domingo, dezembro 09, 2012

419 - Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono (artigo Infohabitar); novidades do 2.º CIHEL - Infohabitar 419

Infohabitar, Ano VIII, n.º 419



Sobre o 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono

Tema: "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html

Nota ao leitor: um pouco mais abaixo, no Artigo n.º 418, encontrará um texto ilustrado e desenvolvido sobre a temática do Congresso e as condições do Centro de Congressos do LNEC

Tema e objectivo principal: O 2.º CIHEL irá tratar a temática da “Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento”, e visar a fundação de um fórum socio-técnico de caráter transnacional falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na referida grande área temática.

Conclui-se esta breve síntese salientando que são agora importantes todos os apoios organizativos ao 2.º CIHEL cujas modalidades poderão ser consideradas em pormenor, como, por exemplo, inscrições no congresso, documentação e divulgação associada ao congresso e participação na referida exposição - aspetos estes facilmente tratados através da inscrição no Congresso, facilmente realizada no site - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html - ou através de um contato com a respetiva organização, em organizacao2cihel@lnec.pt.

Como importantes novidades a salientar há que fazer uma referência especial para o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ao Congresso, que será presidido pelo respetivo Secretário Executivo.

O Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) também já integrou o 2.º CIHEL e haverá, em breve, notícias relativas a novas e importantes parcerias na área da construção, da sustentabilidade ambiental e da tecnologia, desenvolvidas com entidades académicas.

Salienta-se ainda que a Ordem dos Arquitectos (OA), no âmbito do seu Conselho Regional de Admissão Sul, decidiu que a participação no 2.º CIHEL e no seu Workshop prévio contarão para a formação obrigatória em temáticas opcionais dos estágios de ingresso na O.A. e com um nº significativo de créditos (8 créditos); esta última matéria será em breve objeto de maior divulgação no Infohabitar e no site do Congresso, mas sublinha-se que as respetivas condições de inscrição (175 € incluindo IVA) são idênticas e pouco superiores às já existentes para as inscrições de estudantes no Congresso.

Já na semana que vem termos mais novidades e iremos iniciar uma maior divulgação das temáticas previstas e já entregues para apresentação no Congresso; deram já entrada mais de 120 comunicações completas.

Artigo Infohabitar semanal

Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono

António Baptista Coelho


Fig. 1

“É fundamental, para fazer mexer a cidade, que nos instrumentos de planificação e de planeamento estratégico quer de escala menor, se inclua a noção de paisagem, que é cada vez mais importante... o arquitecto deveria ter na sua formação esta percepção, porque a paisagem é cada vez mais uma questão de arquitectura e uma questão de cidade. A noção de paisagem urbana é fundamental.”
Gonçalo Byrne (2004) (1)

Após esta citação que conclui com um treferência à paisagem urbana, e considerando-a numa perspectiva acertadamente ampla, associam-se neste artigo alguns textos retirados do estudo intitulado "Habitação Humanizada", editado pela Livraria do LNEC em 2007/2008, que acompanham um conjunto de imagens recolhidas num final de Outono em Olivais Norte e no jardim da Alameda Central da Encarnação em Lisboa.

Fig. 2

A ideia deste artigo é salientar a importância da paisagem natural no espaço urbano e designadamente o espetáculo sempre mutante e sempre diverso e estimulante das estações, do seu próprio reflexo na natureza e do próprio tempo atmosférico como elementos que são, sempre, de grande atratividade, designadamente, quando se desenvolve uma verdadeira “arte do lugar”; e a arte do lugar ganha-se em Arquitecturas de bons autores, concretizadas por exemplo, em pequenas ruas, troços de rua e em edifícios com uma arquitectura sólida, sóbria, radicada e atraente, como as imagens ilustram, ao percorrerem, num final de Outono e, vboa parte delas, numa manhã de nevoeiro, algumas das tervenções bem desenhadas de exteriores e de edifícios (de habitação de interesse social) em Olivais Norte/Encarnação, Lisboa (realizados cerca de 1960).


Fig. 3

Salienta-se, assim, direta e indiretamente, o interesse de uma perspectiva de intervenção urbanística ecológica e humana ampla, que considere e articule a actual grande importância que tem – e deve recuperar – o lugar, como sítio “único”, com identidade específica, e a também actual grande importância da protecção e do protagonismo da natureza e do verde urbano. Matérias que, provavelmente, nunca tiveram a oportunidade que hoje têm neste século das cidades e das megacidades.
Estas matérias devem, naturalmente, muito a Christian Norberg-Schulz, e por isso se lembra aqui um dos seus fundamentais conceitos (1968): “No passado os bandidos viviam fora das muralhas, hoje estão dentro. A cidade respira brutalidade e sentimos o desejo de fugir-lhe para encontrar a paz. Por isso procuramos proteger e conservar a natureza;... com o passar do tempo não poderemos fugir mais; o arquitecto moderno deve contribuir para sanar esta situação, criando um novo ordenamento e uma nova e significativa unidade entre a paisagem e a obra do homem.” (2)

Trata-se assim de reconcilar a paisagem e a obra do homem, e a cidade com a paisagem feita pelo homem, objectivo este muito importante para a cidade de hoje e crucial para a grande cidade de hoje e, afinal, tal como disse Maria Celeste Ramos, no âmbito dos trabalhos do Júri do Prémio INH 2006, “a árvore acrescenta beleza e não a tira”, e a beleza e a “frescura” do verde urbano são altamente necessárias na cidade de hoje.


Fig. 4

O arquitecto moderno deve, assim, “contribuir para um novo ordenamento e uma nova e significativa unidade entre a paisagem e a obra do homem”, palavras sábias e antecipadoras de Norberg-Schulz, já em 1968, numa altura em que as novas grande cidades mundiais estavam, ainda, em início de “explosão”, e palavras que se julga poderem ser bem complementadas e reequacionadas, na actualidade e numa perspectiva prática e de capacidade de aplicação, que é a privilegiada neste trabalho, por uma opinião de Sidónio Pardal (2003): “No domínio do desenho urbano tudo depende do mérito do urbanista, da sua capacidade de conceber e projectar os espaços urbanos e também as paisagens agro-silvo-pastoris que constituem um desafio da maior relevância que tem sido desprezado. A educação nestes domínios deve alicerçar-se sobre os padrões de casos exemplares, o conhecimento científico, a erudição das artes e suas obras de referência, a memória histórica e o convívio com a tradição.”(3)


Fig. 5

Sobre o verde urbano importa ter presente que ele ajuda a uniformizar alguns aspectos de uma paisagem comum, concretizando envolventes acolhedoras e representativas da diversidade da natureza e do próprio mundo; e para além deste aspecto suavizador e humanizador o verde urbano também é habitualmente associado ao lazer, situação/solução que é também muito útil na suavização dos múltiplos aspectos menos humanos da sociedade actual.


Fig. 6

Provavelmente a identidade fortíssima que caracteriza cada elemento natural como único (presença marcante de uma natureza rica e sempre diferente e renovada) e, paralelamente, o agradável contraste entre esse elemento natural, ali humanizado, e a racionalidade da edificação citadina (por exemplo: fila de árvores ao longo das ruas, trepadeira sobre muro, vasos de plantas em janelas, etc.), produzem efeitos finais que muito contribuem para dar sentido e carácter aos lugares, verdadeiramente humanizando-os, ao mesmo tempo que se contribui para condições de estímulo e surpresa nos percursos e na paisagem urbana.

E para que não haja dúvidas, sublinha-se que não se está aqui a fazer uma qualquer defesa “cega” do chamado “verde urbano”, mas sim uma defesa, muito forte, de um urbanismo feito considerando a grande importância que tem, realmente, a cidade bem integrada no meio natural e os elementos da natureza bem integrados na cidade, que, desta forma, para além de ganhar em conforto, assim se humaniza e caracteriza.



Fig. 7

E de certa forma e se atentarmos nas imagens que acompanham este texto, a qualidade de uma dada intervenção paisagística proporciona-nos uma intensificação da forma como sentimos a natureza, o que é extremamente interessante para todos e designadamente para pessoas que vivam muito a cidade.

E assim se considera o verde urbano concebido por uma Arquitectura Paisagista bem qualificada uma ferramenta cuja importância em termos de caracterização e de humanização da paisagem urbana continua a ser descurada, ainda que, felizmente, exemplos históricos e alguns, talvez poucos, novos exemplos demonstrem a potência arquitectónica real que pode ter, por exemplo, uma árvore de arruamento, um alinhamento arbóreo, uma composição de árvores e de edifícios, um caminho pedonal que passa quase sob um maciço arbóreo e um muro ou uma fachada cobertos por uma trepadeira.



Fig. 8

Mas atenção, para se fazer isto bem, com respeito pela cultura que é a nossa e pelo sítio em que se actua, é necessário saber fazer arquitectura da edificação e da paisagem de uma forma simples, mas realmente sabedora, sem apêndices inúteis e sem excessos de conteúdo; com uma pormenorização muito rica, mas depurada e cuidadosa; afinal uma boa Arquitectura, tal com a dos edifícios, mas com as suas próprias regras, ferramentas e partes de técnica e de criatividade; uma matéria muito mais séria do que a de fazer simples e até dignos "espaços ajardinados".

E nestas matérias não se pode deixar de apontar, quer a necessidade desse aprofundamento de uma essencial criatividade na paisagem natural feita pelo homem, quer a igual necessidade de sobriedade e de radicação cultural, quer finalmente, a crítica necessidade de uma manutenção posterior dos espaços de jardim, que lhes respeite e desenvolva, cuidadosa e sensivelmente, formas, ambientes e pormenores e que não abastarde e, até, por vezes, destrua, essas mesmas formas e esses mesmos ambientes, tão criativamente criados por vezes há dezenas de anos e tão cuidadosamente desenvolvidos ao longo dessas dezenas de anos; e esta é uma matéria que deveria merecer o cuidado específico de técnicos, cidadãos e autarquias, não se deixando cometer verdadeiras barbaridades em nome de técnicas de jardinagem ditas normais e necessárias, e a culpa não é de quem maneja a radical serra mecânica, mas sim de quem não controla adequadamente estes trabalhadores.



Fig. 9

Apenas como breves notas finais de reflexão sobre o tema da Arquitectura da Paisagem podemos sublinhar: (i) que a arquitectura da paisagem tem uma importância essencial, que é frequente e diversamente referida por projectistas, como ligada ao carácter/identidade dos sítios, e lembremos que Christian Norberg-Schulz defende que a caracterização é a verdadeira matéria da arquitectura; (ii) que a arquitectura da paisagem tem, naturalmente, uma importante perspectiva ecológica, ambiental e paisagística, que é e que será, cada vez mais, verdadeiramente determinante no projecto urbano e residencial; (iii) e por fim podemos ainda sublinhar que a arquitectura da paisagem tem também uma efectiva e variada importância porque proporciona o contacto frequente com a natureza, seja no dia-a-dia, seja em situações potencialmente agrestes que caracterizam a vida urbana actual.

Afinal a paisagem é cada vez mais uma questão de arquitectura e uma questão de cidade.

Notas:

(1) Inês Moreira dos Santos e Rui Barreiros Duarte (entrevistadores), “Estruturas de mudança - entrevista com Gonçalo Byrne”, Arquitectura e Vida, n.º 49, 2004, p. 51.
(2) Christian Norberg-Schulz, “A paisagem e a obra do homem”, Arquitectura, n.º 102, 1968, pp.52-58.
(3) Rui Barreiros Duarte (entrevistador), “Por um urbanismo de princípios – entrevista com Sidónio Pardal”, Arquitectura e Vida, n.º 43, 2003, pp.40-47.

Notas editoriais:
(i) A edição dos artigos no âmbito do blogger exige um conjunto de procedimentos que tornam difícil a revisão final editorial designadamente em termos de marcações a bold/negrito e em itálico; pelo que eventuais imperfeições editoriais deste tipo são, por regra, da responsabilidade da edição do Infohabitar, pois, designadamente, no caso de artigos longos uma edição mais perfeita exigiria um esforço editorial difícil de garantir considerando o ritmo semanal de edição do Infohabitar.
(ii) Por razões idênticas às que acabaram de ser referidas certas simbologias e certos pormenores editoriais têm de ser simplificados e/ou passados a texto corrido para edição no blogger.
(iii) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.

Infohabitar a Revista do Grupo Habitar


Infohabitar, Ano VIII, n.º 419

Arquitectura da paisagem e imagens do final de Outono (artigo Infohabitar); novidades do 2.º CIHEL

Editor: António Baptista Coelho

Edição de José Baptista Coelho

Lisboa, Encarnação - Olivais Norte







domingo, dezembro 02, 2012

418 - 2.º CIHEL - "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - Infohabitar 418

Infohabitar, Ano VIII, n.º 418


2.º CIHEL - 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, sobre a ampla temática da "Habitação, Cidade, Território e do Desenvolvimento, no âmbito da lusofonia , organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil - LNEC -, em Lisboa, de 13 a 15 de março de 2013: em 12 e 13 de março será realizado um workshop sobre o mesmo tema.
 


Enriquecendo-se o leque temático e a dinâmica organizativa deste evento, a ele se associou o 1.º Congresso CRSEEL - Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono, promovido pelo Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

 







Tema e objectivo principal:
O 2.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono 2:º CIHEL, irá tratar a temática da “Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento”, e visar a fundação de um fórum socio-técnico de caráter transnacional falado em português, dirigido para a construção de laços fortes e duráveis de cooperação técnica e económica na referida grande área temática.

Organização geral:

Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), com o apoio de outras entidades,






Localização:O 2.º CIHEL será realizado no Centro de Congressos do LNEC, na Av.ª do Brasil, em Lisboa, estando mobilizado todo este Centro, com dois grandes auditórios e mais cinco outros de diferentes dimensões, para além de um amplo átrio de exposições.

O Campus do LNEC está estrategicamente colocado à entrada de Lisboa, próximo do aeroporto e possui excelentes conidições de estacionamento e acessibilidade em Transportes Públicos.






 
Apoios institucionais:


O 2.º CIHEL tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e é presidido pelo Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade que apoia o Congresso.

Em termos de apoios oficiais há, desde já, a realçar, entre outras entidades constantes do site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html: em Portugal, os patrocínios institucionais do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, da Câmara Municipal de Lisboa , da AICEP Portugal Global, do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, do CIAUD, do ISCTE-IUL, da FCT, da Universidade Nova de Lisboa, da Ordem dos Arquitectos e do Instituto do Território (IT); em Angola, o Ministério da Construção, o Ministério do Urbanismo e da Habitação e o Laboratório de Engenharia de Angola; no Brasil, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; conta-se, ainda, com o apoio ativo do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) e estão muito avançados outros contatos, designadamente, com diversas entidades em Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Guiné Bissau.









Outros apoios:Para a melhor concretização do 2.º CIHEL em termos da sua importância como fórum sociotécnico, é importante a adesão de empresas e instituições que podem apoiar das mais diversas formas: desde o apoio directo, à presença na exposição prevista, e à inscrição de congressistas, forma esta de apoio que se considera essencial.



Fig.: o grande auditório do LNEC



Programa geral previsto:
Para além do Congresso serão realizadas, também na mesma semana de março de 2013 e no Centro de Congressos do LNEC:

(i) uma 1.ª reunião AICEP/CECP/CIHEL, tendo por base um grupo de empresários lusófonos (inscrições por convite); para esta fase dos trabalhos – que inclui visitas a entidades várias e recepções - foram já estabelecidos contactos com a AICEP (que está a estruturar o evento), a CECP e a CPLP. Trata-se de um evento a realizar em dia e meio.


(ii) o 1.º Workshop CIHEL, apoiado pela AICEP e pela SECP (inscrições abertas em conjunto com o Congresso); trata-se de um evento que ocupa um dia (tarde de dia 12 e manhã de dia 13).


(iii) uma Exposição de entidades e empresas associadas às temáticas do Congresso e a realizações em curso no mundo da lusofonia, patente em pequenos stands montados no átrio do Centro de Congressos.


Também no átrio do LNEC mas em espaços diferenciados poderá haver algumas exposições temáticas; a título de exemplo e ainda não confirmada refere-se a Exposição do Património Lusófono de Origem Portuguesa do Sec.XX, que esteve em Tóquio.


As exposições estarão ativas toda a semana, de terça-feira a sexta-feira.


(iv) a inauguração no início do Congresso, após a sua abertura oficial, de um portal informático, desenvolvido pelo LNEC e pelo IT, para concentração e sistematização de contatos, entidades e procedimentos ligados à habitação, à cidade, ao território e ao desenvolvimento no mundo lusófono; ouras entidades já foram contactadas para aderirem à constituição do Portal.


(v) o próprio Congresso que contará;


. com as respectivas intervenções institucionais a abrir e a fechar (a definir com a intervenção activa da CPLP e de outros apoiantes); desejando-se que possa ser aberto pelas principais entidades que apoiam o Congresso.


. havendo depois lugar a cerca de 120 a 150 comunicações em sessões simultâneas; em 29 de Novembro de 2012 contava-se já com 121 textos/trabalhos completos já entregues;


. 6 a 9 conferências, ainda em fase de convite e em breve a divulgar.


(vi) Finalmente no sábado seguinte, dia 16 de março, haverá, provavelmente, a possibilidade de se realizarem visitas técnicas em Lisboa de manhã e é também provável que o Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) promova um seminário técnico sobre uma área temática a definir.


Faz-se notar que as inscrições para participação no Congresso estão abertas, sendo possíveis com um custo especial até 15 de janeiro de 2013 - boletim de inscrição disponível no site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html





Fig.: o conjunto de auditórios e de outros espaços do Centro de Congressos do LNEC


Fig.: imagem dos trabalhos do 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010

Conteúdo tecnico-científico: temas em discussão


As cerca de 150 comunicações (com mais de 10 pp. cada) que serão provavelmente entregues distribuem-se pelos seguintes oito (8) temas a discutir de forma equilibrada proporcionando interessantes sessões temáticas:


a) Programas e políticas urbanas e habitacionais


b) Cidade habitada, território e ambiente


c) Da urbanidade no espaço público à cidade informal


d) O habitar nas comunidades rurais


e) Da habitação de interesse social à diversificação tipológica


f) Integrar a reabilitação urbana e habitacional


g) Sistemas, processos, tecnologias e materiais de construção


h) Práticas de investigação e intervenção urbana e habitacional







Fig.: o arquitecto João Filguieras Lima - Lelé - no 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010



No pós-congresso várias iniciativas poderão ser desenvolvidas e estão já previstas:

. Uma ação continuada do secretariado permamente do CIHEL, proporcionando que os temas sejam tratados de forma prática e em continuidade entre congressos e designadamente no ano que medeia entre os congressos.


. A edição de várias publicações - "Cadernos Edifícios" - temáticas por parte do LNEC, apurando-se matérias interessantes e oportunas, entre aquelas apresentadas no 2.º CIHEL; a dimensão destes livros corresponde a 10 a 15 comunicações e prevê-se portanto a possibilidade de haver a edição de dois ou três cadernos, que, depois, poderão ser devidamente lançados no âmbito de acções específicas.



O objetivo é a constituição de um fórum sociotécnico dinâmico e com afirmada continuidade temporal, que possa ter uma utilidade clara e crescente nas referidas áreas temáticas no mundo da lusofonia, visando-se a dinamização de um processo que assegure, numa base de realizações itinerantes, os próximos Congressos e atividades intercalares com forte caráter prático e utilidade socioeconómica.



Fig.: imagem dos trabalhos do 1.º CIHEL, no ISCTE-IUL, em 2010



Conclui-se esta síntese salientando-se que são agora importantes todos os apoios organizativos ao 2.º CIHEL cujas modalidades poderão ser consideradas em pormenor, como, por exemplo, inscrições no congresso, documentação e divulgação associada ao congresso e participação na referida exposição - aspetos estes facilmente tratados através da inscrição no Congresso, facilmente realizda no site do Congresso - http://2cihel.lnec.pt/2cihel.html - ou através de um contato com a respetiva organização, em organizacao2cihel@lnec.pt.

E é também agora estratégica a divulgação do Congresso, proporcionando-se uma adequada e evidenciada visibilidade a esta iniciativa, e visando-se a sua concretização e utilidade como um importante fórum sociotécnico.


Agradecem-se, portanto e desde já, todos os apoios em termos de divulgação, inscrição no 2.º CIHEL e apoios organizativos.


                                                As Comissões responsáveis pela organização do 2.º CIHEL



Fig.: o logotipo do 2.º CIHEL foi concretizado foi realizado, tal como no caso do 1.º CIHEL, no âmbito das atividades do Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico da Escola Secundária de Sacavém – uma ES que integra, habitualmente, muitos alunos ligados a vários países da lusofonia.




Infohabitar a Revista do Grupo Habitar


Infohabitar, Ano VIII, n.º 418


"Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013


Editor: António Baptista Coelho


Edição de José Baptista Coelho


Lisboa, Encarnação - Olivais Norte




sábado, novembro 24, 2012

417 - RUAS VIVAS: ELEMENTOS QUE FAZEM A CIDADE - Infohabitar 417

Infohabitar, Ano VIII, n.º 417



Muito provavelmente a edição da semana que vem do Infohabitar será reservada a novidades relativas à evolução da preparação do 2.º CIHEL, cujas comunicações têm chegado a bom ritmo, e a novos e importantes apoios a este Congresso. Já há dias que ultrapassámos as 100 comunicações completas entregues e está na altura de se pensar nos convites para as palestras, que irão marcar o final da tarde do Congresso.

A Comissão Organizadora do 2.º CIHEL



RUAS VIVAS: ELEMENTOS QUE FAZEM A CIDADE
Artigo XXVI da Série habitar e viver melhor
António Baptista Coelho

Disse Jaime Lerner, arquitecto que foi prefeito de Curitiba, uma grande cidade do sul do Brasil onde dinamizou um leque amplo de medidas de re-humanização e de sustentabilidade urbana e ambiental (1), que “até agora não se inventou nada melhor do que uma rua tradicional, que é a síntese de uma cidade onde todas as funções estão juntas: moradia, trabalho, lazer...”


Jaime Lerner fala-nos da cidade habitada, da cidade física que acumula, numa simples rua tradicional, aspectos tão valiosos como a síntese de funções e actividades que se aponta em seguida: a habitação diversificada; um leque de postos de trabalho; uma grande variedade de possibilidades de lazer, desde por exemplo o passear nos passeios (flanar), ao estar numa esplanada a cavaquear, ao jantar num restaurante, ali, mesmo sobre o passeio, ao ir ver um filme num cinema/estúdio; o ensino e a formação numa escola ou colégio integrados na continuidade da rua, como costumava ser; o comércio diário e ocasional, desenvolvido, também, numa verdadeira perspectiva convivial; a cultura ali, logo, seja numa pequena galeria de arte, seja na banca de uma livraria “de bairro”; a facilidade de uma consulta médica também num andar da mesma rua; e poderemos continuar a desfiar estas contas de uma rua citadina bem habitada e verdadeiramente convivial, pois é nestas ruas que passa o principal fluxo de sangue arterial de uma cidade viva e que vale a pena.


Nada desta mistura rica de actividades, ambientes e pessoas, perdeu alguma viabilidade ou algum sentido nesta nossa nova época de megacidades e de economia globalizada e pontuada por grandes áreas de serviços automobilizadas. E quem tenha alguma dúvida sobre esta realidade bastará viver um pouco uma daquelas ruas bem vivas de um daqueles bairros bem vivos, que, felizmente, ainda marcam as nossas cidades, para interiorizar a importância que tem e que terá este fazer cidade com ruas vivas.


E só desta forma, com ruas assim, vivas e estimulantes, a cidade se poderá cumprir como “refúgio da solidariedade, nossa garantia e salvaguarda”, novamente palavras de Jaime Lerner na mesma entrevista, afinal um papel que assume uma importância renovada e muito especial em tempos de crise.



Fig. 1

Mas fazer cidade humanizada, porque marcada por ruas vivas e solidárias, não é, hoje em dia, um objectivo simples. Todos sabemos disso, porque todos conhecemos muitas ruas, que de ruas quase só têm o nome na placa toponímica, quando a têm. São ruas sem continuidade urbana, sem habitação vitalizadora, sem actividades diversificadas, sem ligações activa à cidade viva e sem uma escala formal e funcional que esteja, verdadeiramente, ao serviço do homem a pé, e de uma comunidade humana local, pelo menos, minimamente solidária e naturalmente convivial.

E é tão grave e, realmente, tão estranho este facto, desta ausência de ruas que sejam amigas do homem e sítios de cidadania, que, começa a haver um número crescente de estudiosos, técnicos e organizações técnicas e científicas (2) que se dedicam à redescoberta da cidade e da rua citadina como sítio que, antes de circuito para automóveis, foi e tem de voltar a ser sítio de homens a pé, sítio de convívio e local de vida urbana positiva. E, desde já se esclarece, que aqui não se está a voltar a seguir a perspectiva, que teve alguns amargos frutos, de uma pedonalização solta da vida urbana, mas sim um privilegiar consistente e vitalizado do uso da cidade pelo homem, servindo-se, funcionalmente, do automóvel e de todos os outros meios, com destaque para os transportes públicos amigos do ambiente, que sejam factores aliados para uma fundamental (re)vitalização urbana.


E nesta matéria parece oportuno citar Nuno Portas (3), quando referiu que: “nem uma cidade de comunidades, hoje, substitui a metrópole, nem a metrópole,... pode passar sem os outros níveis de relação que não são os bairros transformados em equivalentes a aldeias tradicionais... a cidade não é mais igual, não pode ser igual. ... A procura é diversa. A procura cultural é diversificada, não há consenso no modelo para fazer isso. Por isso é que me parece estratégico falar no espaço comum. Tentar encontrar mais depressa o consenso sobre o espaço comum, em vez de ter uma grande preocupação sobre o consenso quanto ao edificado".


Um consenso sobre o espaço comum, que pode ser um consenso sobre os aspectos fundamentais de uma rua viva e solidária, e, já agora, uma rua bem desenhada e estruturada, pois, tal como disse, há muitos anos, Etienne de Gröer: "Avenidas que não conduzem a nada e cuja grande largura não corresponde a nenhuma função são sempre desertos cheios de poeira" (4).


E o mesmo Gröer considerava uma rua enfadonha se durante uma extensão maior do que 500m não houver nenhuma mutação (largura, direcção, altura dos edifícios); e sobretudo se a rua não estiver guarnecida por árvores ou jardins frontais (5); e repare-se na riqueza da paisagem urbana que assim se pode atingir.



Fig. 2

Numa fundamental redescoberta do fazer um espaço público e uma rua com vida, atractividade e qualidade cultural, que é o mínimo que há que fazer, importa ter o máximo cuidado para não laborar em erros, que podem ser críticos, sendo fundamental que, num primeiro nível de exigência, se assegurem as melhores condições de continuidade e vitalidade nos percursos pedonais estruturadores; condições estas que se ligam à dinamização de rirmos de percurso, sugeridos nos pavimentos e nas próprias fachadas urbanas que acompanham esses percursos (6).

Os percursos pedonais têm exigências funcionais bastante rigorosas, quando se deseja obter a sua máxima vitalização (7), e importa favorecer a sua estratégica articulação com os fluxos de veículos, considerando-se fundamental que nas vizinhanças residenciais seja instituída uma predominância do peão, embora tirando-se o máximo partido das funcionalidades ligadas aos veículos, por exemplo através de ruas e pracetas com tráfego "banalizado", portanto, misto (peões e veículos), caracterizadas por uma forte variação das características funcionais dos perfis transversais, nomeadamente, no caso das faixas de circulação de veículos, obrigando-os a frequentes manobras a baixa velocidade, para além de serem desenvolvidas apenas pequenas bolsas de estacionamento, e tudo isto num quadro de prioridade pedonal.


Todas estas condições são verdadeiramente estruturantes na criação de espaços de vizinhança residencial marcados pela agradabilidade nos seus mais diversos aspectos – desde a reduzida presença visual dos veículos ao sossego e naturalmente à segurança pedonal e rodoviária; considerando-se que estas condições serão, consequentemente, geradoras de mais satisfação com o sítio que se habita.


Há, no entanto, que referir que ao subirmos no jogo da cidade para espaços e sítios específicos onde a habitação se caldeia e se agrega, com benefícios mútuos, com outras actividades do habitar a cidade, como lojas e serviços, há que ter muito cuidado com a prioridade ao peão, julgando-se ser preferível que aqui ela se “refugie”, quer em passeios largos, quer numa estrutura “clássica” ortogonal de vias frequentemente marcadas por passadeiras, quer numa relação intensa com um leque o mais possível amplo de transportes públicos. Desta forma se garantirá, simultaneamente, segurança e vitalização pedonal e, consequentemente, teremos os principais ingredientes para as desejadas ruas vivas.


Jane Jacobs abordou várias matérias essenciais para esta desejada harmonização de tráfegos, numa perspectiva de cidade vitalizada (8), destacando-se aqui, apenas, algumas suas afirmações, que não precisam de comentários:. “a separação entre peões e veículos só é possível contando-se com a redução estrondosa do número de veículos nas cidades, de contrário os estacionamentos, as garagens e as vias de acesso à volta das zonas pedonais … seriam medidas de desintegração e não de recuperação urbana” (p.383);

. “a vida atrai a vida, a separação dos pedestres não pode ser capricho (p.388);
. “ocorre pressão (positiva) sobre os automóveis quando se criam condições (de acalmia de tráfego) menos favoráveis para eles... a redução de automóveis tem de ser medida de base, mas ligada ao estímulo do uso do transporte público, e a pressão da cidade sobre o automóvel não pode ser arbitrária nem negativa e tem de ser uma medida gradual e com um amplo tempo de aplicação” (p.404);
. e, finalmente, “(mais do que zonas pedonais) calçadas largas são imprescindíveis… filas duplas de árvores… (p.405).



Notas:


(1) Rui Barreiros Duarte (entrevistador), “Acupunctura urbana – entrevista com Jaime Lerner”, Arquitectura e Vida, n.º 39, 2003, pp. 38 e 43.


(2) Por O Project for Public Spaces é uma organização não lucrativa de apoio técnico que já ultrapassou 30 anos de actividade, que apoia espaços públicos indutores de convívio sustentado e de espírito comunitário. A forma de actuação do PPS implica os moradores e utentes na (re)criação de uma dada visão dos sítios de vida comunitária, numa perspectiva de melhorias faseadas. A actuação do PPS baseia-se nas metodologias desenvolvidas por William White e designadamente numa cuidada e sistemática documentação da vida local, procurando envolver o mais possível os protagonistas locais.


(3) Nuno Portas, in "Colóquio Viver (n)a Cidade", LNEC, ISCTE, Comunicações, p. 9.


(4) Etienne de Groer, "Introdução ao Urbanismo", p. 61.


(5) Etienne de Groer, "Introdução ao Urbanismo", p. 65.


(6) Christian Norberg-Schulz, "Habiter", p. 25.


(7) As exigências fundamentais de caminhos pedonais são as seguintes (M. A. Boyer, in "Espaces Extérieurs Urbains, Rencontres du Centre de Recherche d'Urbanisme", J. P. Muret (Coord.), pp. 171 e 172): distância mais curta entre dois pontos, do que usando veículo particular; tempo de percurso inferior a 10 minutos em zona de actividades densa; continuidade urbana máxima; piso confortável e bem iluminado à noite; marcação de "unidades de percurso", dividindo o caminho em unidades mais curtas, que podem variar entre 50 e 150m, conforme a inclinação seja, respectivamente, forte ou praticamente nula.


(8) Jane Jacobs, “Morte e vida das grandes cidades” , trad. Carlos Mendes Rosa, 2001 (1961).






Notas editoriais:


(i) A edição dos artigos no âmbito do blogger exige um conjunto de procedimentos que tornam difícil a revisão final editorial designadamente em termos de marcações a bold/negrito e em itálico; pelo que eventuais imperfeições editoriais deste tipo são, por regra, da responsabilidade da edição do Infohabitar, pois, designadamente, no caso de artigos longos uma edição mais perfeita exigiria um esforço editorial difícil de garantir considerando o ritmo semanal de edição do Infohabitar.


(ii) Por razões idênticas às que acabaram de ser referidas certas simbologias e certos pormenores editoriais têm de ser simplificados e/ou passados a texto corrido para edição no blogger.


(iii) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.






Infohabitar a Revista do Grupo Habitar


Infohabitar, Ano VIII, n.º 417


Artigo XXVI da Série habitar e viver melhor


Editor: António Baptista Coelho


Edição de José Baptista Coelho


Lisboa, Encarnação - Olivais Norte


sexta-feira, novembro 16, 2012

416 - Em memória do Engº Licínio Cantarino de Carvalho - Infohabitar 416


Infohabitar, Ano VIII, n.º 416

Aos leitores do Infohabitar,
A edição corrente da nossa revista, faz uma pausa nesta semana, devido a uma notícia muito triste para todos aqueles que conheceram o Eng.º Licínio.


Em memória do Engº Licínio Cantarino de Carvalho

Na passada noite de 11 para 12 de novembro de 2012 faleceu o amigo e colega Licínio Cantarino de Carvalho; à sua família enlutada, à sua esposa e aos seus filhos, os colegas do LNEC e do Grupo Habitar e o editor desta revista enviam sentimentos sinceros e afirmam que irão manter a sua memória bem viva.

Licínio Cantarino de Carvalho licenciou-se em engenharia civil e foi investigador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), onde trabalhou durante muitos anos nos domínios da iluminação natural e da radiação solar.

Em 1984 prestou provas públicas para acesso a Investigador Auxiliar, tendo apresentado o trabalho de tese “Cálculo Automático da Iluminação Natural”.

Em 1989 acedeu a Investigador Principal e, alguns anos depois, foi aprovado no concurso de acesso a Investigador Coordenador, onde defendeu o Programa de Investigação com o título “Iluminação Natural e radiação Solar no Projecto da Fenestração”.

É autor de numerosas publicações, participou activamente na preparação do Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE) e desenvolveu atividade de Investigação científica no âmbito de estudos nacionais e europeus.

Foi provavelmente a pessoa que mais fez pelo conhecimento aprofundado da importância fundamental da iluminação natural na concepção dos edifícios, em Portugal, desde há muitos anos, para não dizer desde sempre.

No LNEC marcou pelas suas qualidades de trabalho, pela sua invulgar capacidade científica e, talvez primeiro do que tudo o resto, pela sua fundamental e natural qualidade humana.

Após a sua “vida” no LNEC, iniciou e desenvolveu uma outra “vida” no Instituto de Engenharia da Universidade do Algarve até 2011, ano em que se aposentou; tendo assegurado ainda intensa participação em outras instituições universitárias, bem como atividade de projecto e consultoria privada nos domínios da iluminação natural, térmica e acústica em edifícios.

Mas sempre que podia passava pelo LNEC para saudar os amigos e para estes irem “matando um pouco as saudades.”

Bem hajas Licínio. Estarás sempre vivo na nossa memória,

Os colegas do LNEC e do Grupo Habitar e o editor do Infohabitar