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terça-feira, novembro 24, 2020

Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar # 756

Ligação direta (clicar) para:  725 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - 38 temas e mais de 100 autores.

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 756 

Edição: terça-feira, 24 de novembro de 2020

 

Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar # 756

 

Caros leitores da Infohabitar,

Continuando em um dos temas “centrais” da nossa revista: os espaços do habitar, vamos aprofundando, semana a semana, esta matéria, neste caso específico no âmbito do adequado e diversificado desenvolvimento de espaços comuns habitacionais naturalmente motivadores de um convívio informal e agradavelmente acplhedor.

Esta viagem pelos espaços do habitar continuará a ser feita nas próximas semanas editoriais da Infohabitar, apenas com eventuais intervalos mais dedicados à divulgação de iniciativas julgadas especialmente interessantes ou a outras matérias mais ligadas a datas específicas.

Lembra-se, novamente, que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas sobre os artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar para abc.infohabitar@gmail.com , ao meu cuidado).

Considerando a atual e ainda muito crítica evolução da pandemia, voltar a sublinhar-se a vital importância do distanciamento social, conseguido, designadamente, pelo cumprimentos das obrigações legais agora definidas, através do teletrabalho e do confinamento obrigatório em determinados períodos do dia e da semana e de todas as medidas de proteção própria e dos outros, que são muito favorecidas com o uso sistemático, maximizado e cuidadoso de máscara – seja no interior seja nos espaços públicos – e por um reforço dos cuidados de higiene próprios e relativamente à sistemática  higienização dos ambientes e dos objetos que usamos no dia-a-dia.

Não tenhamos dúvida de que boa parte do combate à pandemia passa por estes nossos esforços pessoais e familiares, que terão de se enraizar nos nossos hábitos diários, mesmo quando no horizonte temos já as vacinas; tal como defendem os especialistas.

Despeço-me, até à próxima semana, enviando saudações calorosas e desejos de força e de boa saúde para todos os caros leitores  e seus familiares,    

Lisboa, Encarnação, em 23 de novembro de 2020

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar



Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar # 756

António Baptista Coelho

(texto e imagens)


Resumo

Depois de uma pequena introdução que se pretende justificativa da abordagem estrategicamente limitada à temática da convivialidade nos espaços comuns, que é feita no artigo, passa-se a uma reflexão sobra a dimensão conceptual de tais espaços para além da sua básica função circulatória.

Sequencialmente abordam-se os cuidados julgados essenciais na (re)”invenção” de espaços comuns habitacionais e do respetivo papel na estruturação e caraterização de tipolologias de edifícios.

Finalmente avança-se para o “coração” temático do artigo, referido ao papel e às possíveis diversas facetas do estímulo do convívio nos espaços comuns habitacionais e, consequentemente, da respetiva relação com formas de habitação mais partilhadas, cooperativas ou coletivas, concluindo-se com o apontamento do interesse deste tipo de desenvolvimentos na criação de edifícios dirigidos para o coohousing intergeracional.

 

Introdução

A reflexão e a discussão sobre a convivialidade nos espaços comuns habitacionais é uma daquelas matérias que, por si só, podem e devem marcar teses teórico-práticas, como tem acontecido, mas talvez de forma pouco intensa e continuada; talvez um pouco porque mesmo entre os profissionais da concepção arquitectónica e residencial a “forma” do espaço comum basicamente circulatório e legalmente prescrito é matéria naturalmente assumida e praticamente não discutível e discutida.

No presente artigo não se ira desenvolver uma reflexão minimamente aprofundada do tema, das virtualidades e do, julgado, esquecimento a que têm estado votados os espaços comuns habitacionais, mas apenas algumas notas subtemáticas a propósito desta matéria que é, sem dúvida, extremamente rica e extensa, designadamente, ao nível da criação arquitectónica do edifício residencial.

1. Espaços comuns residenciais para além das circulações

Os principais aspectos motivadores do uso de espaços comuns suplementares aos estritamente dedicados a acessos e circulações, têm a ver com motivadoras condições de acessibilidade, espaciosidade, conforto ambiental – luz natural, isolamento acústico (proporcionando festas), climatização –, equipamento e arranjo interior.

Nesta matéria julga-se que não deve haver qualquer dúvida que apenas quando condições como as que acabaram de ser referidas são extremamente apetecíveis, em determinados espaços comuns de edifícios residenciais, as pessoas terão alguma tendência a saírem dos seus “mundos privados” e a “arriscarem” um maior convívio condominial; e, a título de exemplo, lembremos os espaços de estar dos hotéis e em que condições eles nos atraem mais, e a situação de atracção ou de repulsão é idêntica.

Lembremos que a agradabilidade geral e, diga-se até, uma estimulante curiosidade na vivência de qualquer espaço comum – curiosidade esta estrategicamente liga a atais condições  (ex., janelas marcando estrategicamente determinados espaços e/ou sequências de circulação e estar) – é, claramente, um factor que qualifica positivamente o seu uso.

E salienta-se que estamos aqui a referir os espaços comuns estritamente necessários – patins, escadas, galerias –, enquanto que condições opostas aquelas, portanto definindo espaços comuns pouco agradáveis, porque com espaciosidade, desconforto ambiental – sem luz natural, acusticamente mal concebidos (reverberantes) e muito frios ou muito quentes consoante as estações –, e ambientalmente monótonos e pobres, são condições que tornam a vivência comum muito pouco agradável desde logo nas circulações que se têm de fazer, obrigatoriamente, no edifício e que levam, frequentemente, ao quase-abandono de outros espaços comuns assim caracterizados.

Fig. 01:  é essencial que os espaços comuns sejam ambiental e pormenorizadamente agradáveis, estimulantes e verdadeiramente humanizados, e muitas vezes tais condições nem obrigam a condições espaciais de espaciosidade e de “luxo” nos acabamentos, tal como se julga ser , aqui, evidente neste patim habitacional  - habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Johan Nyrén.

2. Cuidados a ter na (re)“invenção” de espaços comuns residenciais

Os problemas correntes em espaços comuns que podemos designar de “suplementares”, porque previstos acima do que é estritamente exigível em termos de acesso às habitações e aspetos regulamentares aplicáveis, terão, frequentemente, a ver com aspectos de gestão e de harmonização no uso destes espaços, seja numa sua vivência normal, do dia-a-dia, pois um grupo limitado de vizinhos será, sempre, um motivo potencial quer de convivialidade, quer de conflito, seja em acções de usufruto desses espaços por grupos familiares específicos (por exemplo, quando se aceite que, de acordo com regras previamente estabelecidas, possam decorrer pequenas festas familiares em alguns desses espaços).

Sobre esta matérias não haverá grandes receitas prévias a considerar para uma adequada (con)vivências em tais quadros residenciais a não ser a elaboração de um regulamento de condomínio específico de enquadramento do uso desses espaços que seja tão completo como simples e claro na sua compreensão, a existência de uma gestão de condomínio eficaz e com presença o mais possível contínua – o que poderá implicar gastos suplementares e/ou opções por condomínios de maior dimensão – e, na base de tudo isto um conjunto de espaços e de equipamentos de condomínio que aliem as referidas qualidades vivenciais a um máximo de facilidade de gestão e de manutenção, com um mínimo de potenciais más influências ambientais (por exemplo ruído, luz, movimentação) nos espaços comuns em maior contiguidade com os apartamentos.

Um problema corrente e inibidor do funcionamento de espaços comuns mais afirmados é qualquer sentido de “quase obrigatoriedade” no uso de outros espaços comuns que não aqueles estritamente necessários para o acesso à habitação; não tenhamos qualquer dúvida que qualquer dimensão comum suplementar à estritamente necessária tem de ser totalmente assumida como uma escolha própria de cada habitante, devendo haver uma separação relativamente maximizada – embora o mais natural possível – entre espaços comuns “obrigatórios” (de acesso) e outros espaços comuns “alternativos”, só assim o convívio comum será uma opção livre e estimulante, de outra forma ele terá muito poucas possibilidades de se radicar e dinamizar.

No que se refere mesmo à referida (re)”invenção de espaços comuns residenciais o que basicamente se recomenda é que, por um lado, na sua base, seja desenvolvida uma cuidadosa análise do que tem sido feito e do que tem resultado de muitas dessas experiências, por outro lado, que não fiquemos reféns de soluções que parecem únicas óbvias e que, frequentemente se caraterizam , praticamente, pela “anulação” de tais espaços, designadamente, em termos da sua presença, das funções aí possíveis e das formas aí praticáveis e, finalmente, que possamos encarar tal (re)”invenção” ao serviço das atuais tantas e tão diversificadas novas exigências, necessidades e gostos habitacionais.

3. “Novos” espaços comuns e tipos de edifícios

Naturalmente que o desenvolvimento de novos ou renovados tipos de espaços comuns habitacionais deve marcar a (re)criação de tipologias de edifícios habitacionais menos correntes ou mesmo relativamente inovadores.

E aqui talvez seja interessante parametrizar situações opostas e relativamente extremas, designadamente: soluções de espaços comuns muito encerrados, não especialmente desafogados e sem presença de luz natural, vistas e outros elementos naturais; e soluções de espaços comuns caracterizados, prática ou mesmo integralmente, como espaços públicos ou de uso público, muito espaçosos e abertos à natureza e/ou à cidade e a vistas paisagísticas. E atente-se que aqui a vontade foi caraterizar situações opostas e “limite”, pois mesmo a primeira solução, muito encerrada, poderá configurar ambientes extremamente qualificados, residencializados e atraentes.

Mais uma vez se sublinha o interesse que terá uma análise teórico-prática, aprofundada e bem ilustrada de excelentes soluções de um outro tipo, tendo em conta especificamente, quer a satisfação ampla dos respetivos habitantes, de preferência ao longo de um extenso período temporal – por exemplo, cobrindo mais do que uma geração de habitantes e, portanto, a mutação das suas necessidades e anseios habitacionais e urbanos –, quer a importância urbana e mesmo histórica e cultural de tais intervenções, faceta esta que é urgente considerar em muitas operações urbanas.

E salienta-se que, naturalmente, entre a solução do tipo “grande hotel residencial” e “pequenas ruas residenciais elevadas e abertas à paisagem”, muitas outras soluções mistas, de transição, funcional e formalmente inovadoras e, muito especialmente, muitas soluções quase-únicas, porque super-radicadas em situações urbanas e/ou naturais específicas, serão possíveis e desejáveis, enriquecendo a paisagem urbana e diversificando apetecivelmente a oferta residencial e urbana.

E sempre, evidentemente, a estruturação dos respetivos espaços comuns habitacionais e a sua caracterização, global e pormenorizada, deverá marcar identitariamente cada um dos edifícios e complexos edificados assim criados, tornando-os bem distintos e apropriáveis e bem diversos da mole, indistinta, monótona e triste que marca boa parte da produção habitacional actual, desde a habitação dita de luxo à dita “social”.

Fig. 02: a questão da procura de espaços comuns que propiciem algum desenvolvimento de convívio natural entre vizinhos é matéria de relevante importância, designadamente, no mundo atual tão individualista e tão expressivamente protector da privacidade, sendo matéria que ganha enorme relevância quando se trata de soluções de edifícios com algum caráter comunitário ou de comunidade de serviços/equipamentos; na imagem temos uma das muitas soluções possíveis de galerias habitacionais exteriores, neste caso agradavelmente espaçosas, formal e funcionalmente orgânicas, harmonizando circulação comum e pequenas bolsas de convívio doméstico e integrando urbanidade e natureza  - habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Gorän Mansson, Marianne Dahlbäck.

4. Convívio nos espaços comuns habitacionais

A principal e fundamental questão que se pode colocar é, talvez, se em edifícios multifamiliares correntes, isto é, marcados essencialmente pelos respectivos apartamentos e sem objectivos específicos de uma vivência comum mais acentuada, haverá interesse no aprofundamento desta dimensão potencialmente mais convivial, ou, pelo menos, mais desafogada na caracterização do nível comum do edifício.

Sobre este assunto poderemos, desde já, apontar que haverá algumas opções a ter em conta e designadamente:

·      se a operação é marcada por objectivos específicos de economia;

·      se é possível introduzir características de espaciosidade um pouco mais desafogadas em certas zonas estratégicas;

·      e se há tendências de convivialidade comum que interesse apoiar e dinamizar.

E vale a pena reflectir que um pouco mais de espaço comum, além do estritamente necessário, pode custar muito pouco mais e proporcionar uma vivência comum no acesso aos apartamentos muito mais agradável, estimulante e, eventual e naturalmente convivial; e tais condições podem ser simplesmente previstas em patins e átrios ligeiramente mais espaçosos, bem cuidados e bem equipados, e com tais condições pode-se conseguir um edifício com uma dimensão “comum” que não sendo muito especial é, no entanto, muito mais especial do que os simples e tantas vezes claustrofóbicos espaços-canal de acesso rápido ao apartamento de cada um.

E há, talvez, pelo menos, mais dois outros aspectos a considerar: o primeiro ligado ao “valor”, até bastante objetivo, que poderemos atribuir ao convívio natural, seja no bem-estar proporcionado entre vizinhos, seja em aspetos tão objetivos como uma maior estima pelo edifício e uma maior facilidade e eficácia da respetiva gestão local; e o segundo ligado ao próprio sentido do convívio local e residencial de proximidade, que, se julga, que mesmo quando praticamente limitado a simples relações de boa vizinhança , até relativamente formal (por ex., habilitação espacial e ambiental que favoreça a simples saudação e, consequentemente, o reconhecimento mútuo) torna o habitar local muito mais agradável, “pacífico”, com reduzidas tensões ligadas à proximidade entre pessoas e mesmo, tendencialmente prático em termos da criação de algumas relações de vizinhança potencialmente úteis na vida diária.

5. Espaços comuns e “habitação coletiva”

Por fim, deve haver a possibilidade de optar não por um edifício “multifamiliar”, mas por um verdadeiro edifício de “habitação colectiva”, onde haja um verdadeiro nível de habitar em comum, através de espaços, equipamentos e serviços comuns específicos, suplementares ao nível habitacional privativo.

Ainda além desta opção também deve ser possível a opção por uma habitação comunitária – em termos essencialmente funcionais e/ou em termos de verdadeira opção de vida –, em que tais espaços, equipamentos e serviços comuns específicos terão maior desenvolvimento e o nível habitacional privativo esteja, eventualmente, reduzido, essencialmente, aos espaços tipo suite privativa mínima – com diversos “pacotes” de equipamentos próprios; e mesmo esta opção mais comunitária pode ser tomada em conjugação com habitações privativas extensamente desenvolvidas (há muitos casos destes no Norte da Europa), pode caracterizar soluções com forte afinidades hoteleiras, em que o espaço comunitário alberga um leque bem definido de serviços, ou pode ter uma verdadeira dimensão comunitária de partilha de uma boa parte das actividades domésticas.

E a principal questão que se quer deixar, aqui, sublinhada, é que é possível e é desejável poder oferecer mais este leque de opções de viver em comum. De certa forma aqui também se trava a luta entre continuar a fazer sempre a mesma solução corrente – esquerdo/direito, patim pequeno etc. – depois prolongada por habitações sempre iguais – hall, zona de quartos, suite – ou saber oferecer verdadeira diversidade de soluções de habitar, que possam mexer, realmente, com o nosso dia-a-dia, desde que entramos no nosso prédio, até que nos retiramos para o nosso mundo doméstico e mesmo para o nosso espaço muito privativo, que pode ser o nosso quarto.

6. Espaços comuns e coohousing intergeracional

Considerando-se o atual quadro demográfico e habitacional muito crítico, no que se refere ao crescimento do número das pessoas idosas e muito idosas, a viverem sozinhas e com frequentes necessidades de apoio, a actual diversificação dos modos de vida e dos desejos habitacionais, e a quase-ausência de oferta habitacional e urbana adequada a tais necessidades e desejos, parece ser muito oportuno o desenvolvimento de soluções residenciais adaptáveis a diversos modos de vida e necessidades habitacionais, nas quais se integram as necessidades e anseios específicos de pessoas idosas, mas integrados num quadro residencial naturalmente intergeracional e que seja marcado, no dia-a-dia, por uma proposta residencial naturalmente convivial, eficazmente gerida e participada e financeiramente sustentável.

E assim se dá um pequeno passo desde o desenvolvimento de um edifício de habitação coletiva, porque marcado por espaços comuns tendencialmente conviviais para o que podemos designar de uma solução integrada num Programa de Habitação Adaptável Intergeracional (PHAI), desenvolvido por uma Cooperativa a Custos Controlados (3C); programa este que foi já objeto de desenvolvimento específico aqui na Infohabitar, e que se encontra em estudo no LNEC.

Brevíssimas notas conclusivas

A modo de breves notas conclusivas apenas se refere que esta matéria do desenvolvimento dos espaços comuns residenciais tem importância básica seja no desenvolvimento dos espaços domésticos, seja na conformação das soluções de edifícios e mesmo de arquitetura urbana de pormenor, sendo de grande interesse e oportunidade, numa altura marcada pela grande diversidade de necessidades e modos de vida domésticos, o estudo aprofundado e prático do que foi feito de mais interessante em termos da diversidade de soluções de espaços comuns residenciais e dessas respetivas relações domésticas e de pequena escala urbana.

 

     Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:

As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.

Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.

A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.

Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.

 

O presente artigo corresponde a uma edição ampliada, modificada e revista do artigo que foi editado na Infohabitar, em 03/04/2016, com o n.º 576.


Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 756

Espaços comuns habitacionais conviviais - Infohabitar # 756

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

 

abc.infohabitar@gmail.com

abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).

  


terça-feira, outubro 13, 2020

Ainda sobre a inovação nos espaços comuns residenciais – Infohabitar # 750

Ligação direta (clicar) para:  725 Artigos Interactivos, edição revista, ilustrada e comentada - 38 temas e mais de 100 autores.


Infohabitar, Ano XVI, n.º 750

Edição: terça-feira, 13 de outubro de 2020

 

Caros leitores da Infohabitar,

Continuando em um dos temas “centrais” da nossa revista: os espaços do habitar, vamos aprofundando, semana a semana, esta matéria, neste caso específico no âmbito do, julgado, bem oportuno tema da inovação nos espaços comuns residenciais; matéria esta já abordada numa das últimas semanas e que aqui desenvolvemos mais um pouco.

Esta renovada viagem pelos espaços do habitar continuará a ser feita nas próximas semanas.

Lembra-se que serão sempre muito bem-vindas eventuais ideias comentadas a propósito dos artigos aqui editados e propostas de novos artigos (a enviar para abc.infohabitar@gmail.com ao meu cuidado),

 

Considerando a evolução da pandemia, aproveita-se esta oportunidade de contato para voltar a sublinhar a importância que continua a ter o distanciamento social, conseguido sempre que possível através do teletrabalho e de todas as medidas de proteção própria e dos outros, que são muito favorecidas com o uso sistemático, maximizado e cuidadoso de máscara – seja no interior seja nos espaços públicos mais usados – e a continuidade dos cuidados de higiene.

 

Despeço-me, até à próxima semana, com saudações calorosas e desejos de muita força e de boa saúde,    

 

Lisboa, Encarnação, em 12 de outubro de 2020

António Baptista Coelho

Editor da Infohabitar


Ainda sobre a inovação nos espaços comuns residenciais – Infohabitar # 750

António Baptista Coelho

Texto e fotografias

 

Introdução sobre a importância que tem, hoje em dia, o desenvolvimento de um adequado espaço comum residencial

A matéria da inovação e de uma adequada e múltipla estratégia de conceção arquitectónica dos espaços comuns residenciais, fazendo-os ultrapassar e expressivamente os “contornos” de simples espaços comuns de circulação e tantas vezes caraterizadamente residuais, é claramente muito oportuna quando um repensar da importância, das valências e da própria estruturação formal e funcional dos espaços de habitar estão na ordem do dia, marcada por habitações muito intensa e longamente habitadas.

Esta perspetiva faz todo o sentido quando habitamos edifícios multifamiliares, pois havendo espaço comum este deveria ser, naturalmente, um espaço “positivo”, acolhedor, diferenciador, identificável e com múltiplas funções; algumas tão distintas como sítio de incentivo ao convívio natural e espaço de separação entre mundos privados.

Num dos últimos artigos desta nossa revista abordámos os espaços comuns residenciais, já nesta perspetiva de necessária e oportuna inovação, privilegiando-se as matérias das variadas valências condominiais, do interesse de ter muitos mais objetivos do que os de uma simplista espaciosidade e da oportunidade de se poderem apoiar atividades realmente interessantes e portanto basicamente motivadoras nestes espaços comuns habitacionais – e, já agora, para ajudar a desmistificar a natureza de tais atividades elas podem incluir, por exemplo, entre muitas outras, a simples disponibilização estratégica de vistas agradáveis, estimulantes e paisagísticas sobre as zonas envolventes.

No presente artigo e para além desta introdução de aprofundamento sobre a importância que tem, hoje em dia, um adequado e múltiplo (inovador) desenvolvimento de uma expressiva faceta vivencial nos espaços comuns residenciais, iremos abordar o que julgamos ser a urgência de uma tal inovação, a relação estreia que existe entre o desenvolvimento de tais espaços comuns vitalizados e vitalizadores e a criação de soluções do que poderemos designar de habitação assistida, seguindo-se uma nova incursão nas matérias da espaciosidade residencial e concluindo-se com uma reflexão preliminar sobre as virtualidades residenciais do estacionamento em garagem.

É urgente inovar nos espaços comuns habitacionais

Sobre novidades e tendências nos espaços comuns habitacionais já aqui se falou, nesta série editorial, um pouco, quando se apontaram as diversas questões e opções que se levantam quando se pensa em edifícios multifamiliares com uma mais forte componente de espaços comuns.

No entanto importa termos presente que, por um lado, estamos já bem dentro do século das grandes cidades densificadas, e que, por outro, vivemos, cada vez mais, nesta nossa Europa, o século da diversificação dos modos de vida domésticos, associada à grande diversidade cultural que, cada vez mais, recheia as grandes cidades, e também, cada vez mais, nesta nossa Europa:

·      o século das pessoas que vivem com pressa e que não têm tempo para as tarefas domésticas;

·      o século das pessoas que vivem sós;

·      o século dos idosos;

·      e, sendo assim, o século das pessoas que realmente parecem precisar de habitações assistidas, numa ampla gradação de serviços, que vãos dos mais simples aos caracterizadamente hospitalares.

E refere-se este “precisar de” habitações assistidas e o mesmo é dizer esta necessidade de edifícios residenciais que integrem outros espaços e serviços comuns para lá dos ligados às habituais funções de entrada e circulação comuns, a um “sentimento” bastante para lá de uma simples necessidade funcional, porque ligado à perspetiva de se poder ter uma vida urbana e doméstica muito mais satisfatória, agradável, apoiada e motivada.

E se repetirmos uma leitura diversa dos últimos parágrafos verificamos que densificação urbana, diversidade no uso e apropriação da habitação, falta de tempo para as velhas lides domésticas, tendência para uma prevalência de habitações tipologicamente pequenas (o que não quer dizer que sejam espacialmente pequenas) e a necessidade de amplos leques de serviços de apoio directo às habitações, são, todos eles, aspectos potencialmente ligados à emergência de uma ampla diversidade de soluções residenciais com uma forte valência em espaços e serviços comuns; uma valência que terá, evidentemente, que marcar a própria estruturação desta “novas” soluções edificadas, pois tais mudanças não se compadecem com pequenos “enxertos” espaciais e funcionais nas, frequentemente, estafadas tipologias edificadas vigentes.

E para que tais “novas” soluções residenciais marcadamente “comuns” possam ter êxito, não tenhamos quaisquer dúvidas de que o combate que apenas se iniciou pela humanização e “domesticação” dos conjuntos residenciais e dos edifícios habitacionais, terá de ter uma claríssima e fortíssima expressão na concepção global, na pormenorização e na caracterização dos referidos espaços comuns dessas soluções residenciais; caso contrário mais vale nem pensar nelas e continuarmos a fazer o edifício “médio”, com a habitação “média”, para a família “média”.

 

 Fig. 01: maqueta

Fig. 02: a "praceta" comum

Notas das figuras 01 e 02:

A inovação fundamentada e urgente nas soluções de multifamiliares passa tanto pela respetiva imagem geral e respetivos aspetos de pormenor, como pelos seus conteúdos funcionais globais e particularizados, e é neste sentido que se ilustra o artigo como esta solução residencial que integra um edifício multifamiliar com dimensão reduzida, mas associado a pequenos unifamiliares em banda, que podem ter inúmeras utilidades na relação com uma vivência multifamiliar mais comum; e entre uma e outra subtipologia temos uma estimulante “praceta” ajardinada com caráter comum.

Importa sublinhar que toda esta perspetiva se liga, estreitamente, seja com aspetos bem atuais de densificação urbana (veja-se a maqueta), seja com aspetos também bem atuais de disponibilização de novas tipologias habitacionais assistidas  (com serviços comuns); e todas estas ideias concretas proporcionam novas formas de viver a cidade e uma certa continuidade da família alargada e solidária.

O caso ilustrado refere-se a habitações do conjunto urbano "Bo01 City of Tomorrow", desenvolvido no âmbito da exposição que teve lugar em Malmö em 2001 (ver nota final) - Arquitetura: Johan Nyrén.


Espaços comuns e habitação assistida

Um conjunto de adequados espaços comuns residenciais deve ser, sempre, um atributo de qualidade acrescido na vivência global residencial e será sempre um fator essencial de quem escolha uma solução de habitação assistida.

Neste sentido e quando esta pessoa sai do seu apartamento ou da sua suite privativa, ela deve sentir-se sempre como se estivesse ainda na sua “casa”, estando numa outra “casa” que é também dos outros habitantes desta “casa” maior, uma “casa” que tem de ser, claramente, uma sede de um leque de serviços aos quais ele muito dificilmente teria acesso se continuasse a viver na sua casa “média”.

E, naturalmente, não é admissível que o habitante se tenha de “endividar “ – no sentido de ter custos excessivos – para poder viver deste modo, pois, afinal, no caso mais corrente, ele só precisa de serviços mínimos de apoio doméstico e a principal vantagem que recolhe dos espaços e serviços comuns é a companhia e o convívio espontâneo com outros moradores, uma benesse que até nem há razão para que tenha de ser paga; outros serviços e outros equipamentos poderão ser, sempre, proporcionados numa base opcional e dirigidos a um mercado muito mais largo do que o daquele condomínio específico.

Parece ser interessante considerar este conceito de “habitação assistida” de uma forma global, visando-se todo o universo habitacional, que deve sempre apoiar ao máximo os seus habitantes, ultrapassando muito o estrito e negativo sentido “maquinal” de uma habitação reduzida a um alojamento em condições mínimas e sempre deprimentes, e considerando-se que poderão/deverão existir soluções em que tais apoios serão mais alargados e múltiplos e ainda outras soluções em que tais apoios irão configurar uma habitação expressivamente assistida e/ou partilhada, seja numa perspetiva de apoios diversos e especializados em termos de bem-estar e saúde, seja numa perspetiva de criação de um verdadeiro cenário residencial fortemente marcado por serviços comuns – escolhidos enter um leque amplo de opções –, ou ainda numa perspetiva de uma vivência comum expressivamente partilhada – atual e frequentemente designada por cohousing.

A espaciosidade e a adaptabilidade nos espaços comuns

Embora a espaciosidade comum não seja tudo e seja, frequentemente, mal utilizada, tal como se apontou num artigo recente desta nossa revista, importa sublinhar que a espaciosidade comum é um aspecto que pode constituir-se numa evidente mais-valia em termos de diversificação dos usos do edifício residencial, do seu potencial de “contínua” adaptabilidade e da sua capacidade funcional e de convívio.

Evidentemente que podemos optar por uma espaciosidade caraterizada como mínima, aquela que deverá levar tudo o resto que não é doméstico para a rua pública, e esta é uma opção claramente válida, mas que tem de ter as devidas contrapartidas nessa rua pública, que tem de ser sossegada, animada e humanizada, ainda que em diversas zonas de uso; ou podemos optar por uma espaciosidade comum folgada, desde que bem ligada a usos directos e potenciais, proporcionando estadias e opções inesperadas no dia-a-dia.

Mas fazermos espaços comuns exíguos que influenciam ruas “mortas”, ou amplos espaços comuns, cuja amplidão é apenas dimensional e não motiva usos e apropriações parecem ser opções sem sentido.

Virtualidades residenciais do estacionamento em garagem

Este título suscitará, naturalmente, dúvidas, pois parece ser excessivamente delimitado nesta abordagem dos espaços comuns residenciais, mas a ideia é, simplesmente, que o estacionamento comum em garagem possa ser um espaço, pelo menos, minimamente agradável e com algum carácter doméstico, e deixe de ser uma espécie de “cave” residual, estritamente funcional, por vezes suja e frequentemente mal iluminada e com cheiros, por vezes, menos agradáveis através da qual entramos e saímos, quase sempre, no nosso edifício.

E, quem sabe, se bem para lá de um sítio apenas minimamemente agradável, talvez que as garagens comuns de estacionamento residencial possam vir a ser espaços bem dignos de receção e mesmo de convívio.

Não se irá aqui desenvolver muito o tema, mas somente apontar algumas ideias que se julga simples e que poderão garantir uma clara subida da qualidade residencial das garagens comuns.
Sublinha-se que esta matéria referida ao interesse que tem um adequado desenvolvimento das garagens comuns de estacionamento como “positivos” espaços comuns residenciais será abordada, em breve, aqui na Infohabitar em artigo específico; no entanto ela fica já aqui bem marcada pois este tipo de exigência deve, sem dúvida, marcar “estruturalmente” o projeto residencial multifamiliar.


Nota importante sobre as imagens que ilustram o artigo:

As imagens que acompanham este artigo e que irão, também, acompanhar outros artigos desta mesma série editorial foram recolhidas pelo autor do artigo na visita que realizou à exposição habitacional "Bo01 City of Tomorrow", que teve lugar em Malmö em 2001.

Aproveita-se para lembrar o grande interesse desta exposição e para registar que a Bo01 foi organizada pelo “organismo de exposições habitacionais sueco” (Svensk Bostadsmässa), que integra o Conselho Nacional de Planeamento e Construção Habitacional (SABO), a Associação Sueca das Companhias Municipais de Habitação, a Associação Sueca das Autoridades Locais e quinze municípios suecos; salienta-se ainda que a Bo01 teve apoio financeiro da Comissão Europeia, designadamente, no que se refere ao desenvolvimento de soluções urbanas sustentáveis no campo da eficácia energética, bem como apoios técnicos por parte do da Administração Nacional Sueca da Energia e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Lund.

A Bo01 foi o primeiro desenvolvimento/fase do novo bairro de  Malmö, designado como Västra Hamnen (O Porto Oeste) uma das principais áreas urbanas de desenvolvimento da cidade no futuro.

Mais se refere que, sempre que seja possível, as imagens recolhidas pelo autor do artigo na Bo01 serão referidas aos respetivos projetistas dos edifícios visitados; no entanto, o elevado número de imagens de interiores domésticos então recolhidas dificulta a identificação dos respetivos projetistas de Arquitetura, não havendo informação adequada sobre os respetivos designers de equipamento (mobiliário) e eventuais projetistas de arquitetura de interiores; situação pela qual se apresentam as devidas desculpas aos respetivos projetistas e designers, tendo-se em conta, quer as frequentes ausências de referências - que serão, infelizmente, regra em relação aos referidos designers -, quer os eventuais lapsos ou ausência de referências aos respetivos projetistas de arquitetura.

 

O presente artigo corresponde a uma edição ampliada, modificada e revista do artigo que foi editado na Infohabitar, em 10/04/2016, com o n.º 577.


Notas editoriais:

(i) Embora a edição dos artigos editados na Infohabitar seja ponderada, caso a caso, pelo corpo editorial, no sentido de se tentar assegurar uma linha de edição marcada por um significativo nível técnico e científico, as opiniões expressas nos artigos e comentários apenas traduzem o pensamento e as posições individuais dos respectivos autores desses artigos e comentários, sendo portanto da exclusiva responsabilidade dos mesmos autores.

(ii) No mesmo sentido, de natural responsabilização dos autores dos artigos, a utilização de quaisquer elementos de ilustração dos mesmos artigos, como , por exemplo, fotografias, desenhos, gráficos, etc., é, igualmente, da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores – que deverão referir as respetivas fontes e obter as necessárias autorizações.

(iii) Para se tentar assegurar o referido e adequado nível técnico e científico da Infohabitar e tendo em conta a ocorrência de uma quantidade muito significativa de comentários "automatizados" e/ou que nada têm a ver com a tipologia global dos conteúdos temáticos tratados na Infohabitar e pelo GHabitar, a respetiva edição da revista condiciona a edição dos comentários à respetiva moderação, pelos editores; uma moderação que se circunscreve, apenas e exclusivamente, à verificação de que o comentário é pertinente no sentido do teor editorial da revista; naturalmente , podendo ser de teor positivo ou negativo em termos de eventuais críticas, e sendo editado tal e qual foi recebido na edição.

 

 

Infohabitar, Ano XVI, n.º 750

 

Ainda sobre a inovação nos espaços comuns residenciais Infohabitar # 750

 

Infohabitar

Editor: António Baptista Coelho

Arquitecto/ESBAL – Escola Superior de Belas Artes de Lisboa –, doutor em Arquitectura/FAUP – Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto –, Investigador Principal com Habilitação em Arquitectura e Urbanismo no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

 

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abc@lnec.pt

 

Revista do GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional Infohabitar – Associação com sede na Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (FENACHE).