Mostrar mensagens com a etiqueta o que é o cihel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o que é o cihel. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 31, 2024

Os quatro temas do 5.º CIHEL - “Fazer Habitação” - em Lisboa de 2 a 4 de outubro de 2024 – Infohabitar # 890

Ligação direta a documento pdf com links para 888 artigos e 39 temas do Infohabitar :

https://drive.google.com/file/d/1zUJ1nEuWwaaA6KEXQ9XXdWMwFE3C8cJY/view?usp=sharing

 

Nota prévia à presente edição:

Ontem dia 30 de janeiro de 2024 o saudoso Nuno Teotónio Pereira, grande amigo do Infohabitar e membro de honra do GHabitar teria comemorado o seu 102.º aniversário; ver em: https://nunoteotoniopereira.pt/

 

Os quatro temas do 5.º CIHEL - “Fazer Habitação” - em Lisboa de 2 a 4 de outubro de 2024 – Infohabitar # 890

Infohabitar, Ano XX, n.º 890

Edição: quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

 

Fig. 1: Logótipo do 5.º CIHEL

 

Caros leitores da Infohabitar,

Quando já temos o site do 5CIHEL praticamente online, voltamos a anunciar, formalmente, que entre 2 e 4 de outubro, em Lisboa, será realizado o nosso novo 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, agora sobre o bem oportuno e urgente tema “Fazer Habitação”.

Os apoios principais a este novo 5.º CIHEL estão assegurados, desde já, pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Ordem dos Arquitectos (OA) de Portugal; tendo já recolhido o apoio institucional da Federação Nacional de Coooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e outros apoios estruturantes que serão muito em breve divulgados. Esta iniciativa é também institucionalmente apoiada, como é já habitual, pelo GHabitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – atualmente numa fase de redinamização.

Fig. 2: logótipos da OE e da OA

Evidentemente que, tal como sucedeu nos quatro CIHEL anteriores, a Infohabitar será um dos meios privilegiados de divulgação do novo CIHEL, e para já e de modo a aproveitar uma altura do ano que acaba por poder ser propícia ao apontar de algumas ideias para o novo ano de 2024, apresentamos, em seguida, os principais temas relativamente aos quais os caros leitores poderão preparar desde já resumos de artigos a apresentar ao congresso; juntando-se as instruções a cumprir para a elaboração dos mesmos resumos e os respetivos prazos de apresentação e que irão constar do site do 5.º CIHEL que está quase, quase, online.

Com as melhores saudações a todos os nossos caros leitores,     

Lisboa, Encarnação, Olivais Norte, em 31 de janeiro de 2024

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Principais datas para o 5.º CIHEL

.  31 de janeiro de 2024 – lançamento do site do 5.º CIHEL (em acabamento)

.  17 de março de 2024 (domingo): limite para submissão dos resumos; sendo que se irá tentar uma maximização das respostas logo à medida que cheguem as propostas, possibilitando-se assim mais tempo para a elaboração das comunicações

.  30 de junho de 2024: limite para entrega das comunicações completas.

.  18 de agosto (domingo): limite para entrega da versão final das comunicações revistas e limite para inscrições a preço reduzido.

 

Breves notas iniciais

Sublinha-se que todas as propostas de comunicação ao 5.º CIHEL deverão privilegiar a ideia básica de se poder fazer ou refazer habitação com qualidade global – social, urbana, arquitectónica, de relação com os modos e desejos habitacionais, construtiva, ambiental e adequada a uma boa gestão corrente – e numa quantidade adequada às atuais e críticas carências; um objetivo que se julga ser, hoje em dia vital, em todo o mundo e designadamente na nossa dimensão lusófona e que deverá ser comum a todas as contribuições ao 5CIHEL (nos seus quatro temas),no sentido de se FAZER HABITAÇÃO, urgentemente, procurando-se satisfazer as procuras habitacionais e urbanas mais vitais e mais diversas e sempre numa essencial perspetiva de se construir e reconstruir habitação e cidade com verdadeiro interesse social.  

 


Fig. 3: Lisboa recebe novamente o CIHEL

 

Em Lisboa, entre 2 e 4 de outubro de 2024, de quarta a sexta-feira, no 5CIHEL vamos discutir o tema: “Fazer Habitação”

As quatro edições do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – CIHEL foram realizadas, entre 2010 e 2017: em Lisboa/ISCTE-IUL; Lisboa/LNEC, FCTUNL, CML; São Paulo/FAUUSP, FAUMACK e IAU-USP; e Porto, Covilhã, Fundão/CMP, UBI, CMF.

Nestes quatro CIHEL sempre se defendeu que a qualidade e o bem-estar habitacionais dependem de aspetos quantitativos e qualitativos, aplicados ao espaço doméstico, à vizinhança, ao espaço público, à cidade e ao território, numa reflexão importante quando as carências habitacionais e urbanísticas continuam críticas no conjunto de países que partilham uma das línguas mais faladas no mundo.

Vamos então aproveitar esta importante base cultural e divulgar, discutir e trocar experiências e casos de referência residenciais e urbanos, com destaque para a sempre urgente e sensível promoção de habitação de interesse social. Importa, também, lembrar o que aprendemos no desenvolvimento de habitação de interesse social ao longo de cerca de um século de promoção, marcada por bons e maus exemplos, e, mais recentemente, em Portugal, durante cerca de 30 anos de dinâmica habitacional municipal, cooperativa e privada que nos deixou um excelente e recente conjunto de casos de referência habitacional e urbana.

E se juntarmos a estas matérias a questão, atualmente urgente, do desenvolvimento de soluções dinamizadas de promoção, projeto e construção habitacional com qualidade e custos controlados, então estamos exatamente focados no tema do nosso novo 5.º CIHEL, que é: Fazer Habitação.

 

Sublinha-se o papel estruturante que a Ordem dos Engenheiros (OE) e a Ordem dos Arquitectos têm na realização deste novo Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono, tendo sido nesta iniciativa acompanhada, desde logo, por outras importantes entidades, que, assim, integraram o grupo-base de promoção deste 5.º CIHEL, e que serão, muito em breve, divulgadas.

Os congressos CIHEL foram sempre iniciados no âmbito do GHabitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional (associação técnica e científica sem fins lucrativos).

 

 


Fig. 4: Secretariado do CIHEL, no LNEC, Lisboa (2.º CIHEL)

 

Datas do 5.º CIHEL e contactos

 

. 17 de março de 2024 (domingo): data limite para submissão dos resumos

.  30 de junho de 2024 (domingo): limite para entrega das comunicações completas

.  18 de agosto (domingo): limite para entrega da versão final das comunicações revistas e limite para inscrições a preço reduzido.

.  2 a 4 de outubro de 2024 (quarta-feira a sexta-feira) 5CIHEL

 

E-mail: secretariado@5cihel2024.org

 

4 temas para envio de resumos e comunicações: A, B, C, D

(sintetizados em seguida)

 


Fig. 5: Vista de uma periferia de São Paulo

Tema A: Políticas, Programas e Medidas Habitacionais – da urgência da oferta à qualidade global

Tendo-se em conta o adequado desenvolvimento da sociedade e considerando-se uma realidade marcada, frequentemente, por necessidades críticas, por reduzidos meios de ação e por quadros regulamentares específicos, visa-se a discussão do direito, do acesso e do apoio à habitação e dos modelos e práticas mais adequadas aos diversos atores sociais, institucionais e económicos, privilegiando-se uma promoção habitacional a custos controlados em que se compatibilizem objetivos de urgência na disponibilização de um número elevado de fogos e da sua qualidade global em termos arquitetónicos, construtivos e vivenciais.

 

 


Fig. 6: Bairro do Telheiro, Matosinhos (promoção municipal), Arq. M. Correia Fernandes

Tema B: Novos Modos de Habitar e Habitação de Interesse Social – da conceção aos casos de referência

Visando-se uma diversificação tipológica adequada a novos modos de habitar e a propostas adequadas de habitação de interesse social, perspetivar uma diversificação e adequação estratégica das soluções habitacionais (da habitação à vizinhança), respeitar a relação entre soluções habitacionais, modos de vida e exigências funcionais e de conforto, considerar, objetivamente, as novas, urgentes e exigentes necessidades habitacionais e urbanas do grande e crescente número de pessoas idosas e ter em conta o papel e a integração das novas tecnologias na cidade e no espaço doméstico.

 

Fig. 7: Cooperativa Águas Férreas (reabilitação e construção nova), Porto, Bouça, Arqs Siza Vieira e A. Madureira 

Tema C: Construção, Reabilitação e Manutenção Habitacional – da investigação às novas práticas

Apresentar e discutir sistemas, processos, tecnologias e materiais direcionados para a construção nova e para a reabilitação habitacional e urbana, considerando aspetos ligados à relação custo-benefício e, designadamente, às técnicas e meios localmente disponíveis, ao perfil mais industrializado ou mais tradicional das tecnologias utilizadas,  ao respetivo enquadramento regulamentar e  à adequação em termos de conforto ambiental; considerar a ligação destas matérias específicas com as diversas facetas da sustentabilidade – ambiental, económica e sociocultural.

 

 

Fig. 8: Cooperativa Coobital, Faro, Alto S. António, Arq. José Lopes da Costa 

Tema D: Promoção, Qualidade Habitacional e Sustentabilidade – das análises de satisfação aos novos desafios 

Visar a satisfação residencial como objetivo básico na promoção habitacional, desde a conceção a uma gestão posterior sensível e participada, e privilegiar a multidisciplinaridade na intervenção urbana e habitacional. Conjugar a promoção habitacional com um desenvolvimento sustentável, amigo da integração social, coerente e integrado nas preexistências e na paisagem natural, considerando áreas de alta e baixa densidade. Desenvolver um leque adequado de modelos promocionais e de medidas de harmonização entre a oferta e a procura de soluções residenciais; e visar a relação com os futuros moradores e a respetiva participação.

 

 

Instruções para envio de resumos ao 5.º CIHEL

Nota importante: o template para os resumos idêntico ao usado no 4.º CIHEL e a divulgar no site do congresso, muito em breve online; salienta-se que a formatação que é, em seguida apontada pode, devido a razões editoriais específicas da edição no blogspot.com, não cumprir fielmente os aspetos registados no respetivo template que será disponibilizado no site do congresso, mas, no entanto, já aponta os principais aspetos  contemplar


                                   TEMA: X (colocar a designação do tema A a D)

TÍTULO DO ARTIGO (C/ subtítulo se for o caso)

 

Título e subtítulo da comunicação em inglês

Primeiro Autor (nome) 1, Segundo Autor (nome) 2 e Terceiro Autor (nome) 3

1 Afiliação do 1º autor e autor correspondente (formação, Instituição e/ou morada, endereço de correio eletrónico)

2 Afiliação do 2º autor (formação, Instituição e/ou morada, endereço de correio eletrónico)

3 Afiliação do 3º autor (formação, Instituição e/ou morada, endereço de correio eletrónico)

Palavras-chave: (máximo de 5 e mínimo de 3, exemplo neste caso: instruções, regras, formatação, …)

Resumo

O presente documento constitui o modelo a adoptar para apresentação do resumo da comunicação a apresentar ao 5.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono – 5.º CIHEL – subordinado ao tema “Fazer Habitação”, que terá lugar de 02 a 04 de outubro de 2024 em Lisboa, com apoios principais assegurados pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Ordem dos Arquitectos (OA); esta iniciativa é também apoiada, como é habitual, pelo GHabitar – Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional e por outras importantes entidades, que serão, em breve divulgadas.

Este documento pode ser utilizado diretamente para a escrita do respetivo resumo de comunicação. O texto deve ser elaborado em português – aceitando-se, no entanto, textos em espanhol, francês e inglês, embora não seja disponibilizada tradução simultânea no 5.º CIHEL. O texto do corpo deste resumo não deve ter menos de 200 palavras e não ultrapassar as 600 palavras, com o tipo de letra e o afastamento das linhas aqui apresentado. Todas as eventuais referências no texto do resumo devem ser indicadas por: apelidos dos autores, data (entre parêntesis); as referências devem ser listadas no final do resumo, tal como indicado no exemplo. Não deverão ser inseridos quadros ou figuras no resumo

O resumo deve ser enviado em formato word e e formato pdf, até ao dia 17 de março de 2024 (domingo), para o seguinte mail do Congresso secretariado@5cihel2024.org

Nota: a partir da receção, pelos autores, das aprovações dos resumos das respetivas comunicações  – que irá acontecer, gradualmente, a partir da receção dos mesmos resumos e na sequência da respetiva análise pela Comissão Científica – os autores poderão fazer a  submissão da comunicação completa – respeitando o template divulgado no site do congresso – cuja aceitação só será definitiva, depois de nova análise pela Comissão Científica e depois da respetiva inscrição no 5.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores de cada comunicação.

O assunto do mail a enviar acompanhando os documentos com o resumo deverá ser elaborado como se segue: Proposta resumo 5.ºCIHEL nome próprio e apelido do 1.º autor Tema (A a D). No caso do 1.º autor apresentar mais do que uma comunicação, a designação dos assuntos deve ser numerada sequencialmente (exemplo: Proposta resumo 5.ºCIHEL Carlos Silva 1 Tema (A a D), Proposta resumo 5.ºCIHEL Carlos Silva 2 Tema (A a D). A designação dos ficheiros a enviar deverá conter o primeiro nome e o último nome (apelido) do 1.º autor, antecedido de R_ (exemplo: R_Carlos_Silva_Tema_(A a D).pdf e R_Carlos_Silva_Tema_(A a C).doc). No caso do 1.º autor apresentar mais do que uma comunicação, os ficheiros devem ser numerados sequencialmente (R_Carlos_Silva_1_Tema_(A a D).pdf, R_Carlos_Silva_2_Tema_(A a D).pdf).

Outras informações estão disponíveis no site/página do 5.º CIHEL, mas salienta-se que os resumos serão apreciados pela Comissão Científica do 5.º CIHEL e cada resumo poderá ser; “aceite”; ou “não aceite”, com justificação incluída nos comentários enviados ao autor remetente da proposta.

Cada 1.º autor/autor correspondente será informado sobre a aceitação ou não aceitação do respetivo resumo; a partir da receção das aprovações dos resumos das comunicações, na sequência da respetiva análise pela Comissão Científica – os autores poderão preparar a comunicação completa - a enviar até 30 de junho de 2024 (domingo).

No caso em que a Comissão Científica solicite alterações a uma dada comunicação, esta deverá ser entregue com tais alterações até 18 de agosto de 2024 (domingo), que é também a data limite para inscrições a preço reduzido, salientando-se que é obrigatória a inscrição no 5.º CIHEL de, pelo menos, um dos autores de cada comunicação.

(template concluído aqui, e apenas a título de exemplo o presente corpo de texto de resumo explicativo tem 677 palavras)



Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

Os quatro temas do 5.º CIHEL - “Fazer Habitação” - em Lisboa de 2 a 4 de outubro de 2024 – Infohabitar # 890

Infohabitar, Ano XX, n.º 890

Edição: quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Infohabitar a revista do GHabitar

 

Editor:

António Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutor em Arquitectura (FAUP), Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC)

abc.infohabitar@gmail.com

Edição:

Olivais Norte,  Encarnação, Lisboa;  e Casa das Vinte, Casais de Baixo, Azambuja.

A Infohabitar é uma Revista da GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa.

 


domingo, janeiro 27, 2013

424 - Notas sobre a criação e os objetivos do CIHEL - Infohabitar 424

Infohabitar, Ano IX, nº424




Importante: Considerando a proximidade do 2.º Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono (2.º CIHEL) e 1.º Congresso CRSEEL evidenciam-se, já de seguida, os principais artigos/links sobre este evento:

Site do 2.º CIHEL; com acesso a ficha de inscrição e quadro de apoios

Temas do 2.º CIHEL e do 1.º Congresso CRSEEL - as 137 comunicações já entregues sobre: habitação, cidade, território e desenvolvimento - António Baptista Coelho e Anabela Manteigas (n.º 421, 31 Dez. 12, 14 págs., 10 figs.).
2.º CIHEL - "Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento", no âmbito da lusofonia: 2.º CIHEL, LNEC, Lisboa, 13 a 15 de março de 2013 - Comissões do 2.º CIHEL (n.º 418, 2 Dez. 12, 9 págs., 12 figs.).
2nd CIHEL - International Congress on Housing in the Lusophone Territory - António Baptista Coelho e Elisabete Arsénio (n.º 403, 23 Jul. 12, 6 págs., 5 figs.).

E lembra-se que há pouco mais de duas semanas ultrapassámos as 300.000 consultas de artigos, com médias que ultrapassam, frequentemente, as 400 consultas diárias, comemorando com a edição da última edição do nosso catálogo interactivo, aqui bem à mão em







Notas sobre a criação e os objetivos do CIHEL

António Baptista Coelho

a) Da ideia e do tema do 1.º Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono ao 2.º Congresso

O "Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono", teve a sua designação de "CIHEL" atribuída, julga-se, com felicidade, pela colega Ana Vaz Milheiro, numa das primeiras reuniões organizativas, que teve lugar cerca de Abril de 2010 no gabinete da chefia do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC e sede do Grupo Habitar.

É interessante lembrar que muitos amigos e colegas acharam então difícil, se não impossível, falarmos, em português, e com utilidade, das matérias de um habitar que no mundo da lusofonia tem inúmeras realidades específicas; no entanto, no 1.º Congresso, que teve lugar em Setembro de 2010 no ISCTE-IUL, uma das conclusões mais evidentes é que sim, é possível e é útil fazê-lo, quer porque a massa crítica da reflexão que podemos realizar em português é, realmente, muito significativa e rica, quer porque as questões associadas à diferenciação das situações, problemáticas e meios disponíveis, é, naturalmente, real entre os diversos países da lusofonia, mas é real, também, dentro de cada um de todos esses países onde se fala esta língua, uma situação que é extremamente significativa seja nos países muito grandes, seja até em países relativamente pequenos, mas geograficamente muito distribuídos e caracterizados por problemas e meios locais muito distintos.

E, assim, a ideia foi lançada e bem acolhida por um grupo amplo de colegas associados a várias entidades com diversas naturezas, e entre 22 e 24 de setembro de 2010, no Centro de Congressos do ISCTE-IUL, em Lisboa, reunimo-nos, procurando associar todos aqueles que tiveram a possibilidade de estarem informados desta iniciativa e que a consideraram suficientemente interessante para nela participarem; e refere-se esta questão associada à divulgação, pois considera-se ser ela determinante em termos da dinamização do Congresso, fazendo-se, desde já, a confissão de não termos, ainda, conseguido a capacidade de divulgação adequada, embora, como se verá, julgarmos ter avançado nesta matéria entre o 1.º e o 2.º Congressos.

O 1.º Congresso Internacional Habitação no Espaço Lusófono - 1.º CIHEL-, debruçou-se sobre a qualidade do habitat residencial promovido para populações com baixos rendimentos e mobilizando portanto recursos modestos. O campo de aplicação de tal objectivo tanto se referiu às pequenas comunidades urbanas periféricas da Europa, nomeadamente mediterrânicas, que lutam com problemas de isolamento e escassez de recursos, como a todas as comunidades urbanas dos países em desenvolvimento; afinal, as presentes e futuras exigências de sustentabilidade ambiental, social e económica aproximam cada vez mais estes dois grupos de populações. Estes desafios têm diversas vertentes disciplinares, científicas, sociais, políticas, económicas, mas entre elas avulta a da concretização de um habitar tão adequado aos cada vez mais variados modos de vida, como consistente na concretização de vizinhanças e bairros.

Retomando, de certa forma, ideias lançadas no 1.º CIHEL, salienta-se a importância de de se considerar que a qualidade e o bem-estar de quem "habita" (da habitação à cidade), não é cumprida num qualquer alojamento mínimo, concretizado, por exemplo, num apartamento de um edifício sem qualidade arquitectónica e situado numa zona sem espaços públicos e vida urbana; isto porque o "bem habitar", em termos quantitativos e qualitativos, vive-se tanto no espaço doméstico, como na vizinhança, no espaço público, na cidade e no próprio território onde esta se insere.

Esta consideração, sobre o tema de um habitar que deve ser proporcionado numa perspectiva quantitativa e qualitativa muito cuidadosa, assume especial pertinência numa altura em que se continuam a desenvolver planos e ações habitacionais e de realojamento, associadas a elevados números de habitações em vários dos países onde se fala português.

E, assim, nesta ocasião, e à semelhança do que aconteceu em 2010, no 1.º Congresso, julga-se que até proporcionar algo tão simples e eventualmente tão oportuno, como a divulgação, numa mesma língua comum, do que foram os maus exemplos de habitar e de habitação de interesse social e, preferencialmente, das características das boas ideias e experiências de habitação, vizinhança, cidade e oredenamento territorial, são aspetos que podem ajudar, de forma determinante, a escolher bons caminhos em termos de boas práticas, com reflexos no bem-estar das famílias, numa bem informada poupança no investimento público , numa boa ligação entre resolução de problemas sociais e dinamização da economia e numa nova retoma do problema da habitação num século em que habitação e cidade têm de aprender a conviver de forma mutuamente favorável e mesmo estimulante.

E nunca será excessivo lembrar, por exemplo, os problemas críticos que são continuamente criados por: condições mínimas de habitabilidade do espaço doméstico, bem abaixo de quaisquer níveis e condições razoáveis; por escolhas tipológicas habitacionais sem qualquer sentido, fazendo-se edifícios altos quando seria preferível soluções de baixa ou média altura altura e com adequada continuidade urbana; pela doentia repetição de projectos-tipo que não servem nem populações específicas nem locais específicos; pelo esquecimento do papel fundamental de um exterior residencial agradável; pela opção por soluções construtivas mal fundamentadas e sem qualidade; e pela ausência de cuidados sociais prévios e de gestão posterior. E como se terá notado não nos afastámos muito e "só" da matéria habitacional específica.

Um aspecto muito importante em tudo isto é que devemos aproveitar, divulgar e discutir a experiência adquirida, em termos positivos e negativos, no que se refere às intervenções habitacionais, citadinas e territoriais, não fazendo sentido irmos repetir, sem cuidados específicos, em determinadas realidades nacionais e geográficas, as soluções problemáticas ou mesmo muito negativas, que já foram ensaiadas em outras realidades nacionais e geográficas, onde se fala a mesma língua e onde haverá, no mínimo, uma base cultural comum significativa.

b) Sobre o 2.º CIHEL: alguns apoios organizativos e alianças estratégicas

O 2. CIHEL é promovido e organizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pelo FUNDCIC, a partir da iniciativa do Grupo Habitar (GH) – associação técnica e científica sem fins lucrativos com sede no Núcleo de Arquitetura e Urbanismo (NAU) do LNEC. A estrutura promotora e divulgação e organização do Congresso inclui uma Comissão de Honra, uma Direção, um Secretariado Permanente do CIHEL, uma Comissão Consultiva, uma Comissão Científica, uma Comissão Dinamizadora Internacional, e uma Comissão Organizadora, associada a um Secretariado Geral.

Salienta-se, ainda, que ao 2.º CIHEL em boa hora se aliou o 1.º Congresso Construção e Reabilitação Sustentável de Edifícios no Espaço Lusófono (1.º CCRSEEL), desenvolvido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL).

Em primeiro lugar, neste 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL, há que agradecer o Alto Patrocínio do Senhor Presidente da República, a aceitação da presidência do Congresso por parte do Senhor Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e os apoios institucionais do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

No 2.º CIHEL importa sublinhar a importância assumida pela Comissão Científica e o seu Presidente, o Prof. Paulo Tormenta Pinto, num diálogo e num trabalho comum marcados pelo objetivo de se fazer o melhor possível, mesmo quando há realmente muito pouco tempo disponível para tal.

Neste Congresso há ainda que salientar a importância da Comissão Dinamizadora Internacional e do seu Presidente, o Prof. António Gameiro, igualmente num diálogo óptimo e num apoio à divulgação do 2.º CIHEL que foi determinante para a grande adesão em termos de comunicações - com o número de 141 trabalhos recebidos - e de inscrições no Congresso.

c) Sobre o 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL: principais objetivos

Pretende-se com este 2.º CIHEL e 1.º CCRSEEL desenvolver uma abordagem ampla e multifacetada da temática “Habitação, Cidade, Território e Desenvolvimento”, considerada de grande oportunidade, numa altura em que se desenvolvem planos para elevados números de habitações e para a reurbanização de extensas áreas em vários dos países da lusofonia que se debatem com críticas carências habitacionais e de ordenamento urbanístico, e privilegiando-se a abordagem do habitar, num sentido amplo e correto, que considere as suas facetas quantitativas, qualitativas, urbanas, territoriais e ambientais, e o seu papel como meio vital de desenvolvimento socioeconómico dos respetivos países.

Nesta perspetiva está sempre presente a constatação da fortíssima capacidade da dinâmica da construção/reabilitação habitacional e do crescimento urbano no desenvolvimento de um país, assim como está presente a idéia de que esta potente ferramenta de crescimento económico tem obrigatoriamente de ser bem dirigida para que esse desenvolvimento se possa fazer em caminhos social e culturalmente válidos e adequados a cada contexto nacional, regional e local.

O amigo Khaled Ghoubar, Prof. da FAU-USP, escreveu sobre o 2.º CIHEL e sobre o próprio “CIHEL” que «…a discussão da questão habitacional será muito bem vinda, ainda mais quando tratada dentro de um território transnacional … Esse caráter transnacional, unificado pela cultura portuguesa ... é a pedra fundamental na construção de laços mais fortes e duráveis de cooperação técnica e econômica de todos os tipos, não só a habitacional que aqui nos interessa como assunto central. Mas esta centralidade do tema habitacional do CIHEL jamais será exclusiva, pois o projeto habitacional envolve toda a gama de agentes sociais, políticos e econômicos para a sua concepção, execução e consumo …». Palavras que definem este 2.º CIHEL em termos de fórum sociotécnico dinâmico que se deseja poder vir a ser de elevada utilidade para os seus participantes.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados no Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico, as opiniões expressas nos artigos apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores.


Editor: António Baptista Coelho
Ano IX, nº424
Notas sobre a criação e os objetivos do CIHEL,
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte