Mostrar mensagens com a etiqueta desenhar jardins. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta desenhar jardins. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 28, 2015

539 - Alguns desenhos comentados sobre cidade e natureza humanizada - Innfohabitar 539




O 3.º CIHEL recebeu 118 artigos.

Infohabitar, Ano XI, n.º 539

Alguns desenhos comentados sobre cidade e natureza humanizada
António Baptista Coelho

Apresentam-se, em seguida, alguns desenhos realizados sobre a temática a natureza e da cidade, ou da natureza, em pleno, na cidade e o seu interesse e força de expressão.
Todos estes desenhos foram realizados, no próprio local, em Olivais Norte - Encarnação, Lisboa (o esboço rápido foi feito no local e o acabamento, por vezes, realizado posteriormente).
Em cada um deles fazem-se alguns comentários curtos e práticos, por vezes, abordando o "desenho" e matérias de urbanismo.

A cidade e a natureza



Desenho 1: há um certo sentido de paisagem pormenorizada e viva, em jardins animados por pequenos animais, e quanto mais completo for o ambiente natural maior será a biodiversidade.

A cidade e a natureza pormenorizada


Desenho 2: é interessante ensaiar técnicas de desenho diferentes em temas/"modelos" bem conhecidos, da flora e da fauna; e as aguadas com uma base monocromática permitem uma certa liberdade de expressão. 

O verde urbano que se aproxima da natureza não artificial

Desenho 3: a natureza planeada e tratada pelo homem - trata-se de um pormenor do jardim que rodeia a Igreja de Santo Eugénio na Encarnação -, quando bem estruturada/acompanhada e com algumas dezenas de anos, aproxima-se muito do que poderá ser um bosque "natural", proporcionando uma experiência de "frescura", de profundidade, algum "mistério", e contínua diversidade de espetáculo, ao longo do dia e ao longo do ano, extremamente rica para todos, para todas as idades e muito especificamente para o "homo-urbanus".

O verde urbano como espetáculo e fonte de bem-estar e inspiração


Desenho 4: prolongando-se o anterior comentário, este apontamento (realizado de forma muito mais livre e em que se procurou aproximar o que se desenhou de uma sensação que pareceu marcar o local), exemplifica a ideia, bem real, de que o verde urbano, quando razoavelmente completo e dimensionado (atenção para não se fazerem minúsculas e ridículas "ilhas" de natureza que servem para muito pouco; mais vale planear e tratar bem boas árvores de arruamento), proporciona descontração, reflexão natural e agradável, afastamento estratégico à cidade (pois ela está próxima e no entanto "bem longe"), e muitos outros aspetos mentais e físicos de bem-estar e de saúde.

O verde urbano como fonte de inspiração e inovação


Desenho 5: prolongando-se o anterior comentário, o verde urbano, quando razoavelmente completo e minimamente extenso, conseguindo simular a natureza mais "selvagem" em composições bem perto de nós, é verdadeiramente "libertador"; e aqui procurou-se uma experiência de desenho mais livre em cores e formas.

A cidade e a natureza viva


Desenho 6: tal como se referiu no início deste artigo, há um certo sentido de paisagem pormenorizada e viva, em jardins animados por pequenos animais, e quanto mais completo e cuidado for o ambiente natural maior será a biodiversidade.

Infohabitar, Ano XI, n.º 539
Alguns desenhos comentados sobre cidade e natureza humanizada
Editor: António Baptista Coelho 
abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional


Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.

domingo, maio 17, 2015

533 - Do desenho ao espaço urbano I




O 3.º CIHEL recebeu 118 propostas de artigos.
Infohabitar, Ano XI, n.º 533

Do desenho ao espaço urbano

Artigo I da Série "Do desenho ao espaço urbano"

por António Baptista Coelho

Apresentam-se, em seguida, alguns apontamentos desenhados realizados, no local, a partir da observação de elementos naturais que caraterizam o Bairro de Olivais Norte em Lisboa. Estes desenhos rápidos são dedicados aos meus alunos do 1.º ano de Desenho do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade da Beira Interior.
Acompanham-se os apontamentos desenhados com breves apontamentos escritos sobre diversas matérias, quer relativas à elaboração dos desenhos, quer sobre aspetos a propósito, relacionados com o urbanismo e o habitat humano.
Inicia-se, assim, uma nova série editorial, intitulada "Do desenho ao espaço urbano".



Desenhos de árvores

Desenhos de árvores, aproveitando estarem ainda sem folhas ou com poucas folhas; a respetiva estrutura fica bem aparente, mais desenhável, e conseguimos atentar mais no sentido orgânico e na expressividade das formas, contando com alguma textura e especialmente com as sombras.



Caminhos entre as árvores

Os caminhos entre as árvores propiciam desenhar com um estimulante sentido de profundidade e de perspetiva natural e muito livre; acaba por ser um exercício que alia a libertação sempre dada pelo desenho de elementos naturais a uma aproximação à matéria do ordenamento urbano e paisagístico.

Os caminhos entre as árvores permitem-nos libertar o pensamento enquanto por eles passeamos, uma possibilidade excelente quando eles se "embebem" em meios urbanos.






Relação entre edifícios e natureza

Em termos de exercício de desenho é excelente associarmos o desenho de elementos naturais e edificados, pois tanto se referenciam mutuamente em termos dimensionais, como o seu diverso tratamento desenhado permite-nos uma experiência livre e expressiva, acentuando-se os aspetos caratetísticos de uns e outros.

Aliar natureza e espaço urbano  foi sempre um dos principais objetivos de muitos projetistas, talvez também pela razão acima referida (mais "plástica"), mas esencialmente pelos benefícios que daí resultam para o habitante; é apenas necessário que de tal conjugação nenhum dos elementos resulte menorizado, o que acontece claramente em Olivais-Norte, Lisboa. 





Relação entre edifícios e natureza

Os comentários feitos acima aqui se repetem, mas nesta vizinhança bem expressiva eles assumem especial interesse, tanto plástica como urbanisticamente.
E é muito interessante termos aqui uma natureza sabiamente projetada com um sentido quase "bravio", que é em boa parte cercada/contida por grandes e excelentes edifícios modernistas sobre pilares; o que propicia toda uma transparência ao nível térreo.




Natureza e biodiversidade na cidade

A imagem foi real e todos os dias se repete com infinitas variações, pois termos amplas zonas naturalizadas corresponde a termos um apoio forte à biodiversidade.

E em termos de prática de desenho é óptimo tentarmos "fixar" cenas completas como esta, que duram alguns instantes mas que podemos tentar fixar e colocar rapidamente no papel (a aguada fica para depois).





"Verde" urbano como espetáculo cromático

Ao longo do ano o verde urbano vai-nos oferecendo um verdadeiro espetáculo de formas, de cores e de cheiros; matéria tão importante para quem desenha como para quem habita estes espaços.
E reforça-se, aqui, o enorme interesse que há em desenharmos "repetidamente" os mesmos temas e os "mesmos" enquadramentos, uma técnica que nos faz desenhar cada vez com mais naturalidade e liberdade criativa.


O espetáculo das árvores

As árvores são espetáculo formal geral, de perspetiva e de tons de luz e cor.
Matérias que tanto interessam ao desenhador como ao projetista e, muito mais, ao habitante.



A natureza é contraponto da edificação

Desenhamos a natureza quase sem nos lembrarmos de fazer linhas direitas, quase que deixando o lápis ou a caneta desenharem sozinhos, com o objetivo de captar a forma geral do nosso modelo.

De certa maneira aqui fica a justificação do grande interesse da ligação entre natureza e espaço urbano, pois aquela suaviza, naturaliza e esbate a frequente "dureza" e forte geometria dos espaços construídos e edificados.



Infohabitar, Ano XI, n.º 533

Artigo I da Série "Do desenho ao espaço urbano"

Editor: António Baptista Coelho –
abc@lnec.pt e abc.infohabitar@gmail.com
GHabitar (GH) Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional


Edição: José Baptista Coelho - Lisboa, Encarnação - Olivais Norte.