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terça-feira, agosto 17, 2021

Transformar as circulações domésticas em verdadeiros espaços de vida – Infohabitar # 787

 Ligação direta (clicar) para:  760 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada em janeiro de 2021- 38 temas e mais de 100 autores

 

Transformar as circulações domésticas em verdadeiros espaços de vida – Infohabitar # 787

Infohabitar, Ano XVII, n.º 787

Edição: terça-feira, 17 de agosto de 2021

 

Artigo integrado na série editorial da Infohabitar “Habitar e viver melhor”

 

 

Caros leitores da Infohabitar,

Com o presente artigo continuamos a série editorial da Infohabitar especificamente dedicada a uma viagem sistemática pelos diversos espaços do habitar, que iniciámos na vizinhança, avançando, depois para os edifícios e seus espaços comuns (disponível no catálogo interativo da Infohabitar, no seu tema 6 intitulado Série habitar e viver melhor”) e “terminando” numa reflexão sobre os diversos tipos de organizações, opções e espaços domésticos; reflexão esta que esta semana nos leva aos espaços de circução domésticos, levando-nos, depois, aos outros espaços das nossas habitações, ainda durante um número significativo de outras semanas editoriais.

 

Lembra-se que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e, designadamente, propostas de novos artigos (a enviar para abc.infohabitar@gmail.com , ao meu cuidado).

 

Considerando a mais recente evolução da pandemia, e a grande capacidade de contágio da mais recente variante do vírus, mesmo entre vacinados, continuamos a reforçar a vital importância de cumprir com rigor os essenciais protocolos de vacina (n.º de doses e períodos temporais posteriores às mesmas), mas continuando com os cuidados de proteção próprios e dos outros, designadamente, em termos de limpeza de mãos, uso de máscara e distância social.

Despeço-me, até à próxima semana, enviando saudações calorosas e desejos de força e de muito boa saúde para todos os caros leitores e seus familiares,    

 

Entre Lisboa/Encarnação e Azambuja/Casais de Baixo, em 16 de agosto de 2021

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Transformar as circulações domésticas em verdadeiros espaços de vida – Infohabitar # 787

António Baptista Coelho

(texto e desenhos)


Resumo

Neste pequeno artigo, dedicado à temática dos espaços de circulação privados habitacionais, faz-se, de início, um enquadramento e uma introdução geral a estes espaços na globalidade  dos espaços domésticos, seguindo-se um desenvolvimento da reflexão sobre os espaços de circulação domésticos, designadamente, nas seguintes facetas temáticas específicas: (i) relações entre estes espaços de circulação privados e os aspetos de estruturação e de dimensionamento geral do espaço doméstico; (ii) associações consideradas mais interessantes entre os espaços de circulação e outros “tipos” de áreas domésticas; e (iii) hábitos e opções de uso/apropriação considerados mais interessantes e/ou significativos nestes espaços de circulação.


1. Enquadramento e introdução à matéria específica dos espaços de circulação domésticos

Continuando a Série editorial sobre "habitar e viver melhor", na qual temos acompanhado uma sequência espacial desde a vizinhança de proximidade urbana e habitacional até ao edifício multifamiliar, e neste os seus espaços comuns, vamos, agora, falar com algum detalhe sobre os espaços que constituem os nossos “pequenos” mundos domésticos e privativos, refletindo sobre as diversas facetas que os qualificam.

Primeiro viajaremos pelos espaços domésticos comuns, isto é aqueles que são usados por todos os habitantes de uma dada casa ou apartamento numa base geral de uso partilhado e de alguma comunidade; depois iremos até aos espaços domésticos privativos, portanto aqueles mais amigos de um uso individual, ou muito ligado ao casal. São os seguintes os espaços domésticos comuns a abordar, sequencialmente, em artigos desta série: vestíbulo de entrada, lavabo, corredor e zonas de passagem, sala ou zona de estar, cozinha, áreas de serviço para arrumações, verdadeiras pequenas áreas de serviço - lavandaria e rouparia, zona de refeições ou sala de jantar, casa de banho, varanda e outras zonas exteriores privadas elevadas como pátios e pequenos quintais, virtualidades domésticas do estacionamento em garagem.

No presente artigo serão abordados diversos aspetos a ter em conta no projeto de espaços de circulação domésticos bem habitados, e, designadamente, matérias associadas: (i) às relações entre estes espaços de circulação privados e os aspetos de estruturação e de dimensionamento geral do espaço doméstico; (ii) às associações consideradas mais interessantes entre os espaços de circulação e outros “tipos” de áreas domésticas; e (iii) aos hábitos de uso/apropriação considerados mais interessantes e/ou significativos nestes espaços de circulação.

Com este artigo inicia-se uma reflexão mais ampla sobre os espaços de circulação domésticos que será concluída na próxima semana com uma abordagem sequencial das seguintes matérias específicas: (i) aspectos motivadores ligados aos espaços de circulação domésticos; (ii) problemas correntes nos espaços de circulação domésticos; e (iii) questões e ideias frequentemente levantadas (dimensionais e outras) nestes espaços.

A esta temática dos espaços de circulação domésticos é, assim, aqui dada uma atenção bem distinta daquela que lhe é, infelizmente, muitas vezes dedicada na conceção habitacional, muito ligada a uma perspetiva de espaços meramente funcionais e até, por vezes, quase residuais; dedicando-se a esta matéria dois artigos “gémeos”, que se iniciam com uma discussão essencialmente relacional (relações e associações a privilegiar) e ligada a hábitos de uso/apropriação considerados mais interessantes e/ou significativos e passando-se, depois, no segundo artigo, para uma pequena viagem, sempre incompleta, naturalmente, sobre os aspetos que motivam o uso e a apropriação de corredores, passagems e átrios domésticos e sobre os problemas e as questões mais frequentes nestes espaços.

Na prática podemos, até, considerar que a própria designação  “de espaços de circulação domésticos” é um pouco limitativa, pois, como já se apontou e se irá desenvolver, estes espaços devem ter, também, outras funções e ser caraterizados de acordo com este seu papel multifuncional e multiambiental; caso contrário algo se passa de errado com a respetiva proposta habitacional que, no limite, se poderia, também, reger por idênticos critérios monofuncionais, por exemplo, na cozinha, nos quartos e na sala.

 

Fig. 01: sobre o papel de excelência que deve estar reservado asos espaços de circulação domésticos e designadamente à sua zona específica de ligação e transição, mas também de expressiva marcação na entrada/saída da habitação.


2. Importância dos espaços de circulação na estruturação do mundo doméstico e as várias dimensões domésticas

A referência inicial, que se faz no texto de “resumo” deste artigo, a tratar-se de um “pequeno” artigo quer, apenas, fazer sublinhar que a matéria das circulações domésticas tem sido muito pouco abordada, como merece, tendo-se em conta a grande relação direta e indireta que assume na estruturação evidenciada e, mais ainda, na essencial caraterização de uma habitação; e note-se que aqui nem se falou de funcionalidade, pois esta matéria deveria ser, e não o é, um dado adquirido quando se pensa sobre o papel global da circulação doméstica e de tudo o que a ela pode e deve estar associado.

Avançando, agora, com a necessária e prática informalidade nestas matérias associadas ao que se designou como a  importância dos espaços de circulação na estruturação do mundo doméstico e o desejável desenvolvimento de várias dimensões de leitura e de vivência domésticas, vamos passar por uma sequência de matérias específicas e unificadas no âmbito do que se designa como uma verdadeira racionalidade no desenvolvimento dos percursos domésticos – racionalidade esta que é, evidentemente, bem distinta de uma “simples” funcionalidade (qualidade esta mesmo mínima e que mesmo assim por vezes não existe).

Será, portanto, através desta preocupação de “racionalidade” numa estruturação dupla de circulações e outros espaços domésticos por eles servidos, que avançaremos um pouco mais, quer no sentido de uma estruturação expressivamente caracterizadora, quer numa abertura compassada para uma estimulante leitura e vivência de diversos níveis ou pequenas dimensões domésticas, que poderão conjugar-se nos mesmos espaços, mas proporcionando-lhes variados tempos e até tipos de uso e apropriação – por exemplo, entre estritamente funcionais, expressivamente formais até quase simbólicos –, nuam perspectiva em que a própria e afirmada presença dos referidos e variados espaços de circulação doméstica é factor de claro enriquecimento da leitura e da vivência dos outros   espaços domésticos por eles servidos.

Nestas temáticas, um dos aspectos que continua a ser estruturador de uma boa solução doméstica é que ela se caracterize por uma economia ponderada de circulações, conseguida, designadamente, através das duas seguintes condições:

.  mínima extensão e aproveitamento maximizado das circulações por corredor (por exemplo por dupla utilidade para circulação e para arrumações em roupeiros);

.  e também mediante a mínima extensão e posicionamento estratégico das eventuais zonas de circulação obrigatória através de compartimentos mais sociais (por exemplo, quartos com acessos através de salas e cozinhas).

Como todos deveríamos ter muito mais para fazer do que andar a perder motivação e energia a usar habitações mal organizadas e descaracterizadas, e considerando que tais habitações estão associadas, também, como é evidente, a um esforço acrescido na sua manutenção e limpeza, não faz realmente sentido, também a este nível de uma essencial e maximizada funcionalidade doméstica, que tenhamos casas mal distribuídas e perdulárias em circulações extensas e pouco úteis; e nestas importantes matérias Claude Lamure (1) chegou à conclusão que, geralmente, se pode reduzir para cerca de metade a extensão dos percursos relativamente a soluções domésticas com organizações mal concebidas, poupando-se significativamente: (i) no esforço físico;  (ii) nos cuidados de manutenção e limpeza; e (iii) naturalmente nos próprios custos de construção.

Esta preconizada racionalização das circulações domésticas refere-se a uma redução ou síntese espacial que está também associada à supressão dos desníveis interiores, matéria esta que, no entanto, nos deve levar mais longe tendo-se em conta, designadamente:

(i) por um lado, os aspetos inegavelmente positivos, em termos de acessibilidade, conforto e segurança, de uma habitação desenvolvida num único plano;

(ii) mas por outro lado o caráter único e as capacidades organizativas e de espacialidade de soluções habitacionais desniveladas.

Outra matéria apontada por Lamure é que habitações em dois pisos são muito negativas nesses aspectos de crescimento de áreas de circulação e de esforço no uso da habitação, mas julga-se que esta escolha deverá ser destacada do juízo anterior, pois habitar em dois pisos também terá as suas vantagens noutros aspectos (por exemplo, na privacidade no interior doméstico) e é possível, naturalmente, organizar funcional e racionalmente habitações em dois pisos.

Nestas matérias há que sublinhar que estas opções entre um mesmo ou vários níveis de piso numa habitação são aspectos que têm muito interesse quando se visa uma habitação direccionada especificamente para habitantes mais idosos e/ou com pouco tempo, ou mesmo com pouca vocação e disponibilidade, para a lide da casa, um grupo sociocultural cada vez mais importante/numeroso na sociedade urbana.

Mas voltando à ideia atrás expressa de uma clara negação a circulações mal organizadas, importa sublinhar que se está a negar essa má organização, essa má concepção e não o interesse de circulações com um eventual e significativo desenvolvimento, desde que bem estruturadas e associadas a outras actividades domésticas, pois um razoável desenvolvimento destas circulações também pode ser factor de adaptabilidade no uso dos diversos compartimentos servidos, de usos próprios estimulantes (ex., pequena “galeria de arte” doméstica, acesso a roupeitos embutidos, etc.) e de negação daquilo que por vezes se considera ser uma organização doméstica excessivamente hierarquizada e funcionalmente rígida.

Numa primeira “para-conclusão”, naturalmente, sempre relativamente provisória, sobre estas matérias, associadas a um maior ou menor desenvolvimento da circulação doméstica, há que sublinhar que ela tem de ser estritamente funcional e racionalizada, mas não só, porque tal condição tem de estar “obrigatoriamente” associada a uma expressão afirmada de uma dada estrutura/conteúdo de organização e de conteúdo ambiental da habitação, ou a uma expressiva e específica importância que seja dada exactamente a essas áreas de circulação, um pouco como se se considerasse uma habitação que “viva” toda ela de um grande e estimável (porque bem configutado e pormenorizado) coração de circulação, que será, por exemplo, também de estar e de outros usos nobres (por exemplo, uma grande e alongada biblioteca); e afinal até Alexander defende que o fluxo através dos compartimentos é tão importante como os próprios compartimentos, influenciando tanto a convivialidade doméstica, como o uso de cada espaço da casa. (2)

E se a Arquitectura se centra sempre e muito nas questões de relacionamento, de transição e de passagem “pausada”, como defendem, com variadas palavras, muitos bons arquitectos, então não há dúvida de que a solução de circulação doméstica deverá ser, sempre, realmente, muito mais do que uma simples resolução funcional de fluxos de circulação na habitação.


Fig. 02: os espaços de circulação domésticos podem e devem ter uma dupla identidade: como zonas específicas e com caráter próprio e como espaços estratégicos de ligação e separação entre os outros espaços domésticos.


3. Associações interessantes dos espaços de circulação com outras áreas domésticas

Tal como apontei num estudo editado já há alguns anos no LNEC (“Do bairro e da vizinhança à habitação”, ITA 2, 1998), entre as características mais desejáveis nos espaços domésticos para circulação, comunicação e separação salientam-se as seguintes:

.  permitir a circulação funcional das pessoas entre todos os espaços e compartimentos da casa, protegendo os espaços mais privados e recebendo, desejavelmente, algum mobiliário e equipamento (funcional e de aparato);

.  permitir diversos tipos de ocupação (por exemplo, corredor que para além de ser uma zona de passagem é, também, um agradável espaço mobilado e decorado e uma zona de utilização de roupeiros e arrumações);

.  serem de fácil limpeza e terem ventilação e luz naturais ainda que indirectas (por exemplo, através de envidraçados e aberturas em portas e "bandeiras" superiores).

Mas, atualmente, acrescento também:

.  participarem, ativamente, na caracterização da globalidade de solução habitacional que é, em cada caso, desenvolvida e oferecida como espaço de vivência e, naturalmente, de memória;

.  proporcionarem alguma antecipação da leitura dos restantes espaços domésticos que servem.

A agregação da circulação, do receber e da sala de estar é uma solução possível, mas, frequentemente, uma solução muito mal usada, designadamente, quando não há uma protecção visual da sala, que fica devassada e "trespassada" por espaços de circulação, inúteis para qualquer outra função, e importa considerar que tanta circulação não será muito adequada a uma sala mais formal, embora seja, talvez, admissível numa sala de família. Mas haverá soluções adequadas, porque respeitando a privacidade visual da sala e não comprometendo o “partido” arquitectónico global da “unidade” espacial entrada e sala (ex., tabique a meia altura, parede translúcida, etc.).

Tal como também se apontou no referido estudo (ITA 2), há todo o interesse em atribuir a utilidade máxima às zonas de circulação do tipo corredor, desenvolvendo, por exemplo, roupeiros ao longo delas e estimulando o seu uso como verdadeiras "antecâmaras" das zonas mais privadas (podem ser até pequenos "halls" de quartos).

Finalmente, não são de esquecer as potencialidades dos corredores como excelentes espaços informais de brincadeira para as crianças e, de uma forma mais elaborada e sujeita a cuidados específicos, de integração de espaços eelementos de arrumação específicos (ex., estantes para livros) e mesmo recantos de trabalho individuais; sobre esta última possibilidade lembremos que, por exemplo, durante a noite e desde que havendo adequados cuidados de espaciosidade global, dimensionamento, adequada pormenorização, isolamento acústico e visual e climatização, os corredores e as sequências de espaços domésticos de circulação e relação, poderão proporcionar e acrescentar novas e estimulantes dimensões ao uso da casa e à sua caracterizção.

4. Hábitos e opções interessantes nos espaços de circulação domésticos

Relativamente aos hábitos no uso da casa e, especificamente, aos velhos hábitos domésticos, importa lembrar que o corredor foi uma “invenção” não muito antiga, pois na casa popular, e no limite, havia um único grande compartimento multifuncional e multiambiental, enquanto na casa nobre ou burguesa se passava, habitualmente, de compartimento para compartimento, na zona principal da casa, havendo, eventualmente, corredores nas respectivas zonas de serviço; de certo modo proporcionando-se nestas habitações mais privilegiadas uma sequência ou até várias sequências de espaços multivivenciais, muito adaptáveis e susceptíveis de variadas conversões formais, mas mantendo-se, em boa parte, uma máxima redução de espaços “apenas” de circulação, e quando existindo a estes se associavam, frequentemente, outros usos diversificados (por exemplo, desde pequenas galerias de arte a zonas de copa alongadas).

E talvez se possam recuperar partes destas estruturas organizativas em algumas renovadas organizações domésticas.

E tanto numa como noutra das referidas duas “situações-limite”, referidas, esquematicamente, a grupos sociais bem distintos em termos de meios, era, frequentemente, o mobiliário que criava e definia espaços e subespaços com usos e ambientes específicos; seja através de grandes móveis/compartimentos, como era o caso das grandes camas /alcovas, seja mediante uso de mobiliário muito versátil, escamoteável e adaptável aos diversos usos e ambientes pretendidos – com os evidentes e associados problemas de privacidade e de conforto ambiental, que, aliás, acabam por ser um pouco e parcialmente recorrentes em “novas modas domésticas”, onde, por exemplo, a cozinha acaba por ser reduzida a uma espécie de palco doméstico, muito pouco adequado para cozinhar.

Tal como se referiu no início deste artigo, ele é um “pequeno artigo”, servindo quase como uma abertura exploratória sobre a temática das circulações domésticas, uma matéria que, tal como também já se referiu, tem sido muito pouco abordada, como merece, tendo-se em conta a grande relação direta e indireta que assume na estruturação evidenciada e, mais ainda, na essencial caraterização de uma habitação; talvez porque no primado dos estdos domésticos funcionalistas, estes espaços de circulação são aqueles considerados como mais simplesmente funcionais, quando não estritamente de mero serviço aos restantes e quando não mesmo “residuais”, isto note-se, evidentemente, nas “imediatas”, más e tão numerosas interpretações do referido partido arquitectónico dito funcionalista.

E para concluir, para já esta matéria, deixam-se três naturais opções-limite a assumir no que se refere ao desenvolvimento dos ditos espaços de circulação domésticos, qualquer delas potencial e positivamente bem caraterizadora da respectiva solução doméstica: (i) ausência ou quase-ausência dos espaços de circulação; (ii) um expressivo desenvolvimento dos espaços de circulação; (iii) e uma sua configuração e desenvolvimento como um para-compartimento distribuidor e/ou centralizador.

E lembra-se que o objectivo será sempre o mesmo: transformar as circulações domésticas em verdadeiros espaços de vida.

 

Notas:

(1) Claude Lamure, "Adaptation du Logement à la Vie Familiale", p. 194.

(2) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 560 e 561.

 

Notas editoriais ao artigo:

O presente artigo corresponde a uma edição muito ampliada e modificada do artigo que foi editado na Infohabitar, em 23/11/2014, com o n.º 510.

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Transformar as circulações domésticas em verdadeiros espaços de vida – Infohabitar # 787

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

abc.infohabitar@gmail.com

abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

terça-feira, janeiro 26, 2021

Diversas opções para os principais ambientes da habitação: propostas organizativas – Infohabitar # 762

 

Importante: ligação direta (clicar) para:  760 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada em janeiro de 2021- 38 temas e mais de 100 autores

 

Infohabitar, Ano XVII, n.º 762

Edição: terça-feira, 26 de janeiro de 2021 

 

Caros leitores da Infohabitar,

A viagem pelos espaços do habitar e designadamente pelos espaços domésticos continua e continuará a ser feita na Infohabitar, integrando a presente série editorial já com assinalável extensão na nossa revista.

Avisam-se, no entanto, os leitores que a edição desta série irá, provavelmente, ser interrompida durante algumas semanas, pois está, atualmente, em fase final de preparação uma nova série editorial com sete artigos muito focados nos aspetos mais desejáveis a desenvolver, especificamente, na promoção de habitação de interesse social .

Lembra-se, novamente, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar para abc.infohabitar@gmail.com , ao meu cuidado).

Considerando a muito crítica evolução da pandemia, sublinha-se, novamente, a vital importância do máximo confinamento e do distanciamento social, conseguidos, designadamente, através do teletrabalho, bem como do respeito por todas as medidas de higiene e proteção amplamente divulgadas.

Não tenhamos dúvida de que boa parte do combate ao vírus passa pelos nossos esforços sistemáticos, pessoais e familiares, que terão de se enraizar nos nossos hábitos diários, mesmo quando temos já entre nós as vacinas, mas quando simultaneamente a pandemia está numa fase muito dura.

Despeço-me, até à próxima semana, enviando saudações calorosas e desejos de força e de boa saúde para todos os caros leitores e seus familiares,    

 

Lisboa, Encarnação, em 25 de janeiro de 2021

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar


Diversas opções para os principais ambientes da habitação: propostas organizativas – Infohabitar # 762

António Baptista Coelho

(texto e imagem)

Resumo

No artigo desenvolve-se uma reflexão sobre o interesse da exploração e do subsequente aprofundamento de uma razoável variedade de propostas organizativas para as zonas e subzonas  da habitação, numa perspetiva que encara criticamente uma, ainda preponderante, preocupação essencialmente funcional, e que visa a melhor adequação a necessidades e desejos habitacionais específicos num quadro de expressiva qualidade arquitectónica e nunca esquecendo a aplicabilidade destas ideias a soluções de habitação de interesse social, naturalmente condicionadas em termos de áreas e de acabamentos.


Diversas opções para os principais ambientes da habitação: propostas organizativas – Infohabitar # 762

Introdução

Em seguida e na sequência do artigo editado na passada semana desenvolvem-se, um pouco mais, as matérias associadas a um leque de propostas organizativas para as zonas domésticas, sob o ponto de vista de diversos autores especialistas nestas matérias, apontando-se, desde já, a importância deste tipo de reflexões, designadamente, quando aplicadas a soluções habitacionais espacialmente muito condicionadas, como é o caso das soluções de habitação de interesse social.

1. Espaços tipologicamente distintos em termos de socialização, privacidade e funcionalidade geral

Harald Deilmann distingue cinco tipos de espaços domésticos e, sequencialmente define cinco zonas domésticas distintas (1):

·      espaços de socialização e comunicação;

·      espaços individuais;

·      espaços sanitários;

·      espaços de preparação de refeições;

·      espaços de circulação.

Fica, de certa forma, a fragmentação funcional totalmente consumada; embora se sublinhe a emerg ência de uma relativa “separação” entre espaços de “socialização e comunicação” e espaços “individuais”, que podem não corresponder, objetiva e respetivamente a salas-comuns e quartos de dormir.

2. Habitações “divididas” pela barreira entre usos essencialmente noturnos ou diurnos

Vamos agora à “última fronteira” funcional a da barreira entre noite e dia, a bem conhecida definição de “zona de quartos” e zona de entrada e recepção.

E nesta matéria e na perspectiva de Claude Lamure, essa distinção “clássica” entre espaços "de noite" e "de dia" terá perdido boa parte da sua razão de ser, porque a falta de espaço obriga crianças e por vezes adultos a passarem parte do dia nos seus quartos "de dormir"; e Lamure propõe que talvez a distinção possa ter mais a ver com as diversas características de privacidade e de convencionalidade no uso e no arranjo dos espaços, que marcam zonas domésticas mais formais ou mais informais. (2)

Poderíamos comentar que essa referida fata de espaço poderá, também, levar crianças, jovens e adultos a usarem mais intensamente a sala-comum e a cozinha (se esta for razoavelmente dimensionada).

E assim ficamos com a velha questão de onde investir mais, espacialmente, nas zonas mais comuns ou nas zonas mais privadas? Isto, evidentemente, quando há consistentes limites de áreas domésticas.

3. Espaços mais formais ou mais informais da habitação – ou domínios das crianças, domínios dos adultos e domínios comuns

Ficamos, então, agora com os conceitos de formalidade e informalidade, matérias que pouco serão aplicáveis nas áreas limitadas da habitação de interesse social, onde, provavelmente, não haveria espaço para a formalidade, mas, como ela subsiste, então as pessoas acabam, por vezes, por se acumularem em partes da habitação para poderem continuar a ser formais noutros espaços da mesma habitação.

Alexander defende que numa habitação para uma família com filhos devem existir dois domínios próprios, especificamente, dos pais e dos filhos, relacionados entre si através de um terceiro domínio, o domínio comum. (3)

.  O domínio dos pais implica isolamento visual e acústico, e, como as crianças correm toda a casa, uma relação directa com uma casa de banho. (4)

.  O domínio das crianças deve considerá-las nos seus momentos de maior energia, evitando-se, que os espaços dos adultos estejam no meio da confusão, protegendo-se os quartos dos adultos e os locais de maior sossego ou com mais fortes exigências de formalidade. (5)

Teremos aqui os domínios das crianças, dos adultos e comum aos dois grupos; uma exigência que parece obrigar a condições especiais de espaciosidade e/ou a uma apurada estratégia de adaptabilidade/conversão espacial.

E nesta matéria talvez que seja bem importante a consideração dos aspetos marcados por condições espaciais, ambientais e de pormenor bastante ligadas às necessidades diversificadas – ex., apoio ao crescimento amplo e à múltipla formação das crianças e ao desenvolvimento de tarefas especializadas de jovens e adultos –, gostos e formas de ação e interação mais associadas aos diversos níveis etários; e atente-se que esta perspetiva pouco ou nada tem sido considerada na conceçao habitacional, sendo que:

  • parte dela pode ser deixada à capacidade de absorção funcional e formal pormenorizada dos variados subespaços domésticos, que depende de condições físicas e ambientais específicas (ex., paredes para encostar móveis e fixar quadros, condições de iluminação, etc.);
  • enquanto outra parte depende de uma adequada capacidade organizativa, de acessibilidade e de adaptabilidade de toda a habitação.


Fig. 1: ... capacidade de absorção funcional e formal pormenorizada dos variados subespaços domésticos, que depende de condições físicas e ambientais específicas (ex., paredes para encostar móveis e fixar quadros, condições de iluminação, etc.);

4. Habitação que se adapta à evolução etária e da composição da família e dos respetivos usos e desejos domésticos

Harald Deilmann (6), que estudou um muito amplo leque de casos práticos, desenvolveu, um pouco mais, esta perspectiva de uma organização doméstica associada a uma evolução da idade da família e chegou às seguintes conclusões:

·      quando existam crianças pequenas, a habitação deve caracterizar-se por um forte relacionamento mútuo entre os seus diversos espaços;

·      quando existam crianças e adolescentes, a habitação deve caracterizar-se por um equilíbrio entre o referido relacionamento mútuo entre os diversos espaços e outros espaços onde seja possível alguma privacidade e autonomia vivencial;

·      quando existam adolescentes e jovens adultos, a habitação deve caracterizar-se por um equilíbrio entre os referidos aspectos de relacionamento mútuo entre os diversos espaços e de existência de outros espaços onde seja possível alguma privacidade e autonomia vivencial e, ainda, outros espaços domésticos com afirmada privacidade e autonomia; quando existam jovens adultos, a habitação deve caracterizar-se pela existência de espaços com forte privacidade e autonomia.

As notas relativas às conclusões de Deilmann acabaram, mas é possível juntar que, quando existam adultos talvez seja de favorecer para além dos espaços com forte privacidade e autonomia, outros espaços com um amplo e adaptável leque de aptidões funcionais e de forte caracterização formal; e quando existirem velhos adultos então, talvez seja a altura de “voltar” a uma certa adaptabilidade e indiferenciação.

Deste registo dos estudos de Deilmann fica uma perspectiva de uma sequência evolutiva da habitação acompanhando o envelhecimento da família, sequência esta que, naturalmente, depende de estarmos em presença de uma habitação expressivamente adaptável, designadamente, em termos dimensionais (referimo-nos a dimensões particularizadas mais do que a áreas) e de versatilidade organizativa e de acessibilidades.

5. Influência da ocupação habitacional no dimensionamento doméstico

Segundo M. Imbert, em habitações fortemente ocupadas e dimensionalmente limitadas não faz sentido incentivar as crianças a permanecerem nos seus quartos, e o resultado é que a sala-comum será por elas apropriada. (7)

As crianças precisam de mais espaço doméstico do que os adultos para as suas diversas actividades, devido à sua grande necessidade de movimento e à sua capacidade limitada de concentração. Por estas razões as famílias com crianças precisam de mais espaço, em geral e, nomeadamente, em vários espaços da casa (sala, quartos ou quarto e casa de banho, para banho assistido).

Desta reflexão de Imbert fica a noção que as maiores tipologias domésticas devem ter áreas funcionais substancialmente acrescidas e que as áreas sociais da habitação (cozinha e sala-comum) deverão oferecer alternativas para diversas actividades de lazer e convívio.

Poderíamos juntar a estas reflexões sobre a maior necessidade de espaço doméstico pelas crianças uma idêntica reflexão sobre as necessidades espaciais e ambientais dos mais idosos, que preferem espaços com algum desafogo e grande clareza de configuração e de organização.

Portanto, sobrando os adultos, talvez que estas condições de relativo desafogo se devam aplicar, sempre que possível, de forma geral.

6. Importância da socialização na estruturação e na espaciosidade domésticas

Finalmente, regista-se a noção do Arq.º Prieur (8) no que se refere a considerar que a principal actividade da família, toda junta, é a conversação por ocasião das refeições, o que faria destacar a importância da localização e das características de conforto e agradabilidade da zona de refeições. Sem se negar a justeza do raciocínio importa comentar que, hoje em dia, talvez a par desta espaço de refeições, que há que defender como pólo convivial doméstico, não é possível deixar de referir a zona onde se vê televisão, igualmente, como pólo de convívio da habitação.

Destas notas retira-se que é fundamental que a organização e o espaço disponível na habitação proporcione a evidenciada instalação de uma mesa de refeições e de um espaço de estar, ambos com excelentes condições para estímulo do convívio e do lazer em casa; se tais espaços não forem possíveis as pessoas irão “fugir”, rapidamente, para os seus quartos ou para fora de casa.

7. Algumas notas sobre os espaços domésticos de teletrabalho

Não se indo desenvolver, aqui, esta matéria, que exige tratamento específico e pormenorizado, importa fazer desde já algumas notas.

A primeira é que qualquer tipo de trabalho realizado em ambiente doméstico deverá poder ser considerado nos respetivos espaços mais privados, ainda que, eventualmente, com um caráter relativamente informal.

Outra consideração é que a reflexão sobre a introdução do teletrabalho “profissional” e razoavelmente generalizado é relativamente revilucionária, pois anteriormente e embora dele se tenha falado quando da “invenção” dos computadores pessoais e da internet, tal possibilidade acabou por ser um pouco esquecida. E o que sempre levámos em conta foram os seguintes tipos de trabalhos “não domésticos”: trabalho de estudantes; passatempos; “restos” eventuais e pontuais de trabalho profissional; e todos eles acabavam por ser possíveis com o tal caráter informal em subespaços relativamente improvisados ou temporalmente convertidos para o efeito.

Naturalmente que para lá destas opções temos sempre que considerar o tradicional trabalho do “profissional liberal” no seu gabinete/compartimento específico, desejavelmente com alguma autonomia de localização/acessibilidade a partir da entrada no fogo; o que já é condição complicada para as vulgares organizações domésticas.

Mas pondo de lado a possibilidade de reservar um compartimento específico para o trabalho profissional, que será sempre caso de exceção, o que o atual e global desenvolvimento do teletrabalho profissional implica em termos domésticos é, no mínimo, um acréscimo dimensional e espacial de determinados compartimentos e a necessidade de tais espaços e ambientes poderem conviver nma base de continuidade com os restantes espaços e ambientes da habitação; e o que dizer quando são os dois elementos de um casal a estarem em teletrabalho profissional!

Breves notas de remate

Abordaram-se vários “temas” de organização doméstica, mas há que ter a noção de que nesta(s) matéria(s) cada bom projectista terá os seus “segredos”, no sentido de ir preferindo certas soluções e experimentando outras, e em todas estas matérias tudo se ganha com o estudo e a visita cuidadosa ao leque mais alargado possível de soluções.

Em outros artigos desta série editorial, ao avançar pelos diversos espaços da habitação, iremos procurar aprofundar um pouco dessa rica e importante/fundamentada diversidade que deve marcar uma renovada e adaptável estruturação doméstica.

Notas:

(1) Harald Deilmann; J. Kirschenmann; H. Pfeiffer, "The Dwelling / Dwelling-types, Building-types", p. 39.

(2) Claude Lamure, "Adaptation du Logement à la Vie Familiale", p. 106.

(3) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", p. 350.

(4) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 577 e 578.

(5) Christopher Alexander; Sara Ishikawa; Murray Silverstein; et al, "A Pattern Language/Un Lenguaje de Patrones", pp. 581 e 582.

(6) Harald Deilmann; J. Kirschenmann; H. Pfeiffer, "The Dwelling / Dwelling-types, Building-types", pp. 25 e 30.

(7) M. Imbert, "Mission d'Études de la Ville Nouvelle du Vaudreil", p. 13.

(8) P. H. Chombart de Lauwe, et al, "Famille et Habitation I, Sciences Humaines et Conceptions de l'Habitation", pp. 175, 176 e 177.


O presente artigo corresponde a uma edição ampliada, modificada e revista do artigo que foi editado na Infohabitar, em 27/07/2014, com o n.º 493.

 

Notas editoriais:

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(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.


Infohabitar, Ano XVII, n.º 762

Diversas opções para os principais ambientes da habitação: propostas organizativas – Infohabitar # 762

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa. 

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Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENAC