Sobre os 5 Congressos CIHEL na «véspera» do 6.º – Infohabitar # 996
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 996
Edição:
quarta-feira 23 de Setembro de 2026
Fig. 00 – Logótipos dos cinco CIHEL já realizados - E.S. Eduardo Gageiro e Isabel Romana os quatro primeiros e Puretugal Traditions o quinto congresso.
Editorial
Caros
leitores,
Lembramos
que estamos a 4 edições do nosso número mil! Um número que poderia talvez ser
integrado por um conjunto de testemunhos livres que me fossem enviados ao longo
de setembro e início de outubro.
Testemunhos
estes que poderão abordar livremente e podendo até ser acompanhados por
imagens, os três vértices de um triângulo formado pela Infohabitar - revista
semanal, E-zine magazine, sobre o habitat humano -, pelo GHabitar APPQH –
GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional - e
pelo CIHEL - Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono -, pois
afinal este três vértices sempre se apoiaram mutuamente; e não esquecendo, já
agora, o pequeno, mas sempre presente grupo WhatsApp GHabitar+.
E
de certa forma preparando o próximo lançamento do 6.º CIHEL, que aqui na
Infohabitar terá, em breve, adequada divulgação, fazemos, nesta edição, uma
pequena viagem sobre o que foi a excelente aventura dos cinco CIHEL já
realizados; tema ao qual iremos provavelmente voltar, por exemplo, através de
“reportagens” fotográficas mais desenvolvidas e reflexões sobre as atividades
realizadas, os temas abordados e o registo dos responsáveis pelo respetivo desenvolvimento.
Saudações
calorosas e boas leituras
António
Baptista Coelho
Editor
Sobre os 5 Congressos CIHEL na «véspera» do 6.º – Infohabitar # 996
1. Pequena introdução sobre o papel da Infohabitar no apoio ao CIHEL
Tal como
se registou no editorial a Infohabitar sempre foi o veículo privilegiado para a
divulgação do CIHEL - Congresso
Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – desde a sua primeira edição,
apresentando-o nos seus diversos aspetos organizativos e acompanhando a par e
passo toda a sua preparação, ao longo de cerca de um ano, assegurando,
assim, e numa base semanal uma adequada informação a todos aqueles interessados
em participar nas atividades ligadas ao Congresso, desde o seu
lançamento geral, à apresentação do seu tema principal e subtemas, até à
adequada divulgação do processo de submissão de comunicações e, finalmente, do
próprio processo de inscrição; condição esta que será assegurada,
novamente, na próxima preparação do 6.º CIHEL e agora de um modo reforçado pois
os números de acesso diário à nossa Infohabitar têm sido excelentes,
ultrapassando frequentemente as 1000
consultas e mesmo por vezes as 2000 consultas diárias.
Num dos
últimos artigos apresentámos, aqui, as listagens de temas que têm sido
desenvolvidos e divulgado.
2. Sobre os cinco CIHEL já realizados
A pequena história
dos cinco CIHEL já realizados
Há cerca
de dezanove anos, em 2007/2008, quando começámos a pensar no CIHEL
- Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono
– considerou-se que seria complexo falar, em português, das matérias de um
habitar que no mundo da lusofonia tem inúmeras realidades específicas, mas já
por cinco vezes, nos congressos já realizados, se concluiu que, muito mais do
que possível, é extremamente útil e muito estimulante fazê-lo, quer porque a
reflexão sobre o habitat humano que podemos realizar em português,
a quinta língua mais falada no mundo, é extremamente rica e
útil, quer porque as questões associadas à diferenciação das problemáticas e
meios disponíveis, é real entre os diversos países da lusofonia, mas é real,
também, dentro de cada um desses países, seja nos países com grande dimensão e
diversidade regional, seja em países pequenos, mas caracterizados por zonas,
problemas e meios locais muito distintos.
Fig.1 – Logótipos dos cinco
CIHEL já realizados - E.S. Eduardo Gageiro e Isabel Romana os quatro primeiros
e Puretugal Traditions o quinto congresso.
Salienta-se
como uma das ideias fundadoras do Congresso, a importância de se considerar que
a qualidade e o bem-estar de quem "habita" (da habitação à cidade),
não é servida por um qualquer alojamento mínimo, concretizado, por exemplo, num
apartamento de um edifício sem qualidade arquitectónica e situado numa zona sem
espaços públicos e afastada da vida urbana; isto porque o "bem
habitar" uma “boa cidade”, depende de aspetos quantitativos e
qualitativos, vive-se tanto no espaço doméstico, como na vizinhança, no espaço
público, na cidade e no próprio território onde esta se insere, uma reflexão
importante quando as carências habitacionais e urbanísticas continuam críticas
no mundo lusófono.
E importa
sempre lembrar os problemas críticos criados: por condições de habitabilidade
do espaço doméstico bem abaixo de quaisquer níveis e condições razoáveis; por
escolhas tipológicas habitacionais sem qualquer sentido e sem continuidade
urbana; pela doentia repetição de projectos-tipo que não servem nem populações
específicas nem locais específicos; pelo esquecimento do papel fundamental de
um exterior residencial agradável; pela opção por soluções construtivas mal
fundamentadas e sem qualidade; e pela ausência de cuidados sociais prévios e de
gestão posterior.
O CIHEL,
Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, começou, portanto, a
ser pensado em meados de 2008, no âmbito das atividades da GHabitar, uma
associação técnica e científica sem fins lucrativos que esteve sempre na base e
no arranque do desenvolvimento dos cinco CIHEL já realizados, de 2010 a 2024.
Nessa altura, em 2008, pensou-se, então, numa realização muito ligada a
Matosinhos,
uma cidade portuguesa com fortes tradições na promoção de habitação de
interesse social com qualidade, no entanto, questões organizativas e dúvidas
sobre a viabilidade teórico-prática desta ideia, acabaram por fazer deslizar a
sua primeira edição para Lisboa no final de 2010.
Salienta-se
que os congressos CIHEL integraram, todos eles, outras iniciativas de relevante
interesse com destaque para workshops de projeto, conferências de
especialistas, fóruns lusófonos, visitas técnicas, exposições, lançamentos de
livros e um concurso de ideias/projetos para estudantes de arquitetura.
Como
principais apoiantes dos cinco primeiros CIHEL destacaram-se, para além das
principais agências e fundações de apoio à investigação e à pesquisa em
Portugal e no Brasil – FCT de Portugal e CAPES, CNPq e FAPESP do Brasil –, e
das respetivas entidades organizadoras – ISCTE-IUL; LNEC e FCT-UNL; FAU-USP,
FAU-Mack e IAU-USP; a Câmara Municipal de Lisboa, a Mack Pesquisa, o CIAUD da
FAUL, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), a Faculdade de
Arquitectura da Universidade do Porto, a Câmara Municipal do Porto e a sua
Domus Social, a Universidade da Beira Interior, a Câmara Municipal do Fundão, a
Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos
Arquitectos e a FENACHE.
Regista-se,
ainda, que foi sempre essencial o envolvimento do Secretariado Permanente do
CIHEL, gradualmente e de modo a cada vez mais intenso, na preparação dos
Congressos, e foi já uma realidade do 3.º ao
5.º Congressos; sendo também importante a ação da Comissão Dinamizadora
Internacional constituída para cada Congresso; e de notar que o referido
Secretariado Permanente do CIHEL vai crescendo, congresso a congresso,
integrando as pessoas que por eles vão sendo mais responsáveis, sendo que,
atualmente, ele integra já 90 membros de boa parte dos Países da Lusofonia e
integrantes de importantes entidades académicas e técnicas desses países.
E houve
tantas pessoas incontornáveis nas diversas comissões e secretariados e no
assegurar das essenciais conferências e intervenções “chave” que marcaram o
início e a conclusão da discussão das temáticas, a coordenação dos congressos e
das muitas iniciativas a eles associadas, a direção dos diversos grupos de
trabalho, e, com o devido destaque, o cuidadoso trabalho no âmbito das
respetivas comissões científicas e de dinamização internacional, do moroso e
extenso trabalho de edição das atas, e da vital continuidade e eficácia de
resposta no âmbito da gestão diária dos muitos assuntos correntes e vitais para
a organização dos congressos, e, designadamente das muitas centenas de
inscrições, submissões de comunicações, textos iniciais a incluir nas atas e
incontornáveis e inúmeras dúvidas sobre os mais diversos aspetos ligados á
participação nos congressos: e a todas estas pessoas, devidamente registadas
nas cinco Atas do CIHEL, em nome do CIHEL o nosso muito obrigado!
Fig.02 – Os cinco livros
de Atas dos cinco CIHEL já realizados
3. Os cinco livros de Atas dos cinco CIHEL já realizados
Numa perspectiva de registo e acumulação de
conhecimentos importa dar o devido destaque à edição de 5 Livros de Atas,
integrando intervenções pessoais e institucionais e conjuntos temáticos de
comunicações técnicas e científicas, tal como é, em seguida, sintetizado:
5.º CIHEL – 125 comunicações
. COELHO,
António Baptista; PINHO, Fernando F. S. (Coordenação Editorial) – 5.º CIHEL
– Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – Livro de
Atas – Fazer Habitação – Lisboa 2 a 4 de Outubro de 2024. Ordem dos
Engenheiros, Ordem dos Arquitectos, Câmara Municipal de Lisboa, LNEC. Setembro
2024, 416 pp. e Livro de Atas em Formato Digital online, ISBN
978-989-8152-27-5.
4.º CIHEL – 176 comunicações
. COELHO,
António Baptista; CAMPOS, Inês Daniel de; GALANTE, Rogério (Coordenação
Editorial) – 4.º CIHEL – Congresso Internacional da Habitação no Espaço
Lusófono – Livro de Atas – A Cidade Habitada. Câmara Municipal do Porto e
Universidade da Beira Interior, CIARCHE-UBI, Fevereiro 2017, 306 pp. e CD com
texto integral de todas as intervenções ao Congresso, ISBN 978-989-654-363-1,
Depósito Legal 422021/17.
3.º CIHEL – 100 comunicações
. OTTAVIANO,
Camila D’; ANTONUCCI, Denise; SHIMBO, Lúcia (orgs) – Anais 3.º
CIHEL. Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – Habitação:
Urbanismo, Cultura e Ecologia dos Lugares. FAU USP, FAU-Mack e
IAU-USP, São Paulo, 2015, Livro de Atas em Formato Digital online 2031
pp., ISBN: 978-85-8089-057-0.
. OTTAVIANO, Camila D’;
ANTONUCCI, Denise; SHIMBO, Lúcia (orgs) –Caderno de Resumos 3.º CIHEL. Congresso Internacional da Habitação no
Espaço Lusófono – Habitação: Urbanismo, Cultura e Ecologia dos Lugares. FAU USP, FAU-Mack e IAU-USP, São
Paulo, 2015, 178 pp., ISBN: 978-85-8089-055-6.
2.º CIHEL – 140 comunicações
. COELHO,
António Baptista; COELHO, Pedro Baptista (coord. e org.) - Livro de
Atas 2.º CIHEL 1.º CCRSEEL 2013 - 2.º Congresso Internacional da Habitação no
Espaço Lusófono e 1.º Congresso Construção e Reabilitação Sustentável de
Edifícios no Espaço Lusófono - Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento,
Lisboa, LNEC, Março 2013, 374 pp. e CD com texto integral de todas as
intervenções ao Congresso, ISBN 978-972-49-2251-5.
1.º CIHEL – 60 comunicações
. MADEIRA,
Teresa e RATO, Vasco (coord. Edit.); CABRITA, António Reis, COELHO, António
Baptista Coelho e PINTO, Paulo Tormenta (coord. Cient.) - Atas 1.º
CIHEL, 2010 - 1.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço
Lusófono – Desenho e realização de bairros para populações com baixos
rendimentos, Edições Argumentum, Lisboa, 2010, 160 ppp. e CD com texto
de intervenções ao Congresso ISBN 9789728479725.
Estes
livros de atas integram – em papel, em CD e na WWW – um total de 601
comunicações - resumos e textos completos em CD (1.º, 2.º e 4.º CIHEL) e
na WWW (3.º e 5.º CIHEL) -, que foram
cuidadosamente estruturadas em sequências de temas com expressiva identidade
(linhas temáticas), o que permitirá o eventual e sempre ponderado e
adequadamente regrado desenvolvimento editorial deste riquíssimo quadro
temático, técnico e científico de ccinco congressos internacionais lusófonos
sobre o habitat humano até agora realizados.
4. Pequena síntese: CIHEL a CIHEL
5.º CIHEL – Lisboa, 2 a 4 de outubro de 2024
O 5.º CIHEL FOI organizado pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Ordem dos Arquitectos, e, respetivamente, por responsáveis dos seus Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Civil da OE e Secção Regional LVT da OA, contou, também, com a participação na organização por parte da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), teve, ainda, o apoio institucional da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e do Conselho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP), o apoio estratégico do “Turismo de Lisboa”, e, naturalmente, o apoio promocional e organizativo do GHabitar, da Infohabitar e do Secretariado Permanente do CIHEL, mais um conjunto de apoios específicos de outras entidades que foram referidas no site do congresso e nas suas Atas.
Fig.03 – visita técnica ao Bairro Cooperativo do
Vale Formoso de Cima, em Lisboa, com a FENACHE
Sendo hoje em dia bem evidente a
falta de habitação acessível, assim como é evidente a falta de habitação com
uma qualidade capaz de ajudar a alavancar a qualidade de vida das famílias e
das pessoas individualmente, matéria onde se evidencia, também, as necessidades
hoje em dia ligadas a um conjunto de novas exigências decorrentes de novos
tipos de agregados familiares, de diferentes formas de habitar e de uma
verdadeira revolução grisalha, associada ao número crescente de pessoas idosas
e a viverem sozinhas: daqui decorreu o tema geral do 5.º CIHEL, “FAZER
HABITAÇÃO.
Tema este que foi estruturado em
quatro subtemas: Políticas, Programas e Medidas Habitacionais – da urgência da
oferta à qualidade global; Novos Modos de Habitar e Habitação de Interesse
Social – da conceção aos casos de referência; Construção, Reabilitação e
Manutenção Habitacional – da investigação às novas práticas; Promoção,
Qualidade Habitacional e Sustentabilidade – das análises de satisfação aos
novos desafios.
Fig.04 – o 5.º CIHEL no LNEC
O 5.ºCIHEL foi iniciado no Campus
LNEC no início da tarde do dia 2 de outubro de 2024, e de seguida, após inscrições de “última hora”, os congressistas seguiram
em autocarros para as seguintes três Visitas Técnicas: Visita ao Bairro
Cooperativo do Vale Formoso de Cima; Visita a dois edifícios de promoção
municipal da Câmara Municipal de Lisboa (CML; Visita a uma operação
de reabilitação e promoção habitacional de interesse social da CML.
No final da tarde do dia 2 de
outubro de 24 decorreu a Sessão de Abertura do 5.º CIHEL na Sede Nacional da
Ordem dos Engenheiros (OE), com intervenções de diversas personalidades ligadas
ao Congresso e integrando uma Conferência do Prof. Eng.º Humberto Varum.
Dias 3 e 4 de outubro de 2024 o
5.º CIHEL foi realizado no Centro de Congressos integrado no Campus do LNEC, com apresentação e discussão das comunicações entregues nos quatro subtemas
referidos e com adequados intervalos para convívio, discussão e consulta dos
livros e documentos disponíveis na Feira do Livro organizada no mesmo local.
No princípio da noite de 3 de
outubro foi realizado o jantar oficial do 5.º CIHEL no Restaurante da Ordem dos
Engenheiros. Na manhã do dia 4 de outubro
decorreu a habitual reunião informal dos membros do Secretariado Permanente
do CIHEL participantes no presente congresso.
No final da tarde de 4 de outubro
decorreu no principal Auditório do LNEC a Sessão de Encerramento deste 5.º
CIHEL, com diversas intervenções de personalidades e representantes de
entidades a ele ligadas.
Fig.05 – o 5.º CIHEL no LNEC
Números gerais do 5.º CIHEL: mais
de 350 participantes, cerca de 170 resumos com propostas de comunicações
entregues; 125 comunicações completas e aceites entregues e editadas nas Atas;
duas conferências (sessões de abertura e encerramento), uma exposição e uma
Feira do Livro Técnica, visitas técnicas.
Foi editado um Livro de Atas em
papel e com formato digital incluindo versões completas das comunicações.
Fig.: logótipo do 4.º CIHEL (Semana CIHEL2017)
4.º CIHEL – Porto, Covilhã e Fundão, 5 a 10 de março de 2017 (Semana CIHEL, visitas e 1.as Conferências CIHEL, seguidas de visitas e Congresso, concluindo com visitas suplementares)
O 4ª CIHEL integrou o 4º CIHEL - Prémio
Universidades, para trabalhos de projecto realizados no âmbito académico
subordinados ao tema “A Cidade Habitada” - regeneração das cidades tendo como
base as problemáticas da habitação e do habitar.
Fig.06 –
4.º CIHEL, visitas técnicas no Porto
A Semana CIHEL2017 foi iniciada no domingo (5
de março), no Porto, com visitas técnicas a conjuntos de habitação de interesse
social de iniciativa municipal e cooperativa. A Semana CIHEL2017
prolongou-se, depois, na segunda-feira (6 de março), com as 1.as Conferências
CIHEL. Seguiu-se, na terça-feira, a viagem Porto - Covilhã, com uma
paragem para receção na Câmara Municipal de Viseu e visita acompanhada
ao Centro Histórico de Viseu.
Fig.07 – 4.º CIHEL, Porto, 1.as Conferências CIHEL na Biblioteca Almeida Garrett
Seguiu-se o 4.º CIHEL na quarta e quinta feiras
na UBI. Finalmente, na sexta-feira (dia 10 de março), no Fundão, com
apoio da sua Câmara Municipal, realizámos visitas às Aldeias Históricas de
Portugal e às Aldeias do Xisto. Faz-se, ainda, uma referência especial à
excelente “linha gráfica” da Semana CIHEL2027, assegurada pelo Atelier de um
dos membros fundadores do GHabitar.
Fig.08 –
4.º CIHEL na UBI – Universidade da Beira Interior
Fig.09 –
4.º CIHEL, visitas às Aldeias Históricas de Portugal e às Aldeias do Xisto
Números das 1.as Conferências CIHEL (Semana
Cihel 2017): cerca de 200 participantes, 14 intervenções no âmbito de sessões
temáticas, 2 conferências, visitas técnicas, feira do livro técnico.
Números do 4.º CIHEL: cerca de 250
participantes, 6 conferências no âmbito de duas Mesas Redondas com
moderação, 176 comunicações, visitas técnicas, 2 exposições, feira do
livro técnico e lançamento de 1 livro.
Foi editado um Livro de Atas com
CD anexo.
Fig.: logótipo do 3.º CIHEL
3.º CIHEL – São Paulo, 8 a 11 de setembro de 2015 (visitas e congresso)
3.º
CIHEL 2015 – FAU-USP, FAU-UPMackenzie, IAU/USP e GHabitar – setembro, São
Paulo, Brasil: (tema geral) Habitação: urbanismo, cultura
e ecologia dos lugares.
Fig.10 – 3.º CIHEL em São Paulo, realizado nas FAU
USP e FAU Mack
O 3.º CIHEL foi
organizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São
Paulo (FAU-USP), pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade
Presbiteriana Mackenkie (FAU-Mack) e pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de São Paulo (IAU-USP), em São Paulo (Brasil), e com apoio do
GHabitar e do Secretariado Permanente do CIHEL em setembro de 2015, e
proporcionou o aprofundamento do tema
geral “habitação: urbanismo, cultura e ecologia dos lugares”.
Este tema geral foi estruturado e
aprofundado em comunicações distribuídas por cinco matérias específicas:
programas e políticas públicas em habitação; projetos habitacionais;
informalidade e precariedade do habitat; tecnologia e custos no habitat; e habitat,
paisagem e ambiente.
Fig.11 – 3.º CIHEL, visitas técnicas
O 3.º CIHEL integrou e com um
inovador Concurso de Trabalhos Finais de Graduação para Habitação de Interesse
Social; iniciativa esta muito interessante e que se pretende vir a replicar em
futuros eventos ligados ao CIHEL.
O 3.º CIHEL contou, também, com
um conjunto de mesas redondas sobre as referidas temáticas, com uma Feira do
Livro Técnico e com um excelente e diversificado conjunto de Visitas Técnicas.
Fig.12 – 3.º CIHEL, visitas técnicas
Números do 3.º CIHEL contou com
cerca de 300 participantes, 12 conferências, 100 comunicações, visitas técnicas
e lançamento de livros.
Foi editado um Livro de
Atas/resumos com acesso à WWW para se obterem os textos completos.
Fig.: logótipo do 2.º CIHEL
2.º CIHEL – Lisboa, 11 a 15 março de 2013 (Semana CIHEL: Workshop seguido de Congresso)
2.º
CIHEL 2013 – LNEC, FC-UNL e GHabitar – março, Lisboa, Portugal (tema
geral) Habitação, cidade, território e desenvolvimento
O 2.º CIHEL foi organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (FCT-UNL), , que assegurou simultaneamente o 1.º Congresso CRSEEL; com apoios de várias entidades com destaque para a CPLP, e, naturalmente, para o GHabitar e o Secretariado Permanente do CIHEL, também em Lisboa (Portugal) em março de 2013 e desenvolveu uma abordagem ampla e multifacetada da temática “habitação, cidade, território e desenvolvimento”.
Fig.13 – 2.º CIHEL, a Feira do Livro Técnico no
Átrio do Centro de Congressos do LNEC
Esta temática foi considerada muito oportuna numa
altura em que se desenvolviam planos para elevados números de habitações e para
a reurbanização de extensas áreas em vários dos países da lusofonia
caraterizados por críticas carências habitacionais e de ordenamento
urbanístico, privilegiando-se uma abordagem do habitat humano que considera as
suas facetas quantitativas, qualitativas, urbanas, territoriais e ambientais, e
o seu papel como meio vital de um desenvolvimento socioeconómico dos respetivos
países, tão dinâmico como associado a caminhos social e culturalmente válidos e
adequados a cada contexto regional e local.
O 2.º CIHEL foi realizado de 11 a 12 de março de
2013 e antecipado por um Wokshop desenvolvido em 11 e 12 de março.
O 2.º CIHEL integrou uma Feira do Livro Técnico,
diversas exposições e Visitas Técnicas.
Fig.14 – 2.º CIHEL, Reunião do Secretariado
Permanente do CIHEL
Números do 2.º CIHEL: cerca de 350 participantes,
16 conferências, 140 comunicações, dois workshops e lançamento de livros.
Foi editado um Livro de Atas com CD anexo.
Fig.: logótipo do 1.º CIHEL
1.º CIHEL – Lisboa, 21 a 23 de setembro de 2010
1.º CIHEL 2010 – ISCTE-IUL e GHabitar – setembro,
Lisboa, Portugal: (tema geral) Qualidade do
habitat residencial para populações com baixos rendimentos e mobilizando
recursos modestos
Ainda é possível aceder a parte
do excelente site do 1.º CIHEL, em boa parte criado por Paulo Tormenta Pinto: https://cihel01.wordpress.com/
O 1.º CIHEL foi
organizado pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), com apoio
da FA-UL, do GHabitar e de outras entidades, em Lisboa (Portugal) em setembro
de 2010, e visou a qualidade do habitat residencial para populações com
baixos rendimentos e mobilizando recursos modestos. Um objectivo ligado que
às pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, que lutam com problemas
de isolamento e escassez de recursos, quer a todas as comunidades urbanas dos
países em desenvolvimento; pois, afinal, as exigências de sustentabilidade
ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de
populações.
Estes desafios têm diversas
vertentes disciplinares, científicas, sociais, políticas, económicas, mas todos
eles visam a concretização de um habitar tão adequado aos cada vez mais
variados modos de vida, como consistente na concretização de vizinhanças e
bairros.
Fig.15 – 1.º CIHEL, no Grande Auditório do ISCTE-IUL
No âmbito do 1.º CIHEL foi criado
o Secretariado Permanente do CIHEL para manter minimamente operacionais os
objetivos do congresso entre-congressos e para apoiar na respetiva organização.
O 1.º CIHEL integrou uma
interessante exposição sobre uma proposta habitacional para Angola.
Números do 1.º CIHEL: cerca de
200 participantes, 5 conferências e 60 comunicações, mais um workshop de
projeto, que antecedeu o Congresso.
Foi editado um Livro de Atas com
CD anexo.
5. Breves notas sobre o presente e o futuro do CIHEL
Julgo que o futuro do CIHEL para
em primeiro lugar pela continuidade dos seus objetivos conceptuais e do que penso
ser as suas boas e simples práticas, já longamente experimentadas e designadamente
pelo aprofundar de abordagens que reforcem a vital aliança entre os aspetos
mais técnicos, os mais académicos, mas abertos à prática e os aspetos sociais e
de fundamental satisfação de quem habita, e com uma especial e natural atenção a
quem precisa de habitação oficialmente apoiada; penso também que as matérias da
cidade dita informal e tantas vezes bastante caótica deverão merecer atenção
redobrada e que as matérias de uma multidisciplinaridade na reflexão prática
mas bem fundamentada sobre o habitar deverão ser prosseguidos e aprofundados,
mas simultaneamente a um “paralelo” aprofundamento teórico-prático das áreas da
Arquitectura Urbana e Habitacional.
Em termos mais ligados à
organização do CIHEL julgo que a importância tanto do GHabitar e seus
fundadores e renovadores, como do Secretariado Permanente deverão ser
reforçadas e que a realização do Congresso, na sua presença mais formal, como
em termos de eventos CIHEL mais práticos de organizar, como as Conferências,
deverão ser dinamizados em vários Países da Lusofonia e partindo em grande
parte de colegas desses países.
Fig.16 – As Atas dos primeiros cinco congressos CIHEL,
A estrutura organizativa do CIHEL
deverá ser melhorada e objeto de
uma adequada reflexão e decisão, considerando-se que:
(i) importará tentar garantir um
apoio institucional incrementado que permita assegurar aspetos importantes nas
edições havidas, como é o caso de um período mais amplo de encontro e troca de
experiências (ex., a “Semana do 4.º CIHEL” que decorreu em duas cidades);
(ii) um tal apoio institucional
aprofundado poderá garantir ao CIHEL uma maior resiliência futura que,
ganhando-se talvez uma melhor estruturação organizativa e potencial de
divulgação global na sociedade;
(iii) estes aspetos têm também a
ver com uma adequada dimensão mediática que o CIHEL tem de ganhar, também para
cumprir boa parte dos seus objetivos em termos de utilidade social;
(iv) o já referido papel do
Secretariado Permanente do CIHEL – atualmente com perto de 100 membros – deve
ser claramente desenvolvido, seja no apontamento de ideias de futuro, seja
mesmo na respetiva concretização, visando-se, por exemplo, iniciativas
nacionais e regionais apoiadas pelo CIHEL em geral, mas desenvolvidas com clara
autonomia por membros locais do CIHEL e do respetivo Secretariado, mas também
outras iniciativas que tirem partido das atuais tecnologias de comunicação
através da WWW, como webinars e outros tipo de reuniões à
distância (mas para tal há que ter uma estrutura mais profissional ainda que
mínima, naturalmente).
Importa manter o CIHEL nos seus
aspetos de independência e autonomia organizativa, de cada edição do Congresso,
e desejavelmente numa perspetiva de equilíbrio financeiro de cada uma das
edições, condição esta que se tem procurado assegurar desde o 1.º CIHEL; julga-se muito importante
harmonizar uma estrutura organizativa melhorada com a manutenção do atual
perfil de iniciativa claramente ao serviço do desenvolvimento do melhor
conhecimento e das melhores soluções de habitar e sem fins lucrativos; e
importa aprofundar a participação do renovado GHabitar na estruturação e
condução de próximas edições do Congresso e atividades a ele ligadas.
Bibliografia (linkada):
COELHO, António Baptista – Infohabitar,
Ano XIV, n.º 645, sexta-feira, junho 08, 2018, “Sobre
os quatro Congressos CIHEL de 2010 a 2017 – Congresso
Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – e sobre o futuro
do CIHEL”,
(16 pp., 23 figg.).
COELHO, António
Baptista – Breves
reflexões finais sobre o 5.º CIHEL/Fazer Habitação – Infohabitar # 916, quarta-feira, outubro 16, 2024. (11 p., 19
fig.)
Notas editoriais gerais:
(i)
Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a
caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de
edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões
expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais
dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da
exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii)
No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a
utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por
exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva
responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as
respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.
(iii)
Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da
Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa
de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a
tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo
GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à
respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas
e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do
teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou
negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi
recebido na edição.
(iv)
Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo,
incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu
corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade
arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.
Sobre os 5 Congressos CIHEL na «véspera» do 6.º – Infohabitar # 996
Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente
Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais
de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar,
existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80
pg), usar o link seguinte:
https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing
Infohabitar, ano XXII, n.º 996
Edição:
quarta-feira 23 de Setembro de 2026
Editor:
António Baptista Coelho
Liceu
Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de
Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da
Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura
e Urbanismo pelo LNEC.
Os
aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição
foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a
constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana
Baptista Coelho.
Revista
do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade
Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de
Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).













Sem comentários :
Enviar um comentário