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domingo, abril 04, 2010

292 - Divulgação da visita da Prof.ª Carolina Palermo ao NAU do LNEC e ao Grupo Habitar e de acções no ISCTE-IUL e na Universidade Católica - Infohabitar 292

Infohabitar, Ano VI, n.º 292
Tal como acontece com regularidade na actividade editorial do Infohabitar, o presente número é dedicado à divulgação de três acções, com distintas naturezas, realizadas em três datas distintas e promovidas por diversas instituições e grupos de investigação.

E aproveita-se a oportunidade para desejar a continuação de uma Boa Páscoa a todos os leitores,





António Baptista Coelho
Editor do Infohabitar


O Infohabitar na sua edição n.º 292 divulga:
1 - A visita técnica ao Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engeharia Civil (LNEC) e ao Grupo Habitar (GH) da Professora Arquitecta Carolina Palermo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 5 de Abril de 2010.

2 - Mesa Redonda: O Impacte das Novas Infra-estruturas - Marvila Regeneração Urbana. No próximo dia 15 de Abril 2010, pelas 17:30 na biblioteca do ISCTE - IUL, terá lugar uma Mesa Redonda, moderada por Paulo Tormenta Pinto (ISCTE-IUL), com a presença dos Arquitectos Gonçalo Byrne (ISCT-IUL) e Pedro Botelho (ISCTE-IUL) e do Dr. Jorge Máximo (Junta de Freguesia de Marvila). O objectivo deste encontro é debater a regeneração urbana no núcleo antigo de Marvila.

3 - 1ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA E QUALIFICAÇÃO DA CIDADE, Encontro e Conferência na UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA FACULDADE DE ENGENHARIA - CAMPUS DE SINTRA, 7 e 8 de Maio de 2010
4 - Notas biográficas e de síntese de áreas de investigação sobre o habitar desenvolvidas pela Prof.ª Arquitecta Carolina Palermo.


Em seguida desenvolvem-se os programas das três acções acima referidas.


1. Visita técnica ao Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Laboratório Nacional de Engeharia Civil (LNEC) e ao Grupo Habitar (GH) da Professora Arquitecta Carolina Palermo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e dos respectivos Departamento de Arquitetura e Grupo de Estudos da Habitação (GHab), durante todo o dia 5 de Abril de 2010.
Esta visita é reservada aos membros do NAU e do Grupo Habitar.

Manhã: visita comentada a uma sequência de bairros de interesse social desenvolvidos em Lisboa, desde os anos 40 do século passado até á actualidade, com destaque para os seguintes: "células sociais" de Alvalade (cerca de 1945), Encarnação (cerca de 1940) e Olivais Norte (cerca de 1960), partes de Chelas (cerca de 1980), Circunvalação e Avª Berlim (cerca de 2000) e Vale Formoso (2007).

Almoço: no Centro de Convívio do LNEC.



Tarde: breve visita ao Centro de Documentação do LNEC e especificamente à Colecção Documental de Habitação e Urbanismo cedida ao LNEC pelo Arqº. Nuno Teotónio Pereira; seguindo-se uma reunião de trabalho com membros do NAU do LNEC e do Grupo Habitar, para síntese dos estudos sobre o habitar que têm sido desenvolvidos no NAU do LNEC, na UFCS, e no âmbito do GHab e do GH, tendo-se em vista o aprofundamento da cooperação técnica e científica entre essas instituições e grupos de investigação; conta-se com a presença na reunião o Director do Departamento de Arquitectura e Urbanismo do ISCTE-IUL, também na sua qualidade de membro fundador do GH.
Em anexo, no final deste artigo de divulgação junta-se uma breve súmula biográfica de Carolina Palermo, bem como um muito interessante conjunto de resumos relativos aos últimos temas de investigação que têm sido promovidos e desenvolvidos pela Prof.ª Carolina Palermo.


2. Mesa Redonda: O Impacte das Novas Infra-estruturas - Marvila Regeneração Urbana, 15 de Abril, pelas 17:30 na biblioteca do ISCTE - IUL, em Lisboa.





Fig. 01: Cartaz de divulgação da Mesa Redonda


No próximo dia 15 de Abril, pelas 17:30 na biblioteca do ISCTE - IUL, terá lugar uma Mesa Redonda, moderada por Paulo Tormenta Pinto (ISCTE-IUL), com a presença dos Arquitectos Gonçalo Byrne (ISCT-IUL) e Pedro Botelho (ISCTE-IUL) e do Dr. Jorge Máximo (Junta de Freguesia de Marvila).

Esta Mesa Redonda acolherá todos os interessados, bastando para isso estarem à hora no sítio da sua realização.

O objectivo deste encontro é debater a regeneração urbana no núcleo antigo de Marvila. surgindo na sequência de um conjunto 4 trabalhos de projecto desenvolvidos pelos alunos finalistas do Mestrado Integrado em Arquitectura do ISCTE-IUL. Os trabalhos que têm estado expostos na biblioteca do ISCTE-IUL correspondem a programas de biblioteca municipal, escola de ofícios e habitação.
Como ponto de partida para a elaboração dos projectos, considerou-se uma área de intervenção abrangente, na proximidade com o local onde se preconiza a inserção da nova ponte sobre o Tejo.
O mapa da área de estudo, define-se pelo modo como se efectuou a apropriação do solo, em correspondência directa com a geografia daquele sítio.

Nesta teia de relações emerge uma estrutura da vias fundamentais, as mais antigas e com relevância a partir do século XVI, são: a estrada de Marvila, que estabelece as ligações Norte/Sul e o caminho de Oriente que conecta o conjunto de conventos e palácios existentes ao longo da costa. Com os aterros efectuados nas primeiras décadas do século XX, abre-se Avenida Infante Dom Henrique, isolando a relação directa de Marvila com o Rio.

Para a apreensão desta área oriental da cidade de Lisboa, propôs-se uma leitura seccionada do território, procurando cruzar-se as diversas ocupações entre a encosta e o rio, com a inserção da complexa rede de canais ferroviários (da linha de Sintra, da linha e da linha do Norte e linha de cintura do Porto de Lisboa) que invade e rompe toda a área urbana em estudo. Pode ler-se a Poente da Linha de Sintra, dispondo de uma relação periférica em relação à infra-estrutura do caminho de ferro, a área de Chelas caracterizada pelos edifícios do PER construídos na década de 90 para realojamento.

Num território entre as linhas de Sintra e a linha de cintura do porto de Lisboa, situa-se o núcleo mais antigo de Marvila que é caracterizado por uma ocupação urbana ancestral, conjugando vilas operárias em elevado grau de precariedade, com unidades industriais em desactivação. Este núcleo da freguesia de Marvila é interceptado pela linha do Norte, dividindo a sua área administrativa em duas partes, é a Nascente desta fractura urbana que se localizam antigos palácios e conventos, envoltos em estruturas industriais decadentes. A complexidade deste território em estudo, culmina na doca do Poço do Bispo, num território híbrido de aterro, dominado pela grande doca da Matinha, mediando a relação da cidade com o rio Tejo.

A nova travessia do Tejo e a introdução do comboio de alta velocidade, vêm introduzir neste troço de cidade uma complexidade acrescida. Para além do impacte urbano da infra-estrutura, viária e rodoviária, deverão ser considerandos os nós de ligação às estruturas existentes, e a mutação que virá a existir neste local.

Os projectos desenvolvidos tiveram como objectivo relacionar, num diálogo sistemático, a macro-escala da análise estratégica do território, com a micro-escala da intervenção cirúrgica da arquitectura, procurando, acima de tudo compreender a capacidade do tecido urbano existe para um processo de regeneração urbana.

ESta é uma iniciativa do Departamento de Arquitectura e Urbanismo do ISCTE-IUL e do seu Centro de Investigação em Arquitectura e Áreas Metropolitanas CIAAM; os contactos são os seguintes:
http://dau.iscte.pt/index.php
http://www.blogger.com/alice.espada@iscte.pt


3. 1ª Conferência Internacional de
Arquitectura e Qualificação da Cidade,
Encontro e Conferência
na Universidade Católica Portuguesa,
Faculdade de Engenharia -
Campus de Sintra,
7 e 8 de Maio de 2010




Fig. 02: O Campus de Sintra da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa.

As condições de inscrição nesta Conferência são apontadas a seguir ao respectivo Programa.

PROGRAMA
7 de Maio - Sexta-feiraFACULDADE DE ENGENHARIA - Campus de Sintra

9.00 Recepção aos participantes
9.15Intervenção do Director da Faculdade de Engenharia, Professor Doutor Manuel Barata Marques
Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Professor Fernando Seara
Intervenção do Reitor da Universidade Católica Portuguesa, Professor Doutor Manuel Braga da Cruz
10.00 - Apresentação do 1º dia da conferência, Professor José Baganha

10.15 - A qualificação das cidades em Portugal, Professor Engenheiro Manuel da Costa Lobo

11.00 Intervalo para café

11.30 - A mobilidade e o urbanismo em Lisboa, Professor Doutor Fernando Nunes da Silva

12.15 - A arquitectura do projecto de Almada Nascente, Arquitecto João Santa-Rita

13.00 Debate

13.30 Almoço

14.30 - A arquitectura tradicional na requalificacção do centro histórico de Palermo, Professor Giovanni Fatta

15.30 - Projectos urbanos em cidades da Bacia do Mediterrâneo e do Próximo Oriente, Professor Attilio Petruccioli
16.30 Intervalo para café

17.00 - O Renascimento Urbano - Panorâmica actual de projectos de qualificação de cidades, Professor Gabriele Tagliaventi

18.00 Conclusões e debate com moderação do Professor José Baganha

8 de Maio - Sábado
SINTRA, local a anunciar

9.00 - Recepção aos participantes

9.15 - Intervenção da Câmara Municipal de Sintra

9.30 - Apresentação do 2º dia da conferência, Arquitecto Rui Florentino

9.45 - A prospectiva para a criação de cenários de desenvolvimento urbano - exemplos em Espanha, Professor José Miguel Fernández-Güell

10.30 - Estudos de densidade e qualificação urbana em curso no Politécnico de Monterrey, no México, Professor Javier Cenicacelaya

11.15 Intervalo para café

11.45 - A revisão do “Plano de Gröer” para a Vila de Sintra, Arquitecta Maria del Carmen Lemos

Conclusões e debate final com moderação do Arquitecto Rui Florentino






Fig.03 - Uma vista de Sintra, retirada do desdobrável de divulgação da Conferência.

Informações e inscrições:
UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA
FACULDADE DE ENGENHARIA

Estrada Octávio Pato,
2635-631 Rio de Mouro,
Tel.: +351 21 426 97 70


arquitectura@fe.ucp.pt


http://www.fe.lisboa.ucp.pt/

Inscrições:
Até 16 de Abril de 2010
:

Estudantes: 25 €
Profissionais: 50 €
Após 16 de Abril de 2010:Estudantes: 40 €
Profissionais: 80 €
Para Estudantes e Professores da UCP a participação é gratuita, mas devem inscrever-se também por correio electrónico


4. Notas biográficas e estudos desenvolvidos por Carolina Palermo

Carolina Palermo Szücs, é Arquiteta pela Universidade Federal de Pernambuco (1976), é Mestre em Arquitetura pela Escola de Engenharia de São Carlos USP (1979). Obteve o Certificat d'Études Approfondies en Architecture pela École d'Architecture de Nancy em 1990 e o Doutorado em Sciences Phisiques pela Université de Metz/França (1991). É Professor Titular da Universidade Federal de Santa Catarina e Líder do Grupo de Estudos da Habitação/UFSC, credenciado no Diretório de Grupos do CNPq. É especializada em Projeto para Habitação de Interesse Social - HIS, atuando principalmente nos seguintes temas: qualidade do projeto, sustentabilidade social da HIS e avaliação de desempenho de projetos para HIS.

Contactos:
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Departamento de Arquitetura. Campus da Trindade, Trindade
88050-900 - Florianopolis, SC - Brasil - Caixa-Postal: 476

No site da UFSC, Departamento de Arquitetura, que aqui se junta poderá ser encontrado o mail da Prof.ª Carolina Palermo
http://www.arq.ufsc.br/
Na UFSC Carolina Pelrmo tem coordenado o Grupo de Estudos da Habitação, GHab
http://www.ghab.ufsc.br/

Salienta-se que os elementos biográficos acima editados e os diversos temas de investigação que são, em segida, referidos foram retirados do site "Currículo do Sistema de Currículos Lattes"
http://www.posarq.ufsc.br/pesquisas/lattes/carolina.htm

Alguns dos temas de investigação/pesquisa desenvolvidos e promovidos pela Prof.ª Carolina Palermo:

Qualidade do Projeto Habitacional: O projeto busca identificar, desemvolver e avaliar estratégias para a qualificação do projeto de habitação social, no que diz respeito a: - concepção de projeto; - soluções tecnológicas apropriadas; - apropriação espacial e fixação do morador.

Desenvolvimento de ferramentas para avaliacao de projetos para Habitacao de Interesse Social (HIS): O projeto para HIS apresenta caracteristicas e peculiaridades que justificam um tratamento especializado por parte do projetista. Produzida predominantemente pelos governos das tres esferas, tem no fator economico um limitador extraordinario, sobrepondo-se as demais dimensoes que o produto - casa - incorpora quando vivenciado pela familia. A necessidade de reducao dos custos tem um limite imposto entretanto pela possibilidade de uso, limite abaixo do qual a casa perde a capacidade de receber um grupo morador, atender-lhe as necessidades, portanto ser apropriada. Ferramentas que permitam avaliar o projeto, ainda no papel, reduzirão os equívocos e as disfuncoes geralmente encontradas nessas edificações.

Avaliação em Fase de Projeto Aplicada à HIS: O estudo busca desenvolver instrumento de avaliação de alternativas habitacionais em fase de projeto. Está dirigido ao setor público mas pode ser utilizado ainda pelo setor privedo no controle da qualidade do projeto habitacinal.

Habitação Evolutiva: Projeto realizado em parceria com a Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina, busca qualificar os projetos voltados para a habitação popular, adequando as soluções ao contexto específicos das diferentes regiões do Estado, nos níveis: sócio-econômico, cultural e ambiental.

Habitação de Interesse Social, desenvolvimento tipológico: O projeto busca rever as soluções tipológicas praticadas pelo poder público, em suas três esferas, avaliando o potencial de apropriação e capacidade evolutiva, como forma de propiciar a qualidade de vida e o crescimento social da população moradora.

Avaliação e Desenvolvimento de Sistema Construtivo em Madeira para a Habitação de Interesse Social: Projeto realizado em parceria com a empresa Battistella Indústria e Comércio e financiado pela FINEP. Busca revisar e desonerar sistema construtivo desenvolvido pela empresa e oferecido a população de maior poder aquisitivo, para aplicação em programas de habitação social.

Infohabitar, Ano VI, n.º 292
Infohabitar a Revista do Grupo Habitar
Editor: António Baptista Coelho
Edição de José Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação - Olivais Norte, 4 de Abril de 2010

segunda-feira, dezembro 21, 2009

277 - Um(a) NAU com 40 anos, parte III - Infohabitar 277

Infohabitar, Ano V, n.º 277
Um(a) NAU com 40 anos, III- de 1969 a 2009, 40 anos de investigação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC : Parte III, sobre a investigação programada do NAU.

António Baptista Coelho, com a colaboração de todos os membros do NAU, incluindo os seus bolseiros de doutoramento FCT:

Ana Pinho
Anabela Manteigas
António Leça Coelho
Isabel Plácido
Joana Mourão
João Branco Pedro
Maria Tavares
Vitor Campos
Sara Eloy


O Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Departamento de Edifícios (DED) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) fez 40 anos de actividade no dia 24 de Novembro de 2009, pois data de 24 de Novembro de 1969 o documento que regista o respectivo nascimento.

Com vista a marcar esta data foi realizada uma conferência sobre os “Bairros Vivos, Cidades Vivas”, cujos oradores foram vários dos colegas que desenvolveram actividade ou que cooperaram de perto com o NAU ao longo desses 40 anos e que encheu, praticamente, o maior auditório do Centro de Congressos do LNEC. Esta conferência foi objecto do artigo n.º 275 do Infohabitar.

Na sequência desta iniciativa publicou-se uma série de três artigos no Infohabitar onde se faz uma pequena síntese do que tem sido a investigação sobre Arquitectura e Urbanismo no NAU: na semana passada editou-se um resumo dos nossos trabalhos associados à investigação por contrato - artigo n.º 276 do Infohabitar -, e esta semana, no último artigo da série, faz-se uma síntese da nossa investigação programada.


Figura 1

Como nota inicial e de esclarecimento refere-se que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) desenvolve, desde os primeiros anos da sua existência, investigação programada de índole estratégica. A gestão dessa actividade cabe ao Conselho Directivo do Laboratório, apoiado no Conselho Científico do Laboratório. A proposta do Departamento de Edifícios do LNEC, onde se integra o NAU, para o PIP 2009-2012 foi apresentada e discutida em Julho de 2009, numa Jornada onde foram apresentados e discutidos 26 projectos e investigação.

Apontando, de forma muito sucinta, os estudos já em desenvolvimento no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC, no âmbito do Plano de Investigação Programada do Laboratório, iniciado em 2009 e com o horizonte de 2012, salientam-se os estudos que são em seguida referidos e que são coordenados pelos vários colegas do NAU, respectivamente, identificados.

Figura 2

O estudo do Sistema regulamentar da construção, no qual e considerando que persiste uma regulamentação com organização fragmentada e dispersa que dificulta a sua aplicação, se está a comparar o sistema português com o de outros países europeus, visando-se o aperfeiçoamento do sistema regulamentar português.

Responsável: Doutor Arq.º João Branco Pedro, Investigador Auxiliar do LNEC
jpedro@lnec.pt

Temas a desenvolver:
– Estudar orientações para o aperfeiçoamento do sistema regulamentar português;
– Apoiar a aplicação da regulamentação técnica nacional sobre acessibilidade;

Figura 3

O estudo da formulação da qualidade da habitação, baseado na relação entre qualidade habitacional e satisfação das diversas necessidades dos utentes, e no recente aprofundamento de aspectos de acessibilidade de pessoas com mobilidade condicionada e exigências de área mínima, e prevendo-se aprofundar a relação entre os idosos e a habitação e comparar as exigências de uso regulamentares aplicáveis em Portugal e em outros países europeus.

Responsável: Doutor Arq. º João Branco Pedro, Investigador Auxiliar do LNEC.
jpedro@lnec.pt

Temas a desenvolver:
– Actualizar as exigências de referência para a concepção arquitectónica da habitação;
– Estudar modelos habitacionais mais adequados à diversidade de modos de vida presentes e à sua transformação no futuro;

Figura 4

O estudo da Patologia da construção e metodologias de definição de intervenções, baseado no acompanhamento e aperfeiçoamento dos três Métodos de avaliação sobre patologia da construção já desenvolvidos no LNEC, visando-se o enquadramento da manutenção e reabilitação através de uma adequada caracterização construtiva e do estado de conservação dos edifícios, numa perspectiva de adequação às suas funções e diversas categorias de utentes.

Responsável: doutorando Eng.º António Vilhena, Assistente de Investigação do LNEC - nota: o Eng.º António Vilhena integra outro dos Núcleos do Departamento de Edifícios do LNEC.
avilhena@lnec.pt

Temas a desenvolver:
– Analisar a aplicação do método de avaliação do estado de conservação nos edifícios (MAEC) e sugerir aperfeiçoamentos;
– Desenvolver instrumentos de apoio ao diagnóstico de causas de anomalias;
– Elaborar e Divulgar metodologias de avaliação do estado de conservação de edifícios.

Figura 5

O estudo das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação na habitação, a ser desenvolvido por uma tese de doutoramento em Arquitectura, como via de qualidade, adaptabilidade, sustentabilidade ambiental e inclusão social na habitação, visando-se idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Responsável: doutoranda Arq.ª Sara Eloy, Bolseira de Investigação FCT.
seloy@lnec.pt

Temática: analisar o potencial das tecnologias da informação e comunicação no aumento da adequação entre ambientes e modos de vida e na melhoria da sustentabilidade ambiental.

Figura 6

O estudo das matérias no domínio da segurança ao incêndio que está a ser desenvolvido através da elaboração de vários modelos, designadamente:

- modelo de probabilidade de ocorrência de incêndio com base na informação sobre incêndios ocorridos na cidade de Lisboa e do Porto nos últimos 10 anos;
- modelo de simulação da evacuação de edifícios;
- modelo de fiabilidade dos meios de segurança ao incêndio;
modelo de análise custo/benefício.
- e articulação dos diferentes modelos com um outro relativo ao desenvolvimento do incêndio em edifícios.

Responsável: Doutor Eng.º António Leça Coelho, Investigador Principal com Habilitação
alcoelho@lnec.pt

Figura 7

O estudo da Sustentabilidade ambiental da habitação e das áreas urbanas, a ser desenvolvido por uma tese de doutoramento na FAUP, que visa analisar e repensar o planeamento da infra-estrutura urbana, tendo em vista a restrição das emissões de gases com efeito de estufa.

Responsável: doutoranda Arq.ª Joana Mourão, Bolseira de Investigação FCT.
jmourao@lnec.pt

Temas a desenvolver:
– Divulgar recomendações sobre a sustentabilidade ambiental da habitação e das áreas residenciais;
– Definir objectivos e instrumentos para promover a sustentabilidade ambiental urbana.

Figura 8

O estudo das Políticas públicas de reabilitação urbana, que visa a monitorização e avaliação dos vários programas e iniciativas em curso no território nacional relativas à reabilitação de áreas degradadas e em declínio (históricas ou não), e o desenvolvimento de instrumentos de apoio recomendativo e conceptual numa perspectiva que privilegia uma reabilitação, que seja também inovação e que se caracterize pela globalidade e pela abertura.

Responsável: Doutora Arq. ª Ana Pinho, Bolseira de Pós-doutoramento
apinho@lnec.pt

Figura 9

O estudo da qualidade dos equipamentos sociais que irá sistematizar e aprofundar a aquisição de conhecimentos sobre diversas valências de equipamentos sociais que tem sido atingida no LNEC no apoio a novos equipamentos e à requalificação dos existentes.
Pretende-se estudar as actuais teorias e tendências de actuação da acção social na protecção de diferentes tipos de população-alvo, os aspectos dimensionais e de equipamento considerados críticos e os programas funcionais muito específicos.

Temas a desenvolver:
- Estudo das actuais teorias e tendências de actuação da acção social e identificação de novos modelos de equipamentos sociais;
- Definição de programas de exigências funcionais para apoio à concepção de novos empreendimentos;
- Estabelecimento de princípios orientadores e requisitos mínimos para a requalificação de equipamentos existentes;
- Apoio à elaboração de nova regulamentação.

Responsável: Doutora Arq. ª Isabel Plácido, Investigadora Auxiliar
iplacido@lnec.pt

Figura 10

O estudo das relações entre qualidade, arquitectura e satisfação residencial, que se liga ao aprofundamento da relação entre habitar e saúde, à revisão dos “factores da qualidade arquitectónica residencial”, e à recente caracterização de um “habitar mais humanizado”; e um estudo que está associado ao conhecimento prático de muitos conjuntos residenciais, tentando-se a aproximação a um habitar da casa e da cidade, que harmonize qualidade de desenho e satisfação dos moradores.

Responsável: Doutor Arq.º António Baptista Coelho, Investigador Principal com Habilitação
abc@lnec.pt

Figura 11

E em ligação directa com esta última linha de investigação, o estudo da caracterização arquitectónica e residencial das "Habitações Económicas, da Federação da Caixas de Previdência, que aprofundará a diversidade e a adequação dos modelos de habitar na relação com o exercício do projecto e que está a ser desenvolvido por uma tese de doutoramento em Arquitectura da FAUP, que tem o LNEC como instituição de acolhimento.

Responsável: doutoranda Arq.ª Maria Tavares, Bolseira de Investigação FCT.
mariatavares@mrarquitectos.pt



Deixam-se, agora, algumas breves frases-chave sobre outras actividades recentes e ligadas ao NAU:

Figura 12

Desde 2004, que o Grupo Habitar, uma associação técnica e científica com uma visão multidisciplinar e integrada do habitar, tem sede no NAU, tendo desenvolvido mais de 40 sessões e visitas e um, blog/revista que conta já com 48 autores e 270 artigos disponíveis na net, e que estão a atingir as 200.000 consultas.

Figura 13

E entre outras recentes participações de membros do NAU há que referir:

- a integração na Comissão Técnica da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica FENACHE (desde 2000);

- a integração no Conselho Editorial da Revista Pós, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP);

- o apoio científico do Centro de Investigação Arquitectura e Modos de Habitar da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (CIAMH-FAUP desde 2009);

- a parceria com o Centro de Investigação em Arquitectura e Áreas Metropolitanas (CIAAM) do Departamento de Arquitectura e Urbanismo do ISCTE-IUL;

- a intervenção no Programa de Doutoramento em Arquitectura e Desenho Urbano “Espaço Construído e Regeneração Urbana”, coordenado pelo Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura (DECA) do Instituto Superior Técnico (actualmente a ser iniciado);

- e naturalmente o desenvolvimento do Convénio estabelecido entre o LNEC e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), assinado em 25 de Novembro de 2009, que muito promete e no âmbito do qual tivemos a oportunidade de ouvir a palestra do Prof. Titular da FAUUSP Arq.º Kahled Gouhbar, no LNEC em 24 de Novembro de 2009.

Figura 14:


Há ainda que sublinhar a recente doação ao LNEC do acervo documental sobre habitação e urbanismo do arquitecto Nuno Teotónio Pereira, em classificação, através do precioso trabalho da colega Eng.ª Isabel Reis, uma doação que muito honrou o LNEC e o NAU e uma colecção cujas características de riqueza de conteúdos, perfil temático e sistemática constituição ao longo de mais de meio século irão impulsionar os estudos sobtre o habitar e a cidade desenvolvidos com base no LNEC.

Só para despertar o interesse refere-se que a colecção contém cerca de dois mil documentos entre livros, revistas, actas de reuniões nacionais e internacionais, relatórios e compilações de artigos de jornais; encontrando-se, por exemplo, um livro de Guilherme Augusto de Santa Rita, intitulado "Habitação do Operário e Classes menos Abastadas" e datado de 1891.

Figura 15

Conclui-se este artigo e esta série de artigos sobre a actividade do NAU do LNEC voltando a salientar a estreita colaboração, que, desde sempre se tem assegurado entre o NAU e todos os outros Núcleos e Departamentos do LNEC; com destaque para todos os outros cinco Núcleos do Departamento de Edifícios e, designadamente, nas áreas do conforto ambiental, da tecnologia da construção, da reabilitação, da patologia construtiva e das diversas matérias da ecologia social.

E aproveitamos para referir que julgamos que no NAU do LNEC desde sempre se desenvolveram “actividades em domínios relacionados com os actos próprios da profissão de arquitecto”, que se consubstanciam "em estudos", visando a integração harmoniosa das actividades humanas no território, a valorização do património construído e do ambiente que define.” E que, portanto, o NAU entende reunir as condições para preparar recém-licenciados para a vida profissional, através do desenvolvimento de estudos adequados e técnica e cientificamente bem enquadrados, com benefícios para a classe profissional dos Arquitectos e para o País.

E nesta matéria é fundamental referir a nossa actividade no âmbito do acolhimento e orientação de um número significativo de estágios realizados por licenciados em Arquitectura, portugueses e estrangeiros, bem como a orientação técnica e científica à preparação de múltiplas dissertações de mestrado e doutoramento.

Figura 16: os actuais "tripulantes" do NAU, ainda com o Arq.º Fernando Gonçalves (recentemente aposentado), sem o Arq.º Vítor Campos, actualmente destacado como Director Geral do Ordenamento do Território e das Cidades e sem as três Bolseiras de Doutoramento, que também estão ligadas ao NAU.

Sublinhamos que o NAU tem uma tradição bem viva de mais de 40 anos ininterruptos de investigação teórico-prática em arquitectura e urbanismo. E quem conheça a realidade nacional e internacional nestes domínios entenderá que se trata de um património único, que todos desejamos possa ser ainda dinamizado e aprofundado.


Figura 17

No futuro o NAU terá outros tripulantes e singrará outras rotas, marcadas pelas necessidades e solicitações que lhe sejam então colocadas e pelo carácter dos seus tripulantes à época. É, no entanto, fundamental, fazer sempre a crónica do que foi feito, numa acção cumulativa e sequencial que é também a marca do LNEC.


Figura 18

Bem hajam, portanto, todos, pelas memórias vivas que nos deixaram, no LNEC, no dia 24 de Novembro de 2009 e que consolidam o nosso futuro.

Tenham todos a certeza que iremos contar com todos vós na continuidade das nossas rotas de investigação em Arquitectura: a “Arte de construir edifícios" e "uma das artes do desenho" e que", dispõe de proporções a que nem a pintura nem a esculptura podem aspirar", mas que "além do estylo e da belleza, deve ter em conta a utilidade”; uma velha definição (de "Architectura ou arquitectura", LELLO, volume primeiro, p. 161) que clarifica ser esta uma rota tão complexa como apaixonante: e por isso a seguimos!

E, naturalmente, o NAU acolhe, positivamente, as manifestações de interesse associadas à cooperação técnica e científica nas matérias que foram apontadas neste artigo, seja de colegas investigadores ligados a idênticas temáticas, seja de instituições públicas e privadas que pretendam desenvolver trabalhos nestas áreas; pois é realmente da união de conhecimentos e de recursos que resultarão os melhores benefícios para a sociedade, cumprindo-se assim a boa tradição do LNEC.


Infohabitar, Ano V, n.º 277
Editor: Grupo Habitar
Coordenador editorial: António Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 21 de Dezembro de 2009
Edição de José Baptista Coelho

investigação em arquitectura e urbanismo, NAU do LNEC

domingo, dezembro 13, 2009

276 - Um(a) NAU com 40 anos, parte II - Infohabitar 276


Figura 1

Um(a) NAU com 40 anos, II - de 1969 a 2009, 40 anos de investigação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC : Parte II, sobre os últimos estudos do NAU.Infohabitar, Ano V, n.º 276

António Baptista Coelho, com a colaboração de todos os membros do NAU


O Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) do Departamento de Edifícios (DED) do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) fez 40 anos de actividade no dia 24 de Novembro de 2009, pois data de 24 de Novembro de 1969 o documento que regista o respectivo nascimento.

Com vista a marcar esta data foi realizada uma conferência sobre os “Bairros Vivos, Cidades Vivas”, cujos oradores foram vários dos colegas que desenvolveram actividade ou que cooperaram de perto com o NAU ao longo desses 40 anos e que encheu, praticamente, o maior auditório do Centro de Congressos do LNEC. Esta conferência foi objecto do artigo n.º 275 do Infohabitar.

Na próxima semana e para concluir esta série editorial será editado o artigo intitulado:
Um(a) NAU com 40 anos, III - De 1969 a 2009, 40 anos de investigação do Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC : Parte III, sobre a investigação programada do NAU (a editar em 20 de Dezembro de 2009 - Infohabitar, Ano V, n.º 277).




Figura 2

O Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU) é um dos seis núcleos do Departamento de Edifícios, um dos sete departamentos que integram o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O NAU iniciou a sua actividade em 1969, embora a investigação em Arquitectura, Urbanismo e Habitação tenha começado no LNEC, cerca de 1963, integrada na actividade da Divisão de Construção e Habitação, ano esse em que é editado no LNEC o que parece ser o primeiro relatório sobre habitação desenvolvido por arquitectos; e temos de referir a fundamental base de partida que constituiu o estudo das necessidades humanas e exigências funcionais na habitação” que foi então aqui coordenado por Ruy Gomes e Nuno Portas.

O LNEC tem uma rica tradição de investigação em arquitectura, no sentido lato do termo, uma investigação iniciada com a coordenação de Nuno Portas, e continuada por Reis Cabrita, tendo sido aqui editados mais de 400 estudos na área da arquitectura, do urbanismo, da habitação e da habitação de interesse social, entre os quais 65 foram já publicados para divulgação alargada e estão hoje disponíveis na Livraria do LNEC; e salienta-se que as datas de edição vão desde 1969 a 2007: desde as bem conhecidas “Funções e exigências de áreas de habitação” de Nuno Portas, à minha Memória do LNEC intitulada "Habitação Humanizada: Uma apresentação geral".


Figura 3

Numa tradição extremamente útil e consolidada o LNEC associou essa produção técnica e científica à sua disseminação através do acolhimento e orientação de um número muito significativo de estágios e assim por aqui passaram, por exemplo, nomes grandes da arquitectura portuguesa, como Gonçalo Byrne, Alves Costa, Bartolomeu Costa Cabral e Silva Dias entre outros.



Figura 4

E também nesta perspectiva foram muitos os estágios realizados no NAU do LNEC e que contribuíram, objectivamente, para o desenvolvimento de trabalhos de investigação do Núcleo.



Figura 5

O NAU teve um nascimento directamente ligado à habitação e a propósito lembra-se que a ligação do LNEC à habitação apoiada pelo Estado é uma história, a fazer, que remonta a 1938, à construção do bairro do Caramão da Ajuda, que se prolonga por apoios à construção de muitos outros bairros com destaque para Alvalade, entre 1948 e 1959, portanto em ligação com as Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência, e que, desde então, nunca mais parou, tendo forte incentivo durante os 23 anos de actividade do INH, hoje IHRU.
Foi, portanto, com algum orgulho que comemorámos um período de actividade contínua de investigação em Arquitectura que julgamos ser raro, seja no nosso meio de investigação, seja mesmo, e muito provavelmente, a nível europeu e mundial.

Sintetizando, o documento fundador da Divisão de Arquitectura tem a data de 24 de Novembro 1969 e a investigação em arquitectura, até então centrada no domínio da Habitação, alarga o seu âmbito ao “Processo de Projecto” e à “Qualidade do Espaço Urbano”. A Divisão de Arquitectura vem mais tarde a designar-se Núcleo de Arquitectura e, finalmente, Núcleo de Arquitectura e Urbanismo (NAU), num período que contou com a coordenação de Nuno Portas, Reis Cabrita e eu próprio, desde 2002.

Os nossos domínios de trabalho são:


- Organização dos espaços dos edifícios e das áreas edificadas e suas relações com os utentes.
- Habitação.
- Urbanismo e gestão urbanística.
- Processo de projecto de edifícios e de espaços edificados, incluindo a integração de tecnologias de informação e comunicação.
- Segurança contra incêndios, na vertente correspondente ao seu campo de acção.
- Conservação do património arquitectónico e urbano, na vertente correspondente ao seu campo de acção.
- e o Direito do urbanismo e da construção.


Salienta-se que os estudos desenvolvidos no NAU são geralmente solicitados por entidades, púlicas ou privadas, sendo, por regra, interdisciplinares, e realizados com a cooperação de outros núcleos do LNEC e designadamente dos que integram o Departamento de Edifícios e ligados aos vários aspectos das tecnologias de construção e instalações, às diversas áreas do conforto e da sustentabilidade ambiental, à gestão e à ecologia social; numa abordagem que julgamos ser muito vantajosa.

Sublinha-se, assim, que grande parte dos estudos que serão, em seguida, apontados foram realizados com a coordenação do NAU, mas em total cooperação e com a fundamental intervenção, em termos de conteúdos técnicos e científicos, dos outros Núcleos do Departamento de Edifícios (DED), e contando-se, ainda, com o precioso apoio do Eng. Vasconcelos Paiva, que foi Director do DED até há poucas semanas, quando se aposentou.

Os temas de estudo do NAU evoluíram ao longo do tempo e ficarão evidenciados seja nos trabalhos recentes que iremos referir, seja no interessante painel que temos exposto e que serve também de registo fundamental de grande parte dos colegas que pertenceram ao NAU, continuando, depois, por outras vias, a sua intervenção técnica e cívica; o que realça o papel formativo que o NAU assegurou e que, é, naturalmente, uma das marcas do LNEC.



Figura 6: os actuais "tripulantes" do NAU (o Arq.º Fernando Gonçalves estava quase a aposentar-se) - ausentes o Arq. Vitor Campos e as Bolseiras de Doutoramento Arquitectas Joana Mourão, Sara Eloy e Maria Tavares.

Ao longo dos seus 40 anos de trabalho muitos colegas navegaram nesta NAU. Actualmente, são estes os marinheiros da nossa NAU:

António Baptista Coelho, Arquitecto (ESBAL), doutorado em Arquitectura pela FAUP, Investigador Principal c/ habilitação +351 218 443 679 abc@lnec.pt
António Leça Coelho, Engenheiro (FEUP), doutorado em Engenharia pela FEUP, Investigador Principal c/ habilitação +351 218 443 504 alcoelho@lnec.pt

Isabel Plácido, Arquitecta (ESBAL), doutorada em Arquitectura pela FAUP, Investigadora Auxiliar +351 218 443 516 iplacido@lnec.pt

João Branco Pedro, Arquitecto (FAUTL), doutorado em Arquitectura pela FAUP, Investigador Auxiliar +351 218 443 782 jpedro@lnec.pt

Ana Pinho, Arquitecta, Arquitecta (XXX), doutorada em Planeamento Urbanístico pela FAUTL, Bolseira de Pós Doutoramento do LNEC, 351 218 443 515 apinho@lnec.pt

Anabela Manteigas, Téc. Prof. Especialista Principal +351 218 443 769 amanteigas@lnec.pt

Sara Eloy, Arquitecta, Bolseira de Doutoramento da FCT, estagiária do LNEC +351 218 443 694 seloy@lnec.pt

Joana Mourão, Arquitecta, Bolseira de Doutoramento da FCT, estagiária do LNEC +351 218 443 694 jmourao@lnec.pt

Maria Tavares, Arquitecta, Bolseira de Doutoramento da FCT, LNEC instituição de acolhimento

Vitor Campos, Arquitecto, Investigador Auxiliar, actualmente destacado na DGOTDU, com o cargo de Director Geral do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Urbano

Passando, agora, ao apontamento breve dos nossos mais importantes trabalhos nos últimos anos destacamos:



Figura 7

A preparação e a dinamização de várias séries editoriais do LNEC destacando-se: a Série Habitação (1991); a Colecção Edifícios (1993); a Informação Técnica Arquitectura (1998); a Legislação de Urbanismo e Construção (1998 a 2005); e os Cadernos Edifícios (2001)



Figura 8

Em 1995, 2000 e 2004, o desenvolvimento de três grandes campanhas de Análise retrospectiva multidisciplinar do parque habitacional financiado pelo Instituto Nacional de Habitação; um tipo de análise cuja metodologia foi por nós desenvolvida, que internacionalmente é designada por avaliação pós-ocupação e que foi por nós aplicada em 40 bairros e conjuntos residenciais com cerca de 3500 habitações e habitados há mais de cinco anos. Trata-se de uma metodologia muito exigente, que inclui análises técnicas da arquitectura e do urbanismo, das engenharias e das ciências sociais, entrevistas com promotores, projectistas e habitantes, visita pormenorizada e inquérito postal a todos os habitantes.



Figura 9

Em 2004 e 2005, ajudámos a definir o conteúdo da Ficha Técnica da Habitação, que se refere a uma espécie de bilhete de identidade da nova construção habitacional, proporcionando a sua caracterização construtiva pormenorizada e facilitando a sua posterior manutenção.



Figura 10

E também por esta altura participámos na elaboração da legislação sobre acessibilidade e na análise da Revisão do RGEU.




Figura 11

Desde 2004 a 2008 participámos activamente na criação de métodos de avaliação sobre patologia da construção, designadamente, a metodologia de certificação das condições mínimas de habitabilidade, o método de avaliação do estado da conservação de edifícios (o MAEC), que está presentemente em aplicação no âmbito do actual processo de actualização do Arrendamento Urbano. E finalmente desenvolvemos ainda o Método de Avaliação das Necessidades de Reabilitação (MANR).



Figura 12

Em 2006 foi aqui realizado e editado, pelo INH, o estudo de apresentação de cerca de 250 casos de referência de habitação a custos controlados desenvolvidos entre 1984 e 2004; numa perspectiva que enquadrou este período na história da habitação de interesse social portuguesa.



Figura 13

Na área do urbanismo o NAU tem vindo a prestar apoio às recentes reformas da legislação urbanística portuguesa, ao desenvolvimento dos novos regimes jurídicos e ao seu ajustamento às novas realidades sociais. Tendo-se assegurado e edição de várias actualizações da colectânea LUC.



Figura 14

Em 2007 foi realizado e editado em duas publicações um estudo sobre os aspectos que caracterizam um habitar mais humanizado, de certa forma aprofundando-se os aspectos mais qualitativos da habitação, após todo um extenso desenvolvimento dos aspectos mais quantitativos da qualidade habitacional.



Figura 15

Durante todo o ano de 2008 e no âmbito da iniciativa governamental designada por Bairros Críticos, foi feita a análise das condições de habitabilidade dos cerca de 1000 edifícios e 1500 habitações do Bairro do Alto da Cova da Moura, uma malha urbana muito próxima de Lisboa, de génese clandestina e com graves problemas em termos de condições de vida e de qualidade construtiva. Este trabalho foi feito com a essencial cooperação de uma equipa técnica alargada do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, tendo-se aplicado todo um processo de pré-análise e de análise concebido no LNEC e no qual se integrou o Método de Avaliação das Necessidades de Reabilitação (MANR), desenvolvido no LNEC e com o objectivo de se informar a posterior elaboração do respectivo plano de pormenor.



Figura 16

Recentemente e no domínio da segurança ao incêndio em edifícios destaca-se o desenvolvimento de um método de análise de risco de incêndio (ARICA) para os centros urbanos antigos, e o apoio à legislação e à formação no âmbito de programas de mestrado e de doutoramento em ligação com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.



Figura 17

Em 2006, na sequência de trabalhos anteriores sobre reabilitação urbana foi concluído e editado, em parceria com o INH, o Guia Técnico de Reabilitação Habitacional, um estudo que consideramos de referência e que está disponível na nossa Livraria, este estudo organiza-se em duas partes, um primeiro volume sobre os conceitos, métodos e critérios de intervenção , assim como sobre as dimensões urbana, social e de sustentabilidade das intervenções de reabilitação habitacional; e um segundo volume sobre os aspectos técnicos e construtivos das intervenções de reabilitação de edifícios habitacionais. Ainda nesta temática, já em 2009, foi concluída e discutida uma tese de doutoramento sobre os conceitos e as políticas europeias de reabilitação urbana e a análise comparativa com o caso português.



Figura 18

Ao longo de 21 anos foram visitados e estudados mais de 600 conjuntos habitacionais de interesse social, incluindo muitos dos conjuntos do conhecido Plano Especial de Realojamento, o que equivale a dizer que estudámos cerca de um terço de toda a promoção desse tipo de habitação, através da contínua participação do LNEC nos Júris de um Prémio anual que avalia a qualidade das respectivas soluções de urbanismo, arquitectura, construção e adequação de soluções, e cujo Júri visita e estuda, em cada local, os candidatos a esse Prémio. O prémio decorreu por iniciativa do INH, entre 1989 e 2007 e do IHRU em 2008 e 2009. E é em boa parte devido a este conhecimento prático muito amplo e aprofundado que iremos apontar, na segunda parte desta intervenção, alguns aspectos que se consideram importantes na promoção de habitação de interesse social.



Figura 19

Desde 2005, e em cooperação com o Instituto da Segurança Social, têm sido elaboradas “Recomendações Técnicas para uma amplo leque de valências de Equipamentos Sociais – Lares de Idosos, Centros de Dia, Creches, Centros de Acolhimento Temporário, Lares de Infância e Juventude, Centros de Actividades Ocupacionais e Lares Residenciais, considerando os novos estabelecimentos e a requalificação de estabelecimentos existentes.



Figura 20

Estamos a participar no Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde, desenvolvido no âmbito de três ministérios e coordenado pela DG da Saúde, tendo sido realizado no LNEC há poucas semanas o I.º Encontro Nacional sobre Habitação e Saúde, no qual quatro temáticas foram desenvolvidas pelo LNEC: os “problemas sociais na habitação", o “bem-estar na envolvente residencial”; o “bem-estar e os tipos habitacionais”; e o “bem-estar e o conforto ambiental doméstico”. E este é um trabalho a aprofundar pelo menos até 2013.
No âmbito da coop externa tem-se desenvolvido uma relação privilegiada com diversos centros de estudo de universidades portuguesas, em Lisboa e no Porto, com destaque para um doutoramento em arqª recentemente iniciado e para um novo Convénio assinado há poucos dias com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.



Figura 21

Ainda no âmbito de uma cooperação continuada salienta-se a articulação com o Grupo Habitar uma Associação Técnica e Científica com sede no NAU do LNEC, fundada em 2004, que realizou já mais de 40 sessões e visitas técnicas e que edita na Internet uma revista técnica com edição semanal o Infohabitar, que conta já com cerca de 40 autores publicados e que está prestes a passar a barreira das 200.000 consultas.



Figura 22


A cooperação com os Paíse Africanos de Língua Portuguesa teve forte impulso na década de noventa do século passado e englobou variadas matérias, desde a Regulamentação geral da construção e da edificação, ao planeamento urbanístico, ao apoio às políticas habitacionais, ao enquadramento global e regulamentar da habitação evolutiva e da auto-construção; num desenvolvimento que se caracterizou, diversamente, em Cabo Verde, São Tomé, Guiné e Angola.
Recentemente, esta cooperação foi interessantemente retomada numa perspectiva actualizada e que importa enquadrar em termos específicos, no sentido de podermos ser úteis tendo por base, designadamente, o conhecimento adquirido nos vários trabalhos entretanto realizados e que têm sido aqui sintetizados; e bem a propósito salienta-se que quando desenvolvemos trabalhos sobre habitação evolutiva no âmbito da cooperação, há cerca de vinte anos, também estávamos a realizar estudos nessa temática para Portugal.



Figura 23

Devemos, ainda, referir o excelente potencial de estudos do habitar que foi proporcionado pela recente cedência ao LNEC do riquíssimo acervo documental sobre habitação e urbanismo do Arq.º Nuno Teotónio Pereira.

Sublinha-se, novamente, que em grande parte destes estudos o NAU actuou em total cooperação com os restantes núcleos do DED, e com as entidades clientes, aliás, numa velha e boa tradição de efectiva e natural multidisciplinaridade que é uma das vantagens do LNEC.
Infohabitar, Ano V, n.º 276
Editor: Grupo Habitar
Coordenador editorial: António Baptista Coelho
Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 13 de Dezembro de 2009
Edição de José Baptista Coelho

investigação em arquitectura e urbanismo, cooperação LNEC/USP