Mostrar mensagens com a etiqueta habitat humano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta habitat humano. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 01, 2023

Notícias diversas sobre o habitat humano 01 – Infohabitar # 846

Ligação direta (clicar no link seguinte ou copiar para site de busca) para aceder à listagem interativa de 840 Artigos editados na Infohabitar – edição de janeiro de 2022 com links revistos em junho de 2022 (38 temas e mais de 100 autores):

https://docs.google.com/document/d/1WzJ3LfAmy4a7FRWMw5jFYJ9tjsuR4ll8/edit?usp=sharing&ouid=105588198309185023560&rtpof=true&sd=true


Notícias diversas sobre o habitat humano 01 – Infohabitar # 846  

Infohabitar, Ano XIX, n.º 846

Edição: quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2023

 

Caros leitores da Infohabitar,

Com o presente artigo iniciamos a edição de uma nova sequência de artigos, neste caso relativos a diversas notícias sobre o habitat humano, procurando-se, aqui, com informalidade, divulgar variadas notícias sobre as amplas matérias do habitat humano.

Estas notícias podem ser simples referências de “links” a artigos saídos na imprensa nacional e estrangeira, mas também breves resenhas bibliográficas, divulgações de eventos técnicos e científicos, apresentações sintéticas de instituições com trabalho feito na área e outros aspetos que mereçam destaque.

Alternando com estes artigos informativos prevemos continuar a editar novos artigos  relativos ao Programa de Habitação Adaptável e Intergeracional através de uma Cooperativa a Custo Controlado (PHAI3C), visando-se que até finais de 2023 consigamos chegar ao remate desta fase do estudo, numa fase de documento-base, editado em artigos/subcapítulos – e salienta-se que durante 2022 foram editados 18 destes artigos sobre o PHAI3C.

Recorda-se, como sempre, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de artigos, agora também informativos (a enviar ao meu cuidado, para abc.infohabitar@gmail.com).

Despeço-me, até à próxima semana, enviando saudações calorosas e desejos de força e de boa saúde para todos os caros leitores,     

Lisboa, em 1 de fevereiro de 2023

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar

 

Resumo

Notícias de diversos tipos sobre temáticas ligadas ao habitat humano.

 

Notícias diversas sobre o habitat humano 01 - Infohabitar # 846


1. Eventos técnicos e científicos previstos (com breve resumo retirado/citado dos respetivos sites)

Neste primeiro artigo de divulgação sobre notícias diversas na área do habitat humano salientam-se os seguintes eventos e os respetivos sites:

International Social Housing Festival, Barcelona 6th-9th June, 2023

https://socialhousingfestival.eu

Barcelona

 

CIRMARE 2023 – VI Congresso Internacional na “Recuperação, Manutenção e Reabilitação de Edifícios”

Covilhã

1º Call for Papers

A página web do Congresso está disponível em https://cirmare.com/ 

Mais informamos que a data-limite de submissão de artigos completos para revisão é 21 de abril de 2023. 

Covilhã e UBI, 16 janeiro 2022 

A Comissão Organizadora 

Prof. Dr. João Carlos Gonçalves Lanzinha, UBI               

Prof. Dr. Eduardo Linhares Qualharini, UFRJ 

Texto de apresentação (retirado do site do congresso)

A Universidade da Beira Interior e a Universidade Federal do Rio de Janeiro vão organizar na cidade da Covilhã, Portugal, nos dias 5, 6 e 7 de dezembro de 2023, o CIRMARE 2023 – VI Congresso Internacional na “Recuperação, Manutenção e Reabilitação de Edifícios”.

Com o tema “Resiliência e Adaptação de Edifícios e Cidades para as Mudanças Climáticas”, o CIRMARE 2023 tem como objetivo contribuir para o conhecimento e promoção de práticas na Reabilitação que impulsionem a resiliência e adaptação dos edifícios e cidades e identifiquem novas soluções para atender as necessidades futuras de uma sociedade contemporânea que se pretende mais sustentável nos seus princípios e na sua ação. Assim, este congresso internacional promoverá uma oportunidade ideal para a troca de informações entre profissionais e investigadores que atuam na área de recuperação, manutenção e reabilitação dos bens edificados e das cidades.

XVIII ENCAC e XIII ELACAC – 2023

XVII ENCONTRO NACIONAL DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO /XIII ENCONTRO LATINO-AMERICANO DE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRUÍDO

São Paulo - SP

 

www.encac2023.com 

email encac2023@gmail.com

Texto de apresentação (retirado do site do congresso)

Gostaríamos de informar que o XVIII ENCAC e XIII ELACAC – 2023 será realizado na cidade de SÃO PAULO sediado e organizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O evento será realizado nos dias 26 a 28 de outubro de 2023 no Campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Nesta ocasião, gostaríamos de convidá-los a submeterem suas propostas de artigos para o evento que terá as seguintes áreas temáticas:

1 - Acústica Arquitetônica e Urbana

2 -Clima e Planejamento Urbano

3 - Conforto Térmico

4- Desempenho Térmico do Ambiente Construído

5- Eficiência Energética

6- Iluminação Natural e Artificial

7 - Avaliação Pós-Ocupação aplicada ao Conforto Ambiental e à Ergonomia

8- Práticas didáticas em Conforto Ambiental no Ambiente Construído

 

 

2. Eventos técnicos e científicos realizados (com referências da respetiva organização)

Social Housing and the Recovery Plans – pathways to solutions

How much progress have Member States made one year after the majority of countries have adopted their plans for recovery?

Lisbon, Portugal, 15 November 2022 | Published in Future of the EU & Housing

https://www.housingeurope.eu/resource-1741/social-housing-and-the-recovery-plans---pathways-to-solutions

 

International Conference “Social Housing and the Recovery Plans – pathways to solutions”

Organização nacional: Câmara Municipal de Lisboa e Gebalis, com a coordenação do Dr. João Carvalhosa

Videos of the sessions:

10th November, morning: https://www.youtube.com/watch?v=5qHkKM7DlmQ&t=10203s

10th November, afternoon: https://www.youtube.com/watch?v=k0mTKsLuseo

11th November, morning: https://www.youtube.com/watch?v=7zqZ77p-MT4

 

2. Referências a artigos (com brevíssima nota temática)

Neste primeiro artigo de divulgação sobre notícias diversas na área do habitat humano salientam-se os seguintes artigos, com referência aos respetivos títulos originais (com os quais será possível realizar uma busca simples na www):

Infohabitar: catálogo interativo de 840 artigos

Divulga-se o novo Catálogo Interativo, agora, de 840 artigos da Infohabitar, que no último ano se dedicou à divulgação de 18 artigos sobre habitação intergeracional participada; o catálogo está disponível na Infohabitar mas também no link abaixo indicado.

https://docs.google.com/document/d/1WzJ3LfAmy4a7FRWMw5jFYJ9tjsuR4ll8/edit?usp=sharing&ouid=105588198309185023560&rtpof=true&sd=true

 

Conheça os artigos mais lidos na PARC - Pesquisa em Arquitetura e Construção - em 2022

Visite nosso site para ler o comunicado completo .

PARC Research in Architecture and Building Construction
http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/parc

 

Artigo intitulado:

17 Books About Cities We Read This Year

Autoria: Sarah Holder

Fonte: Bloomberg, Citylab

Nota temática: excelente resenha

 

Artigo intitulado:

10 Years Later, a Return Trip to ‘Walkable City’

Autoria: Jeff Speck

Fonte: Bloomberg, Citylab

Nota temática(excerto)  : In an excerpt from the book’s new 10th anniversary edition, author and urban planner Jeff Speck looks at how the streets of US cities have changed.

 

Artigo intitulado: (Vídeo)

Vienna's Radical Idea? Affordable Housing For All

Autoria: Bloomberg, Citylab, Prod. Gloria Kurnik, Editor. James Bullock e Gloria Kurnik

Fonte: Bloomberg, Citylab

Nota temática (excerto): As cities around the world grapple with a crisis of affordable housing, Vienna has been keeping it at bay. How the Austrian capital got there may offer a model strategy for cities worldwide. (Source: Bloomberg)


Artigo intitulado:

Las veinte localidades amuralladas imprescindibles en España que no debes perderte

Autoria: Javier Blanco

Fonte: LARAZON

Nota temática (excerto): Son capìtales y pequeños pueblos que merecen una obligada visita por la importancia que tuvieron en la historia de nuestro país y por el encanto que derrochan

 

 

3. Referências a livros e estudos (com brevíssima nota temática, retirada da respetiva divulgação)

Avaliação pós-ocupação no programa Minha Casa Minha Vida: uma experiência metodológica

Simone Villa, Rita Saramago, Lucianne Casasanta Garcia

https://www.academia.edu/28749936/Avalia%C3%A7%C3%A3o_p%C3%B3s_ocupa%C3%A7%C3%A3o_no_programa_Minha_Casa_Minha_Vida_uma_experi%C3%AAncia_metodol%C3%B3gica

 

O objetivo principal deste livro é apresentar ao público leitor a experiência de elaboração de um processo de avaliação do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), na modalidade viabilizada com recursos do Fundo de Arrenda- mento Residencial (FAR) para famílias com faixa de renda de até R$ 1.600 mensais, na cidade de Uberlândia (MG). Assim, a pesquisa aqui relatada, financiada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) no segundo semestre de 2014, buscou desenvolver e testar uma metodologia de APO a partir da aplicação inicialmente de um pré-teste e, posteriormente, em dois estudos de casos na cidade, a fim de identificar possíveis alterações para a elaboração do roteiro (método) definitivo de APO – tendo em vista também a possibilidade de replicação dos instrumentos desenvolvidos em outras cidades brasileiras. Para tanto, a equipe adotou a metodologia de APO em habitações já elaborada e testada em pesquisas anteriores (ABIKO e ORNSTEIN, 2002; VILLA, 2010; VILLA, SILVA e SILVA, 2010; VILLA e ORNSTEIN, 2013). Propôs-se ainda a ampliação da metodologia de APO inicialmente desenvolvida para englobar questões relativas à sustentabilidade das unidades habitacionais analisadas, identificando-se o nível de consciência ambiental dos moradores, através da análise de seus hábitos e ações. No sentido de complementar as variadas formas de avaliação e análise dos resultados, foi estipulada para a APO proposta a adoção de múltiplos métodos de natureza qualitativa e quantitativa, baseada em seis instrumentos distintos, detalhados neste livro: (i) o levantamento de dados, (ii) a análise Walkthrough, (iii) a pesquisa de perfis familiares, (iv) os questionários, (v) a análise dos usos e, por fim, (vi) o grupo focal. A definição da metodologia se baseou nos seguintes aspectos: (i) APO de média duração (6 meses); (ii) abordagem funcional, comportamental e ambiental dos espaços; (iii) ênfase no bairro, lote e unidade; (iv) aplicação de várias técnicas, qualitativas e quantitativas; e (v) uso de linguagem simples e clara…

 

4. Referências a entidades

 

 

Notas editoriais gerais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações. 

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

Etiquetas/palavras chave: notícias sobre habitat humano; informações habitacionais; eventos habitacionais

Notícias diversas sobre o habitat humano 01 – Infohabitar # 846

Infohabitar, Ano XIX, n.º 846

Edição: quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2023

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho, Investigador Principal do LNEC

abc.infohabitar@gmail.com, abc@lnec.pt

A Infohabitar é uma Revista do GHabitar Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação atualmente com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) e anteriormente com sede no Núcleo de Arquitectura e Urbanismo do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

segunda-feira, julho 02, 2018

647 - Sobre o habitar - a propósito do livro de Juhani Pallasmaa “Habitar” - Infohabitar 647

Infohabitar, Ano XIV, n.º 647
Artigo da Série “Apresentação comentada de livros sobre o Habitat Humano", n.º II

Sobre o habitar - a propósito do livro de Juhani Pallasmaa “Habitar”

Infohabitar 647


Nota prévia editorial sobre a nova Série: “Apresentação comentada de livros sobre habitat humano”

Com este artigo dá-se continuidade a uma linha editorial da Infohabitar, intitulada  “Apresentação comentada de livros sobre habitat humano”, desejada desde há muito, aqui na Infohabitar, e referida a uma apresentação, desenvolvida e, em alguns casos, comentada, de livros recentes e/ou considerados significativos nas áreas temáticas da nossa revista.

Não vai haver grandes limites relativamente ao ano de edição, havendo, naturalmente, um relativo privilegiar de livros recentes e, portanto, provavelmente, menos conhecidos dos leitores, e sendo, sempre, de ter em conta a desejável disponibilidade editorial dos livros apresentados e comentados; mas os “velhos clássicos”, conhecidos, mal conhecidos ou injustamente pouco ou nada referidos não serão esquecidos, pelas razões óbvias e, até, porque há, sempre, as bibliotecas ...

Como os leitores sabem, tem havido já apresentações de livros na nossa revista, mas realizadas de modo eventual e sem periodicidade, ou sem um desenvolvimento ou comentário, decorrentes de uma sua leitura completa e atenta, por um dado autor, que, naturalmente, apresenta a sua opinião pessoal sobre a obra que é apresentada.

Julga-se que a actualidade é marcada pela enorme riqueza do acesso directo e indirecto à informação, através do muito de que descobrimos e do que lemos na WWW, mas também por uma expressiva “velocidade” e, por vezes, alguma ligeireza na consideração e na reflexão sobre o praticamente infinito campo de documentação existente (também na WWW) sobre uma dada temática. Esta velocidade parece ser incontornável face à quantidade da referida documentação e informação, mas, por vezes, talvez não nos proporcione um adequado “respiro” e salutar e relativo distanciamento no pensar, aprofundada e pacientemente, sobre um dado tema, dificultando a geração de ideias bem sedimentadas e desenvolvidas; e tudo isto ainda influenciado por uma actualidade em que mesmo as livrarias dificilmente disponibilizam um adequado acervo editorial, substituído pelo leque de edições mais recentes e continuamente renovadas; mas há, sempre, as bibliotecas ...

Parece ser, assim, altura para poder reduzir um pouco essa velocidade de “absorção de ideias/informação”, concentrando-nos, também, com algum detalhe e tempo sobre a sequência de ideias que um dado autor desenvolve num dado livro; neste caso, evidentemente, em matérias referidas às temáticas abordadas aqui na nossa revista – e quando estava a escrever esta “justificação” lembrei-me que será um pouco como resgatar o “slow-reading”, conceito este aqui reinventando um pouco à imagem da “slow-food” e das “slow-cities”, numa perspectiva que não põe em causa, nem o podia fazer, a velocidade do tempo e da investigação atuais, mas que deseja não dar a perder a riqueza de uma velocidade mais lenta, e eventualmente talvez mais fundamentada e ponderada, o que parece ser até bem oportuno quando se está a (re)pensar, profunda e diversificadamente, sobre o atual e futuro quadro do habitat humano pormenorizado, urbano e habitacional.

A partir de agora a Infohabitar irá, assim, procurar manter uma periodicidade mensal relativamente a esta sua nova linha editorial de apresentação comentada de livros na grande temática do habitat humano.

O editor da Infohabitar
António Baptista Coelho


Habitar no espaço e no tempo - a propósito do livro de Juhani Pallasmaa “Habitar” - Infohabitar 647

por António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com


Breves notas explicativas
No texto que se segue faz-se uma reflexão livre e uma apresentação comentada relativamente ao livro de Juhani Pallasmaa (*) intitulado Habitar”, editado pela Editorial Gustavo Gili (GG), Barcelona, em 2016 (**).
Salienta-se que o livro tem, já, uma edição em português, também da mesma editora, de 2017 – ver https://ggili.com/habitar-livro.html

Importa desde já clarificar que os comentários desenvolvidos são, evidentemente, pessoais, designadamente, quando se apresentam reflexões que decorreram da respectiva leitura.
Na parte inicial do texto incluem-se aspectos mais objectivos, referidos à constituição, estrutura e conteúdos do livro, embora possa acontecer que as respectivas traduções não sejam as mais correctas e/ou adequadas à intenção do autor; e por este facto e desde já se apresentam as devidas desculpas – isto porque a leitura se fez sobre a referida tradução em castelhano.
Nas reflexões e notas que se seguem procurou-se um perfil de natural contenção, seja porque se considera que a apresentação de um livro não será o local adequado para maiores desenvolvimentos, seja porque de forma alguma se pretende substituir a leitura directa do livro; cuidado este que também esteve presente na apresentação da sua estrutura geral, que não integra todas as temáticas presentes no livro.
E desde já se recomenda a leitura desta obra de Juhani Pallasmaa.


Apresentação geral
Em primeiro lugar apetece referir a cuidada edição deste “pequeno” livro, com a sua atraente e simples ilustração de capa (parece ser o perfil esquematizado do autor), praticamente um “livro de bolso”, bem manuseável, e que, assim, nos desafia a levá-lo connosco para o irmos lendo, calma e agradavelmente; numa atitude que está bem de acordo com os ensaios que nele estão compilados.
O livro tem 127 páginas e a sua organização geral proporciona: (i) seja uma leitura sequencial a partir do respetivo e sintético prólogo, seguindo-se cinco temas/ensaios específicos, mas expressivamente sequenciais, também em termos cronológicos (desde 1994 a 2015); (ii) seja uma leitura tema/ensaio a tema/ensaio, que se recomenda seja feita após a leitura do referido prólogo; e, considerando a dimensão da obra e o seu interesse, considera-se que uma leitura inicial global irá permitir, posteriormente, o agradável retornar aos seus diversos temas.
Interessa ainda sublinhar tratar-se de um livro com um muito amplo leque de potenciais leitores, que, muito claramente, e embora tratando-se de ensaios teóricos e com grande relação com a prática elaborados por um arquitecto, poderão ser pessoas com perfis disciplinares muito diversos, desde que interessadas pela temática do habitat humano.
E julga-se que é sempre de saudar e sublinhar a gradual construção de um verdadeiro corpo teórico-prático, neste caso da disciplina da Arquitectura, a partir de consolidadas contribuições de investigadores e pensadores do respetivo ramo teórico, pois Juhani Pallasmaa é arquiteto.


Estrutura e principais temas
Depois de um prólogo pouco extenso, com grande interesse e expressiva autonomia, intitulado “habitar no espaço e no tempo”, e no qual o autor também introduz, minimamente, os ensaios que são, depois, apresentados; temos, cronologicamente, os seguinte temas/ensaios: Identidade, intimidade e domicílio (1994, 31 pg.); O sentido da cidade (1996, 10 pg.); O espaço habitado (1999, 27 pg.); A metáfora vivida (2002, 21 pg.); Habitar no tempo (2015, 13 pg.); concluindo-se com a referência à origem dos referidos ensaios.


Notas elaboradas a partir da leitura do livro “Habitar” de Juhani Pallasmaa
Apontam-se, em seguida, alguns aspetos e ideias que resultaram da leitura do livro e para uma mais fiel relação com a obra do autor vão sendo realizadas numerosas citações, entre aspas, de frases de Pallasmaa, lidas no seu livro; relembrando-se as já apresentadas desculpas relativamente a eventuais deficiências na tradução.

Registam-se e salientam-se, desde já, as palavras com que Juhani Pallasmaa inicia este livro, e nas quais cita o Arq.º Wang Shu (Prémio Pritzker 2012), quando este refere que “para mim qualquer tipo de arquitetura, seja qual for a sua função, é uma casa. Só projeto casas, não arquitetura. As casas são simples. Mantêm sempre uma relação interessante com a verdadeira existência,  com a vida”.
Há aqui, portanto, um grande enfoque na importância do habitar na arquitetura, numa perspetiva que alarga esse sentido de habitar a todas as ações arquitetónicas, e portanto a todas as marcas humanas expressivamente caraterizadas e qualificadas.
Para Juhani Pallasmaa o habitar “é fundamentalmente um intercâmbio e uma extensão; por um lado o habitante situa-se no espaço e o espaço situa-se na consciência do habitante, e, por outro lado, esse lugar converte-se numa exteriorização e numa extensão do seu ser , tanto do ponto de vista mental como físico.”
Uma perspetiva que põe em relevo  papel da humanização na ação arquitetónica ou numa arquitetura, basicamente, (mais) humanizada – preocupada com o homem que é, sempre, o seu habitante.

E, sequencialmente, Pallasmaa avança para a caraterização do que pode/deve ser uma Arquitetura, desejavelmente, tão sensível como “simples” (aspas minhas), e citando Ludwig Wittgenstein, defende que “não pode haver arquitetura onde não há nada a sublimar”.
E remata defendendo que “no mundo obscenamente materialista de hoje a essência poética da arquitetura está ameaçada simultaneamente por dois processos opostos: a funcionalização e a estetização.”
Processos estes que parecem afastar-se dessa (sempre difícil) simplicidade e humanização arquitetónica, esse novelo de qualidades que estão bem presentes nas cidades e nos edifícios antigos, pois:
“As cidades e os edifícios antigos são acolhedores e estimulantes [...], incorporam e evidenciam as marcas/pegadas de um momento diferente do nosso sentido de tempo contemporâneo, nervoso, apressado e liso; projetam um tempo «lento», «espesso» e «táctil».”
E não seria possível deixar aqui de lembrar, a propósito, a noção de “slow-cities”, já apontada no início deste artigo, uma noção que não põe em causa a velocidade do tempo actual, mas que deseja não perder a riqueza de uma velocidade mais lenta, e eventualmente talvez mais fundamentada e ponderada, que marca, em profundidade, tantas das cidades e dos edifícios que mais nos marcam/marcaram e de que mais gostamos.

Depois, mais à frente, Pallasmaa defende que “na nossa cultura da abundância chegámos a converter-nos em pessoas sem lar/hogar.”
E, a propósito, não poderia deixar de referir que, há já alguns anos, numa sessão de apresentação de um livro fui questionado, depois de defender um habitat humano verdadeiramente caraterizado e apropriável, por uma pessoa do público que defendia que a habitação atual não deveria ter nada a ver com isso, sendo , sim, um simples produto de consumo.
Mas, afinal, quem sabe se tudo isto não tem, também, a ver com a real dificuldade de se desenvolver essa verdadeira expressividade e humanização no habitat humano, que se liga, tal como aponta Pallasmaa, aos “aspetos mais subtis, emocionais e imprecisos do lar."
E, consequentemente, e tal como aponta o autor, a arquitetura actual caracteriza-se por uma gradual “perda de empatia para com o habitante”, num afastamento da visão social e/ou empática da vida, procurando “encarniçadamente evitar ou eliminar a imagem onírica” [da casa/do lar].
E sobre esta importante matéria que marca (pode marcar) a caraterização do habitat humano e, naturalmente, a sua conceção arquitetónica, esse sonhar a casa/o lar, Pallasmaa questiona se os arquitetos o fazem, ou será que serão os artistas a fazê-lo, mais naturalmente; e incuindo, aqui (digo eu), alguns arquitetos artistas, que concebem “também” (aspas minhas) com arte, sistemática ou excepcionalmente – isto porque, evidentemente, a obra de arte vai acontecendo, julga-se, de forma não sistemática.
E por isso e tal como refere Pallasmaa, “as obras artísticas que tratam o espaço, a luz, os edifícios e o habitar podem proporcionar lições valiosas aos arquitetos sobre a própria essência da arquitetura.”

Depois, sobre a essência do lar/fogo, o autor refere que “não é um simples objeto, ou um edifício, mas um estado difuso e complexo que integra recordações e imagens” e que se tem de caraterizar, tanto por um sentido de estabilidade/permanência – referindo-se Pallasmaa  a Bachelard –, como por um cuidado equilíbrio entre comunidade e privacidade – referindo-se o autor ao livro de Alexander e Chermayeff, “Comunidade e Privacidade” (e não posso aqui de referir que, desde há muito tempo, não registava uma referência específica a esta obra, que também considero fundamental).

Pallasmaa desenvolve, em seguida, as estimulantes matérias da imagem, da nostalgia, da identidade e da intimidade no lar/habitação, passando, depois, para o que designa de “ingredientes do lar/casa”, sendo alguns deles mais genéricos e outros mais específicos e, por vezes, simbólicos (ex., a chaminé, a mesa).

E finalmente, nesta matéria da caraterização do habitar/lar aborda a relação da respetiva conceção arquitetónica com objetivos de tolerância, mas também de estímulo e de um forte relacionamento com a vida; e aqui aponta que a arquitetura contemporânea de vanguarda tende a abandonar a problemática do habitar, e que a arquitetura actual “parece ter abandonado por completo a vida e ter-se dirigido para a pura invenção arquitetónica”; e sobre esta matéria cita um famoso arquiteto bem conhecido, que defende que, atualmente, a arquitetura deve abrigar e não romantizar essa função de abrigo.

Juhani Pallasmaa passa depois para um ensaio sobre o sentido da cidade – a cidade percebida, recordada e imaginada.
Poderíamos nós dizer: a cidade bem habitada e sentida. Apontando interessantes aspetos, como os que são, em seguida, registados: que “a cidade contém mais do que se pode descrever”;  que “a imagem de uma cidade acolhedora não é uma expressão visual, mas sim um princípio integrado que se baseia numa dupla e peculiar fusão: habitamos a cidade e a cidade habita-nos.”
E depois fala/escreve sobre as cidades que se visitam e nos visitam continuamente, sobre as cidades multisensoriais, sobre os remansos verdes e apaziguadores que marcam as cidades, sobre as cidades “afortunadas” junto à agua, e sobre as cidades velozes na sua perceção; rematando, de certa forma, com algumas ideias:
“ Temos uma capacidade inata para recordar e imaginar lugares. A perceção, a memória e a imaginação estão em constante interação;”
“há cidades que permanecem como meras imagens visuais ao ser recordadas, e cidades que se recordam em toda a sua vivacidade/animação.”   
E parece ser , aqui, tão interessante como oportuno ensaiar a aplicação destas últimas noções ao habitar no seu conjunto e lembrando o lar/casa: e tudo se aplica, praticamente da mesma forma; recordar e imaginar/recriar lugares, lembrar ativamente sítios verdadeiramente habitados/vivos e expressivamente caraterizados.

Depois, naturalmente, Pallasmaa avança para a temática global do “espaço habitado”, num extenso ensaio em que aborda diversos subtemas, entre os quais se salientam os seguintes: o mundo e a mente, o espaço existencial (“vivemos um mundo onde o material e o mental, o experimentado, o recordado e o imaginado, se fundem completamente entre si”); a realidade da imaginação; a realidade da arte; utilidade e inutilidade (“na opinião de Alvar Aalto a arquitetura não é em absoluto uma área da tecnologia; é uma forma de «arqui-tecnologia».” Pallasmaa citando Göran Schildt, em “Alvar Aalto Luonnoksia”); novidade e eternidade; arte e emoção; a tarefa da arte; o conhecimento através da arte; o pensamento sensorial; a mão que pensa,
e aqui chegado Pallasmaa cita (a partir de “The Sculptor Speaks” de Philip James) o que julgo ser uma extraordinária frase do grande escultor Henry Moore sobre como o escultor deve “«agarrar» simultaneamente múltiplos pontos de vista na sua obra” – e citando o princípio da frase de Moore, que podemos usar no que considero ser uma excelente aproximação também à conceção arquitetónica:
“Isto é o que o escultor deve fazer. Deve esforçar-se continuamente em pensar a forma, e utilizá-la, na sua completa totalidade espacial[...] Visualiza mentalmente uma forma complexa a partir tudo o que a rodeia; enquanto olha de um lado sabe como é o outro; identifica-se com o seu centro de gravidade, a sua massa, o seu peso; está consciente do seu volume e do espaço que a forma move/subtrai no ar.”
E Pallasmaa termina este ensaio com um texto que salienta a importância da imaginação para uma vida plena e digna.

O ensaio que se segue intitula-se “a metáfora vivida” e nele o autor contrapõe a actual cultura materialista e racional, que considera os edifícios como elementos apenas instrumentais e utilitários e que os “equipa”, estrategicamente, com imagens visualmente estimulantes mas não radicadas na nossa experiência existencial, a  uma arquitetura onde “as casas da nossa memória e imaginação estruturam as nossas experiências” – relativas ao habitar casa e cidade, de certa forma, intermediando e estruturando essa mútua relação.
E, sequencialmente, no ensaio aborda variados temas, entre os quais se apontam os seguintes: a arquitetura como matáfora; a imagem poética; a imagem arquitetónica (“a arquitetura humaniza o mundo ao dar-lhe uma medida e um horizonte”); a casa e o corpo; a historicidade das imagens; imaginário da janela e da porta; tradição e novidade (“a tradição é uma impressionante sedimentação de imagens e não pode inventar-se, só se pode viver-se. A tradição constitui uma escavação sem fim de mitos, recordações e experiências comuns.”).

Juhani Pallasmaa conclui este seu livro com um ensaio recente (2015) sobre o “habitar no tempo” e nele, de certa forma, parece estabilizar uma série de ideias anteriormente apontadas no livro, citando-se, aqui, algumas delas.
. “Ao mediar entre o mundo e nós próprios a arquitetura proporciona marcos e horizontes diferenciados para a experiência, o conhecimento e o significado. Essa visão que hoje prevalece da arquitetura como simples objeto e estrutura visual estetizada é, portanto, significativamente errónea.”
. “No entanto, para além de vivermos no espaço também habitamos o tempo, e a arquitetura medeia igualmente a nossa relação com a passagem do tempo, dando assim uma medida humana ao tempo interminável. “
E, a propósito, não seria possível deixar de referir mais uma daquelas obras sobre arquitetura que deveriam marcar, sempre, a formação em arquitetura: trata-se, naturalmente, do livro de Kevin Lynch “What time is this place?” (1972).
. “Para além de criar a experiência de um espaço único e diferenciado a tarefa fundamental da arquitetura é conservar e definir um sentido de continuidade cultural e salvaguardar a nossa experiência do passado;”
. “As identidades não aderem a coisas isoladas, mas sim à continuidade da cultura e da vida.”
E, “finalmente” (aspas minhas), Juhani Pallasmaa sublinha o caráter e a importância dos sítios/lugares antigos:
“ Um cenário sofisticado, com a sua autoridade e profundidade históricas, coloca-nos em sintonia com as qualidades sensoriais/sensíveis e de entendimento tanto do caráter humano como do cultural”; uma afirmação que, na minha opinião, se aplica com toda a adequação a qualquer obra relevante de arquitetura.

Juhani Pallasmaa termina este seu "Habitar" com a seguinte frase: “La arquitetura relevante permite experimentarnos a nosotros mismos como seres completamente corpóreos y espirituales.”

Boa leitura, é o que se deseja,

António Baptista Coelho


(*)Juhani Pallasmaa  (Hämeenlinna, 1936) é arquitecto em Helsínquia, foi professor de Arquitectura na Universidade de Tecnologia de Helsínquia, director do Museu de Arquitectura da Finlândia e professor convidado em diversas escolas de arquitectura em todo o muno; é autor de numerosos artigos sobre filosofia, psicologia e teoria da arquitectura e da arte, e de um conjunto de livros bem conhecidos.
(notas retiradas da apresentação do autor na badana do livro)

Outros livros de Juhani Pallasmaa  na Gustavo Gili:
. La imagen corpórea. Imaginación e imaginário en la arquitectura.
. La mano que piensa. Sabiduria existencial y corporal en la arquitectura
. Los ojos de la piel. La arquitectura y los sentidos
  Prólogo de Steven Hall y epílogo de Peter Mackeith

(**) Juhani Pallasmaa, "Habitar", Editorial Gustavo Gili (GG), Barcelona, 2016
Tradução de Àlex Giménez Imiralzadu
127 pg., sem figuras.
ISBN: 978-84-252-2923-7

Página do site da editora dedicado ao livro, na sua edição em português:
https://ggili.com/habitar-livro.html

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIV, n.º 647
Artigo da Série “Apresentação comentada de livros sobre o Habitat Humano", n.º II
Habitar no espaço e no tempo - a propósito do livro de Juhani Pallasmaa “Habitar” - Infohabitar 647
Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
abc@lnec.pt

Infohabitar, Revista da GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativa de Habitação Económica (FENACHE).
Editado nas instalações do Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT) do Departamento de Edifícios (DED) do LNEC.

Apoio à Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.



terça-feira, fevereiro 14, 2017

603 - O habitat humano no espaço da lusofonia na Semana CIHEL2017 de 5 a 10 de março – Infohabitar 603

Infohabitar, Ano XIII, N.º 603

O habitat humano no espaço da lusofonia na Semana CIHEL2017 de 5 a 10 de março – Infohabitar 603

Semana do Congresso Internacional da Habitação no Espaço Lusófono (CIHEL): 1. as Conferências CIHEL no Porto, 5 e 6 de março; 4.º CIHEL, na Covilhã, 7 a 10 de março




É com muito gosto que salientamos que a Semana CIHEL2017 e os seus principais eventos estão já numa fase muito avançada de preparação, com um estimulante e diversificado conjunto de intervenções previstas para as 1. as Conferências CIHEL no Porto, dias 5 (visitas) e 6 de março, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, ao Palácio de Cristal, numa iniciativa diretamente apoiada pela Câmara Municipal do Porto e pela sua Domus Social EM – como poderão ver, em seguida –, e, no âmbito do 4.º CIHEL, com cerca de 180 comunicações originais e um conjunto muito significativo de palestrantes previstos para o Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura da Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, entre 7 e 9 de março, próximos.
No Porto, em Viseu e a partir do Fundão serão, ainda, desenvolvidas várias visitas técnicas – apontadas também neste artigo.


1. as Conferências CIHEL no Porto


Visitas Técnicas: Domingo, 5 de março:
14h30 - Receção na Câmara Municipal do Porto (Praça General Humberto Delgado - Porto)
15h00 – Visitas técnicas (Bairros Sociais/de Interesse Social)
Visita A (habitação de interesse social: 2 operações públicas + 2 cooperativas): Cooperativa de Massarelos (Arq.ºs Francisco Barata Fernandes e Manuel Fernandes de Sá); Bairro Rainha D.ª Leonor (Arq.ª Inês Lobo); Cooperativa de Aldoar (Arq.º Manuel Correia Fernandes); Bairro de Ramalde (Eng.º Vasco Peixoto de Freitas, Arq.º Nuno Valentim).
Visita B (habitação de interesse social: 3 operações públicas + 1 cooperativa): “Ilha” da Bela Vista (Cerejeira Fontes / Layout Serviços de Engenharia, Lda.); Cooperativa da Bouça / Águas Férreas (Arq.os Álvaro Siza e António Madureira); São João de
Deus (Arq.º Nuno Brandão Costa); Lagarteiro (Arq.º Paulo Tormenta Pinto). 
20h30 – Boas-vindas, Câmara Municipal do Porto (local a definir)

Segunda-feira, 6 de março - Grande Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Palácio de Cristal), Porto
09h00 – Abertura institucional com organizadores e responsáveis da Câmara Municipal do Porto
10h00 – Temas/Intervenções:
A Cidade Habitada na América do Sul (Brasil) – Héctor Vigliecca, com apresentação de Carlos Almeida Marques;
A Cidade Habitada e a Cidade por Habitar - Valdemar Cruz; António Figueiredo, Pedro Ramalho, Vítor Abrantes.
13h30 /15h00 – Almoço livre
15h00 – Temas/Intervenções:
Novos e Velhos Modos de Habitar - Nuno Lacerda Lopes, Nuno Brandão Costa, Álvaro Domingues, Virgílio Borges Pereira, Paulo Tormenta Pinto;
A Construção do Habitar - Manuela Álvares, Luís Soares Carneiro, Francisco Barata, Ricardo Carvalho, Ana Vaz Milheiro;
A Cidade Habitada na Europa do Sul (Portugal) - Raúl Hestnes Ferreira, com apresentação de Manuel Correia Fernandes.
18h00 – encerramento das Conferências




Terça-feira, 7 de março – viagem Porto – Viseu, com receção e visitas nesta cidade
Paragem/Visitas livres – Viseu, 7 de março de 2017
Coordenação: Carlos Almeida Marques
8h 15/8h30 - saída em autocarro do Porto (local a definir)
10h30/11h00 – receção na Câmara Municipal de Viseu
12h00 - visitas no Centro Histórico; possibilidade de pequena refeição livre.


4.º CIHEL na UBI/Covilhã

Terça-feira dia 7 de março – Grande Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã:
18h30/19h00 (horário previsto/a confirmar) - Abertura institucional do 4.º CIHEL; 20h00 (horário previsto/a confirmar), com intervenções institucionais - Boas-vindas à UBI


Quarta-feira dia 8 de março – Auditórios da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã:
8h30 – 1as Sessões temáticas simultâneas
10h30 - intervalo para café (feira do livro e exposições)
11h00 – 2as Sessões temáticas simultâneas
13h00 – almoço livre (possibilidade de opção programada)
14h30 – 3as Sessões temáticas simultâneas
16h30 – intervalo para café
17h00 – 1ª Mesa Redonda (em plenário): sobre as temáticas do Território (três palestrantes e um moderador)
Nuno Francisco (moderador, Prof. UBI, Diretor Jornal do Fundão)
Eugénio Soriano (Prof. Universidade Complutense de Madrid)
Héctor Vigliecca (Prof. Arquiteto e Urbanista)
Paulo Fernandes (Presidente C.M. Fundão)
19h00 – jantar livre (possibilidade de opção programada)
21h00 – 4as Sessões temáticas (tema concreto) ou Reunião do Secretariado do CIHEL
(22h30/23h00 – encerramento dos trabalhos)

Quinta-feira dia 9 de março: Auditórios da Faculdade de Engenharia da Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã:
8h30 – 5as Sessões temáticas simultâneas
10h30 - intervalo para café (possíveis lançamentos editoriais)
11h00 – 6as Sessões temáticas simultâneas
13h00 – almoço livre (possibilidade de opção programada)
14h30 – 7as Sessões temáticas simultâneas
16h30 – intervalo para café
17h00 – 2ª Mesa Redonda (em plenário): sobre as temáticas do habitat humano (três palestrantes e um moderador)
Angélica Benatti Alvim (moderadora, Prof. Dir. FAU-Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Jaime Comiche (Prof. Arq. Coordenador da Ordem dos Arquitectos de Moçambique)
Leandro Medrano (Prof. Arq. Diretor Revista Pós FAU – Universidade de São Paulo)
Vítor Reis (Arquiteto, Presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana)
19h00/19h30 – Encerramento do 4.º CIHEL e intervenções institucionais (em plenário)

Sexta-feira dia 10 de março: Visitas – Aldeias Históricas e do Xisto com apoio da CM Fundão
Coordenação:
Inês Daniel de Campos [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, CIAUD]
Colaboração:
Dalila Dias, Coord. Aldeias Históricas de Portugal
Rui Simão, Coord. Executivo da ADXTUR- Agência para o desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto
Programa preliminar:
8h30 – saída locais de hospedagem/ ou de local a combinar
9h00 – Fundão, sessão de boas-vindas pela CM do Fundão n’A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes; apresentação das “Aldeias Históricas de Portugal” e  das “Aldeias do Xisto”.
11h00 – Visita a Castelo Novo (Aldeia Histórica)
14h00 – Almoço de convívio e de conclusão do Congresso
15h30 – Visita a Janeiro de Cima (Aldeia do Xisto)
17h30/18h00 – retorno à Covilhã e conclusão dos trabalhos do Congresso.

4.º CIHEL Prémio Universidades – A Cidade Habitada
No âmbito do 4.º CIHEL está a ser desenvolvido um Concurso de Arquitetura para Trabalhos Académicos sobre Habitação, dirigido para alunos de Escolas de Arquitetura. O regulamento do concurso está divulgado no Site do 4.º CIHEL.
Presidente do Júri do Concurso: Paulo Tormenta Pinto

No âmbito do CIHEL estão previstas exposições e uma pequena Feira do Livro de Arquitetura

Comissão Organizadora da Semana CIHEL2017
António Baptista Coelho [DECA-UBI,CIARCHE, CIHEL, GHabitar]
Carlos Almeida Marques [CIHEL, ISCSP, CAPP, CIAUD]
Carlos Nuno Lacerda Lopes [CIAMH-FAUP, CIHEL, GHabitar]
Inês Daniel de Campos [DECA-UBI, CIARCHE-UBI, CIAUD];
José António Ferreira [Domus Social, EM – CMPorto, CIHEL]
Rogério Galante  [DECA-UBI, CIARCHE-UBI];

Artigo editado por:
António Baptista Coelho
Coordenador do CIHEL

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIII, n.º 603
O habitat humano no espaço da lusofonia na Semana CIHEL2017 de 5 a 10 de março – Infohabitar 603

Editor: António Baptista Coelho – abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional
Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.