terça-feira, agosto 11, 2020

Seminário internacional NUTAU 2020 International Seminar – Infohabitar # 742

Ligação direta (clicar) para:  725 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - 38 temas e mais de 100 autores.

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 742

Edição: terça-feira, 11 de agosto de 2020

Seminário internacional NUTAU 2020    International Seminar – Infohabitar # 742

13º Seminário Internacional NUTAU 2020 – Valorização de resíduos da arborização urbana – potencial para pesquisas e projetos de urbanismo, arquitetura e design

Editorial:

Muito estimados leitores da nossa Infohabitar,

Este número da nossa revista semanal cumpre uma missão de divulgação que proporciona um agrado muito especial ao autor destas linhas e, posso dizê-lo, a muitos dos amigos e colegas que têm participado com a Infohabitar desde o seu início, pois estamos a cooperar na divulgação de mais uma edição do seminário internacional do NUTAU – Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura, do Urbanismo e do Design da Universidade de São Paulo.

O NUTAU e o seu seminário internacional, ligados à bem conhecida Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAUUSP, acrescentam à grande importância que a FAUUSP tem, desde sempre, nos domínios da pequisa em Arquitetura e Urbanismo, uma já longa, afirmada e sempre consolidada tradição de inovação e grande qualidade de uma investigação multidisciplinar, teoricamente bem baseada e bem aplicada e uma abordagem multifacetada, tão dirigida para a atualidade do grande Brasil, como para as temáticas, as experiências e os debates internacionais mais necessários, estimulantes e atuais ; e nunca será excessivo salientar a falta que fazem mais iniciativas deste tipo e com este elevado nível de qualidade no âmbito da investigação em Arquitetura, Urbanismo e Habitat Humano.

Fiquem, então, caros leitores, com a divulgação pormenorizada do 13º Seminário Internacional NUTAU 2020 – Valorização de resíduos da arborização urbana – potencial para pesquisas e projetos de urbanismo, arquitetura e designa realizar online em 17 e 18 de novembro de 2020, salientando-se que a chamada para artigos decorrerá até 14 de setembro próximo.

A Infohabitar e o seu editor  registam aqui saudações calorosas e desejos de pleno êxito a todos os organizadores desta 13.ª edição do NUTAU e à Professora Cyntia Santos Malaguti de Sousa, coordenadora da Comissão Organizadora do evento, acrescentando um abraço saudoso à grande amiga Professora Sheila Walbe Ornstein, que também coopera nesta iniciativa.

 

Lisboa, Encarnação, em 10 de agosto de 2020

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

 

 

13 Seminário internacional International Seminar

NUTAU 2020

Apresentação

O Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura, do Urbanismo e do Design da Universidade de São Paulo - NUTAUUSP, vinculado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAUUSP, dedica-se ao desenvolvimento, coordenação e difusão de investigação científica e multidisciplinar nas diversas áreas abrangidas pela tecnologia da arquitetura, do urbanismo e do design, focadas no contexto e em demandas do país, buscando também constante diálogo com a experiência internacional. Como parte de suas atividades regulares, desde 1996 o NUTAU vem organizando seminários internacionais bienais,abordandotemas emergentes e significativos para o avanço do conhecimento em suas áreas de atuação.


Neste ano, o 13º Seminário Internacional NUTAU 2020, programado para o mês de novembro, será realizado inteiramente on-line, tendo como tema central a “Valorização de resíduos da arborização urbana”, procurando discutir seu potencial para pesquisas e projetos em suas áreas de atuação. Fundamenta esta escolha o reconhecimento da importância da arborização urbana para as cidades, tanto por razões ambientais quanto estéticas. Ela propicia inúmeros benefícios às condições locais, purificando o ar, reduzindo o ruído, tornando o solo urbano mais permeável, mitigando a formação de “ilhas de calor” e protegendo a fauna; além disso promove efeitos significativos no paisagismo, criando maior beleza cênica, zonas de sombra, ambientes para descanso e contemplação. Por outro lado, seu planejamento e sua gestão envolvem um conjunto de atividades complexas, onerosas e diversas interações, muitas vezes conflituosas, com a infraestrutura urbana, com agentes públicos e privados. 


Entre estas atividades, será dado destaque àquelas relacionadas ao manejo arbóreo, poda, remoção de árvores e destinação desses resíduos, com o objetivo de explorar e divulgar iniciativas e estudos promissores, da perspectiva da sustentabilidade, da economia circular e da abordagem sistêmica. O manejo de tais resíduos, que abrangem não apenas folhas, sementes e pequenos galhos secos, mas também seções maiores e troncos inteiros, representam, para diversas cidades brasileiras, volumes e custos consideráveis. Grande parte deles ainda é descartada em lixões e aterros; em poucos locais seu destino é a compostagem ou a geração de energia pela queima. Ainda que as duas últimas alternativas propiciem uma destinação ambientalmente adequada destes resíduos e formas de aproveitamento, não exploram o melhor potencial de boa parte deles como matéria-prima, na perspectiva do uso em cascata, preconizado pela economia circular. Existem experiências internacionais muito relevantes nesta direção, inclusive com geração de renda, integração de diferentes elos da cadeia produtiva, agentes públicos, privados e comunidade científica; entretanto o Brasil ainda está muito distante de uma abordagem mais sistêmica do problema. 


Mais recentemente o assunto tem despertado o interesse de pesquisadores de diferentes universidades brasileiras, evidenciando o potencial do emprego destes materiais em diferentes configurações e combinações, seja no espaço urbano, na arquitetura ou no design, como elemento construtivo, mobiliário urbano, móveis, pequenos objetos de madeira, auxílio a barreiras acústicas, entre outras aplicações. Da mesma forma, designers e arquitetos empreendedores têm desenvolvido projetos empregando estes materiais de forma inovadora, abrindo nichos de mercado promissores, embora de forma ainda tímida e empírica, manifestando dificuldade de acesso à informação científica sistematizada sobre o tema. 


Assim, considerando a lacuna identificada, a importância do assunto no contexto urbano, o crescente interesse pelo tema no país, e acreditando no potencial da USP na articulação dos diferentes atores envolvidos, em prol do avanço, da articulação e da disseminação da pesquisa científica aplicada ao urbanismo, à arquitetura e ao design, é que surgiu a proposta deste evento.

 

Eixos de abordagem


1.      Planejamento e manejo da arborização urbana; reflexos na geração de resíduos

Reflexões e análises voltadas ao planejamento, implantação, monitoramento e avaliação dos efeitos urbanísticos, sociais e ambientais da arborização urbana; espécies utilizadas, inventário arbóreo, condições de vida da vegetação, interações com a infraestrutura urbana, atores intervenientes e conflitos; sistema de manejo incluindo poda, remoção e destinação dos resíduos arbóreos. 


2.      Projetos e experiências de valorização dos resíduos arbóreos urbanos

Relatos e avaliações de experiências e seus resultados, no âmbito do setor público ou privado, abrangendo resíduos arbóreos e sua utilização na forma de madeira serrada, painéis, componentes construtivos, equipamento ou mobiliário urbano, jogos ou objetos lúdicos, pequenos objetos de madeira (POM) ou outros subprodutos; promoção/divulgação de coleções de objetos criados a partir desses resíduos. Podem ainda envolver capacitação de pessoas, geração de emprego e renda nestas atividades.


3.      Requisitos técnicos e rotas tecnológicas para desenvolvimento de componentes e produtos 

Pesquisas e experimentos científicos voltados a sistemas de identificação, classificação e caracterização de resíduos arbóreos; ensaios para identificação de propriedades, trabalhabilidade; preparação, tratamento, recuperação e beneficiamento; desenvolvimento e aplicação de resíduos da arborização em diferentes configurações, combinações, contextos e funções, assim como a definição de requisitos técnicos e de possibilidades tecnológicas de aproveitamento. Pode abranger estudos prospectivos, comparativos e revisão sistemática de literatura sobre o tema.


4.      Estratégias para gestão dos resíduos da arborização urbana em cascata

Estudos e planos de gestão dos resíduos da arborização urbana, inclusive formas de sua institucionalização, abrangendo sistemas de utilização em cascata, envolvimento e articulação de diferentes elos da cadeia de coleta, classificação, beneficiamento, produção e distribuição; relações entre agentes públicos e privados; bases de dados, sistemas de informação e capacitação; rastreamento, regulamentação e certificação de materiais e produtos.

 

Público-alvo

Academia

Faculdades de Arquitetura e Urbanismo, Design, Engenharia Civil, Engenharia de Materiais, Engenharia Florestal, Engenharia Sanitária e Ambiental, Direito Ambiental, Gestão Pública

Setor público e serviços terceirizados

Órgãos ambientais, serviços relativos à arborização urbana, empresas de saneamento, empresas distribuidoras de energia, prestadores de serviço de limpeza urbana, municipalidades e subprefeituras, 

Profissionais

Associações, profissionais e empresas de urbanismo, arquitetura e design.

 

Submissão de artigos

Os trabalhos submetidos devem ser artigos completos, desenvolvidas por até três autores e direcionados a um dos quatro eixos de abordagem do evento, contemplando resultados de pesquisas avançadas ou já concluídas e contendo entre 3.000 e 4.000 palavras no total. A versão em word do templatepara envio de artigos está disponível em: https://www.even3.com.br/nutau2020/, plataforma online de inscrição e submissão de trabalhos. Os artigos devem ser submetidos até 14/09, sem identificação dos autores no corpo do texto nem no nome do arquivo, para que possam ser objeto de avaliação cega pelo Comitê Científico. 


Para submissão de artigos é necessário criar uma conta gratuita no sistema, o que pode ser feito a partir de uma conta do Facebook ou com inserção de e-mail e criação de uma senha. É neste ambiente e através do e-mail informado que serão realizados o envio dos arquivos, a divulgação dos resultados, a inscrição nos módulos do evento, disponibilização de cartas de aceite, certificados etc.

 

  

 Prazos e valores

Submissão de artigos (português ou inglês)

até 14/09

 

gratuita

Resultado avaliações

até 13/10

 

 

Envio artigos finais (português ou inglês)

até 26/10

estudantes e professores da USP

R$ 100,00

 

 

Profissionais e professores externos

R$ 200,00

Envio apresentações (bilíngue)

até 13/11

 

 

Inscrição no evento

até 16/11

por módulos 1, 2, 3, 4

gratuita

 


Estrutura do evento – Programa


Dia 17 de novembro

Manhã

 

 

8h45 às 9h00

abertura

Planejamento e manejo da arborização urbana; reflexos na geração de resíduos

9h00 às 10h00

sessão temática 1

6 apresentações de 5 min + 5 min para debates cada

10h00 às 10h15

 

intervalo

10h15 às 11h45

mesa redonda 1

4 apresentações de 20 min + 10 min para debates

11h45 às 12h00

 

intervalo

12h00 às 13h00

conferência internacional 1

1 palestra de 45 min + 15 min para debates

Tarde

 

Projetos e experiências de valorização dos resíduos arbóreos urbanos

14h00 às 15h00

sessão temática 2

6 apresentações de 5 min + 5 min para debates cada

15h00 às 15h15

 

intervalo

15h15 às 16h45

mesa redonda 2

4 apresentações de 20 min + 10 min para debates

16h45 às 17h00

 

intervalo

17h00 às 18h00

conferência internacional 2

1 palestra de 45 min + 15 min para debates

 


Dia 18 de novembro

Manhã

 

Requisitos técnicos e rotas tecnológicas para desenvolvimento de componentes e produtos

9h00 às 10h00

sessão temática 3

6 apresentações de 5 min + 5 min para debates cada

10h00 às 10h15

 

intervalo

10h15 às 11h45

mesa redonda 3

4 apresentações de 20 min + 10 min para debates

11h45 às 12h00

 

intervalo

12h00 às 13h00

conferência internacional 3

1 palestra de 45 min + 15 min para debates

Tarde

 

Estratégias para gestão dos resíduos da arborização urbana em cascata

14h00 às 15h00

sessão temática 4

6 apresentações de 5 min + 5 min para debates cada

15h00 às 15h15

 

intervalo

15h15 às 16h45

mesa redonda 4

4 apresentações de 20 min + 10 min para debates

16h45 às 17h00

 

intervalo

17h00 às 18h00

conferência internacional 4

1 palestra de 45 min + 15 min para debates

18h00 às 18h15

Encerramento

 

 

 

NUTAU

Conselho Deliberativo

Prof. Dra. Ranny Loureiro Xavier Nascimento Michalski (FAUUSP) - Presidência

Prof. Dra. Cyntia Santos Malaguti de Sousa (FAUUSP) – Coordenação Científica

Prof. Dr. André Leme Fleury (EPUSP)

Prof. Dr. Bruno Roberto Padovano (FAUUSP)

Prof. Dr. Gilson Schwartz (ECAUSP)

Prof. Dr. João Carlos de Oliveira Cesar (FAUUSP)

Prof. Dra. Sheila Walbe Ornstein (FAUUSP)

Prof. Dr. Silvio Burrattino Melhado (EPUSP)

 

Comitê organizador

Prof. Dra. Cyntia Santos Malaguti de Sousa (FAUUSP) - Coordenação

Prof. Dra. Alessandra Rodrigues Prata Shimomura (FAUUSP)

Prof. Dr. André Leme Fleury (EPUSP)

Prof. Dra. Ranny Loureiro Xavier Nascimento Michalski (FAUUSP)

Prof. Dra. Sheila Walbe Ornstein (FAUUSP)

Prof. Dr. Tomás Queiroz Ferreira Barata (FAUUSP)

Caio Dutra Profírio de Souza (mestrando do PPG-Design FAUUSP)

Clara Bartholomeu (aluna do curso de graduação em design FAUUSP/POLIMI)

Bruno Novaes (aluno do PPG-Design UNESP)

 

Informações e contato

site institucionalhttp://www.usp.br/nutau2020/

 

inscrição/submissãohttps://www.even3.com.br/nutau2020/


facebookhttps://www.facebook.com/nutau2020


instagramhttps://www.instagram.com/nutau.usp/

 

e-mailnutau2020@usp.br

 

 

Agosto de 2020

 

A Coordenação da Comissão Organizadora do NUTAU 2020

 

 

Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 742

Edição: terça-feira, 11 de agosto de 2020


Seminário internacional NUTAU 2020    International Seminar – Infohabitar # 742

13º Seminário Internacional NUTAU 2020 – Valorização de resíduos da arborização urbana – potencial para pesquisas e projetos de urbanismo, arquitetura e design

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil(LNEC), em Lisboa.

 

abc.infohabitar@gmail.com

abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

 

terça-feira, agosto 04, 2020

Repensar os espaços exteriores privados – Infohabitar # 741

Ligação direta (clicar) para:  725 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - 38 temas e mais de 100 autores. 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 741

 

Repensar os espaços exteriores privados – Infohabitar # 741

Por António Baptista Coelho (texto e imagens)

 

Edição: terça-feira, 4 de agosto de 2020

 

Editorial:

Estimados leitores da nossa Infohabitar,

Continuando em um dos temas “centrais” da nossa revista: os espaços do habitar, vamos aprofundando, semana a semana, esta matéria, praticamente, visando-se, esta semana, um repensar dos espaços exteriores privados, cuja importância esteve e está tão evidenciada em virtude do confinamento doméstico a que estivemos e ainda, em parte, estamos “obrigados”, no sentido de se procurar reduzir e, se possível, ajudar a estancar, a pandemia que sofremos.

E aproveita-se a oportunidade para voltar a sublinhar a importância que continua a ter o distanciamento social, conseguido sempre que possível através do teletrabalho e todas as medidas de proteção própria e dos outros, que são muito favorecidas com o uso sistemático, maximizado e cuidadoso de máscara e a continuidade dos cuidados de higiene.

Esta renovada viagem pelos espaços do habitar é e será feita, nas próximas semanas, com novos artigos e também através do revisitar, do recomentar e do expressivo desenvolvimento de artigos já editados, há alguns anos, na nossa revista.

Lembra-se, finalmente, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas a propósito dos artigos aqui editados e propostas de novos artigos(a enviar para abc.infohabitar@gmail.comao meu cuidado),

despeço-me, até à próxima semana, com saudações calorosas e desejos de muita força e de boa saúde,

Lisboa, Encarnação, em 4 de agosto de 2020

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Repensar os espaços exteriores privados –Infohabitar # 741

António Baptista Coelho

Oportunidade atual para se repensarem os espaços exteriores privados 

Depois de muitos anos em que pensámos, frequentemente, o habitar quase apenas como o espaço habitacional que fica da porta de entrada do nosso espaço privado para dentro e, ainda mais do isso, o pensámos, essencialmente, quando não exclusivamente, como espaço interior – até, por vezes e durante muitos anos com poucas janelas, porque estas eram caras – parece ser tempo de o repensarmos como espaço partilhado, naturalmente, em grande parte interior, mas também com pequenas e estratégicas parcelas exteriores, outras de transição interior/exterior e outras bem marcadas por excelentes vãos exteriores.

E nunca será demais salientar que é também a partir da existência de bons espaços de ligação e transição ou passagem entre ambientes interiores e a possibilidade de uma adequada e expressiva fruição do exterior, em espaços exteriores privados e através de excelentes vãos exteriores que acabamos por poder usufruir, mais plenamente e de modo mais sensível dos ambientes interiores mais “protegidos”; condição esta que, naturalmente, é cumulativa de um conjunto de atividades e mesmo de “estados de espírito” que apenas são possíveis através do uso dos espaços exteriores privados e das estratégicas zonas de transição entre estes e interior doméstico.

Importará, assim, repensar e privilegiar o desenvolvimento de espaços exteriores privados, objetivo este que ganha oportunidade evidente numa altura em que por todos foi sentida, na pele e durante longos períodos, a sensação de confinamento doméstico, quando não mesmo de uma certa quase “claustrofobia” doméstica, quando (i) na vivência de espaços habitacionais pouco desafogados em termos de espaciosidade (ii) e/ou mal organizados em termos espaciais e funcionais (iii) e/ou mal servidos de vãos exteriores (iv) e/ou não dispondo de exteriores privados minimamente adequados; situações estas tantas vezes cumulativas.

Será neste sentido que, de seguida, serão abordados os seguintes subtemas:

·     Relação do espaço exterior privado com o restante espaço doméstico; condição esta evidentemente essencial, mas tantas vezes ignorada.

·     Integração da natureza nos edifícios e especificamente nos espaços exteriores privados; condição que pode ser estratégica tanto em termos de expressiva integração do edifício, como de reforçada apropriação pelos seus moradores.

·     Desenvolvimento de tipologias de edifícios e habitacionais muito marcadas por espaços exteriores privados; condição esta aplicável a um extenso leque tipológico e extremamente interessante no sentido de uma melhor adequação a modos e gostos de habitar específicos.

·     Relação entre acessos e espaços exteriores privados; condição esta talvez já de maior pormenor, mas muito importante pela sua influência, quer nos usos da “casa”, quer na sua imagem.

·     Consideração do grande potencial e da devida importância do exterior privado em termos de adequação climática e sustentabilidade ambiental doméstica.

·     Consideração de aspetos específicos ligados a associações preferenciais entre espaços domésticos interiores e exteriores, e, naturalmente, dos respetivos espaços de transição e ligação.

Finalmente, chama-se a atenção para a condição de, em seguida, não se ter tentado “esgotar” casa um dos referidos subtemas, mas, apenas, lançar algumas ideias sobre cada um deles, frequentemente, tirando-se partido de observações e comentários  prático-teóricos de conhecidos autores sobre essas matérias.

Relação do espaço exterior privado com o restante espaço doméstico

Num estudo de Claude Lamure conclui-se que a utilização da varanda é, frequentemente, considerada como uma espécie de paliativo à ausência de um pequeno quintal privado, possibilidade esta que terá alguma relação com a própria dimensão e organização da varanda e que é provada pelo frequente arranjo da varanda como "pseudo-jardim".

Esta matéria tem relações com outros aspectos associáveis aos diversos aspetos da vivência doméstica, e essencialmente com a vontade de naturalização e apropriação da habitação tão frequentemente presente desde os espaços comuns ou públicos, na vizinhança de portas de entrada, às varandas e janelas e às floreiras que marcam paredes.

É como se a natureza fosse a eleita para marcar o habitar, num sentido contrário ao movimento que levou da natureza ao abrigo “artificial”; e poderá haver boas respostas para esta situação, respostas que harmonizem a força da apropriação privada com a atractividade da imagem comum que é produzida, tudo dependendo, por exemplo, da boa previsão dos espaços e da harmonização dos suportes (vasos e floreiras) para essa naturalização.

Naturalmente que, em muitas situações, os dois pequenos mundos privativos – interior e exterior – não têm, praticamente, qualquer relação verdadeiramente efetiva, o que é muito negativo; para não se dizer que, também em muitas situações, a integração do exterior privado como elemento estruturador da solução e do partido visual externo do respetivo edifício é praticamente nula em verdadeiros termos arquitectónicos.

 

 

Fig. 01:  - Edifícios multifamiliares com forte escala humana, profunda e positivamente marcados pelos respetivos espaços exteriores privados e em que a vegetação envolvente e própria proporciona excelente efeito de integração - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Moore, Ruble, Yudell, Bertil Öhrström.

Integrar a natureza nos edifícios  

A integração da natureza nos edifícios e especificamente nos espaços exteriores privados é uma condição que pode ser estratégica tanto em termos de expressiva integração do edifício, como de reforçada apropriação pelos seus moradores – uma integração que, evidentemente, está mais ligada a uma certa “naturalização” da intervenção, mas que pode também marcar pela estratégica concentração de alguns, poucos, elementos naturais em locais marcantes e uma apropriação que é, sempre, condição muito importante para se habilitar a habitação em termos de promoção de uma aprofundada satisfação habitacional e urbana.

Estas matérias ligam-se, também, ao que pode ser uma perspectiva de verdadeira naturalização, quase “integral” ou muito expressiva da globalidade de edifícios uni e multifamiliares, numa opção por uma espécie de camuflagem natural dos espaços edificados, e para esta opção são fundamentais todos os tipos de espaços exteriores privativos diversificadamente associados e configurados – dos quintais e pátios, às pequenas jardinetas de remate da construção, às varandas, balcões e terraços, às simples floreiras elevadas e associadas aos referidos espaços ou simplesmente penduradas de paredes ou associadas a janelas de sacada, janelas estas que facilmente são transformadas em pequeníssimas varandas de assomar.

A questão da “linguagem” de Arquitectura usada e da eventual dificuldade de compatibilização de um desenho depurado com este tipo de soluções é uma questão que se remete, exatamente, para um esforço específico de bom desenho, um desenho que se torna, evidentemente, tanto mais sensível quanto mais numerosos e distintos os elementos em presença.

 


Fig. 02:  - Pátios privados que cooperam integralmente no "fazer" do espaço doméstico - interior e exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Nils-Olof Ljunggren, Kristofer Swahn, Mima. Neste caso o espaço exterior privado acaba por ser, também, verdadeiro espaço “interior” doméstico, tanto em termos “ambientais” ou visuais, como até funcionais.

Tipologias habitacionais e espaços exteriores privados

O desenvolvimento de tipologias de edifícios e habitacionais muito marcadas por espaços exteriores privados é uma condição aplicável a um extenso leque tipológico e extremamente interessante no sentido de uma melhor adequação a modos e gostos de habitar específicos.

No que se refere a associações privilegiadas entre a extensa família de espaços e elementos de exterior privado com tipos habitacionais e edificados específicos, salienta-se o facto, provado em numerosos inquéritos (1), de que a preferência por edifícios unifamiliares é, muitas vezes, associada à existência de um espaço exterior privativo e, muito especificamente, de um pequeno jardim privado, que possa ser, em parte, utilizável para fins utilitários; e sobre este facto salientam-se duas ideias de âmbito genérico, e que se considera serem muito curiosas:

·     a primeira que não é, evidentemente, necessário fazer edifícios unifamiliares “correntes” para se disponibilizar um pequeno espaço ajardinável a cada habitação, pois há múltiplas soluções multifamiliares e de transição uni-multifamiliar densificada que podem disponibilizar condições deste tipo e com elas caracterizarem atraentes soluções urbanas pormenorizadas e estratégica e equilibradamente densificadas;

·     e a segunda ideia é que, mais uma vez, a faceta limitadamente “utilitária” aparece, aqui em segundo plano na concepção doméstica; surgindo, sim, numa relação estimulante com a criação de ambientes t\ao exteriores e pontualmente “naturais” como bem conjugáveis no prolongamento de atividades interiores ou sedes de atividades exteriores carismáticas.

Lembra-se a forte e “tradicional” relação entre pátios ou pequenos jardins privativos e uma estimulante diversificação tipológica residencial e urbana e importa sublinhar que é esta ampla e muito diversificada virtualidade associativa e fortemente caracterizadora que marca um extenso leque de soluções multifamiliares e de transição uni-multifamiliar densificada:

·     seja pelo evidenciar de tais espaços e do seu conteúdo em termos de naturalização (árvores, grandes e pequenos arbustos, trepadeiras, coberturas de solo, plantas rasteiras);

·     seja também pelo evidenciar da ausência estratégica dessa mesma naturalização – pois o desenho irá marcar cada solução e sítio específicos.

Mas não haja dúvidas sobre o enorme potencial de protagonismo de todos esses elementos na geração de diversificadas e estimulantes tipologias habitacionais; assim o bom desenho exista.

 

Fig. 03:  - Interessantes acessos realizados através de quintais privados em que a vista pública é razoavelmente permitida, sendo, no entanto, estrategicamente condicionada; e contribuindo ainda a vedação para a dignidade e o interesse dos espaços públicos contíguos - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Greger Dahlström.

Relação entre acessos e espaços exteriores privados

A relação entre a tipificação e a configuração pormenorizada de acessos habitacionais e espaços exteriores privados é muito importante pela sua influência, quer nos usos da “casa”, quer na sua imagem, podendo, por exemplo, “transformar” o caráter de uma habitação integrada até num grande multifamiliar, marcando-o quase como sendo o ambiente/imagem de um unifamiliar em banda cerrada.

Esta matéria liga-se a um outro e fundamental elemento de composição tipológica residencial e urbana, de pormenor, que é a estruturação, associação, e evidenciação ou camuflagem de acessos comuns e privativos, relativamente aos referidos espaços exteriores privativos.

Matéria esta cujo interesse fica evidente, por exemplo, pelo interesse que sempre terá poder-se entrar “em casa” através de um espaço exterior privativo, que pode ser um quintal ou pátio privativo em soluções unifamiliares e de transição uni-multifamiliar densificada, mas que pode ser até, por exemplo, um pequeno pátio/terraço alongado em soluções multifamiliares densificadas e em altura, associando-se, neste caso, uma estimulante ambiguidade entre o “viver em altura” e a vivência “natural” mais ligada ao solo.

E não se pense que tais diversificações de soluções são, necessariamente, caras ou luxuosas: são sim e obrigatoriamente soluções que têm de ser extremamente bem desenhadas, pormenorizadas e urbanisticamente integradas.

Exterior privado e adequação climática ou sustentabilidade ambiental doméstica

Em todas estas reflexões importa sublinhar que é urgente privilegiar, cada vez mais, o exterior e, neste caso, especificamente, o exterior privativo no desenvolvimento de soluções habitacionais num sul da Europa, climaticamente agradável em boa parte do ano.

Mas mesmo mais a norte na Europa têm sido desenvolvidas soluções marcadas por espaços exteriores privativos associados às entradas principais de habitações incluídas em grandes condomínios verticalizados, numa opção que, desta forma, pretende caracterizar estas habitações como se fossem “moradias” agregadas num conjunto em altura, reforçando-se os respectivos aspectos de individualidade e de apropriação, através de plantas e outros arranjos do exterior.

E a ideia que se quer deixar é que se isto é possível e tem sido praticado, com êxito, a caminho do norte da Europa, será muito adequado quer em países mais a sul, quer em soluções menos altas e densificadas, proporcionando-se um muito amplo leque de resultados formais e funcionais, que serão, também, muito estimulantes nas suas imagens urbanas.

Fig. 04:  - Um exterior doméstico que prolonga o respetivo interior e que tem, mesmo, presença/força própria (e atenção, que, neste caso, estamos no Norte da Europa) - exterior de habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Stella Eriksson, Ellica Stare, Sven Gustafsson.

Associações preferenciais entre espaços domésticos interiores e exteriores

Considerando, agora, a matéria das associações preferenciais entre espaços domésticos interiores e exteriores, e salientando-se, desde logo, neste aspeto, o protagonismo dos espaços e elementos de relação e transição entre interior e exterior, sublinha-se que, por exemplo, as varandas e os terraços podem privilegiar:

·     o desenvolvimento de  entradas principais ou de serviço na habitação;

·     o “prolongamento” das salas;

·     e, numa gradação de relações preferenciais, os quartos de dormir e as saletas.

Tais relações entre espaços domésticos interiores e exteriores, podem também assumir um carácter de varanda ou terraço de serviço, junto da cozinha e da zona de tratamento de roupa.

A ideia é, naturalmente, de se poder servir melhor todos os habitantes e apoiar, eventualmente, reuniões e convívios mais alargados; e há soluções que compatibilizam espaço mais social e mais de serviço, naturalmente, com uma mais desafogada disponibilidade de espaço.

Uma outra associação funcional que pode ser muito explorada, designadamente, em zonas com microclimas mais amenos é a existência de espaços privativos exteriores do tipo varandas, pátios e alpendres que constituam ligações activas entre vários compartimentos da habitação, podendo constituir ligações alternativas, que são sempre úteis, por exemplo, quando se realizam festas em casa, ou que poderão constituir elas próprias as únicas circulações disponíveis, essencialmente em soluções habitacionais muito caracterizadas e desde que estes espaços de circulação tenham uma protecção climática reforçada.

Uma associação funcional que começa a ser frequente noutras zonas do mundo é o desenvolvimento no exterior privativo de uma verdadeira e espaçosa sala de estar e de refeições aberta ao exterior, habitualmente associada, por exemplo, a condições para grelhar alimentos; uma possibilidade que estará naturalmente mais associada a condições de espaciosidade acima da média ou de fácil desenvolvimento em piso térreo e sem se prejudicar, ambientalmente, habitações vizinhas.

Notas

(1) M. Imbert, "Mission d'Études de la Ville Nouvelle du Vaudreil", p. 18.

 

 Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:

As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.

Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.

A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.

Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.


O presente artigo corresponde a uma nova versão, revista e aumentada, do artigo publicado no número 571 da Infohabitar em 28 de fevereiro de 2016.

 

Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 741

 

Repensar os espaços exteriores privados –Infohabitar # 741

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil(LNEC), em Lisboa.

 

abc.infohabitar@gmail.com

abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).