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quarta-feira, agosto 12, 2026

Breves comentários sobre a atividade e os temas da Infohabitar apenas a 10 números da edição n.º 1000 – infohabitar # 990

Breves comentários sobre a atividade e os temas da Infohabitar apenas a 10 números da edição n.º 1000 –  infohabitar # 990

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 990

Edição: quarta-feira 12 de Agosto de 2026

  

(Fig. 01) Apenas globalmente ilustrativa

 

Editorial

Estamos em Agosto, tradicional mês de férias, e tive a tentação de fazer, agora, algumas edições mais “de acompanhamento”, provavelmente com base em ilustrações de diversos tipos e com variados temas, aliás como aqui se fez há alguns anos; mas fico ainda com tal caminho em reserva para daqui a algum tempo, pois achei mais interessante começar a abordar a matéria da proximidade da Edição N.º 1000 da Infohabitar, e ainda mais numa altura onde começamos a prever de forma já mais consolidada a 6.ª Edição do CIHEL, congresso este tradicionalmente muito apoiado e participado pelo Infohabitar – matéria esta do 6.o CIHEL à qual voltaremos de modo específico quando tal for considerado realmente adequado.

E assim a referida proximidade da Edição N.º 1000 da Infohabitar, cuja edição, podemos estimar, acontecerá entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro, considerando aqui uma ou outra semana sem edição específica numerada – o que por vezes acontece como sabem.

Como iremos marcar, adequadamente essa data é assunto que teremos de tratar de modo específico e muito provavelmente com as essenciais opiniões dos amigos e colegas que integram o GHabitar, o GHabitar+ e o Secretariado do CIHEL.

Na edição que hoje é divulgada desenvolvemos, com bastante informalidade, alguns breves comentários sobre a natureza básica que marcou o arranque da Infohabitar, sobre a sua extensa atividade ao longo dos anos e sobre os principais temas abordados, até agora, na nossa revista semanal.

Boa leituras é o que se deseja e naturalmente seria ESSENCIAL poder ter contribuições vossas NESTA MATÉRIA ESPECÍFICA da atividade editorial da Infohabitar e marcação da sua milésima edição, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação E SOBRE O TEMA DO QUE FOI E PODE AINDA VIR A SER A INFOHABITAR.

Com as minhas saudações cordiais e desejos de bom trabalho ou de boas férias, conforme o caso,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Azambuja Casais de Baixo, Casa das Vinte, 12 de Agosto de 2026

 

Breves comentários sobre a atividade os temas da Infohabitar apenas a 10 números da edição n.º 1000 –  infohabitar # 990

Notas de introdução sobre o lançamento da Infohabitar há mais de 20 anos

Há mais de 20 anos, foi editado o primeiro número da Infohabitar com o seguinte pequeno texto:

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Inauguração do INFOHABITAR - Infohabitar 4, 3, 2 e 1 - Infohabitar 4, 3, 2 e 1
Este texto é apenas "uma linha" de início de uma folha informativa e potencial revista semanal, que se deseja com longa e útil vida. Saudações amigas aos companheiros do GH, bem hajam e não poupem os comentários.
Faz-se notar que anteriormente a esta primeira edição foram desenvolvidas três edições experimentais de que aqui se faz o registo/memória.
O editor da Infohabitar
António Baptista Coelho

Assim começou esta nossa pequena aventura com pouco mais de 10 linhas, referindo um início e uma série de 3 edições experimentais (mas numeradas de 1 a 3) – que se fez com o contador de consultas (page views) rigorosa e, confesso, penosamente a “0”zé ; um texto inicial que foi, depois, logo seguido, marcando o nosso ritmo semanal, por um conjunto de primeiros artigos com os seguintes títulos:

- O conjunto de habitações sociais do Monte de São João, no Porto...

- 1º Congresso de Habitação Social

- Preparar a 3ª Assembleia Geral do GH

- Sobre as cidades e os idosos

Temas que permitem avaliar bem a natureza editorial da nossa revista, bem vincada no seu primeiro mês de edição.

 

 


(Fig. 2 ) Cabeçalho atual da Infohabitarrevista semanal – E-zine magazine – sobre o habitat humano ed. quarta feira ligada à GHabitar - Associação Portuguesa Promoção Qualidade Habitacional chega - em pouco mais de 20 anos passámos de "0" visualizações para mais de 2 milhões, como é visível na parte esquerda do cabeçalho e hoje enquanto termino esta edição a contagem estava quase em 2.113.900 visualizações, demonstrando a atual e frequente tendência de termos cerca de 2.000 acessos diários.

 

1. Breve apontamento sobre a natureza da Infohabitar e últimos temas abordados

A Infohabitar é uma revista semanal – E-zine magazine – sobre o habitat humano, editada desde há anos à quarta feira, logo de manhã, ligada à GHabitar - Associação Portuguesa Promoção Qualidade Habitacional e ao CIHEL, Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono - através do seu Secretariado Permanente - tendo, ainda, um “ramo auxiliar” no âmbito da atividade diária do “GHabitar +”, um grupo WhatsApp, já com um significativo número de participantes e onde frequentemente são veiculadas interessantes notícias – raramente divulgadas na nossa comunicação social – e onde já decorreram excelentes discussões temáticas; e até pode ser que um dia possamos aprofundar as ligações entre a Infohabitar e o certos materiais obtidos no GHabitar+, evidentemente sempre com as respetivas autorizações - e quem queira juntar-se a este grupo bastará um contacto, nesse sentido, feuto comigo ou com outro participante no GHabitar+.

Em termos de “linha editorial” a Infohabitar tentou sempre cumpir os objetivos programáticos respeitantes do estatuto do GHabitar APPQH – GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, associação à qual sempre esteve ligada.

E lembram-se os objetivos gerais consignados no Art.º 2 do Estatuto do GHabitar, que na prática são também objetivos gerais e reais da Infohabitar:

a) Estudar e discutir o habitar numa visão ampla, multidisciplinar e integrada e integradora, numa perspetiva teórico-prática que considere uma visão prospetiva fundamentada sobre o que poderá/deverá ser o espaço habitacional, em Portugal, neste novo século, assegurando-se a análise consistente do que já foi estudado e realizado, numa perspetiva que privilegie os casos português, europeu e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

b) Tratar o habitar no respeito pelos seus diversos níveis físicos, da célula/fogo aos bairros na cidade, e pelos aspetos ligados quer à constituição de continuidades urbanas vitalizadas e à integração paisagística e ambiental, quer à qualidade de desenho de arquitectura, quer à qualidade construtiva, considerando durabilidade e equilíbrio de custos, quer à satisfação dos moradores e à preparação dos aspetos de gestão, quer às especificidades da habitação apoiada e a custos controlados.

c) Promover a nível nacional, o progresso e a difusão dos conhecimentos teórico-práticos sobre o habitar, designadamente, através da observação, do estudo e da discussão das realidades e da problemática habitacional, participar no aprofundamento de uma política habitacional adequada, apoiar iniciativas que contribuam para a resolução dos problemas existentes nos domínios da habitação, do urbanismo residencial, do ambiente urbano habitacional e da construção residencial, e colaborar com organismos e associações congéneres e suscitar a participação portuguesa em programas internacionais, no domínio da habitação, com interesse para o País.

No que se refere especificamente à estruturação da Infohabitar, revista semanal – E-zine magazine – sobre o habitat humano, que está, como já salientei, a aproximar-se, do sua edição n.º 1000, e de 22 anos de edições semanais contínuas, asseguradas por mais de 100 autores de artigos, o que se pode desde já avançar é que irei procurar avançar, com o apoio da renovada gestão do GHabitar, na sua melhoria e designadamente no reforço da credibilização científica e técnica deste E-zine magazine semanal, aprofundando os aspetos associados à sua qualificação editorial; mas sem se perder a sua essencial agilidade editorial.

Destacando-se, agora, alguns dos últimos temas mais abordados na Infohabitar, salienta-se que desde 2021 e mesmo já em 2024 houve uma dedicação editorial muito especial às matérias da habitação de interesse social (a conhecida “habitação social”), à sua história portuguesa, ao seu desejável futuro próximo e à importância que nele deve ter a promoção cooperativa de habitação económica ou a custos controlados, isto no sentido de em, relativamente, pouco tempo podermos dispor dos números significativos de habitações ainda em falta e com uma adequada e essencial qualidade vivencial, arquitectónica e de gestão diária/próxima – e neste sentido editaram-se mais de 15 artigos sobre essas temáticas, sendo alguns deles de grande dimensão, integrados muitos deles no tema editorial n.º 16, intitulado “Habitar de interesse social e habitar cooperativo”. E faz-se esta referência específica devido à importância política e mediática que a habitação de interesse social tem tido nos últimos tempos, entre nós; dá vontade de dizer que andaram esquecidos durante muitos anos.

Sublinha-se, ttambém, que logo em 2022, ao longo de 2023 e especificamente durante o final de 2025 e já em 2026 a Infohabitar se dedicou, intensamente, à temática da Habitação Intergeracional Equipada e Participada, que corresponde ao “Programa de Habitação Adaptável Intergeracional – Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C)” – Tema 38 no Catálogo; tendo-se concluído, para já, a respetiva abordagem temática.

Em 2023 e 2024 editámos uma série de artigos sobre a importante temática da segregação socio espacial Nota -  série editorial da Infohabitar intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano. Um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”; que corresponde ao nosso novo Tema n.º 39. Esta série editorial integra uma sequência de capítulos da tese de doutorado de Anselmo Belém Machado intitulada “Segregação sócio-espacial em contexto urbano, através de um estudo comparativo entre Braga - Portugal e Aracaju-Brasil”, adaptada, pelo respetivo autor, especificamente, para esta iniciativa editorial na Infohabitar - e um modelo editorial para o qual se chama a atenção pois proporciona um excelente nível de artigos e simultaneamente uma excelente reserva edtorial, devendo ser um midelo a replicar, por exemplo, com outros trabalhos de doutoramento.

Em 2024 houve, também, naturalmente, uma atenção editorial especial relativamente ao apoio direto e ao acompanhamento da organização e realização do 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – que decorreu em Lisboa, sobre o importante tema “Fazer Habitação”, entre 2 e 4 de outubro de 2024. Apoio este ao CIHEL que, se Deus quiser, iremos, daqui a algum tempo, revisitar no ãmbito da preparação de um novo Congresso, o 6.º CIHEL, relativamente ao qual em breve será contatado o respetivo Secretariado Permanente do CIHEL

 

 

(Fig. 3) Exemplos CIHEL: cartaz do 5.º CIHEL, por Puretugal Tradititions; e cartaz do 4.º CIHEL, pelo Atelier Carlos Nuno Lacerda Lopes e Maria Abreu.

2. Listagem dos autores que editaram na Infohabitar

Registo referido, aproximadamente, à ordem de edição até hoje:

Duarte Nuno Simões; Celeste d'Oliveira Ramos; Marilice Costi; Sheila Walbe Ornstein; José Walter Galvão; Maria João Eloy; António Reis Cabrita; Nuno Teotónio Pereira; Sara Eloy; António Baptista Coelho; Paulo Machado; João Carvalhosa; Guilherme Vilaverde; Maria Luiza Forneck; Khaled Ghoubar; José Coimbra; Pedro Baptista Coelho; Sidónio Simões; João Lutas Craveiro; José L. M. Dias; Marluci Menezes; Manuel Tereso; António Novais; Rita Abreu; Teresa Heitor; Ana Tomé; Fausto Simões; Carlos Pina dos Santos; Pedro Taborda; João Cantero; Maria Tavares; João Ferreira Bento; Alberto José de Sousa; Mariana Morgado Pedroso; Milton Botler; António Pedro Dores: Joana Mourão; Bruno Marques; Hélio Costa Lima; Teresa Marat Mendes; Sara Ribeiro; João da Veiga Gomes; João Manuel Mimoso; Lúcia Leitão; Samuel Gonçalves; Maria Tavares; Defensor de Castro; Décio Gonçalves; Isabel Plácido: Ana Pinho; Joana Mourão, Leça Coelho; João B. Pedro; Jorge Mangorrinha; Eduardo Ganilho; Paulo Tormenta Pinto; João Rainha Castro; Luís Morgado; António Carvalho; Wilson Zacarias; Margarida Rebelo; Carla Cachadinha; Célia Faria; Daniela Fernandes; Gustavo de Casimiro Silveirinha; Isabel Romana; José Forjaz; Celso Simões Bredariol; Anselmo Belém Machado; Luís António Machado da Silva; João Lutas Craveiro; Iva Miranda Pires; Isabel Duarte de Almeida; Arno Rieder; Pedro Almeida; Niara Clara Palma; Graziela Dal'Lago Hendges; Grace Tibério Cardoso; Francisco Vecchia; Salvador Claro Neto; Susana Mourão; Ubiratan de Souza; Coryntho Baldez; Silvia Mikai mPina; Raquel Paula Barros; Carlos Almeida Marques; Simone Barbosa Villa; Jordi Estivill Pascual; Marco Aresta; Giulia Scialpi; Ana Maria Martins; Cilísia Ornelas;  Isabel Breda-Vázquez; João Miranda Guedes; Maria Paula Elvas; Teresa Nogueira; Manuel Tereso; Hélder Pereira Oliveira; Rosária Ono; Ivo Oliveira; André Fernandes; Bruno Baldaia; Conceição Melo; Jaime Comiche;…

3. Notas sobre a evolução dos acessos/consultas (page views) da Infohabitar e temáticas mais consultadas

Depois de um início sempre difícil de acompanhar com um contador de consultas (page views) iniciado com rigor a “0”.

Estamos hoje acima das 2.612.000 consultas, com números de acessos diários que ultimamente têm atingido valores bem interessantes, tal como em seguida se ilustra, com dados “históricos” e outros mais atuais:

 

(Fig. 4) Gráficos de consultas (page views da Infohabitar) gerados pelo próprio programa de edição (a, b, e c)

 


(a) Consultas da Infohabitar desde 2011 ( início da edição da Infohabitar em 2005), podendo detetarem-se picos de visualização quando dos CIHEL.

 

(b) Consultas da Infohabitar nos últimos 12 meses

 

(c) Consultas da Infohabitar nos últimos 30 dias, sendo evidente a linha regularmente acima das 2000 visualizações diárias.


Apenas a título de exemplo de temáticas que têm sido ultimamente mais consultadas, junta-se em seguida uma pequena listagem de artigos nessas condições – indicados pelo programa editorial:

- Soluções Residenciais Adaptáveis Intergeracionais e Participadas: base documental - infohabitar # 983

- Pequena reflexão sobre muitos anos de estudos habitacionais – infohabitar # 989

- RUAS VIVAS: ELEMENTOS QUE FAZEM A CIDADE - Infohabitar 417

- De 1980 a 2016: um percurso nos estudos sobre Habitat Humano e Arquitetura - Infohabitar 600

- Casos de Referência Internacionais sobre a opção de envelhecer na própria habitação - infohabitar # 982

- Diversas opções para os espaços da habitação - Infohabitar 493

- Vizinhanças de Soluções Residenciais Intergeracionais (I) – infohabitar # 987

- Casos de Referência Internacionais mais Específicos e aplicáveis à Habitação Intergeracional: Parte I – infohabitar # 976

- Análise arquitectónica residencial do Bairro de Alvalade e designadamente das suas “células sociais” - Infohabitar 133

- Dos bairros do crime ao verdadeiro problema da habitação - Infohabitar 12


3. Sobre os 41 temas em que se desenvolveram os artigos da Infohabitar

Em seguida listam-se os 41 temas editoriais da Infohabitar - e lembra-se que este leque temático tem vindo a ser alargado - indicando-se, a seguir a cada título, entre parêntesis o respetivo número de artigos editados e salientando-se, a negrito, os temas que mereceram, até agora, mais artigos.

.        Temas introdutórios (1)

.        Textos de Arquitectura e do Habitar (7)

1.      Regeneração urbana e realojamento (4)

2.      Melhor habitação com melhor arquitectura (23)

3.      Arte e Arquitectura (2)

4.      Projectar o habitar (5)

5.      O (re)fazer da cidade e os seus problemas (adaptabilidade e cidade informal) (16)

6.      Série habitar e viver melhor (184)

7.      Políticas, acções e medidas habitacionais, urbanas e territoriais (12)

8.      Avaliação pós-ocupação (APO) ou análises retrospectivas (5)

9.      Registo e Memória (17)

10.    Construir o habitar (5)

11.     Qualidade no habitar (14)

12.    Casos habitacionais e urbanos (estudo, análise e divulgação) (33)

13.    Grupo Habitar, GHabitar, GHabitar+ e Infohabitar (27)

14.    Investigação habitacional e urbana (18)

15.    Sustentabilidade no habitar (27)

16.    Habitar de interesse social e habitar cooperativo (45)

17.    Intervir e construir no construído - reabilitar e regenerar (27)

18.    Gestão da cidade habitada (8)

19.    Escalas e tempos do habitar (17)

20.    Humanidades e habitar (18)

21.    Cidades amigas – conviviais, acessíveis, para todos, e seguras (30)

22.    História(s) e tipologias do habitar (27)

23.    Desenho e humanização do habitar (17)

24.    Integrar o habitar (12)

25.    Natureza, tempo, cidade e lugar (26)

26.    (Novas) formas/soluções de habitação (10)

27.    Viagens habitadas (1)

28.    Livros, apresentação comentada, actualidades, comentários, notícias, informações (47)

29     Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono CIHEL (58)

30.    Casos e autores (1)

31.    Ensaios, contos e outras iniciativas (8)

32     .Desenho à mão livre, urbansketching, treesketching e Handrawing + AI (58)

33.    UBI: escola de Arquitetura (1)

34.    Espaço público e imagem urbana (7)

35.     Aspetos físicos e sociais do ordenamento urbano (5)

36.     Imagens que querem ser desenhos (2)

37.    Sobre os velhos/novos espaços urbanos (8)

38.    Um novo habitar participativo/colaborativo, intergeracional e cooperativo (PHAI3C) (77)

39     Segregação socioespacial urbana (19)

 

(Fig.5 ) Capa do “Catálogo interativo de 960 artigos Infohabitar em janeiro de 2026”

4. Edição anual do catálogo interativo Infohabitar

Já desde há alguns anos e devido à dimensão do corpo editorial da Infohabitar em número de artigos e na frequente grande extensão dos mesmos, é editado no início do ano, em janeiro, o Catálogo interativo de XXX artigos Infohabitar em janeiro de XXXX.

Este catálogo, que é muito ilustrado, para além de alguns aspetos gerais de enquadramento da atividade da Infohabitar e do GHabitar apresenta todos os artigos editados até à respetiva data de edição do catálogo, estruturados pelos 41 temas editoriais atualmente existentes e integrando para cada artigo: título, autor, data de edição, n.º de páginas e n.º de figuras; mais um link embebido que permite a consulta direta “clicando” no título.

Este catálogo é divulgado no início de cada ano e o seu link direto é facultado, sempre, no cabeçalho editorial de cada edição semanal, que assim permite o respetivo e fácil download integral.

Como exemplo do conteúdo deste catálogo apresenta-se, em seguida, parte da ficha técnica da última edição e, depois, a imagem da respetiva capa.

Ficha técnica:

▪ Título: Catálogo interativo de 960 artigos Infohabitar em janeiro de 2026

▪ Coordenação editorial e autoria de textos, fotografias e desenhos de capa (ficção de AI com base em esboço) e apresentação: António Baptista Coelho

▪ Conteúdo: as listagens de artigos que integram o catálogo referem-se aos seus respetivos autores, que são, em cada caso, devidamente identificados

▪ Conteúdo: 124 pp. e 48 figg. (algumas múltiplas).

▪ Edição: António Baptista Coelho, Infohabitar e GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Ghabitar APPQH (Lisboa)

▪ Palavras Chave: infohabitar; habitação, habitar; habitat humano; qualidade arquitectónica; qualidade residencial; arquitectura urbana; habitação humanizada; desenho urbano; habitação intergeracional

Editado em formato A4, em carateres Arial, corpos 24, 18, 14, 12 e 11

▪ 1.ª Edição – janeiro de 2026, Lisboa

Edição, em word e pdf, disponibilizada sem limitações, que não sejam as referidas em baixo na respetiva Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

 

5. Brevíssimas notas sobre como considerar e planear o futuro próximo e a prazo da Infohabitar

Importa antes de abordar este item lembrar que a Infohabitar deve muitos apoios ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil  (LNEC), onde a edição da Infohabitar e a sede do Grupo Habitar funcionaram durante anos, mas também à Federação Nacional das Cooerativas de Habitação Económica (FENACHE), como entidade e como conjunto de companheiros sempre apoiaram, sendo atualmente na sede da FENACHE que funciona a sede do renovado GHabitar;

mas também aqui se regista o que foi o vital apoio do grande Instituto Nacional de Habitação (INH), atualmente o IHRU, que sempre durante bastantes anos ajudou ativamente na dinamização da Infohabitar e do Grupo Habitar – GHabitar; e evidentemente há que DESTACAR o apoio constante dos amigos e colegas do Grupo Habitar/GHabitar.

Para concluir julgo que este tema do “como considerar e planear o futuro próximo e a prazo da Infohabitar” deverá ser bem revisitado através de uma reflexão conjunta e realizada estrategicamente em variadas fases com os responsáveis do GHabitar e os seus Fundadores, o Secretariado do CIHEL e naturalmente o próprio GHabitar+, e julgo que a passagem da Edição n.º 1000 poderá propiciar a oportunidade para se desenrolarem tais reflexões: via www de forma simples, através de teleconferência(s), e mesmo quem sabe através de uma reunião informal presencial e  até, quem sabe, de umas “1.as Jornadas da Infohabitar”; aceitam-se e desejam-se sugestões e iniciativas de apoio específico, lembrando-se sempre que em equipa que funciona bem importa mexer com cuidado, mas também com decisão para se ampliarem as qualidades existentes e reduzirem os aspetos menos positivos.

 

 Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Breves comentários sobre a atividade e os temas da Infohabitar apenas a 10 números da edição n.º 1000 –  infohabitar # 990 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 990

Edição: quarta-feira 12 de Agosto de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Liceu Padre António Vieira, Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, janeiro 19, 2021

Sobre a oferta de diversas propostas organizativas para as zonas domésticas – Infohabitar # 761

Importante: ligação direta (clicar) para:  760 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada em janeiro de 2021- 38 temas e mais de 100 autores

 

Infohabitar, Ano XVII, n.º 761

Edição: terça-feira, 19 de janeiro de 2021

 

 Caros leitores da Infohabitar,

A viagem pelos espaços do habitar e designadamente pelos espaços domésticos continua e continuará a ser feita na Infohabitar, integrando uma série editorial já com assinalável extensão na nossa revista.

Avisam-se, no entanto, os leitores que a edição desta série irá, provavelmente, ser interrompida durante algumas semanas, pois está, atualmente, em preparação uma nova série editorial muito focada nos aspetos mais desejáveis a desenvolver, especificamente, na promoção de habitação de interesse social .

Lembra-se, novamente, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar para abc.infohabitar@gmail.com , ao meu cuidado).

Considerando a atual e muito crítica evolução da pandemia, sublinha-se a vital importância do máximo confinamento e do distanciamento social, conseguidos, designadamente, através do teletrabalho, bem como do respeito por todas as medidas de higiene e proteção amplamente divulgadas.

Não tenhamos dúvida de que boa parte do combate ao vírus passa pelos nossos esforços sistemáticos, pessoais e familiares, que terão de se enraizar nos nossos hábitos diários, mesmo quando temos já entre nós as vacinas, mas quando simultaneamente a pandemia está numa fase muito dura.

Despeço-me, até à próxima semana, enviando saudações calorosas e desejos de força e de boa saúde para todos os caros leitores e seus familiares,    

 

Lisboa, Encarnação, em 18 de janeiro de 2021

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar


Sobre a oferta de diversas propostas organizativas para as zonas domésticas – Infohabitar # 761

António Baptista Coelho

(texto e imagem)

Resumo

No artigo desenvolve-se uma reflexão, de certa forma, introdutória sobre o interesse da exploração e do subsequente aprofundamento de uma razoável variedade de propostas organizativas para as zonas e subzonas  da habitação, numa perspetiva que encara criticamente uma, ainda preponderante, preocupação essencialmente funcional, e que visa a melhor adequação a necessidades e desejos habitacionais específicos num quadro de expressiva qualidade arquitectónica.


Sobre a oferta de diversas propostas organizativas para as zonas domésticas – Infohabitar # 761

1. Para lá das principais propostas domésticas organizativas e funcionalistas

Provavelmente, há alguns anos, esta temática, associada globalmente aos aspetos de organização funcional doméstica, seria das mais importantes em termos de um apoio prático ao desenvolvimento de melhores soluções habitacionais.

Tratava-se, então, afinal, de um relativo culminar de toda uma tradição de uma aplicação prática e afinada ao longo de decénios, de zonamentos funcionais ou funcionalistas, zonamentos estes que, infelizmente, ajudaram a destruir bairros de cidades e a uniformizar a globalidade dos “novos” espaços domésticos no sentido do serviço a uma pessoa “média” e a uma família “média”; provavelmente a tal que deseja a habitação do “Tipo 3” (com 3 quratos “de dormir”, o conhecido T3), mas que acaba por se contentar com uma habitação do Tipo 2, incluindo uma pequena cozinha, quartos dimensionados para “mobílias completas”, mas mínimas, e uma “sala-comum” – teoricamente integrando funções de estar e de refeições formais – mas onde, freqientemente, quase nem há espaço para encaixar um catálogo mínimo de mobiliário, quanto mais para aceitar toda uma vida doméstica que aí se deveria poder concentrar de uma forma, pelo menos, minimamente adequada a todos os respetivos intervenientes.

A culpa não foi apenas de quem promoveu estes espaços, mas também do encarar , frequentemente, a regulamentação mínima como regulamentação básica e corrente, e de um frequente manejar de tais mínimos regulamentares espaciais e funcionais por projetistas com reduzida capacidade para ultrapassar tais condições mínimas através de excelentes projetos de Arquitetura habitacional.

2. Notas sobre a importância de uma “regulamentação” essencial

Em primeiro lugar há que justificar o apontar, no título deste item, de regulamentação entre aspas, pois com esta designaçãoo pretende-se incluir não só a clássica prática regulamentar, mas também práticas recomendativas e de projeto e apreciação habitacional, privilegiando-se, aqui, naturalmente, a habitação de interesse social, por ser a mais condicionada e obrigar à aplicação de financiamentos públicos.

Nas áreas habitacionais, tal como em muitas outras áreas temáticas, há, evidentemente, matérias que têm de ser rigorosamente regulamentadas, destacando-se, evidentemente, os aspetos ligados à segurança e nestes, sublinhando-se, os associados à segurança no uso corrente da habitação, e tendo-se em conta, especificamente, o uso por pessoas com diversos condicionamentos – etários, de mobilidade, de perceção, em termos de hábitos socioculturais, etc.

E estes aspetos de segurança no uso normal deverão abranger cuidados de segurança em termos de saúde e bem-estar físico e psicológico; matérias estas de elevada exigência, complexidade e diversidade temática – integrando, designadamente, desde as conhecidas mas ainda pouco respeitadas exigências de múltiplo conforto ambiental, às matérias vitais da qualidade do ar, da ausência de produtos nocivos para a saúde, de redução de acidentes domésticos, e da vital ligação com as exigências de sustentabilidade ambiental.

Mas as preocupações regulamentares ainda atualmente mais praticadas são as “simplesmente dimensionais”, ainda por cima mal associadas a áreas mínimas consideradas como áreas a aplicar (tal como acima se referiu), pouco ou nada articuladas com as essenciais dimensões mais versáteis em termos de habitabilidade, que não são, evidentemente, as “mínimas regulamentares” e, muitas vezes, criticamente associadas a organizações funcionais domésticas rigidamente “monofuncionalistas”, criticamente hierarquizadas e, portanto, muito pouco adaptáveis a diversas necessidades domésticas e muito menos a diversos modos e desejo de habitar a casa de cada um e de cada agregado familiar.

Acresce, ainda, a esta situação a realidade de quanto menores as áreas disponíveis maior a complexidade projetual, evidentemente, no sentido de se obter uma adequadamente versátil solução doméstica; uma situação que deveria obrigar a elevadas exigências na escolha dos projetistas de habitação de interesse social, e que deveria passar por um exigente e amplo crivo de apreciação dos respetivos projetos, numa análise muito mais elaborada e qualificada do que a que é simplesmente baseada nos referidos critérios de áreas mínimas/razoáveis e de mais alguns aspetos já constantes de alguns corpos recomendativos, como é o caso das Recomendações Técnicas para Habitação Social (RTHS), que marcaram a sua época e tiveram excelente influência na melhoria da qualidade da Habitação de Interesse Social.

Parece haver, portanto, aqui uma quádrupla frente de intervenção:

·      na melhoria regulamentar do que é essencial, designadamente, em termos de ampla segurança no uso corrente;

·      de melhoria recomendativa em termos de um habitar mais versátil, mais adaptável e mais apropriável;

·      de um privilegiar de projetos com assinalável qualidade arquitectónica – incluindo variadas facetas, entre as quais a da racionalidade construtiva e económica e a da adequada e valorizadora integração local –, designadamente, quando estejam “em jogo” fundos públicos e assinaláveis condicionalismos projetuais;

·      e do desenvolvimento de uma melhorada capacidade de apreciação e validação da referida adequação e qualidade arquitetónica residencial, designadamente, quando estejam “em jogo” fundos públicos e assinaláveis condicionalismos projetuais.

3. Do funcional ao pessoal e familiar na habitação

O título deste item também poderia ser: “há mais habitação para lá do espaço e da função!”, sempre houve, designadamente, naquelas habitações onde dá realmente gosto habitar

Se considerarmos que os amplos aspetos de segurança e de adequação em termos de versatilidade e  adaptabilidade estão garantidos, então parece que  à matéria da qualidade arquitectónica, nas suas variadas facetas, poderia/deveria ser dada  ampla liberdade criativa, designadamente, numa sensível conformação dos espaços interiores habitacionais.

Afinal a função tem de se harmonizar com a forma e vice-versa, mas a “forma” pode inovar, pode variar e deve induzir interesse e atratividade, mas também apropriação e afinidade; e por isso acima se referiu o desenvolvimento de uma “sensível” conformação dos espaços interiores habitacionais; sensibilidade esta que, evidentemente, depende da qualidade arquitectónica do respetivo projeto, necessariamente validada pela sua respetiva apreciação (pois “de boas intençoes ...”)

Tudo isto tem a ver com estarmos, agora, em pleno “mundo” privado, um mundo onde o que há a regulamentar pode/deve estar “automaticamente” embebido na respetiva pormenorização de divisórias, instalações, vãos, equipamentos e acabamentos, proporcionando-se, para lá de todo esse pequeno/grande mundo do detalhe, variadas espacialidades formais, diversas relações entre variados espaços/ambientes e uma afirmada potencialidade evolutiva e/ou natural versatilidade dos espaços e seus mútuos relacionamentos.

E, assim, a ideia que se perfilha, aqui, no interior doméstico é a de um muito amplo leque de soluções espaciais, funcionais e formais, verdadeiramente versáteis e positivamente caraterizadoras de cada solução, para lá de todo um necessário conjunto de soluções “embebidas”, ligadas a aspectos essenciais de funcionalidade, acessibilidade, segurança, saúde e higiene, aspectos estes muito concentrados em “zonas de água” (bancadas de cozinha, espaços de tratamento de roupa e casas de banho) e nas zonas de relação entre diversos ambientes (ex., interior/exterior, comum/privado, etc.).

Quanto aos “velhos” aspectos de organização dita “funcional” da casa, tal como ainda são considerados, designadamente, no “mercado habitacional”, como por exemplo as “clássicas” “zonas íntimas” e outras zonas mais ou menos funcionais, julga-se que a estruturação doméstica será tanto mais negativa, no que se refere à sua assimilação por diversas famílias, quanto mais “hierarquizada”, "rígida" e “em árvore” for a respectiva organização.

O resto, e o resto que é quase tudo no espaço doméstico, deveria ser deixado a uma ampla liberdade de concepção, embora tal liberdade seja, como sabemos, uma condição gémea de uma muito apertada exigência de qualidade de Arquitectura.

Fig. 1: entre preocupações de funcionalidade, segurança, versatilidade, apropriação e até alguma domesticidade se vão construindo os ambientes habitacionais  positivamente mais marcantes.

4. Ideias de organização da habitação

Dito isto, que será um tema geral orientador desta reflexão sobre habitações que possam influenciar, realmente, uma vida doméstica mais feliz, apontam-se e comentam-se, brevemente, em seguida, algumas ideias de organização da habitação que podem informar as diversas soluções de organização domésticas, mesmo quando consideradas apenas a título de quadros organizativos genéricos – e regista-se que boa parte destas referências estão apontadas no meu estudo intitulado “Do bairro e da vizinhança à habitação”, editado pelo LNEC (ITA 2), e foram baseadas, frequentemente, nas opiniões de de um amplo leque de autores.

·      Espaços tipologicamente distintos em termos de socialização, privacidade e funcionalidade geral.

Matéria que, interessantemente ,conjuga aspetos que por vezes são considerados de forma desagregada, provocando “organizações” domésticas muito discutíveis ou mesmo muito negativas; de certa forma há que tê-los em conta, mas, subsequentemente, reinterpretá-los, fundi-los, quase apagar (aparentemente) um ou outro, recriar “novos” espaços a partir de elementos bem conhecidos, reinterpretar velhas tipologias, etc., etc.

·      Habitações “divididas” pela barreira entre usos essencialmente noturnos ou diurnos.

Matéria que parece que não deve ser considerada “à letra”, em termos da referida “divisão”, mas sim numa aproximação a estruturações domésticas que salvaguardem aspetos essenciais de conforto e de privacidade, assim como alguma estimulante diversidade de arranjos e de ambientes gerais, que são proporcionados – contrariamente a quadros domésticos monótonos, repetitivos e sem capacidade de atração e de apropriação.

·      Zonas mais formais e mais informais da habitação – ou domínios das crianças, domínios dos adultos e domínios comuns.

Esta matéria é muito ampla e proporciona inúmeros desenvolvimentos específicos e combinações entre eles; a  questão da boa aceitação doméstica, em termos de estruturação e pormenorização, a modos de vida mais formais ou mais informais poderá ser  essencial quando se pretende dotar a habitação de uma boa capacidade em termos de adaptabilidade e de apropriação.

·      Habitação que se vai adaptando à evolução etária e da composição da família e dos respetivos usos e desejos domésticos.

Uma habitação que se possa ir razoavelmente adaptando, em termos de processos mais passivos ou mais ativos, à evolução etária e da composição da família e dos respetivos usos e desejos domésticos, é uma qualidade essencial, seja na máxima valia de cada habitação relativamente a diversos grupos de utentes e de agregados familiares que a usem ao longo de gerações, seja na sua versatilidade de resposta ao uso pela mesma família ao longo dos anos e designadamente por pessoas que vão envelhecendo, mas que devem poder continuar a contar com a “sua” habitação.

·      Influência da ocupação habitacional no dimensionamento doméstico.

As questões ligadas à ocupação tendencial específica de um dado espaço doméstico, por exemplo, por uma família com crianças, por um jovem sozinho, ou por um casal de idosos, pode/deve influenciar a “tipologia” do respetivo dimensionamento (ex., maior ou menor espaciosidade) e, naturalmente, a sua estruturação e os seus conteúdos funcionais.

·      Hierarquização espacial e funcional.

Embora a bem conhecida hierarquização espacial e funcional seja criticável, designadamente, quando aplicada de forma rígida e pouco sensível a aspetos de adaptabilidade e multifuncionalidade domésticos, ela pode continuar a ter aspetos positivos muito associados a exigências e desejos de privacidade e/ou sossego e mesmo algum isolamento, pelo que será sempre uma ideia de organizaç\ão habitacional a considerar e aplicar. 

·      Microzonamento doméstico.

De certa forma numa recuperação parcial, particularizada e muito diversificada da criticada ideia de expressivo zonamento doméstico em diversas áreas de atividade, podemos avançar no que se poderá designar de microzonamento doméstico, numa perspetiva que passa para espaço/compartimento a possibilidade/capacidade de integrar umconjunto de pequenas, diversificadas, interpenetráveis e temporalmente mutantes “micro” áreas funcionais ou de atividade(s).

·      Importância da socialização na estruturação e na espaciosidade domésticas.

Finalmente, nesta pequena súmula de aspetos que influenciam as propostas organizativas para as zonas domésticas, salienta-se a importância que sempre deverá ter o apoio ao convívio/socialização na respetiva estruturação e espaciosidade domésticas; uma matéria, frequentemente, esquecida ou criticamente menorizada por estarmos a tratar do designado “espaço privado”.

 

Nota final:

Num próximo texto serão um pouco mais desenvolvidas estas matérias, mas desde já se aponta a sua importância, designadamente, quando aplicadas a soluções habitacionais espacialmente muito condicionadas, como é o caso das soluções de habitação de interesse social.


O presente artigo corresponde a uma edição ampliada, modificada e revista do artigo que foi editado na Infohabitar, em 21/07/2014, com o n.º 492.

Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVII, n.º 761

 

Sobre a oferta de diversas propostas organizativas para as zonas domésticas – Infohabitar # 761

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

 

abc.infohabitar@gmail.com

abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).