terça-feira, maio 14, 2019

686 - Guardas, parapeitos e peitoris domésticos – Infohabitar 686

Infohabitar, Ano XV, n.º 686                      

Guardas, parapeitos e peitoris domésticos e qualidade arquitectónica – Infohabitar 686

Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”
por António Baptista Coelho (texto e imagem)


Sequem-se algumas notas sobre a relação entre entre guardas, parapeitos e peitoris, considerados como importantes elementos de construção e de acabamento, e a qualidade de uso e arquitectónica do interior doméstico.



Guardas, parapeitos e peitoris domésticos: aspectos gerais ligados à qualidade arquitectónica

A constituição e configuração das guardas, parapeitos e peitoris domésticos refere-se, naturalmente a um elemento de projecto que importa harmonizar, seja considerando o efeito/composição global e pormenorizado dos respectivos alçados e volumetrias, em termos de vistas exteriores gerais e de aproximação;

seja considerando o seu efeito/composição pormenorizado em termos das vistas interiores domésticas em que se incluam os respectivos vãos;

seja no que se refere ao seu efeito em termos de vistas de enquadramento e de comunicabilidade/”atravessamento”, que são possíveis a partir do interior sobre o exterior;

seja considerando as suas influências directas e indirectas em termos das condições de segurança no uso, iluminação natural e ventilação natural dos espaços interiores servidos;

seja no que se refere a suas eventuais funcionalidades diversificadas, por exemplo: estar no exterior, debruçar sobre o exterior, ocupar com contentores e vasos de plantas, etc.;
seja no que se refere às respectivas condições de segurança no uso – matéria esta, que, devido à sua importância, é, em seguida, um pouco mais desenvolvida.

Será, talvez, oportuno apontar aqui que a qualidade arquitectónica integrada de uma dada solução de guardas, parapeitos ou peitoris, dependerá do nível, desejavelmente expressivo, de conjugação dessas soluções na totalidade do respectivo projecto/obra, atingindo-se, desejavelmente, situações em que essas soluções não têm presença autonomizável, mas apenas totalmente “embebida” na solução arquitectónica respectiva e global, e mesmo valorizando-a em termos da percepção da respectiva pormenorização.

Uma condição de expressiva integração da pormenorização na solução geral, que, hoje em dia, estará talvez um pouco mais facilitada pela disponibilização de um grande leque de soluções formais, funcionais e variadamente “materializadas”, mas que exige sempre uma grande sensibilidade e um grande cuidado na respectiva pormenorização e no vaivém obrigatório que tem de acontecer entre ela e a expressão do projecto global.


Fig. 01: guardas, parapeitos e peitoris domésticos: segurança e visibilidades estratégicas


Guardas, parapeitos e peitoris domésticos: segurança e visibilidades estratégicas

Nota importante: as reflexões que se seguem, designadamente referidas às condições de segurança em guardas, parapeitos e peitoris domésticos, não são exaustivas e, portanto, não substituem uma pesquisa bibliofráfica e documental adequada.
A constituição e configuração das guardas e peitoris deve ter em conta um máximo de condições de segurança em termos de altura ao pavimento, características "à prova de subida de crianças", e distâncias máximas de segurança entre elementos verticais constituintes; trata-se de matéria que não estando talvez ainda adequadamente regulamentada deve ser objecto da máxima atenção por parte dos projectistas.

Por esta razão apontam-se, em seguida, alguns aspectos de configuração de guardas que contribuem para a prevenção de quedas: (1)

"Abaixo da altura de protecção não existirão aberturas com dimensões maiores do que 0.12m, para evitar a passagem de uma criança, frestas rasantes ao pavimento maiores do que 0.05m, nem elementos que facilitem a escalada do parapeito ou da guarda; quando abaixo da altura de protecção existirem encerramentos em chapa de vidro, este deverão ser temperados, ou armados com malha metálica ou laminado plástico." 

E há que ter em conta que as guardas opacas despertam a curiosidade nas crianças, levando-as, por vezes, a subirem ao parapeito.

No entanto, e tal como foi registado no estudo no LNEC que tem sido referido nesta série editorial (ITA 2 – Do Bairro e da Vizinhança à Habitação”), os parapeitos devem permitir vistas ao longe e ao perto, sobre o exterior envolvente, e para isso devem ser relativamente baixos, também porque devem considerar a visibilidade de uma pessoa sentada perto da janela, condição esta que evidencia o interesse das janelas de sacada, ou das janelas com peitoril bastante baixo.

E não tenhamos quaisquer dúvidas de que um adequado tratamento "cénico" das vistas exteriores proporcionadas de uma dada habitação, considerando-se a possibilidade de reconfiguração dos seus vãos exteriores, produz efeitos verdadeiramente inesperados e com enorme impacto na vivência doméstica, sendo que, quando esta vida doméstica é vivida longa e intensamente, como acontece, frequentemente, no caso dos habitantes mais idosos e/ou de pessoas doentes e/ou com mobilidade condicionada, a possibilidade de se poderem usufruir vistas exteriores relativamente “mergulhantes” a partir de posições sentadas e próximas das janelas, tal possibilidade pode passar a ser uma quase-exigência para se cumprir uma concepção e uma qualidade arquitectónica vivencial interior verdadeiramente adequadas.

Salienta-se a distinção que Neufert faz entre parapeitos baixos para salas elevadas e com boas vistas (altura 0.50m, idêntica à altura proposta por Alexander) e parapeitos normais para salas e quartos de trabalho.(2) Há assim aqui uma evidente tendência para janelas domésticas com parapeito baixo, muito mais "paisagístico" do que o seguro parapeito com cerca de 90cm de altura, mas haverá aqui um trabalho a fazer para tornar seguros esses parapeitos mais baixos , por exemplo, com vidro de segurança e dispositivos específicos de fecho das respectivas janelas.

Tal como aponta Alexander uma outra solução, que evita a ambiguidade das janelas de sacada, que podem parecer portas, está em janelas com peitoris baixos entre 0.30 e 0.50m (convenientemente protegidos) e em "janelas francesas ou à francesa" (com soleiras a cerca de 0.10/0.15m de altura do pavimento interior), que permitem vistas mergulhantes sobre o exterior próximo até cerca de 0.60m de distância do vão. (3)

E importa sublinhar a necessidade urgente de se desenvolverem, aprofundarem e apontarem aspectos essenciais de segurança na configuração e constituição de guardas, parapeitos e peitoris domésticos, pois trata-se de matéria crítica que, infelizmente, vai pontuando notícias trágicas que surgem, periodicamente, em meios de comunicação social. 

E não se trata de se visar uma segurança “total”, mas tão somente inviabilizar ou dificultar muito os riscos de acidente mais frequentes e mais críticos – ex., quedas por atravessamento, por escalamento ou por parapeitos/peitoris baixos, ferimentos por quebra e queda de vidros, etc.

E um aspecto também muito importante nesta matéria de uma maior segurança no uso de guardas, parapeitos e peitoris domésticos e á consideração dos seus respectivos aspectos de durabilidade e de manutenção regular, pois também não é de aceitar seja a reduzida durabilidade das soluções seja que as operações de manutenção regular sejam feitas com risco das condições de segurança dos respectivos agentes de manutenção.


Guardas, parapeitos e peitoris domésticos: apropriação e variadas potencialidades

Para além de todos estes aspectos mais "objectivos" e funcionais há uma outra verdadeira dimensão dos espaços disponibilizados em alguns parapeitos e em muitos peitoris e zonas de soleira de janelas, que merece uma atenção muito específica, pois acaba por proporcionar uma boa parte da capacidade de apropriação oferecida pela habitação.

Estamo-nos a referir a aspectos aparentemente tão comezinhos como haver espaço para encher parapeitos com pequenos vasos com plantas e com os mais diversos objectos decorativos, personalizando e marcando, por exemplo, vãos de janela e criando assim zonas de "descompressão/limiar" com grande capacidade de atractividade e de identidade, tanto quando vistas do exterior como do interior doméstico.

E tais pequenas zonas são também espaços de expansão visual e virtual dos compartimentos onde se situam e nestes aspectos muito ganham com uma sua formalização rebaixada e/ou com o seu desenvolvimento em encalços ou vãos profundos, uma profundidade que era construtivamente justificada, até meados do século XX, e que hoje em dia ganhou algum fôlego, seja com a previsão de paredes mais espessas por incorporarem recheios isolantes, seja com o relativo "prolongamento" dos vãos através de elementos que os protegem da radiação solar excessiva - embora haja que ter cuidado com a largura de encaixe das escadas portáteis dos bombeiros.

O que aqui se defende é que é necessário tratar, arquitectonicamente, e suscitar a apropriação de uma margem relativamente espessa no contorno do espaço doméstico e especificamente nas zonas de relação entre este espaço e o exterior, ganhando-se, assim, sentido de protecção, sentido de espaço e de volume, maior espaciosidade aparente e um ambiente interior verdadeiramente mais qualificado, porque elaborado, rematado e singular. E afinal trata-se, "apenas", de recuperar o sentido amplo, formal e funcional, que deve ter qualquer abertura da habitação sobre o exterior, uma abertura que deve ser sempre muito mais do que um simples "vão".

Notas:
(1) Ministerio de Obras Publicas y Urbanismo (MOPU), "Normas Tecnicas de Diseño y Construccion de las Viviendas Sociales", p. 27.
(2) Ernest Neufert, "Arte de Projetar em Arquitetura", p. 110.
(3) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 910 e 911.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 686

Guardas, parapeitos e peitoris domésticos e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 686


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, maio 07, 2019

685 - Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685

Infohabitar, Ano XV, n.º 685                      
Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685
Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”
por António Baptista Coelho (texto e imagens)


Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior

Sequem-se algumas notas sobre a relação entre os vãos de porta, considerados como importantes elementos de construção e de acabamento, e a qualidade de uso e arquitectónica do interior doméstico.


Vãos de porta – aspectos mais gerais

Vamos separar aqui as portas da habitação, que a separam e ligam relativamente aos espaços públicos ou comuns exteriores ou interiores, das outras portas interiores domésticas, e como veremos até acaba por haver alguns pontos comuns entre as duas tipologias.
Há aspectos, aparentemente óbvios, mas que proporcionam mudanças potencialmente muito positivas nos ambientes domésticos, é o caso da concepção das portas domésticas; e aqui a questão estará tanto na altura, como nas características de opacidade e de acabamento destes vãos.
De certa forma poderemos comentar que um vão de porta doméstico deverá cumprir basicamente os seguintes aspectos espaço-funcionais, de conforto, de segurança e de apropriação:
- os seus aspectos funcionais específicos, que são bem diferentes tratando-se, por exemplo, de uma porta exterior de acesso principal, de uma porta interior de uma sala-comum, ou de uma porta interior de um quarto;
- uma adequada relação com o conforto ambiental e a segurança dos espaços contíguos que são por ela directamente servidos;
- e uma adequada relação com a caracterização arquitectónica global e pormenorizada da respectiva intervenção.
Naturalmente que há soluções-tipo para condições espaço-funcionais tipificáveis, mas importa ter sempre presente esse “pequeno” leque exigencial, que, na prática, é, em boa parte, o responsável por muitas das melhores soluções domésticas de arquitectura de interiores: com portas de entrada que nos dão as boas-vindas ao nosso mundo doméstico e que igualmente qualificam os espaços comuns do edifício e com portas interiores que asseguram boa parte do conforto ambiental interior (ex., luz natural, isolamento sonoro), mas também boa parte da caracterização arquitectónica da solução doméstica.

(Fig. 01) As portas de entrada na habitação devem integrar-se muito positivamente na respectica composição global. 

Portas principais da habitação

Idealmente, a principal porta que nos liga e separa relativamente a espaços privados mas exteriores ou relativamente a espaços comuns ou públicos deve  oferecer resistência e isolamento ao ruído e a vistas incómodas, mas também pode/deve facultar alguma transparência e deve caracterizar-se por uma aparência atraente, identificável e apropriável, em si própria, e em eventuais aspectos de pormenor que lhe sejam contíguos.
Este último sentido de identidade e mesmo de representação é de sobremaneira importante na concepção destes vãos de porta, numa perspectiva que pode, naturalmente, variar, entre aspectos de maior sobriedade ou de maior representatividade, uma escolha que estará, naturalmente, condicionada em edifícios multifamiliares, onde se privilegia uma atraente uniformidade de tratamento de todos os vãos de porta que abrem sobre os respectivos espaços comuns; e uma escolha – entre mais sobriedade ou mais representatividade – que deverá ser, sempre, marcada por uma adequada e afirmada boa integração global e pormenorizada, havendo aspectos programados que devem servir a identidade/representatividade de cada porta/fogo, seja pontualmente bem integrados na solução, seja deixados à livre iniciativa dos respectivos habitantes (ex., locais adequados para vasos com plantas).
Importa ainda referir que, nos últimos anos, e designadamente com o cresci emento das preocupações com a segurança doméstica tem sido desenvolvida uma linha de soluções de portas de segurança que parece não ter, ainda, devidamente integrada uma adequada preocupação com as respectivas condições de aspecto e de apropriação.
Parece portanto haver, actualmente, na promoção multifamiliar uma espécie de crise na oferta de soluções verdadeiramente atraentes de portas de entrada, que acabam por se reduzir à sua função de segurança, aliás numa triste continuidade de ausência de pormenorização e de agradáveis condições de conforto ambiental (exemplo, luz e ventilação naturais) que, também por regra, caracteriza os respectivos patins comuns de acesso; e não tenhamos dúvidas de que não se trata aqui de qualquer fatalidade, mas sim de escolhas em termos de concepção e de se encarar o habitar multifamiliar numa completa e renovada perspectiva de qualidade arquitectónica.
Passando, agora, a algumas observações conclusivas e de maior pormenor, que podem abrir linhas para posteriores desenvolvimentos, e segundo Alexander, a marcação do momento de passagem entre dois espaços bem distintos, e, nomeadamente, da entrada em casa, pode ser acentuada, , por um vão de porta baixo (cerca de 1.90m) e largo (porque a largura aumenta a sensação de redução de altura); poderíamos pensar, ainda, em vãos que simulem os tradicionais, parecendo ainda mais baixos, quando nos aproximamos deles. (1)
E é interessante sublinhar que soluções deste tipo, que, de certo modo, querem transformar o simples vão numa espécie de “vão/espaço” bem caracterizado, podem ser criadas nos vãos principais da habitação, mas também em zonas “estratégicas” do interior da casa onde se queira reforçar a reserva no acesso e o grau de intimidade dos espaços e compartimentos a que se tem acesso (ex., recanto da lareira, escritório, quarto de dormir, acesso entre quarto e casa de banho privada); e é possível associar tais aspectos, por exemplo, a bandeiras superiores e/ou laterais que fazem transparecer a luz natural.

(Fig. 02) A porta de entrada deve enquadrar e valorizar o respectivo interior doméstico, direccionando e resguardadndo vistas; e a porta de entrada fechada deveria fazer transparecer um pouco da vida interior, ainda que seja, apenas, um pequeno sinal de vida.

Portas interiores da habitação

As portas interiores domésticas são, também, ilustres esquecidas no corrente pensar da habitação, pois tanto as suas características formais específicas, como a sua solução global podem ser reconsideradas, em termos da sua própria constituição, opaca ou total ou parcialmente transparente ou translúcida, e da existência de bandeiras superiores e/ou laterais; e os respectivos efeitos finais nos respectivos, compartimentos, corredores e vestíbulos contíguos, são bem distintos; e o que dizer da caracterização do respectivo espaço doméstico? Pois não haverá dúvida na grande diferença entre uma estrutura de circulação doméstica marcada, praticamente, pelo mesmo vão de porta opaco e uma outra estrutura de circulação doméstica, que se torna num verdadeiro espaço de estruturação e circulação, pois é bem servido e caracterizado por um leque bem adequado de diversas soluções de portas (mais opacas, mais translúcidas, com ou sem bandeiras, etc.).
Segundo Alexander, as portas interiores envidraçadas têm uma aplicação adequada não só em grandes compartimentos representativos, mas também em pequenos compartimentos que ganham, interiormente, com essa abertura, parecendo maiores, porque mais ligados ao resto do fogo (2); e complementa-se esta reflexão com a ideia de se poder "preencher" os ambientes interiores de características bem distintas, através deste tipo de cuidados, por exemplo criando-se uma zona de trabalho em casa, cuja porta, envidraçada e translúcida, qualifica de forma muito mais adequada, até através de uma gravação sóbria no vidro do respectivo tipo de ocupação.
A questão da programação de bandeiras envidraçadas e proporcionando a circulação do ar num sistema global e permanente, em toda a habitação (através de dispositivos de ventilação específicos), deve ser adequadamente considerada no projecto, matéria que deve levar a uma reflexão sobre a altura livre entre piso e tecto (pé-direito); e não tenhamos dúvida que haverá muito a ganhar em termos de conforto ambiental e de ambiente geral doméstico com este simples cuidados.
Um outro aspecto que deve ser regra é que as portas sejam definidas de modo a que propiciem uma maximização das condições de acessibilidade e de integração de mobiliário nos compartimentos; e, a este propósito, lembra-se que Neufert considera a posição mais correcta para abertura de portas, aquela que proporciona a sua abertura em direcção a uma parede próxima, de modo a que a rotação mínima para se entrar possa ser reduzida a cerca de 45º, contra cerca de 110º na direcção oposta; e quanto às distâncias mínimas entre a porta aberta, ortogonalmente à parede do seu vão, e a parede, Neufert define 0.68m, como espaço adequado para um armário com cerca de 0.60m de profundidade. (3)
Notas:
(1) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 916 e 917.[1]           
(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", p. 959.
(3) Ernest Neufert, "Arte de Projetar em Arquitetura", p. 116.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 685
Vãos de porta e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 685

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, abril 30, 2019

684 - Relação geral entre construção/acabamento e qualidade arquitectónica interior - Infohabitar 684

Infohabitar, Ano XV, n.º 684                      

Relação geral entre construção/acabamento e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 684

Artigo da Série “Habitar e Viver Melhor”
por António Baptista Coelho (texto e imagem)

Algumas notas gerais sobre a relação entre elementos de construção e de acabamento e a qualidade de uso e arquitectónica do interior doméstico.

Em seguida, serão brevemente abordados alguns aspectos particularizados e pormenorizados de relação entre a satisfação habitacional e o desenvolvimento de determinadas soluções gerais de construção e de acabamento dos espaços domésticos, considerando-se, essencialmente, as matérias ligadas à apropriação desses espaços. 

Paredes/compartimentações adequadas e inovadoras

De forma ampla há que ter em conta a resistência ao uso das paredes, mantendo-se em boas condições de aspecto, ainda que em condições de uso intenso; uma situação que pode assumir importância especial, por exemplo, quando se trate de acções de (re)alojamento de habitantes pouco habituados a um alojamento estabilizado e marcado por regras de convivência e de privacidade, que “equilibram” a frequente exiguidade espacial que caracteriza essas soluções habitacionais; neste tipo de situações pede-se, provavelmente, às paredes uma afirmada capacidade de resistência a variadas acções de apropriação, caso contrário o resultado poderá revelar-se criticamente caótico (ex., paredes/tabiques demolidos e espaços recriados sem adequadas condições de privacidade e/ou funcionalidade).
Numa outra perspectiva, associada a novas/inovadoras formas de habitar, a consideração de uma fundamental adaptabilidade aos mais diversos modos de vida e de apropriação doméstica e de uma perspectiva de abertura a variadas estruturações domésticas, pode levar-nos, mesmo, a colocar em questão a adequabilidade da repartição por paredes de alvenaria; solução esta que pode ser, assim, questionada, sendo, por exemplo, nesta abertura a novas formas de habitar:
- uma opção a oferta de uma compartimentação por esse tipo de paredes, que seja muito neutral e apropriável por variadas formas de habitar e de uso doméstico;
- e uma outra opção, bem distinta, a planta "quase livre" e compartimentável por tabiques flexivelmente dispostos; opção esta que terá de levar em conta a caracterização sociocultural de cada família e, paralelamente, o diálogo julgado possível, entre família e projectista – uma opção em que sendo difícil esse diálogo não parece ser recomendável a opção mais "livre", pois facilmente resultaria num caos doméstico até, eventualmente, negativo em termos higiénicos e de respeito das privacidades/apropriações individuais.
Uma outra matéria que é crucial nestas reflexões e um aspecto que é muito importante, mas muito frequentemente menorizado ou mesmo esquecido, na concepção doméstica tem a ver com o papel de bloqueio, encaminhamento, enquadramento e filtragem, que as paredes asseguram relativamente à luz natural.
E, nesta matéria, bastará lembrar a possibilidade de se desenvolverem paredes relativamente transparentes à luz natural, seja em toda a sua altura, seja através de amplas bandeiras na parte superior ou até inferior das paredes, seja por soluções de paredes que não cheguem ao tecto e que podem ser também usadas como bases para variados elementos de decoração; salientando-se, desde já, a grande importância que tem, sempre, esta relativa transparência de luz natural e de algumas vistas no interior da habitação – condição esta que pode, até, ser estratégica em condições de relativa falta de espaciosidade doméstica, proporcionando-se uma espaciosidade aparente mais “folgada” e marcada pela luz natural e seus reflexos.
Um outro aspecto a considerar é a possibilidade de boa parte das funções de paredes interiores poder ser assegurada por afirmadas continuidades de roupeiros embutidos, cujos conteúdos (de arrumação) poderão assegurar boa parte das desejadas condições de isolamento acústico entre compartimentos, ganhando-se, no “cômputo global” do dimensionamento  alguns centímetros de espessuras, que podem ser preciosos, designadamente, quando estejamos em presença de áreas mínimas.
Considerando, agora, um outro aspecto de pormenor, Claire e Michel Duplay apontam que a tradicional espessura das paredes pode ser simulada com vantajosos e duplos efeitos: a criação de um ambiente "de abrigo", profundamente doméstico, e o desenvolvimento de melhorias funcionais, que podem, até, ter reflexos numa ocupação acrescida dos compartimentos (1); no entanto as configurações deste tipo reduzem a capacidade dos compartimentos em alternativas de ocupação, pelo que deverão ser judiciosamente aplicadas.
Concluindo esta subtemática faz-se, apenas uma nota para a crucial importância de algumas das matérias que aqui acabaram de ser apenas afloradas, de modo extremamente genérico e exemplificativo, e que constituem, de pleno direito, bases fundamentais da grande matéria da Arquitectura de interiores; uma nota que, afinal, se aplica também aos subtemas que serão, em seguida, apontados.

Fig. 01: um quarto/escritório cujo tecto se "prolonga" pelas paredes e vice-versa; cujas paredes são estantes; e cujo pavimento se harmoniza com o ambiente geral.

Tabiques e mobiliário fixo/embutido

Já aqui se abordou a “redução” ou o aproveitamento que poderemos realizar, transformado “blocos” de parede em “blocos” de arrumação e/ou de absorção de equipamentos e instalações (ex., pequenas bancadas de cozinha).
É, no entanto, importante considerar aqui tal solução como opção mais global e básica, associada a uma forma de construção/acabamento muito mais “seca” e assimilável à marcenaria; e uma opção que podemos visualizar em imagens de operários “razoavelmente uniformizados” e bem protegidos conta acidentes, equipados com cinturões de ferramentas, a montarem divisórias, portas, variados tipo de mobiliário fixo e de instalações, em espaços amplos cuja compartimentação envolvente e de alvenaria delimita essencialmente os contornos de cada habitação.
Esta é uma opção de construção/acabamento ainda rara entre nós, mas que poderá vir a ser desenvolvida, designadamente, para grupos socioculturais que aceitem determinadas condições de apropriação activa das habitações (com opções de flexibilização e de adaptabilidade conversão e com limites rígidos a tais intervenções); e que poderá, no limite e por regra, possibilitar uma habitação “por medida” a cada família, mesmo em edifício multifamiliar.
E trata-se, afinal, de uma opção em que ficam diluídos os limites entre construção, acabamento e introdução de parte do mobiliário e dos equipamentos.

Pavimentos

É sempre muito importante ter em conta a que a posição de observação que nos é mais comum nos leva a uma contínua e natural atenção relativamente aos pavimentos que usamos e onde realizamos as nossas actividades; e se juntarmos a esta constatação a condição, provada, de, em casa, estarmos sempre mais disponíveis para o vagar e a observação, então ficaremos com uma noção aproximada da importância que têm os pavimentos na satisfação que podemos sentir relativamente aos nossos espaços domésticos.
Segundo Alexander, os pavimentos devem ser confortáveis e brandos no uso, quentes ao tacto e acolhedores, mas bastantes duros para resistirem ao desgaste (2); destacando-se, como refere aquele autor, a importância das cores e texturas naturais, tanto das superfícies de madeira, brandas, duráveis, por vezes com veios ocres e amarelados e envelhecendo bem, como das superfícies de tijoleira "regional", rosadas e ocres (quentes e naturais/ligadas à terra), nomeadamente, quando integrem "marcas de fogo", alaranjadas ou amareladas. (3)
Ainda nesta matéria aponta-se a fundamental durabilidade dos pavimentos, uma exigência que tem de ser aliada, quer à disponibilização de superfícies brandas no uso, quer às referidas condições de interessante envelhecimento (tons de cor gradualmente evoluindo e um desgaste atraente que não comprometa os respectivos aspectos de funcionalidade).
Ainda nesta matéria da pavimentação doméstica há que referir a importância que tem o conforto disponibilizado nas zonas de quartos e a segurança contra escorregamento nas zonas que possam estar molhadas de cozinhas e casas de banho.
Finalmente uma referência específica à importância que tem a adequada previsão de condições de durabilidade e facilidade de manutenção dos pavimentos domésticos de habitações de realojamento ocupadas por pessoas pouco habituadas à vivência numa casa permanente, com equipamentos específicos e em condomínio.
E tal como em muitos outros subtemas estes longe nos levariam...

Tectos

Este pequeníssimo comentário sobre os tectos também o é sobre o pé-direito – a altura livre entre piso e tecto – e destina-se, essencialmente, a chamar a atenção para o seu necessário/adequado acabamento: um remate da parede antes de encontrar o tecto (ex., em redondo, ou num pequeno volume saliente, ou num pequeno elemento reentrante) – será remate da parede ou do tecto? Tanto faz julga-se, importa é rematar e neste remate ter em conta, naturalmente, a escala geral do compartimento e a dimensão do pé-direito geral.
Tais remates definem espaços e, frequentemente, acabamentos e tons de cor; atribuem aos espaços uma delimitação aparente mais expressiva e apaziguadora, e, evidentemente, em outros tempos foram motivo de introdução de muitos motivos de artes decorativas (ex., em sancas com variadas configurações); motivos estes que, frequentemente, eram desenvolvidos nos tectos e depois desciam e/ou rematavam nas paredes envolventes.
Tal como acima se apontou um aspecto sobre o qual será urgente reflectir é o da dimensão do pé-direito mínimo regulamentar – a altura livre entre piso e tecto –, considerando-se, designadamente: a importância que esta dimensão tem na cubicagem do volume de ar interior; a relação entre esta dimensão e as dimensões mais correntes das janelas exteriores, considerando-se, nestas essenciais dispositivos de ventilação; e mesmo a relação entre esta dimensão e a possibilidade de se desenvolverem bandeiras de iluminação e ventilação sobre as portas interiores. E sublinha-se a importância destes aspectos de ventilação em ambientes domésticos interiores cada vez menos permeáveis ao ar exterior (ex., caixilhos herméticos).

Notas:
(1) Claire e Michel Duplay, "Methode Ilustrée de Création Architecturale", p. 135.
(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 947 a 949.
(3) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 993 a 995.

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 684

Relação geral entre construção/acabamento e qualidade arquitectónica interior – Infohabitar 684


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
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Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, abril 22, 2019

683 - Paisagens próximas II – Infohabitar 683

Infohabitar, Ano XV, n.º 683                      
Paisagens próximas II – Infohabitar 683
Artigo da nova Série Editorial: “Imagens que querem ser desenhos”

por António Baptista Coelho (texto inicial, imagens e legendas)

Esta semana continua-se, na Infohabitar, uma nova série editorial dedicada à publicação, apenas, por vezes, minimamente comentada (em legendas) de imagens fotográficas diversas, em princípio, submetidas, embora apenas muito globalmente, à temática apontada no título do artigo.

O título geral desta nova série editorial da Infohabitar, designada “Imagens que querem ser desenhos”, corresponde a enquadramentos, mais em profundidade ou mais “planificados”, cuja razão de ser e justificação de terem sido pensados e “recolhidos”, acaba por se ligar muito a uma razão idêntica à que motiva o esboço rápido, embora sendo, neste caso, a própria natureza e/ou o acaso, e/ou a luz, e/ou a névoa, e/ou determinadas obras e construções especificamente situadas em determinados espaços/cenários, os verdadeiros responsáveis pela respectiva concepção, sendo o fotógrafo talvez, apenas, alguém que ao passar sentiu o interesse, tantas vezes pouco explicável, daquela vista.

Procurou-se, ainda, referir, globalmente, os locais onde se fotografou; quanto às especificações fotográficas apenas se refere que se usou, por regra, o programa automático de uma câmara de um smartphone de gama média.




Fig. 01: o jardim/mata de Trancoso no final do Outono.




Fig. 02: o jardim/mata de Trancoso no final do Outono.




Fig. 03: a zona central naturalizada/ajardinada de Olivais Norte/Encarnação, em Lisboa, de manhã, no final do Outono.



 

Fig. 04: a mata/jardim do Bussaco no início da Primavera; no Vale dos Fetos.


 

Fig. 05: a mata/jardim do Bussaco no início da Primavera.



 

Fig. 06: novamente o Bussaco; os caminhos na “floresta”.




Fig. 07: e ainda o Bussaco; os caminhos que acabam por se embrenhar e desaparecer na “floresta”.



Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 683
Paisagens próximas II – Infohabitar 683

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, abril 16, 2019

Desejos de Boa Páscoa, da Infohabitar

Infohabitar, Ano XV, sem numeração       


Deseja-se aos leitores uma Páscoa com muita saúde e alegria, entre família e amigos.

Tal como foi referido, na semana passada, a edição da Infohabitar faz uma pequena pausa, retomando-se as edições na próxima semana.

Saudações calorosas a todos.

A Edição da Infohabitar






Fig. esquisso do Palácio Nacional de Sintra, também conhecido como Palácio da Vila,  em Sintra.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV


Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

terça-feira, abril 09, 2019

682 - Paisagens próximas I – Infohabitar 682

Infohabitar, Ano XV, n.º 682                      
Paisagens próximas I – Infohabitar 682
Artigo da nova Série Editorial: “Imagens que querem ser desenhos”

por António Baptista Coelho (texto inicial, imagens e legendas)

Esta semana inicia-se aqui na Infohabitar uma nova série editorial dedicada à publicação, apenas, por vezes, minimamente comentada (em legendas) de imagens fotográficas diversas, em princípio, submetidas, embora apenas muito globalmente, à temática apontada no título do artigo.

O título geral desta nova série editorial da Infohabitar, designada “Imagens que querem ser desenhos”, corresponde a enquadramentos, mais em profundidade ou mais “planificados”, cuja razão de ser e justificação de terem sido pensados e “recolhidos”, acaba por se ligar muito a uma razão idêntica à que motiva o esboço rápido, embora sendo, neste caso, a própria natureza e/ou o acaso, e/ou a luz, e/ou a névoa, e/ou determinadas obras e construções especificamente situadas em determinados espaços/cenários, os verdadeiros responsáveis pela respectiva concepção, sendo o fotógrafo talvez, apenas, alguém que ao passar sentiu o interesse, tantas vezes pouco explicável, daquela vista.

Procurou-se, ainda, referir, globalmente, os locais onde se fotografou; quanto às especificações fotográficas apenas se refere que se usou, por regra, o programa automático de uma câmara de um smartphone de gama média.



Fig. 01: o Parque/mata de Trancoso no final do Outono – a procura da profundidade e de misturas cromáticas variadas mas bastante uniformes; o sentido de uma cena que aguarda ...



Fig. 02: o espaço natural/ajardinado na zona central de Olivais Norte/Encarnação, em Lisboa, de madrugada no final do Outono – o protagonismo do nevoeiro rasteiro, entre as árvores, um estimulante sentido de mistério e de meio natural bem no coração da cidade (mais virtudes da cidade modernista).




Fig. 03: o mesmo espaço natural/ajardinado na zona central de Olivais Norte/Encarnação, em Lisboa, cedo, numa manhã de Inverno – o protagonismo do Sol marcando árvores e edifícios.




Fig. 04: a mata/jardim do Bussaco no início da Primavera – harmonia entre elementos construídos e naturais na luz quente do final da tarde e a majestade calma dos tons e “volumes” verdes.




Fig. 05: a mata/jardim do Bussaco no início da Primavera, praticamente no mesmo local da imagem anterior – e aqui a referida harmonia entre elementos construídos e naturais é reforçada.




Fig. 06: e ainda o Bussaco, na zona da cascata/escadaria – expressando-se e reforçando-se o referido diálogo entre elementos construídos e naturais, mas muito elaborados; e a água em primeiro plano e as árvores em fundo.

   

Nota especial do editor:
Semana que vem, semana da Páscoa, a edição da Infohabitar faz uma pequena pausa, retomando-se as edições na semana seguinte.


Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XV, n.º 682
Paisagens próximas I – Infohabitar 682

Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
Arquitecto/ESBAL, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo/LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil



Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).
Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.