terça-feira, março 24, 2020

Retomar uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos – Infohabitar # 723


Ligação direta (clicar) para:  717 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada (38 temas e mais de 100 autores)



Infohabitar, Ano XVI, n.º 723

Retomar uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos – Infohabitar # 723

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)


Notas prévias importantes:

Caros e muito estimados leitores da Infohabitar,
Nestes tempos tão difíceis para todos e verdadeiramente inacreditáveis (até para velhos amadores de ficção, como é o meu caso e, por favor, não considerem este último comentário menos respeitoso, pois trata-se, apenas, de colocar, por escrito, um pensamento que, provavelmente, tem ocorrido, a muitos de nós, nestas últimas semanas e especialmente nos últimos dias), é fundamental, por um lado, atender e cumprir, fielmente, entre outros aspetos, as indicações de confinamento doméstico – e não tenhamos quaisquer dúvidas de que “ficar em casa” é a única forma de nos protegermos, de protegermos os outros e de facilitarmos o heroico esforço dos profissionais de saúde e de tantos outros que não podem estar em teletrabalho (e são muitos e importantes os testemunhos que destacam a importância vital do isolamento doméstico no combate ao vírus) – e, por outro lado, procurar construir, gradual, mas seguramente, uma fundamental rotina de atividades, entre as quais : (i) os cuidados de higienização própria e do espaço doméstico, (ii) os cuidados de distância social no espaço de uso público e mesmo, sempre que possível, no próprio espaço doméstico, (iii)a prática das mais variadas atividades complementares e de lazer adequadas ao espaço doméstico e (iv) o desenvolvimento de uma razoável e bem saudável disciplina de teletrabalho doméstico.
E é com este sentido que iremos procurar assegurar a continuidade das edições semanais da Infohabitar, tanto com novos artigos sobre aspetos teórico práticos que se poderão, talvez, designar como mais “consistentes” – por exemplo, o retomar da Série “Habitar e Viver Melhor” e o desenvolvimento de uma nova Série editorial dedicada à “Habitação Colaborativa Intergeracional” –, como através da reedição, eventualmente comentada, de artigos editados nos primeiros anos da Infohabitar, e ainda através da continuidade de uma edição comentada de esquissos/desenhos, seja numa perspectiva da própria prática do desenho livre, seja considerando, especificamente, os aspectos de arquitectura e de habitar que estejam, eventualmente, associados a cada tema desenhado.
Finalmente, faz-se um apelo sincero:
. a novos artigos que nos possam ser enviados com o objetivo da respetiva edição, que poderão ser de variada índole, desde que referidos ao grande tema do habitat humano  - ex., desde temas estruturados e/ou inovadores, a reflexões específicas sobre determinada matérias (e o confinamento doméstico proporciona sem dúvida muita matéria de reflexão teórico-prática sobre o que são e o que poderiam ser os nossos “mundos” domésticos);
. a recensões sobre livros ou filmes, conjuntos de imagens, pelo menos, minimamente apresentadas e/ou comentadas, como fotos e esboços (cuidado com a autoria), etc.
. e a “simples” comentários relativos a determinados artigos, comentários estes que deverão ser acompanhados pela referência de autorização para divulgação editorial (caso assim o desejem).
E para já é tudo, mas na próxima semana voltaremos.

Com saudações calorosas e desejos de muita força e boa saúde,
Lisboa, Encarnação, em 23 de março de 2020
António Baptista Coelho
Editor da Infohabitar (em teletrabalho doméstico)


Retomar uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos  – Infohabitar # 723

Por António Baptista Coelho (imagens e textos)

Introdução explicativa
Como referência prática de apoio à leitura, lembra-se que no artigo Infohabitar n.º 711, intitulado “Uma primeira reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos”, se procurou desenvolver, esquematicamente, a ideia de que, nos tempos de hoje, quando se pretende imprimir ao espaço urbano uma renovada marca pedonal e de meios “suaves” de deslocação, facilitados, designadamente, pelas novas tecnologias de informação e comunicação e pelo crescimento do uso dos veículos pouco poluentes, será talvez altura de podermos reavaliar e reintroduzir soluções de Arquitetura urbana, que integrem, e profundamente – portanto, no “pleno uso” dos respetivos e muito amplos leques de tipologias de espaços e aspetos de pormenor – morfologias de edifícios e de espaços públicos, sendo ambas, expressivamente, marcadas pela escala humana, e pela diversidade e mutação de agradáveis e atraentes sequências de imagens, verdadeiramente catalizadoras do movimento e da permanência.
No referido artigo Infohabitar n.º 711, intitulado “Uma primeira reflexão sobre velhos/novos espaços urbanos”, realizou-se, então, uma abordagem de enquadramento da temática dos velhos/novos espaços urbanos, seguindo-se o apontamento de  alguns desenvolvimentos recentes e de referência, que apoiam estas ideias, desenvolvendo-se, sequencialmente a matéria do que se considera poder ser uma estratégica variabilidade urbana, que se julga poder ser até facilitada pelas novas e potentes ferramentas de projeto e de visualização do mesmo.
E salienta-se, finalmente, que se julga que boa parte destas reflexões ilustradas poderão ser úteis em termos de apoio à prática, quer no contexto de novas intervenções, quer no âmbito de regeneração urbana, respeitando-se, naturalmente, a essencial adequação e/ou adaptação a cada situação específica e a estratégica caraterização de cada operação.
Alguns desenhos comentados
Em seguida e tendo-se por base a apresentação de alguns desenhos à mão livre (5 desenhos coloridos), comentam-se as matérias da Arquitetura do habitar, associáveis às temáticas que acabaram de ser referidas, mas não se descurando alguns comentários relativos ao desenvolvimento específico dos respetivos desenhos.


Fig. 01: uma malha urbana “tradicional” (e neste caso parcialmente inventada) composta por edifícios não muito altos, configurando espaços públicos com expressiva escala humana e, portanto, ainda mais “apertados” ou “abrigados”, (noções distintas, reconheça-se) do que se tivessem sido regulamentarmente dimensionados – a partir da “regra dos 45º”, que se refere (de modo muito genérico, sublinha-se) a um afastamento entre edifícios no mínimo igual à maior altura que tem cada um deles; sendo esta uma regra que tem os seus benefícios (ex., mais insolação nas ruas e nos espaços domésticos), mas também os seus problemas (por exemplo, não proporcionando espaços públicos bem sombreados e frescos no verão); e uma regra que julgo ser bem diferente, aqui ao lado, em Espanha.
Um outro aspeto a salientar, sempre, é o favorecimento da perspetiva e de um sentido de percurso bem encaminhado e "cortado" no aglomerado da edificação, que é proporcionado por estas ruas estreitas de edifícios baixos e contínuos.
No que se refere mais ao esboço (desenho original em formato A3), salienta-se a “liberdade” de traçar que é proporcionada pelo trabalho num formato maior e, talvez, a maior oportunidade que assim se à previsão ("reserva") de estratégicos e vitalizadores espaços brancos, contrastantes e portadores de luz e cor.



Fig. 02: um esboço também inspirado numa malha urbana “tradicional” (e neste caso totalmente inventada), e dirigido – em termos das principais ideias que pretende veicular (matéria esta à qual voltaremos nestes artigos) – para o acentuar da importância específica que tem, quer o expressar do sentido “global”, ou “uno”, ou “de conjunto” de um dado aglomerado urbano (neste caso o que podemos designar de uma “colina edificada”), quer o papel de troços urbanos bem marcados, estruturados e “ancorados” em determinados edifícios e/ou espaços urbanos singulares e razoavelmente destacados (neste caso a torre de uma Igreja marcando a continuidade de um eixo urbano); e, já agora, porque não apontar, também, a importância da expressão intensificada de uma situação ou caráter local únicos, que, neste caso, se refere ao apontar evidenciado de uma topografia bem assinalável.
No que se refere mais ao esquisso (desenho original em formato A3), salienta-se a afirmada expressão de espaços a branco (não “desenhados” ou marcados a azul claro/“sombras”), estratégicos e vitalizadores, contrastantes e constituindo bases de luz e de cores vivas; e este parece ser um caminho importante na prática do desenho: o “traçar” com espaços e contornos “a branco”, o traçar, afinal, com a “forma negativa”, que nos proporciona, cumulativamente, uma interessante luminosidade. Em termos de “técnica”, se assim o podemos designar, o desenho foi construído a traço de caneta à prova de água, seguindo-se a aplicação de “marcadores” coloridos e aqui e ali aguarelados (usaram-se, portanto, marcadores aguareláveis).

Fig. 03: um esboço diretamente inspirado numa malha urbana "tradicional" (neste caso uma vista sobre o bairro de Alfama, em Lisboa), e que se refere, globalmente, ao acentuar do caráter de um dado espaço urbano, aqui desenvolvido num afirmado diálogo ribeirinho e entre colina e rio; num sentido orgânico que marca o esboço e o “objeto” esboçado, cuja unidade é definida por determinados elementos construídos com aplicação geral em toda a massa edificada que surge na vista, elementos estes que, neste caso, são os telhados inclinados, a cor da telha, a relativa regularidade dos vãos de janela, as mansardas e uma paleta cromática “clara”, marcada pelo branco e por tons relativamente claros e naturais, embora com contrastes pontuais mais expressivo; e, ainda assim, frequentemente, também “naturais” (ex., verdes e azuis).
Mais em termos do "sentido" básico (intenção) do esboço (desenho original em formato A3), embora com evidentes ligações urbanísticas e no quadro de habitat que aqui é “construído”, temos três grandes temas ilustrados (a ilustrar): o conjunto de telhados da cidade; a “banda” ou a faixa “industrial” e portuária que remata a cidade e a margem do rio; e o próprio rio.
Depois há outros remates paisagísticos, referidos num primeiro plano à Igreja, que acentua perspetivas e dinamiza a cena/vista urbana e, num último plano, a margem de lá, a outra margem, que também se visualiza habitada e que fecha a composição em contraponto com a cidade em primeiro plano e rematando a faixa de céu.

Fig. 04: novamente um esboço inspirado numa malha urbana “tradicional” (neste caso também totalmente inventada), e dirigido – em termos das principais ideias que pretende veicular (matéria à qual voltaremos nestes artigos) – para a procura de um espaço urbano fortemente coeso nas suas relações entre edificado e espaço público; um sentido que aqui se procura apontar num espaço público que, quase como um “corredor transparente”, vai “mexendo/circulando” e descendo, organicamente, entre continuidades de fachadas, e vivida, sempre, com um estimulante sentido de ravina formada entre escarpas edificadas.
No que se refere mais ao esquisso (desenho original em formato A3) as ideias que marcaram, essencialmente, este exercício foram três: a tentativa de expressar um espaço urbano a descer e claramente perspetivado; a procura de “desenhar” também com espaços a branco (bem evidente nos edifícios à esquerda e na roupa estendida, à direita); e a vontade de marcar uma composição estruturada, essencialmente, pelos espaços de piso público e de céu (duas “pirâmides” que quase se tocam no pequeno edifício branco ao fundo).

Fig. 05: novamente um esboço inspirado numa malha urbana “tradicional” existente (neste caso um espaço público de Alfama, em Lisboa), e que se refere, globalmente, talvez a um interessante sentido de “domesticação” (no sentido de tornar mais doméstico, mais habitável) do espaço público urbano; e para tal não tenhamos qualquer dúvida que importa trabalhar este espeço público com uma atenção tão estruturante como “fina” e pormenorizada; e além disso há aqui a proposta de uma malha urbana atraente e diversificadamente habitada e humanizada, através de edifícios bem distintos uns dos outros e de acessos ao espaço público muito variados e apropriáveis.
No que se liga mais ao desenho (original em formato A3), salienta-se, neste caso, em primeiro lugar, a procura de uma maior detalhe, provavelmente , talvez, um pouco exagerado no que se refere aos edifícios mais distantes, que teriam ganho, em sentido de profundidade, com uma expressão mais livre e esquemática.
E importa referir aqui, talvez pela primeira vez nestas reflexões sobre o desenho do/no espaço urbano, a questão da importância que tem o que se poderá definir como uma “paciência ativa”, tão necessária ao desenvolvimento de uma peça desenhada que já tem uma dimensão relativamente significativa (neste caso o formato A3), pois esta dimensão de desenho implica já uma significativa manutenção da atenção na sua execução ao longo de algum tempo, isto se quisermos fazer este desenho de uma vez, o que se pensa poder trazer-lhe uma “qualidade” (no sentido de expressividade) difícil de obter em sucessivas sessões de desenho; mas esta é uma reflexão bem discutível, embora ,julga-se, sempre útil, pois desenhar só se faz com um forte equilíbrio entre o que se poderá designar de força criativa e o que se poderá referir como paciência criativa – tempo “mínimo” para conseguir concretizar, com um máximo de concentração (e de “paciência”) a ideia que nos move.
Mas tal equilíbrio e tal “tempo” de concentração não deve resvalar para “excessos desenhados”, que possam afetar negativamente o sentido global do desenho, designadamente, em termos de expressão evidenciada de profundidade, de muito claro/muito escuro (pontualmente) e de zonas de cor e de pormenor (maior ou menor).   


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 723

Retomar uma reflexão ilustrada sobre velhos/novos espaços urbanos – Infohabitar # 723

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, março 17, 2020

6.ª Assembleia Geral da GHabitar DESCONVOCADA – Infohabitar # 722



Infohabitar, Ano XVI, n.º 722
6.ª Assembleia Geral da GHabitar DESCONVOCADA – Infohabitar # 722

Nota editorial importante:
Avisam-se os caros leitores que a nossa revista irá procurar assegurar uma edição semanal regular nas próximas semanas; e volta-se a anunciar que poderão enviar-nos (para abc.infohabitar@gmail.com) propostas de artigos, dentro das temáticas do “habitat humano”, que serão objeto de excelente atenção pela edição.

António Baptista Coelho
Editor



GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Rua Armandinho, nº3 – Loja A, 1950-446, Lisboa (Freguesia de Marvila) N.I.P.C. n.º –  513 040 625

Anulação da convocatória da 6.ª Assembleia-geral ordinária da GHabitar – APPQH , que estava prevista para sexta-feira, dia 27 de Março de 2020, em Lisboa, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Avenida do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa (sala do Arq.º António Baptista Coelho).


Caros amigos e colegas associados da GHabitar-APPQH

Ouvidos os Corpos Sociais e membros fundadores da nossa GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar-APPQH),
e tendo em conta a situação grave e complicada que é por todos vivida, foi decidido desconvocar a Assembleia-geral prevista para a sexta-feira dia 27 de março no LNEC.

Salienta-se, portanto, que a  referida Assembleia-geral NÃO SE IRÁ REALIZAR,

ficando, assim, adiada para uma data posterior, que será devidamente discutida no âmbito dos corpos sociais da Associação e depois devidamente comunicada aos associados e com convocatória publicada na Infohabitar.
Mais se informa que esta comunicação foi, hoje mesmo, enviada para os emails de todos os associados.

Com os melhores cumprimentos e os sinceros desejos de muita força e boa saúde para todos ( e já agora vejam as notas finais),

Lisboa, Sede da GHabitar e Sede da FENACHE, 17 de março de 2020

António Baptista Coelho
Presidente da Direção da GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Notas finais:
Já agora, dê uma olhadela nos links que se seguem e ajude com um like (em cada um):
O projeto criativo pré-escolar Violeta Borboleta a ser selecionado no concurso europeu LUMA
E o projeto escolar (do 2.º ano) Save the Ocean também a ser selecionado no mesmo concurso internacional LUMA.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XVI, n.º 722
6.ª Assembleia Geral da GHabitar DESCONVOCADA – Infohabitar # 722
Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa


Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, março 10, 2020

Nota editorial

Caros leitores da Infohabitar, considerando-se o que se julga ser o elevado interesse do último artigo aqui editado, considera-se adequado que ele se mantenha em primeira linha editorial, pelo menos, por mais uma semana,

António Baptista Coelho
Editor

quarta-feira, março 04, 2020

A questão da audição jurídica de crianças fora dos Tribunais e outros aspetos interventivos ao nível do território e defesa de humanos, e não-humanos, mais vulneráveis: o projeto da Quinta do Zurro (QZ) - Infohabitar # 721

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Infohabitar, Ano XVI, n.º 721



A questão da audição jurídica de crianças fora dos Tribunais e outros aspetos interventivos ao nível do território e defesa de humanos, e não-humanos, mais vulneráveis:

pelo sonho é que vamos! – o projeto da Quinta do Zurro (QZ)


Maria Paula Elvas (QZ), João Lutas Craveiro (LNEC), Teresa Nogueira (QZ)

Ilustrações de António Baptista Coelho (LNEC)



A Quinta do Zurro (QZ) é um projeto de intervenção fundado em 2013, por Maria Paula Elvas (advogada) e tendo como paixão as crianças e os animais, os seres mais vulneráveis. Objetivo? Contribuir para a felicidade… A felicidade diferente dos que nasceram diferentes ou que se tornaram diferentes! A felicidade dos que têm a felicidade suspensa… A felicidade da liberdade adiada… E a felicidade de proteger o olhar terno de um burro… Ou de outros olhares em extinção… Este é o sonho da QZ! Mas como os sonhos têm a capacidade de nos alertar para as necessidades dos outros e de se multiplicarem, este sonho metamorfoseou-se numa espécie de polvo: mas o polvo tem força suficiente para lutar com um tubarão! O meu sonho também tem força para lutar contra os tubarões. Os polvos usam também os seus vários membros, e a QZ tem muitos membros para a emancipação da esperança, da proteção dos mais débeis e vulneráveis à exposição a todas as formas de violência. Não há sonho que não privilegie a alma e o coração. Os animais têm coração. Os animais têm alma, como os espaços têm memória. E as crianças todos os sonhos do mundo, e o futuro todo pela frente!
A QZ não é uma receita milagrosa para todos os males, mas é uma possibilidade de intervir. De sonhar e de continuar a pensar que as soluções (muitas vezes) são simples, não são necessariamente holísticas nem podem servir para tudo, mas requerem (sempre) vontade e confiança. Mesmo problemas que parecem demasiado complexos, e que nunca encontrarão uma reposta definitiva (como as alterações climáticas ou a violência, que se integram dentro do que tem sido designado como wicked problems, problemas que dificilmente se poderão dar como inteiramente controlados ou mitigados), apelam a soluções progressivas, pequenos passos e decisões que multiplicam exemplos positivos. É assim a receita da QZ! Na defesa de soluções que passam por pequenos-grandes compromissos e por utilizar certos ingredientes ao nosso alcance. 
Passa por misturar, por exemplo, animais e os animais de grande porte (de raças autóctones em vias de extinção) com pessoas vulneráveis. Afinal, misturam-se as vulnerabilidades dos ecossistemas e as comunidades locais – sob uma evolução dos territórios que levou à migração para as grandes cidades e o definhamento das lides tradicionais, em contacto direto com a terra e os animais de quinta, isolando ainda mais as vulnerabilidades dos seres mais frágeis, especialmente crianças vítimas de abusos sexuais e de todas as formas de violência doméstica.
As vulnerabilidades dos ecossistemas e comunidades locais refletem, pois, o abandono de práticas agrícolas tradicionais e a falência de culturas rurais de pequenos e médios agricultores, num tempo já recuado em que as crianças tinham, desde cedo, contacto com os animais que também integravam a economia doméstica. A casa, como unidade doméstica de habitação, muitas vezes com uma divisão para os animais (que também aqueciam a casa e lhe dava mais conforto no inverno), confundia-se com a unidade de produção: a casa, e a sua envolvente, constituiam, pois, um mundo inteiro na relação com os animais, os vizinhos, e as gentes da vila que se encontravam no mercado ou na igreja. Era uma sociedade de interconhecimento, como dizem os antropólogos, onde toda a gente se conhece!
Não se trata, no entanto, de voltar a tempos passados, nem de defender uma sociedade ruralizada, muitas vezes (também) fechada sobre si própria, e escondendo igualmente muitas formas de violência e de discriminação (desde logo, da mulher, nos trabalhos agrícolas e no salário, mas também das crianças – tantas vezes privadas de ir à escola – e mesmo dos animais que, contudo, podiam ser bem acarinhados enquanto disponham de boa saúde... e eram úteis para a economia familiar e as tarefas dos campos!).
Não, trata-se de um regresso ao futuro, por uma sociedade mais justa, ecologicamente equilibrada, uma ecologia social realizada nesse comunalismo libertário (de que falava Murray Bookchin)... Um municipalismo emancipado no envolvimento das populações e das instâncias judiciais e políticas, no desenvolvimento de compromissos que tenham em conta a interdependência entre os sistemas sociais e os sistemas ambientais.
No limite, trata-se de um novo tipo de Contrato Social que integre novos valores de sustentabilidade e de relação entre seres humanos e não-humanos, a sociedade e a natureza. O Contrato Social descrito por Jean-Jacques Rousseau apela, assim, tonificando a sua matriz de co-responsabilidade, a um Contrato Natural (Michel Serres) com a Terra e os outros animais: pois não importa se os outros animais pensam (e certamente que pensam), mas se são capazes de sentir dor e prazer. Este carácter senciente, já reivindicado há séculos pelo Utilitarismo enquanto corrente filosófica, precisa ser plenamente reconhecido: em cada ser vivo.
Porquê defender as raças autóctones portuguesas?
Como a QZ defende, as raças autóctones representam um património genético muito valioso. As diferentes raças autóctones de bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equinos são o resultado da evolução dos animais, de determinadas espécies, no sentido de se adaptarem aos ambientes que suportaram a sua existência – especialmente na relação com os humanos.
Quando uma população vive, durante muitas gerações, sob as mesmas condições ambientais consegue um elevado grau de adaptação e uniformidade, desenvolvendo-se melhor nestas condições que outras raças que provenham de outras regiões. Estes animais podem ser originários das regiões onde se inserem ou terem mudado para esses mesmos locais por migração, consequência de alterações fisiográficas ou por necessidade dos humanos e das suas atividades.
Dada a evolução social e territorial (embora apenas em finais do século XX a população residente em Portugal passasse a ser maioritariamente urbana), muitos destes animais, que durante várias gerações foram úteis à sociedade, perderam o seu estatuto rural de bestas de trabalho ou de animais de guarda e companhia. A QZ procura promover ações de intervenção local que proteja este património genético, sendo urgente encontrar novas valências nas relações de convivialidade e de proximidade entre as populações e os animais.
Estas valências passam pelo conhecimento das características das raças autóctones, da sua história e dos seus constrangimentos vários, mas também pela sua utilização em terapias assistidas para pessoas diminuídas nas suas capacidades motoras ou cognitivas. A mais-valia dos animais prende-se com essa troca de energia e emoções, no sentido de que todos fazemos parte da mesma vida e do mesmo planeta. Mas, ainda, a utilização de animais (sobretudo de cães, ou mesmo de qualquer outro animal doméstico de estimação) adquire um significado muito especial quando se trata de fazer companhia a crianças vítimas de abusos sexuais ou outras vítimas de maus tratos e de violência doméstica.
Recomendações recentes da União Europeia apelam, precisamente, à audição judicial de crianças fora do meio constrangedor dos tribunais, onde também, não raras vezes, se cruzam com os potenciais agressores.
Porquê ouvir, fora dos tribunais, as crianças vítimas de abusos sexuais e de maus tratos?
Como referido, novos enquadramentos legais e institucionais, sobre a violência doméstica e formas de abuso sexual envolvendo menores, espelham uma nova possibilidade jurídica e sensibilidade social. A doutrina e jurisprudência apontam para melhores condições de audição, na proteção da infância, invocando-se a Convenção dos Direitos da Criança.
Portugal tem, aliás, acolhido algumas destas recomendações europeias, salientando-se a inovação concretizada na Audição e Participação Obrigatória dos menores (Lei de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo e, ainda, Regime Geral do Processo Tutelar Cível). Refira-se, a propósito, que o número de crianças vítimas tem sido significativo (941 em 2018, com idade média de 11 anos), sendo superior ao número de idosos vítimas.
A União Europeia tem ultimamente, com efeito, requerido a criação de condições de audição de menores, salientando a necessidade de a audição ser efetuada fora dos Tribunais, em condições logísticas e dignas para a recolha testemunhal. Nomeadamente, o Parecer 9 da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (2019) defende que os Estados-Membros devem assegurar que as audições sejam conduzidas em instalações adaptadas às crianças, de preferência fora do ambiente do tribunal.
O nosso país não tem ensaiado soluções arquitetónicas nem condições logísticas para a audição de menores, fora do espaço constrangedor de uma sala de Tribunal. É urgente pensar no contexto dessas audições, no setting onde se realizam e nos aspetos facilitadores e adequados à presença de menores, associando o espaço a uma função que dignifique também a dimensão jurídica e a recolha de um testemunho (Figura 1).



Fig. 1. O SETTING DA AUDIÇÃO DE MENORES
A caraterização de um contexto físico que seja verdadeiramente amigável para a audição de menores deverá ser cuidadosamente estudada e mesmo, se possível, ensaiada ou visualizada nos seus aspetos de pormenorização, apontando-se, desde já e apenas a título de exemplos, os seguintes aspetos: desenvolvimento de uma entrada convidativa; existência de janelas baixas e largas, transparecendo vegetação exterior; criação de um “canto de brincar” com escala rebaixada e bem equipado; janelas com peitoris baixos, possibilitando o sentar informal e a integração de vasos com plantas; existência de pequenas coleções de brinquedos bem à vista e à mão das crianças.

A QZ pensa associar esta possibilidade à criação de espaços especialmente vocacionados quer para a audição de crianças quer, também (e pensando na envolvente e nas amenidades ambientais), para o desenvolvimento de contactos com outros animais e a proteção das raças autóctones nacionais. Juntando-se vulnerabilidades não se obtém uma vulnerabilidade maior, mas uma resposta integrada que atenda a vários constrangimentos.
Contudo, o problema da audição de menores necessita de compromissos e de respostas por parte de agentes políticos, judiciários e agentes de desenvolvimento local. Pode-se desenhar soluções com recurso eventual a construções amovíveis e emprego de materiais não convencionais em Engenharia ou pensar na adaptação de espaços pré-existentes em edifícios municipais e Comarcas. A solução ideal tem que ser pensada, contudo, de raiz como um novo Equipamento Social, embora outras soluções adaptativas possam concorrer para responder às exigências jurídicas e ao acolhimento de menores como testemunhas ou vitimas de atos de crime (como se ilustra na Figura 2).

Fig. 2: A SEGURANÇA E A CONFIANÇA DE UMA AUDIÇÃO EM ESPAÇO ADAPTADO
Defende-se, portanto, uma recriação de ambientes em que se harmonizem condições adequadas para a audição de menores, seja em termos funcionais e de sobriedade ou dignidade do ambiente envolvente, seja através de uma expressiva humanização do mesmo contexto (setting), por exemplo, através da cuidadosa introdução de: “padrões domésticos”; escalas físicas rebaixadas; diversos focos de luz ambiente; condições visualmente informais de reunião (ex., em sofás pequenos e em mesas redondas); um amplo e apurado leque de elementos de apropriação (por ex., marcado por alguns grandes brinquedos, por livros e plantas); ...

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) dispõe, aliás, de um acervo de intervenção valiossísimo sobre soluções construtivas e ensaios à escala piloto ou desenho de novos Equipamentos Sociais e recomendações técnicas, na relação entre o edificado e os seus usos, nas dimensões materiais, funcionais e sociais. É o caso dos estudos anteriormente desenvolvidos pelo LNEC para a elaboração de recomendações técnicas para Equipamentos Sociais (RTES, 2009) de Lares e Creches, ou dos estudos sobre recomendações técnicas para instalações das Forças de Segurança (RTIFS, 2007), em que os aspetos comportamentais e funcionais estão em relação com as instalações materiais e os seus usos e formas de ocupação humanas.
A QZ procura parcerias para esse levantamento de soluções e repostas integradas inovadoras, com o LNEC, com Câmaras Municipais interessadas, com o Ministério da Justiça ou os agentes judiciários. Trata-se, assim, se uma solução pensada de raiz de um novo tipo de Equipamento Social que responda  às exigências requeridas para a audição de crianças fora dos Tribunais. Mais tarde ou mais cedo, a sociedade portuguesa terá que pensar em soluções para este problema da audição judicial fora dos Tribunais, respeitando os superiores interesses da criança e proporcionando condições para a sua audição em termos de dignidade, confiança e segurança.
O LNEC, certamente, é uma das mais prestigiadas instituições nacionais na ordem da engenharia e encontro de soluções que resultam em novos Equipamentos Sociais, bem como tem sido uma instituição de recurso, muitas vezes, para a verificação da segurança e eficiência de infraestruturas ou a reabilitação de edifícios, mas é também um agente de mudança e de inovação em engenharia como em ciências sociais e humanas, dispondo de quadros técnicos e de cientistas formados em vários domínios disciplinares. Contudo, é também necessário, no caso da audição de menores, pensar numa dimensão jurídica e nas suas naturais resistências à inovação.
Numa dimensão prática, e pensando na inércia para o desenvolvimento e acolhimento de ideias inovadoras, inércia que muitas vezes inibe o combate a situações de emergência pelo conformismo de deixa(r) tudo como está até que haja obrigação de fazer diferente, não seria de descurar a hipótese de experimentar soluções novas, desde que devidamente integradas por agentes políticos locais e agentes judiciários. Estas soluções podem envolver a promoção de soluções integradas junto de áreas ou parques naturais ou na gestão de Quintas pedagógicas. A Assembleia Municipal de Cascais, por iniciativa política do PAN (Pessoas Animais Natureza), e com o consenso maioritário de outras forças partidárias do Município, está atualmente a estudar o encontro de soluções integradas, devendo requerer a auscultação de diversas entidades, entre as quais o LNEC e a QZ.
Assim, os Municípios portugueses e, igualmente, as entidades intermunicipais ao nível metropolitano devem responder a esta nova exigência de audição de menores (adaptando espaços já pré-existentes ou procurando soluções de raíz inteiramente novas) assim como devem defender a sua identidade e especificidades regionais face à transformação dos territórios e impactes na defesa também das suas espécies da flora e fauna autóctones. Se não protegemos os seres mais vulneráveis, o que vamos proteger? Vivemos num modo de vida urbano que tudo sacrifica em função do lucro, do estatuto de alguns, do lugar de chefias ou de cargos de prestígio, e tudo isso contribui também para o assanhamento paranóico da competição ente colegas e subalternos. Mas este modo de vida competitivo esconde um elevado potencial de violência disruptiva, que se abate especialmente sobre os seres mais frágeis. Expostos na sua vulnerabilidade e remetidos aos silêncio.

Maria Paula Elvas (QZ), João Lutas Craveiro (LNEC), Teresa Nogueira (QZ)

Ilustrações de António Baptista Coelho (LNEC)

Dez. 2019

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.

(poema de SABASTIÃO DA GAMA)

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 721

A questão da audição jurídica de crianças fora dos Tribunais e outros aspetos interventivos ao nível do território e defesa de humanos, e não-humanos, mais vulneráveis:

pelo sonho é que vamos! – o projeto da Quinta do Zurro (QZ)


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Convocatória da 6.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH – Infohabitar # 720

Ligação direta (clicar) para:  717 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - (36 temas e mais de 100 autores)


Infohabitar, Ano XVI, n.º 720

Convocatória da 6.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH – Infohabitar # 720




GHabitar - Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Rua Armandinho, nº3 – Loja A, 1950-446, Lisboa (Freguesia de Marvila) N.I.P.C. n.º –  513 040 625

Convocatória da 6.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH

6.ª Assembleia-geral ordinária da GHabitar – APPQH , a realizar na sexta-feira, dia 27 de Março de 2020, em Lisboa, na Sala n.º 352 do Edifício Arantes e Oliveira (edifício principal) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Avenida do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa (sala do Arq.º António Baptista Coelho).
Em cumprimento do disposto nos artigos 18º e 23º a 30 dos Estatutos da GHabitar, convoca-se a 6.ª Assembleia-geral, em sessão ordinária, para reunir pelas 12h.00, na Sala n.º 352 do Edifício Arantes e Oliveira (edifício principal) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Avenida do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa (sala do Arq.º António Baptista Coelho).
A 6.ª Assembleia-geral da GHabitar-APPQH decorrerá na morada e hora acima indicadas, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apreciação e aprovação das contas de 2019.
2. Reflexão geral sobre as atividades da GHabitar, registadas no respectivo “Relatório de Atividade em 2019 da GHabitar” (que se anexa a esta convocatória).
3. Tendo-se em conta termos já atingido metade do período que corresponde à eleição dos atuais Corpos Sociais importa visar com atenção redobrada as atividades futuras da Associação e privilegiar, desde já, uma reflexão prática sobre a desejável renovação da GHabitar e dos seus Corpos Sociais.
4. Reflexão geral sobre o interesse e as caraterísticas muito globais do estudo do LNEC, apoiado pela GHabitar e pela FENACHE, intitulado Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C); esta abordagem será apenas exploratória pois pretende-se vir a realizar, logo que possível, um pequeno conjunto de sessões técnicas específicas sobre esta temática – como nota informativa destaca-se que a Infohabitar editou já vários artigos sobre esta temática.
5. Informações.
Se à hora marcada não estiverem presentes metade dos associados, a Assembleia reunirá meia hora depois, pelas 12h.30, com os membros presentes, de Acordo com o disposto no n.º 2 do art. 30.º dos mesmos Estatutos.

Lisboa, Sede da GHabitar e Sede da FENACHE, 17 de fevereiro de 2020
                                                           
O Presidente da Mesa da Assembleia-geral
Duarte Nuno Simões
Notas Importantes:
Tal como é disposto no Artigo 29º dos Estatutos, esta convocatória é enviada por mail, com solicitação de envio de recibo, a todos os associados da GHabitar e será editada no Blog/Revista Infohabitar, Ano XVI, N.º 720, Revista na WWW da GHabitar-APPQH, com edição prevista para 25 de Fevereiro de 2020  - a Infohabitar é uma revista com edição semanal, habitualmente divulgada na mailing list da GHabitar e que conta com mais de 1.000.000 consultas/page-views.  http://infohabitar.blogspot.pt/

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 720

Convocatória da 6.ª Assembleia Geral da GHabitar-APPQH – Infohabitar # 720



Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, fevereiro 18, 2020

Apresentação da revista DEARQ da Universidad de los Andes, Facultad de Arquitectura y Diseño – Infohabitar # 719

Ligação direta (clicar) para:  717 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - (36 temas e mais de 100 autores)


Infohabitar, Ano XVI, n.º 719

Apresentação da revista DEARQ da Universidad de los Andes, Facultad de Arquitectura y Diseño – Infohabitar # 719

Caros leitores da Infohabitar,
Prosseguindo a tradição da nossa revista no sentido de apoiarmos na divulgação de publicações de Arquitetura que valham a pena e, cumulativamente, chamando a atenção para uma publicação muito interessante no sentido de eventuais propostas de artigos de Arquitetura para edição – e lembra-se que, infelizmente, não são muitas as revistas especificamente de Arquitetura disponíveis para tais propostas editoriais,
divulga-se, hoje, da excelente revista DEARQ, colombiana, uma publicação que tem já nome consagrado, muito bem editada, marcada por características interdisciplinares, adequadamente enquadrada por um corpo científico internacional e que está aberta a submissões de artigos, em inglês e em espanhol, nas amplas áreas da Arquitetura e do Urbanismo.

Sublinha-se, ainda, a grande facilidade de consulta e de leitura dos artigos da revista, que é proporcionada no respetivo site.

Notas retiradas do site da revista: “Journal of architecture with open access content and a semestral publication date. Its objective is to contribute to the dissemination of the research, analyses and opinions that the national and international academic community elaborates on architecture, city themes and related areas.”
Dearq - Dearquitectura Journal
Universidad de los Andes, Facultad de Arquitectura y Diseño
Bogotá – Colombia
A versão online da revista está acessível no seguinte link:



Fig. 01: capa do último n.º da DEARQ, “Cumulus, the Design After”

Chama-se, ainda, a atenção para o último número editado, (n.º 26) subordinando ao tema “Cumulus, the Design After”, e, para ajudar a despertar o interesse anexam-se, já de seguida, alguns dos parágrafos que integram o respetivo editorial, escrito por Camilo Salazar Ferro e Lucas Ariza Parrado.
Cumulus is a conference that brings together institutions involved in design, education, and research. These encounters generate an environment which promotes the exchange and transfer of knowledge and best practices that are extremely useful and necessary in these troubled times. Networks and contacts are created that stimulate cooperation and innovation.
The most recent Cumulus conference was held last November at Universidad de los Andes in Bogota. More than just an event, it was a landmark that invited designers and architects to think about their role as creators in Latin America: a diverse land that is in permanent transformation.
…”
The central theme—The Design After—was an invitation to think about positions that have an innovative view of the current juncture and warns us about how certain ways of doing are over. We need to reinvent ourselves and profoundly reflect upon what is to come. The guideline question during the conference and paper presentations was the following: Have designers thought about what will happen next and how would they respond from their role?
The type of design we need today is transdisciplinary and pluralistic. Thinking about design from this perspective implies different opinions for which action and transaction become part of the process. When they are approached from this perspective, the design-related disciplines are forced to transcend their limits and question the principles on which they are based.
…”
Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 719

Apresentação da revista DEARQ da Universidad de los Andes, Facultad de Arquitectura y Diseño – Infohabitar # 719

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) –, em Lisboa



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Caros leitores,
Tal como tem acontecido quando da edição de outros catálogos da nossa revista semanal, esta semana o catálogo de 717 artigos mantém-se em primeira linha editorial.
Com as melhores saudações,
António Baptista Coelho 
Editor