO E REGULAÇÃO
ADAPTABILIDADE:
A adaptabilidade ou versatilidade é a qualidade do que se pode acomodar e
consequentemente apropriar.
APROPRIAÇÃO:
Refere-se capacidade de identificação, à acção de "tomar de
propriedade", tornando próprio e a si adaptado.
6. ASPECTO E COERÊNCIA ESPACIAL E AMBIENTAL
ATRACTIVIDADE:
É a capacidade de dinamizar e polarizar a atenção, a qualidade proporcionada
por aquilo que atrai, pelo que é atraente, porque satisfaz e encanta.
DOMESTICIDADE:
A domesticidade ou a residencialidade é a expressão mais pública ou doméstica
do carácter residencial, significa que estão presentes características
habitualmente associadas a espaços domésticos que são sedes de aprazível viver
diário, relativas à casa e à família, inerentes ao domicílio que é a casa de
residência permanente e o lugar onde o cidadão exerce os seus direitos e
funções.
INTEGRAÇÃO:
A integração ou integridade de um contexto, de uma totalidade onde não falta
nem um elemento de conteúdo e de relação.
Grandes níveis físicos do habitat
Este estudo da qualidade arquitectónica residencial foi realizado através de
uma estratégica repartição por rumos qualitativos com diversas naturezas e foi
prolongado na análise do habitat residencial, pela caracterização dos
principais níveis físicos onde essas qualidades têm de ser aplicadas, tendo-se
destacado entre realidades físicas indiscutíveis, como o bairro (ou vizinhança
alargada) e os edifícios, uma série ou “caracol” de níveis e sub-níveis físicos
do habitat humano fortemente encadeados .
Estes níveis físicos são em seguida apontados (de i a xii):
(i) Envolventes de Áreas Residenciais (EAR).
(ii) Relações entre a Envolvente da Área Residencial e o seu sistema de
Vizinhança Alargada (EAR/VA).
(iii) Áreas residenciais com pequena e média dimensão, desde que constituindo
bairros ou outros sistemas de Vizinhança Alargada (VA).
(iv) Tipologias exteriores e edificadas/construídas de relacionamento entre
sistemas de Vizinhança Alargada e de Vizinhança Próxima (VA/VP).
(v) Quarteirões e outros agrupamentos e conjugações de edifícios e de espaços
exteriores que constituem sistemas de Vizinhança Próxima (VP).
(vi) Relações do Edifício com a sua Vizinhança Próxima - frequentemente o
quarteirão - e com os espaços exteriores contíguos (VP/Ed).
(vii) Edifícios habitacionais (Ed).
(viii) Relações da Habitação com o Edifício habitacional (Ed/Ha).
(ix) Habitações (Ha).
(x) Relações dos Compartimentos e outros Espaços habitacionais com a Habitação
(Ha/EC).
(xi) Compartimentos e outros Espaços da habitação (EC).
(xii) Aspectos de pormenorização, essencialmente arquitectónica, dos Espaços e
Compartimentos habitacionais (EC/Po).
(Fig. 04) Esquema/esboço dos “grandes
níveis físicos do habitat”: o "jogo da glória" do habitar urbano.
No estudo destes 12
níveis e inter-níveis retirou-se que os espaços de relação e os microespaços
urbanos acabaram por se revelar protagonistas, quer de conteúdos funcionais
próprios, quer de uma capacidade de vitalização e de dinamização de pequenos
mundos residenciais que são verdadeiras ilhas de qualidade vivencial múltipla,
aprofundada e rica, em cidades, frequentemente tão desumanizadas e
infuncionais. A importância destes níveis físicos urbanos e residenciais e da
sua fundamental articulação com a qualificação arquitectónica fica bem patente
nas seguintes palavras de John Ruble: “O mais importante valor de uma casa é a
sua qualidade de casa, que se reflecte na importância de se usar plenamente o
sítio e as suas adjacências para criar um ambiente de vida; cada aspecto do
planeamento de pormenor do sítio - vistas, jardins, a localização do jogo e do
recreio, a sequência de chegada - acrescenta uma dimensão vital à vivência e
contribui para o sucesso ou fracasso da criação de um sítio de comunidade”.
Há ainda que
destacar que todo este estudo e dde modo reforçado o seu terceiro e mais
recente livro, se apoiou no conhecimento directo e na análise de centenas de
conjuntos residenciais em grande parte desenvolvidos em Portugal e com uma
perspectiva de controlo de custos, facto este que acaba por destacar que a
relação entre habitat humano e qualidade não se pode, de forma alguma, limitar
a uma mera questão de maior ou menor investimento financeiro.
Salienta-se que as citações de Charles Moore e de John Ruble são do livro: "Designing the Act of
Dwelling", e integra a pg. 12 do início do livro "Moore Ruble Yudell
Houses & Housing", edição e coordenação de Oscar Riera Ojeda e Lucas
H. Guerra, Rockport Publishers, Rockport , Massachusetts, 1994.
Toda esta abordagem foi vertida
para o conjunto de artigos/fascículos, em seguida relembrados e devidamente
REORDENADOS para melhor consulta direta (através dos respetivos links embebidos).
COELHO, António Baptista – Infohabitar, Ano XIV, n.º
651, segunda -feira, julho 30, 2018, MELHOR
HABITAÇÃO COM MELHOR ARQUITECTURA Conjunto de 22 artigos (5 pp., 2 figg.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura I:
Introdução - António Baptista Coelho (n.º 290, 21 Mar. 10, 7
págs., 2 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura II: a
Acessibilidade - António Baptista Coelho (n.º 291, 28 Mar. 10, 10
págs., 6 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura III: a
Comunicabilidade - António Baptista Coelho (n.º 295, 25 Abr. 10, 10
págs., 6 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura IV: a
Espaciosidade - António Baptista Coelho (n.º 297, 9 Mai. 10, 9 págs.,
6 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura V: a
Capacidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 316, 18 Out. 10, 13
págs., 6 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VI: a
Funcionalidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 318, 1 Nov. 10, 12
págs., 6 figs.).
Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VII: a
Agradabilidade Residencial - António Baptista Coelho (n.º 319, 7 Nov. 10, 16
págs., 6 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura VIII: a Durabilidade
Arquitectónica Residencial - António Baptista Coelho (n.º 323, 6 Dez. 10, 11
págs., 6 figs.).
Habitação e Arquitectura IX: a segurança
arquitectónica residencial e urbana - Parte I - António
Baptista Coelho (n.º 332, 6 Fev. 11, 11 págs., 6 figs.).
Habitação e Arquitectura IX: a segurança
arquitectónica residencial e urbana - Parte II - António
Baptista Coelho (n.º 333, 13 Fev. 11, 9 págs., 3 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura X: O convívio no habitar
e no espaço urbano - Parte I - António Baptista Coelho (n.º 337, 12 Mar. 11, 10
págs., 7 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura X: O convívio no habitar
e no espaço urbano - Parte II - António Baptista Coelho (n.º 338, 20 Mar. 11, 9
págs., 5 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XI: A privacidade
arquitectónica no habitar - I - António Baptista Coelho (n.º 341, 9 Abr. 11, 11
págs., 7 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial. Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XI: A privacidade
arquitectónica no habitar - II- António Baptista Coelho (n.º 342, 17 Abr. 11, 8
págs., 7 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial - Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XII: A adaptabilidade
arquitectónica no habitar - I - António Baptista Coelho (n.º 348, 29 Mai.
11, 10 págs., 7 figs.).
Novos comentários sobre a qualidade arquitectónica
residencial - Melhor Habitação com Melhor Arquitectura XII: A adaptabilidade
arquitectónica no habitar - II- António Baptista Coelho (n.º 349, 5 Jun.
11, 9 págs., 7 figs.).
Habitação e Arquitectura XIII: A apropriação e a arquitectura do
habitar - António Baptista
Coelho (n.º 364, 9 Out. 11, 18 págs., 10 figs.).
Habitação e Arquitectura XIV: A atractividade na arquitectura do
habitar - António Baptista Coelho (n.º 365, 16 Out. 11, 17
págs., 9 figs.).
Habitação e Arquitectura XV: A caracterização doméstica do
habitar - António Baptista
Coelho (n.º 366, 23 Out. 11, 19 págs., 9 figs.).
Habitação e Arquitectura XVI: A integração e a
arquitectura do habitar - António Baptista Coelho (n.º 367, 31 Out. 11, 21
págs., 9 figs.).
Habitação e Arquitectura XVII: Sobre a aproximação à qualidade
arquitectónica do habitar – Parte I António Baptista Coelho (n.º 368, 3 Nov. 11, 13 págs., 3
figs.).
Habitação e Arquitectura XVII: Sobre a aproximação à qualidade
arquitectónica do habitar – Parte II - António Baptista Coelho (n.º 369, 13 Nov. 11, 16
págs., 8 figs.).
E para já, esta semana, ficamos por aqui; semana que vem continuaremos
esta reflexão geral, abordando alguns dos temas seguintes:
3.2. (Tema 6 Infoh)
Série habitar e viver melhor (184)
3.3. (Tema 7 Infoh)
Políticas, acções e medidas habitacionais, urbanas e territoriais (12)
3.4. (Tema 11
Infoh) Qualidade no habitar (14)
3.5. (Tema 12 Infoh) Casos habitacionais e urbanos
(estudo, análise e divulgação) (33)
3.6. (Tema 14
Infoh) Investigação habitacional e urbana
3.7. (Tema 16
Infoh) Habitar de interesse social e habitar cooperativo (45)
3.8. (Tema 17
Infoh) Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar (27)
3.9. (Tema 26
Infoh) (Novas) formas/soluções de habitação (10)
3.10. (Tema 38
Infoh) Um novo habitar participativo/colaborativo,
(temas agrupados no âmbito do estudo “Habitação Humanizada”)
3.11.
(Tema 19 Infoh) Escalas e tempos do habitar (17)
3.12.
(Tema 20 Infoh) Humanidades e habitar (18)
3.13.
(Tema 21 Infoh) Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras
(30)
3.14.
(Tema 22 Infoh) História(s) e tipologias do habitar (27)
3.15.
(Tema 23 Infoh) Desenho e humanização do habitar (17)
3.16.
(Tema 24 Infoh) Integrar o habitar (12)
3.17.
(Tema 25 Infoh) Natureza, tempo, cidade e lugar (26)
Notas editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais
dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da
exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Comentários sobre próximos estudos
habitacionais I – infohabitar # 992
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 992
Edição:
quarta-feira 26 de Agosto de 2026
Editor:
António Baptista Coelho
Liceu
Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de
Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura
e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista
do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).




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