quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Prémio António Sérgio 2025 – Honra Personalidade da Economia Social – para Guilherme Vilaverde – infohabitar # 964

Prémio António Sérgio 2025 – Honra Personalidade da Economia Social – para Guilherme Vilaverde – infohabitar # 964 

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 964

Edição: quarta-feira 4  de Fevereiro de 2026




Editorial

Caros amigos e colegas do GHabitar+, do GHabitar e do CIHEL,

É com grande satisfação que aqui divulgamos a notícia da atribuição do Prémio António Sérgio 2025 – Prémio de Honra Personalidade da Economia Social 2025 – a Guilherme do Nascimento de Macedo Vilaverde, o  nosso companheiro de sempre Guilherme Vilaverde, atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral da FENACHE – Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica – e seu anterior Presidente da Direção.

O Prémio António Sérgio será entregue em cerimónia pública solene, a realizar pelas 15h, no dia 5 de fevereiro de 2026, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto - com indicação de inscrição prévia no Site da CASES.

O referido Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2025 foi atribuído pela CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social – que refere que esta distinção: “reconhece pessoas e entidades que se destacam pela sua intervenção na promoção da Economia Social em Portugal… reforçando o reconhecimento do papel do cooperativismo no desenvolvimento económico e social do país.”

A lista dos vencedores pode ser consultada em cases.pt/pas25.

É também muito interessante registar os aspetos que baseiam, especificamente, a atribuição do Prémio de Honra Personalidade da Economia Social, (e volto a citar da CASES) que “ visa distinguir pessoas singulares pela sua dedicação, ação e estudo na área da Economia Social, designadamente, pela sua carreira na gestão de entidades e/ou estudo do setor; promoção de ações inovadoras e sustentáveis; criação ou reforço de dinâmicas interinstitucionais; divulgação e contribuição para a relevância pública do tema; capacidade de mobilização social e melhoria das relações do setor com o Estado.”

A atual Direção da FENACHE, presidida por Manuel Tereso, (e cito) "deliberou candidatar ao Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2025 – Prémio de Honra Personalidade da Economia Social 2025, o atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral e anterior Presidente da Direção. «Trata-se de um Prémio que simboliza o reconhecimento pelo papel ímpar que Guilherme Vilaverde teve e continua a ter no setor cooperativo em geral e no ramo da habitação em particular, não deixando de ter tido também e em paralelo, uma importante ação no setor sindical e do poder local. Uma vida dedicada às causas sociais, liderando pelo exemplo um setor de enorme relevo na construção de habitação cooperativa e equipamentos sociais em prol das comunidades.»”

Por este meio aqui deixamos um caloroso abraço de parabéns ao nosso Guilherme Vilaverde, que bem merece mais este reconhecimento público.

António Baptista Coelho, Editor da Infohabitar

Em nome pessoal e das entidades acima apontadas, 

 

E, julga-se, bem a propósito ficamos em seguida, com algumas imagens que exemplificam e relembram, minimamente, a essencial atividade do Vilaverde como participante do GHabitar e verdadeiro “amador” das matérias residenciais e, depois,  com um pequeno texto ilustrado sobre a importância habitacional do Guilherme Vilaverde, da Cooperativa As Sete Bicas e da FENACHE; e há grandes e saudosos amigos nestas imagens.


Guilherme Vilaverde (em primeiro plano) com o GHabitar numa Visita Técnica às obras do Conjunto da Bouça.

 

Guilherme Vilaverde com o GHabitar numa Visita Técnica ao Centro Histórico do Porto

 

 

Guilherme Vilaverde e um conjunto de líderes da FENACHE numa excelente visita técnica a cooperativas habitacionais alemãs ligadas a habitação de interesse social; uma grandeciniciativa desenvolvida pela FENACHE.

 

 

A propósito do Prémio António Sérgio 2025 – Honra Personalidade da Economia Social – para Guilherme Vilaverde – infohabitar # 964

 

António Baptista Coelho

(texto e imagens)

Fiquemos, então, mais uma vez por uma singela e simbólica visita a alguns pormenores urbanos e residenciais dos muitos conjuntos habitacionais de interesse social, que são realmente de referência, e que foram promovidos, sempre com a incontornável coordenação do Guilherme Vilaverde pela “sua” grande Cooperativa As Sete Bicas – isoladamente ou associada a outras cooperativas – ao longo de mais de 50 anos de atividade ininterrupta – e quem queira aprofundar basta uma consulta ao  site de As sete Bicas – https://www.setebicas.com/empreendimentos-historico

 

E temos assim, e tal como acima se sublinhou, apenas a título de alguns exemplos:

 

O Carriçal das moradias tão dignas como humanizadas, onde se conjugam espaços públicos e privados, integrados por espaços pedonais arborizados e marcados pela verticalidade do belo edifício da sua segunda fase.

(Arqs., Eduardo Iglésias e Pedro Q. Mesquita)

 

A Barranha, onde se harmonizam grandes bandas edificadas com atraente continuidade, que abraçam uma expressiva malha de moradias e equipamentos térreos marcados por pátios.

 (Arq., Jorge Teixeira de Sousa)


O Bairro da Azenha de Cima, inovador desde o seu traçado ao desenho das fachadas e à organização e pormenorização dos fogos, complementado pela modelar eficácia da gestão local e por uma qualidade arquitetónica e humana únicas.

 (Arq., Pedro Ramalho)


O bairro da Ponte da Pedra onde se conjugaram regeneração territorial, coesão urbana, sustentabilidade ambiental, dignidade de imagem e introdução evidenciada de arte urbana; premiado nacional e internacionalmente.

 (Arq., António Carlos Coelho)


O conjunto da Bouça, que inovou pela difícil, mas exemplar reabilitação, complementação e adequado remate urbano de uma peça patrimonial da nossa história da habitação de interesse social.

 (Arqs., Siza Vieira e António Madureira)


E a intergeracional rua de Guifões, onde um cuidoso e atraente projeto edificado, bem marcado por diversos níveis habitacionais, é naturalmente rematado por um equipamento para idosos.   

 (Arqs., Fernando Rocha e Celestino Machado)


Breves reflexões “finais”, naturalmente, ligadas a estes exemplos de referência, mas expressivamente generalizadas à promoção habitacional e urbana desenvolvida no âmbito da FENACHE e no que se refere à importância de uma habitação cooperativa bem regulada e estruturada

Os exemplos  apontados estão ligados à atividade direta do Guilherme Vilaverde e da Cooperativa As sete Bicas, isoladamente e associada a outras entidades cooperativas, mas tudo têm a ver com muitos outros casos de promoção residencial das muitas Cooperativas da FENACHE, cooperativas estas que provaram ser possível fazer “Habitação de Interesse Social” em Portugal em grande quantidade e com excelente e sempre inovadora qualidade arquitetónica residencial, bem harmonizada com uma gestão eficaz e participada, num trabalho muito sério e consistente ao longo de mais de 50 anos; e um trabalho realizado sempre em várias e renovadas frentes, do desenho arquitetónico, à criação de vizinhanças bem equipadas, à satisfação dos moradores e a uma gestão urbana inovadora.

Importa salientar que as cooperativas da FENACHE partilharam uma visão: um inconformismo social e habitacional aliado ao objetivo de criar espaços para todos, mas com a qualidade que qualquer um de nós deseja e exige para si próprio. A grande diferença da promoção cooperativa reside exatamente nisso: não se trata de fazer  habitação para os "outros", mas sim de construir espaços onde qualquer pessoa quer viver; numa abordagem que também se carateriza pela participação ativa em todo o processo, desde o projeto até à gestão, garantindo-se, suplementarmente, a tão importante diversidade residencial e a tão difícil mas vital integração sociocultural em cada vizinhança.

E atente-se a que tudo isto foi devidamente estruturado. Acompanhado e apoiado pelas estruturas e pelos líderes da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE), num trabalho vital de harmonização da grande diversidade de realidades cooperativas existentes com as exigências sociais, normativas e de gestão ligadas à complexa promoção de uma habitação de interesse social com qualidade; num processo que provavelmente explica uma boa parte do êxito que teve esta promoção e que também se liga à excelente parceria que então marcou a atividade conjunta da FENACHE e do INH/IHRU.

E neste trabalho conjunto FENACHE-INH/IHRU que foi realmente fundamental para o êxito de uma parte muito significativa da muita habitação de interesse social que se fez após o 25 de Abril, importa sempre registar e sublinhar, entre outras vitais contribuições e para além da essencial atividade do Guilherme Vilaverde, a ação fundamental de alguns amigos saudosos e bem presentes nas primeiras imagens desta edição, com natural destaque para aquela que foi a incontornável ação de grande dinamismo e inovação do então Vice-Presidente da FENACHE, o Dr. José Barreiros Mateus, e também para a ação inovadora de Carlos Coradinho com o Arq. Justino Morais (este ausente das referidas fotografias) no velho Bairro de Caselas, e para a sempre presente e eficaz ação do Eng.º Defensor de Castro (no INH do Porto) e do Eng.º Hermano Vicente (no INH de Lisboa e este também ausente das referidas fotografias e ainda bem presente na atividade do GHabitar).

E já agora também há que referir que estes companheiros também integraram o grupo da primeira hora na dinamização do Grupo Habitar/GHabitar, do Infohabitar e do CIHEL.

Breves apontamentos sobre a atualidade da promoção de Habitação de Interesse Social ou Económica em Portugal

Hoje em dia, a promoção de habitação de interesse social enfrenta, como sabemos,  desafios significativos e novamente quantitativos. E para agravar a situação o processo de promoção habitacional tornou-se  complexo, sendo vital simplificar radicalmente a regulamentação, reduzir a burocracia e reforçar uma cuidada responsabilização técnica, que tenha em conta um essencial perfil curricular habitacional.  Outro aspeto fundamental é a qualidade da construção aliada à facilidade de manutenção, porque os futuros moradores terão modos de vida diversos, e não podemos aceitar soluções que levem a reabilitações frequentes e dispendiosas; e a  promoção cooperativa habitacional esteve na linha da frente deste equilíbrio, combinando boas soluções construtivas com uma gestão de proximidade eficaz e humana.

Sabemos que não  é fácil fazer habitação de interesse social em grande quantidade e com qualidade, mas muitas cooperativas fizeram-no, alguns municípios também, e muitas empresas também, assegurando a construção desses conjuntos residenciais cooperativos e municipais e mesmo em  casos de  promoção própria, bem enquadrada pelos respetivos municípios. Mas as cooperativas distinguem-se, ainda, porque descentralizam e qualificam todo o processo habitacional, evitando o modelo centralizado e padronizado que tantas vezes resultou em fracassos habitacionais. E é, ainda, bem oportuno referir que as cooperativas já provaram, e muitas vezes, que são capazes de transformar os chamados vazios urbanos subaproveitados em projetos de grande valor humano e citadino; num processo que está, atualmente, a ser aplicado em todo o mundo, e dirigido para uma adequada regeneração e redensificação de áreas urbanas consideradas estratégicas.

Permitam-me agora, com a liberdade que sempre tem o autor do artigo e com a vossa desejada licença, um pequeno "desabafo" final, e aliás já em parte antecipado no parágrafo em que se lembraram companheiros essenciais deste período muito importante de promoção de habitação económica no Pós 25 de Abril, é que nada se faz por "geração espontânea",  sem QUEM o faça com vontade, iniciativa, inovação, inteligência e coragem, e nada de bom se consegue fazer sem raízes, sem se beber no que de melhor se faz antes e procurando-se, sempre, melhorar e aperfeiçoar em continuidade; eu sou apenas um daqueles que tenta registar o que foi feito de melhor nas áreas da habitação de interesse social em Portugal, mas muitos ousaram fazer, realmente, habitações, vizinhanças e bairros, e correram riscos, e passaram períodos de vida complicados e foram para sempre afetados nas sua vida pessoal e familiar e tudo porque ousaram e fizeram muita da melhor habitação de interesse social algumas vez feita em Portugal; e estes todos merecem o nosso respeito e a nossa profunda consideração e, já agora, que tentemos, com eles, aprender a fazer melhor a muita habitação económica de que ainda precisamos entre nós; e mais uma vez há que sublinhar que nada se faz sem boas bases, sem boas referências e sem se ter aprendido com o que antes se fez. 

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

Prémio António Sérgio 2025 – Honra Personalidade da Economia Social – para Guilherme Vilaverde – infohabitar # 964

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 960 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1FGRm5wfskdl54Lf7BhoDTmojcBDiveSf/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXII, n.º 964

Edição: quarta-feira 4 de Fevereiro de 2026

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

 

 

 

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