quarta-feira, abril 22, 2026

Aproximação ao dimensionamento de conjuntos residenciais intergeracionais – infohabitar # 973

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 973

Edição: quarta-feira 22 de Abril de 2026

 

 

Fig. 01: uma simulação “experimental” e apenas "criativa" de uma solução intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

 

Editorial

Caros leitores da Infohabitar,

Continuamos a desenvolver a divulgação de aspetos razoavelmente conclusivos do estudo ligado ao PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, agora referido, frequentemente, como “uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada”.

Lembramos que, nesta fase final do estudo, estamos a alternar entre artigos dos dois seguintes tipos:

(i) uma reflexão sistemática sobre um muito amplo leque de casos de referência, escolhidos porque podendo conter aspetos significativos a considerar no PHAI3C; reflexão esta que foi assegurada no último artigo infohabitar (#966) e que será brevemente retomada;

e (ii) uma identificação de aspetos considerados adequados na conceção de conjuntos residenciais vocacionalmente intergeracionais, adaptáveis, participados e naturalmente conviviais.

Mas entre estes dois tipos de artigos vamos também incluindo outras reflexões “paralelas” ou complementares como é o caso do presente artigo intitulado onde nos aproximamos “perigosamente” (brincamos) das essenciais questões ligadas ao dimensionamento social e físico destas intervenções.

Boas leituras e naturalmente seria muito bom poder ter contribuições vossas nesta matéria intergeracional, seja a título de sugestões, seja mesmo como artigos propostos para publicação e eventualmente na sequência da leitura dos artigos agora em publicação e que tratam de aspetos bem urgentes e críticos em Portugal.

 

Saudações calorosas,

António Baptista Coelho

Editor da infohabitar

Lisboa, em 22 de Abril de 2026

 

Aproximação ao dimensionamento de conjuntos residenciais intergeracionais – infohabitar # 973

1. Sobre a fase final e mais propositiva do estudo sobre uma renovada forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada (PHAI3C)

Tal como temos apontado, sempre, no início dos artigos desta série final temática dedicada ao PHAI3C - Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlado, eles integram, alternadamente, (i) a divulgação de casos de referência (realizada no último artigo), ou (ii) o apontamento de aspetos mais conclusivos e práticos sobre o desenvolvimento de soluções de habitar adaptáveis, intergeracionais, equipadas e participadas.

A sequência do referido apontamento de aspetos mais conclusivos e práticos foi iniciada com a abordagem de aspetos mais pormenorizados (e naturalmente a estes poderemos um dia voltar numa outra edição do tema) e iremos aumentando “de escala” o nosso enfoque, e abordando, portanto, de forma razoavelmente sistemática, designadamente, os seguintes subtemas:

- (Perfis de projeto de uma nova forma de habitar adaptável, intergeracional, equipada e participada – já editado, n.º 955)

- (Pormenorização residencial criadora de ambientes estimulantes, multifuncionais e intergeracionais – já editado, n.º 965)

E prevê-se que em próximas semanas e alternando com a apresentação de casos de referências úteis, se desenvolvam os seguintes temas mais individualizados, mais conjugados ou até incidindo mais sobre os aspetos de relação entre os diversos níveis físicos apontados, pois é nas transições e nos relacionamentos que muito realmente se passa:

- os diversos espaços privados dos fogos;

- as diversas tipologias de fogos;

- a relação entre os fogos e os restantes elementos do conjunto edificado;

- os espaços comuns essencialmente de circulação;

- os espaços comuns multifuncionais e diversificados;

- a relação entre os principais espaços comuns de circulação e acesso: os fogos; e os espaços comuns multifincionais;

- a relação entre os espaços interiores e exteriores;

- a relação destas intervenções com as suas envolventes.

Mas como toda a regra tem exceção/exceções, iremos intercalar nesta sequência de abordagens, pontualmente, artigos breves e talvez mais genéricos ou até, quem sabe, mais concretos sobre uma determinada subárea temática que se julgue interessante e oportuna, o que acontece no presente artigo.

Importa ainda e finalmente sublinhar que a elaboração dos presentes artigos, tendo sido evidentemente cuidadosa, não quis deixar de ser um pouco informal nas reflexões apresentadas, pois esta é uma matéria em que precisamos mesmo de reflexão, opiniões e sugestões diversificadas, e sendo que, tal como é sabido, esta reflexão surge na sequência de um longo e sistemático estudo preparatório, que se disponibiliza em anexo – “Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base teórico-prática, anterior à atual análise e proposta de casos e aspetos específicos”.

Fig. 02: uma simulação “experimental” e apenas "criativa" de uma solução intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

2. Sobre o dimensionamento geral de soluções residenciais intergeracionais adaptáveis e participadas

Julga-se que esta matéria do dimensionamento geral de soluções residenciais intergeracionais adaptáveis e participadas é tão sensível como incontornável e por isso desde já se avança, no presente artigo, numa primeira reflexão estruturada sobre o tema; ao qual sem dúvida voltaremos quando do remate deste estudo globalmente desenvolvido no âmbito do PHAI3C (Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados).

Um aspeto que se julga verdadeiramente primordial nesta matéria do dimensionamento geral de soluções residenciais intergeracionais adaptáveis e participadas, é estarmos a visar uma “nova” tipologia residencial apoiada por serviços e naturalmente convivial com aplicação tendencialmente generalizável, e não qualquer tipo de intervenções associáveis a equipamentos e/ou a soluções residenciais “de nicho”.

Sendo assim devemos procurar apurar os aspetos essenciais que devem basear a respetiva conceção arquitectónica e que poderão, depois e naturalmente, levar a soluções concretas bastante diversificadas e neste sentido e desde já se considera que relativamente à habitação corrente a intergeracional equipada se caraterizará por: pequenas tipologias de fogos (entre o T0 e o T2), espaços comuns potencialmente conviviais e com variadas valências ativas, relação direta com prestação de serviços domiciliares e uma gestão comum e de proximidade muito presente e desejavelmente participada.

Dito assim até pode parecer simples, mas não o é, porque para que uma tal “nova” mistura social e residencial funcione alguns aspetos são primordiais e deverão ser cuidadosamente acautelados entre os quais os seguintes: a dimensão social de cada intervenção, que não pode ser excessiva nem insuficiente para a respetiva vitalização; a dimensão física da intervenção e o seu custo financeiro, onde se terão de equilibrar fatores: como os custos global, individualizado e de gestão; a dimensão dos fogos; e a extensão e valências dos espaços comuns; a própria caraterização do respetivo edificado em termos de custos de construção e de manutenção posterior; as questões sempre vitais das acessibilidades; e a natureza da gestão de proximidade que será a mais adequada em termos da sua eficácia direta e da sua natureza em termos de papel social.

Fig. 03: uma simulação “experimental” e apenas "criativa" de uma solução intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

3. Aspetos gerais aplicáveis ao dimensionamento de intervenções do PHAI3C

São então estes aspetos que são, em seguida, abordados de um modo bastante informal e exploratório, porque se trata de uma matéria tão inovadora como sensível, que se liga a aspetos muito especializados e que eu não domino, sendo, ainda, aspetos que irão ser desenvolvidos à medida que avançarmos na proposta de aspetos concretos sobre a intergeracionalidade residencial equipada (tipologias de fogos, espaços comuns, serviços, etc.)  e ainda porque serão aspetos que iremos, muito provavelmente, retomar e “reciclar” no final do presente estudo sobre o PHAI3C.

3.1. Número de fogos propostos para intervenções do PHAI3C

Considerando-se que esta nova forma de habitar intergeracional e equipada deve ser de aplicação potencialmente generalizada ela não deve ter uma “fórmula” dimensional rígida, podendo oscilar entre diversos dimensionamentos, conforme o contexto geral específico de cada situação, no entanto e visando-se o apoio ao desenvolvimento de um convívio natural entre vizinhos que seja realmente agradável e não “impositivo” ou “rarefeito deverão ser previstos números de fogos, respetivamente, mínimos e máximos; isto porque havendo um número reduzido de habitantes vizinhos a respetiva convivência pode tornar-se excessiva, enquanto que um número demasiado elevado de vizinhos pode resultar num excesso de anonimato, embora algum anonimato seja sempre um bom condimento para a eclosão de relações de convívio natural, até resultantes, por exemplo, de interesses comuns.

Chegados aqui importará despistar alguns aspetos associados a esta matéria e que são, designadamente, os seguintes:

- A questão do custo global da intervenção e do respectivo fracionamento pelos seus habitantes em termos de custo inicial e de serviços posteriores; matéria que há que aprofundar e que também à frente iremos desenvolver mais um pouco nas suas relações com o custo geral da construção e com aspetos de acessibilidade.

- A questão das influências que temos de aceitar e de usar na prática relativamente a intervenções no âmbito de equipamentos de assistência a idosos e de equipamentos hoteleiros; pois não faz qualquer sentido andarmos a reinventar o que já foi estudado, sendo que as nossas soluções residenciais intergeracionais podem e devem ir “beber” aos aspetos dimensionais e de caraterização funcional dos equipamentos assistenciais e hoteleiros tudo aquilo que consigam, evidentemente sem se subverterem os aspetos primordiais de conceção desta nova solução.

- A questão das influências que podem e devem ter as eventuais diversas modalidades de promoção da intergeracionalidade residencial equipada, por exemplo em termos de promoções cooperativas, municipais, associativas e privadas; pois provavelmente haverá aspetos específicos das diversas promoções que poderão e deverão influenciar no respetivo dimensionamento e funcionamento – e o exemplo que se dá é o da promoção cooperativa de habitação de interesse social que consegue gerir conjuntos de grande dimensão social, enquanto tais condições são muito mais sensíveis nas restantes promoções.

- E ainda e para já, pois provavelmente serão identificados outros aspetos desta ordem, a questão da possibilidade de interevenções deste tipo surgirem associadas ou muito próximas, quer a habitação corrente, quer a equipamentos assistenciais, quer a equipamentos de apoio à saúde; e tais possibilidades não devem ser consideradas como elementos de complexificação da intervenção, mas sim como aspetos de riqueza da mesma e de reforço do seu papel humano social e urbano, bem como de aprofundamento de essenciais sinergias urbanas e residenciais.

Dito isto ficará para a abordagem sequencial dos diversos níveis residenciais da intergeracionalidade equipada, a desenvolver em próximos artigos, o apontamento de números considerados mínimos e máximos de fogos/habitantes nestas novas soluções.

3.2. Acessibilidades físicas nas intervenções do PHAI3C

Naturalmente que esta nova forma de habitar intergeracional e equipada, que é dedicada a um leque etário amplo, mas evidentemente com um enfoque real intenso na habitação e no habitar dos seniores, tem de ser extremamente bem concebida em termos dos respetivos aspetos de acessibilidade física geral aos fogos, nos espaços comuns e em todos os aspetos de pormenor, mas de formas que não estigmatizem os respetivos espaços – as suas potencialidades de acessibilidade estão “lá” bem “embebidas”, sendo imediatamente efetivas ou possibilitando simples ações de conversão e de instalação quando necessárias, mas não devem ser evidenciadas de nenhuma forma.

Para além deste aspeto há um outro também primordial que é a questão das acessibilidades “mecânicas” através de ascensores e nesta matéria que à partida até poderia ser considerada uma “não questão”, importa salientar dois aspetos: um deles é que deverão ser privilegiadas soluções edificadas de baixa altura e maximizadas nas respetivas acessibilidades térreas e próximas do nível térreo e neste caso através de rampas e mesmo de escadas ergonomicamente exemplares no seu dimensionamento e equipamento; e o outro aspeto é que os tipos de ascensores usados devem caraterizar-se por uma apurada durabilidade, por uma adequada facilidade de uso e por aspetos de visibilidade de segurança específicos.

E não tenhamos qualquer dúvida de que a acessibilidade física “mais direta”, pode e deve ter importantíssimos aliados na pormenorização e muito especialmente na conceção da iluminação natural e artificial, nos relacionamentos estratégicos com o exterior e na própria sinalética.

Um outro aspeto bem interessante e que é também aliado de soluções com edifícios mais baixos é por um lado a respetiva amigabilidade visual com potenciais “prolongamentos” térreos de espaços com pequenos quintais e pátios de uso privado e, por outro lado, a importância que uma escala edificada mais baixa proporciona às respetivas relações de vizinhança e que se encontra bem documentada.

Ainda nesta área temática da acessibilidade importa salientar a dimensão da relação da intervenção com a sua vizinhança de proximidade, pois por vezes tudo se faz bastante bem e “de repente” a acessibilidade é quase bloqueada na sua respetiva relação com a envolvente.

3.3. Espaços comuns e serviços comuns das intervenções do PHAI3C

Não pode haver uma fórmula única para o desenvolvimento dos espaços comuns de soluções residenciais integrando uma nova forma de habitar intergeracional e equipada, mas tem de existir uma exigência constante de serem desenvolvidos espaços de acesso e multifuncionais cuja conceção esteja muito positivamente justificada em cada um dos seus respetivos metros quadrados, porque cada um deles corresponde a menos um metro quadrado disponível nos respetivos fogos.

Realmente não fará qualquer sentido que as prováveis “racionalidades” dimensionais nos espaços domésticos das soluções intergeracionais não sejam acompanhadas por uma apuradíssima racionalidade dimensional e espacial nos respetivos espaços comuns de circulação e com variados usos.

E importa aproveitar todas as possíveis sinergias em termos da introdução de equipamentos eventualmente em falta no local de intervenção e que podem valorizar os pisos mais baixos da mesma, seja havendo ralação mais direta com os respetivos espaços de uso comum, seja existindo acessos perfeitamente distintos e até, eventualmente, bastante afastados; pois, repete-se, que é vital que não se possam fazer associações do tipo “equipamento social” a estas intervenções habitacionais.

3.4. Racionalidade construtiva geral das intervenções do PHAI3C

Como a nova forma de habitar intergeracional e equipada é uma nova forma de habitar que se deseja possa ter aplicação generalizada e tendo-se em conta as atuais crítica questões associadas ao custo da nova construção residencial, estas novas soluções devem caraterizar-se, obrigatoriamente, por um cuidado extremamente apurado e exigente no que se refere aos seus custos iniciais e de manutenção posterior.

Este caminho é múltiplo mas passa fundamentalmente por uma escala sequencial de altura de pisos, considerados mais económicos na respetiva construção e que aqui se apontam a título de exemplo:

Num estudo realizado na República Federal da Alemanha em 1973 (atente-se na data e na origem do estudo) - Harald Deilmann; J. Kirschenmann; H. Pfeiffer, "The Dwelling / Dwelling-types, Building-types", pp. 47 e 48 -  detectaram-se os seguintes níveis mínimos e máximos de custo relacionados com estes aspectos:

- 1 piso, custo elevado;

- de 2 até 4 pisos o custo diminui, atingindo um mínimo absoluto para 4 pisos;

- de 4 para 5 pisos o custo cresce muito (instalação de elevador);

- de 5 até 8 pisos o custo diminui, novamente, atingindo um novo valor favorável para 8 pisos;

- de 8 para 9 pisos o custo cresce muito (instalação de equipamentos específicos, nomeadamente, para segurança contra risco de incêndio); é de notar que em Portugal este patamar será porventura um pouco mais elevado, pensando-se na altura máxima de 28.00m para uso de escadas de bombeiros;

- de 9 até 12 pisos o custo diminui ligeiramente, atingindo um novo valor relativamente favorável para 12 pisos;

- a partir de 12 pisos o custo "dispara" rapidamente.

Mas a racionalidade construtiva também se joga na simples repetição de vãos estruturais e numa formalidade global pouco recortada, ambos aspetos que são extremamente sensíveis na sua interpretação arquitetónica, sendo que o êxito aqui depende de uma apurada qualidade arquitectónica, tal como acontece em muitos dos aspetos que estão a ser elencados neste artigo.

Para além destas matérias temos depois, entre outras, a questão das redes de instalações que adquirem relevante importância quando existem funções mistas nos pisos térreos e quando existem muitas casas de banho e núcleos de cozinha, como será o caso de intervenções residenciais intergeracionais multifuncionais e com um relativamente elevado número de fogos; e sobre esta matéria apenas se apontam os essenciais aspetos de concentração de áreas “húmidas”, de estratégica definição de couretes e ductos visitáveis e de eventuais opções por instalações parcialmente “à vista” mas sempre visualmente bem cuidadas.

E evidentemente que a racionalidade construtiva só faz sentido se for aliada com uma respectiva e adequada racionalidade de manutenção, que, por sua vez, se prolonga por aquilo que deve ser uma adequada, facilitada e bem presente gestão de proximidade; que mais sentido faz quando em presença de muitos moradores idosos.

3.5. Imagem geral e pormenorizada das intervenções do PHAI3C

Esta matéria dedicada a um cuidado específico com a imagem urbana das novas intervenções residenciais intergeracionais equipadas deve ser, sempre, uma exigência bem presente em todas as situações e marcada por um triplo quadro de projeto: a existência de uma imagem digna, atraente e estimulante; a ausência de quaisquer aspetos gerais e de pormenor associáveis a “arquitecturas assistenciais” e aos designados “equipamentos coletivos”; e a existência de uma imagem de grande sobriedade residencial e urbana, que proporcione que as novas soluções se integrem de forma natural na respetiva continuidade urbana vizinha.

3.6. Integração maximizada das tecnologias de informação e comunicação nas intervenções do PHAI3C

Em todos os aspetos de projeto de soluções residenciais intergeracionais adaptáveis e participadas há que prever e aproveitar ao máximo a adequada integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) ao nível dos espaços privados e dos espaços comuns, designadamente, através de uma adequada articulação entre o uso da TV “tradicional”, dos smartphones e de computadores e visando-se variados aspetos funcionais, de apoio à saúde e ao bem-estar e de segurança, procurando-se integrar, ao máximo, tais aspetos na própria natureza dos espaços e dinâmicas criadas.

Não se trata, sublinha-se, de substituir relações reais por outras virtuais, mas sim de aproveitar estas últimas ao máximo, seja nos aspetos mais práticos da vida diária, seja num estratégico reforço das condições de segurança, seja no tirar o máximo partido das excelentes capacidades informativas, formativas e lúdicas das TIC e fazer tudo isto num quadro realmente marcado por acentuadas e naturais relações de vizinhança, convívio e diversificação de atividades.

3.7. Tipos de promoção e de gestão das intervenções do PHAI3C

Já atrás se apontou e se defendeu que as novas intervenções residenciais intergeracionais que aqui se caraterizam devem poder ser promovidas por um amplo quadro de agentes: cooperativos, municipais, associativos e privados.

Julga-se que tal é tão natural como o que aconteceu e bem, ao longo de vários decénios e após o 25 de Abril com a recente promoção portuguesa de habitação de interesse social.

Julga-se no entanto que consoante o tipo de promoção deverão ser especialmente assegurados variados aspetos, seja no que concerne às exigências de projeto arquitectónico e construtivo - onde por exemplo as promoções privadas deverão ser adequadamente enquadradas(e isto nada tem de especial pois é evidente que a promoção privada está mais ligada aos aspetos da construção) -, seja no que se relaciona com os aspetos de relação com potenciais ou conhecidos futuros habitantes e com a respetiva gestão de proximidade na pós-ocupação das intervenções, onde é evidente a vocação que têm as iniciativas cooperativa e associativa em assegurarem uma adequada e sensível relação com os habitantes e nestes com aqueles mais sensíveis e carentes.

Importa ainda ter em conta e salientar que o perfil das novas intervenções residenciais intergeracionais que aqui se caraterizam é eminentemente social, embora marcado por fundamentais aspetos de sustentabilidade financeira e de gestão, sendo intervenções que poderão e deverão merecer apoios oficiais designadamente na obtenção de terrenos adequados e outros apoios mobilizáveis; mas sendo assim não são intervenções com natureza lucrativa, sendo que este último tipo de intervenções terão sempre o seu lugar mas existirão sempre de modo autonomizado, tal como até já acontece em Portugal em soluções diversas embora semelhantes às que são aqui apontadas, por vezes associadas a instalações hospitalares, e que se caraterizam por um sentido assistencial privado.

3.8. Aspetos específicos de segurança geral e de prestação de cuidados pessoais nas intervenções do PHAI3C

Relativamente aos aspetos de segurança geral a aplicar nas novas intervenções residenciais intergeracionais que aqui se caraterizam é evidente que elas devem ser assumidas de um modo bastante evidenciado em termos da segurança no uso normal com aspetos específicos a aprofundar em matérias associadas à acessibilidade, risco de quedas em pisos e “de altura” e facilidade ergonómica nos mais diversos usos.

Outros aspetos a ter em conta de modo exigente têm a ver com as questões associadas à segurança contra incêndios e ao apoio à evacuação de emergência e/ou compartimentação de segurança.

Outro aspeto que assume importância especial nestas intervenções residenciais é a segurança contra intrusões.

Relativamente aos aspetos associados ao apoio às ações de prestação de cuidados pessoais eles devem ser aplicados essencialmente nos espaços privados dos fogos e de forma opcional, estratégica e devidamente fundamentada, sendo que como solução corrente devem existir espaços adequados de movimentação, pisos adequados e “reservas” espaciais e funcionais para a posterior e eventual aplicação de equipamentos que facilitem ao máximo a ação de cuidadores relativamente a pessoas com mobilidade reduzida.

E evidentemente que em todas estas matérias é essencial a existência de adequados equipamentos de comunicação, duráveis e fáceis de usar.

Mas atente-se que qualquer uma destas matérias não pode fazer perigar a imagem residencial, atraente, digna e sóbria que é primordial nestas intervenções, onde até poderão ser, eventualmente, aplicadas soluções de segurança alternativas, mais amigáveis e ligadas a pessoas idosas e com mobilidade reduzida, desde que devidamente aprovadas pelos respetivos especialistas.

Fig. 04: uma simulação “experimental” e apenas "criativa" de uma solução intergeracional realizada com base em diversas ferramentas de IA

4. Breves notas de remate (provisório) sobre as questões de dimensionamento das intervenções residenciais intergeracionais realizadas no âmbito do PHAI3C e o seu respetivo projeto de arquitetura

Juga-se ter ficado, mais uma vez, bem evidenciada a necessidade que existe de ser assegurado um projecto arquitectónico extremamente qualificado para o desenvolvimento específico de cada uma das novas intervenções residenciais intergeracionais, adaptáveis e participadas que aqui se caraterizam e que se integram no âmbito do Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C).

Elas são, realmente, intervenções muito sensíveis na sua composição social e física, muito “densas” e variadamente diversificadas nos espaços e atividades que as devem preencher, muito desejavelmente marcadas por aspetos específicos e “únicos” em cada intervenção, mas também sempre caraterizadas por uma sóbria e positiva integração urbana, muito dependentes de uma adequada e completa gestão e muito baseadas numa excelente obra inicial, durável e fácil de manter; e por tudo constituem realmente intervenções extremamente exigentes na sua qualificação arquitectónica em termos de desenho e de potencial participativo dos seus futuros habitantes (diretos e gestores) e que não aceitam quaisquer desvios de uma tal qualidade, com risco de não se efetivar o objectivo de uma intergeracionalidade natural, convival e estimulante, possível como uma verdadeira nova forma de habitar.

Termina-se, salientando, que, tal como acima se apontou, outros aspetos mais concretos e associados ao dimensionamento geral das intervenções intervenções residenciais intergeracionais associadas ao PHAI3C serão, posteriormente, desenvolvidos, em outros artigos desta série, e na sequência da prevista e muito próxima abordagem dos respetivos e sequenciais níveis e interníveis físicos: tipologias de fogos; espaços comuns; e vizinhança próxima.

 

Anexo: listagem linkada dos artigos já editados no âmbito do PHAI3C e que desenvolveram toda a respetiva base teórico-prática, anterior à atual análise e proposta de casos e aspetos específicos

Listagem linkada de 51 artigos realizados por António Baptista Coelho na infohabitar, com base direta nos textos, ideias e opiniões dos autores referidos nos documentos que integram a respetiva listagens bibliográficas.

.  Infohabitar, Ano XV, n.º 706, terça -feira, outubro 22, 2019, Pensar um novo habitar intergeracional: alguns comentários iniciais - Infohabitar 706 (5 pp., 2 ffigg.).

.  Infohabitar, Ano XVI, n.º 714, terça -feira, janeiro 07, 2020, Oportunidade, utilidade e exigências do Programa de Habitação Adaptável Intergeracional Cooperativa a Custos Controlados (PHAI3C) - Infohabitar 714 (4 pp.).

Infohabitar, Ano XVI, n.º 716, terça -feira, janeiro 21, 2020, Sobre o passado e o futuro da habitação cooperativa a custos controlados e as novas soluções intergeracionais colaborativas – Infohabitar 716 (7 pp., 4 figg.).

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 805 – Notas sobre o enquadramento da qualidade de vida e residencial especialmente dirigida para idosos e pessoas fragilizadas - versão de trabalho e base bibliográfica # 805 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 16, 2022. (21 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 806 – Notas sobre qualidade de vida e qualidade arquitetónica e urbana na habitação para idosos e intergeracional - versão de trabalho e base bibliográfica # 806 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, fevereiro 23, 2022. (57 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 807 – Qualidade de vida e qualidade pormenorizada na habitação para idosos e intergeracional “I” - versão de trabalho e base bibliográfica # 807 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 09, 2022e  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 808 –  Qualidade na habitação para idosos e intergeracional “II” - versão de trabalho e base bibliográfica # 808 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, março 16, 2022. (61 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 810 (IV) – Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 810. Lisboa, quarta-feira, março 30, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 811 –  Sobre as necessidades habitacionais mais específicas dos idosos “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 811. Lisboa, quarta-feira, abril 06, 2022. (22 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 813 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “I” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 813. Lisboa, quarta-feira, abril 21, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 814 – Acessibilidade residencial e habitantes fragilizados “II” - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 814. Lisboa, quarta-feira, abril 27, 2022. (17 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 815 – Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 815.  Lisboa, quarta-feira, maio 11, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 816 –  Atratividade, identidade e integração na habitação para idosos II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 816. Lisboa, quarta-feira, maio 18, 2022. (26 p.) . (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 818 – Espacialidade e conforto residencial no envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 818 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 08, 2022. (14 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 819 – Privacidade e convívio em ambientes residenciais adequados para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 819 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 15, 2022. (11  p.)

.   Infohabitar, Ano XVIII, n.º 820 – Domesticidade e terceira idade - versão de trabalho e base bibliográfica # 820 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 22, 2022. (17  p.)     Infohabitar, Ano XVIII, n.º 817 – Lazer, arte, aprendizagem e envelhecimento - versão de trabalho e base bibliográfica # 817 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 01, 2022. (18 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 821 – Segurança na habitação para idosos - versão de trabalho e base bibliográfica # 821 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, junho 29, 2022. (15  p.)    

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 822 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico I – versão de trabalho e base bibliográfica # 822 infohabitar . Lisboa, quarta-feira, julho 06, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 823 – Habitação intergeracional: da adaptabilidade à participação num adequado quadro arquitetónico II – versão de trabalho e base bibliográfica # 823 infohabitar .  Lisboa, quarta-feira, julho 13, 2022.        (25 p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 825 – Velhice e solidão ou convívio no habitar I – versão de trabalho e base bibliográfica # 825 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 03, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 826 – Velhice e solidão ou convívio no habitar II – versão de trabalho e base bibliográfica # 826 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, agosto 10, 2022. (36  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 833 – Notas sobre o habitar, a velhice e as demências – versão de trabalho e base bibliográfica  # 833 Infohabitar. Lisboa, quarta-feira, setembro 28, 2022. (26 p.)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 834 – Breves notas sobre o habitar no final de vida – versão de trabalho e base bibliográfica # 834 Infohabitar.  Lisboa, quarta-feira, outubro 12, 2022. (12  p.) 

. Infohabitar, Ano XVIII, n.º 836 – Idosos: desafio crítico e oportunidade I - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 836Lisboa, quarta-feira, outubro 26, 2022; e Infohabitar, Ano XVIII, n.º 837 –  Idosos: desafio crítico e oportunidade II - versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 837Lisboa, quarta-feira, novembro 02, 2022. (22  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em duas partes e em dois artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 838 – Considerações sobre direitos e problemas dos idosos – versão de trabalho e base bibliográfica – Infohabitar # 838. Lisboa, quarta-feira, novembro 09, 2022. (16  p.) 

.  Infohabitar, Ano XVIII, n.º 839 – Os idosos e os seus espaços residenciais I – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 839, Lisboa, quarta-feira, novembro 16, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 840 – Os idosos e os seus espaços residenciais II – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 840, Lisboa, quarta-feira, novembro 23, 2022; Infohabitar, Ano XVIII, n.º 841 – Os idosos e os seus espaços residenciais III – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 841,  Lisboa, quarta-feira, novembro 30, 2022. (31  p.) (Notar que esta temática, por ser extensa, foi editada originalmente em três partes e em três  artigos semanais, mas é agora editada no DSpace num único documento)

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 845 – Caminhos do habitar quando formos idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 845 , Lisboa, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2023, (14 p.); Artigo XXIV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/01/caminhos-do-habitar-quando-formos.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 847 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental  (I) – Infohabitar # 847, Lisboa, quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXV da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 848 – Estudos e temas a salientar no âmbito da relação entre habitação e envelhecimento – versão de trabalho e base documental (II) – Infohabitar # 848, Lisboa, quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 (35 p. partes I e II); Artigo XXVI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/estudos-e-temas-salientar-no-ambito-da_15.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 849 – Idosos e espaço urbano – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 849, Lisboa, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023 (19 p.); Artigo XXVII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/02/idosos-e-espaco-urbano-versao-de.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 851 – Idosos e espaços urbanos de vizinhança – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 851, Lisboa, quarta-feira, 15 de março de 2023 (9 p.); Artigo XXVIII da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/idosos-e-espacos-urbanos-de-vizinhanca.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 852 – Importância da adaptabilidade na habitação para idosos – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 852, Lisboa, quarta-feira, 22 de março de 2023 (13 p); Artigo XXIX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/importancia-da-adaptabilidade-na.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 853 – “Habitação Senior ?” – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 853, Lisboa, quarta-feira, 29 de março de 2023 (24 p.); Artigo XXX da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/03/habitacao-senior-versao-de-trabalho-e.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 854 – Apoiar residencialmente um envelhecimento ativo – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 854, Lisboa, quarta-feira, 5 de abril de 2023 (29 p.); Artigo XXXI da série editorial da Infohabitar “PHAI3C – Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/apoiar-residencialmente-um.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 855 – Os idosos e o futuro de uma habitação bem integrada e participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 855, Lisboa, quarta-feira, 19 de abril de 2023 (23 p.); Artigo XXXII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/04/os-idosos-e-o-futuro-de-uma-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 857 – Habitação, integração etária e intergeracionalidade – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 857, Lisboa, quarta-feira, 3 de maio de 2023 (11 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/habitacao-integracao-etaria-e.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 858 – Cooperativas, coohousing e habitação colaborativa ou participada – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 858, Lisboa, quarta-feira, 10 de maio de 2023 (10 p.); Artigo XXXIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/cooperativas-coohousing-e-habitacao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 859 – Fazer da habitação para idosos uma escolha apetecível – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 859, Lisboa, quarta-feira, 17 de maio de 2023 (17 p.); Artigo XXXIV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C” ; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/fazer-da-habitacao-para-idosos-uma.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 860 – Uma habitação muito adequada para pessoas idosas – versão de trabalho e base documental – Infohabitar # 860, Lisboa, quarta-feira, 24 de maio de 2023 (13 p.); Artigo XXXV da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/05/uma-habitacao-muito-adequada-para.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 868 – Renovadas soluções residenciais para as pessoas idosas – versão de trabalho e base documental # 868 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 19 de julho de 2023 (26 p.); Artigo XXXVI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/renovadas-solucoes-residenciais-para-as.html

. Infohabitar, Ano XIX, n.º 869 – Tipologias residenciais etariamente dirigidas – versão de trabalho e base documental # 869 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 26 de julho de 2023 (28 p.); Artigo XXXVII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/07/tipologias-residenciais-etariamente.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 870 – Tipologias residenciais para pessoas idosas: um amplo leque de soluções – versão de trabalho e base documental # 870 Infohabitar Lisboa, quarta-feira, 2 de agosto de 2023 (24 p.); Artigo XXXVIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/tipologias-residenciais-para-pessoas.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 871 – Aspetos estruturantes da tipologia residencial intergeracional – versão de trabalho e base documental # 871 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 9 de agosto de 2023 (14 p.); Artigo XXXIX da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-estruturantes-da-tipologia.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 872 – Facetas tipológicas específicas da habitação intergeracional – versão de trabalho e base documental # 872 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 16 de agosto de 2023 (23 p.); Artigo XL da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/facetas-tipologicas-especificas-da.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 873 – Aspetos específicos da conceção residencial para idosos e fragilizados – versão de trabalho e base documental # 873 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 23 de agosto de 2023 (26 p.); Artigo XLI da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/aspetos-especificos-da-concecao.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 874 – Agrupamentos e tipos habitacionais específicos para pessoas com demência – versão de trabalho e base bibliográfica # 874 Infohabitar , Lisboa, quarta-feira, 30 de agosto de 2023 (16 p.); Artigo XLII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”; http://infohabitar.blogspot.com/2023/08/8agrupamentos-e-tipos-habitacionais.html

.  Infohabitar, Ano XIX, n.º 875 – Intergeracionalidade e convívio na habitação – versão de trabalho e base documental # 875 Infohabitar, Lisboa, quarta-feira, 6 de setembro de 2023 (38 p.); Artigo XLIII da série editorial da Infohabitar – “Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado” “PHAI3C”;  http://infohabitar.blogspot.com/2023/09/intergeracionalidade-e-convivio-na.html

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Oportunamente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Aproximação ao dimensionamento de conjuntos residenciais intergeracionais – infohabitar # 973

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 973

Edição: quarta-feira 22 de Abril de 2026

António Baptista Coelho (Editor)

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

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