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quarta-feira, abril 02, 2025

SBQP 2025 São Paulo (IX SBQP) – Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital (informações I) – Infohabitar # 933

SBQP 2025 São Paulo (IX SBQP) – Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital (informações I) – Infohabitar # 933

Tema principal do SBQP 2025: 

Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital


Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 922 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte: 

https://drive.google.com/file/d/1vw4IDFnNdnc08KJ_In5yO58oPQYkCYX1/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXI, n.º 933

Edição: quarta-feira 2 de abril de 2025

 

Fig. 01

Site do evento: https://www.sbqp2025.fau.usp.br/

 

Editorial

Caros leitores da Infohabitar,

No presente número da nossa revista temos a grande satisfação de poder colaborar numa primeira divulgação de mais um excelente evento científico e técnico que será, realizado no Brasil com a participação ativa de grandes amigos e parceiros ativos da Infohabitar, do GHabitar e do CIHEL.

Trata-se de mais uma edição, a IX edição - SBQP2025 – do excelente e renomado Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído (SBQP), promovido pelo Grupo de Trabalho “Qualidade do Projeto”, um dos maiores da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), e cujas Coordenadora e Vice-coordenadora da Comissão Organizadora são, respetivamente as grandes amigas e Professoras Rosaria Ono e Sheila Walbe Ornstein, que aqui e desde já saudamos de modo muito especial.

O Infohabitar, o GHabitar e o CIHEL desejam todas as bem merecidas felicidades a mais este SBQP, IX edição 2025, a realizar de 17 a 19 de novembro de 2025, São Paulo, com o tema “Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital”, e considera questões relacionadas ao patrimônio edificado, a sustentabilidade ambiental e as mudanças climáticas. O site do evento é: https://www.sbqp2025.fau.usp.br/

Fica desde já aqui registado que a Infohabitar irá proporcionar, oportunamente, outras informações sobre o desenvolvimento do SBQP 2025, sempre que a coordenação deste evento assim o considerar útil.  

Com as nossas melhores saudações,

Lisboa, em 2 de abril de 2025

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar, Presidente da MAG da GHabitar, investigador principal com habilitação em Arquitectura e Urbanismo (LNEC), doutor em Arquitetura (FAUP), Arquiteto (ESBAL), Vogal Dir NHC Social Cooperativa de Solidariedade.

 

PS: as temáticas ligadas às Cooperativas de Habitação Económica e à Habitação Intergeracional Adaptável e Participada serão retomadas nas próximas semanas.

 

 

SBQP 2025 São Paulo – Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital (informações I) – Infohabitar # 933

 

Descrição da natureza, objetivos e resultados esperados do Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído SBQP

O Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído (SBQP), promovido pelo Grupo de Trabalho “Qualidade do Projeto”, um dos maiores da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC), busca discutir, desde sua primeira edição, possibilidades e soluções que permitam analisar questões relacionadas ao projeto, com pesquisas que exploram a maior variedade possível de reflexões e alternativas sobre o tema da qualidade no ambiente construído. Nesse sentido, o Grupo promove discussões sobre coordenação, desenvolvimento, gestão e avaliação de projetos de arquitetura e engenharia, bem como sobre a gestão das empresas e de empreendimentos. A Avaliação Pós-Ocupação, uma abordagem estratégica e multimétodos de avaliação de desempenho de ambientes em uso, também é tema relevante das discussões.

O Grupo de Trabalho Qualidade no Projeto promove o SBQP para fomentar o desenvolvimento de projetos entre a rede de pesquisadores brasileiros e para estimular a formação de novos, ao buscar a participação de alunos de Iniciação Científica, mestrandos, doutorandos e pós doutorandos, incentivando o surgimento de novos pesquisadores e a interiorização e disseminação da pesquisa em todo o país. O Grupo de Trabalho busca sempre oferecer contribuições no âmbito da pesquisa aplicada para fomentar as melhores práticas de projeto em arquitetura e em engenharia no país.

Nesta edição de 2025, a organização do SBQP está sob coordenação da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP) em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O tema do evento é “Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital”, e considera questões relacionadas ao patrimônio edificado, a sustentabilidade ambiental e as mudanças climáticas. O site do evento é: https://www.sbqp2025.fau.usp.br/

O evento tradicionalmente propõe sete subtemas para a discussão de novas problemáticas e também de linhas de pesquisa já consagradas na área de em projeto de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo. Esses subtemas buscam trazer uma discussão abrangente sobre as principais questões que envolvem a pesquisa sobre qualidade do projeto. São eles: 1. Processos de projeto e de gestão, 2. Ensino e crítica do projeto, 3. Prática profissional e mercado de trabalho, 4. Processos avaliativos, retrofits e requalificações, 5. Inovações tecnológicas e de informação, 6. Qualidade, eficiência e adaptação às mudanças climáticas, 7. Assessoria e assistência técnica, exclusão social e ambiental.

O primeiro SBQP ocorreu em novembro de 2009 na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), em São Carlos - SP, e contou com palestrantes internacionais e nacionais, mesas-redondas e sessões técnicas, tendo 151 participantes inscritos. Os eventos subsequentes ocorreram em novembro de 2011 (UFRJ, Rio de Janeiro -RJ), em novembro de 2013 (UNICAMP, Campinas – SP), em agosto de 2015 (UFV, Viçosa – MG), em outubro de 2017 (UFPB, João Pessoa – PB), em outubro de 2019 (UFU, Uberlândia-MG), em novembro de 2021 (Universidade Estadual de Maringá (UEM) / Universidade Estadual de Londrina (UEL) – PR, na forma virtual), e em novembro de 2023 (UFPel, Pelotas – RS).

Todas as edições do evento, realizado a cada dois anos, sem interrupções, vêm mantendo as características e o formato inicial, incluindo palestrantes internacionais e nacionais, mesas-redondas e sessões técnicas – consolidando uma estrutura bem-sucedida, positivamente avaliada pelos participantes.

Destacam-se, abaixo, as principais informações sobre os cinco últimos eventos:

. IV SBQP (2015) - Viçosa/MG – 150 participantes – 91 publicados nos anais;

. V SBQP (2017) - João Pessoa/ PB – 306 participantes – 113 publicados nos anais;

. VI SBQP (2019) – Uberlândia/MG - 326 participantes – 108 artigos publicados nos anais;

. VII SBQP (2021) – Londrina/ PR (on line) - 145 participantes – 149 artigos submetidos e 91 artigos publicados nos Anais;

. VIII SBQP (2023) – Pelotas/RS - 147 participantes – 73 artigos submetidos e 45 artigos publicados nos Anais.

A realização desta edição do evento na cidade de São Paulo tem como objetivo estimular a participação de pesquisadores e profissionais de todo o país, com atrativos locais, além do acesso fácil e rápido por transporte terrestre e aéreo.

O estado de São Paulo, Brasil, se destaca como um dos principais centros de investimento no setor imobiliário e de construção civil, liderando a geração de empregos e concentrado 25% das cidades consideradas as melhores para investir no mercado imobiliário.

Segundo CAU/SP, atualmente, o estado de São Paulo concentra 30% de todos os profissionais Arquitetos e Urbanistas registrados no país (70 mil do total de 234 mil profissionais) e de acordo com o CREA-SP, são 130 mil engenheiros civis registrados. O estado também abriga 13,5 mil empresas de arquitetura e 121 mil empresas de engenharia civil, segundo dados da Classificação Nacional de Atividades Econômicas do IBGE de 2024.

De acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), atualmente, o estado de São Paulo concentra 180 Cursos Públicos e Privados de Graduação, entre os cursos de Arquitetura e Urbanismo (80) e Engenharia Civil (100). Ainda, há uma quantidade significativa de programas de pós-graduação strictu-sensu em arquitetura e urbanismo e em engenharia civil (nível de mestrado e doutorado), ofertados por diversas instituições públicas como USP, UNICAMP, UNESP e universidades particulares como a Universidade São Judas Tadeu e a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O evento propõe trazer, além de um conferencista internacional, 5 conferencistas nacionais de relevância, de diferentes expertises e de diferentes regiões geográficas, além de compor 3 mesas redondas com outros pesquisadores de relevância e profissionais atuantes no mercado, com o intuito de cumprir a missão deste Grupo de Trabalho da ANTAC.

Além de estimular a formação de novos profissionais na área acadêmica, os Grupos de Trabalhos da ANTAC realizam encontros técnico-acadêmicos para promover a aproximação entre pesquisa e mercado na área da AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção). Isso não é diferente, no caso do Grupo de Trabalho Qualidade do Projeto e do seu evento, o SBQP.

Tanto o conjunto de conferencistas, como de palestrantes convidados a participar das mesas redondas são geralmente compostos por pesquisadores e por profissionais atuantes no mercado do AEC que podem trazer contribuições assim como provocar ou desafiar os participantes a pensar em novas questões e temas inovadores ou refletir sobre diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto.

O tema principal do SBQP, que norteia o escopo das conferências e mesas redondas, é extensivamente discutido pela Comissão Organizadora do evento, pois é estratégico e visa aguçar o interesse dos participantes e ampliar a participação de acadêmicos e profissionais de mercado da área de AEC no evento.

Os sub-temas de pesquisa do SBQP possuem interface muito forte com a prática profissional na área de AEC, aproximando os pesquisadores ao mercado e vice-versa, atraindo profissionais a se integrarem em atividades de pesquisa.

Entende-se, assim, que tanto as conferências como as mesas redondas e as sessões técnicas de comunicações contribuem para a atualização dos profissionais atuantes no mercado e do corpo discente e docente em todos os níveis.

Tanto as visitas técnicas como a composição das mesas redondas incluirão exemplos de experiências inovadoras na área da arquitetura, engenharia e construção civil, em projetos realizados ou em andamento no estado de São Paulo.

 

Fig. 02

 

Comissão Organizadora do SBQP2025

Profa. Dra. Rosaria Ono – Prof. Titular FAU-USP (Coordenadora)

Profa. Dra. Sheila Walbe Ornstein – Prof. Titular FAU-USP (Vice-coordenadora)

Prof. Dr. Alberto Hernandez Neto – Prof. Associado EPUSP

Profa. Dra. Juliana Bechara Saft – Prof. Doutora IFSP

Prof. Dr. Lucas Melchiori Pereira – Prof. Doutor FAU-USP

Dra. Ana Judite Galbiatti Limongi França – Pesquisadora FAU-USP

Dr. Jeferson Bunder – Pesquisador FAU-USP

Me. Marcus Vinicius Rosário da Silva – Doutorando FAU-USP

Me. Vitória Sanches Lemes Soares – Doutoranda UEL

 

Comissão Científica do SBQP2025

Prof. Dr. Márcio Minto Fabricio – Prof. Titular, IAU-USP (Coordenador)

Prof. Dr. César Imai – Prof. Associado, Universidade Estadual de Londrina (Vice-coordenador)

Prof. Dr. Arivaldo Leão Amorim – Prof. Titular, UFBA

Prof. Dr. Claudino Lins Nobrega Junior – Prof. Doutor, UFPB

Profa. Dra. Edna Moura Pinto – Prof. Doutora, UFRN

Profa. Dra. Louise Logsdon – Prof. Doutora, UFMT

Profa. Dra. Monica Santos Salgado – Prof. Titular, UFRJ

Prof. Dr. Paulo Roberto Andery – Prof. Associado, UFMG

Profa. Dra. Simone Barbosa Villa – Prof. Associada, Universidade Federal de Uberlândia

Prof. Dr. Túlio Márcio de Sales Tibúrcio – Prof. Associado, Universidade Federal de Viçosa

 

Critérios para seleção dos trabalhos a serem apresentados SBQP2025

Todos os trabalhos devem ser submetidos com até 8 páginas, não havendo a etapa prévia de submissão e avaliação de resumos. A avaliação será cega pelos pares, por no mínimo, 2 pesquisadores doutores com especialização na temática do trabalho. Na necessidade de uma terceira avaliação, será realizada por um terceiro avaliador, também com a titulação mínima de Doutor, para efeito de desempate.

Poderão existir as seguintes situações: aceito e aceito = aceito; aceito e com recomendações de revisão = recomendações de revisão; recomendações de revisão e recomendações de revisão = recomendações de revisão; rejeitado e rejeitado = rejeitado; rejeitado e recomendações obrigatórias = rejeitado; rejeitado e aceito = indicação de 3º avaliador.

Todos os artigos serão previamente verificados, sob orientação da Coordenação da Comissão Científica, quanto aos aspectos de formatação e de diagramação e, quando necessário, serão solicitados os ajustes aos autores.

Havendo necessidade prévia de atendimento ao Comitê de Ética em Pesquisa, relativamente às pesquisas que tenham interação com seres humanos, o trabalho poderá ser rejeitado antes do envio para a etapa de avaliação cega pelos pares, caso a aprovação por CEP não seja explicitamente declarada. Tal condição consta no site do evento, na aba “Submissão” (https://www.sbqp2025.fau.usp.br/submissao) assim como no texto orientativo do arquivo “template” de submissão dos trabalhos.

A presidência da CC irá instruir previamente os integrantes da CC e seus avaliadores, sobre os critérios de avaliação dos trabalhos.

A avaliação dos trabalhos contará com apoio do sistema eletrônico de avaliação do OJS (Open Journal System) e os trabalhos serão reunidos e publicados como Anais do SBQP pela ANTAC, com registro DOI individual.

 

Descrição detalhada e comentada da estratégia do financiamento do SBQP2025

O apoio de agências de fomento é necessário, para que se viabilize principalmente a vinda de conferencistas de relevância, assim como a contratação de alguns serviços externos à Universidade, garantindo a qualidade e eficiência na realização do evento. Há a compreensão de que os custos elevados de deslocamento e estadia tem dificultado a participação dos pesquisadores e estudantes em eventos científicos.  Para reduzir o risco deste fenômeno, entende-se que é importante que a taxa de inscrição / participação tenha um valor justo e acessível – o que, por outro lado, pode comprometer a viabilidade financeira do evento, caso não se conte com recursos das agências de fomento - além do empenho em apresentar ao público-alvo uma programação estimulante para incentivar a sua participação.

Além de contar com o recurso advindo da própria taxa de inscrição dos participantes, a Comissão Organizadora do evento está empenhada na obtenção de recursos de apoio a eventos das agências de fomento federais (CAPES e CNPq) e estadual (FAPESP), além da busca de outros parceiros e patrocinadores das áreas pública e privada de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção).

Tanto a área de eventos do Museu do Ipiranga como da Escola Politécnica, ambos pertencentes à Universidade de São Paulo, serão cedidos sem ônus, suprimindo os custos com taxa de aluguel de espaços.

Há uma expectativa de público de 200 pessoas.

 


Fig. 03

 

Programa da reunião com as atividades do SBQP2025 por dia, com os respectivos horários

Programa (ver site)

https://www.sbqp2025.fau.usp.br/

 

SBQP 2025 – Requalificação urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital

17/11 - Museu do Ipiranga

8:30 – Recepção / entrega de crachá/material do evento/ abertura do auditório

10:00 - Mesa de Abertura

10:30 – Conferência de AberturaOs desafios do projeto de restauro e modernização do Museu do Ipiranga e do Jardim Francês” - Hereñu e Ferroni Arquitetos

12:00 – Intervalo para Almoço

13:30 - Mesa redonda 1 – Requalificação de edificações e mitigação dos impactos ambientais

14:30 – Intervalo

15:00 – 16:30 - Visitas técnicas ao Museu do Ipiranga e Jardins - Projeto de Restauro e Modernização (com inscrições prévias)

18/11 - POLI Mecânica

9:00 – Conferência internacionalNext Generation Hospital: strategies and tools for the hospital of the future- Stefano Capolongo – Politecnico di Milano / Italia

10:15 – Intervalo

10:30 – Conferência nacional 1– “BIM e o Ensino de Projeto” – Monica Santos Salgado – FAU/UFRJ

11:45 – Intervalo para Almoço

13:30 – Mesa redonda 2 – Demandas habitacionais e os desafios do projeto: da requalificação urbana aos programas de habitação social

14:30 - Sessões de comunicações

15:30 – Intervalo

16:00 - Sessões de comunicações

17:00 – Conferência nacional 2 – “Os desafios da preservação arquitetônica perante os eventos climáticos extremos: a experiência de Belém-Pará” - Thais Alessandra B. Caminha Sanjad - UFPA

18:00 - Reunião do GT Qualidade do Projeto

19/11 - POLI Mecânica

9: 00 – Conferência nacional 3–"Restauro e Qualidade Arquitetônica” - Nivaldo Vieira de Andrade Junior – FAU/UFBA

10:15 – Intervalo

10:30 – Conferência nacional 4– Mudanças climáticas e qualidade urbanística – Marta Adriana Bustos Romero – FAU/UnB

11:45 – Intervalo para Almoço

13:30 – Mesa redonda 3 – Projetos complexos na era digital: do projeto a pós-ocupação

14:30 - Sessões de comunicações

15:30 - Intervalo

16:00 - Sessões de comunicações

17:00 - Encerramento

 

Breves comentários descritivos ao programa do SBQP 2025

O primeiro dia do evento será realizado no novo espaço do Museu do Ipiranga (auditório e hall de acolhimento), inaugurado em setembro de 2022, após um extenso processo de requalificação do edifício e seu entorno.

A conferência de abertura será proferida pelos autores do projeto de restauro, modernização e ampliação do Museu do Ipiranga, os arquitetos Pablo Emilio Robert Hereñu e Eduardo Rocha Ferroni, ambos detentores do título de doutor pela FAUUSP e ganhadores do concurso público de arquitetura realizado em 2017 para o projeto, cuja obra foi executada ao custo de R$235 milhões, em cerca de 30 meses (2019-2022).

Uma conferência internacional está programada para o segundo dia, com o Prof. Dr. Stefano Capolongo, do Politécnico de Milano, cujo tema será “Next Generation Hospital: strategies and tools for the hospital of the future (O Hospital da Próxima Geração: estratégias e ferramentas para o hospital do futuro) “. O conferencista é arquiteto e Professor Titular em Design Hospitalar e Saúde Urbana e diretor do Departamento de Arquitetura, Ambiente Construído e Engenharia de Construção do Politécnico de Milão, na Itália.

Para as três conferências nacionais, considerou-se os temas relacionados à requalificação e qualidade do projeto, sendo o BIM (Building Information Modelling) o tema a ser apresentado pela Profa. Dra. Mônica S. Salgado, o impacto das mudanças climáticas na requalificação urbana, a ser abordada pelas Profas. Dras. Marta A.B. Romero e Thais A.B.C. Sanjad, sob diferentes perspectivas, e a requalificação de áreas urbanas de interesse histórico-cultural, pelo Prof. Dr. Nivaldo de Andrade.

Além disso, as Mesas Redondas serão constituídas por pesquisadores integrantes do GT Qualidade do Projeto e de debatedores convidados em três temas:

1. Requalificação de edificações e mitigação dos impactos ambientais;

2. Demandas habitacionais e os desafios do projeto: da requalificação urbana aos programas de habitação social;

3. Projetos complexo na era digital: do pré-projeto à pós-ocupação.

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

(iv) Brevemente haverá novidades no sentido do gradual, mas expressivo, incremento das exigências editoriais da Infohabitar, da diversificação do seu corpo editorial e do aprofundamento da sua utilidade no apoio à qualidade arquitectónica residencial, com especial enfoque na habitação de baixo custo.

 

SBQP 2025 São Paulo – Requalificação Urbana: das habitações aos equipamentos culturais na era digital (informações I) – Infohabitar # 933

Informa-se que para aceder (fazer download) do mais recente Catálogo Interativo da Infohabitar, que está tematicamente organizado em mais de 20 temas e tem links diretos para os 922 artigos da Infohabitar, existentes em janeiro de 2025 (documento pdf ilustrado e com mais de 80 pg), usar o link seguinte:

https://drive.google.com/file/d/1vw4IDFnNdnc08KJ_In5yO58oPQYkCYX1/view?usp=sharing

Infohabitar, ano XXI, n.º 933

Edição: quarta-feira 2 de abril de 2025

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo pelo LNEC.

abc.infohabitar@gmail.com

 Os aspetos técnicos do lançamento da Infohabitar e o apoio continuado à sua edição foram proporcionados por diversas pessoas, salientando-se, naturalmente, a constante disponibilidade e os conhecimentos técnicos do doutor José Romana Baptista Coelho.

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

 

 

segunda-feira, agosto 10, 2009

258 - Revista Ambiente Construído - Vol. 9, N.º 2: artigos - Infohabitar 258

Infohabitar, Ano V, n.º 258

Porque se considera ser assunto de grande interesse, faz-se, em seguida, a divulgação pormenorizada de uma recente e importante edição na WWW de um novo número de uma excelente revista técnica em língua portuguesa:
o Ambiente Construído, Vol. 9, N.º 2 (2009)
A revista online Ambiente Construído editada sob responsabilidade da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído cujo último número (especial, Vol. 9 N.º 2) trata a temática da "Qualidade do Projeto".

Os editores deste número do Ambiente Construído são a Prof.ª Arq.ª Sheila Walbe Ornstein da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – que, como é sabido, foi um dos primeiros autores a editar no nosso Infohabitar – e o Prof Dr. Carlos Torres Formoso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Como fica bem evidente no tema "Qualidade do Projeto", trata-se de uma matéria de grande actualidade e que é abordada, nesta revista, num amplo e estimulante leque de interessantes artigos, cujas quase 200 páginas de pdf (s) estão disponíveis, facilmente, já aqui, no link. da revista Ambiente Construído:
http://www.seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/index

Sublinha-se, ainda, uma vez mais a estimulante relação entre esta edição do Ambiente Construído dedicada à Qualidade do Projeto e o próximo I Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído [SBQP 2009], que será realizado em São Carlos, São Paulo, de 18 a 20 de Novembro de 2009, em conjunto com o IX Workshop Brasileiro de Gestão do Processo de Projeto na Construção de Edifícios.



E informa-se que o Site deste evento está disponível em:
http://www.arquitetura.eesc.usp.br/ocs/index.php/SBQP2009/SBQP2009

Em seguida e com a devida autorização, que muito se agradece, dos editores deste número do Ambiente Construído, editam-se no Infohabitar os resumos de todos os artigos que integram a revista, sublinhando-se, uma vez mais o interesse bem evidente destes artigos para um ambiente construído que tudo tem a ganhar com uma qualidade de projecto devidamente enquadrada, informada, aprofundada e verificada, designadamente em termos de avaliações pós-ocupação e estudos de caso que identifiquem situações globalmente exemplares e significativamente replicáveis.

O editor do Infohabitar
António Baptista Coelho

Ambiente Construído, Vol. 9, No 2 (2009)
. (excerto do) Editorial
“Este número especial da Revista Ambiente Construído tem como tema a Qualidade do Projeto. Pretende celebrar o início das atividades do Grupo de Trabalho em Qualidade do Projeto (GTQP) da ANTAC, constituído em outubro de 2008.

Na chamada de trabalhos para este número foram destacados os seguintes temas: briefing e gestão de requisitos; natureza do processo de projeto; criatividade no processo de projeto; definição do escopo de projeto; avaliação de projetos; desenvolvimento do produto na construção civil; práticas profissionais de projeto; coordenação e compatibilização de projetos; modelagem do processo do projeto; processos colaborativos e engenharia simultânea; gestão da qualidade e certificação na atividade de projeto; tecnologia da informação para apoiar o processo de projeto; avaliação pós-ocupação e indicadores de qualidade do projeto.
...”
Sheila Walbe Ornstein, Co-editora convidada, FAUUSP
Carlos Torres Formoso, Editor-chefe, NORIE - UFGRS

Artigos e respectivos resumos:
. Flexibility as a design aspiration: the facilities management perspectiveautor: Edward Finch

O conceito de flexibilidade como aspiração de projeto é discutido com freqüência na literatura sobre Arquitetura. No entanto, é invariavelmente os profissionais de gestão de facilities que herdam a solução da edificação: estes são os que acabam sofrendo as conseqüências das soluções flexíveis ou insolúveis. Neste sentido, os edifícios não são soluções acabadas, mas em desenvolvimento.

Um projeto de edificação flexível é aquele que pode se adaptar a situações que se alteram. No entanto, o dilema do projetista é antecipar-se às prováveis mudanças. Como tal, o projetista assume o papel de futurólogo”, ”vidente tecnológico” ou analista de mega-tendências.
O objetivo deste artigo é apresentar a perspectiva de flexibilidade da gestão de facilities. Sugere-se como os projetistas podem ajudar a produzir uma solução de projeto mais “maleável” e que o conceito de flexibilidade universal é técnica e economicamente inatingível. Projetar para a flexibilidade requer o conhecimento de múltiplos estados futuros, tanto os possíveis, como os prováveis.

. Quality of design and usability: a vetruvian twin
autor: Theo J. M. van Voordt
Este artigo explora diferentes indicadores de qualidade do projeto arquitetônico usados em debates e avaliações de projetos na Holanda. Além da antiga tríade vitruviana da utilitas, firmitas e venustas, é defendida uma visão mais ampla quanto à qualidade do projeto arquitetônico.

Como as construções vão muito além da “arte livre”, a usabilidade e a opinião do usuário, em especial, devem ser incluídas entre os indicadores de qualidade do projeto. O marco teórico dos indicadores de qualidade foi utilizado para refletir sobre os critérios que foram aplicados para selecionar o projeto da nova prefeitura e biblioteca de Deventer.

Uma comparação entre a teoria e a prática mostra que há divergências entre uma avaliação integral da qualidade usando múltiplos critérios, preferências e interesses pessoais e restrições, como limitação de tempo, dinheiro e informação. Ao mesmo tempo, avaliações integradas de projetos (ex ante) ou de construções em uso (ex post) são essenciais para acumular um corpo de conhecimento sobre como sintetizar forma, função e construção dentro dos limites das restrições do projeto.

. Discussão sobre a importância do programa de necessidades no processo de projeto em arquitetura
autores: Daniel de Carvalho Moreira, Doris Catherine Cornelie Knatz Kowaltowski


O programa de necessidades cumpre um importante papel no projeto de
arquitetura e contribui para que o projetista considere a complexidade envolvida na concepção de espaços urbanos e de edifícios.

Durante a década de 1950, arquitetos e engenheiros, atentos ao panorama procuravam aplicar novas técnicas ao desenvolvimento do projeto em arquitetura. Organizaram-se, a partir de várias conferências, grupos de estudo sobre métodos de projeto e o assunto tomou rumos diversos nos quarenta anos seguintes, inclusive uma vertente dedicada ao programa arquitetônico.
No Brasil, tais métodos de projeto não tiveram repercussão direta na atividade profissional dos escritórios de projeto, tampouco sobre programas de ensino ou pesquisa das escolas de engenharia e arquitetura. Este trabalho discute o programa de necessidades e sua contribuição no processo de projeto em arquitetura, através da discussão de métodos para seu desenvolvimento, das normas que definem seus conteúdos e da sua forma de apresentação, visando a efetiva aplicação dos seus conceitos.

. The gaps between healthcare service and building design: a state of the art review
autores: Patrícia Tzortzopoulos, Ricardo Codinhoto, Mike Kagioglou, John Rooke, Lauri Koskela

Os edifícios hospitalares tem diversos objetivos, dentre os quais a provisão de um ambiente apropriado à realização dos serviços de saúde, que contribua para o aumento da eficiência destes serviços e para a melhoria do fluxo de pacientes e da experiência dos mesmos.
A melhoria na eficiência dos serviços está relacionada a edifícios modernos, com melhor layout e adjacências entre departamentos, bem como a processos clínicos eficientes e sistemas de informação adequados. No entanto, muitas vezes esses objetivos não são atingidos devido à complexidade dos requisitos de projeto e da gestão dos intervenientes.

O presente artigo tem como objetivo buscar entender, através da literatura existente, como os processos de projeto dos serviços de saúde e da edificação para saúde podem ser melhor integrados, e como a melhoria do desempenho dos serviços está relacionada à flexibilidade de adaptação da edificação em relação a futuras alterações ou mudanças.
Os resultados indicam que barreiras funcionais no processo de projeto restringem tal integração, assim como a adoção de soluções inovadoras. Além disto, existe a necessidade de uma abordagem que apoie o desenvolvimento integrado dos projetos dos serviços e da edificação com foco nas questões operacionais (e.g. flexibilidade e durabilidade) que satisfaçam diversas necessidades ao longo do tempo.

. Desenvolvimento integrado de projeto, gerenciamento de obra e manutenção de edifícios hospitalaresautores: Michele Caroline Bueno Ferrari Caixeta, Alexandra Figueiredo, Márcio Minto Fabrício
As edificações hospitalares são complexas e possuem uma grande importância social e econômica. Além disto, o rápido avanço da tecnologia e dos procedimentos médicos fazem com que a produção destas edificações demandem novas formas de gerenciamento e desenvolvimento.
Esta pesquisa busca investigar e caracterizar novos modelos de estruturação e integração das atividades de desenvolvimento do produto para esse tipo de edificação, considerando a sua inerente complexidade. Assim, o objetivo do presente trabalho é analisar o processo de desenvolvimento de edifícios hospitalares de médio porte, considerando-se as macrofases de projeto, gerenciamento da obra e gerenciamento de manutenção, através de um estudo de caso descritivo realizado numa empresa especializada em projetos hospitalares. Desta forma, pode-se obter uma visão integrada do processo de desenvolvimento desse tipo de produto.

Como resultado, são apresentados os modelos de cada uma das macrofases do processo de desenvolvimento dos empreendimentos estudados de forma a constituir uma referencia genérica para o desenvolvimento integrado de novos empreendimentos hospitalares. Assim, o trabalho contribui para discussão sobre a gestão do processo de projeto em geral e, particularmente, das práticas de desenvolvimento de projetos hospitalares.

. Indicadores de qualidade ambiental para hospitais-diaautores: Patrícia Biasi Cavalcanti, Giselle Arteiro Nielsen Azevedo, Vera Helena Moro Bins Ely
O presente artigo apresenta os resultados de visitas exploratórias realizadas em 31 unidades de hospital-dia e de quimioterapia do Rio e Janeiro, São Paulo e Florianópolis. Esta pesquisa teve como objetivo definir aspectos determinantes da qualidade ambiental e da apropriação na percepção de seus usuários. Foram realizadas observações diretas e entrevistas semi-estruturadas, focando em aspectos organizacionais, perceptivos, comportamentais e ambientais.

O trabalho fundamenta-se no conceito de distrações positivas, interpretando-o como a possibilidade de proporcionar uma postura mais ativa ao paciente de forma que ele possa desviar seu pensamento do processo de tratamento e da própria dor. As visitas confirmaram que os ambientes de hospital-dia não costumam estar capacitados para atividades de interesse dos pacientes.
Além disto, os resultados permitiram identificar atributos ambientais de grande relevância para os usuários, tais como: privacidade, controle das condições ambientais, polivalência e variabilidade da organização e arranjos espaciais. Estes resultados podem assim contribuir para a humanização destes ambientes . Discute-se sobre a possibilidade de que o hospital-dia torne-se uma extensão dos locais que o indivíduo vivencia em seu cotidiano, permitindo usos que são parte de sua rotina.

. A natureza do valor desejado na habitação socialautores: Ariovaldo Denis Granja, Doris Catharine Cornelie Knatz Kowaltowski, Silvia Aparecida Mikami Gonçalves Pina, Patricia Stella Pucharelli Fontanini, Lia Barros, Dina de Paoli, Ana Mitsuko Jacomit, Rafaela Massei Rodrigues Maçans
Aumentar a qualidade e a entrega de valor no ambiente construído pressupõe um processo contínuo de aperfeiçoamento para a presença efetiva de benefícios aos ocupantes.
Este artigo apresenta um estudo obre a natureza do valor desejado de usuários de conjuntos de interesse social, que adota como referencia sua natureza subjetiva e multidimensional na percepção do morador.

O objetivo da pesquisa é verificar a potencialidade do conceito de valor desejado para a introdução de melhorias nos projetos habitacionais. No método de pesquisa foram utilizadas a técnica de pesquisa declarada com cartões ilustrados e entrevistas semi-estruturadas sobre questões socioeconômicas como instrumentos de coleta de dados. A amostra consistiu de 195 respondentes em quatro conjuntos habitacionais na região de Campinas, SP. Seguiram-se inferências estatísticas com base em intervalos de confiança para a determinação da importância dos itens de valor e análise de conglomerados para se determinarem as associações entre os itens em grupos maiores.
O resultado do estudo evidenciou a prioridade do item segurança para agregação de valor, seguido da convivência com a natureza, gastos operacionais menores e diminuição de nível de ruído.

. O processo projetual e a percepção dos usuários: o uso de modelos tridimensionais físicos na elaboração de projetos de habitação socialautor: César Imai
O presente artigo examina as relações existentes entre o projetista e o futuro morador residencial dentro de um processo projetual que tem como proposta facilitar a comunicação por meio de sistemas de representação que utilizam modelos físicos tridimensionais flexíveis (maquetes).

Busca-se uma melhor compreensão sobre a percepção espacial do usuário leigo e investigar como a representação pode contribuir ou dificultar um processo projetual participativo. O método de pesquisa utilizado baseia-se em análises comportamentais registradas durante o processo projetual, por meio de gravações em vídeo, pelo estudo dos esboços dos projetos desenhados previamente pelos futuros moradores (com seus aspectos de compreensão espacial), da presença (ou ausência) de domínio técnico nessa representação e, finalmente, pela comparação entre esses esboços e os projetos finais.

Os resultados alcançados indicam uma busca da idealização do espaço da moradia, fruto dos modelos pré-concebidos por esses usuários, que foram baseados no seu conhecimento prévio e nas suas experiências de vida em relação à habitação. Esses exemplos indicam mais uma busca em prol do alcance de um sonho concretizado pela edificação, indicando muitas vezes ser uma conseqüência de um modelo de consumo divulgado pelos meios de comunicação ou uma busca de ascensão social representada pelas características da habitação.

. Avaliando a habitação: relações entre qualidade, projeto e avaliação pós-ocupação em apartamentosautor: Simone Barbosa Villa

Este artigo trata da elaboração de metodologia para Avaliação Pós-cupação (APO) em edifícios de apartamentos destinados à classe média edificados em Ribeirão Preto – SP, a partir de 2000, visando contribuir para a criação de ferramentas eficazes para retroalimentação destes projetos.

O objetivo principal da aplicação da APO foi avaliar a qualidade dos espaços internos e coletivos dos apartamentos, buscando estabelecer uma relação entre o comportamento do usuário e o projeto idealizado pelos vários agentes do mercado imobiliário.

A metodologia proposta foi elaborada a partir de ampla revisão bibliográfica sobre avaliação pós-ocupação e processo de projeto, assim como na análise crítica da produção de edifícios de apartamentos nas cidades de São Paulo e Ribeirão Preto no período proposto. A aplicação desta metodologia permitiu concluir que o projeto arquitetônico idealizado para os edifícios de apartamentos atuais não tem atendido de maneira satisfatória às reais necessidades dos usuários, destacando assim a premência de uma ampla revisão no processo de criação e de gestão do processo de projeto, ensejando que se desenvolvam procedimentos que incluam bancos de dados alimentados por APOs e também uma participação mais efetiva do arquiteto a frente deste processo.

. Apartamentos paulistanos: um olhar sobre a produção privada recenteautores: Fábio Queiroz, Marcelo Tramontano
Este artigo focaliza a produção de apartamentos pela iniciativa privada da cidade de São Paulo, entre os anos de 2000 e 2008, procurando entender aspectos do mercado imobiliário que interfiram ou determinem o desenho e as características das unidades.

É realizada uma leitura sobre estratégias para o planejamento e a comercialização de novos produtos, partindo de estudos de diversos autores, de dados de relatórios da EMBRAESP - Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, da análise de material publicitário de lançamentos e de uma base de dados sobre exemplares paulistanos de apartamentos, além de trabalhos acadêmicos, em especial as pesquisas sobre o tema desenvolvidas no Nomads.usp - Núcleo de Estudos de Habitares Interativos.

Conclui-se que , são priorizadas no mercado estratégias que visam a garantir e agilizar a comercialização das unidades e o retorno financeiro de investidores, em detrimento da observação de características relacionadas à qualidade espacial e arquitetônica e que se relacionem ao uso das unidades por seus futuros moradores.

. Arquitetura e desempenho luminoso: CENPES II, o novo centro de pesquisas da Petrobras, no Rio de Janeiro, Brasil.autores: Norberto Corrêa da Silva Moura, Anna Christina Miana, Joana Soares Goncalves, Denise Silva Duarte
Este artigo apresenta os resultados da avaliação de desempenho de iluminação natural do projeto do novo centro de pesquisas da Petrobras, CENPES II, no clima tropical do Rio de Janeiro, sob as condições de céu típico parcialmente nublado e com grande luminosidade.

O projeto arquitetônico tinha mais de 100.000 m2 de área construída, distribuída entre dez novos edifícios. De acordo com o programa de necessidades, o acesso da iluminação natural deveria ser maximizado em todos os espaços interiores, sempre que permitido pelas exigências da função, oferecendo conforto visual e eficiência energética. Nesse caso, os desafios do projeto no que tange ao desempenho ambiental estão relacionados à necessidade de proteção solar e à não-ocorrência de ofuscamento, devido às condições climáticas e ao céu com grande luminosidade.

Este artigo está focado no desempenho dos dois edifícios principais do complexo. As avaliações de iluminação foram realizadas com o suporte de técnicas de simulação computacional, sendo realizadas comparações com critérios de desempenho nacionais e internacionais. Ao final, os estudos mostraram os efeitos positivos da adoção de algumas estratégias de projeto clássicas, que são pouco comuns na prática da arquitetura comercial brasileira.


Infohabitar, Ano V, n.º 258Lisboa, Encarnação – Olivais Norte, 10 de Agosto de 2009Edição de José Baptista Coelho