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segunda-feira, setembro 18, 2017

610 - Espaços Comuns do Edifício Habitacional - Infohabitar 610

Infohabitar, Ano XIII, n.º 610

Espaços Comuns do Edifício Habitacional

por António Baptista Coelho

Tal como foi anteriormente divulgado, a Infohabitar está a retomar as suas edições regulares, procurando disponibilizar um novo artigo em cada semana e preferencialmente à segunda-feira, aproveitando-se para, mais uma vez, enviar um amigável desafio aos leitores no sentido de poderem enviar para o editor (mail referido no final do artigo) propostas de artigos para edição.

Considerando que, durante já um número muito significativo de semanas a Infohabitar tem editado artigos integrados no âmbito da série designada “Habitar e Viver Melhor”, lembrámo-nos de proporcionar uma “revisão da matéria dada”, antes de prosseguirmos na edição desta série.

Neste sentido e neste artigo apresentam-se, em seguida, os títulos interativos dos artigos da série “Habitar e Viver Melhor”, que abordam temáticas relativas aos “Espaços Comuns do Edifício Habitacional”, e aproveitando-se para acrescentar, no final do artigo, uma muito pequena e informal nota de reflexão sobres estas apaixonantes e tão atuais matérias.

Em próximos artigos iremos disponibilizar reflexões sobre a estruturação e os conteúdos possíveis e desejáveis nos espaços comuns das habitações e, sequencialmente, nos diversos espaços habitacionais mais privados e personalizados.

Lembra-se que bastará ao leitor “clicar” no título do artigo que lhe interessa para o poder consultar.

Lembra-se, ainda, que por motivos alheios à Infohabitar, que muito lamentamos e que já apontámos, na Infohabitar, a maior parte dos artigos desta série editorial não conta, neste momento, com as respetivas ilustrações; estando, no entanto, disponíveis todos os seus textos, que se caraterizam por expressiva autonomia relativamente às referidas imagens.

Finalmente regista-se que o processo editorial da Infohabitar, revista ligada à ação da GHabitar - Associação Portuguesa de Promoção da Qualidade Habitacional (GHabitar APPQH) – associação que tem a sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE) –, voltou a estar, desde o princípio de setembro de 2017, em boa parte, sediado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e nos seus Departamento de Edifícios e Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais (NUT); aproveitando-se para se agradecer todos os essenciais apoios disponibilizados por estas entidades.

São os seguintes os 8 artigos disponibilizados sobre o tema: “Espaços Comuns do Edifício Habitacional”:

A importância dos espaços comuns ou semi-privados nos edifícios multifamiliares (I)

. A importância dos espaços comuns ou semi-privados nos edifícios multifamiliares (II) - os perfis de qualidade e de criatividade nos espaços comuns habitacionais

. Sobre as entradas comuns habitacionais - parte I

. Sobre as entradas comuns habitacionais - parte II 

. Dos átrios comuns habitacionais aos outros espaços de condomínio

. Escadas comuns e elevadores residenciais

. Galerias comuns e patins residenciais

. Do edifício comum aos mundos domésticos 



Sobre as temáticas associadas e associáveis aos “Espaços Comuns do Edifício Habitacional” muito há a dizer e sublinha-se que o que a seguir se aponta, em oito parágrafos temáticos, corresponde, apenas, a uma informal reflexão sobre estas excelentes matérias.

Um primeiro aspecto a considerar consiste, naturalmente, no protagonismo dos espaços comuns do edifício habitacional multifamiliar na sua caracterização e “ADN” tipológico, considerando-se não uma simplificada identidade tipológica, mas sim uma definição tipológica “fina”, que integre, designadamente e de forma não exaustiva, desde aspetos de dimensão geral e altura do edifício, a aspetos de caraterização dos tipos de acessos verticais e horizontais, a matérias associadas com as relações exterior/interior proporcionadas, a aspetos de diversidade de espaciosidades e instalações comuns oferecidas, a matérias de relacionamento entre os acessos às habitações, os espaços comuns e o exterior do edifício e a matérias de conjugação de usos (usos mistos, não apenas residenciais) servidas e potenciadas pelos espaços comuns do edifício.

E ainda dentro deste aspecto de reflexão tipológica há que integrar a consideração das tipologias de transição entre o uni e o multifamiliar, frequentemente designadas de “intermediárias” e daquelas mistas e extremamente ricas em termos de imagens urbanas pormenorizadas, porque associam e fundem diversas tipologias – por exemplo: unifamiliares densos, intermediárias, pequenos e médios multifamilares com variadas características em termos de acessibilidade comum e privada; e cuja riqueza muito decorre do complexo de espaços de acesso que aí são proporcionados (semi-privados, comuns, comuns de uso público e públicos).

Um outro aspecto, mais específico, a ter em conta pode ser definido em termos das características de “extensão da rua” proporcionadas pelos espaços comuns do edifício, uma extensão naturalmente condicionada e controlada e que pode corresponder, no limite, a um conjunto bem expressivo de barreiras difícieis de transpor, ou a uma ligação muito natural e directa entre “a rua” – espaço público ou de uso público – e o acesso à habitação de cada agregado familiar.

Uma outra matéria ligada a esta última corresponde ao que se pode designar de potencial de “extensão da habitação” que é proporcionado pelos espaços comuns do edifício “casa”, e aqui trata-se, não apenas, do “espelho” da referida “extensão da rua”, mas dos espaços de relação/passagem e transição entre espaços privados e espaços comuns, seja em termos de vistas como de potencial de “mistura” e de apoio a um bom funcionamento de ambos.

Outras matérias ligam-se ao papel protagonista que a estruturação e a caracterização pormenorizada dos espaços comuns habitacionais têm na identidade da respectiva intervenção urbana do edif´cio multifamiliar e predominantemente residencial, com destaques específicos, quer para a escala humana atingida e o respectivo sentido de relação muito directa entre edifício e “homem”, em termos de proporções e de usos pormenorizados e dos seus reflexos nas matérias ligadas ao importante sentido “misto” de aproximação, abrigo e identificaçãoe escala urbana, quer para a escala urbana obtida, que tem, naturalmente, de se harmonizar com a primeira, mas que terá objetivos específicos de integração e imagem urbanas, com reflexos em importantes aspetos entre os quais se podem destacar as características de dignidade/atractividade e de relativa sobriedade que parecem ser, geralmente, desejáveis.

Um outro aspecto importante na caracterização dos espaços comuns de um edifício habitacional pode ser definido em termos do seu potencial de naturalização, ou da sua capacidade para integrar elementos naturais de vegetação e/ou de integração em zonas marcadas pela vegetação; uma matéria que tem de ser assumida seja pela forte abertura a essa capacidade, seja por uma assumida mas bem integrada capacidade de contraste com o verde urbano. Esta é uma matéria que apenas aparentemente é menos importante/interessante, recomendando-se a procura e a análise de soluções de expressiva integração da natureza nos espaços comuns habitacionais para se atentar no seu verdadeiro potencial integrador e caracterizador.

Naturalmente que os espaços comuns de um edifício habitacional têm de ser adequadamente caracterizados por aspetos qualitativos básicos, designadamente, em termos de acessibilidade, segurança no uso e contra riscos de incêndio, conforto ambiental e capacidade de manutenção; trata-se de uma matéria incontornável e já devidamente desenvolvida em muitos estudos e “guias de desenho”, que devemos sempre salientar, mas procurando sempre harmonizar com as características de conforto e “domesticidade” que se julga deverem caracterizar os espaços que antecedem e envolvem os nossos aspaços domésticos mais privados, parecendo, portanto, muito pouco aceitáveis ambientes “maquinais”, estritamente funcionalistas, “áridos” e sem identidade – e este é um complexo mas bem importante desafio que se faz ao projectista.

Outros aspectos qualitativos básicos, menos evidentes no que se refere a uma prática projectual residencial considerada mais corrente, ligam-se ao relevo dado à importância dos “pares” qualitativos associados tanto à identidade/apropriação, como à convivialidade/privacidade. Não se irá aqui desenvolver este duplo caminho de reflexão sobre os espaços comuns habitacionais referindo-se, apenas, que são matérias, expressivamente ausentes do mau projecto residencial e presentes, metamorfoseadas, em muitos dos melhores casos de referência habitacionais e urbanos, que associam o sentido de “casa sua” mesmo em grandes multifamiliares, seja por “formas” de base, seja por aspectos “dinâmicos” e participados pelos respectivos moradores e que integram aspetos de harmonização entre a cabal defesa da privacidade doméstica e uma adequada proposta de convívio, ainda que estrategicamente limitado e delimitado em determinados “pontos” e espaços do edifício e da sua envolvente.

E, finalmente, parece ser importante e interessante reflectir sobre como instilar na concepção e mesmo na vivência do edifício multifamiliar e, designadamente, dos seus espaços comuns, aspectos qualitativos básicos associados às respectivas relações urbanas pormenorizadas, considerando-se, desde as matérias da integração no que se refere à imagem urbana local às matérias específicas associáveis ao que se pode considerar como sendo a sua muito desejável e intensa coesão e vitalização térreas.

Fora desta sequência de reflexões mais ligada ao edifício propriamente dito há que apontar aqui, de forma destacada, a importância que tem a consideração dos tipos de moradores esperados, tendo-se em conta aqueles com maior condicionamento em termos de deslocação e percepção e visando-se, desejavelmente, a criação de edifícios e agregados de edifícios em que se vise a possível e melhor convivência entre diversos níveis etários e dimensões de agregados familiares, tendo-se bem presente a expressiva e crescente presença dos idosos e de pessoas com reduzida autonomia na nossa sociedade e considerando-se que uma boa parte do êxito de edifícios dirigidos para uma ampla mistura sociocultural e etária se joga nos seus espaços comuns e na relação destes e dos espaços domésticos com a envolvente urbana.
e a estas matérias voltaremos …

Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XIII, n.º 610
“Espaços Comuns do Edifício Habitacional” – 8 artigos sobre o tema
Infohabitar
Editor: António Baptista Coelho
abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional

Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

domingo, abril 03, 2016

576 - Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar n.º 576


Infohabitar, Ano XII, n.º 576

Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar n.º 576

– Infohabitar n.º 576
António Baptista Coelho
Artigo XCIII da Série habitar e viver melhor


Espaços comuns para além das circulações

Os principais aspectos motivadores do uso de espaços comuns suplementares aos estritamente dedicados a acessos e circulações, têm a ver com motivadoras condições de acessibilidade, espaciosidade, conforto ambiental – luz natural, isolamento acústico (proporcionando festas), climatização –, equipamento e arranjo interior. E que não haja qualquer dúvida que apenas quando estas condições são extremamente apetecíveis as pessoas terão alguma tendência a saírem dos seus “mundos privados” e a “arriscarem” um maior convívio condominial; e lembremos os espaços de estar dos hotéis e em que condições eles nos atraem mais, e a situação de atracção ou de repulsão é idêntica.

Lembremos que a agradabilidade geral e, diga-se até, uma estimulante curiosidade na vivência de qualquer espaço comum é, claramente, um factor que qualifica positivamente o seu uso, e estamos aqui a referirmo-nos aos espaços comuns estritamente necessários – patins, escadas, galerias -, enquanto que condições opostas aquelas, portanto definindo espaços comuns pouco agradáveis, porque com espaciosidade, desconforto ambiental – sem luz natural, acusticamente mal concebidos (reverberantes) e muito frios ou muito quentes consoante as estações –, e ambientalmente monótonos e pobres, são condições que tornam a vivência comum muito pouco agradável desde logo nas circulações que se têm de fazer, obrigatoriamente, no edifício e que levarão ao abandono de outros espaços comuns assim caracterizados.

Fig. 01:  é essencial que os espaços comuns sejam ambiental e pormenorizadamente agradáveis, estimulantes e verdadeiramente humanizados -   - habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Johan Nyrén.

Cuidados a ter na “invenção” de novos espaços comuns

Os problemas correntes em espaços comuns suplementares terão, frequentemente, a ver com aspectos de gestão e de harmonização no uso destes espaços, seja numa sua vivência normal, do dia-a-dia, pois um grupo limitado de vizinhos será, sempre, um motivo potencial quer de convivialidade, quer de conflito, seja em acções de usufruto desses espaços por grupos familiares específicos, por exemplo por ocasião de festas de aniversário.

Sobre esta matérias não haverá grandes receitas a não ser a elaboração de um regulamento de condomínio e específico de enquadramento do uso desses espaços que seja tão completo como simples e claro na sua compreensão, a existência de uma gestão de condomínio eficaz e com presença o mais possível contínua – o que poderá implicar gastos suplementares e/ou opções por condomínios de maior dimensão – e, na base de tudo isto um conjunto de espaços e de equipamentos de condomínio que aliem as referidas qualidades vivenciais a um máximo de facilidade de gestão e de manutenção, com um mínimo de potenciais más influências ambientais (por exemplo ruído, luz, movimentação) nos espaços comuns em maior contiguidade com os apartamentos.

Um problema corrente e inibidor do funcionamento de espaços comuns mais afirmados é qualquer sentido de “quase obrigatoriedade” no uso de outros espaços comuns que não aqueles estritamente necessários para o acesso à habitação; não tenhamos qualquer dúvida que qualquer dimensão comum suplementar à estritamente necessária tem de ser totalmente assumida como uma escolha própria de cada habitante, devendo haver uma separação maximizada entre espaços comuns “obrigatórios” (de acesso) e outros espaços comuns “alternativos”, só assim o convívio comum será uma opção livre e estimulante, de outra forma ele terá muito poucas possibilidades de se radicar e dinamizar.


Fig. 02: a questão da procura de espaços comuns que propiciem algum desenvolvimento de convívio natural entre vizinhos é matéria de relevante importância, designadamente, no mundo atual tão individualista e tão expressivamente protector da privacidade, sendo matéria que ganha enorme relevância quando se trata de soluções de edifícios com algum caráter comunitário ou de comunidade de serviços/equipamentos  - habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Gorän Mansson, Marianne Dahlbäck.

Convívio nos espaços comuns habitacionais

A principal e fundamental questão que se pode colocar é se em edifícios multifamiliares correntes, isto é, marcados essencialmente pelos respectivos apartamentos e sem objectivos específicos de uma vivência comum mais acentuada, haverá interesse no aprofundamento desta dimensão potencialmente mais convivial, ou, pelo menos, mais desafogada na caracterização do nível comum do edifício.

Sobre este assunto poderemos, desde já, apontar que haverá algumas opções a ter em conta: se a operação é marcada por objectivos específicos de economia; se é possível introduzir características de espaciosidade um pouco mais desafogadas em certas zonas estratégicas; e se há tendências de convivialidade comum que interesse apoiar e dinamizar.

E vale a pena reflectir que um pouco mais de espaço comum, além do estritamente necessário, pode custar muito pouco mais e proporcionar uma vivência comum no acesso aos apartamentos muito mais agradável, estimulante e, eventual e naturalmente convivial; e tais condições podem ser simplesmente previstas em patins e átrios ligeiramente mais espaçosos, bem cuidados e bem equipados, e com tais condições pode-se conseguir um edifício com uma dimensão “comum” que não sendo muito especial é, no entanto, muito mais especial do que os simples e tantas vezes claustrofóbicos espaços-canal de acesso rápido ao apartamento de cada um.

Por fim, deve ser sempre possível optar não por um edifício “multifamiliar”, mas por um verdadeiro edifício de “habitação colectiva”, onde haja um verdadeiro nível de habitar em comum, através de espaços, equipamentos e serviços comuns específicos, suplementares ao nível habitacional privativo.

Ainda além desta opção também deve ser possível a opção por uma habitação comunitária – em termos essencialmente funcionais e/ou em termos de verdadeira opção de vida –, em que tais espaços, equipamentos e serviços comuns específicos terão maior desenvolvimento e o nível habitacional privativo esteja, eventualmente, reduzido, essencialmente, aos espaços tipo suite privativa mínima – com diversos “pacotes” de equipamentos próprios; e mesmo esta opção mais comunitária pode ser tomada em conjugação com habitações privativas extensamente desenvolvidas (há muitos casos destes no Norte da Europa), pode caracterizar soluções com forte afinidades hoteleiras, em que o espaço comunitário alberga um leque bem definido de serviços, ou pode ter uma verdadeira dimensão comunitária de partilha de uma boa parte das actividades domésticas.

E a principal questão que se quer deixar, aqui, sublinhada, é que é possível e é desejável poder oferecer mais este leque de opções de viver em comum. De certa forma aqui também se trava a luta entre continuar a fazer sempre a mesma solução corrente – esquerdo/direito, patim pequeno etc. – depois prolongada por habitações sempre iguais – hall, zona de quartos, suite – ou saber oferecer verdadeira diversidade de soluções de habitar, que possam mexer, realmente, com o nosso dia-a-dia, desde que entramos no nosso prédio, até que nos retiramos para repousar um pouco no nosso quarto.

·          Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:
As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.
Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.
A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.
Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.
·        Notas editoriais:
(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.
(ii) De acordo com o mesmo sentido, de se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

Infohabitar, Ano XII, n.º 576
Artigo XCIII da Série habitar e viver melhor

Os novos espaços comuns habitacionais conviviais, Infohabitar n.º 576


Editor: António Baptista Coelho – abc@ubi.pt, abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional, Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade da Beira Interior - MIAUBI
Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.